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Seca atinge 70% da Inglaterra e milhões vivem sob restrições ao consumo de água

Londres/HENRY NICHOLLS/AFP

O governo britânico comunicou que quase três quartos da Inglaterra sofrem com a seca, destacando o impacto cada vez mais grave do período prolongado de tempo seco na agricultura, no abastecimento público de água e na vida selvagem.

A mais recente atualização indica que 45 milhões de pessoas se encontram numa zona de seca e que 27 milhões vivem sob restrições ao consumo de água. Os níveis dos rios, dos reservatórios e das águas subterrâneas continuam a baixar, enquanto as persistentes condições de calor e seca aumentam o risco de incêndios florestais”, apontou o governo.

A maior parte do país, correspondente a 71,3%, enfrenta atualmente uma intensa seca causada por uma combinação de precipitação muito reduzida e temperaturas mais elevadas.

A Grã-Bretanha atravessa a sua quinta onda de calor deste ano, e a Inglaterra e o País de Gales registraram, numa análise provisória, o mês de julho mais seco dos últimos 190 anos. O sudeste de Inglaterra recebeu apenas 1% da precipitação média normalmente registrada para a época. “Além disso, o calor também esta afetando as aves reprodutoras, os anfíbios e as populações de peixes de água doce”, acrescentou o governo.

Sabemos como este verão tem sido desafiante. Estamos a intensificar o nosso apoio, incluindo medidas destinadas a facilitar aos agricultores a construção de mais reservatórios de irrigação nas suas explorações”, afirmou Emma Hardy, ministra britânica da Água.

Segundo as estimativas das autoridades de saúde do Reino Unido, que divulgaram os dados no mês passado, 2877 pessoas na Grã-Bretanha morreram este ano por causas relacionadas com o calor.

Trump diz que Irã terá que pagar indenização por pessoas que matou

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (10) ​que exigirá que o Irã ​pague indenização por “todas as pessoas que matou e feriu gravemente”, em resposta à tentativa do Irã de obter compensação pelos danos sofridos em decorrência de ataques dos EUA e de Israel.

A postagem de Trump nas redes sociais ocorreu ⁠depois que o ​Irã afirmou, no fim de semana, que estava ​prestes a fechar um acordo com Omã para definir ⁠novas rotas marítimas entre os ⁠dois países pelo Estreito de Ormuz, mas ​reiterou ‌que os EUA devem cumprir condições, incluindo indenização e ⁠o fim das sanções e ameaças militares, antes que a via navegável estratégica seja reaberta.

É uma ideia interessante, porque agora ‌estou, ⁠da mesma ‌forma, exigindo indenização do Irã por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas e ⁠em muitos conflitos”, escreveu ⁠ele no Truth Social.

Trump também mencionou e exigiu indenização do Irã pelo ‌atentado mortal de outubro de 2000 contra o contratorpedeiro de mísseis guiados da Marinha dos EUA, o USS Cole, em um porto iemenita. O FBI atribuiu esse ‌atentado, que matou 17 marinheiros e feriu mais de três dezenas de outros, à Al Qaeda.

Trump acrescentou que ⁠Teerã também deveria pagar indenização às famílias das milhares de pessoas vítimas dos protestos antigovernamentais de janeiro, a ​pior onda de agitação interna do Irã desde a época ​da Revolução Islâmica de 1979.

Grupos de direitos humanos afirmam que o governo iraniano continua reprimindo os opositores durante a guerra.

Sobe para 6.301 número de mortos por terremotos na Venezuela

Área afetada pelo colapso de estruturas após o terremoto de 24 de junho, em Catia La Mar, na Venezuela/Maxwell Briceno/AFP

O número de mortos pelos terremotos de 24 de junho na Venezuela subiu para 6.301, enquanto familiares continuam procurando desaparecidos entre os escombros de prédios que desabaram, segundo um balanço divulgado nesta segunda-feira (10) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.

