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Corajoso na fé

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. (Mc 1,40-45).

Amados irmãos e irmãs,

Essa passagem da cura do leproso é muito bonita, porque a lepra, além de ser uma doença física, na época era uma doença espiritual, como alguém que era impuro, amaldiçoado por Deus. E até por isso, a lei mandava que quem tivesse a lepra vivesse isolado. Era uma doença que maltratava muito, além da dor física, ainda existia a exclusão social e emocional.

O que nos chama atenção no evangelho é a coragem do homem leproso. Ele se aproximou de Jesus e pediu para curá-lo. Ele reconheceu em Jesus aquele que podia salvá-lo. Mesmo sabendo que a lei não permitia, ele ousou, ele foi corajoso na fé e mostrou sua devoção, sua crença na misericórdia do Senhor. Ele não temeu, não esmoreceu, ele simplesmente se jogou aos pés de Jesus.

Devemos ter a ousadia e a fé desse homem. Precisamos nos ajoelhar aos pés do Senhor e crermos em seu amor por nós.

Uma abençoada quinta-feira a todos.

Abraço.


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira.

Tropas da Dinamarca desembarcam na Groenlândia em meio a ameaças de Trump

Tropas da Dinamarca desembarcam na Groenlândia em meio a ameaças de Trump |  CNN Brasil

Um avião da Força Aérea Real Dinamarquesa pousou no aeroporto de Nuuk, capital da Groenlândia, no fim da noite de quarta-feira (14), e militares em trajes de combate desembarcaram, conforme relatado por uma testemunha da agência de notícias Reuters.

Segundo o Comando Conjunto do Ártico, as Forças Armadas Dinamarquesas apoiarão a preparação de exercícios militares.

A Dinamarca e a Groenlândia anunciaram na quarta-feira (14) que começaram a aumentar sua presença militar na Groenlândia e arredores, em estreita cooperação com seus aliados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na quarta-feira que os EUA precisam da Groenlândia e que não se pode contar com a Dinamarca para proteger a ilha, embora tenha afirmado que “algo será resolvido” em relação à futura governança do território ultramarino dinamarquês.

Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de militares para a Groenlândia esta semana para um exercício conjunto com tropas dinamarquesas. Canadá e França também anunciaram planos para abrir consulados em Nuuk, capital da Groenlândia, nas próximas semanas.

Não é incomum que países da Otan enviem tropas para treinar em outros países-membros, e há anos existe uma pressão por parte dos aliados, incluindo os EUA, para intensificar os exercícios conjuntos no Círculo Ártico.

Os EUA têm cerca de 150 soldados estacionados na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia.

Mas tanto o momento quanto o simbolismo dos últimos anúncios das nações europeias representam uma demonstração significativa de solidariedade em um momento de tensão sem precedentes dentro da Otan.

Venezuelano é baleado por agente de imigração nos EUA

Agentes federais da lei e policiais com equipamento antimotim confrontam manifestantes após o assassinato de um venezuelano por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, Minnesota, em 14 de janeiro de 2026.  (Foto de Octavio Jones / AFP)/ AFP

Um agente federal de imigração atirou em um venezuelano na quarta-feira (14) em Mineápolis, informaram autoridades locais, que pediram para população“manter a calma”. O ataque acontece uma semana após a morte de uma mulher nessa mesma cidade dos Estados Unidos, também assassinada a tiros por um agente federal.

Enquanto o indivíduo e o agente policial lutavam no chão, duas pessoas saíram de um apartamento próximo e também atacaram o agente com uma pá de neve e um cabo de vassoura”, informou o DHS.

O agente “efetuou um disparo defensivo para proteger sua vida” e feriu na perna o primeiro indivíduo.

Esse fato ocorre após Renee Nicole Good, uma americana de 37 anos, ter sido morta em seu carro em 7 de janeiro por tiros de um agente do ICE durante uma operação contra migrantes em Mineápolis.

Desde que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump tem impulsionado uma onda de deportações em massa, uma de suas promessas de campanha.

Autoridades de Mineápolis e do estado de Minnesota criticam as ações dos agentes do DHS, incluindo os do ICE.

Em um vídeo publicado na quarta-feira nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou “o caos, a interferência e o trauma que o governo federal está despejando sobre nossa comunidade”, descrevendo interrogatórios de porta em porta realizados por agentes do ICE “armados, mascarados e com pouca capacitação”.

X anuncia medidas para impedir que sua IA gere imagens falsas sexualizadas

Grok, um chatbot do X de inteligência artificial generativa desenvolvido pela empresa americana de inteligência artificial xAI/ AFP

A plataforma X de Elon Musk anunciou nesta quarta-feira (14) medidas para impedir que seu chatbot de inteligência artificial Grok transforme fotos de pessoas reais em imagens com caráter sexual, após críticas globais pela geração desse tipo de conteúdo envolvendo imagens de mulheres e crianças.

