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Corajoso na fé

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. (Mc 1,40-45).

Amados irmãos e irmãs,

Essa passagem da cura do leproso é muito bonita, porque a lepra, além de ser uma doença física, na época era uma doença espiritual, como alguém que era impuro, amaldiçoado por Deus. E até por isso, a lei mandava que quem tivesse a lepra vivesse isolado. Era uma doença que maltratava muito, além da dor física, ainda existia a exclusão social e emocional.

O que nos chama atenção no evangelho é a coragem do homem leproso. Ele se aproximou de Jesus e pediu para curá-lo. Ele reconheceu em Jesus aquele que podia salvá-lo. Mesmo sabendo que a lei não permitia, ele ousou, ele foi corajoso na fé e mostrou sua devoção, sua crença na misericórdia do Senhor. Ele não temeu, não esmoreceu, ele simplesmente se jogou aos pés de Jesus.

Devemos ter a ousadia e a fé desse homem. Precisamos nos ajoelhar aos pés do Senhor e crermos em seu amor por nós.

Uma abençoada quinta-feira a todos.

Abraço.


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira.

Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia. (Mc 1,21b-28)

Estimados leitores, o Evangelho de hoje nos fala de um Deus comprometido com a vida em toda a sua dimensão. Um Deus libertador, que se revelou plenamente na pessoa de Jesus.

Jesus, em um dia de sábado, entra na sinagoga de Cafarnaum junto com seus discípulos e começa a ensinar. O povo ficava encantado com o seu modo diferente de ensinar, pois Jesus falava com autoridade. Ele falava daquilo que conhecia e vivia, daquilo que ouvia do Pai, diferente dos líderes religiosos, que não viviam aquilo que anunciavam.

Na sinagoga, havia um homem possuído por um espírito mau, cuja simples presença de Jesus o atormentava. Diante dele, o espírito gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Viestes para nos destruir? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus.” Jesus o repreendeu dizendo: “Cala-te e sai dele.”

A partir desse momento, aquele homem sente-se completamente livre das correntes do mal, da escravidão que o impedia de ser ele mesmo. Esse homem representa todas as pessoas que vivem na escuridão, aquelas que são impedidas de falar, de agir e de se reconhecerem como sujeitos da própria história.

A Palavra do Santo Evangelho nos convida a conhecer a verdade que liberta e a viver essa verdade no nosso dia a dia. Somente assim poderemos também falar com autoridade e nos tornar caminho de libertação para o outro.

Deus nos deu a vida e todas as condições para sermos felizes. No entanto, Ele respeita a nossa liberdade e nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. (Mc 1,14-20)

Irmãos e irmãs, um santo e feliz Ano Novo.

Após a festa do Batismo do Senhor, a Igreja inicia um novo tempo litúrgico, o Tempo Comum. Neste período, a liturgia nos apresenta, no dia de hoje, o primeiro capítulo do Evangelho de Marcos, que narra o início da missão de Jesus.

Depois da prisão de João Batista, Jesus retorna à Galileia, onde passa a desenvolver o seu ministério, seguindo a mesma mensagem já anunciada por João: a proximidade do Reino de Deus e o chamado à conversão e à justiça. O Evangelho relata também o chamado dos primeiros discípulos às margens do Mar da Galileia, em um clima de diálogo e de conhecimento mútuo.

Assim como Jesus deixa a sua rotina de carpinteiro em Nazaré, os discípulos abandonam a pesca para iniciar uma nova prática de vida, marcada pela justiça e pela paz. Após anunciar o Reino de Deus e a necessidade de conversão, Jesus fixa o seu olhar sobre os irmãos Simão e André, Tiago e João, e os chama para uma outra forma de pescar. Ele os chama com firmeza, e eles o seguem imediatamente, pois agora se tornam pescadores de homens.

O apóstolo é um enviado, alguém chamado a viver profundamente a experiência do Batismo. Dessa forma, os Doze são convidados a participar da mesma missão de Jesus, indo ao encontro das ovelhas perdidas. E essa missão continua. Permanece sempre atual o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor.

