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Moraes abre inquérito sigiloso para apurar se Receita e Coaf vazaram dados de ministros do STF

O ministro Alexandre de Moraes./Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

A abertura do inquérito foi noticiada primeiro pelo Poder 360 e confirmada pelo Estadão. A reportagem apurou que a Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, e o Coaf, que está na alçada da Polícia Federal, foram notificados nesta quarta-feira, 14. Procurados oficialmente, STF, Receita e Coaf não se manifestaram.

Segundo apurou a reportagem, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão.

Moraes tomou a atitude como presidente interino do STF. Ele assumiu o plantão da Corte na segunda-feira, 12. O Tribunal retoma suas atividades em fevereiro.

A abertura da investigação não foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), como é a praxe no Tribunal. Integrante da PGR informou que o órgão vai acompanhar a apuração.

As suspeitas de que dados sigilosos foram vazados surgiram a partir da chegada do caso do Banco Master ao STF. A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

No domingo, o Estadão publicou que os irmãos do ministro Dias Toffoli cederam uma fatia milionária no resort Tayaya, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis. Toffoli é o relator das investigações sobre o banco no STF.

Em caráter reservado, um grupo de ministros do Tribunal defende que as investigações esclareçam se houve ou não vazamento de dados sigilosos de ministros por parte de órgãos federais. Outra ala do Supremo acredita que a abertura da nova investigação pode representar pressão e represália aos órgãos de controle.

Como mostrou o Estadão, o avanço nas investigações sobre as fraudes do Banco Master rachou STF. Nos bastidores, ministros da Corte de dividem entre críticas e aplausos à dupla Toffoli e Moraes.

O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, foi solto e segue monitorado por tornozeleira eletrônica. Em dezembro, durante o recesso do STF, Toffoli determinou interrogatório e acareação de investigados e de um diretor do Banco Central.

Nesta quarta, 14, uma nova operação da PF foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, com buscas e apreensão contra Vorcaro e familiares. Primeiro, Toffoli negou que a Polícia Federal colocasse Vorcaro entre os alvos da operação, mas foi convencido após os investigadores apontarem indícios de “novos ilícitos”.

O ministro do STF queria que todos os itens apreendidos nesta segunda fase fossem enviados ao Supremo “lacrados e acautelados” para avaliação do material posteriormente.

A determinação chamou a atenção dos investigadores, que classificaram a medida como inédita. O procedimento normal é que os materiais apreendidos sejam enviados à perícia da Polícia Federal para extração dos dados e análise das informações.

Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmaram que a medida se afastava do procedimento previsto no Código de Processo Penal, que atribui à PF a custódia e a perícia do material apreendido, e alertaram que a decisão poderia abrir espaço para questionamentos futuros sobre a validade das provas, com potencial de embasar pedidos de nulidade processual.

Após as críticas, Toffoli recuou da própria decisão e mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar o material apreendido nos celulares.

Inquérito sobre fake news

Em 2019, o STF instaurou um outro inquérito para apurar ataques a ministros da corte. Batizado de o inquérito das fake news, a investigação até hoje não foi concluída e não tem data para acabar.

Como mostrou o Estadão, ministros do STF admitiram que o encerramento do inquérito não está nos planos do relator Alexandre de Moraes. Ministros próximos a Moraes dizem que o objetivo de não se concluir o caso agora é ter um instrumento à mão para apurar e combater eventuais novos ataques à Corte, às instituições e à democracia. Questionado sobre o assunto por meio da assessoria de imprensa, o ministro não se manifestou.

A partir do inquérito original de março de 2019 foram abertas novas frentes de apuração. Entre os casos estão a investigação que apurou a existência de uma quadrilha digital para disseminar desinformação e ataques à democracia. Também foram investigados blogueiros, empresários e políticos – dentre os quais, o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL).

O inquérito das fake news dividiu o STF desde que nasceu. O então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, indicou Moraes como relator do caso. Não houve pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que contrariava a praxe no Judiciário. As investigações foram abertas sob sigilo e seguem dessa forma.

Na época, a então procuradora-geral Raquel Dogde chegou a determinar o encerramento do inquérito, mas seu parecer foi ignorado por Moraes e o inquérito foi mantido aberto e segue assim até hoje.

Gabriel Galípolo se reúne com Andrei Rodrigues na sede da PF

Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo (Ed Alves/CB/D.A Press)

O perfil da Polícia Federal (PF) nas redes sociais divulgou na noite desta quarta-feira, 14, uma foto do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

A foto mostra os dois sorrindo e apertando as mãos, com a seguinte legenda: “Em agenda institucional, as autoridades reafirmaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro”.

O encontrou ocorreu no mesmo dia em que a PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que tem como um dos alvos o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é dono do Banco Master, liquidado pelo BC em novembro.

Conforme a agenda de Galípolo, a reunião tratou de “assuntos institucionais”. O compromisso não constava da primeira versão da agenda oficial do presidente da autoridade monetária, publicada na noite de terça-feira, e foi incluído apenas hoje.

Galípolo chegou à sede da PF por volta de 19h e deixou o local por volta de 20h15, sem dar declarações à imprensa.

