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Flávio faz “pronunciamento à nação” e cola Moraes em Lula

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aproveitou o dia inédito e histórico no Supremo Tribunal Federal para “interromper” o horário eleitoral gratuito com um “pronunciamento à nação”, no qual busca colar a imagem desgastada do ministro da Corte, Alexandre de Moraes, ao presidente Lula — seu adversário na disputa presidencial.

“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”,disse Flávio no vídeo obtido pela CNN, que vai ao ar no horário eleitoral das 13h.

Ele diz ainda que o atual governo “decidiu governar ao lado de uma parte do STF” e faz parte de “um sistema que está apodrecido”.

Eu estou interrompendo a campanha eleitoral nesse momento, diante da gravidade de tudo o que está acontecendo. O nosso destino é muito mais importante do que qualquer questão política. O Brasil está sendo passado a limpo. O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei. Não é à toa que isso tudo está acontecendo. É porque o atual governo, a gente não pode deixar de dizer, ele faz parte desse sistema que está apodrecido. E a gente está vendo esse sistema podre se revelar aos olhos de toda a nação”, diz ele.

O candidato afirmou ainda que o “escândalo” de Alexandre de Moraes “nem é o pior”.

“E o escândalo do Alexandre de Moraes, veja que absurdo, nem é o pior. Escândalo mesmo é não poder andar em paz nas ruas porque o medo tomou conta. Escândalo é tanta gente endividada sem conseguir pagar as contas. Escândalo é ver o carrinho de compras cada vez mais vazio”, afirma.

Na gravação, Flávio voltou a defender o fim da reeleição e algumas de suas bandeiras, como segurança pública, combate ao crime organizado e a melhora na economia.

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Aliado de Trump publica imagem de IA de Moraes com tornozeleira eletrônica

Jason Miller, um aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), com uma tornozeleira eletrônica.

O ex-conselheiro de Trump compartilhou junto com a imagem uma reportagem do jornal britânico Financial Times, que afirma que a disputa “acirrada” entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes pode ter “impacto decisivo” nas eleições presidenciais brasileiras de outubro.

A revelação tornou Moraes um dos principais focos do crescente escândalo de corrupção desencadeado pelo colapso de US$ 10 bilhões do Banco Master no ano passado. Escândalo bancário brasileiro envolve o Supremo Tribunal Federal“, citou Miller na rede social X.

O STF analisa nesta terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A sessão acontece após duas semanas de tensão na Corte, marcadas por trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações pelo ministro André Mendonça.

Essa não é a primeira vez que Jason Miller critica autoridades brasileiras. Em janeiro, o aliado de Trump fez uma publicação nas redes sociais xingando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o petista criticar a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.

Lula afirmou na ocasião que a operação americana na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, ultrapassou uma “linha inaceitável”.

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Cármen, Kassio e Toffoli serão “fiéis da balança” em sessão sobre Moraes

Com a percepção de que se formaram duas alas opostas no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli são vistos como determinantes para o desfecho de uma sessão histórica que expõe a divisão entre os integrantes da mais alta Corte do país.

Nesta terça-feira (15), o Supremo vai analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão foi marcada após dias de tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações, até então sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A guerra de ofícios teve continuidade no fim de semana, quando o presidente do STF, Edson Fachin, tomou para si a relatoria do caso envolvendo Moraes.

A expectativa é que os ministros decidam sobre uma possível abertura de investigação contra Moraes. Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de um processo contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

Como a CNN tem mostrado, a maioria dos ministros se divide em duas alas. De um lado, Moraes teria o apoio de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Esse grupo tem acompanhado Moraes em casos de grande repercussão. O de maior destaque foi o que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

Do outro lado, Mendonça contaria com o voto de Luiz Fux, que acompanhou a decisão do ministro de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na semana passada.

Posteriormente, a decisão foi derrubada por Fachin, que reintegrou Andrei ao cargo. Apesar de ter revertido a decisão de Mendonça, o presidente do STF tem dado sinais de que votará em desfavor de Moraes.

De acordo com apuração da CNN, Fachin também tende a propor que, caso o pedido de abertura de investigação seja aprovado, Moraes seja afastado da Corte enquanto durarem as investigações sobre as relações do ministro com Daniel Vorcaro.