Até o momento, o governo não divulgou um número oficial de desaparecidos após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5, que provocaram o colapso de cerca de 190 edifícios, a maioria deles no estado costeiro de La Guaira, a cerca de 40 km de Caracas.

Muitos venezuelanos reviveram cenas dos terremotos que atingiram o país caribenho após um sismo de magnitude 7,4 com epicentro na Colômbia ser sentido nesta segunda-feira em várias regiões. O tremor deixou ao menos 111 mortos e dezenas de feridos.

O balanço anterior divulgado pelas autoridades venezuelanas em 3 de agosto registrava 6.125 mortes. Segundo declarações do governador de La Guaira, José Alejandro Terán, à imprensa local, havia cerca de 1.400 desaparecidos há pouco mais de uma semana.

Além das edificações que desabaram completamente, outras 9.567 foram classificadas pelas autoridades como de “alto risco”. O número de moradias com uso restrito chega a 12.411. Por isso, muitas das famílias que viviam nesses imóveis estão em abrigos temporários ou passaram a morar com parentes e amigos.

Quase 24 mil desabrigados vivem atualmente em acampamentos em Caracas e no estado de La Guaira, um popular destino turístico cuja atividade econômica ligada ao turismo praticamente desapareceu após os terremotos.

Deputado republicano dos EUA publica foto de Lula capturado como Maduro

O deputado republicano dos EUA, Carlos Gimenez, publicou uma foto do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva capturado como o ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, com a legenda “o que espera… #Brasil“.

A foto publicada faz referência à foto que o presidente americano, Donald Trump, publicou em sua rede social, a Truth Social, em 3 de janeiro deste ano, após a captura de Maduro. Segundo Trump, Maduro estava a bordo do USS Iwo Jima, um navio de guerra da Marinha americana rumo aos Estados Unidos, onde está preso atualmente.

O ditador venezuelano aparece com os olhos aparentemente vendados, com fones de proteção auricular, vestindo um agasalho nas cores cinza e preto, enquanto segura uma garrafa de água.

Na montagem de Gimenez, Lula também aparece com venda, protetores auriculares, o mesmo agasalho nas cores cinza e preto, e uma garrafa de cachaça nas mãos.

A publicação do deputado republicano foi repostada pelo jornalista e influenciador Paulo Figueiredo e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro.

Sequência de ataques

Nos últimos dias, o deputado Carlos Gimenez tem feito uma sequência de ataques contra o presidente brasileiro.

Gimenez acusou Lula de hostilidade contra o Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio e, em uma outra publicação repostada pelo presidente argentino Javier Milei no sábado (8), o deputado disse que o líder brasileiro prejudicou “a forte aliança” entre Brasil e Estados Unidos.

O republicano também chamou Lula de corrupto, criminoso comunista condenado, comparando-o com o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, com Daniel Ortega, presidente da Nicarágua, e com Delcy Rodríguez, presidente interina da Venezuela, que assumiu o cargo após a captura de Maduro.

A CNN Brasil procurou o Ministério das Relações Exteriores para comentários sobre os ataques do deputado republicano Carlos Gimenez contra o presidente Lula, mas não obteve resposta até o momento da publicação desta matéria.

China emite um alerta vermelho diante da chegada iminente do tufão “Dolphin” ao leste do país

Reprodução/China emite um alerta vermelho diante da chegada iminente do tufão

Autoridades da China emitiram neste domingo um alerta vermelho, o nível mais alto de alerta meteorológico, diante da chegada iminente do tufão “Dolphin” ao leste do gigante asiático, o que obrigou à suspensão de voos e serviços ferroviários.

Segundo informou o Centro Meteorológico Nacional (NMC) da China, o tufão atingirá a costa no trecho entre Zhoushan, na província de Zhejiang, e Fuding, na província de Fujian. “Após atingir a costa, ele se deslocará para oeste-noroeste e enfraquecerá gradualmente“, indicou em um comunicado.

