Search

Prédio desaba em Gaza e deixa ao menos 20 mortos

Prédio de 7 andares desabou em Gaza — Foto: REUTERS/Mahmoud Issa

Pelo menos 20 pessoas, incluindo cinco crianças, morreram no desabamento de um prédio de 7 andares na Faixa de Gaza nesta quarta-feira (16).

Segundo comunicado divulgado por uma autoridade da Defesa Civil do território palestino, mais de 10 famílias, cerca de 100 pessoas, estavam morando no local, que já estava danificado por um bombardeio israelense.

Os corpos de “20 mártires foram recuperados dos escombros de um prédio que desabou… Entre os mortos estão cinco bebês, enquanto dezenas de pessoas permanecem presas sob os escombros“, disse Mahmoud Bassal, porta-voz da agência, à agência de notícias AFP.

Um vídeo obtido pela agência Reuters mostra equipes de resgate tentando retirar um menino, aos prantos, debaixo dos escombros.

Ainda há dezenas de desaparecidos e 14 sobreviventes foram resgatados com ferimentos até o momento.

O diretor da Defesa Civil afirma que ainda há esperança de encontrar sobreviventes:

Ainda estamos ouvindo vozes vindas de debaixo dos escombros“.

Alessandro Mrakic, chefe do escritório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Gaza , afirmou que algumas agências da ONU estão participando dos esforços de resgate, que ele descreveu como difíceis devido à falta de equipamentos adequados.

A situação, como podem ver, é trágica porque não temos o equipamento e as máquinas necessárias. Por isso, há pessoas que estão a cavar com as próprias mãos. Há aproximadamente 400 edifícios com risco de desabamento. E sabemos que esses edifícios irão desabar, especialmente agora com a chegada do inverno“, lamentou.

Após a tragédia, uma autoridade de Gaza voltou a alertar os moradores para que se mantenham afastados dos prédios destruídos. O serviço de resgate local estima que cerca de 2.000 prédios danificados pela guerra são habitados por famílias.

Nos últimos meses, muitas famílias disseram à Reuters que recorreram a viver em edifícios parcialmente danificados para se protegerem do vento e das tempestades, e devido à falta de novas tendas para os sem-teto.

A tragédia de hoje ressalta os graves riscos enfrentados pelas famílias que vivem nessas estruturas e a necessidade urgente de alternativas mais seguras. Ninguém deveria ter que arriscar a vida simplesmente para encontrar um abrigo seguro“, disse Ramiz Alakbarov, coordenador humanitário da ONU para o território palestino.

EUA assumem pela 1ª vez possuir armas em órbita

Um eclipse solar total passa sobre o México, os Estados Unidos e o Canadá. Milhões de pessoas testemunharam o céu escurecer quando a Lua passou entre a Terra e o Sol. Astronautas a bordo da estação capturaram a sombra lunar atravessando o continente norte-americano. — Foto: Nasa

Os Estados Unidos reconheceram pela primeira vez publicamente nesta segunda-feira (14) que possuem armas de controle espacial posicionadas em órbita. A informação foi divulgada pelo secretário da Força Aérea dos EUA, Troy Meink, durante uma conferência militar.

Meink não informou quais são os equipamentos, quantas armas estão em órbita ou como elas funcionam.

Os Estados Unidos agora têm, em órbita, armas de controle espacial capazes de defender as forças conjuntas contra adversários hostis”, disse ele durante discurso.

Segundo um funcionário do governo ouvido pelo jornal americano “The Washington Post” sob condição de anonimato, o sistema teria capacidade de destruir ou neutralizar um satélite inimigo caso ele esteja sendo usado para atingir tropas ou satélites americanos.

A Força Espacial dos EUA afirmou, em comunicado, que as capacidades de controle espacial podem ser usadas tanto para ações ofensivas quanto defensivas. Segundo a nota, os sistemas permitem aos militares americanos disputar e controlar o domínio espacial por meios “cinéticos e não cinéticos” para afetar recursos de adversários.

A revelação representa uma mudança no discurso público dos Estados Unidos sobre a capacidade militar americana no espaço. Autoridades das Forças Armadas costumam ser cautelosas quando questionadas sobre o assunto e citam questões de segurança nacional.

Em 2022, John Raymond, primeiro chefe de operações espaciais da Força Espacial dos EUA, afirmou que o principal objetivo do país “é impedir a guerra”.

O que as armas podem fazer?

Os Estados Unidos não divulgaram detalhes sobre os equipamentos mencionados por Meink. A descrição oficial, porém, indica que eles podem ser empregados para interferir ou atacar sistemas espaciais de adversários.

Uma das possibilidades seria o uso contra satélites considerados uma ameaça a forças americanas. Esses equipamentos são essenciais para atividades militares como comunicação, vigilância e navegação.

A capacidade também é apresentada pelos EUA como uma forma de dissuasão, ou seja, de tentar impedir que um adversário ataque os norte-americanos ao saber que poderá sofrer uma reação.

Os Estados Unidos também estão desenvolvendo uma rede de interceptadores baseada no espaço que deverá integrar, no futuro, o sistema de defesa antimísseis Golden Dome, uma das principais iniciativas militares do governo de Donald Trump.