A dúvida recai sobre os votos de Cármen Lúcia, Nunes Marques e Toffoli – este último pode se declarar suspeito e deixar de participar do julgamento, a exemplo do que fez em decisões envolvendo o caso Master.

Já Nunes Marques, que é próximo de Mendonça e acompanhou o ministro na decisão que afastou o diretor-geral da PF, tem um perfil mais garantista, o que torna incerto seu posicionamento durante a sessão.

No último fim de semana, a ministra Cármen Lúcia se dedicou a conversar com assessores de seu gabinete para preparar o voto desta terça. A interlocutores, ela tem ressaltado seu histórico de independência e afirmado que não se submeterá a pressões dos colegas.

Segundo apurou a CNN, a ala pró-Mendonça está confiante de que Cármen Lúcia votará pela abertura de uma investigação contra Moraes.

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Praça fechada, vigilância por drone e sem celular no plenário: como será a segurança em torno da sessão do STF nesta terça

PM reforça segurança no entorno do STF na manhã de 15 de setembro, dia da sessão para discussão sobre Moraes e Vorcaro — Foto: TV Globo

O STF analisa nesta terça-feira (15) um relatório da PF com 52 mensagens entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes. A Praça dos Três Poderes será fechada.

O policiamento será reforçado no perímetro da praça e no anexo do STF. Haverá proibição de manifestações e uso de drones e câmeras para monitoramento.

O reforço policial também ocorrerá na rodoviária do Plano Piloto, no aeroporto e na rodoviária interestadual. O GSI poderá usar grades no Palácio do Planalto.

O julgamento foi convocado por Edson Fachin na quarta-feira (9). Os ministros decidirão se abrem ou arquivam a investigação contra Moraes após pedido de nulidade da PGR.

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Governo de PE: João Campos tem 44% no 1º turno, contra 43% de Raquel Lyra, aponta Real Time

Pesquisa eleitoral divulgada nesta terça-feira (15) pelo instituto Real Time Big Data sobre as intenções de voto para o Governo de Pernambuco mostra que o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) tem 44% no primeiro turno, enquanto a governadora Raquel Lyra (PSD) tem 43%. Os dois candidatos estão, portanto, empatados tecnicamente dentro da margem de erro.

Os números são referentes ao cenário estimulado, quando uma lista de candidatos é apresentada aos entrevistados.

Veja o resultado:

João Campos (PSB): 44%
Raquel Lyra (PSD): 43%
Renan Hallais (Missão): 4%
Ivan Moraes (PSOL): 1%
Outros: 1%
Nulo/Branco: 4%
NS/NR: 3%

Os candidatos Guilherme Fonseca (PSTU), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Professora Camila (UP) e Victor Assis (PCO), somados, atingiram 1%.

A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de setembro, com as entrevistas de 1.600 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número PE-07953/2026.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem livremente em quem votariam, João Campos e Raquel Lyra aparecem com 25% cada e Renan tem 1%.

A pesquisa foi feita entre os dias 10 e 14 de setembro, com as entrevistas de 1.600 eleitores. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número PE-07953/2026.

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados respondem livremente em quem votariam, João Campos e Raquel Lyra aparecem com 25% cada e Renan tem 1%.

João Campos: 44%
Raquel Lyra: 44%
Nulo/Branco: 6%
Não sabe/Não respondeu (NS/NR): 6%

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Moraes chama diálogos com Vorcaro de fantasiosos e acusa Mendonça de farsa

Em documento de 44 páginas, protocolado na presidência do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes chamou de “diálogos fantasiosos” e “criminosas mentiras” as supostas trocas de mensagens que teria mantido com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Usando 26 vezes a palavra “ilegal” para referir-se à atuação do colega André Mendonça, Moraes valeu-se novamente dos relatórios de inteligência apócrifos da Polícia Federal para sustentar sua defesa, apresentada a menos de 12 horas da sessão do STF que analisará o pedido de abertura de investigação contra ele.

No documento, Moraes acusa Mendonça de”motivação político-eleitoral” e afirma que “está muito clara a tentativa de vingança” dos aliados de quem tentou acabar com a democracia no país.