A rede social do magnata disse que “bloqueará geograficamente a capacidade” de todos os usuários do Grok e do próprio X para criar imagens de pessoas em “biquínis, roupas íntimas e outras peças similares” nas jurisdições onde essas ações são consideradas ilegais.

Implementamos medidas tecnológicas para impedir que a conta do Grok permita a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras, como biquínis“, disse a equipe de segurança do X em comunicado.

Esta restrição se aplica a todos os usuários, incluídos os assinantes do serviço pago“, acrescentou.

O anúncio chega depois que o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, iniciou uma investigação sobre a xAI, a empresa de IA de Musk, por “facilitar a produção em larga escala de montagens íntimas não consentidas (deepfakes), utilizadas para assediar mulheres e meninas na internet, principalmente por meio da rede social X”, segundo um comunicado.

Temos tolerância zero para a criação e disseminação, com IA, de imagens íntimas não consentidas ou de material pedopornográfico“, acrescentou o procurador-geral. A investigação determinará “se, e como, a xAI violou a lei“.

Afronta às vítimas

O movimento internacional de indignação se intensificou nas últimas semanas contra o Grok e a possibilidade que ele oferece de modificar imagens, em particular as publicadas na rede social X.

Esta opção estava permitindo que os usuários criassem ‘deepfakes’ sexualizados de mulheres e menores de idade usando indicações como “coloque-a em um biquíni” ou “tire a sua roupa”.

Na semana passada, o Grok tentou se esquivar das críticas com uma nova política de monetização, anunciando no X que a geração e edição de imagens ficavam “limitadas aos assinantes do serviço pago”.

Mas esse anúncio apenas alimentou ainda mais a indignação: o gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer condenou a medida por considerá-la uma afronta às vítimas, e “não uma solução“. Por sua vez, o regulador de mídia britânico, Ofcom, disse na segunda-feira que estava abrindo uma investigação para determinar se o X descumpriu a legislação do Reino Unido em relação às imagens sexualizadas.

Indonésia e Malásia bloquearam o acesso ao Grok, enquanto a Índia assinalou que o X havia eliminado milhares de publicações e centenas de contas de usuários em resposta a suas queixas.

A comissária francesa para a infância, Sarah El Hairy, disse na terça-feira que havia remetido as imagens geradas pelo Grok à promotoria, ao regulador de mídia Arcom e à União Europeia. Esta última pediu a paralisação total da geração desse tipo de conteúdo.

Uma análise de mais de 20 mil imagens geradas pelo Grok feita na semana passada pela organização sem fins lucrativos AI Forensics, sediada em Paris, revelou que mais da metade delas representavam pessoas com pouca roupa, das quais 81% eram mulheres e 2% pareciam ser menores de idade.

Irã nega que manifestante Erfan Soltani será executado

Erfan Soltani, manifestante preso e condenado à morte no Irã/Reprodução/Redes sociais

Erfan Soltani, detido durante os recentes protestos no Irã e que, segundo várias ONGs e o governo dos Estados Unidos, enfrentava uma execução iminente, não foi condenado à pena capital nem está sujeito a ela, informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira(15).

A República Islâmica é palco de manifestações que começaram devido ao aumento do custo de vida, mas se ampliaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979.

Grupos de direitos humanos denunciaram que as autoridades iranianas vêm conduzindo a repressão mais severa em anos no país, aproveitando um corte de internet de mais de cinco dias.

Soltani está preso em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime islâmico iraniano e de agir contra a segurança nacional, informou o órgão judiciário em comunicado divulgado pela televisão estatal.

O jovem “não foi condenado à morte” e, em caso de condenação, “a punição, de acordo com a lei, será uma pena de prisão, pois a pena de morte não se aplica a tais acusações”, afirma o texto.

Tanto a Anistia Internacional quanto o Departamento de Estado americano haviam declarado dispor de informações sobre o que seria a primeira execução de um manifestante e disseram que se tratava de Soltani.

O grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, informou que a execução por enforcamento do jovem estava marcada para quarta-feira, mas acabou sendo adiada.

Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), também sediada na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram, durante os recentes protestos, pelo menos 3.428 manifestantes e prenderam mais de 10.000 pessoas, embora o balanço real provavelmente seja muito maior.

O Poder Judiciário do Irã havia anunciado na quarta-feira que implementaria julgamentos “rápidos” para os detidos nas mobilizações contra o regime.

Moraes abre inquérito sigiloso para apurar se Receita e Coaf vazaram dados de ministros do STF

O ministro Alexandre de Moraes./Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

A abertura do inquérito foi noticiada primeiro pelo Poder 360 e confirmada pelo Estadão. A reportagem apurou que a Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, e o Coaf, que está na alçada da Polícia Federal, foram notificados nesta quarta-feira, 14. Procurados oficialmente, STF, Receita e Coaf não se manifestaram.