Meink afirmou que esses interceptadores estão agora “prontos para o voo”. Não há indicação, porém, de que o armamento revelado nesta segunda-feira faça parte desse programa.

A confirmação ocorre em meio ao aumento das tensões estratégicas entre os Estados Unidos, a China e a Rússia. Pequim, inclusive, pediu nesta terça que Washington “pare de se preparar para guerra” no espaço.

Durante anos, os EUA acusaram os adversários de desenvolver e realizar manobras militares no espaço. Entre as capacidades apontadas pelos americanos estão sistemas capazes de interferir em satélites e outras tecnologias de combate espacial.

A Força Espacial dos EUA afirma que a China desenvolve capacidades espaciais e antiespaciais como parte de sua modernização militar. Já a Rússia considera o espaço um domínio de combate e também desenvolve sistemas capazes de afetar satélites.

Militarização do espaço

A disputa militar no espaço começou ainda durante a Guerra Fria. Pouco depois de a União Soviética lançar o Sputnik, em 1957, Estados Unidos e Moscou passaram a estudar maneiras de colocar armas em órbita e de destruir satélites.

Uma das principais preocupações na época era a possibilidade de instalação de armas nucleares no espaço.

Em 1967, Estados Unidos, União Soviética e outros países assinaram o Tratado do Espaço Exterior, que proíbe a instalação de armas de destruição em massa em órbita.

O tratado não impede, porém, o desenvolvimento de outras armas ou sistemas capazes de atingir satélites. Desde então, Estados Unidos, Rússia, China e Índia desenvolveram diferentes capacidades antissatélite.

Esses sistemas podem ser usados para atingir equipamentos fundamentais para operações militares, como satélites de comunicação, vigilância e navegação.

Jornal chinês acusa EUA de tentar frear IA e fala em “Guerra Fria”

Um artigo do presidente-executivo da Anthropic, que defende uma desaceleração no desenvolvimento da IA, pode parecer uma declaração racional focada nos riscos à segurança, mas, na verdade, trata-se de um “manual da Guerra Fria” apresentado para a China, afirmou o jornal Global Times, de propriedade do Estado, em um editorial.

No artigo publicado no sábado (12) e posteriormente endossado pelo presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, e pelo fundador da SpaceX, Elon Musk, o presidente da Anthropic, Dario Amodei, delineou uma estrutura para moderar o ritmo de desenvolvimento das capacidades dos modelos de IA de ponta e criar mais tempo para gerenciar os riscos crescentes à segurança.

Amodei também pediu aos Estados Unidos que reforcem os controles de exportação de chips para a China e reprimam a suposta “destilação de modelos” por laboratórios chineses de IA. Ele também disse à CBS News no domingo que o “dilema mais difícil” em relação à sua proposta de desacelerar o avanço da IA ​​seria se a China e outras nações adversárias optaram por não fazer o mesmo.

O Global Times afirmou que a verdadeira intenção do artigo de Amodei é “tentar conter o desenvolvimento da IA ​​na China por meio de barreiras tecnológicas e monopólios regulatórios, manter a hegemonia monopolista de Washington em tecnologia de ponta e excluir a China do sistema global de governança da IA”.

Essa ‘Guerra Fria sinalizada da IA’ é hipócrita e míope”, afirmou o jornal, acrescentando que excluir a China da inovação global em IA “aumentaria significativamente os custos de tentativa e erro e os riscos de perda de controle no desenvolvimento global da IA”.

Parlamentares dos EUA têm expectativas por novas regras para os sistemas de IA internacionais após alertas alarmantes de dois pesquisadores da Antrópico de que o rápido avanço da IA ​​poderia levar à melhoria da raça humana em um futuro não muito distante.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ignorou os apelos para desacelerar o avanço da IA ​​no domingo, afirmando que “forças muito negativas” estão levantando preocupações exageradas.

Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA vence“, disse Trump.

Os EUA e a China planejam discutir os riscos de segurança da IA ​​de ponta em meados de setembro, segundo fontes, e a questão poderá ser levantada durante uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em 24 de setembro.

Renúncias e indeferimentos tiram mais de mil candidatos das eleições 2026

Fachada de prédio do TSE à noite/Reila Silva/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já indeferiu 474 candidaturas nas eleições de 2026. A resposta negativa significa que faltou algum documento, requisito ou fundamento legal para o direito de participar na eleição.

O partido Democracia Cristã (DC) foi o que mais teve candidaturas indeferidas, chegando a 64 ou 13,5% do total de indeferimentos. Ele é seguido pelo Democrata, com 46 ou 9,7% do total, e o Mobiliza, com 43 ou 9,07%.

Os partidos com o menor número de candidatos indeferidos são o PCdoB, com apenas um, o Cidadania com dois, e o Progressistas com três.

A maior parte dos indeferimentos foi para candidatos que pretendiam disputar o cargo de Deputado Estadual, somando 218. Em seguida, foram indeferidas 187 candidaturas para Deputado Federal.

Também constam na base de dados do TSE 545 candidatos que renunciaram às suas candidaturas. Os partidos com mais renunciantes foram PSBD, Podemos e MDB com respectivamente 41, 37 e 36 candidatos cada.

A acachapante maioria de desistências foi de ex-candidatos à Deputado Federal, com 264 renúncias, ou Estadual, com 208 renúncias.