Este é o segundo alerta desse tipo em pouco menos de um mês, depois que as autoridades chinesas tiveram que emitir um alerta vermelho no final de julho devido ao tufão “Noul”, que causou chuvas intensas na província de Guangdong.

Prevê-se que, de domingo a quarta-feira, haja chuvas torrenciais em diversas regiões do país, incluindo Fujian, Zhejiang e Xangai, bem como Shandong, Tianjin e Pequim. As áreas afetadas também sofrerão chuvas intensas de curta duração e tempestades acompanhadas de ventos fortes, segundo a agência de notícias Xinhua.

Ataque com explosivos é registrado um dia após a posse do novo presidente da Colômbia

Abelardo de la Espriella, novo presidente da Colômbia, presta juramento/Luis Acosta/AFP

Um dia após o conservador Abelardo de la Espriella tomar posse como presidente da Colômbia, um ataque com explosivos foi registrado no sudoeste do país. A informação foi divulgada pelo exército colombiano neste sábado, 8.

De La Espriella tomou posse na sexta-feira (7), na cidade de Cali. Na cerimônia, ele delineou sua política de segurança e advertiu os grupos ilegais que “têm dois caminhos: submeter-se ao império da lei ou enfrentar a força pública“.

A explosão ocorreu no pedágio de Mandiva, localizado na rodovia Panamericana, a principal via do sudoeste do país. O exército detalhou que dois vigilantes que cuidavam da infraestrutura sofreram ferimentos leves.

O relatório acrescentou que, segundo um dos vigilantes, tratou-se da detonação de um veículo que foi abandonado por uma pessoa que depois fugiu em uma motocicleta.

De acordo com informações preliminares do exército, o ataque teria sido perpetrado pelas facções Dagoberto Ramos e Jaime Martínez das dissidências da extinta guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), que não aderiu ao acordo de paz assinado há uma década com o Estado.

Enquanto isso, militares protegem a área onde, junto com cães treinados, percorrem a região para descartar a presença de outros artefatos explosivos, indicou o exército em sua conta no X.

A ministra dos Transportes, Elsa Noguera, condenou o “atentado terrorista” e assegurou no X que “a Colômbia não vai se ajoelhar diante da violência nem permitir que destruam as obras que conectam nossas regiões”. Acrescentou que estão trabalhando para restabelecer a mobilidade na área.

Incêndio florestal destrói casas no Canadá e força evacuação de 20 mil pessoas

Toda a comunidade de Summerland, com cerca de 12 mil habitantes, foi ordenada a evacuar, juntamente com cerca de 8 mil pessoas em Peachland e arredores./Reprodução/X

Mais de 20 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas, no oeste do Canadá, enquanto um incêndio florestal de rápida propagação crescia rapidamente e avançava em direção a cidades ao longo do Lago Okanagan, na Colúmbia Britânica, destruindo casas em seu caminho.

Toda a comunidade de Summerland, com cerca de 12 mil habitantes, foi ordenada a evacuar, juntamente com cerca de 8 mil pessoas em Peachland e arredores. As autoridades ainda não determinaram quantas casas foram destruídas.

O incêndio de Bald Range foi relatado pela primeira vez na noite de sexta-feira, 7, mas cresceu para cerca de 50 quilômetros quadrados em poucas horas, sobrecarregando a pequena comunidade de Faulder e cobrindo aproximadamente 15 quilômetros até Summerland.

Erick Thompson, um oficial de emergência do Distrito Regional de Okanagan-Similkameen, chamou-o de um dos incêndios florestais “mais rápidos” que a região já experimentou.

O Canadá tem enfrentado temporadas de incêndios florestais cada vez mais destrutivas nos últimos anos, forçando evacuações em massa e enviando fumaça repetidamente por grandes partes do Canadá e dos Estados Unidos.