Esta é a nossa esperança e também o nosso compromisso: contribuir para essa universalidade, para essa verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor, Jesus Cristo.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Sexta-feira


12 Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado.” E, imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. (Lc 5,12-16).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

A ação de Jesus é ao mesmo tempo expressão de sua misericórdia com quem sofre, e de oposição às pessoas e estruturas que produzem a marginalização sofrida pelos leprosos, por razões de saúde e religião. Daí que não basta declarar que o leproso esteja purificado: será preciso também desafiar o sistema político e religioso que mantém tantas pessoas no abandono e no desprezo. Elas vão ao encontro de Jesus, e ele reforça sua sintonia com o Pai.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Quinta-feira


Naquele tempo, 14 Jesus voltou para a Galileia, com a força do Espírito, e sua fama espalhou-se por toda a redondeza. 15 Ele ensinava nas suas sinagogas e todos o elogiavam. 16 E veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa-Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor”. 20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22a Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. (Lc 4,14-22a).

Amados irmãos e irmãs,

No evangelho de hoje, Jesus está na Galileia, na sinagoga de Nazaré. Sua pregação marca o início de sua revelação como enviado do Pai. Naquela aldeia onde foi criado, Jesus se apresenta como o Cristo, o Ungido do Senhor. Cheio do Espírito Santo e conduzido por Deus, Ele realiza plenamente a vontade do Pai.

Jesus veio anunciar a boa nova aos pobres. Trouxe-nos a grande notícia da salvação. Veio para nos libertar do pecado e nos ajudar a enxergar aquilo que, muitas vezes, nossos corações endurecidos não conseguem ver.

Deus olhou para a humanidade com misericórdia e enviou seu Filho para nos libertar e salvar. Por isso, somos chamados a seguir o exemplo do nosso Salvador, amando e obedecendo ao nosso Criador, que com infinito amor cuida de todos nós.

Tenhamos todos uma abençoada quinta-feira.

Um abraço,


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira.

Os reis de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Terça-feira


Naquele tempo, 34 Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. 35 Quando estava ficando tarde, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto e já é tarde. 36 Despede o povo, para que possa ir aos campos e povoados vizinhos comprar alguma coisa para comer”. 37 Mas, Jesus respondeu: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os discípulos perguntaram: “Queres que gastemos duzentos denários para comprar pão e dar-lhes de comer?” 38 Jesus perguntou: “Quantos pães tendes? Ide ver”. Eles foram e responderam: “Cinco pães e dois peixes”. 39 Então Jesus mandou que todos se sentassem na grama verde, formando grupos. 40 E todos se sentaram, formando grupos de cem e de cinquenta pessoas. 41 Depois Jesus pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães e ia dando aos discípulos, para que os distribuíssem. Dividiu entre todos também os dois peixes. 42 Todos comeram, ficaram satisfeitos, 43 e recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e também dos peixes. 44 O número dos que comeram os pães era de cinco mil homens. (Mc 6,34-44).

Estimados leitores,

O Evangelho de hoje nos mostra, mais uma vez, a sensibilidade de Jesus diante da necessidade humana. “Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas.”

Ao anoitecer, os discípulos sugeriram a Jesus que despedisse o povo, para que fossem comprar alimento nos povoados vizinhos. Mas Jesus, de imediato, apresenta uma solução para aquilo que, aos olhos deles, parecia impossível: “Dai-lhes vós mesmos de comer”.

Essas palavras assustaram os discípulos, que dispunham apenas de cinco pães e dois peixes. O que parecia impossível aos olhos humanos tornou-se possível para Jesus, que mostrou aos discípulos e hoje a nós que, com a sua bênção, o pouco que doamos se transforma em muito.

O relato da multiplicação dos pães deve nos conscientizar da importância de termos um coração sensível às necessidades do nosso irmão, um coração aberto à partilha. A fome é uma questão emergencial. Quem tem fome não pode esperar por um novo emprego ou por uma ajuda do governo. Precisa de alimento naquele momento.

Nunca devemos dizer que não temos nada a oferecer, pois todos nós, de alguma forma, podemos ajudar o outro. Matar a fome também é nosso compromisso. Precisamos saciar a fome física do pobre para, depois, orientá-lo e conscientizá-lo do seu valor diante de Deus, despertando em seu coração a necessidade d’Ele.

Hoje, Jesus continua a nos dizer: “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Não podemos esperar apenas pelos governantes, que, muitas vezes, demoram a se importar com os mais necessitados, assim como acontecia no tempo de Jesus.

Quem conhece os ensinamentos de Cristo não pode fechar os olhos diante das necessidades do irmão, nem transferir para outros a responsabilidade que é de cada um de nós. Onde existe amor, existe partilha. Onde existe partilha, Deus entra e o milagre da multiplicação acontece.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Nossa vida é uma seta que aponta Jesus

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal antes da Epifania | Sábado


No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” (Jo 1,19-28)

Paz e bem amados irmãos em Cristo!