Do total, quatro foram renúncias à candidaturas ao Senado, e três à disputa de algum governo estadual. No caso dos governadores, os que renunciaram são Pedro Brito (Novo-CE), José Moita (Democrata-PA) e José Cleber Barros Rabelo (PSTU-PA).

Já no Senado, foram Gustavo Galassi (PSDB-MG), Willem da Silva (DC-PA), André Monteiro (Democrata-RJ) e Paulinho da União (DC-SE).

Falha técnica provoca cancelamento de mais de 2 mil voos no Reino Unido

Passageiros afetados por atrasos aguardam e formam filas no Terminal 3 do aeroporto de Heathrow, em Londres/Henry Nicholls/AFP

As operações aéreas seguiam afetadas nesta quarta-feira (9) no Reino Unido, com centenas de atrasos e cancelamentos, após uma falha técnica que atingiu na terça o órgão responsável pelo controle do tráfego aéreo, que por enquanto descarta a hipótese de um ciberataque.

Segundo a empresa especializada em dados de aviação Cirium, 1.746 voos tiveram de ser cancelados na terça-feira (8) por causa do incidente. Nesta quarta, outras 399 operações já haviam sido canceladas, a maioria no aeroporto londrino de Heathrow, elevando o total de interrupções para mais de 2.100.

Mais de 330 mil passageiros foram afetados ao longo dos dois dias. Cerca de 155 mil pessoas tiveram seus voos cancelados, enquanto aproximadamente 180 mil enfrentaram atrasos, informou a associação do setor Airlines UK.

A falha “criou dificuldades para toda a rede aérea, e a recuperação levará tempo“, escreveu na rede social X o órgão de controle aéreo NATS, que presta serviços a 15 aeroportos.

Além de Heathrow, os aeroportos de Liverpool, Birmingham e Edimburgo, assim como o de Dublin, na Irlanda, também foram afetados.

O NATS afirmou ter “resolvido” a falha que provocou as interrupções e disse estar trabalhando “o mais intensamente possível para reduzir o atraso acumulado nos voos”.

“Não acreditamos que se trate de um ciberataque”, declarou na manhã desta quarta) à rádio BBC 4 o diretor-executivo do NATS, Martin Rolfe, que prometeu uma investigação profunda.

Número de palestinos mortos em ataques de Israel desde o cessar-fogo sobe para cerca de 1.360

Ao todo, 831 corpos já foram recuperados de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o acordo/Omar AL-QATTAA / AFP

As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), elevaram nesta quarta-feira (9) para cerca de 1.360 o número de mortos em decorrência dos ataques israelenses contra o enclave desde o cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, incluindo duas mortes nas últimas 24 horas.

O Ministério da Saúde de Gaza informou, em comunicado publicado nas redes sociais, que, até o momento, foram registrados 1.358 mortos e 4.541 feridos pelos ataques israelenses desde o cessar-fogo, período em que também foram recuperados 831 corpos de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o acordo para implementar a proposta dos Estados Unidos.

Além disso, destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 – que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial -, foram registrados 73.669 mortos e 174.652 feridos.

Por sua vez, o Exército de Israel confirmou em um comunicado que, na terça-feira, realizou bombardeios contra Gaza, “destruindo três depósitos de armas do Hamas e da Jihad Islâmica”, bem como “uma plataforma de lançamento” usada para “atacar” Israel no contexto do conflito, sem se pronunciar sobre possíveis vítimas nesses ataques aéreos.

As organizações terroristas armazenavam dezenas de armas nesses depósitos, incluindo foguetes, fuzis de assalto do tipo Kalashnikov e outros tipos de equipamento de combate”, afirmou, antes de acrescentar que suas forças “também identificaram terroristas do Hamas chegando a esses depósitos e usando suas armas para tarefas de vigilância e controle em Gaza”.

Ataques dos houthis do Iêmen deixam ao menos 73 feridos na Arábia Saudita

O ataque deixou 73 pessoas feridas, informou uma coalizão militar internacional liderada pela Arábia Saudita./Ansarullah Media Center via AFP

Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita, incluindo instalações da empresa de petróleo Aramco, onde 73 pessoas ficaram feridas, informaram nesta terça-feira (8) as duas partes.

Drones e mísseis iemenitas bombardeiam o inimigo saudita“, escreveu o veículo de comunicação dos houthis, Ansarollah, na plataforma de mensagens Telegram.

Os bombardeios tiveram como alvos “locais civis e econômicos” e deixaram 73 civis feridos, afirmou em um comunicado a coalizão, que anunciou que tomará “todas as medidas e ações necessárias para responder à origem da ameaça e neutralizar o perigo que representa”.

O Ansarollah acrescentou em outra mensagem que a ofensiva teve como alvo o Aeroporto Internacional de Abha, a base aérea Rei Khalid e instalações da Aramco em Abha e Jizan.

Os houthis, que nos últimos dias lançaram uma ofensiva no Iêmen, acusaram na segunda-feira Riade de ter atacado diferentes regiões do país, em uma guerra cada vez mais intensa.

Segundo a agência de notícias Saba, vinculada ao movimento rebelde, os mísseis e a aviação saudita atingiram as províncias de Jawf (norte), Al Bayda e Marib (centro) e Taiz (sudoeste).