Novo ataque russo contra Kiev e arredores deixa pelo menos três mortos

Prédio em chamas após ataques com mísseis balísticos russos na região de Kiev, em meio à invasão russa da Ucrânia/HANDOUT/UKRAINIAN STATE EMERGENCY SERVICE/AFP

Bombardeios russos em Kiev e seus arredores deixaram pelo menos três mortos e sete feridos na madrugada deste sábado (8), em um momento em que a Ucrânia enfrenta a intensificação dos ataques com mísseis por parte da Rússia.

Um jornalista da AFP ouviu por volta de 00h00 cerca de dez explosões na capital ucraniana, onde foi pedido aos moradores que se dirigissem a abrigos.

Pouco antes, a administração militar local havia anunciado o início de um “alerta aéreo devido ao uso de mísseis balísticos”.

Na periferia nordeste de Kiev, os ataques russos deixaram três mortos, entre eles uma criança, e três feridos na localidade de Pukhivka, segundo os serviços de emergência.

Na própria capital, as autoridades militares registraram quatro feridos, enquanto as equipes de resgate relataram incêndios em dois bairros.

Mais de quatro anos após o início da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 2022, os ataques se intensificaram dos dois lados da linha de frente, provocando um número cada vez maior de vítimas civis.

Na quarta-feira, ao menos 17 pessoas morreram em bombardeios noturnos russos contra Kiev e sua região.

A defesa antiaérea ucraniana não conseguiu interceptar nenhum míssil devido à falta de interceptadores, que o presidente Volodimir Zelensky vem pedindo aos aliados ocidentais que forneçam.

Zelensky, que intensificou suas viagens ao exterior para consolidar o apoio internacional ao seu país, chegou na noite de sexta-feira à Sérvia para sua primeira visita ao tradicional aliado de Moscou desde o início do conflito.

Neste sábado, ele se reunirá com seu par Aleksandar Vui para discutir a economia e “questões de segurança”.

No fim de julho, viajou a Washington para se reunir com Donald Trump e tentar obter sistemas de defesa Patriot, os únicos capazes de interceptar os mísseis russos mais avançados.

Segundo o jornal Financial Times, Trump rejeitou o pedido devido à escassez desses interceptadores nos estoques de Washington desde o início da guerra no Oriente Médio, no fim de fevereiro.

Esse novo ataque russo contra Kiev ocorreu também no momento em que senadores dos Estados Unidos aprovaram, na sexta-feira, novas sanções contra a Rússia, voltadas especialmente para a indústria de hidrocarbonetos.

Estudante abre fogo em escola na Tailândia após matar avós; 7 morrem

Ambulância chega ao local do ataque a tiros na Escola Debsirin Nonthaburi, no distrito de Bang Kruai, província de Nonthaburi, nos arredores de Bangkok, Tailândia — Foto: REUTERS

Um estudante abriu fogo em uma escola em Bangkok, capital da Tailândia, nesta sexta-feira (7), matando cinco pessoas e deixando dezenas de feridos. Antes do ataque, o atirador também matou seus dois avós em casa, segundo as autoridades.

O estudante se matou após o atentado, elevando para oito o número total de mortos no episódio.

Os mortos na escola eram todos professores e funcionários, segundo a polícia. Outras 30 pessoas ficaram feridas, incluindo nove em estado grave, segundo o governo tailandês.

O atirador era um adolescente de 14 anos que era aluno da instituição, e ele tirou sua própria vida após o ataque, afirmou o comandante da polícia local, Dechrapee Kongdee. Com isso, o total de mortos no incidente é de oito.

De acordo com a polícia, o adolescente também matou seus avós a tiros em casa antes de ir à escola realizar o ataque. As autoridades só souberam da morte dos idosos após o ataque, quando foram revistar sua casa e encontraram dois corpos.

