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Fux e Mendonça indicam existência de PF “paralela” em julgamento do STF

Durante julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (15), os ministros Luiz Fux e André Mendonça apontaram a existência de uma PF (Polícia Federal) “paralela” voltada ao monitoramento de ministros da Corte.

Fux afirmou que é preciso ter responsabilidade judicial e “que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário“. Também declarou que a “remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo desses desvios praticados pela Polícia Federal”.

O magistrado ainda disse que o ministro e na época relator do caso, André Mendonça, tinha ido ao Planalto “dizer que eles eram responsáveis por isso, porque deixou a crise da Polícia Federal com o Supremo ocorrer. Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal“, destacou.

Na sessão, Mendonça concordou com o ministro e afirmou que uma “PF paralela foi instituída”. Fux endossou a declaração, afirmando que “nós estamos vendo hoje uma PF paralela“.

O ministro André ainda reforçou que a corporação estaria atuando no monitoramento de ministros do STF e disse “não pense que vossa excelência esta a salvo não”.

Mendonça, que era o relator do caso, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada da Costa, após apontar monitoramento irregular.

Em sessão virtual, os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques anteciparam seus votos e acompanharam decisão do ministro relator e o ministro Gilmar Mendes pediu vista para análise do caso.

No plenário do STF que analisa relatório da PF, Fux aproveitou para justificar a antecipação do voto para “manter a coerência da nossa posição”. E ainda alegou que a decisão de Gilmar foi para “para estancar o julgamento”.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Após bate-boca, Dino diz a Fachin que falas em sessão não foram “pessoais”

O ministro Flávio Dino procurou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, no intervalo da sessão desta terça-feira (15) para esclarecer ao colega que não teve a intenção pessoal ao rebatê-lo durante a primeira parte da sessão da Corte.

Na sessão, que teve início às 10 horas, os ministros do STF analisam um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens atribuidas a Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo bastidores, a relação entre os dois está estremecida há dias. Em duas ocasiões durante o julgamento, Flávio Dino fez críticas a Edson Fachin sobre decisões tomadas por ele como presidente da Corte.

Em uma delas, Dino interrompeu a fala do ministro Dias Toffoli e, em seguida, o presidente da Corte chamou a atenção de Dino, dizendo que, antes de interromper, era preciso pedir a palavra ao presidente do Supremo.

Os dois divergiram sobre entendimento do Regimento Interno do STF que trata das regras para que um ministro possa ter direito à palavra durante uma sessão.

Na sequência, Dino fez provocação a Fachin, ao elogiar o ministro Kassio Nunes Marques, que se declarou impedido de julgar o caso.

Como Vossa Excelência disse no início, é preciso preservar ponderação, temperança, equilíbrio“, afirmou. O presidente da Corte rebateu: “Exatamente, inclusive para seguir o Regimento“.

Em um segundo momento, Flávio Dino disse a Fachin, que “em nenhum tribunal do país, nenhum, não é só no Supremo, um presidente pode destituir um relator”, se referindo à decisao do presidente da Corte de avocar para si a relatoria de inquéritos envolvidos nas investigações da PF sobre o Master e INSS, um deles de Flávio Dino.

Vossa Excelência avocou cinco processos. Um meu, três do André e um do Alexandre.”

Dino argumentou que a estabilidade dos relatores serve como barreira de proteção contra ingerências administrativas, ressaltando que a atuação dos magistrados deve se ater estritamente aos ditames do devido processo legal. “A capa de Vossa Excelência é igual à minha. […] Por que é igual? Porque esse é um Tribunal de iguais.”

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“Quem é o vazador-geral da República?”, questiona Gilmar em sessão do STF

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), questionou nesta terça-feira (15) quem seria o “vazador-geral da República”, durante julgamento da Corte.

Há um relatório da Polícia Federal submetido ao relator ainda em abril que detalha justamente o vazamento que gerou, ainda em março, essas suspeitas divulgadas pela imprensa“, disse na sessão que analisa o relatório da PF (Polícia Federal) que reuniu mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Beira a desfaçatez sustentar que, ao ordenar a elaboração do relatório que originou o presente feito, o então relator não sabia exatamente que tipo de achados poderiam ser encontrados. (…) Quem é o vazador-geral da República? Interessante que nos nossos gabinetes não vaza nada“, complementou, se referindo ao ministro André Mendonça.

Em resposta, Mendonça afirmou que “todos os vazamentos tem determinação de instalação de inquérito”.