Os ataques atingiram, entre outros lugares, a prisão de Al Hazm, na província de Jawf, onde 11 pessoas morreram, incluindo uma criança que visitava um parente, segundo a mesma fonte, que divulgou imagens das equipes de resgate entre os escombros.

Neste país empobrecido, que voltou ao cenário de guerra em julho, em meio a um conflito regional, os rebeldes lançaram na semana passada uma nova ofensiva com o objetivo, entre outros, de avançar em direção às zonas que margeiam o estratégico Estreito de Bab el Mandeb.

Os conflitos com as forças pró-governamentais iemenitas no sudoeste deixaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, o que obrigou muitas famílias a fugir, segundo fontes dos dois lados entrevistadas pela AFP.

Bab el Mandeb, uma rota comercial estratégica que liga a Ásia à Europa pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez, ganhou ainda mais importância desde o início da guerra no Oriente Médio e do bloqueio, por parte do Irã, do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.

O Iêmen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro.

Coreia do Norte e Rússia inauguram primeira ponte entre dois países

Coreia do Norte e Rússia inauguram primeira ponte rodoviária entre os dois  países, símbolo do estreitamento dos laços | Mundo | Valor Econômico

A Coreia do Norte e a Rússia inauguraram sua primeira ponte rodoviária nesta segunda-feira (7), segundo a agência de notícias estatal russa TASS; a estrutura atravessa o rio Tumen e é vista por ambos os lados como um marco importante em sua parceria estratégica.

A estrutura está localizada perto da já existente “Ponte da Amizade” inaugurada em 1959, após a Guerra da Coreia.

Já existem conexões aéreas e ferroviárias diretas entre Moscou e Pyongyang. O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, afirmou que a ponte deve impulsionar o desenvolvimento entre os dois países em diversas áreas — incluindo o turismo — e criar novos empregos.

O governador regional, Oleg Kozhemyako, descreveu a inauguração da nova ponte como “um evento histórico”.

A ponte recebeu o nome do oficial do Exército Soviético Yakov Novichenko, que salvou a vida do fundador do Estado norte-coreano, Kim Il Sung.

Durante um comício em Pyongyang, em 1º de março de 1946, Novichenko protegeu Kim com o próprio corpo ao cobrir uma granada de mão lançada contra ele.

O oficial ficou gravemente ferido, mas sobreviveu.

A construção da nova ponte, discutida há anos, começou em abril do ano passado, após o projeto ter sido acordado durante uma visita do presidente Vladimir Putin à Coreia do Norte.

Os laços entre os dois países se fortaleceram desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, com Pyongyang enviando milhares de soldados para a região russa de Kursk para ajudar a repelir uma incursão ucraniana em 2024.

Acidente em Cabo Verde: ônibus com estudantes cai em barranco e deixa 25 mortos

Pelo menos 25 pessoas, a maioria crianças e adolescentes, morreram após um ônibus cair em um barranco na Ilha do Fogo, no sul do arquipélago de Cabo Verde, localizado na costa noroeste da África. O grupo retornava de uma excursão ao Pico do Fogo, um vulcão localizado na ilha, na noite de sábado (5).

O veículo transportava 32 pessoas e seguia de volta para São Filipe após uma atividade realizada anualmente para estudantes antes do retorno às aulas, segundo autoridades locais. Outras pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

De acordo com testemunhas, um dos pneus do ônibus estourou, fazendo com que o motorista perdesse o controle do veículo. O ônibus derrapou e caiu em um barranco de cerca de 30 metros de profundidade, em uma região de difícil acesso.

As autoridades ainda investigam as circunstâncias do acidente. O presidente de Cabo Verde, José Maria Pereira Neves, classificou o episódio como uma “grande catástrofe”.

Segundo a imprensa local, sete corpos precisaram ser enterrados imediatamente devido ao estado em que se encontravam. Neves e outras autoridades devem visitar a Ilha do Fogo neste domingo (6).

Cabo Verde é um arquipélago de cerca de 550 mil habitantes de língua portuguesa localizado no Oceano Atlântico, a oeste da costa do Senegal.

El Niño será ‘muito forte’ e prosseguirá até fevereiro, alerta ONU

Os oceanos continuarão esquentando até que o atual El Niño atinja seu pico, o que está previsto para algum momento entre novembro e janeiro/NASA

O fenômeno El Niño será “muito forte” nos próximos meses e deve prosseguir até fevereiro, advertiu nesta quinta-feira (3) a agência climática da Organização das Nações Unidas (ONU).

O evento meteorológico natural eleva as temperaturas da superfície no centro e no leste do Pacífico equatorial, o que tem o potencial de desencadear mudanças nos padrões de ventos, pressão e chuvas em todo o planeta.

Na América Latina, países como Panamá e El Salvador decretaram estado de emergência para enfrentar o episódio de El Niño, que já forçou inclusive a redução do tráfego de navios pelo Canal do Panamá. O Equador, por sua vez, decretou alerta vermelho diante da forte intensificação do fenômeno.

Segundo a Organização Meteorológica Mundial (OMM), o El Niño alcançará o ponto máximo até o final do ano, mas os impactos no clima prosseguirão durante 2027.