O ataque ocorreu no colégio Debsirin Nonthaburi, no distrito de Bang Kruai, a noroeste da capital, segundo Polícia Real Tailandesa. A instituição de ensino tinha cerca de 3.100 alunos e 147 professores matriculados no ano de 2025.

O primeiro-ministro da Tailândia, Anutin Charnvirakul, disse que o adolescente suspeito do ataque estava “sob estresse relacionado aos estudos”, segundo um amigo próximo entrevistado pela polícia, e “claramente” havia planejado a ação.

Ataque premeditado

A polícia acredita que o aluno tenha disparado pelo menos 26 tiros com uma arma que pertencia ao seu avô. O adolescente ainda tinha cerca de 30 balas restantes na arma quando ele atirou em si mesmo, segundo o premiê.

Algo que chamou atenção foi a precisão dos tiros, em que vários deles atingiram áreas vitais do corpo das vítimas, afirmou o chefe da polícia nacional, o general Kittiratt Phanphet. Ele acrescentou que a polícia irá investigar isso mais a fundo.

O ataque foi “bem planejado”, com “etapas claras e objetivos definidos”, disse Charnvirakul.

O vice-primeiro-ministro tailandês e ministro do Ensino Superior, Ciência, Pesquisa e Inovação, Yodchanan Wongsawat, afirmou que um plano de ação de saúde mental será anunciado em breve. “Em termos de medidas de cuidado, incluindo diferentes formas de apoio, isso abrangerá tanto professores quanto estudantes”, disse Wongsawat.

Pânico na escola

Uma testemunha contou a jornalistas que alunos se esconderam dentro de uma sala de aula enquanto ouviam disparos vindos de outro prédio, até que policiais bateram à porta e abriram caminho para que deixassem o local.

Os estudantes correram para fora do colégio enquanto os feridos eram colocados em ambulâncias, e professores se abraçavam e choravam. Em fotos divulgadas por equipes de emergência, uma pessoa aparece deitada em uma maca do lado de fora de uma ambulância, enquanto outra é atendida por um socorrista.

Um estudante de 18 anos disse à Reuters que inicialmente pensou que fossem fogos de artifício ou alguém batendo em algum objeto.

A princípio, não achei que fosse uma arma“, disse ele. “Foram muitos tiros: bang bang bang. Depois ficou tudo em silêncio. Aí começou de novo.

Em fevereiro, uma professora morreu e um aluno ficou ferido no distrito de Hat Yai, no sul da Tailândia, depois que um atirador abriu fogo em uma escola.

EUA mantêm alerta máximo de incêndio e combate 94 grandes queimadas no país

Estados Unidos se encontram no nível máximo de prontidão para incêndios florestais/MARIO TAMA / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Segundo o Centro Nacional Interagências de Incêndios (NIFC, na sigla em inglês), os Estados Unidos se encontram no nível máximo de prontidão para incêndios florestais.

Os dados do NIFC apontam que os bombeiros trabalham atualmente para conter 94 grandes incêndios florestais ativos em todo o país, incluindo três de amplas dimensões, com mais de 28.700 pessoas mobilizadas para estes esforços.

As chamas já obrigaram a evacuação de milhares de pessoas e a meteorologia não prevê ainda perspectivas de melhoras nas condições do clima. São esperados dias quentes, secos e com fortes ventos na maior parte do oeste do país, criando o combustível perfeito para alimentar as chamas.

O noroeste do país é a região mais afetada com a atividade de incêndios florestais, com 49 grandes focos ativos nos estados de Washington e Oregon.

Em Washington, o incêndio de Sinlahekin cresceu para mais de 47.348 hectares numa área muito próxima da fronteira com o Canadá, enquanto o incêndio de Little Giant ultrapassou os 28.327 hectares em redor do Lago Chelan, o terceiro mais profundo do país. Ambos os incêndios apresentam um comportamento extremo, observou o NIFC. Além disso, cerca de 65 mil pessoas permanecem sob ordens de retirada do estado.