As investigações serão feitas. Não pode ocorrer nos termos de alguém que vem desprezando a colegialidade, ainda mais em período eleitoral. É evidente que se trata de um boneco eleitoral”, rebateu Gilmar.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Moraes diz ter provas de pressão por delação; Mendonça rebate: “Mentira”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (15) ter provas de que o ministro André Mendonça tentou influenciar delações premiadas para incluir o nome de Moraes entre os delatados. Em resposta, Mendonça disse se tratar de uma “mentira” e afirmou que em seu momento de voto se manifestaria sobre as acusações.

As declarações ocorreram durante a sessão da Corte que analisa o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O plenário deverá decidir se o relatório da PF é válido e se deve ser aberta uma investigação contra Moraes. O documento foi elaborado a pedido de Mendonça.

Veja o que disseram os ministros na sessão:

Alexandre de Moraes: “Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?

André Mendonça: “Não é questão de medo, não”

Alexandre de Moraes: “Não estou pergunto a Vossa Excelência”

André Mendonça: “Mas eu estou lhe respondendo”.

Alexandre de Moraes: “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada? E vamos trazer aqui, presidente, testemunhas que eu vou indicar. Vou chamar aqui advogados. Eu tenho testemunhas de que o ministro André disse, em reunião…”

André Mendonça: “Mentira, isso é mentira”.

Alexandre de Moraes: “Vamos chamar? Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira”.

André Mendonça: “Podem chamar quem quiser, vão mentir”.

Alexandre de Mores: “O ministro André chamou: incluam o ministro Alexandre. Por que? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”.

André Mendonça: “Ah, presidente….eu não vou responder, no meu momento de fala, eu falo“.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Toffoli se declara suspeito e decide não participar de julgamento que pode abrir investigação sobre Moraes

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participará do julgamento sobre eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master em fevereiro. O ministro já havia se afastado de outros julgamentos relacionados ao tema.

O STF decide nesta terça-feira (15) a validade de relatório da PF com mensagens enviadas a Moraes. A PGR pede a nulidade deste documento.

A suspeição ocorre após investigações apontarem elos de Toffoli com o banco. Uma empresa de seus irmãos vendeu participação em resort por R$ 3,1 milhões.

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Kassio Nunes Marques se declara impedido em julgamento sobre Moraes

O ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido de votar na sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) que analisa a conduta do ministro Alexandre de Moraes após a revelação de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro direcionadas a ele.

Os nomes de Nunes Marques e de seu filho apareceram em diálogos extraídos do celular de Vorcaro.

O ministro disse na sessão que nunca troquei nenhuma mensagem com Daniel Vorcaro.

“No entanto, eu entendo que eu tenho uma missão, e que para mim eu entendo que essa missão é mais importante, que é assegurar o equilíbrio nas eleições de 2026. O TSE [Tribunal Superior Eleitoral] tem se mantido equidistante de todos que rondam o processo eleitoral. Eu não tenho dúvida, e os debates vão influir, que esse julgamento pode impactar o processo eleitoral. Então não me sinto confortável de participar desse julgamento. Eu me declaro impedido”, afirmou o ministro.

Em uma das mensagens, o ex-diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, responde a uma mensagem de Vorcaro com dados de Kevin Marques e a menção ao valor de R$ 500 mil por mês.

Os pagamentos, de acordo com os diálogos, seriam feitos por meio da Consult Inteligência Tributária.

Em nota, a defesa de Kevin Marques disse que ele não prestou serviço ao Banco Master nem recebeu dinheiro e Vorcaro.

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Celular de Vorcaro cita R$ 500 mil para filho de Nunes Marques

Conversas extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro relacionam o advogado Kevin Marques ao valor de R$ 500 mil. Ao lado do nome do advogado aparece um número de telefone do filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. À coluna, o ministro disse que o filho nunca trabalhou para o Master e, portanto, não recebeu valor algum do Master. Ele afirmou ainda que não teve acesso ao conjunto de mensagens.

Em mensagem enviada a Vorcaro às 10h41 do dia 4 de julho de 2025, o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, encaminha ao chefe um arquivo contendo o nome “Kevin Marques”, um número de telefone acompanhado do texto: “Esse aqui — 500 mil mês — mantém?”.

Na sequência, o executivo envia duas risadas e comenta em referência a Kevin: “Esse aqui já era, né?”.