Segundo apurou a reportagem, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão.

Moraes tomou a atitude como presidente interino do STF. Ele assumiu o plantão da Corte na segunda-feira, 12. O Tribunal retoma suas atividades em fevereiro.

A abertura da investigação não foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), como é a praxe no Tribunal. Integrante da PGR informou que o órgão vai acompanhar a apuração.

As suspeitas de que dados sigilosos foram vazados surgiram a partir da chegada do caso do Banco Master ao STF. A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

No domingo, o Estadão publicou que os irmãos do ministro Dias Toffoli cederam uma fatia milionária no resort Tayaya, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis. Toffoli é o relator das investigações sobre o banco no STF.

Em caráter reservado, um grupo de ministros do Tribunal defende que as investigações esclareçam se houve ou não vazamento de dados sigilosos de ministros por parte de órgãos federais. Outra ala do Supremo acredita que a abertura da nova investigação pode representar pressão e represália aos órgãos de controle.

Como mostrou o Estadão, o avanço nas investigações sobre as fraudes do Banco Master rachou STF. Nos bastidores, ministros da Corte de dividem entre críticas e aplausos à dupla Toffoli e Moraes.

O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, foi solto e segue monitorado por tornozeleira eletrônica. Em dezembro, durante o recesso do STF, Toffoli determinou interrogatório e acareação de investigados e de um diretor do Banco Central.

Nesta quarta, 14, uma nova operação da PF foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, com buscas e apreensão contra Vorcaro e familiares. Primeiro, Toffoli negou que a Polícia Federal colocasse Vorcaro entre os alvos da operação, mas foi convencido após os investigadores apontarem indícios de “novos ilícitos”.

O ministro do STF queria que todos os itens apreendidos nesta segunda fase fossem enviados ao Supremo “lacrados e acautelados” para avaliação do material posteriormente.

A determinação chamou a atenção dos investigadores, que classificaram a medida como inédita. O procedimento normal é que os materiais apreendidos sejam enviados à perícia da Polícia Federal para extração dos dados e análise das informações.

Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmaram que a medida se afastava do procedimento previsto no Código de Processo Penal, que atribui à PF a custódia e a perícia do material apreendido, e alertaram que a decisão poderia abrir espaço para questionamentos futuros sobre a validade das provas, com potencial de embasar pedidos de nulidade processual.

Após as críticas, Toffoli recuou da própria decisão e mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar o material apreendido nos celulares.

Inquérito sobre fake news

Em 2019, o STF instaurou um outro inquérito para apurar ataques a ministros da corte. Batizado de o inquérito das fake news, a investigação até hoje não foi concluída e não tem data para acabar.

Como mostrou o Estadão, ministros do STF admitiram que o encerramento do inquérito não está nos planos do relator Alexandre de Moraes. Ministros próximos a Moraes dizem que o objetivo de não se concluir o caso agora é ter um instrumento à mão para apurar e combater eventuais novos ataques à Corte, às instituições e à democracia. Questionado sobre o assunto por meio da assessoria de imprensa, o ministro não se manifestou.

A partir do inquérito original de março de 2019 foram abertas novas frentes de apuração. Entre os casos estão a investigação que apurou a existência de uma quadrilha digital para disseminar desinformação e ataques à democracia. Também foram investigados blogueiros, empresários e políticos – dentre os quais, o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL).

O inquérito das fake news dividiu o STF desde que nasceu. O então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, indicou Moraes como relator do caso. Não houve pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que contrariava a praxe no Judiciário. As investigações foram abertas sob sigilo e seguem dessa forma.

Na época, a então procuradora-geral Raquel Dogde chegou a determinar o encerramento do inquérito, mas seu parecer foi ignorado por Moraes e o inquérito foi mantido aberto e segue assim até hoje.

Banco Central decreta liquidação da CBSF, ex-Reag, após operação da Polícia Federal

A Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, é investigada na Operação Compliance Zero/Divulgação

Envolvida na investigação de uma fraude bilionária no Banco Master, a Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quinta-feira (15) pelo Banco Central do Brasil (BC). A Polícia Federal investiga se fundos da gestora foram usados em fraudes junto ao Banco Master, liquidado em 18 de novembro.

Segundo a decisão, a liquidação foi adotada porque a CBSF, ex-Reag, infringiu normas que disciplinam as suas atividades. O BC alertou ao Ministério Público Federal sobre transações relâmpago feitas por vários fundos da Reag a partir de um empréstimo do Master.

A empresa tem sede em São Paulo e está no centro da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Galípolo nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Adminitrativo Ltda., tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza. Ele já trabalhou ao menos na liquidação do Banco Bamerindus.