No Oregon, a situação é também muito grave e os incêndios Big Grass, Coleman Creek e Rowe Creek Complex continuam entre os maiores do país, enquanto os bombeiros continuam tentando proteger as comunidades e as infraestruturas.

Já o incêndio de Widemouth 2, no Utah, cresceu mais de 6.474 hectares, enquanto o de Tartar, no Idaho, ultrapassou os 55.846 hectares. Este estado já registrou também um novo grande incêndio. Em Nevada, um incêndio na cidade de Ward é extremo e está descontrolado.

Somente este ano, os bombeiros responderam a 45.184 incêndios florestais, o número mais elevado numa só temporada nos últimos dez anos. Até o momento quase 2,1 milhões de hectares foram queimados nos territórios norte-americanos.

Raio atinge jogadores de futebol durante partida na Tailândia; 1 morre e 12 ficam feridos

Raio atinge jogadores de futebol durante partida na Tailândia em 4 de agosto de 2026. — Foto: Newsflare via Reuters

Um raio atingiu um grupo de jogadores de futebol durante uma partida no sul da Tailândia na terça-feira (4). Um atleta morreu e outros 12 ficaram feridos.

As duas equipes disputavam a partida sob uma forte chuva no Estádio Santiphap, na província de Narathiwat, quando o raio caiu do céu e atingiu o gramado encharcado.

Imagens gravadas por um espectador registraram o raio atingindo Safwan Awae, de 24 anos, e o campo ficando envolto em uma nuvem de fumaça perto de uma das áreas. Os jogadores que ficaram feridos sofreram queimaduras devido à força da descarga.

A partida foi interrompida imediatamente e vários atletas das duas equipes tentaram reanimar o companheiro caído enquanto equipes médicas corriam para o local. Awae foi levado ao hospital em estado crítico, mas não resistiu, segundo o chefe de polícia local Thun Sirikhunt.

Embora a equipe médica de emergência tenha feito todos os esforços para o salvar, a vítima sucumbiu aos graves ferimentos sofridos no incidente”, afirmou Sirikhunt.

Os feridos foram hospitalizados na região de Sungai Golok.

A partida ocorria em meio ao auge da temporada de monções no sudeste asiático, que geralmente vai de maio a outubro, em que tempestades e inundações são comuns. A equipe de Awae, o FC Yala, disputava um torneio regional amador que reúne equipes locais da Tailândia e da Malásia.

Em homenagem publicada no Facebook, o clube escreveu: “Em verdade, pertencemos a Deus e a Ele retornaremos. Nossas condolências à família de Safwan Awae, novo jogador do FC Yala.

Inundações e deslizamentos deixam mais de 100 mortos na Índia desde junho

Moradores caminham por uma rua alagada após fortes chuvas de monção em Guwahati, em agosto de 2026/Biju BORO / AFP

Inundações e deslizamentos de terra provocados pelas chuvas de monção deixaram mais de 100 mortos desde julho na Índia, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (5). Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas alagadas.

Embora a monção traga todos os anos chuvas das quais os agricultores dependem, cientistas afirmam que a mudança climática está tornando esse fenômeno cada vez mais irregular, imprevisível e fatal em todo o sul da Ásia.

O estado de Assam, no nordeste, é um dos mais afetados e já registra pelo menos 87 mortos, segundo o chefe do governo regional, Himanta Biswa Sarma. Só em seu distrito de Sivasagar, cerca de 47 pessoas morreram, enquanto várias áreas continuam debaixo d’água.

No estado de Kerala, o chefe de governo, V. D. Satheesan, afirmou que pelo menos 15 pessoas perderam a vida e sete estão desaparecidas após vários dias de fortes chuvas. Mais de 300 acampamentos abrigam cerca de 10.000 pessoas.

Nos estados de Bihar e Jharkhand, no nordeste do país, pelo menos 22 pessoas morreram desde terça-feira depois de serem atingidas por um raio, informaram as autoridades locais. A maioria eram agricultores que trabalhavam nos arrozais e criadores de gado, mas também há quatro crianças entre as vítimas.