Joao Batista é o último dos profetas, aquele que disse ter vindo preparar os caminhos do Senhor e que a cada santa Missa recordamos o que ele falou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. De fato, Joao se tornou a seta que apontava sempre para Jesus. E assim como João, essa também é nossa missão, de sermos setas que apontam para Jesus, pois aquele que se encontrou com Ele não pode guardar esta experiência só para si. Muitas outras pessoas podem ser tocadas e transformadas a partir do nosso testemunho.

Quem é íntimo de Deus não guarda a revelação para si. João passa da contemplação ao testemunho. Sua vida inteira foi preparada para este momento: ver, reconhecer e apontar. Ele não retém discípulos, não disputa centralidade, não constrói prestígio. Sua alegria é desaparecer para que o Filho seja manifestado.

Joao afirma que não o conhecia. Mas de onde vinha a certeza de que Jesus era o filho de Deus?

João confessa que não conhecia Jesus por si mesmo, nem por laços humanos, mas por revelação direta de Deus. A intimidade de João com Deus manifesta-se no fato de ele escutar, guardar e reconhecer o sinal dado. Joao vivia para a missão de preparar os caminhos, vivia mergulhado na Palavra para que pudesse reconhecer os sinais dos tempos. Joao vivia em constante oração para não se desviar do propósito do Senhor na sua vida e para toda a humanidade.

Nós também temos a necessidade de buscar essa amizade com Deus para que escutemos dEle as decisões e atitudes que precisamos tomar em nossas vidas. Pois, o que Ele tem para cada um de nós é sempre o melhor. Que o Espirito Santo nos conduza neste novo ano com sabedoria e discernimento no rumo de Sua vontade.

Um abençoado sábado para você!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus

Cor Litúrgica: Branco

Santos Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, bispos e doutores da Igreja | Memória | Sexta-feira


19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20 João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21 Eles perguntaram: “Quem és, então? És tu Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22 Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos que levar uma resposta para aqueles que nos enviaram. O que dizes de ti mesmo?” 23 João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’ – conforme disse o profeta Isaías”. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26 João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28 Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando. (Jo 1,19-28).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Tudo começa com João Batista. Ele afirma com clareza não ser aquilo que caracterizará o Messias. Seu testemunho é dado diante das autoridades e aponta, de modo muito claro, o ambiente das origens da ação de Jesus. É nas margens da sociedade e da religião instituída que João dá o seu testemunho, que Jesus aparece e que os seus primeiros discípulos são reunidos.

Tenham todos uma sexta-feira abençoada.


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção

Cor Litúrgica: Branco

Santa Maria, Mãe de Deus, Solenidade | Quinta-feira


Naquele tempo, 16 os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido, deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos estes fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido. (Lc 2,16-21)

Amados irmãos e irmãs,

Ao se completarem os oito dias para a circuncisão do Menino Jesus, concretiza-se a realização das promessas divinas: Deus vem para salvar o seu povo. Celebrar o dogma da Maternidade Divina é proclamar que o Reino dos Céus está no meio de nós. Deus entrou na história humana ao assumir nossa condição.

Maria é a fiel discípula e colaboradora; com o seu “sim”, permitiu que tudo acontecesse. Que o nome de Jesus, invocado hoje neste primeiro dia do ano, seja invocado durante todo o ano e que, a exemplo de Maria, guardemos em nossos corações tudo de bom, todos os tesouros que nos foram confiados. Que saibamos não só guardar, mas amar, obedecer e cuidar uns dos outros.

Que, neste ano que se inicia, tenhamos muitas bênçãos em nossas vidas. Feliz Ano Novo! Que Deus abençoe a cada um.