“A tentativa de Golpe não se encerrou em 8/1/2023, simplesmente mudou seu modus operandi. Mas assim como na primeira vez, o SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL saberá resistir e sairá fortalecido, mantendo a Defesa plena da CONSTITUIÇÃO, do ESTADO DE DIREITO e da DEMOCRACIA”, disse o ministro em sua petição.

Moraes garante nunca ter atuado em nenhum caso envolvendo o Banco Master ou o escritório de sua esposa, Viviane Barci, no âmbito do STF.

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‘Inconstitucional e ilegal’, diz Moraes sobre investigação de Mendonça; ministro nega favorecimento a Vorcaro

Pela primeira vez desde o início da crise envolvendo a Operação Compliance Zero, o ministro Alexandre de Moraes falou publicamente sobre as suspeitas levantadas contra ele em relatórios produzidos no âmbito das investigações sobre o banqueiro Daniel Bueno Vorcaro.

Em manifestação enviada ao presidente do STF, Luiz Edson Fachin, nesta segunda (14), Moraes negou ter cometido qualquer irregularidade, afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e disse que jamais julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.

O ministro também classificou as acusações como uma tentativa de responsabilizá-lo por anotações produzidas por terceiros e afirmou que a ofensiva tem motivação “político-eleitoral”.

O documento foi apresentado na véspera do julgamento marcado para esta terça-feira (15), quando o plenário do STF vai analisar o relatório produzido pela Polícia Federal sobre mensagens atribuídas a Vorcaro e discutir se os elementos reunidos justificam a abertura de uma investigação envolvendo Moraes.

A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Fachin, e ocorre em meio a uma série de discussões sobre a validade do relatório, o alcance da análise dos ministros e a participação de integrantes diretamente citados no caso.

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Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

Cor Litúrgica: Branco

Bem-aventurada Virgem Maria das Dores – Memória | Terça-feira


Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. 26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo. Palavra da Salvação. (Jo 19,25-27).

Estimados leitores,

Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho.” Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe.”

Aos pés da cruz, encontramos Maria permanecendo junto de Jesus até o fim. Ela não foge diante do sofrimento; permanece, mesmo quando o coração de mãe está profundamente ferido. Sua presença silenciosa revela um amor que não abandona.

Maria contempla a dor do Filho e, ao mesmo tempo, acolhe a missão que Jesus lhe confia: “Eis o teu filho.” Naquele momento, ela se torna mãe também de todos nós. Sua dor transforma-se em entrega, e seu silêncio, em testemunho de fé.

Que, olhando para Maria, aprendamos a permanecer firmes junto de Jesus também nos momentos difíceis. Que ela nos ensine a confiar quando não compreendemos os caminhos de Deus e a transformar nossas dores em oração e esperança.

Maria, Mãe das Dores, rogai por nós e ajudai-nos a permanecer sempre junto de Jesus.

Tenham todos uma abençoada terça-feira!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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Cidade de São Paulo já registra o mês de setembro mais chuvoso desde 1943

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros/Governo de São Paulo/Divulgação

Apenas metade do mês já se passou, mas este é o setembro mais chuvoso na cidade de São Paulo desde o início da série histórica de medições, em 1943. Até 9h da manhã desta segunda-feira (14) tinham sido contabilizados 253,8 milímetros de chuva acumulada no Mirante de Santana, na zona norte da capital.

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros. O recorde anterior era de 1983, quando o Mirante de Santana contabilizou 243,1 milímetros. Na sequência aparecem os anos de 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

Segundo a previsão da empresa de meteorologia Climatempo, os paulistanos ainda terão de conviver com o excesso de umidade no ar por vários dias. A chuva deve começar a diminuir na terça-feira (15) mas a quantidade de nuvens só reduz na quinta-feira (17) o que permitirá que o sol apareça brevemente.

No entanto, a Climatempo informou que a persistência de ar frio de origem polar sobre a costa do Sul e do Sudeste do Brasil dificultará a elevação da temperatura, que não deve passar dos 20ºC na capital nesta semana.

“Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirma o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto.