Durante a operação, João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Operação Compliance Zero

Nesta quarta, 14, a Polícia Federal lançou a segunda fase da operação Compliance Zero, apurando o esquema bilionário de fraudes financeiras por meio de fundos da Reag. A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master.

Na primeira fase da operação, Vorcaro chegou a ser preso um dia antes de o Master ser liquidado. Desde então, foi solto. Na noite de ontem, Galípolo teve uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não há informações detalhadas sobre a pauta.

O caso do Banco Master tornou-se um dos principais escândalos financeiros do país, gerando repercussão nacional e uma disputa institucional entre órgãos reguladores. Em novembro, o Banco Central já havia determinado a liquidação extrajudicial do próprio Banco Master, após surgirem suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em um negócio avaliado em R$ 12,2 bilhões.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o episódio pode representar a “maior fraude bancária da história do Brasil”.

Irã fecha espaço aéreo para todos os voos internacionais

Captura de imagem do site FlightRadar24 mostra espaço aéreo do Irã esvaziado em 14 de janeiro de 2025 — Foto: Reprodução/FlightRadar24

Autoridades do Irã comunicaram às companhias aéreas nesta quarta (14) o fechamento de seu espaço aéreo para todos os voos internacionais, exceto aqueles com origem ou destino a Teerã. Por volta das 18h30 no horário de Brasília, os sites de monitoramento aéreo mostravam poucos voos no espaço aéreo controlado por Teerã.

A medida foi adotada em meio às tensões entre o Irã e os Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem sugerido que pode autorizar uma intervenção militar durante a onda de protestos no país.

Mais cedo, as autoridades da Alemanha emitiram uma diretiva alertando as companhias aéreas do país para que evitassem entrar no espaço aéreo iraniano, informou o site Flightradar24, especializado em monitoramento de tráfego de aeronaves.

Situação perigosa no Irã “É recomendado que os operadores aéreos civis alemães não entrem na FIR Teerã (OIIX)“, diz o comunicado, em referência ao código do espaço aéreo iraniano. “Risco potencial à aviação devido à escalada de conflitos e armamento antiaéreo.”

FIR (“Flight Information Region”, ou Região de Informação de Voo) é uma região do espaço aéreo sob o controle de uma determinada entidade, responsável pelo serviço de controle de tráfego no local.

Alguns voos chegaram a dar meia volta para sair da FIR Teerã, como o UAE325, da Emirates, que vinha de Seul com destino a Dubai, mas passou a fazer a rota contrária sobre o Turcomenistão.

O voo AUV7742, da FlyOne, entre Medina e Tashkent, pareceu retornar sobre o Golfo Pérsico.

‘Últimos dias e semanas’

Na terça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse achar que o regime dos aiatolás, que governam o Irã, está em seus “últimos dias e semanas“.

Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime“.

Em visita à Índia, Merz disse ainda que a repressão violenta por parte das forças de segurança a manifestantes no país mostram a perda de confiança do regime dos aiatolás. “Quando um regime só consegue manter o poder por meio da violência, então ele está efetivamente no fim. A população agora está se levantando contra esse regime“.

Merz afirmou também que a Alemanha está em contato próximo com os Estados Unidos e governos europeus sobre a situação no Irã, e pediu a Teerã que acabe com a repressão mortal aos manifestantes.

Número de mortes supera 3.000

O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para mais de 3.400 pessoas, segundo atualização desta quarta-feira de uma ONG de direitos humanos que acompanha a situação no país.

O novo balanço dos protestos no Irã, que escalaram em dimensão e violência nos últimos dias e já ocorrem por todo o país, foi divulgado pela ONG Direitos Humanos no Irã (IHR, na sigla em inglês), baseada na Noruega, mas que monitora os protestos por meio de fontes dentro do território iraniano.

Segundo a ONG, o total de mortos apurado até o momento é de pelo menos 3.428 pessoas, sendo 3.379 manifestantes. O balanço foi obtido pela organização por meio de fontes no Ministério da Saúde iraniano e se refere ao dias 8 a 12 de janeiro, apenas.

O número real de mortes, no entanto, deve ser ainda maior, segundo ONGs, porém a apuração está sendo dificultada por conta de um bloqueio à internet no Irã imposto pelo regime Khamenei.

Diversos relatos de testemunhas veiculados por ONGs, agências de notícias e pela imprensa internacional descreveram a violência adotada pelas forças de segurança iranianas e falam que um massacre e execuções extrajudiciais estariam ocorrendo no país. Além dos mortos, mais de 18 mil manifestantes foram presos pelo regime Khamenei, segundo a ONG norte-americana HRANA, que também monitora a situação.