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira

A graça de Deus estava com Ele em todo o tempo

Cor Litúrgica: Branco

7º Dia na Oitava de Natal | Quarta-feira


No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus; e a Palavra era Deus. No princípio estava ela com Deus. Tudo foi feito por ela e sem ela nada se fez de tudo que foi feito. Nela estava a vida, e a vida era a luz dos homens. E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la. Surgiu um homem enviado por Deus; Seu nome era João. Ele veio como testemunha, para dar testemunho da luz, para que todos chegassem à fé por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz: daquele que era a luz de verdade, que, vindo ao mundo, ilumina todo ser humano. A Palavra estava no mundo – e o mundo foi feito por meio dela – mas o mundo não quis conhecê-la. Veio para o que era seu, e os seus não a acolheram. Mas, a todos que a receberam, deu-lhes capacidade de se tornarem filhos de Deus isto é, aos que acreditam em seu nome, pois estes não nasceram do sangue nem da vontade da carne nem da vontade do varão, mas de Deus mesmo.E a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós contemplamos a sua glória, glória que recebe do Pai como filho unigênito, cheio de graça e de verdade. Dele, João dá testemunho, clamando: “Este é aquele de quem eu disse: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque ele existia antes de mim’ “. De sua plenitude todos nós recebemos graça por graça. Pois por meio de Moisés foi dada a Lei, mas a graça e a verdade nos chegaram através de Jesus Cristo. A Deus, ninguém jamais viu. Mas o Unigênito de Deus, que está na intimidade do Pai, ele no-lo deu a conhecer. (Jo 1,1-18)

Estimados leitores, o Evangelho de hoje nos recorda a profetisa Ana. “Ana chegou nesse momento, pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. Era de idade muito avançada. Quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. Depois ficara viúva.”

Ana falava do Menino Jesus, que não era uma criança comum, mas alguém especial no sentido mais profundo, o próprio Deus encarnado e presente no meio daquele povo e também no meio de nós.

A graça de Deus estava com Ele em todo o tempo. Crescia forte e saudável, cheio de sabedoria, uma sabedoria que chegava a surpreender seus próprios pais, embora eles já soubessem quem Ele era. E é verdade que o semelhante atrai o semelhante.

A profetisa Ana reconheceu o Menino Jesus e anunciou a todos os que estavam no Templo quem Ele era. Ela sentiu, percebeu e reconheceu a presença de Deus naquele Menino. Sejamos como Ana, santos, puros, profetas e prontos para acolher a Luz divina e refletí-la ao mundo.

Depois de Maria e José terem apresentado o Menino no Templo, conforme prescrevia a Lei de Moisés, regressaram à sua cidade de Nazaré para continuarem a viver como mais uma família feliz.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Felizes os que temem o Senhor e trilham seus caminhos!

Cor Litúrgica: Branco

Sagrada Família de Jesus, Maria e José | Festa | Domingo


13 Depois que os magos partiram, o Anjo do Senhor apareceu em sonho a José e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito! Fica lá até que eu te avise! Porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. 14 José levantou-se de noite, pegou o menino e sua mãe, e partiu para o Egito. 15 Ali ficou até à morte de Herodes, para se cumprir o que o Senhor havia dito pelo profeta: “Do Egito chamei o meu Filho”. 19 Quando Herodes morreu, o anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, 20 e lhe disse: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe, e volta para a terra de Israel; pois aqueles que procuravam matar o menino já estão mortos”. 21 José levantou-se, pegou o menino e sua mãe, entrou na terra de Israel. 22 Mas, quando soube que Arquelau reinava na Judeia, no lugar de seu pai Herodes, teve medo de ir para lá. Por isso, depois de receber um aviso em sonho, José retirou-se para a região da Galileia, 23 e foi morar numa cidade chamada Nazaré. Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelos profetas: “Ele será chamado Nazareno”. (Mt 2,13-15.19-23).

Estimados leitores,

Dentro do tempo do Natal, a Igreja escolhe um dia especial para, em comunidade, reverenciar a Sagrada Família, colocando-a diante de nós como modelo a ser seguido por todas as famílias.

O Evangelho deste domingo nos apresenta as dificuldades que a Sagrada Família precisou enfrentar logo após o nascimento de Jesus. Mesmo sendo sagrada, a família de Nazaré, assim como as nossas, não esteve isenta dos percalços da vida. Para defender o Menino das mãos dos inimigos, José e Maria enfrentaram inúmeros desafios. As dificuldades já se manifestaram no momento do parto, quando não encontraram um lugar digno para o nascimento de Jesus.

Depois da visita dos magos, ainda na gruta de Belém, o Anjo do Senhor orientou José em sonho: “Levanta-te, pega o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para matá-lo”. José, fiel à orientação recebida, levantou-se e partiu com Maria e o Menino, fugindo da fúria de Herodes que, na ânsia de se manter no poder, chegou à crueldade de mandar matar todas as crianças menores de dois anos, acreditando que assim eliminaria Jesus.