O fenômeno climático El Niño está por trás das chuvas intensas que têm atingido o estado de São Paulo, segundo a Defesa Civil do Estado. As chuvas dos últimos dias, acompanhadas de vento ou granizo, causaram enchentes, alagamentos e desmoronamentos em várias regiões do Estado. Houve mortes em consequência dos temporais.

O El Niño é um fenômeno natural causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico próximo à linha do Equador. Ele se forma com intervalos irregulares de cinco a sete anos, nos últimos meses do ano, e dura em média de um ano a um ano e meio. Com a mudança no padrão de circulação atmosférica sobre o Pacífico, o El Niño pode alterar a distribuição de umidade e temperaturas em várias regiões do planeta.

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Tarifaço: Brasil e EUA voltarão a discutir tarifas em encontro do G20

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa/Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro vão se reunir com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante o encontro do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.

Elias falou rapidamente sobre o assunto com a imprensa após um evento no Palácio do Planalto. Ele não adiantou detalhes sobre o que será tratado no encontro, mas se limitou a dizer que estavam trocando documentos e combinando o encontro entre as duas equipes.

Tarifaço

Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

O USTR justificou a tarifa adicional dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Após isso, Rosa e Greer se reuniram, em ambiente virtual, no dia 31 de agosto, para iniciar uma nova etapa de renegociação das tarifas.

A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 21 de agosto. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

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Entenda como será o rito do julgamento do caso Moraes e Vorcaro no STF

Entenda como será o rito do julgamento do caso Alexandre de Moraes e Daniel  Vorcaro no Supremo - Jornal O Sul

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou nesta segunda (14) o rito que será seguido na sessão plenária extraordinária desta terça-feira (15), que envolve a discussão sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão está marcada para começar às 10h e será transmitida ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do Supremo no YouTube.

Após a abertura dos trabalhos, os ministros farão a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior e as saudações de praxe. Em seguida, será feito o pregão do processo, etapa que marca formalmente o início do julgamento.

O relator, presidente do STF, Edson Fachin, fará então a leitura do relatório e delimitará quais questões serão analisadas pelo plenário. Na sequência, a PGR (Procuradoria-Geral da República) poderá se manifestar. Também haverá espaço para eventuais sustentações orais.

Depois das manifestações, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão na sequência prevista pelo regimento da Corte.

Ao final, caberá ao presidente do Supremo proclamar o resultado do julgamento. A sessão ocorre após Fachin assumir, no sábado (12), a relatoria do caso, que estava sob responsabilidade de André Mendonça. Por isso, além de ler o relatório, ele será o primeiro a votar.

Acesso ao STF

O acesso ao plenário será restrito às pessoas que tiveram a inscrição confirmada pelo Cerimonial do Supremo. A entrada será feita pelos locais indicados pela Polícia Judicial, e todos passarão por detectores de metais e equipamentos de raio X.

Os jornalistas terão acesso apenas à marquise do edifício sede do Supremo, onde será montada uma estrutura com telões, cadeiras e mesas para acompanhamento da sessão.

No plenário, os celulares deverão permanecer desligados e guardados em sacolas de segurança lacradas durante toda a sessão. O rompimento do lacre poderá levar à retirada da pessoa do local. Também serão proibidos alimentos, bebidas e manifestações durante o julgamento.

A segurança será coordenada pelo STF em conjunto com órgãos federais e do Distrito Federal. O planejamento prevê compartilhamento de informações de inteligência, revistas, bloqueios, restrições no espaço aéreo e monitoramento de drones.

A Praça dos Três Poderes será fechada nesta terça-feira e não será permitido estacionar ou parar veículos a partir da região do Itamaraty.

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Paulo Gonet representará PGR em julgamento sobre caso Moraes no STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, representará a PGR (Procuradoria-Geral da República) no julgamento desta terça-feira (15) que pode determinar a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.

A CNN mostrou que Gonet decidiu evitar assinar pareceres e manifestações relacionados ao caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) até que o Conselho Superior do Ministério Público Federal analisasse as explicações dele sobre mensagens trocadas por meio de interlocutores com Daniel Vorcaro.

Relatório da Polícia Federal que foi tornado público há duas semanas pelo ministro André Mendonça, do STF, aponta que o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, teria intermediado conversas entre Gonet e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em conversas entre Ciro Soares e Vorcaro, de 14 de abril de 2024, o advogado diz que “Gonet é firme” e que “amizade é tudo”. Na sequência, pede para o empresário ler uma mensagem encaminhada.