Trump ameaça intervir militarmente no Irã por conta das mortes de manifestantes pelas forças de segurança de Khamenei, e disse na terça-feira que “a ajuda está a caminho”. Atualmente, ele avalia opções militares contra o país e a mídia dos EUA acredita que um ataque ao Irã é iminente. Em resposta, Teerã denunciou os EUA à ONU e acusou Washington de forjar um pretexto para buscar uma mudança de regime no país.

O Irã afirmou nesta quarta que atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado e já avisou os países vizinhos sobre a decisão, afirmou um oficial iraniano de alto escalão à agência de notícias Reuters. Já os EUA começaram a evacuar soldados de algumas de suas principais bases militares no Oriente Médio, segundo a Reuters.

O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu-se diretamente aos manifestantes antirregime do Irã na terça-feira (13), pedindo para que eles guardassem os nomes “dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”.

“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês“, disse Trump, durante um discurso em Detroit. “Eles vão pagar um preço muito alto“, concluiu o presidente, que disse que “uma morte [de manifestante] já é demais“.

Foi a segunda vez no dia em que ele mandou uma mensagem aos iranianos que estão nas ruas contra a ditadura liderada pelo aiatolá Ali Khamenei. Mais cedo, ele pediu que eles seguissem protestando e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.

Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho“, declarou.

Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.

Pouco depois, ao ser indagado por uma repórter sobreo o que ele quis dizer com “ajuda“, Trump respondeu: “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”.

Trump também voltou a utilizar o slogan MIGA, em referência a seu lema “Make America Great Again” (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã.

Trump vem dizendo que pode voltar a fazer ataques diretos ao território iraniano como represália, retomando uma escalada de tensões entre os dois países. O presidente norte-americano receberá nesta terça-feira de sua equipe um relatório de possíveis ações militares que ele pode tomar contra o Irã.

Questionado nesta terça sobre se fará ataques ao Irã, o presidente norte-americano respondeu: “Vocês terão que descobrir”.

Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos. O país está isolado do mundo após o regime Khamenei ter cortado a internet. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.

As manifestações no Irã evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã desde 1979.

‘Venezuela se abre a um novo momento político’, diz presidente interina após queda de Maduro

Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez/JUAN BARRETO / AFP

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou nesta quarta-feira (14) que seu país “se abre para um novo momento político“, em pleno processo de excarcerações após a derrubada de Nicolás Maduro em um bombardeio americano.

O governo interino de Rodríguez anunciou em 8 de janeiro um processo de excarceração de um número “importante” de presos políticos sob pressão dos Estados Unidos, após a captura de Maduro em 3 de janeiro, em uma incursão militar.

A mensagem é uma Venezuela que se abre para um novo momento político, que permita o entendimento a partir da divergência e da diversidade político-ideológica“, disse Rodríguez a jornalistas no Palácio Presidencial de Miraflores.

Rodríguez informou 406 libertações de presos políticos desde dezembro, em um processo que, segundo ela, foi iniciado por Maduro.

Mas a ONG especializada Foro Penal contabiliza cerca de 180 excarcerações desde então, ao somar duas rodadas de dezembro e os libertados no processo atual, que avança a conta-gotas.

Uma nova rodada de excarcerações ocorreu nesta quarta-feira, na qual 17 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram libertados, entre eles o renomado ativista opositor Roland Carreño.

“Queremos informar que esse processo ainda não foi concluído, ele permanece aberto”, afirmou a mandatária interina.

Rodríguez detalhou que o processo de excarcerações inclui crimes relacionados à “ordem constitucional”, assim como ao “ódio, à violência e à intolerância“, e não “crimes graves” como homicídio e narcotráfico.

Centenas de pessoas foram detidas e processadas sob acusações de “incitação ao ódio” e “traição à pátria“, especialmente em contextos eleitorais e de protestos da oposição.

Alemanha, França, Suécia e Noruega enviarão militares a Groenlândia

Groenlândia /Olivier MORIN/AFP

A Alemanha e a França anunciaram hoje que participarão de uma missão militar europeia na Groenlândia, juntamente com a Noruega e Suécia.

O Ministério alemão da Defesa comunicou que o país enviará na quinta-feira (15) uma equipe de reconhecimento formada por 13 militares à ilha ártica para uma missão de exploração que acontecerá a partir de amanhã até o dia 17 de janeiro. “A convite da Dinamarca, a Alemanha participará de uma missão de exploração na Groenlândia, de 15 a 17 de janeiro de 2026, juntamente com outras nações européias. O objetivo é explorar as condições estruturais para possíveis contribuições militares em apoio à Dinamarca na garantia da segurança na região, por exemplo, no que diz respeito às capacidades de vigilância marítima”, explica a nota.