O El Niño está claramente estabelecido e vai se intensificar até se tornar um fenômeno muito forte nos próximos meses, com grandes impactos nos padrões de precipitação e temperatura, além de riscos associados a inundações, secas e calor extremo“, afirmou a agência da ONU.

A secretária-geral da OMM, a argentina Celeste Saulo, enfatizou que o episódio atual “pode ser mais potente que tudo o que foi observado desde que começamos nosso monitoramento” há quatro décadas.

Embora não seja provocado pelas mudanças climáticas, os cientistas esperam que o El Niño agrave as temperaturas de um planeta que está esquentando devido à queima de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que intensifica os fenômenos meteorológicos extremos.

“O El Niño está se tornando gigantesco diante de nossos olhos”, alertou o secretário-geral da ONU, António Guterres. “A ciência não deixa margem para dúvidas: o planeta se encontra em águas desconhecidas, e essas águas estão esquentando. As temperaturas da superfície do mar estão aumentando, as temperaturas continuam subindo e o mundo está na zona de perigo do clima extremo“, acrescentou em um comunicado.

“Golpe devastador” para as economias

O El Niño costuma atingir o ponto máximo no fim do ano, mas o calor dos oceanos é liberado mais lentamente para a atmosfera, o que eleva as temperaturas globais durante os 12 meses seguintes.

O ano mais quente já registrado foi 2024, após o último El Niño.

Este El Niño excepcional (…) tem o potencial de provocar um golpe devastador nas comunidades e economias em todo o mundo“, afirmou Celeste Saulo.

Já estamos vendo perturbações e devastação causadas por secas e inundações, e esperamos que estes impactos aumentem à medida que o El Niño se intensifique“, avaliou.

“Não há tempo a perder”, advertiu, pedindo às autoridades de gestão de desastres e aos setores sensíveis ao clima, como agricultura, saúde, energia e recursos hídricos, que adotem medidas de prevenção.

O El Niño costuma acontecer a cada dois a sete anos e durar entre nove e 12 meses. As condições oscilam entre o El Niño e seu oposto, La Niña, com estados neutros no meio.

A OMM ressaltou que existe uma “probabilidade extraordinariamente elevada, próxima de 100%” de que o episódio atual prossiga até fevereiro.

Oceano Pacífico

O El Niño pode alterar os padrões meteorológicos e climáticos a milhares de quilômetros de distância do Pacífico tropical.

Cada episódio de El Niño é diferente, mas os eventos mais significativos costumam seguir padrões conhecidos. Isso inclui secas em partes da Amazônia, Indonésia e Austrália, monções alteradas na Índia e mudanças nas precipitações em toda a faixa tropical.

Para o período de setembro a novembro, as previsões da OMM indicam maior probabilidade de temperaturas acima do normal “em praticamente todas as áreas continentais”.

O índice que mede as anomalias na temperatura da superfície do mar no centro-leste do Pacífico equatorial se intensificou a partir de uma média de 1,5°C acima do normal entre maio e julho.

Os valores semanais entre o fim de julho e meados de agosto variaram entre cerca de 2,2°C e 2,6°C acima da média, o que indica uma intensificação contínua do El Niño.

Em algumas áreas, as temperaturas subsuperficiais do oceano ficaram mais de 8°C acima da média durante julho e início de agosto.

Tremor de magnitude 5 atinge Tibete uma semana após inundação matar mais de 1.200 no Nepal

Tremor de magnitude 5 atingiu o Tibete uma semana após inundação matar mais de 1.200 no Nepal/Reprodução/Google Maps

Um terremoto de magnitude 5 foi registrado no extremo oeste do Tibete, próximo a fronteira com a Índia, nesta quinta-feira, 3, uma semana após inundações provocadas, potencialmente, pelo descolamento de uma geleira matarem mais de 1.200 pessoas no Nepal e China.

Segundo o site Earthquaketrack, o tremor ocorreu a 10 quilômetros de profundidade, por volta das 13h46 no horário local (5h16 em Brasília), em Darchen, no Tibete.

As inundações de 26 de agosto, provavelmente causadas pelo colapso de uma geleira, devastaram cidades e vales no Nepal, destruindo casas, estradas, pontes e outras infraestruturas críticas.

Pelo menos 1.252 pessoas morreram e mais de 4.200 continuam desaparecidas, segundo a agência de gestão de desastres do país. Até o final da quarta-feira, a China informou que 21 pessoas haviam morrido e 541 estavam desaparecidas no lado tibetano da fronteira.

Irã mira em bases dos EUA em resposta a novos bombardeios

Imagem extraída de uma gravação divulgada pela emissora estatal iraniana (IRIB) mostra o que seriam drones lançados pelo exército contra bases dos EUA nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein/IRIB TV/AFP

O exército ideológico de Teerã “realizou um ataque coordenado com mísseis e drones contra as bases americanas em Erbil”, que teve como alvos um “centro de manutenção”, “depósitos de equipamentos técnicos” e um “aeróstato de vigilância”, segundo os veículos de comunicação oficiais iranianos.

Na véspera, o Exército dos Estados Unidos informou que havia concluído sua série de ataques mais recente contra a infraestrutura militar aérea e marítima do Irã.

As forças americanas atacaram alvos do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), incluindo locais de defesa aérea, sistemas de radar, ativos e instalações marítimas, capacidades de instalação de minas e locais de comunicação”, publicou no X o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom).

Se Teerã “responder a este ataque perfeitamente justificado, será atingida novamente, com muito mais força e intensidade”, ameaçou o presidente Donald Trump, na plataforma Truth Social.

O Exército da Jordânia reportou ter destruído dez mísseis lançados do Irã e que outros três caíram longe de áreas habitadas. O Kuwait também relatou ter sido alvo de mísseis e drones, enquanto sirenes de alerta aéreo soaram na manhã desta quarta-feira no Bahrein.

O porta-voz do Comando Militar Central do Irã, Ebrahim Zolfaghari, prometeu “respostas mais amplas e destrutivas” caso os ataques dos Estados Unidos ou de seus aliados continuem.

No âmbito diplomático, o Peru rompeu nesta terça-feira suas relações com o Irã, após acusar Teerã de incentivar “a escalada de conflitos” no Oriente Médio e criticar “as restrições severas” impostas ao trânsito marítimo no Estreito de Ormuz, informou a chancelaria peruana.

“Com base em sua histórica vocação pacifista”, o governo do Peru “tomou a decisão de romper relações diplomáticas com a República Islâmica do Irã”, anunciou a pasta do governo peruano, um aliado dos Estados Unidos.

Os preços dos hidrocarbonetos dispararam nesta terça-feira após os novos ataques realizados pelos Estados Unidos ao Irã, enquanto o gás europeu atingiu seu nível mais alto em mais de três anos.

O barril do WTI para entrega em outubro subiu 5,20%, aos 90,22 dólares, superando a marca dos 90 dólares pela primeira vez desde o fim de julho. Já o do Brent para entrega em novembro avançou 4,60%, aos 94,65 dólares.

O preço do gás europeu também registrou uma forte alta. As reservas europeias estão baixas para esta época do ano, o que implica importantes necessidades de abastecimento antes do inverno.

Washington também realizou operações no último domingo, as primeiras em um mês, contra alvos militares localizados em uma ilha iraniana.

Autoridades do Irã pediram nesta terça-feira uma redução no consumo de gasolina no país, enquanto Teerã enfrenta dificuldades de importação devido ao bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos.

A milhares de quilômetros de distância, o porta-aviões americano Abraham Lincoln, que se tornou alvo de uma controvérsia devido às condições de vida a bordo após meses no mar, chegou nesta quarta-feira à costa da Tailândia.

O navio, de propulsão nuclear, foi avistado antes de sua entrada prevista no porto de Laem Chabang, próximo a Pattaya. A escala representa a primeira oportunidade de desembarque para os cerca de 5 mil tripulantes desde novembro.

O Lincoln partiu da Califórnia em novembro de 2025, para uma missão no Mar do Sul da China, mas foi redirecionado para o Oriente Médio antes dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que desencadearam a guerra regional há seis meses.

Relatos sobre a deterioração das condições de vida e problemas de saúde mental a bordo, incluindo tentativas de suicídio, ganharam destaque na imprensa americana, provocando críticas ao conflito promovido pelo presidente Donald Trump contra a república islâmica.

A cidade turística de Pattaya, tradicional destino de descanso e lazer para militares americanos desde a Guerra do Vietnã, reforçou as medidas de segurança, enquanto se preparava para receber marinheiros e fuzileiros navais.

Famílias organizam funerais sem corpos no Nepal uma semana após avalanche devastadora

Familiares carregam efígies feitas de grama Kush para cremação, seguindo os ritos hindus nepaleses, durante funerais simbólicos realizados para vítimas de enchentes que ainda constam como desaparecidas/PRAKASH MATHEMA/AFP

Famílias nepalesas organizaram cerimônias fúnebres simbólicas nesta quarta-feira (2) para “libertar” as almas dos parentes desaparecidos após a súbita e letal avalanche que, há uma semana, sepultou seus vilarejos na região do Himalaia, na fronteira com a China.

Em 26 de agosto, uma gigantesca onda de água gelada, rochas e detritos, provocada pelo colapso parcial de uma geleira, causou a tragédia que deixou mais de 1.100 mortos nos dois países e quase 4.500 desaparecidos, segundo as autoridades.

Após vários dias de procura em abrigos e necrotérios, os parentes de algumas pessoas que não foram localizadas perderam a esperança e começaram a seguir os últimos ritos, queimando efígies de palha em rituais hindus.

Precisamos fazer isso para libertar a alma dele, para que fique em paz e feliz onde quer que esteja“, afirmou Dolma Newar Tamang, ao lado do filho, durante o funeral do marido. Ele seguia para a China no momento da tragédia.

Vi as notícias e liguei para ele“, contou a esposa à AFP. “Liguei várias vezes, mas ele nunca atendeu“.

Apesar das demonstrações de impotência, as equipes de resgate nepalesas mantêm a esperança de encontrar sobreviventes uma semana após o desastre, em particular nos vários túneis das centrais hidrelétricas da região.

Até o momento, os socorristas só conseguiram recuperar corpos dos túneis bloqueados pela lama, mas as equipes continuam escavando, perfurando e removendo escombros com a esperança de chegar a possíveis pessoas bloqueadas.

O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, disse que ainda mantém a esperança de que alguns dos milhares de desaparecidos possam estar vivos.

Milagres acontecem“, disse à AFP. “No momento, não quero perder completamente a esperança”.

“Um problema global”

A indignação cresce diante da magnitude da destruição no Nepal, uma nação majoritariamente rural de 30 milhões de habitantes.

O país contribuiu muito pouco para as emissões de gases do efeito estufa que impulsionam o aquecimento global, mas está entre os que mais sofrem com suas consequências.

O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, afirmou que a catástrofe é “um sinal sério de que os riscos que enfrentamos na região do Himalaia estão aumentando na mesma proporção das mudanças climáticas”.

Cientistas afirmam que a maior cordilheira do mundo está aquecendo rapidamente, à medida que as temperaturas globais sobem, o que acelera o derretimento das geleiras.

As massas de gelo das cadeias de montanhas do Himalaia e do Hindu Kush são uma fonte de água crucial para milhões de pessoas nas regiões montanhosas e nos vales fluviais do sul e do sudeste da Ásia.

“As mudanças climáticas são um problema global e a resposta aos desastres também é uma responsabilidade global”, afirmou Shah em uma publicação nas redes sociais.

O Nepal, que neste mês completa um ano dos protestos em massa contra a corrupção e uma economia devastada que derrubaram o governo anterior, tem recursos limitados para responder a um desastre desta dimensão.

Enterros

Com os necrotérios lotados no Nepal, as autoridades foram obrigadas a enterrar centenas de corpos não identificados após exames de DNA.

O governo informou que recuperou 1.114 corpos, enquanto 3.916 pessoas continuam desaparecidas.

A imprensa estatal da China, por sua vez, informou um balanço de 16 mortos e 546 pessoas não localizadas. Com isso, o número de vítimas fatais da avalanche chega a 1.130, e o de desaparecidos a 4.462.

Entre as pessoas desaparecidas estão mais de 800 estrangeiros de mais de 30 países: 583 no Nepal e 261 na China.

As pessoas não localizadas incluem turistas que viajaram para fazer trilhas no Himalaia, assim como peregrinos hindus que buscavam paz espiritual no monte sagrado Kailash, no Tibete.

Também foram recuperados pelo menos 17 corpos em rios na Índia, que as autoridades suspeitam que podem ser vítimas da avalanche.

Na China, jornalistas estrangeiros enfrentam restrições na cobertura no Tibete e as autoridades controlam rigorosamente as fontes de informação na região.

Grupos de defesa do Tibete no exílio questionaram a versão de Pequim sobre o desastre, mas o governo chinês insiste que “a divulgação de informações tem sido aberta, transparente e oportuna”.

Verão foi o mais quente já registrado no Reino Unido; na Espanha, foram 5 mil mortes

Temperatura chegou a 42ºC em Palma de Maiorca, na Espanha/Jaime Reina/AFP

O verão de 2026 no Hemisfério Norte, entre junho e agosto, foi o mais quente já registrado no Reino Unido e superou o recorde de 2025, anunciou nesta terça-feira (1º) a agência meteorológica britânica.

O Reino Unido registrou temperatura média de 16,5ºC no período, superando o recorde anterior, de 16,1 º C, estabelecido no ano passado, informou o Met Office. A máxima chegou a 38,1º C no Leste de Londres em 13 de agosto.

Já na Espanha, o Ministério da Saúde divulgou nesta terça que a estimativa é de que 5.234 pessoas tenham morrido por causas relacionadas ao calor entre 15 de maio e 31 de agosto. Este é o maior número registrado para verão desde 2015, quando o sistema de monitoramento foi lançado.

Apenas em agosto, foram 2.149 mortes por conta do calor. Os dados são do MoMo, sistema que monitora a mortalidade diária e é ligado ao ministério espanhol. Em Palma de Maiorca, na região do mar Mediterrâneo, as temperaturas chegaram a 42º C.

Uma análise da agência meteorológica britânica concluiu que as emissões de gases de efeito estufa produzidas pela atividade humana tornaram 130 vezes mais provável o recorde de temperatura registrado neste verão.

Em um clima que não fosse afetado pelas emissões humanas de gases de efeito estufa, um verão como este seria extremamente improvável“, afirmou Mark McCarthy, meteorologista do Met Office.

Trump publica vídeo de IA mostrando ilha petrolífera do Irã sendo destruída

Imagem de satélite mostra terminal de petróleo na Ilha de Kharg, no Irã, em 25 de fevereiro de 2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na noite de domingo (30) um vídeo gerado por inteligência artificial que, segundo ele, mostrava a ilha de Kharg, principal centro petrolífero do Irã, sendo “reduzida a destroços”, horas depois de os dois países trocarem ataques pela primeira vez desde julho.

A Casa Branca e o Departamento de Defesa dos EUA não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters feitos fora do horário comercial. Também não houve resposta imediata à publicação de Trump na mídia iraniana.

Ilha de Kharg sendo reduzida a destroços!!! Presidente DJT”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social no domingo, sem fornecer mais detalhes.

A Reuters confirmou que o vídeo que acompanhava a publicação, mostrando explosões dramáticas, provavelmente foi gerado artificialmente, com o uso de um software que detecta imagens manipuladas por inteligência artificial.

Um ataque contra Kharg, por onde passavam 90% das exportações de petróleo do Irã antes da guerra iniciada pelos ataques dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro, interromperia gravemente o comércio de energia do país e exerceria enorme pressão sobre sua economia.

O Irã não buscava uma guerra, mas responderia de forma decisiva a qualquer agressão, afirmou o presidente Masoud Pezeshkian.

“Nunca permaneceremos em silêncio diante de qualquer agressão e responderemos decisivamente aos agressores”, disse ele, segundo a mídia estatal, nesta segunda-feira, antes de uma visita ao Quirguistão.

Não estava claro se ele fez a declaração antes ou depois da publicação de Trump sobre a ilha de Kharg.

O Irã respondeu a um ataque anterior dos EUA contra lançadores de foguetes na ilha de Larak, localizada a cerca de 660 quilômetros a leste de Kharg, com um ataque a duas bases americanas na Jordânia, informou a mídia iraniana. O Exército iraniano afirmou ainda ter atingido a base aérea de Al Minhad, nos Emirados Árabes Unidos, no início desta segunda-feira.

Os ataques na Jordânia tiveram como alvo bases americanas usadas para lançar e apoiar a ofensiva contra Larak, informou o Ministério das Relações Exteriores em um comunicado.

O Exército iraniano afirmou que seu ataque com drones contra a base aérea nos Emirados Árabes Unidos teve como alvo locais onde estavam estacionadas forças e helicópteros americanos, em resposta às baixas provocadas em Larak.

O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica usou mísseis de defesa aérea para derrubar um drone americano que caiu em águas do Golfo, informou a agência de notícias Mehr nesta segunda-feira (31), citando um comunicado da força de elite.

Um superpetroleiro pegou fogo e ficou completamente imobilizado após ser atingido por duas minas navais no sul do Estreito de Ormuz, informou a TV estatal iraniana, citando um comunicado da Guarda Revolucionária.

O retorno das hostilidades no domingo ocorreu após semanas em que o governo Trump intensificou os esforços para punir Teerã e seus parceiros comerciais com sanções econômicas severas, afastando-se de opções militares.

Mais sanções contra o Irã

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters neste domingo que novas sanções secundárias provavelmente serão anunciadas semanalmente como parte dos esforços para pressionar o Irã, inicialmente com foco em bancos.

Estamos começando pelos bancos e dizendo a eles que não é aceitável ter dinheiro iraniano e ajudar o regime”, afirmou Bessent em entrevista.

Depois de impor, na sexta-feira, sanções às filiais nos Emirados Árabes Unidos do Banque Misr, do Egito, por supostos vínculos financeiros com o Irã, Bessent afirmou que o próximo passo pode ser excluir completamente uma instituição do sistema financeiro baseado no dólar.

Vocês verão muito mais dessas medidas toda semana”, disse Bessent à Reuters antes de uma reunião de líderes financeiros do G20.

Ao descrever os primeiros ataques militares americanos conhecidos desde o fim de julho, uma autoridade dos EUA afirmou que as forças americanas atacaram os lançadores em Larak, uma pequena ilha no Estreito de Ormuz, próxima ao estratégico porto de Bandar Abbas, que tem vista para as rotas marítimas na entrada do Golfo.

“Forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica foram observadas se preparando para lançar foguetes com minas navais no Estreito de Ormuz”, acrescentou a fonte.

Em comunicado, o Comando Central dos EUA afirmou ter realizado uma ação “limitada e precisa” contra forças da Guarda Revolucionária responsáveis pela instalação de minas, que representavam uma “ameaça iminente” no estreito. O órgão não forneceu detalhes.

As Forças Armadas da Jordânia interceptaram oito mísseis que entraram em seu espaço aéreo, informou a televisão estatal, enquanto um repórter da Fox News disse no X que quase todos os mísseis que chegavam haviam sido interceptados.

Em meio às ameaças à navegação, o número de navios comerciais visíveis que atravessaram o Estreito de Ormuz caiu para cinco por dia durante o fim de semana, segundo dados de navegação.

O número real pode ser maior, já que algumas embarcações desligaram os sistemas de identificação automática para evitar ataques.

A Guarda Revolucionária afirmou que o superpetroleiro que pegou fogo após ser atingido pelas minas tentava atravessar ilegalmente a área marítima, mas não forneceu detalhes sobre a embarcação ou a tripulação, segundo comunicado citado pela televisão estatal.

A força advertiu que outros navios que desrespeitarem suas normas obrigatórias para atravessar o estreito terão o mesmo destino.

Na semana passada, Trump afirmou que todas as minas haviam sido detonadas ou removidas das águas internacionais do estreito e que o Irã havia sido alertado de que qualquer embarcação que instalasse novas minas seria destruída.

Embora Trump tenha afirmado repetidamente que o Estreito de Ormuz está aberto, a Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica classificou as declarações como “uma mentira óbvia” e reiterou que o estreito permanece fechado para navios sem autorização iraniana.

Antes de ser bloqueada durante a guerra entre Irã e Israel, que já dura seis meses, a via marítima era responsável pelo transporte de quase um quinto das remessas mundiais de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

O Irã é o terceiro maior produtor da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).