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França registrou 1.243 mortes adicionais durante onda de calor de julho

A França metropolitana enfrentou 52 dias de onda de calor desde meados de junho/Zakaria Abdelkafi/AFP

A França registrou 1.243 mortes adicionais entre 3 e 22 de julho, em plena onda de calor, de modo que o balanço provisório de 2026 chegou a cerca de 7.300 óbitos, informaram as autoridades sanitárias nesta quarta-feira (19).

A Europa Ocidental viveu o início de verão mais quente já registrado, com o período de junho-julho em nível recorde, com ondas de calor, seca generalizada e incêndios, alimentados pelas mudanças climáticas.

A França metropolitana enfrentou 52 dias de onda de calor desde meados de junho. O episódio atual, iniciado no fim de julho, é o segundo mais duradouro, atrás apenas dos 23 dias registrados em julho de 1983.

As 1.243 mortes adicionais entre 3 e 22 de julho “por todo tipo de causas”, que ainda não podem ser atribuídas com segurança ao calor extremo, somam-se aos 5.764 óbitos adicionais registrados entre 17 e 30 de junho, segundo a agência Santé Publique France.

A onda de junho foi, no entanto, mais intensa do que a de agosto de 2003, cujas 15 mil mortes chocaram a França.

Quase três quartos das mortes em excesso em julho “correspondem a pessoas de 75 anos ou mais“, embora elas tenham afetado “todos os grupos etários a partir dos 45 anos“, detalhou o Ministério da Saúde.

Embora os óbitos tenham aumentado em todos os locais, como hospitais e casas de repouso, a Santé Publique France destacou especialmente a alta em domicílios.

Outras 300 mortes adicionais foram registradas entre 24 e 28 de maio, quando ocorreu um primeiro episódio de calor extremo, que, porém, não atende aos critérios da agência meteorológica Météo-France para ser considerado uma onda de calor.

As autoridades preveem publicar um balanço final em outubro.

Terremoto de magnitude 4,9 atinge Granada, na Espanha

Terremoto de magnitude 4,9 atinge Granada, na Espanha | CNN Brasil

Um terremoto de magnitude 4,9 atingiu a cidade de Granada, na Espanha, nesta terça-feira (18), segundo o USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos). O tremor aconteceu a uma profundidade de 10 quilômetros.

Pelo menos três pessoas ficaram feridas.

Outro tremor de magnitude 5 atingiu a cidade no sábado (15), danificando carros e casas. Não houve relatos de mortos ou feridos na data.

O canal de televisão espanhol TVE mostrou no sábado destroços espalhados pelas ruas e alguns carros danificados na popular cidade turística. Os serviços de emergência da Andaluzia resgataram várias pessoas de prédios danificados.

Antonio Sanz Cabello, vice-presidente do governo regional da Andaluzia, afirmou em uma publicação na rede social X, na data, que as autoridades declararam estado de emergência.

“Se você está em Granada, sentiu o terremoto, está bem e sua casa não sofreu danos, mantenha a calma e evite entrar e sair de prédios desnecessariamente“, disse ele.

Emirados Árabes Unidos ativam defesa aérea diante de ameaça de mísseis

Em maio, o Irã lançou mísseis de cruzeiro em direção aos Emirados Árabes Unidos/AFP

Os Emirados Árabes Unidos ativaram seus sistemas de defesa aérea mediante de ameaça de míssil direcionado ao país, segundo publicação do Ministério da Defesa no X, nesta terça-feira, 18.

O ministério esclareceu quaisquer sons ouvidos resultariam de operações de interceptação dos sistemas de defesa aérea e reiterou “plena prontidão para responder a qualquer ameaça”, protegendo a soberania, segurança e estabilidade dos Emirados Árabes.

Segundo a Fars, sirenes de alerta soaram em Dubai e o Ministério do Interior dos Emirados Árabes Unidos pediu aos cidadãos para se abrigarem em locais seguros.

Já a Tasnim relatou fortes explosões na região de Jebel Ali.

Ucrânia lança mais de 600 drones contra Moscou

Homens interagem em uma área residencial tomada por fumaça preta em Moscou, em 18 de junho de 2026. / AFP

Na madrugada desta terça-feira (18), as forças ucranianas lançaram contra Moscou e áreas adjacentes um dos seus maiores ataques aéreos na região russa.