Vorcaro responde também com “kkkk”.

Em outra mensagem, em 8 de agosto de 2025, Rennó reenvia a mesma planilha com o valor e o nome do advogado e escreve três mensagens para Vorcaro: “esse aí”, “único meu que faltou” e “foi pago”.

Em nova troca de mensagem via WhatsApp, o executivo informa Vorcaro que “ganhamos Alcídia”, uma referência à destilaria Alcídia, em Teodoro Sampaio (SP), que ganhou causa de repercussão bilionária no Supremo com os votos de Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques. O julgamento foi concluído em 1º de outubro de 2024. 

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Filho de Fux ofereceu tapete vermelho a Vorcaro

Conversas extraídas do celular do ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro mostram uma relação de proximidade entre ele e o advogado Rodrigo Fux, filho do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os diálogos, que se estendem de maio de 2024 a pelo menos agosto de 2025, misturam assuntos profissionais, encontros, festas, Carnaval e convites para programas pessoais.

O tratamento entre os dois é informal e recorrente. “Irmão”, “meu amigo” e “meu caro” aparecem diversas vezes nas conversas. Logo no início dos diálogos, em maio de 2024, Vorcaro pergunta a Rodrigo se ele iria a um encontro. O advogado responde: “Me fudi aqui. Não vou conseguir. Patroa na cola” e pergunta: “Tá o fervo aí?”. Vorcaro responde: “Pqp” e “Perdeu”.

Dias depois, Rodrigo propõe um novo encontro: “Quando estiver em SP te dou um toque pra almoçarmos ou fumarmos um charuto”. Vorcaro aceita e informa quando estaria em Brasília e São Paulo. Os dois combinam de fazer algo juntos na capital paulista.

A proximidade também se estendia ao campo profissional. Em novembro de 2024, Vorcaro procurou Rodrigo dizendo que queria sua ajuda em um caso: “Quero te chamar pra me ajudar num caso”. O filho de Fux se colocou à disposição, marcou uma videoconferência para o dia seguinte e respondeu: “Será um prazer, se eu puder ajudar”. Vorcaro agradeceu: “Valeu irmão”.

Na sequência, Vorcaro enviou ao advogado um documento identificado nas mensagens como “SLAT TABU”. Rodrigo respondeu “Vou ler” e, no dia seguinte, informou que conseguiria analisar o material em detalhes no fim de semana.

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CNT/MDA: Lula tem 10 pontos de vantagem sobre Flávio no 1º turno; diferença é de 7,3 no 2º

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera a disputa pela Presidência da República com 40,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 30,4%, segundo a nova rodada da Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA. A diferença entre os dois é de cerca de 10 pontos percentuais na pesquisa estimulada de primeiro turno.

Na sequência aparecem Augusto Cury, com 6%, Ronaldo Caiado, com 3%, e Renan Santos, com 2,7%. Os demais candidatos ficam abaixo dos 2%.

Na comparação com a rodada de agosto, a CNT/MDA mostra Lula oscilando de 42% para 40,5%, enquanto Flávio passou de 29% para 30,4%. Com isso, a distância entre os dois no primeiro turno diminuiu. Em abril, Lula aparecia com 39% e Flávio, com 30%; em junho, os percentuais eram de 42% e 28%, respectivamente.

A pesquisa espontânea, na qual os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, também coloca Lula na liderança. O presidente é citado por 36,6%, contra 26,7% de Flávio Bolsonaro. Augusto Cury tem 4,4%, Ronaldo Caiado, 1,6%, e Renan Santos, 1,6%. Nesse cenário, 20,8% ainda se dizem indecisos.

A avaliação negativa do governo federal é de 39,4%, enquanto a positiva registra 33,8%. Outros 25,4% consideram o governo regular. Na avaliação pessoal do presidente, 49,7% desaprovam o desempenho de Lula e 45,9% aprovam.

Vantagem de Lula sobre Flávio cai no segundo turno
A CNT/MDA também simulou confrontos de segundo turno. No principal deles, entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47,3%, enquanto o senador registra 40%. Brancos e nulos representam 10,2% e outros 2,5% não souberam responder.

Apesar da liderança de Lula, a diferença diminuiu. Em agosto, o petista tinha 48% contra 39% de Flávio, uma vantagem de nove pontos. Agora, a distância é de 7,3 pontos percentuais.