O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, já adiantou que vários oficiais das Forças Armadas suecas chegam ainda hoje à Groenlândia. “Fazem parte de um grupo de diversos países aliados. Juntos, vão se preparar para os próximos elementos do exercício dinamarquês chamado Operação Arctic Endurance“, explicou Kristersson, assinalando que o envio ocorre a pedido do governo de Copenhagen.

Já o ministro norueguês da Defesa, Tore Sandvik, confirmou o destacamento de dois militares das Forças Armadas do país a Groenlândia para planejar a cooperação futura entre os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Sandvik admitiu que existe um diálogo em curso dentro da OTAN a respeito de como reforçar a segurança no Ártico, incluindo na Groenlândia e nos seus arredores.

Ministros da Dinamarca e Groenlândia em Washington

Na Casa Branca, a reunião do secretário de Estado norte-americano Marco Rubio e do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, com os ministros das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, e da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, que durou pouco mais de uma hora não alterou as pretensões dos EUA em controlar a ilha do Ártico.

Não conseguimos mudar a posição dos EUA. É evidente que o presidente tem esse desejo de conquistar a Groenlândia e deixamos muito, muito claro que isso não é do interesse do Reino da Dinamarca. Se trataria de uma violação inaceitável da soberania. A Dinamarca deseja trabalhar em estreita colaboração com os Estados Unidos, mas esta cooperação deve, naturalmente, ser respeitosa”, declarou Rasmcussen.

O chanceler dinamarquês ainda afirmou que destacou no encontro que não há ameaças imediatas da China e da Rússia que a Dinamarca e a Groenlândia, e seus aliados, não possam gerir por si próprios, rejeitando, assim, os argumentos dados por Trump para justificar a sua ambição de anexar o território autônomo da Dinamarca.

No entanto, apesar das divergências, Rasmcussen ressaltou que os EUA, a Dinamarca e a Groenlândia decidiram formar um grupo de trabalho de alto nível para explorar se podemos encontrar um caminho comum a seguir.

Concordamos que faz sentido tentar uma reunião de alto nível para explorar se existem possibilidades de atender às preocupações do presidente Trump, respeitando, ao mesmo tempo, as linhas vermelhas do Reino da Dinamarca. Portanto, este é o trabalho que iniciaremos. Ainda temos uma discordância fundamental, mas também concordamos em discordar e, por isso, continuaremos a conversar. O grupo de trabalho deverá se reunir pela primeira vez dentro de algumas semanas”, indicou Rasmussen.

Acordamos que devemos olhar para o futuro e trabalhar para um acordo mais sólido entre os países“, acrescentou Vivian Motzfeldt.

Trump diz que teve conversa “muito boa” com Rodríguez

Delcy Rodríguez e Donald Trump/JUAN BARRETO / AFP

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que teve uma conversa “muito boa” na manhã desta quarta-feira, 14, com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

Estamos fazendo um progresso tremendo, enquanto ajudamos a Venezuela a se estabilizar e se recuperar“, disse ele na Truth Social.

Segundo o republicano, muitos tópicos foram discutidos, incluindo petróleo, minerais, comércio e segurança nacional.

Esta parceria entre os Estados Unidos da América e a Venezuela será espetacular PARA TODOS. A Venezuela em breve será grande e próspera novamente, talvez mais do que nunca!“, acrescentou.

Caso Master: Toffoli determina que material apreendido pela PF fique com a PGR

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF)/ Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta quarta-feira (14), que o material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do caso Banco Master seja guardado na Procuradoria-Geral da República (PGR), e não no STF, como havia decidido anteriormente.

Na tarde desta quarta, após a existência de suspeitas de “novos ilícitos” cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro ser mencionada ao ministro pela Polícia Federal, Dias Toffoli autorizou uma segunda ação de busca e apreensão nos endereços do empresário.

A ação foi cumprida na segunda fase da Operação Compliance Zero. Inicialmente, Toffoli havia negado o pedido de busca e apreensão em Vorcaro por entender que ele já tinha sido alvo de operação em novembro, mas autorizou a nova incursão diante dos argumento da PF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi favorável à medida.

A segunda fase da operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master também incluiu buscas em endereços ligados a parentes de Daniel Vorcaro, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O envio do material apreendido ao STF foi determinado na decisão que autorizou a operação. A PF, no entanto, solicitou que a decisão fosse revista, apontando que a operação poderia ser frustrada caso o material não fosse submetido à perícia.

A PGR, então, deu parecer pela revisão da decisão de Toffoli, pedindo que o material ficasse com a polícia, além de pedir autorização para extração e análise das provas colhidas.

Foram apreendidos nesta quarta: 39 aparelhos celulares, incluindo o de Vorcaro; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil em espécie; e 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões.

Também foram alvos da segunda fase da investigação sobre o Banco Master o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos.