O Menino Deus acabara de nascer e já se tornava um exilado. Fora de sua pátria, o casal enfrentou grandes dificuldades para proteger a vida do Filho. Esta realidade nos recorda tantas famílias que, ainda hoje, são obrigadas a deixar sua terra. Algumas fogem das guerras para salvar a vida de seus filhos. Outras abandonam suas casas na tentativa de afastar os filhos do mundo das drogas. Há também aquelas que, iludidas pela promessa da vida nas grandes cidades, vendem por preços irrisórios suas pequenas propriedades e acabam vivendo em condições ainda mais difíceis, debaixo de viadutos ou nas ruas dos grandes centros.

A família é uma instituição sagrada, base do ser humano, sonhada e planejada por Deus. É na família que Deus perpetua a sua criação. Não permitamos que essa sementeira de amor se desfaça por falta de diálogo, compreensão e perdão.

A Sagrada Família, formada por Jesus, Maria e José, foi o lugar onde Jesus cresceu em tamanho e sabedoria. Foi ali que Ele viveu grande parte de sua vida no anonimato, como qualquer um de nós, aprendendo a obediência, o amor e o trabalho.

Tenham todos um abençoado domingo.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Um coração contemplativo

Cor Litúrgica: Branco

São João, Apóstolo e Evangelista – Festa | Sábado


No primeiro dia da semana, 2 Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. (Jo 20,2-8).

Paz e bem, amados irmãos em Cristo!

Hoje celebramos a memória do Apostolo e Evangelista João. Ele é indicado na sagrada escritura como aquele que Jesus mais amava, este é um relato que não representa apenas uma preferência, porque Deus não faz distinção de pessoas, Ele ama a todos; mais a palavra traz esse fato para indicar que João era dos mais chegados, talvez o mais íntimo de Jesus.

De acordo com Santo Agostinho enquanto Pedro representa a Igreja ativa na autoridade e missão, João representa a Igreja contemplativa representada no amor e permanência. Foi a Pedro que o Senhor confiou os cuidados na condução da Igreja, mas quem esteve até o fim junto a Jesus foi João.

Aos pés da Cruz ele permaneceu, assumiu os cuidados para com Nossa Senhora. Jesus conhecia profundamente os seus apóstolos, suas fortalezas e fraquezas, e de acordo com as capacidades de cada um lhes confiou a evangelização.

O relato do evangelho mostra o quanto João respeitava a autoridade de Pedro. Sendo jovem, correu mais depressa e chegou primeiro, mas aguardou Pedro entrar. Ao entrar viu aquele cenário e já acreditou na ressurreição de jesus. Seu coração era contemplativo, cheio de fé, conhecia bem seu Mestre e guardou suas palavras no coração.

Peçamos hoje a intercessão do Apóstolo João para que também nós sejamos cada dia mais contemplativos, guardando a Palavra no coração e colocando-a em prática, a fim de que permaneçamos fieis até o fim Aquele que nos ama e se entregou por nós.

Um santo e abençoado Natal!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!

Cor Litúrgica: Branco

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, Solenidade | Quinta-feira


15 Quando os anjos se afastaram, voltando para o céu, os pastores disseram entre si: “Vamos a Belém ver este acontecimento que o Senhor nos revelou”. 16 Os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. (Jo 1,1-18).

Amados irmãos e irmãs,

Na plenitude dos tempos, o Senhor se revelou e se manifestou plenamente por meio do Filho. Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do seu ser.

Nosso Senhor Jesus Cristo, ao assumir a nossa humanidade, restabeleceu a dignidade que havíamos perdido na Criação, na queda, com a entrada do mal no mundo.

Assim, a festa do Natal do Senhor é a solene proclamação de que a Palavra se fez carne e habitou entre nós. E a luz da verdade que, vindo ao mundo, ilumina a todos.

Que tenhamos todos um abençoado Natal, que o menino Jesus nasça em todos os corações e que nunca nos falte a luz da verdade, do amor e da misericórdia de Deus.

Uma abençoada quinta-feira, um feliz e abençoado Natal para todos.


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira.

Levantai vossa cabeça e olhai, pois, a vossa redenção se aproxima!

Cor Litúrgica: Roxo

4ª Semana do Advento | Terça-feira


57 Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58 Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60 A mãe porém disse: “Não! Ele vai chamar-se João.” 61 Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62 Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63 Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome.” 64 No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65 Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66 E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. (Lc 1,57-66).