Lula também lidera todos os demais cenários de segundo turno testados. Contra Augusto Cury, marca 45,3%, ante 38,4%. Diante de Ronaldo Caiado, são 46,4% contra 37,3%. Contra Renan Santos, o placar é de 47,3% a 33,9%, e, diante de Romeu Zema, de 47,7% a 34,5%.

Outro dado mostra que a eleição chega à reta final com o voto mais consolidado. Entre os entrevistados que escolheram um candidato, 79,8% afirmam que a decisão é definitiva, enquanto 20,2% admitem que ainda podem mudar de opinião. Em agosto, 71,2% consideravam o voto definitivo.

Ao mesmo tempo, os dois líderes concentram as maiores rejeições. No levantamento sobre potencial de voto, 53,6% afirmam que não votariam em Flávio Bolsonaro, enquanto 46,4% descartam votar em Lula. O potencial de voto, soma de quem diz que votaria com certeza com quem admite votar, chega a 51,9% para Lula e 42,7% para Flávio.

A polarização também aparece quando os entrevistados são questionados sobre seus receios em relação ao resultado. 35,5% dizem temer a volta de alguém da família Bolsonaro ao governo, enquanto 34,7% apontam como maior receio a continuidade do governo Lula. Considerando também os 9,4% que dizem temer tanto uma vitória de Lula quanto de Flávio, a pesquisa calcula que 44,9% manifestam medo relacionado ao retorno dos Bolsonaro e 44,1%, à continuidade de Lula.

A 170ª rodada da Pesquisa CNT de Opinião foi realizada pelo Instituto MDA entre 9 e 13 de setembro, com 2.002 entrevistas presenciais em todas as regiões do país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06902/2026.

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EUA assumem pela 1ª vez possuir armas em órbita

Um eclipse solar total passa sobre o México, os Estados Unidos e o Canadá. Milhões de pessoas testemunharam o céu escurecer quando a Lua passou entre a Terra e o Sol. Astronautas a bordo da estação capturaram a sombra lunar atravessando o continente norte-americano. — Foto: Nasa

Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez publicamente nesta segunda-feira (14) que possuem armas de controle espacial posicionadas em órbita. A informação foi divulgada pelo secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, durante uma conferência militar.

Meink não informou quais são os equipamentos, quantas armas estão em órbita ou como elas funcionam.

Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”, disse ele durante discurso.

Segundo um funcionário do governo ouvido pelo jornal americano “The Washington Post” sob condição de anonimato, o sistema teria capacidade de destruir ou neutralizar um satélite inimigo caso ele esteja sendo usado para atingir tropas ou satélites americanos.

A Força Espacial dos EUA afirmou, em comunicado, que as capacidades de controle espacial podem ser usadas tanto para ações ofensivas quanto defensivas. Segundo a nota, os sistemas permitem aos militares americanos disputar e controlar o domínio espacial por meios “cinéticos e não cinéticos” para afetar recursos de adversários.

A revelação representa uma mudança no discurso público dos Estados Unidos sobre a capacidade militar americana no espaço. Autoridades das Forças Armadas costumam ser cautelosas quando questionadas sobre o assunto e citam questões de segurança nacional.

Em 2022, John Raymond, primeiro chefe de operações espaciais da Força Espacial dos EUA, afirmou que o principal objetivo do país “é impedir a guerra”.

O que as armas podem fazer?

Os Estados Unidos não divulgaram detalhes sobre os equipamentos mencionados por Meink. A descrição oficial, porém, indica que eles podem ser empregados para interferir ou atacar sistemas espaciais de adversários.

Uma das possibilidades seria o uso contra satélites considerados uma ameaça a forças americanas. Esses equipamentos são essenciais para atividades militares como comunicação, vigilância e navegação.

A capacidade também é apresentada pelos EUA como uma forma de dissuasão, ou seja, de tentar impedir que um adversário ataque os norte-americanos ao saber que poderá sofrer uma reação.

Os Estados Unidos também estão desenvolvendo uma rede de interceptadores baseada no espaço que deverá integrar, no futuro, o sistema de defesa antimísseis Golden Dome, uma das principais iniciativas militares do governo de Donald Trump.

Meink afirmou que esses interceptadores estão agora “prontos para o voo”. Não há indicação, porém, de que o armamento revelado nesta segunda-feira faça parte desse programa.

A confirmação ocorre em meio ao aumento das tensões estratégicas entre os Estados Unidos, a China e a Rússia. Pequim, inclusive, pediu nesta terça que Washington “pare de se preparar para guerra” no espaço.

Durante anos, os EUA acusaram os adversários de desenvolver e realizar manobras militares no espaço. Entre as capacidades apontadas pelos americanos estão sistemas capazes de interferir em satélites e outras tecnologias de combate espacial.

A Força Espacial dos EUA afirma que a China desenvolve capacidades espaciais e antiespaciais como parte de sua modernização militar. Já a Rússia considera o espaço um domínio de combate e também desenvolve sistemas capazes de afetar satélites.

Militarização do espaço

A disputa militar no espaço começou ainda durante a Guerra Fria. Pouco depois de a União Soviética lançar o Sputnik, em 1957, Estados Unidos e Moscou passaram a estudar maneiras de colocar armas em órbita e de destruir satélites.

Uma das principais preocupações na época era a possibilidade de instalação de armas nucleares no espaço.

Em 1967, Estados Unidos, União Soviética e outros países assinaram o Tratado do Espaço Exterior, que proíbe a instalação de armas de destruição em massa em órbita.

O tratado não impede, porém, o desenvolvimento de outras armas ou sistemas capazes de atingir satélites. Desde então, Estados Unidos, Rússia, China e Índia desenvolveram diferentes capacidades antissatélite.

Esses sistemas podem ser usados para atingir equipamentos fundamentais para operações militares, como satélites de comunicação, vigilância e navegação.

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Dino pede a Fachin investigação sobre elo entre Banco Master e instituto ligado a André Mendonça

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta terça-feira (15) ao presidente da Corte, Edson Fachin, que seja investigada uma possível relação entre o Banco Master, o Instituto Iter — ligado ao ministro André Mendonça —, e contratos firmados pelo município de São Paulo.

A decisão de Dino é relacionada a uma ação que discute regras para o funcionamento de cemitérios privados no estado. O ministro cita uma série de circunstâncias que, na avaliação dele, precisam ser esclarecidas.

O caso envolve a apuração aberta pelo Ministério Público do Estado de São Paulo que envolve possíveis irregularidades na concessão dos serviços cemiteriais e eventual vínculo entre a Cortel, a empresa concessionária, e o Banco Master.

O primeiro ponto envolve a atuação de André Mendonça em um processo sobre os cemitérios privados de São Paulo.

Quando o julgamento foi retomado, em abril de 2025, Mendonça apresentou um voto contrário à manutenção de uma decisão individual de Dino que afetava os cemitérios privados. Com isso, ficou alinhado aos pedidos dessas empresas.

Ao analisar o caso, Dino chamou atenção para o fato de que Alexandre de Almeida Mendonça, irmão de André Mendonça, trabalha na SP Regula, agência responsável pela regulação de serviços públicos de São Paulo. O irmão atua justamente na área funerária e cemiterial.

A preocupação apontada por Dino é verificar se havia alguma relação entre esses fatos que pudesse indicar conflito de interesses, favorecimento ou atuação indevida.

Encontro com Vorcaro

Dino também cita um encontro entre André Mendonça e Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.

Segundo a decisão, a reunião ocorreu em 14 de março de 2025, na sede do Instituto Iter, entidade fundada por Mendonça.

Flávio Dino aponta que Mendonça suspendeu o julgamento sobre a “privatização” dos cemitérios um dia depois, portanto, 15 de março daquele ano.

O caso foi devolvido por Mendonça para julgamento no dia 4 de abril. Ele abriu divergência “votando, portanto, de acordo com os pleitos dos cemitérios privados“, afirmou Dino.

Outro ponto reforçado pelo magistrado é que, em julho de 2024, Alexandre Mendonça, irmão do ministro, foi nomeado superintendente da agência e, “em 26 de maio de 2026, já no curso desta ação e enquanto ainda pendente a conclusão do julgamento da medida cautelar, foi promovido a Secretário-Executivo da SP Regula”.

Instituto ligado a Mendonça

Mendonça era um dos sócios do Instituto Iter, instituição criada em 2024 e voltada para atividades educacionais e acadêmicas.

Segundo a decisão, o Instituto Iter passou a prestar serviços para o município de São Paulo. A prefeitura, por sua vez, é responsável pela contratação de empresas privadas que atuam no setor funerário, como a Cortel.

Na decisão, Dino cita ainda Fabiano Zettel — cunhado de Vorcaro e também investigado na Operação Compliance Zero —, que trabalhava na Cortel.

Além desse contrato, o ministro afirma que o Instituto Iter também teria firmado, sem licitação, um contrato de aproximadamente R$ 1,63 milhão com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), ligada ao governo de São Paulo.
O contrato seria para a prestação de serviços técnicos na área de formação e gestão educacional.

Em nota divulgada em 3 de setembro, Mendonça afirmou que nunca obteve lucro com o instituto e comunicou a saída da sociedade da organização.

A partir desses fatos, o ministro diz que o objetivo da decisão é esclarecer se existe alguma relação entre o encontro de Vorcaro com Mendonça, o Instituto Iter, os contratos mantidos pela entidade e a atuação de Mendonça no processo que envolve os cemitérios privados de São Paulo.

Dino ressalta que cabe ao plenário do Supremo decidir sobre uma abertura de investigação ou não. Em meio à guerra de liminares do caso do afastamento de Andrei Rodriges da chefia da PF, Fachin suspendeu qualquer abertura de apuração de integrante da Corte sem comunicação à Presidência.

A decisão não afirma que esses fatos, por si só, comprovem irregularidade ou favorecimento por parte de Mendonça.O pedido de Dino é para que as possíveis conexões sejam apuradas.

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Moraes afirma que vai intimar testemunhas para atestar relatório da PF contra Mendonça

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes afirmou na sua peça de defesa que vai intimar testemunhas para corroborar as acusações dos relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre suposta parcialidade e direcionamento das investigações por seu colega André Mendonça.

Moraes usou os relatórios de inteligência da PF para incluir Mendonça no inquérito das fake news e acusá-lo de abuso de autoridade. Os relatórios eram apócrifos e se classificavam como sem valor probatório.

Na sua defesa, o ministro admitiu que os relatórios não tinham valor de prova, mas afirmou que poderiam ser usados como “meios de obtenção de prova” da mesma forma como um acordo de delação premiada. Os próprios relatórios, porém, afirmam que servem apenas para informar a direção da PF para adotar medidas de gestão e que não podem ser usados como instrumento de acusação.

Com base nesse raciocínio, Moraes afirmou que vai intimar testemunhas para corroborar as acusações contra André Mendonça.

Moraes classificou de “patética” a afirmação de que os relatórios demonstravam o monitoramento de ministros do STF e disse que tomou conhecimento dos documentos “por indagações de vários jornalistas sobre minha eventual ciência de que estaria sendo investigado pelo ministro relator, André Mendonça”.

“Importante salientar que Relatórios de Inteligência tem a mesma força probante de Colaborações Premiadas, ou seja, são meios de obtenção de prova, que devem ser comprovados por outras provas. Exatamente por isso, em relação a essa conduta absurda do Ministro relator, irei solicitar ao Presidente do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que intime diversas testemunhas que presenciaram, em várias reuniões, os diversos pedidos do Ministro André Mendonça para a Polícia Federal solicitar medidas contra o Ministro Alexandre de Moraes, bem como, incluí-lo, juntamente com o Presidente do Senado Davi Alcolumbre, na colaboração premiada, mesmo sempre sendo informado que não havia nenhum mínimo indício para isso, por total ausência de prática de infração penal de ambos. As testemunhas serão indicadas no momento adequado”, escreveu.

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Flávio faz “pronunciamento à nação” e cola Moraes em Lula

Flávio Bolsonaro (PL)

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) aproveitou o dia inédito e histórico no Supremo Tribunal Federal para “interromper” o horário eleitoral gratuito com um “pronunciamento à nação”, no qual busca colar a imagem desgastada do ministro da Corte, Alexandre de Moraes, ao presidente Lula — seu adversário na disputa presidencial.

“O atual presidente dividiu o seu poder com Alexandre de Moraes. E, no fim, o Brasil ficou sem presidente nenhum. Sem comando”,disse Flávio no vídeo obtido pela CNN, que vai ao ar no horário eleitoral das 13h.

Ele diz ainda que o atual governo “decidiu governar ao lado de uma parte do STF” e faz parte de “um sistema que está apodrecido”.

Eu estou interrompendo a campanha eleitoral nesse momento, diante da gravidade de tudo o que está acontecendo. O nosso destino é muito mais importante do que qualquer questão política. O Brasil está sendo passado a limpo. O atual governo criou um desequilíbrio institucional. Decidiu governar ao lado de uma parte do Supremo Tribunal Federal, que descumpriu a lei. Não é à toa que isso tudo está acontecendo. É porque o atual governo, a gente não pode deixar de dizer, ele faz parte desse sistema que está apodrecido. E a gente está vendo esse sistema podre se revelar aos olhos de toda a nação”, diz ele.

O candidato afirmou ainda que o “escândalo” de Alexandre de Moraes “nem é o pior”.

“E o escândalo do Alexandre de Moraes, veja que absurdo, nem é o pior. Escândalo mesmo é não poder andar em paz nas ruas porque o medo tomou conta. Escândalo é tanta gente endividada sem conseguir pagar as contas. Escândalo é ver o carrinho de compras cada vez mais vazio”, afirma.

Na gravação, Flávio voltou a defender o fim da reeleição e algumas de suas bandeiras, como segurança pública, combate ao crime organizado e a melhora na economia.

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Aliado de Trump publica imagem de IA de Moraes com tornozeleira eletrônica

Jason Miller, um aliado do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, publicou uma imagem feita com inteligência artificial que mostra Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), com uma tornozeleira eletrônica.

O ex-conselheiro de Trump compartilhou junto com a imagem uma reportagem do jornal britânico Financial Times, que afirma que a disputa “acirrada” entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes pode ter “impacto decisivo” nas eleições presidenciais brasileiras de outubro.

A revelação tornou Moraes um dos principais focos do crescente escândalo de corrupção desencadeado pelo colapso de US$ 10 bilhões do Banco Master no ano passado. Escândalo bancário brasileiro envolve o Supremo Tribunal Federal“, citou Miller na rede social X.

O STF analisa nesta terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal que reuniu mensagens entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

A sessão acontece após duas semanas de tensão na Corte, marcadas por trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações pelo ministro André Mendonça.

Essa não é a primeira vez que Jason Miller critica autoridades brasileiras. Em janeiro, o aliado de Trump fez uma publicação nas redes sociais xingando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), após o petista criticar a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.

Lula afirmou na ocasião que a operação americana na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro, ultrapassou uma “linha inaceitável”.

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Cármen, Kassio e Toffoli serão “fiéis da balança” em sessão sobre Moraes

Com a percepção de que se formaram duas alas opostas no STF (Supremo Tribunal Federal), os ministros Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli são vistos como determinantes para o desfecho de uma sessão histórica que expõe a divisão entre os integrantes da mais alta Corte do país.

Nesta terça-feira (15), o Supremo vai analisar um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão foi marcada após dias de tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações, até então sob responsabilidade do ministro André Mendonça. A guerra de ofícios teve continuidade no fim de semana, quando o presidente do STF, Edson Fachin, tomou para si a relatoria do caso envolvendo Moraes.

A expectativa é que os ministros decidam sobre uma possível abertura de investigação contra Moraes. Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de um processo contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

Como a CNN tem mostrado, a maioria dos ministros se divide em duas alas. De um lado, Moraes teria o apoio de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes. Esse grupo tem acompanhado Moraes em casos de grande repercussão. O de maior destaque foi o que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado.

Do outro lado, Mendonça contaria com o voto de Luiz Fux, que acompanhou a decisão do ministro de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na semana passada.

Posteriormente, a decisão foi derrubada por Fachin, que reintegrou Andrei ao cargo. Apesar de ter revertido a decisão de Mendonça, o presidente do STF tem dado sinais de que votará em desfavor de Moraes.

De acordo com apuração da CNN, Fachin também tende a propor que, caso o pedido de abertura de investigação seja aprovado, Moraes seja afastado da Corte enquanto durarem as investigações sobre as relações do ministro com Daniel Vorcaro.

A dúvida recai sobre os votos de Cármen Lúcia, Nunes Marques e Toffoli – este último pode se declarar suspeito e deixar de participar do julgamento, a exemplo do que fez em decisões envolvendo o caso Master.

Já Nunes Marques, que é próximo de Mendonça e acompanhou o ministro na decisão que afastou o diretor-geral da PF, tem um perfil mais garantista, o que torna incerto seu posicionamento durante a sessão.

No último fim de semana, a ministra Cármen Lúcia se dedicou a conversar com assessores de seu gabinete para preparar o voto desta terça. A interlocutores, ela tem ressaltado seu histórico de independência e afirmado que não se submeterá a pressões dos colegas.

Segundo apurou a CNN, a ala pró-Mendonça está confiante de que Cármen Lúcia votará pela abertura de uma investigação contra Moraes.

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