O vizinho Sri Lanka também sofreu chuvas incomumente intensas, que tiraram a vida de pelo menos oito pessoas desde segunda-feira, segundo o centro de gerenciamento de desastres.

Número de mortos em terremotos na Venezuela passa de 6.000

Um trabalhador pinta túmulos de vítimas não identificadas do terremoto na Venezuela/Miguel Medina/AFP

O número de mortes causadas pelo duplo terremoto que abalou a Venezuela no último dia 24 de junho subiu para 6.125, segundo o balanço oficial divulgado nesta segunda-feira (3) pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.

Dezenas de familiares seguem na busca por desaparecidos em La Guaira, estado vizinho a Caracas e o mais afetado pelos terremotos de 7,2 e 7,5 que provocaram o colapso de pelo menos 190 edifícios, de acordo com dados oficiais.

O último balanço, em 24 de julho, apontava 5.546 mortos. Segundo declarações à mídia local do governador do estado de La Guaira, José Alejandro Terán, ainda restam cerca de 1.400 desaparecidos.

Catar, Egito e Turquia condenam Israel por “violações contínuas” em Gaza

Criança palestina em meio aos escombros de prédios destruídos da Faixa de Gaza/Omar Al-Qattaa/AFP

Catar, Egito e Turquia, mediadores da trégua na Faixa de Gaza, criticaram nesta segunda-feira (3) Israel depois que novos bombardeios nesse território palestino teriam matado cerca de 20 pessoas.

Em uma declaração conjunta, o trio condenou “as violações contínuas” de Israel em Gaza, “em particular o ataque a centros e infraestruturas de saúde, e as vítimas entre a população civil, incluindo mulheres e crianças”. Essa situação representa “uma violação flagrante do direito internacional e do direito internacional humanitário”, acrescentou o texto

Trump diz que o Irã deve escolher entre “acordo” ou “rendição total”

Presidente dos EUA, Donald Trump/ MANDEL NGAN / AFP

O presidente americano, Donald Trump, anunciou, nesta segunda-feira (3), que o Irã deve escolher entre um “acordo” ou a “rendição total”, depois que Teerã negou que esteja negociando com os Estados Unidos.

“Nada chega ao Irã, a menos que queiramos que chegue, e nada chegará, a menos que se alcance um Acordo ou uma Rendição Total”, anunciou Trump em sua plataforma, Truth Social.

Trump também chamou a liderança iraniana de “duas caras” ao comentar os pedidos, seguidos pela rejeição, de Teerã para negociações.

Eles pedem uma reunião, alguns diriam ‘imploram’, as conversas começam, com mais agendadas para o futuro imediato, e eles dizem abertamente e com orgulho, que não estão tendo nenhuma discussão e que estão lidando apenas com Omã“, reclamou Trump na Truth Social.

O Irã reagiu nesta segunda-feira à declaração de Trump de que novas conversas seriam iniciadas para reduzir o conflito no Oriente Médio, após ele anunciar que, por ora, adiará novos ataques em larga escala que havia ameaçado lançar contra o país.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que as únicas tratativas em andamento ocorrem com Omã e estão focadas apenas em estabelecer uma rota temporária para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz.

Controle de Ormuz

Donald Trump também comentou ser falsa a retórica de que o Estreito de Ormuz está sendo controlado pelo regime islâmico e que “nada passa para o Irã” sem o aval dos EUA – a menos que um acordo, ou “rendição total”, seja alcançado. Segundo ele, Ormuz está sendo controlado pela Marinha americana.

Quer o Irã queira admitir ou não, estamos, de fato, falando de uma solução para um problema que eles causaram, por décadas. É muito simples, O IRÃ NUNCA TERÁ UMA ARMA NUCLEAR!“, acrescentou.