Estimados leitores, o Evangelho deste dia narra o acontecimento que marca a passagem do tempo da espera para o tempo da realização das promessas de Deus. Com o nascimento de João Batista, inicia-se uma nova etapa do projeto divino, já anunciado na concepção de Maria.

Tudo acontece de forma inesperada. Isabel, considerada estéril, dá à luz. Zacarias, que estava mudo, recupera a fala. E o nome da criança não segue a tradição da família. Deus age para além das expectativas humanas.

As pessoas ao redor esperavam algo normal e previsível, mas Deus tinha um plano maior. Ao insistirem no nome João, Isabel e Zacarias demonstram obediência e confiança, mesmo diante do espanto dos outros.

Quando Zacarias volta a falar, fica claro que a escuta e a fidelidade a Deus libertam. O silêncio termina quando ele acolhe plenamente a vontade divina. O temor e a admiração do povo revelam que, quando Deus se manifesta, ninguém permanece indiferente.

Nem sempre o agir de Deus corresponde aos nossos desejos. Confiar nele pode exigir coragem para ser diferente, mas é justamente nesse caminho que a promessa se cumpre.

Assim como João Batista, também nós viemos ao mundo com uma missão: realizar a vontade de Deus na vivência do amor. Para isso, somos chamados a assumir o compromisso de cultivar em nossos corações a disposição de nos renovarmos a cada dia por meio da Palavra de Deus, que é sempre atual.

Colocar Jesus no centro da nossa vida, como fez João Batista, é pensar, viver, falar e agir em função do amor. Há uma grande necessidade de profetas, homens e mulheres que não se calam diante das injustiças que se apresentam diariamente, profetas dispostos, se necessário, a dar a vida pela causa do Reino.

Como anunciadores da Boa Nova, peçamos a Deus a graça da humildade e da coragem de João Batista. Humildade para reconhecer que somos apenas sinais que apontam para Jesus, e coragem para anunciá-lo, mesmo em meio à rejeição.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Alegra-te


COR LITÚRGICA: ROXO
3ª Semana do Advento | Sábado


26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)

Bom dia queridos irmãos! Paz e bem!

É natal! Que benção e que alegria estarmos neste tempo lindo da nossa fé!

Alegra-te! Esta é a vontade de Deus para nós seus filhos amados! O desejo de Deus para nós meus irmãos é a felicidade; portanto, o que está fora da nossa felicidade não é plano de Deus para nós. O desejo de Deus para vocêé felicidade!

A mesma mensagem do anjo Gabriel a Maria eu quero dizer a você, meu irmão, minha irmã, você encontrou graça diante de Deus! Sabe porquê? Por que Ele mandou o seu Filho para nos salvar, para expiar a culpa que pesava sobre todos nós. Não por merecimento nosso, mas por bondade, por misericórdia, Deus nos concedeu sua graça.

Diz a palavra em Eclesiástico 30,23 que a alegria é a vida do homem. A alegria nos faz ver a beleza da vida. Façamos um esforço de olhar a vida pela lente da alegria. Eu sei que muito mais temos motivos para louvar e se alegrar em Deus, do que se entristecer e lamentar. A gratidão nos ajuda a estarmos alegres, pois reconhecemos quanto bem nos faz o Senhor a todo instante e isto enche o nosso coração de satisfação, de fé e amor pelo dom da vida.

A alegria é um fruto do Espirito Santo, então peçamos constantemente que Ele nos conceda esta graça de estarmos sempre alegres. Mesmo em meio as  tribulações, ainda assim é possível mantermos nosso espirito alegre, ainda assim é possível nos mantermos gratos ao Senhor de nossas vidas.

Nos disse o profeta Neemias 8, 10: “Não estejais na tristeza, pois a alegria do Senhor será a vossa força” Faça da alegria a tua bandeira, pois nos diz o Eclesiástico que a tristeza matou a muitos e não há nela utilidade alguma. Não se entregue a tristeza, não desanime, Deus te quer sorrindo. Coragem valente guerreiro, valente guerreira! A tempestade vai passar, alimente a fé na certeza de que Deus não te criou para a infelicidade. O projeto de Deus para você é f-e-l-i-c-i-d-a-d-e!

Que o Espirito Santo derrame sobre todos nós o dom da alegria e a graça da gratidão. Amem!

Um santo e abençoado sábado!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios