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Hospital do Nepal exibe centenas de cartazes com desaparecidos em enchentes

Mulher em pé frente a muro com cartazes de pessoas desaparecidas em Katmandu, Nepal, no domingo, 30 de agosto

No Hospital Universitário TU, na capital do Nepal, Katmandu, a parede externa foi coberta com centenas de cartazes de pessoas desaparecidas após as enchentes no país.

Na tarde deste domingo (30), mais de 2 mil nomes de pessoas desaparecidas haviam sido registrados, de acordo com a polícia no balcão de informações em frente ao hospital.

Famílias de todo o mundo têm chegado a Katmandu para tentar intensificar as buscas por seus parentes.

Uma equipe da CNN presente no local testemunhou como o muro estava tão repleto de fotos que algumas pessoas tiveram que escalá-lo para encontrar espaço para adicionar seus pôsteres.

Nepal e China lutam para encontrar quase 3 mil desaparecidos após tragédia

Busca pelos desaparecidos foi agravada pelo temor de novas inundações nas áreas afetadas, devido à formação de grandes represas de água/AFP

As equipes de resgate no Nepal e na China continuam com seus esforços, neste sábado (29), para localizar milhares de pessoas após o deslizamento de terra mortal que atingiu uma região fronteiriça do Himalaia esta semana, soterrando bairros inteiros.

O número de desaparecidos subiu para quase 3.000 (2.426, incluindo centenas de estrangeiros, em território nepalês, e 556 no lado chinês), de acordo com dados oficiais de ambos os países.

Enquanto isso, 682 corpos foram recuperados; 675 deles no lado nepalês e 7 no território chinês do Tibete, que é em grande parte inacessível a jornalistas estrangeiros.

Além disso, sete corpos encontrados dezenas de quilômetros rio abaixo, no norte da Índia, estão sendo identificados e podem ser adicionados à lista de vítimas do desastre.

As equipes de resgate trabalham em condições extremamente difíceis devido à espessa camada de lama que cobre as áreas afetadas.

Kawan Koirala, membro da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal, explicou que os esforços de busca avançam com dificuldade.

As pessoas querem recuperar os corpos de seus parentes, vivos ou mortos, mas não conseguimos encontrá-los (…) elas só veem a lama“, disse à AFP, visivelmente exausto após uma jornada de trabalho de 18 horas.

É muito traumático para mim também. É a primeira vez que vejo algo assim. Tem lama por toda parte. Já tivemos enchentes no Nepal antes, mas não como esta“, acrescentou.

Na quarta-feira (26), uma enorme avalanche de lama, atribuída ao colapso de uma geleira, soterrou casas, destruiu pontes e arrastou veículos tanto no Nepal quanto na região autônoma chinesa do Tibete.

Embora a causa exata do colapso ainda não esteja clara, as mudanças climáticas provocam o derretimento de geleiras em todo o mundo, aumentando o risco de desastres como esse.

Busca desesperada de familiares

Em uma região onde há grandes projetos de infraestrutura energética, a autoridade de gestão de desastres do Nepal adicionou 933 trabalhadores à sua lista de desaparecidos.

Essa lista já incluía dezenas de excursionistas e peregrinos que se dirigiam ao sagrado monte Kailash, no Tibete.

Aqueles que conseguiram escapar com vida dizem ter perdido tudo e agora enfrentam uma espera angustiante para saber o destino de seus entes queridos desaparecidos, além da perspectiva de reconstruir suas vidas do zero.

Todos os assentamentos perto do rio foram destruídos. Não sobrou nada“, disse o sobrevivente Buddhi Ram Dangol à AFP.

Em uma base militar em Bidur, que está sendo usada como centro de operações de resgate, parentes se aglomeravam em torno de listas de sobreviventes coladas em uma parede.

Vim aqui procurar meu filho“, disse Kalka Sharda. “Ele trabalhava na usina hidrelétrica, mas não consigo encontrar o nome dele, e as autoridades não dizem nada.”

Uma das principais operações de resgate está concentrada em uma usina hidrelétrica, onde cerca de 100 pessoas permanecem presas em um túnel desde o desastre.

O gabinete do primeiro-ministro nepalês informou que as equipes de emergência começaram a “remover lama e escombros” para desobstruir a entrada do túnel e facilitar o acesso dos sobreviventes.

Além disso, uma unidade indiana especializada em resgates em túneis chegou à região para auxiliar nas operações.

Trauma “enorme”

A busca pelos desaparecidos foi agravada pelo temor de novas inundações nas áreas afetadas, devido à formação de grandes represas de água.

Além disso, em algumas áreas afetadas, a devastação generalizada causa a escassez de alimentos e água potável.

As autoridades também indicaram que resgataram 555 turistas e 499 residentes chineses que estavam isolados naquela região autônoma.

O trauma causado pela catástrofe é “enorme”, com cerca de 93.000 pessoas potencialmente afetadas, disse a Cruz Vermelha, acrescentando que o número de mortos deve continuar aumentando.

“Vários bilhões de dólares”

Entre os desaparecidos na fronteira estão dezenas de devotos hindus de todo o mundo, muitos dos quais estavam em peregrinação ao monte Kailash, no Tibete.

Sivaranjani Muthunathan viajava de ônibus com outras 56 pessoas em direção à fronteira com a China quando ficaram presos no que pensavam ser um engarrafamento.

De repente, havia neblina, fumaça, algo que pareceu nos engolir“, disse Muthunathan, de 46 anos, à AFP na sexta-feira (28).

Ela mostrou um vídeo que gravou em seu celular, retratando uma torrente correndo em sua direção.

O ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shisir Khanal, estimou que a reconstrução das regiões devastadas e da infraestrutura custará “vários bilhões de dólares”.

Terremoto de magnitude 5 atinge China em região longe da área de enchente

Um terremoto de magnitude 5 atingiu a região do Tibete, na China, no final desta quinta-feira (27), informou o Centro de Pesquisa em Geociências da Alemanha (GFZ).

O tremor ocorreu a uma profundidade de 10 km no norte do Tibete, segundo o GFZ. O epicentro localizava-se a centenas de quilômetros ao norte das regiões do Nepal e da China atingidas, na quarta-feira (27), por uma inundação repentina devastadora que matou quase 400 pessoas e deixou cerca de 1.500 desaparecidas.

O centro de monitoramento sísmico da China também registrou um terremoto de magnitude 4,7 em Nagqu, no Tibete, na quarta-feira (26), informou a agência de notícias estatal Xinhua.

A China acionou um protocolo de resposta de Nível IV para inundações na região devido ao risco de rompimento de um lago de barreira, acrescentou a Xinhua.

O Ministério de Recursos Hídricos da China instruiu as autoridades locais a monitorarem o lago de barreira e os índices pluviométricos, além de ter enviado uma equipe de especialistas ao condado de Gyirong, segundo a Xinhua.

Enchente devastadora

As inundações repentinas e um enorme deslizamento de lama, que atingiram a região montanhosa na fronteira entre o Nepal e a China na quarta-feira (26), arrastaram casas, estradas, hotéis e a infraestrutura de fronteira.

Quase 1.500 pessoas estão desaparecidas no país do Himalaia e na vizinha China após o colapso de uma massa de gelo, lama e rocha em um rio de montanha, que desencadeou uma inundação catastrófica.

A polícia informou que 359 pessoas morreram nos dois lados da fronteira, com dezenas de corpos sendo arrastados para as planícies, de onde estavam sendo resgatados.

Os países alertaram, nesta quinta-feira (27), sobre novos riscos de inundação no Himalaia, à medida que dois lagos formados nos dois lados da fronteira ameaçam romper-se em uma região que ainda enfrenta as consequências da inundação catastrófica desta semana.

A China alertou que 3 milhões de metros cúbicos de água — o equivalente a cerca de 1.200 piscinas olímpicas — devem fluir para um lago já represado em seu lado da fronteira nos próximos três dias, criando um alto risco de rompimento, com o pico do fluxo previsto para cerca de 1º de setembro.

A formação de um lago de barreira foi registrada em imagens aéreas por uma equipe de resgate chinesa na quinta-feira, segundo a emissora estatal CGTN.

As imagens mostravam grandes volumes de água barrenta acumulando-se em uma bacia sem saída visível. A água já havia submergido arbustos e árvores e parecia pressionar uma barreira de detritos e pedras.

Previsão de mais chuvas

A previsão de chuvas para a próxima semana deve agravar a ameaça, informou a mídia estatal chinesa, citando o Ministério de Recursos Hídricos da China.

O volume de água continua aumentando, e o risco também“, disse Zhu Jinfeng, pesquisador do departamento de hidrologia do Ministério de Recursos Hídricos, à emissora estatal CCTV.

Atendendo ao alerta, algumas equipes de resgate no Nepal começaram a se deslocar para áreas mais elevadas na quinta-feira.

Entre elas estava Pawan Koirala, que começou a se afastar do leito do rio com sua equipe de 13 pessoas logo após a emissão do aviso. “Estamos aqui para o resgate e não queremos ficar perto da zona de perigo”, disse ele.

China alerta para alto risco de rompimento de barragem perto do Nepal

Autoridades chinesas alertaram para o “alto risco” de rompimento de uma barragem formada por um deslizamento de terra no Nepal, onde um lago começou a se formar. O alerta foi feito nesta quinta-feira (27) pelo Ministério de Recursos Hídricos da China.

Segundo o ministério, um eventual rompimento poderia provocar novas inundações e danos em áreas rio abaixo, incluindo o porto de Gyirong, importante passagem de fronteira entre China e Nepal que foi destruída pelo deslizamento. O episódio também pode colocar em risco equipes chinesas de emergência enviadas ao local para as operações de resgate.

O lago, chamado de “lago de barreira”, está se formando perto do ponto onde o rio Chhochen Khola, no Nepal, encontra o rio Purepu Tsangpo, que segue em direção à China.

Segundo o ministério, na manhã desta quinta-feira o lago tinha cerca de 2 milhões de metros cúbicos de água. A previsão é que as chuvas acrescentem outros 3 milhões de metros cúbicos nos próximos três dias.

A China enviou uma equipe de especialistas ao condado de Gyirong, que enfrenta riscos de deslizamentos de terra, fluxos de lama e inundações repentinas, para auxiliar na resposta de emergência ao lago.

Deslizamentos no Nepal criaram novo lago

O condado de Gyirong, na China, duramente atingido, ainda enfrenta riscos de deslizamentos de terra, fluxos de lama e inundações repentinas, com previsão de três dias de chuva e o acúmulo de terra desmoronada formando barragens instáveis, informou a mídia estatal.

Imagens recentes de drones, transmitidas pela emissora estatal CCTV, mostraram a formação de um lago na cicatriz deixada por um deslizamento de terra anterior.

O lago recém-formado pelo represamento, situado próximo ao Porto de Gyirong, mas do lado nepalês da fronteira, parece estar aumentando de tamanho, segundo a CCTV

Segundo a emissora, estimava-se que o lago contivesse dois milhões de metros cúbicos de água e já havia começado a transbordar. Espera-se que mais três milhões de metros cúbicos de água fluam para o lago nos próximos três dias, o que cria um alto risco de rompimento.

A CCTV informou que as condições meteorológicas representam uma “dificuldade muito grande para os esforços de resgate subsequentes”.

Chen Xi, do comando local das forças armadas chinesas, disse à CCTV na noite de quarta-feira (26) que algumas unidades estavam de prontidão em um centro de comando devido ao risco de deslizamentos de terra.

As encostas das montanhas ao nosso redor podem desmoronar a qualquer momento, pois a estrada passa por penhascos íngremes e… também pode haver risco de outro deslizamento de lama”, afirmou Chen.

Incêndio em hospital no Paquistão mata 14 bebês

Policiais transferindo um caixão contendo uma criança vítima do incêndio/AAMIR QURESHI / AFP

Um incêndio na maternidade de um hospital de Islamabad, capital do Paquistão, matou 14 bebês, informaram as autoridades, que atribuíram o fogo a um aparelho de ar-condicionado com defeito.

O incêndio começou no terceiro andar do serviço de saúde maternal e pediátrico do Instituto Paquistanês de Ciências Médicas (PIMS, na sigla em inglês), informa um comunicado publicado pelo governo do distrito de Islamabad.

No total, 14 crianças morreram no incidente”, afirma a nota. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif exigiu uma investigação sobre a tragédia.

Testemunhas descreveram cenas caóticas e aterrorizantes, incluindo uma densa fumaça e vidros quebrados no chão, além de uma resposta lenta dos serviços de emergência e dos seguranças, que teriam impedido as pessoas de sair do local.

Khurram Mehmood, 40 anos, disse à AFP que perdeu a filha de apenas três dias no incêndio e afirmou que as equipes de emergência demoraram horas para chegar ao hospital.

Minha esposa estava na enfermaria. Eles tiraram todo mundo de lá. Nós estávamos sentados na estrada esperando ajuda“, relatou.

Aneeza Jalil, porta-voz do PIMS, disse que o incêndio foi provocado por um problema elétrico e que o fogo começou em um aparelho de ar-condicionado.

“Devolvam meu menino”

A porta da Unidade de Terapia Intensiva Neonatal estava trancada, segundo Jaweria, uma mulher que perdeu o filho no incêndio.

Não posso acreditar. Devolvam meu menino! Por que os médicos deixaram as crianças lá?”, questionou Jaweria.

Abdul Ghafoor, uma testemunha, contou à AFP que “o fogo se propagou muito rapidamente; havia bebês de apenas um dia“. Ele disse que entrou no hospital para salvar pacientes, mas não conseguiu chegar à ala da maternidade.

Havia uma fumaça preta lá dentro e os pacientes estavam presos (…) Os socorristas demoraram duas horas para chegar“, acrescentou.

Sohail Ashraf, comissário-chefe de Islamabad, garantiu que as equipes de emergência e os policiais chegaram ao local “imediatamente” e conseguiram controlar o incêndio.

Porém, uma testemunha, que pediu para não ser identificada, afirmou que a segurança do hospital “não deixava as pessoas saírem, os guardas paravam as pessoas”.

As pessoas precisaram quebrar a porta e as equipes de resgate quebraram os vidros para controlar o incêndio“, acrescentou a testemunha.

Uma mãe com manchas de fuligem nas mãos carregava seu bebê de 10 dias do lado de fora do hospital. “As pessoas gritavam, havia fumaça preta. Corremos para salvar nossas vidas, graças a Deus meu bebê está a salvo”, declarou à AFP Shagufta Parveen.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu a “revisão e fortalecimento das normas de prevenção de incêndios e de segurança nas instalações de saúde, para garantir que cada mãe e cada criança possam receber o cuidado que precisam em um ambiente seguro”.

Incêndios em imóveis são frequentes no Paquistão, uma consequência das leis de segurança e normas de construção ineficazes.

Irã publica vídeo com supostas ameaças contra filho mais novo de Trump

O Serviço Secreto dos EUA afirma estar ciente de um vídeo exibido pela emissora estatal iraniana que aparenta ameaçar a vida de Barron Trump, o filho mais novo do presidente Donald Trump.

Meios de comunicação iranianos de linha-dura têm apresentado repetidamente conteúdos que ameaçam a vida do presidente Trump e de sua família após o assassinato de seu ex-líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, e de muitos de seus familiares no início da guerra entre EUA e Israel contra o Irã, em fevereiro.

Embora já tenham sido feitas ameaças anteriormente contra a primeira-dama Melania Trump, esta parece ser a primeira vez que o filho do casal, Barron, é mencionado publicamente como alvo.

O Serviço Secreto dos EUA está ciente do vídeo e investiga qualquer coisa que possa ser interpretada como uma ameaça contra as pessoas sob nossa proteção”, disse o porta-voz do Serviço Secreto, Nate Herring, em comunicado à CNN. “Por questões de segurança operacional, não discutimos assuntos relacionados à inteligência de proteção.”

O vídeo, de quase três minutos de duração, começa com uma mensagem em inglês que diz: “Onde matar Barron Trump?!”. Em seguida, apresenta gráficos estilizados mostrando locais onde se sabe publicamente que o jovem Trump costuma passar algum tempo, incluindo a Trump Tower, em Nova York.

Perto do final do vídeo, o narrador sugere que as pessoas estavam “ansiosamente esperando para receber nossa recompensa de US$ 10 milhões”.

O vídeo foi transmitido durante o fim de semana pela emissora iraniana IRIB, um veículo de comunicação estatal considerado alinhado aos setores linha-dura do regime iraniano. O chefe da emissora é nomeado diretamente pelo líder supremo do Irã.

Uma fonte das forças federais de segurança disse à CNN que o vídeo faz parte de uma campanha de vídeos produzidos no Irã com o objetivo de atingir a família Trump e o próprio Trump. Alguns desses vídeos incluíram informações sobre a movimentação dos familiares do presidente e sugestões sobre como matar integrantes de sua família.

A fonte afirmou que as operações de proteção são constantemente transferidas e ajustadas com base em uma série de informações de segurança obtidas pelo Serviço Secreto, por outras agências, pela polícia e por outros países.

A CNN procurou a Casa Branca para obter um comentário.

O presidente Trump já falou publicamente sobre as ameaças iranianas contra sua vida. Em julho, ele declarou: “Estou em alguma lista… até agora, acho que tive um pouco de sorte, mas talvez isso não dure muito. Essas são pessoas más e doentes.”

Ele fez o comentário durante a cúpula da Otan na Turquia, antes de deixar o país secretamente em uma aeronave militar alternativa. Trump embarcou na aeronave escondido dentro de um caminhão de serviço de alimentação, como parte de uma elaborada operação de despiste motivada por uma ameaça iraniana.

Uma pessoa familiarizada com o assunto disse à CNN que a ameaça envolvia um míssil lançado do ombro e era específica o suficiente para que as autoridades temessem que a vida de Trump estivesse em enorme risco caso ele viajasse em qualquer uma das versões do Air Force One.

O governo dos EUA alerta há muito tempo que o Irã pode tentar matar Trump, desde o ataque de drone ordenado por ele em 2020 que matou o importante general iraniano Qasem Soleimani.

Durante os eventos funerários, que duraram vários dias, em homenagem ao falecido Khamenei, em julho, apoiadores do regime foram vistos segurando cartazes com os dizeres “Mate Trump” e oferecendo uma recompensa a quem vingasse a morte de seu líder.

Manifestações antiamericanas, incluindo gritos de “Morte à América” e queimas de bandeiras, têm sido uma constante nos atos organizados pelo Estado no Irã desde que a Revolução Islâmica levou o regime teocrático ao poder, em 1979.

Presidente da Colômbia anuncia início da reconstrução após terremoto

Espriella, faz um discurso em um centro logístico em Buenaventura duas semanas após um terremoto de magnitude 7,4 atingir a região/Cesar QUEIROZ / AFP

O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta segunda-feira (24) o início de uma fase de reconstrução bilionária no sudoeste do país, após o forte terremoto que deixou 329 mortos e milhares de casas destruídas.

O terremoto de magnitude 7,4 atingiu a costa do Pacífico e a região cafeeira em 10 de agosto, destruindo escolas, hospitais e prédios residenciais.

Os prejuízos são estimados em 9,5 bilhões de dólares (48,9 bilhões de reais, na cotação atual). Centenas de pessoas que perderam suas casas estão dormindo em acampamentos improvisados a céu aberto.

Hoje começou oficialmente a reconstrução da Colômbia“, disse o presidente em Chocó, o departamento mais pobre do país e epicentro do terremoto.

O presidente de direita assumiu o cargo apenas três dias antes do terremoto e rapidamente declarou estado de emergência econômica para liberar verbas que permitissem enfrentar a crise sem a aprovação do Congresso.

De la Espriella anunciou subsídios de aluguel de 285 dólares (1.467 reais) por três meses para os afetados, que começarão a ser distribuídos em 26 de agosto.

O terremoto destruiu 31.519 casas e as agências de ajuda humanitária ainda procuram por 234 pessoas desaparecidas.

Incêndio nos EUA obriga à retirada de 40 mil pessoas e destrói mais de seis mil hectares

Incêndio florestal em Nevada, nos Estados Unidos/TREVOR BEXON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP

Um incêndio florestal em Nevada, no oeste dos Estados Unidos, obrigou à retirada no domingo de 42 mil pessoas, no Nevada. As chamas já consumiram mais de seis mil hectares de floresta, destruíram dezenas de casas e ameaça a cidade de Reno, localizada perto da fronteira com a Califórnia e da zona turística do Lago Tahoe, na Serra Nevada.

O governador de Nevada, Joe Lombardo, declarou estado de emergência no condado de Washoe e mobilizou a Guarda Nacional para apoiar o combate aéreo ao incêndio com duas tripulações de helicópteros e 60 soldados para ajudar a polícia a proteger os bairros evacuados.

A prefeita de Reno, Hillary Schieve, também disse que mais 45 mil receberam ordens hoje para se prepararem para evacuar a região. O incêndio apelidado de “Hawk” foi deflagrado no sábado, mas já se alastrou por uma área de Reno de forma progressiva atingindo oito quilômetros a noroeste da cidade, em uma zona metropolitana com cerca de 280 mil habitantes.

O chefe dos bombeiros locais, Richard Edwards, avisou aos habitantes que estivessem prontos para fugir imediatamente, caso recebessem uma ordem de evacuação. “O incêndio Hawk é um evento muito dinâmico para nós, porque está sendo alimentado pelo vento. Os incêndios alimentados pelo vento se espalham muito rapidamente em direção às nossas áreas residenciais”, alertou.

A imprensa local relatou que o fogo já destruiu diversas casas situadas no topo de montanhas e feriu seis pessoas, incluindo três bombeiros.

Segundo o portal governamental InciWeb, que reúne informação sobre incêndios florestais em todo o país, o “Hawk” apresenta comportamento extremo. O incêndio ainda se intensificou de modo significativo devido aos ventos fortes e rajadas, baixa umidade e vegetação seca.

As autoridades de proteção civil comunicaram que abriram o Centro de Convenções de Reno-Sparks para abrigar as pessoas que tiveram de ser retiradas das suas residências.

Chega a 100 o número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,7 na Indonésia

A Indonésia e países vizinhos sofrem terremotos frequentes devido à localização no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade sísmica/BASARNAS / AFP

O número de mortos pelo terremoto de magnitude 7,7 na escala de Richter, registrado no último dia 15 de agosto na ilha de Flores, no sudoeste da Indonésia, subiu para 100, de acordo com os últimos dados divulgados pela Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB).

O chefe da BNPB, o tenente-general Suharyanto, informou que cem pessoas morreram e 1.603 ficaram feridas em consequência do terremoto, cujo epicentro foi localizado a 68 quilômetros a noroeste de Ende, na província de Nusa Tenggara Oriental.

Por outro lado, um total de 180.327 pessoas estão deslocadas em diferentes regiões de Manggarai, Manggarai Oriental, Nagekeo, Ngada e Sikka. As autoridades indonésias continuam distribuindo ajuda na região por meio de helicópteros e caminhões, conforme informou a emissora de televisão Kompas.

Além disso, 73.818 residências foram danificadas, das quais 23.276 sofreram danos graves. Além das residências, 1.915 instalações públicas foram danificadas, entre elas hospitais, escolas, portos e terminais.

Apesar das inúmeras réplicas, as autoridades informaram que não foram registradas vítimas fatais causadas por elas. O terremoto de magnitude 7,7, que ocorreu a uma profundidade de apenas 10 quilômetros, tornou-se o mais mortal desde o terremoto de 2022, que deixou centenas de mortos em Java Ocidental.

A Indonésia tem um longo histórico de terremotos devastadores, pois está localizada bem no meio do Cinturão de Fogo do Pacífico, uma das regiões com maior atividade sísmica e vulcânica do planeta. Essa faixa de grande instabilidade tectônica se estende do Japão e da Indonésia até a Califórnia e a América do Sul.

Tufão provoca retirada de mais de 50 mil pessoas no sudoeste da China

Chuvas torrenciais provocadas pelo tufão Narra causaram alagamentos generalizados na região de Guangxi, no sudoeste da China, durante o fim de semana, obrigando dezenas de milhares de pessoas a deixar suas casas enquanto os meteorologistas alertavam para mais precipitações nos próximos dias.

Cerca de 54 mil pessoas foram retiradas devido às enchentes, incluindo 8.087 encaminhadas para abrigos de emergência, informou a emissora estatal CCTV.

Os níveis de água em 20 estações de monitoramento de 15 rios ultrapassaram os limites de alerta.

Imagens aéreas divulgadas pela CCTV mostraram águas barrentas cobrindo partes da cidade de Chongzuo, com estradas e conjuntos de prédios baixos submersos. Equipes de resgate foram vistas atravessando áreas alagadas com água na altura dos joelhos e usando botes infláveis para retirar moradores presos em bairros inundados.

O tufão Narra permanece sobre o golfo de Beibu, também conhecido como golfo de Tonkin, na parte noroeste do Mar do Sul da China, há vários dias, levando fortes chuvas a Guangxi e às províncias próximas de Hainan e Guangdong.

A previsão é de que as chuvas intensas continuem em partes do sul da China até quarta-feira (26). Áreas de Guangxi, Guangdong, Hainan e Fujian devem registrar chuvas torrenciais, segundo a CCTV.

A China adiou o lançamento da missão lunar não tripulada Chang’e-7, que estava previsto para ocorrer já nesta segunda-feira (24) a partir do Centro de Lançamento Espacial de Wenchang, em Hainan. As autoridades disseram que a espaçonave não havia “atendido às condições de lançamento”.

O Instituto Nacional de Pesquisa Astronômica da Tailândia, que possui uma carga científica a bordo da missão, afirmou que o adiamento foi causado pelo tufão.

A Agência Espacial Tripulada da China não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a causa do adiamento.

Terremoto de magnitude 5,9 sacode leste do Japão

Japão sofre terremoto de magnitude 5,9/Serviço Geológico dos Estados Unidos

Um terremoto moderado, com magnitude preliminar de 5,9, sacudiu o leste do Japão, incluindo a região de Tóquio, no início da manhã de domingo (pelo horário local), mas não havia risco de tsunami. Segundo a Agência Meteorológica do Japão, o tremor ocorreu no sul da província de Ibaraki, a uma profundidade de 70 quilômetros. O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou magnitude preliminar de 5,8.

Não houve relatos de danos ou feridos.

O terremoto também atingiu a região de Tóquio, mas a TV pública NHK mostrou o tráfego nas estradas em cidades próximas, incluindo Mito e Saitama, aparentemente normal.

O Japão é uma das áreas mais propensas a terremotos no mundo.

No mês passado, um terremoto de magnitude 7,1 atingiu a região de Kumamoto, na ilha mais ao sul do Japão, Kyushu, matando 38 pessoas e ferindo 364. Ele também destruiu mais de 1.500 edifícios e danificou quase outros 20.000.

Tornado raro faz condado de Nova York declarar estado de emergência

Tornados e tempestades intensas atingiram as regiões do Meio-Atlântico e do Nordeste dos EUA, incluindo uma tromba d’água que chegou à terra firme na região de Nova York.

A tromba d’água atingiu o Condado de Nassau, em Long Island (Nova York), na noite de quinta-feira (20), passando pelo Sun and Surf Beach Club em Atlantic Beach e causando danos significativos a cabanas e edificações, segundo o clube. Foi declarado estado de emergência no Condado de Nassau, informou o administrador do condado, Bruce Blakeman, no Facebook.

Trombas d’água são, na verdade, tornados que se formam sobre a água; isso faz com que este seja o primeiro tornado a atingir o Condado de Nassau desde novembro de 2021 e um evento raro para a região de Nova York como um todo.

Outra tromba d’água pode ter chegado à terra firme na região, também no Condado de Nassau, informou o escritório do Serviço Nacional de Meteorologia em Nova York na manhã de sexta-feira (21). Investigações estão em andamento. O órgão revisou seu relatório após ter afirmado, na noite de quinta-feira, que outro tornado poderia ter atingido a costa nas proximidades de East Rockaway, no Condado de Queens.

Relatos de danos abrangeram uma área maior da região do Meio-Atlântico, incluindo partes da Pensilvânia e de Delaware atingidas por tornados. Um homem morreu após ser atingido por um raio em uma praia em Cape Charles, Virgínia, informou a emissora afiliada da CNN, WVEC, citando o administrador da cidade.

Uma mulher que estava com o homem também foi atingida, mas sofreu apenas ferimentos leves, segundo a WVEC. A CNN entrou em contato com as autoridades em busca de mais detalhes.

Um tornado causou “danos significativos” em Dover, Delaware, segundo o departamento de polícia da cidade. Ninguém ficou gravemente ferido, acrescentou o departamento posteriormente. A cidade declarou estado de emergência na noite de quinta-feira.

Dois hotéis sofreram “danos graves”, disse à CNN o porta-voz do Departamento de Polícia de Dover, Mark Hoffman. Vídeos mostram o tornado arrancando o telhado de um motel da rede Super Lodge. Todos os hóspedes foram evacuados e levados para um abrigo temporário, disse Hoffman.

Um tornado também foi avistado em Columbia, Pensilvânia, à medida que tempestades severas avançavam pelo sudeste do estado. Foi declarado estado de emergência para o distrito de Columbia, informou a polícia na noite de quinta-feira.

Nas proximidades, no Condado de York, Pensilvânia, uma escola de ensino médio e seis casas geminadas foram danificadas, e uma pessoa sofreu ferimentos leves, segundo o Escritório de Gestão de Emergências do Condado de York.

Inundações provocam interdição de vias

Quase 76 mm de chuva caíram em partes da cidade de Nova York em poucas horas, enquanto áreas do sul de Nova Jersey registraram volumes ainda maiores, chegando a quase 127 mm.

As fortes chuvas causaram inundações que levaram ao fechamento de trechos de várias vias importantes na cidade de Nova York, incluindo a Brooklyn-Queens Expressway e a Long Island Expressway, no Queens. Autoridades municipais também alertaram os usuários sobre atrasos nos trens da MTA em toda a cidade.

As tempestades também afetaram o tráfego aéreo na região de Nova York. A FAA (Administração Federal de Aviação) determinou, na quinta-feira, atrasos em solo para voos com destino aos aeroportos JFK, LaGuardia e Newark, segundo o órgão de Gestão de Emergências da cidade de Nova York.

As tempestades foram provocadas por uma frente fria que causou inundações repentinas no centro de Ohio na madrugada de quinta-feira. Várias operações de resgate na água e interdições de estradas foram registradas perto de Columbus, Ohio, segundo a WBNS, afiliada da CNN.

Todas as faixas da Interstate 70 no Condado de Licking, Ohio — a leste de Columbus —, foram fechadas na noite de quinta-feira, perto de Buckeye Lake, à medida que o nível do rio South Fork Licking subia para a categoria de inundação severa. Na manhã de sexta-feira, o rio estava próximo de atingir seu nível recorde, registrado em março de 2020.

A ameaça de chuvas que provocam inundações deslocou-se agora mais para o sul, atingindo partes das Carolinas e o sul da Virgínia, à medida que a semana de trabalho chega ao fim.

Mais chuvas fortes devem avançar pela região do Meio-Atlântico no sábado, podendo causar inundações repentinas localizadas, especialmente da região leste da Virgínia até a metade sul de Nova Jersey.

Presidente do TPI faz alerta sobre ‘desaparecimento do Estado de direito internacional’

Juíza Tomoko Akane, do Tribunal Penal Internacional (TPI)/EVA PLEVIER/ANP/AFP

A presidente do Tribunal Penal Internacional (TPI), a japonesa Tomoko Akane, alertou nesta sexta-feira (21) para o risco de “desaparecimento do Estado de Direito internacional”, após ter sido alvo de sanções por parte dos Estados Unidos nesta semana.

A sanção contra mim desta vez foi algo que eu já antecipava até certo ponto, então não estou surpresa“, afirmou Akane em um comunicado divulgado na rede social X por sua editora, Bungei Shunju.

O importante é não deixar que isso seja o início do desaparecimento do Estado de Direito internacional“, acrescentou a magistrada em seus primeiros comentários públicos desde o anúncio das sanções.

Washington, que considera o TPI uma instituição “politizada”, anunciou na terça-feira sanções contra a presidente do tribunal e também contra o magistrado senegalês Abdoulaye Seye, que atualmente substitui o procurador da corte com sede em Haia.

A medida implica que os juízes não podem viajar aos Estados Unidos nem efetuar transações no sistema financeiro americano, que tem alcance global.

As sanções foram rapidamente criticadas pelo TPI, que citou um “ataque flagrante” à sua independência.

O governo do Japão, maior financiador do TPI, também criticou as sanções, assim como a UE, Alemanha, França e Espanha, entre outros.

O tribunal tem como missão julgar os acusados pelas atrocidades mais graves, como genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

O TPI atua como último recurso quando os países não dispõem de sistemas jurídicos que garantam a responsabilização dos acusados.

O governo dos Estados Unidos não ratificou o Estatuto de Roma, que criou o TPI em 2002.

Washington sancionou, nos últimos anos, vários membros do TPI, principalmente devido às investigações sobre Israel, um de seus principais aliados no Oriente Médio.

O TPI emitiu, em 2024, uma ordem de prisão contra o primeiroministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o exministro da Defesa Yoav Gallant pela guerra em Gaza, assim como contra vários membros do Hamas, já falecidos.

Deslizamento de terra matou mais de 100 em mina de ouro na República Centro-Africana

Deslizamento de terra em mina de ouro deixa mais de 100 mortos na República Centro-Africana em 18 de agosto de 2026. — Foto: Reprodução/redes sociais

Vídeos que circulam nas redes sociais mostraram o momento em que um deslizamento de terra matou mais de 100 pessoas em uma mina de ouro artesanal na República Centro-Africana.

O incidente ocorreu na terça-feira no vilarejo de Zamboye, no oeste do país e perto da fronteira com Camarões, e foi confirmado por uma autoridade da Cruz Vermelha e um oficial de alto escalão de uma associação local de mineração.

Um vídeo gravado por uma pessoa presente no local e checado pela agência de notícias Associated Press mostrou o momento em que uma grande quantidade de terra se desprende da lateral da mina e cai sobre uma multidão que estava em um nível mais baixo. Pelas imagens é possível ver que a instalação apresentava condições precárias e centenas de pessoas estavam no local quando o incidente ocorreu.

O total de mortos ainda deve aumentar, porque os trabalhos de resgate ainda estavam em andamento nesta quinta-feira (20) e diversas pessoas continuavam desaparecidas e outras, presas sob os escombros, disse Bertrand Be Yangué, membro do conselho de jovens de Zamboye.

Encontrá-las vivas seria um milagre”, disse Yangué sobre os desaparecidos. “Estamos tristes e com o coração partido ao ver jovens homens e mulheres morrerem depois de terem ido às minas para tentar tirar suas famílias do desespero”, completou.

Além dos mortos, vários sobreviventes ficaram gravemente feridos, disse Gervais Ganagoroh, voluntário local da Cruz Vermelha envolvido nos trabalhos de resgate.

Um procurador local afirmou que uma investigação seria aberta para determinar a causa do acidente e identificar quem administrava a mina artesanal.

As autoridades camaronesas afirmaram que estavam prontas para receber e prestar atendimento médico a quaisquer feridos que cruzassem a fronteira. O governo brasileiro lamentou o episódio.

A mineração artesanal é uma fonte de sustento para populações em toda a África, mas a regulamentação fraca e as precárias condições de segurança frequentemente levam a acidentes fatais.

Japão acusa Coreia do Norte de disparar suposto míssil balístico

A Coreia do Norte disparou um suposto míssil balístico em direção ao mar nesta quinta-feira (20), informaram o governo e a guarda costeira do Japão.

A mídia sul-coreana também citou militares do país afirmando que a Coreia do Norte disparou um projétil não identificado em direção ao mar, a leste da Península Coreana.

A Guarda Costeira do Japão informou que o projétil — que se acredita ser um míssil balístico — já havia caído.

O míssil aparentemente caiu no mar, fora da zona econômica exclusiva do Japão, segundo a emissora NHK.

A notícia surge em um momento em que exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos foram reduzidos para terminar na sexta-feira (21), após o presidente Donald Trump ordenar uma diminuição significativa na participação americana.

Kim Yo Jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, afirmou na quarta-feira (19) que a “política hostil” dos EUA em relação a Pyongyang não havia mudado, uma vez que os exercícios militares continuavam sendo realizados.