Procurada, a defesa Vorcaro reiterou que seu cliente tem colaborado com as autoridades, além de ter “interesse no esclarecimento completo dos fatos”.

Irã avisa países vizinhos que pode atacar bases dos EUA se sofrer ofensiva

O Irã alertou os países vizinhos que abrigam tropas americanas de que retaliará bases dos Estados Unidos caso Washington cumpra as ameaças de intervir nos protestos no país, disse um alto funcionário iraniano à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira (14).

Três diplomatas afirmaram que alguns militares foram aconselhados a deixar a principal base aérea americana na região, embora não haja indícios imediatos de uma retirada de tropas em larga escala, como a que ocorreu horas antes do ataque com mísseis iranianos no ano passado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou intervir em apoio aos manifestantes no Irã, onde um grupo de direitos humanos afirmou que mais de 2.500 pessoas foram mortas nos últimos dias em uma repressão a um dos maiores movimentos de protesto contra o regime teocrático.

Segundo uma avaliação israelense, Trump decidiu intervir, embora o alcance e o momento dessa ação permaneçam incertos, afirmou um oficial israelense.

Três diplomatas disseram à Reuters que alguns militares foram aconselhados a deixar a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, até a noite desta quarta-feira.

Um dos diplomatas descreveu a medida como uma “mudança de postura” em vez de uma “retirada ordenada“.

Não havia indícios de uma movimentação em larga escala de tropas da base para um estádio de futebol e um shopping center próximos, como ocorreu no ano passado, horas antes de o Irã atacar a base com mísseis em retaliação aos ataques aéreos americanos contra alvos nucleares iranianos.

A embaixada dos americana em Doha não se pronunciou imediatamente e o Ministério das Relações Exteriores do Catar não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Trump vem ameaçando abertamente intervir no Irã há dias, embora sem dar detalhes.

Em entrevista à CBS News na terça-feira (13), o presidente americano prometeu “ações muito fortes” caso o Irã execute manifestantes.

Se eles os enforcarem, vocês verão o que acontece“, disse o republicano. Ele também incentivou os iranianos na terça-feira a continuarem protestando e a tomarem o controle das instituições, declarando que “a ajuda está a caminho“.

Uma fonte iraniana, que falou sob condição de anonimato, afirmou que Teerã pediu aos aliados dos EUA na região que “impeçam Washington de atacar o Irã“.

“Teerã informou aos países da região, da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos à Turquia, que as bases americanas nesses países serão atacadas” caso os EUA ataquem o Irã, afirmou a fonte.

A fonte acrescentou que os contatos diretos entre o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, e o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, foram suspensos, refletindo o aumento das tensões.

Uma segunda fonte israelense, funcionário do governo, afirmou que o gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu foi informado na noite de terça-feira sobre as chances de colapso do regime ou de intervenção dos EUA no Irã.

Israel travou um conflito de 12 dias contra seu arqui-inimigo no ano passado, na qual os Estados Unidos entraram no final.

Os EUA mantêm forças em toda a região, incluindo o quartel-general avançado do Comando Central em Al Udeid, no Catar, e o quartel-general da Quinta Frota da Marinha dos EUA no Bahrein.

Irã mantém contato com Turquia, Emirados Árabes Unidos e Catar

A mídia estatal iraniana informou que o chefe do principal órgão de segurança do Irã, Ali Larijani, conversou com o ministro das Relações Exteriores do Catar e que Araqchi conversou com seus homólogos dos Emirados Árabes Unidos e da Turquia.

Araqchi disse ao ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Abdullah bin Zayed, que “a calma prevaleceu” e que os iranianos estão determinados a defender sua soberania e segurança contra qualquer interferência estrangeira, informou a mídia estatal.

O fluxo de informações do interior do Irã tem sido prejudicado por um bloqueio da internet.

A organização de direitos humanos HRANA, sediada nos EUA, afirmou ter verificado até o momento a morte de 2.403 manifestantes e 147 indivíduos ligados ao governo.

As autoridades iranianas acusaram os Estados Unidos e Israel de fomentar os protestos, realizados por pessoas que consideram terroristas.

Justiça do Irã exige ações rápidas

Ao visitar uma prisão em Teerã onde manifestantes presos estão detidos, o presidente da justiça iraniana afirmou que a celeridade no julgamento e na punição daqueles “que decapitaram ou queimaram pessoas” é crucial para garantir que tais eventos não se repitam.

A HRANA reportou 18.137 prisões até o momento.

O Hengaw, um grupo iraniano de direitos humanos curdo, noticiou que Erfan Soltani, de 26 anos, preso em conexão com os protestos na cidade de Karaj, seria executado nesta quarta-feira (14).

O grupo disse à agência de notícias Reuters nesta quarta-feira que não conseguiu confirmar se a sentença foi cumprida. A Reuters não conseguiu confirmar a informação de forma independente.