A Ucrânia disparou 620 drones, e pelo menos uma pessoa morreu e outras 15 ficaram feridas em um ataque do exército ucraniano à cidade de Energodar, perto da central nuclear de Zaporizhia, a maior da Europa, que é controlada pela Rússia.

Segundo o governador regional, os drones atingiram um armazém da empresa russa de comércio eletrônico Wildberries e outras instalações perto de Moscou. Três pessoas, incluindo uma menina de dez anos, ficaram feridas.

Os centros logísticos da Wildberries, a maior varejista online da Rússia, têm sido um alvo frequente dos ataques ucranianos e têm impactado a economia do país, sendo, portanto, apontados por Kiev como um alvo legítimo que apoia de modo logístico as forças armadas russas.

Por sua vez, as forças russas comunicaram que abateram 180 drones sobre a região de Moscou e que os serviços de emergência trabalham nos locais atingidos. Enquanto isso, outras regiões sob controle russo, incluindo a Crimeia, anexada por Moscou em 2014, também reportaram ataques intensos vindos da Ucrânia.

Já a Força Aérea Ucraniana informou que a Rússia lançou 147 drones entre segunda e terça-feira contra o seu território, dos quais 111 foram destruídos ou interceptados. Por outro lado, um ataque de míssil russo matou pelo menos dez pessoas e feriu outras oito em uma cidade na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia. A ofensiva danificou dez edifícios residenciais, um café, uma agência dos correios, uma loja e pelo menos sete carros.

O conselheiro da presidência russa para os Assuntos Internacionais, Yuri Ushakov, afirmou hoje que a posição do Kremlin exclui a possibilidade de interromper os combates na Ucrânia. Em paralelo, o relatório da Missão de Monitoramento dos Direitos Humanos das Nações Unidas na Ucrânia (HRMMU) divulgou que o mês passado foi o mais letal para civis no país desde maio de 2022, com 437 mortes e 2.610 feridos.

Moldávia condena violação do espaço aéreo

O Ministério das Relações Exteriores da Moldávia condenou a violação do espaço aéreo do país por um drone na segunda-feira. O equipamento explodiu logo em seguida, mas até o momento a origem do objeto não foi informada.

A Moldávia faz fronteira com a Ucrânia e apoia o país no conflito contra a Rússia, já tendo lidado com vários incidentes envolvendo drones em seu território e destroços na zona de fronteira.

Número de mortos pelos terremotos de junho na Venezuela sobe para 6.438

Voluntários de resgate participam da busca por corpos em meio aos escombros 46 dias após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 em La Guaira/ Juan BARRETO / AFP

A Venezuela registra 6.438 mortes em decorrência dos dois terremotos de junho, enquanto continua a busca por cadáveres entre os escombros e a demolição de edifícios afetados, segundo o balanço semanal publicado nesta segunda-feira (17) pelo chefe do Parlamento, Jorge Rodríguez.

As autoridades registraram mais 137 mortes em relação aos 6.301 mortos contabilizados no balanço anterior.

Os terremotos consecutivos de magnitude 7,2 e 7,5 devastaram o norte da Venezuela em 24 de junho, principalmente o estado costeiro de La Guaira, onde pelo menos 190 edifícios desabaram.

Quase dois meses após a tragédia, voluntários e familiares continuam na busca por corpos entre os escombros.

Os cadáveres ainda não recuperados constam como desaparecidos, mas, até o momento, o governo não divulgou um número de pessoas que ainda não foram localizadas.

De acordo com o balanço, das quase 60 mil moradias afetadas pelos tremores, cerca de 24.429 estão inabitáveis.

Enquanto isso, milhares de desabrigados vivem em acampamentos temporários, muitos deles em condições precárias.

Chuvas torrenciais registradas na madrugada de domingo destruíram as barracas ocupadas pelos desabrigados em alguns desses acampamentos em Caracas.

O governo interino de Delcy Rodríguez prometeu moradias para os desabrigados. Até agora, foram entregues 335 casas, das 4 mil prometidas até o fim do ano.

Israel e Conselho de Paz chegam a acordo e criam grupos para “acelerar desmilitarização” de Gaza, afirma Netanyahu

Declarações vêm após a rejeição do

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou, nesta segunda-feira (17), a criação de dois grupos de trabalho no âmbito do Conselho de Paz, um deles com o objetivo de acelerar a “desmilitarização” da Faixa de Gaza.

Ficou acordado criar dois grupos de trabalho: um sobre o desarmamento e a desmilitarização de Gaza”, afirmou ele em um comunicado divulgado nas redes sociais, onde ressaltou que “tanto Israel quanto a Junta de Paz estão determinados a que isso seja realizado com rapidez e concluído antes do início de qualquer processo de reconstrução” no enclave palestino.

O segundo grupo de trabalho abordará “o saneamento, a água potável e outras questões de saúde pública para a população de Gaza, que também afetam a população de Israel”, indicou Netanyahu, após “conversas profundas e construtivas” com o Conselho de Paz liderado pelo diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, que até o momento não se pronunciou sobre esse anúncio

Suas declarações vêm após a rejeição do “roteiro” para a segunda fase do plano elaborado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê o desarmamento do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outras milícias palestinas, bem como a retirada do Exército israelense da Faixa de Gaza.

Presidente do Líbano promulga a lei que revoga a pena de morte

O presidente do Líbano, Joseph Aoun, sancionou, nesta segunda-feira, a lei aprovada pelo Congresso na semana passada, que revoga a pena capital no país  /AP Photo/Mark Schiefelbein

O presidente libanês, Joseph Aoun, sancionou nesta segunda-feira (17) a lei que abole a pena de morte no país, em conformidade com o acordo alcançado na semana passada pelo Parlamento do Líbano para pôr fim a uma prática que, “de fato”, estava suspensa desde 2004.

A legislação aprovada pelo Parlamento libanês prevê a abolição da pena de morte para aqueles que já foram condenados e sua substituição por prisão perpétua com “trabalhos forçados agravados”.

Essa medida foi aplaudida pela União Europeia, que a descreveu como um “avanço significativo” para os Direitos Humanos, destacando que se trata de um “exemplo poderoso” para os demais países do Oriente Médio, ao se tornar o primeiro da região a eliminar a pena capital para todos os crimes.

Quase 13 mil desabrigados após terremoto na Indonésia

Uma motocicleta para ao lado de um prédio desabado após um terremoto de magnitude 7,7 em Borong, Manggarai Oriental, Nusa Tenggara Oriental/JUNI KRISWANTO/AFP

Milhares de pessoas deslocadas por um potente terremoto no leste da Indonésia aguardavam a chegada de ajuda nesta segunda-feira (17), enquanto permanecem acampadas diante de escolas, delegacias de polícia e prédios públicos.

O terremoto de 7,7 graus de magnitude matou 53 pessoas e feriu mais de 100. Organismos de resgate informaram que não há relatos de desaparecidos.

O número de pessoas que não podem retornar para suas casas subiu nesta segunda-feira para 12.800 em várias localidades da ilha de Flores, informou à AFP Berton Suar Pelita Panjaitan, porta-voz da agência nacional de desastres da Indonésia, BNPB.

Muitos habitantes de Flores dormiram nas ruas pela segunda noite consecutiva, com medo de voltar para casa, diante das centenas de tremores secundários.

Nossas casas já não são habitáveis porque muitas desabaram, estão rachadas e não podemos entrar“, comentou Junaidin, um morador de Mbay de 32 anos, diante de uma barraca improvisada onde dormiam quase 30 pessoas.

A localidade de Mbay fica perto do epicentro do terremoto.

“Estamos aqui por conta própria”, acrescentou Junaidin, que, como muitos indonésios, tem apenas um nome.

Ele expressou frustração com a aparente demora na chegada de ajuda, enquanto o país celebra nesta segunda-feira o Dia da Independência com uma grande cerimônia na capital, Jacarta.

“No que diz respeito à ajuda do governo, não recebemos nenhuma: nem barracas, nem remédios, nem comida, nem água potável, nada”, disse Junaidin.

A Força Aérea do país anunciou que transportaria 13 toneladas de ajuda emergencial em aviões e que mobilizaria helicópteros para transportar os suprimentos aos sobreviventes em comunidades isoladas, segundo a agência estatal de notícias Antara.

Para os afetados, a chegada da ajuda é urgente.

Fugimos sem nada, apenas com a roupa do corpo. Somos vítimas, estamos vivendo uma catástrofe“, contou Siti Saudah Daso, uma mulher de 31 anos que tem três filhos.

Disseram que nos dariam algo, mas não há provas. Honestamente, estamos um pouco irritados, decepcionados“, completou.

As equipes de resgate continuam na região para procurar possíveis vítimas, informou à AFP Fathur Rahman, coordenador dos serviços de busca.

A Indonésia está localizada no “Cinturão de Fogo” do Pacífico, uma zona de intensa atividade sísmica que engloba o Japão, o sudeste asiático e prossegue até a costa das Américas.

Entre as piores catástrofes da história do país está o devastador terremoto de 9,1 graus de magnitude na costa de Sumatra em 2004, que provocou um tsunami e causou 220.000 mortes em vários países, incluindo 170.000 na Indonésia.

Banco Mundial mobiliza mais de 172 milhões de euros em resposta ao terremoto na Colômbia

O Banco Mundial também está colaborando com bancos de desenvolvimento, instituições financeiras e o setor privado da Colômbia

O Banco Mundial anunciou nesta sexta-feira (14) um desembolso de 200 milhões de dólares (mais de 172 milhões de euros) como resposta de emergência ao terremoto de magnitude 7,4 registrado no início desta semana no noroeste da Colômbia, que já deixou, até o momento, mais de 280 mortos e 3.900 feridos

O grupo esclareceu em um comunicado que esse montante faz parte de uma “resposta integral” a ser implementada em conjunto com o governo de Abelardo de la Espriella e “seus parceiros de desenvolvimento”, com o objetivo tanto de atender às necessidades “imediatas” quanto de “estabelecer as bases” para a recuperação do país latino-americano.

Nesse sentido, a instituição colocou em operação uma ferramenta – Avaliação Rápida Global de Danos por Terremotos (GRADE, na sigla em inglês) – para fornecer às autoridades colombianas uma “avaliação precoce das perdas econômicas”, o que ajudaria a “priorizar a ajuda”.

O Banco Mundial, que reafirmou que “apoia a Colômbia e mantém seu compromisso de apoiar a recuperação do país”, também está colaborando com bancos de desenvolvimento, instituições financeiras e o setor privado da Colômbia com o objetivo de “canalizar financiamento” para as comunidades afetadas pelo terremoto, incluindo a saúde pública, a habitação e as pequenas e médias empresas.

As autoridades colombianas elevaram nesta sexta-feira para 285 o número de mortos e para 3.975 o de feridos em consequência do terremoto, enquanto outras 354 pessoas continuam desaparecidas.

Este terremoto, com epicentro a cinco quilômetros da localidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, deixou um total de 102.105 pessoas afetadas e 44.936 famílias prejudicadas.

EUA planeja ataques “em terra” contra traficantes com parceiros latino-americanos

Militares de vários países participam do exercício multinacional Panamax 2026/Martin Bernetti/AFP

Os Estados Unidos planejam atacar “em terra” narcotraficantes na América Latina, como já fazem em águas internacionais contra supostas embarcações que atuariam no contrabando de drogas, disse o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, no Panamá.

O governo do presidente norte-americano, Donald Trump, lançou, em setembro passado, uma campanha de bombardeios aéreos contra supostas lanchas do narcotráfico no Caribe e no Oceano Pacífico oriental, que até hoje deixaram ao menos 215 mortos.

Os planos de operações antidrogas terrestres se enquadram nos esforços de uma aliança de 19 países liderada por Trump, mas poderão ser ampliados “onde quer” que operem grupos do narcotráfico, disse o secretário da Defesa norte-americano a jornalistas que o acompanham no Panamá.

Hegseth afirmou que, no curto prazo, os Estados Unidos esperam mobilizar, junto com seus aliados, uma “capacidade operacional como a que viram com os ataques às lanchas de drogas” no Caribe e no Pacífico.

Será “o mesmo efeito em terra, e por isso estamos trabalhando com Equador, Colômbia, com parceiros para levar a luta às DTO (organizações designadas terroristas) em terra”, afirmou Hegseth na noite de quarta-feira (12), em um local não identificado da selva panamenha.

O chefe do Pentágono viajou ao Panamá para exercícios militares que cerca de 20 países realizam ali a cada ano.

Onde quer que trafiquem drogas ou ameacem o povo americano ou nossos parceiros, (essas organizações) são um alvo, assim como o Isis (acrônimo em inglês do grupo Estado Islâmico) ou a Al Qaeda“, acrescentou o secretário, vestindo uma camiseta verde-oliva e cercado de militares.

A Coalizão Anticartéis das Américas reúne países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras e Peru, com governos de direita.

Hegseth destacou que sua advertência aos cartéis é “séria”, “daqui embaixo, no tráfico de cocaína, até o fentanil nas praças do México“, além dos remanescentes das guerrilhas colombianas, que definiu como “alvos legítimos”.

O México, onde operam poderosas organizações criminosas, não faz parte da aliança.

Hegseth defendeu a letalidade dos ataques contra as supostas narcolanchas que, segundo juristas e organizações de defesa dos direitos humanos, podem constituir execuções extrajudiciais.

Não vamos submetê-los a um processo judicial, onde sabemos que serão liberados. Vamos destruir estas redes com todas as capacidades do governo americano“, ameaçou.

Peru declara um terço de seus municípios em emergência hídrica

Mulher andina em um lago quase seco de Huancayo, nas montanhas do Peru/Hugo Curotto/AFP

O governo do Peru declarou um terço de seus municípios em emergência, diante de um “risco muito alto” de que secas associadas ao fenômeno climático El Niño afetem a segurança alimentar da população, informaram autoridades nesta quinta-feira (13).

A maioria das projeções prevê que o evento, que provoca um aumento da temperatura e das chuvas, será excepcionalmente severo neste ano.

O estado de emergência vale para 607 dos cerca de 1.800 municípios peruanos, e tem o objetivo de “proteger a segurança alimentar“, segundo a Presidência do Conselho de Ministros. A maioria dos municípios está localizada em regiões andinas e amazônicas.

A norma obriga as autoridades locais a coordenar com o governo ações que reduzam “o risco muito alto para a população, agricultura e pecuária“, além de ações de resposta e recuperação.

O país já havia declarado cerca de 800 municípios em estado de emergência no mês passado, diante do risco de chuvas intensas provocadas pelo El Niño. Na última segunda-feira, a presidente Keiko Fujimori anunciou a formação de uma comissão de ministros e outras autoridades para acelerar obras e ações de prevenção frente à emergência climática.

Mais de 9,3 milhões de peruanos estão expostos a um nível de risco muito alto de inundações e deslizamentos associados ao El Niño, segundo o Centro Nacional de Estimativa, Prevenção e Redução do Risco de Desastres.

EUA defendem sua presença na América Latina e dizem que não se submeterão ao direito internacional

Washington também acusou nesta quinta-feira o Brasil e outros países de

O Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta quinta-feira (13) que o país não se submeterá ao direito internacional. A postagem foi feita no X, junto com o vídeo do secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, que diz que a “esquerda internacional”, juntamente com a mídia de esquerda, está conspirando para afirmar ilegalmente a jurisdição do Tribunal Penal Internacional (TPI) sobre as operações militares dos EUA.

Hegseth pontua que não há base legítima para essa “tomada de poder sem lei” do TPI e encoraja todos os membros da Coalizão das Américas de Combate aos Cartéis (A-Triple-C) a deixar o tribunal da ONU e “rejeitar suas tentativas de roubar a soberania de seus governos e tribunais”.

Segundo o departamento, os EUA são “mais seguros, fortes e prósperos” quando os diplomatas americanos são capacitados para defender os interesses nacionais no cenário mundial, e não quando são forçados a adotar “ideologias antiamericanas”.

Em consequência, o Departamento de Estado afirmou que está agora descartando uma política da era Biden que orientava o pessoal a promover questões de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) em sua diplomacia com autoridades e governos estrangeiros. “O Departamento está reformando o Serviço Exterior, encerrando a ideologia DEI, focando nas bases da diplomacia e aprimorando as habilidades práticas que nossos diplomatas precisam para entregar resultados“, acrescentou o órgão.

Washington também acusou nesta quinta-feira o Brasil e outros países de “triangular” produtos da China. Na quarta (12) o embaixador Celso Amorim afirmou que a diplomacia dos EUA mira o Brasil e tenta relativizar a soberania brasileira com o vídeo do Departamento de Estado sobre seu domínio na América do Sul. As críticas do governo Trump ocorrem em meio à aproximação com o novo governo de direita da Colômbia e à entrada do país na A-Triple-C.

Governo colombiano declara luto oficial e diz que resgates de sobreviventes entram em “fase final”

O governo da Colômbia declarou três dias de luto pelas vítimas do terremoto que já matou mais de 200 pessoas/  Raul ARBOLEDA / AFP

A Colômbia declarou nesta quarta-feira (12) três dias de luto em homenagem aos mais de 230 mortos pelo forte terremoto que atingiu o país, enquanto socorristas e voluntários trabalham sem descanso para resgatar os últimos sobreviventes.

De magnitude 7,4, o terremoto ocorrido na segunda-feira (10), às 7h34 locais (9h34 em Brasília), foi o mais mortal a atingir a Colômbia neste século e afetou especialmente localidades do Pacífico e da região cafeeira, no oeste do país.

O governo anunciou que as bandeiras serão hasteadas a meio mastro em prédios oficiais e embaixadas colombianas no exterior, “em homenagem a todos os mortos“, cujo número chegou a 239, segundo a autoridade de gestão de desastres.

Nas cidades de Pereira e Cali, as equipes de emergência trabalharam durante toda a noite com guindastes, cães e máquinas pesadas na busca por sobreviventes, enquanto voluntários formavam correntes humanas para retirar os escombros com as mãos.

Eu sei que hoje e amanhã vamos tirar pessoas com vida (…) Já sou velho, mas sou um sabujo“, disse à AFP Julio César Pineda, um socorrista de 67 anos, apesar das jornadas noturnas em meio à escuridão provocada pelos cortes de energia que afetam quase toda Pereira.

Estamos entrando na fase final das primeiras 72 horas”, disse nesta quarta-feira o prefeito de Cali, Alejandro Eder, em referência ao período em que é mais provável encontrar sobreviventes.

Isso não quer dizer que não haja sobreviventes depois, mas é mais difícil“, acrescentou.

“Carne em decomposição”

A alegria foi enorme quando as equipes de resgate retiraram com vida Daniela Largo, de 32 anos, após mais de 35 horas presa nos escombros de um hotel em Pereira.

Estou feliz porque, quando já tínhamos procurado tanto (…) e estávamos perdendo as esperanças, recebemos uma ligação“, contou à AFP sua mãe, Sandra Milena Pérez.

Pérez disse que um vizinho ouviu os pedidos de socorro e alertou os socorristas. “Estamos felizes (…) porque em casa um filho de 12 anos espera por ela“, explicou.

Nas cidades mais afetadas, famílias dormem em parques por medo de novos terremotos. Mais de 130 réplicas foram registradas desde o tremor.

A solidariedade tem ajudado nas buscas. Milhares de pessoas levaram água, alimentos e suprimentos aos bairros afetados, enquanto longas filas se formaram diante dos centros de doação de sangue.

Em Cali, um grupo de cineastas emprestou microfones, luzes e câmeras para ajudar a identificar qualquer sinal de vida.

Nas áreas mais atingidas, o “cheiro de carne em decomposição” é “muito forte”, disse uma socorrista.

A 250 quilômetros ao norte de Cali, em El Cairo, os moradores estão traumatizados.

As pessoas não querem entrar nas casas, não querem dormir, não sabem o que fazer, porque, além disso, anunciaram réplicas“, comentou Adriana González, uma cozinheira de 40 anos.

Ao relento

Para enfrentar o processo de reconstrução, o presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o poder há apenas seis dias, declarou situação de emergência no país e anunciou medidas de auxílio aos afetados.

“Hoje, com a luz do sol, já podemos ver uma realidade. O luto, a tristeza e a raiva vão crescer com o passar dos dias“, disse Ana Paulina Crosthwaite, uma advogada de 35 anos em Pereira. O prédio onde vivia com o marido e dois filhos desabou.

Sobre enormes montanhas de escombros, socorristas e voluntários levantam os punhos e pedem silêncio para continuar as buscas. Vizinhos e familiares observam apreensivos das calçadas.

Em Roldanillo, uma pequena cidade do Valle del Cauca, Yuliana Méndez, de 43 anos, observa desolada sua loja de cosméticos, que ficou destruída.

Dói porque é como começar de novo do zero. Mas temos que seguir em frente, o que mais podemos fazer?“, disse.

Washington ofereceu US$ 15,5 milhões (R$ 83,8 milhões) em ajuda para enfrentar a emergência. A União Europeia anunciou a liberação de 2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões), e a Espanha destinará outro milhão de euros (R$ 6,3 milhões).

Apesar dos rumores de que De la Espriella teria rejeitado a ajuda do governo de esquerda do México, a presidente Claudia Sheinbaum informou sobre o envio de alimentos, água e medicamentos.

O terremoto remete à tragédia de 1999, quando um forte tremor deixou quase 1.200 mortos na região cafeeira.

Trump diz que seu avião correu “maior risco” em voo secreto

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta terça-feira (11) que o avião em que viajou após realizar um voo militar secreto partindo da Turquia no mês passado estava exposto a um “risco maior”.

A troca de aeronave envolveu o traslado do presidente americano de um avião para outro em um caminhão de serviço de bordo, devido a preocupações com relatos de uma possível ameaça de assassinato por parte do Irã.

Na verdade, acho que o avião em que voei corria um risco maior“, disse Trump a repórteres depois que o jornal The Washington Post divulgou a notícia.

Acho que corria um risco maior porque esse seria, na minha opinião, o avião que eles provavelmente escolheriam como alvo“, acrescentou.

Depois de um dia de memes nas redes sociais retratando Trump escondido no caminhão de catering, o presidente americano disse que estava seguindo as orientações do Serviço Secreto, a agência responsável pela proteção do presidente.

Bem, isso cabe apenas ao Serviço Secreto. Eu simplesmente sigo o que eles querem que eu faça, então sigo as orientações do Serviço Secreto e dos militares“, disse Trump.

Acho que havia uma ameaça. Não perguntei muito sobre isso. Recebo muitas ameaças“, afirmou Trump.

Entenda o voo secreto de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um voo militar secreto da Turquia no mês passado, em uma operação que envolveu sua transferência entre aeronaves em um caminhão de catering, uma manobra extraordinária motivada por uma ameaça de assassinato por parte do Irã, informou o jornal americano The Washington Post.

O plano de segurança foi confirmado pela CNN com autoridades posteriormente.

A Casa Branca afirmou na época que o presidente estava voando a bordo do Air Force One da Turquia, onde havia participado de uma cúpula da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), com destino ao Reino Unido.

Mas, momentos depois de embarcar, Trump desembarcou secretamente no caminhão de catering e embarcou em outra aeronave para o voo, informou o veículo na segunda-feira (10), citando fontes não identificadas.

O caminhão de catering, também chamado de caminhão de comissaria, é um veículo de apoio aeroportuário equipado com um baú elevatório. Ele serve para abastecer e recolher refeições, bebidas e suprimentos nas portas dos aviões.

O New York Times publicou uma reportagem semelhante, citando autoridades americanas também não identificadas.

Trump havia viajado para Ancara para a cúpula da Otan em um jato recém-reformado, doado pelo Catar, mas anunciou inesperadamente que usaria um Air Force One mais antigo na volta do país, uma decisão que gerou questionamentos sobre a segurança da aeronave mais nova.

A ida para a cúpula foi a primeira viagem internacional do novo avião, cujas rápidas atualizações suscitaram dúvidas sobre seu custo e segurança, e ocorreu em meio à escalada das hostilidades com o Irã, país que faz fronteira com a Turquia.

Antes de partir de Ancara, o presidente americano declarou na rede Truth Social que usaria um antigo Air Force One azul “por nostalgia” até a base aérea de Mildenhall, no Reino Unido, enquanto o novo avião faria uma escala na mesma base para que os militares americanos ali estacionados pudessem visitar a aeronave.

Após embarcar no antigo Air Force One diante das câmeras em Ancara, Trump foi secretamente transferido por um caminhão de catering do aeroporto para um avião menor, um C-32A da Força Aérea, informou o Post, citando um oficial americano familiarizado com a operação e material corroborativo que analisou.

A Turkish Do&Co, empresa de catering que atende os voos da Turkish Airlines, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.