Quase um ano depois dessa conversa, em 15 de março de 2025, Ciro Soares enviou ao Vorcaro uma foto com Gonet. O advogado disse em seguida ao banqueiro para que Vorcaro ligasse para Ciro porque “ele [Gonet] quer falar com você [Vorcaro].”

Os dois entraram em quatro chamadas de voz que duraram, cada uma, entre 17 e 57 segundos, além de ter uma ligação de Vorcaro que foi perdida. Depois, eles falaram por três minutos e 49 segundos no telefone.

Algumas semanas depois, no dia 28 de março daquele ano, Soares encaminhou a Vorcaro mensagens de Gonet desejando felicitações e afirmando estar com saudades. “Que bom! Estou na torcida por vocês! Já com saudade de você! Estou embarcando para Roma. Manda essa mensagem para ele”, teria dito Gonet nas mensagens encaminhadas pelo advogado a Vorcaro.

Interlocutores de Gonet dizem que o procurador-geral “mal conhecia Vorcaro” e esteve com ele uma única vez, e sustentam haver distorção e “suposições absurdas” no relatório policial. Essas fontes afirmam que Gonet deve prestar as explicações necessárias em breve ao Conselho Superior do MPF.

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PGR cobra explicação de Mendonça sobre pagamentos de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República enviou solicitação de informação ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, sobre a lista de pagamentos de Daniel Vorcaro.

O questionamento é para saber se o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a ter acesso a informações de repasses a um político com prerrogativa de foro.

Nesta segunda-feira (14), o ministro tirou o sigilo de uma petição sobre pagamentos feitos a entidades e associações pelo ex-dono do Banco Master.

Nos documentos, há, em março, um ofício da Polícia Federal pedindo que o magistrado autorizasse o acesso da corporação aos pagamentos a pessoas com foro privilegiado.

No documento, não consta a informação se Mendonça ignorou o pedido ou se autorizou a força policial. E também não aparece quem seria o investigado com prerrogativa de foro.

A divulgação parcial dos dados foi alvo de críticas do grupo do ministro Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de esconder dados do inquérito do Banco Master.

Ela ocorre em meio a uma disputa entre Moraes e Mendonça sobre a transparência completa dos dados referentes à investigação do Banco Master.

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André Mendonça retira sigilo de rede de pagamentos do Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo de dados de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília, e do Banco Master. A queda do sigilo torna público um relatório de inteligência financeira.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a disponibilização de relatórios de inteligência financeira (RIF) vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com a apuração.

O RIF é um relatório técnico que aponta movimentações financeiras atípicas ou suspeitas. O Coaf elabora o documento após receber alertas de bancos, seguradoras e outras instituições obrigadas por lei. Ele reúne dados sobre valores globais, partes envolvidas e indícios de crimes como lavagem de dinheiro.

O STF já tornou públicos 53 procedimentos de apurações relacionados ao caso Master. A retirada dos sigilos foi concluída após pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A PGR se manifestou a favor da retirada do sigilo, em pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, nesse domingo (13). Moraes pediu a Fachin o levantamento do sigilo do inquérito antes do julgamento desta terça-feira (15), marcado para discutir se a Corte deve apurar a relação dele com o banqueiro.

O presidente do STF enviou o pedido para manifestação da PGR, que defendeu a retirada do sigilo. Após essa manifestação, Fachin solicitou a Mendonça o levantamento do sigilo.

O que diz a PGR

A manifestação favorável da PGR é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateabriand Filho.

Ele diz que a PGR não tinha se manifestado a favor dessa retirada de sigilo anteriormente porque não tinha ciência de que o documento existia. A procuradoria tem se manifestado a favor de todos os pedidos de retirada de sigilo.

Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que também deve ser retirado o sigilo“, diz.

Está previsto para esta terça-feira (15) o julgamento pelo STF sobre as mensagens reveladas pela PF entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Na semana passada, Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir no plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro e o ex-banqueiro preso.

O material foi produzido por determinação de André Mendonça e provocou uma crise sem precedentes no Supremo por conta das investigações do Master.