Manifestações pró-governo foram realizadas no Irã na segunda-feira (12), demonstrando o apoio de seguidores ao regime teocrático iraniano. Até o momento, não há sinais de ruptura nas forças de segurança que reprimiram outros protestos ao longo dos anos.

Embora as autoridades iranianas tenham resistido a protestos anteriores, a onda atual ocorre em um momento em que Teerã ainda se recupera do conflito de junho de 2025 e com sua posição regional enfraquecida por golpes sofridos por aliados como o Hezbollah, do Líbano, desde os ataques liderados pelo Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.

Questionado sobre o que quis dizer com “a ajuda está a caminho“, Trump disse a repórteres na terça-feira (13) que eles teriam que descobrir. Trump afirmou que a ação militar está entre as opções que ele está considerando para punir o Irã pela repressão.

O assassinato parece ser significativo, mas ainda não sabemos ao certo“, disse o líder americano ao retornar da região de Detroit para Washington, acrescentando que saberia mais após receber um relatório na noite de terça-feira.

Na segunda-feira, Trump anunciou tarifas de importação de 25% sobre produtos de qualquer país que faça negócios com o Irã — um dos principais exportadores de petróleo.

O Departamento de Estado dos EUA recomendou na terça-feira que os cidadãos americanos deixem o Irã imediatamente.

Venezuela deve enviar representante para conversas com EUA, diz site

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, planeja enviar um representante a Washington para se reunir com altos funcionários dos Estados Unidos nesta quinta-feira (15), de acordo com a Bloomberg. No mesmo dia, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado visita a capital americana.

O embaixador Félix Plasencia, chefe da missão da embaixada da Venezuela no Reino Unido deve visitar Washington a pedido da presidente interina Delcy Rodríguez, disseram fontes que pediram para não ser identificadas à agência.

Às vésperas da visita do diplomata, a Venezuela soltou pelo menos quatro americanos que estavam detidos no país. A liberação foi a primeira conhecida de cidadãos dos EUA após a captura do ditador Nicolás Maduro. O Departamento de Estado classificou a libertação como “um passo importante na direção certa por parte das autoridades interinas.”

Também nesta quinta-feira, a líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado deve visitar Washington. A expectativa é que ela se reúna com o presidente americano Donald Trump, segundo fontes da Casa Branca.

A visita dela à Casa Branca ocorre depois de Trump ter se recusado a endossá-la para governar a Venezuela diante do ataque que terminou com a captura de Maduro em Caracas.

Pouco depois da operação de 3 de janeiro, Trump disse que seria difícil para Machado liderar a Venezuela, afirmando que ela não tem o apoio nem o respeito do povo.

A vice do regime Delcy Rodríguez tomou posse como presidente interina.

Joesley faz voo “sigiloso” a Caracas e se reúne com Delcy Rodríguez

O empresário brasileiro Joesley Batista, da J&F, teve encontro reservado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na última sexta-feira (9), em Caracas. O conglomerado da família Batista tem interesses comerciais com o país, sobretudo nos setores de alimentos e de energia.

Segundo a CNN apurou, os dois conversaram sobre a estabilidade do governo provisório, sobre o nível de apoio dado a Delcy pelo regime chavista após a captura de Nicolás Maduro e ainda sobre perspectivas de investimentos na Venezuela.

Embora não seja representante diplomático, político e nem enviado pelo governo brasileiro, Joesley mantém a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informada sobre essas movimentações em Caracas.

De acordo com relatos colhidos pela reportagem, Joesley tem repassado percepções positivas da conversa que teve com Delcy ao governo dos Estados Unidos, a empresários americanos e a políticos e investidores brasileiros.

Bate-volta

A CNN apurou detalhes da jornada de Joesley no “bate-volta” feito para encontrar a presidente da Venezuela. O brasileiro decolou de Washington a bordo do Bombardier Global 6000, matrícula PS-BJB, aeronave registrada em nome de seu irmão José Batista Júnior.

De acordo com registros do site FlightTradar 24, o voo partiu dos Estados Unidos na quinta-feira (8), às 21h58, em horário local, e pousou em Caracas às 2h52 do dia seguinte, já no fuso venezuelano.

Após seu encontro com Delcy Rodríguez, ele embarcou de volta para Washington na noite da própria sexta-feira (9), às 22h01, onde tocou o solo americano por volta de 1h15 de sábado (10), ambos horários locais.

Outro lado

Ao ser procurada pela CNN com todos os detalhes da apuração, a assessoria de comunicação da J&F respondeu: “Não vamos comentar”.

O governo brasileiro também não comentou.

A reportagem também procurou o departamento de comunicação do governo de Delcy Rodríguez, mas até agora não obteve resposta.