Relatório da PF

A Procuradoria-Geral da República já se manifestou, no Supremo, a favor de que o relatório produzido por Mendonça seja arquivado sob o argumento de que a sua produção foi irregular.

Isso porque, conforme a PGR, a elaboração foi determinada pelo ministro, dentro das investigações do caso Master, sem comunicação prévia à Presidência, sem submissão ao plenário e com suposto direcionamento.

Um vício, ou seja, uma falha na origem do relatório, poderia fazer com que os ministros sequer discutissem se as mensagens justificam a abertura de uma investigação, ou se seria necessário ter acesso às mensagens de Moraes em resposta a Vorcaro para a apuração ser aberta.

Ao longo das investigações, a PF localizou 52 mensagens de 21 de dezembro de 2023 a 17 de novembro de 2025 – data em que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez.

O relatório da PF afirma que o ministro atuou diretamente na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões, assinado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa do ministro.

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João Campos comenta acusação de “fura-fila”: “A Justiça vai decidir”

Socialista alegou não haver irregularidades e que os trâmites transcorreram da forma devida, sem qualquer tipo de favorecimento/Foto: Reprodução

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) comentou, nesta segunda-feira (14), sobre a polêmica envolvendo a nomeação de um candidato no concurso para a Procuradoria-Geral do Recife realizado em dezembro do ano passado. Na ocasião, um participante da ampla concorrência teria sido aprovado na lista para pessoas com deficiência com um recurso apresentado após a prova. Em sabatina promovida pela TV Globo, o socialista alegou não haver irregularidades e que os trâmites transcorreram da forma devida, sem qualquer tipo de favorecimento.

A pessoa que supostamente tinha sido prejudicada trabalha desde o primeiro dia. É uma disputa entre duas pessoas com deficiência: uma pessoa com deficiência física e outra pessoa com deficiência intelectual. O recurso administrativo foi apresentado, como centenas que são apresentados na rotina da prefeitura. Eu nomeei mais de 12 mil pessoas, enquanto prefeito do Recife, com concurso público”, disse.

João alegou que o embate segue transcorrendo na esfera judicial. “A disputa administrativa se encerrou e hoje acontece na Justiça. A Justiça vai decidir. Isso é uma rotina, são centenas de processos administrativos e, repito: nunca, nenhum filho de juiz trabalhou na Procuradoria do Recife”, afirmou. Sobre a solicitação de inserção nas vagas de cotas feita pelo candidato posteriormente ao prazo estabelecido, Campos afirmou que as autoridades devem decidir sobre a validade.

O candidato que tem deficiência intelectual apresentou um laudo feito pela Justiça Federal, pelo Tribunal Regional do Trabalho, apresentando esta condição e requerendo o direito dele. Naquele momento foi feito um diagnóstico, havia sido depois da inscrição, mas a condição de ter TEA [Transtorno do Espectro Autista] era anterior. Isso é um procedimento administrativo, mas, como eu disse, ele foi revisto e a disputa agora se dá no ambiente da Justiça, como deve se dar”, argumentou. “No mercado [de São José], então, claro, a gente tem que respeitar a regra, inclusive para a preservação do patrimônio”, completou.

Aditivos em obras municipais

Durante a entrevista, o candidato também comentou sobre uma crítica recorrente de adversários, relativa à utilização de aditivos nas obras ocorridas no período em que estava à frente da gestão municipal. Para João, o incremento no orçamento inicial planejado está dentro da legalidade e se sujeita às intercorrências surgidas no andamento das construções. O candidato utilizou como exemplo as obras da orla de Boa Viagem e a reforma do Mercado de São José.

Essas duas obras que você está citando, elas seguem estritamente a legislação brasileira. Aditivos são permitidos duas formas: aditivo de valor e aditivo de prazo. Tudo tem uma regra que disciplina isso, no caso da obra de Boa VIagem, eu poderia ter escolhido o caminho mais fácil, que é ter feito algo que, em 100 anos, nunca teve saneamento da orla, porque nunca teve coleta de esgoto, nunca teve abastecimento de água, nunca teve gás encanado, eletricidade, enfim, telecomunicações, e nós construímos esse caminho, disse.

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