Com vetos a emendas parlamentares, Lula sanciona Orçamento de 2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva /Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A norma, que fixa as despesas públicas e estima as receitas ao longo do ano, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim do ano passado.

Alegando inconformidades legais, o presidente decidiu vetar dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Eles foram incluídos durante a tramitação do texto, e não constavam na programação orçamentária enviada pelo Poder Executivo, como determina a lei federal que trata das emendas (Lei Complementar 210/24), segundo o governo.

O veto terá que ser apreciado por deputados e senadores, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo.

Ao todo, o Orçamento da União para 2026 será de R$ 6,54 trilhões, com meta de superávit de R$ 34,2 bilhões. O salário mínimo sai de R$ 1.518 e sobe para R$ 1.621.

As áreas de Saúde e Educação contarão com recursos totais de R$ 271,3 bilhões e R$ 233,7 bilhões, respectivamente.

Para o Bolsa Família, foram reservados R$ 158,63 bilhões, enquanto o programa de incentivo financeiro para estudantes do Ensino Médio, o Pé de Meia, contará com R$ 11,47 bilhões. Outros R$ 4,7 bilhões estão previstos para o programa que garante acesso a botijão de gás a famílias de baixa renda.

Caso Master: Toffoli determina que material apreendido pela PF fique com a PGR

Ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF)/ Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na noite desta quarta-feira (14), que o material apreendido pela Polícia Federal nas investigações do caso Banco Master seja guardado na Procuradoria-Geral da República (PGR), e não no STF, como havia decidido anteriormente.

Na tarde desta quarta, após a existência de suspeitas de “novos ilícitos” cometidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro ser mencionada ao ministro pela Polícia Federal, Dias Toffoli autorizou uma segunda ação de busca e apreensão nos endereços do empresário.

A ação foi cumprida na segunda fase da Operação Compliance Zero. Inicialmente, Toffoli havia negado o pedido de busca e apreensão em Vorcaro por entender que ele já tinha sido alvo de operação em novembro, mas autorizou a nova incursão diante dos argumento da PF. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também foi favorável à medida.

A segunda fase da operação sobre um suposto esquema de fraudes financeiras no Banco Master também incluiu buscas em endereços ligados a parentes de Daniel Vorcaro, incluindo o pai, a irmã e o cunhado dele.

O envio do material apreendido ao STF foi determinado na decisão que autorizou a operação. A PF, no entanto, solicitou que a decisão fosse revista, apontando que a operação poderia ser frustrada caso o material não fosse submetido à perícia.

A PGR, então, deu parecer pela revisão da decisão de Toffoli, pedindo que o material ficasse com a polícia, além de pedir autorização para extração e análise das provas colhidas.

Foram apreendidos nesta quarta: 39 aparelhos celulares, incluindo o de Vorcaro; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil em espécie; e 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões.

Também foram alvos da segunda fase da investigação sobre o Banco Master o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos.

Procurada, a defesa Vorcaro reiterou que seu cliente tem colaborado com as autoridades, além de ter “interesse no esclarecimento completo dos fatos”.

Joesley faz voo “sigiloso” a Caracas e se reúne com Delcy Rodríguez

O empresário brasileiro Joesley Batista, da J&F, teve encontro reservado com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, na última sexta-feira (9), em Caracas. O conglomerado da família Batista tem interesses comerciais com o país, sobretudo nos setores de alimentos e de energia.

Segundo a CNN apurou, os dois conversaram sobre a estabilidade do governo provisório, sobre o nível de apoio dado a Delcy pelo regime chavista após a captura de Nicolás Maduro e ainda sobre perspectivas de investimentos na Venezuela.

Embora não seja representante diplomático, político e nem enviado pelo governo brasileiro, Joesley mantém a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informada sobre essas movimentações em Caracas.

De acordo com relatos colhidos pela reportagem, Joesley tem repassado percepções positivas da conversa que teve com Delcy ao governo dos Estados Unidos, a empresários americanos e a políticos e investidores brasileiros.

Bate-volta

A CNN apurou detalhes da jornada de Joesley no “bate-volta” feito para encontrar a presidente da Venezuela. O brasileiro decolou de Washington a bordo do Bombardier Global 6000, matrícula PS-BJB, aeronave registrada em nome de seu irmão José Batista Júnior.

De acordo com registros do site FlightTradar 24, o voo partiu dos Estados Unidos na quinta-feira (8), às 21h58, em horário local, e pousou em Caracas às 2h52 do dia seguinte, já no fuso venezuelano.

Após seu encontro com Delcy Rodríguez, ele embarcou de volta para Washington na noite da própria sexta-feira (9), às 22h01, onde tocou o solo americano por volta de 1h15 de sábado (10), ambos horários locais.

Outro lado

Ao ser procurada pela CNN com todos os detalhes da apuração, a assessoria de comunicação da J&F respondeu: “Não vamos comentar”.

O governo brasileiro também não comentou.

A reportagem também procurou o departamento de comunicação do governo de Delcy Rodríguez, mas até agora não obteve resposta.

Wellington César Lima e Silva é o novo ministro da Justiça

Wellington César Lima e Silva/Valter Campanato/Agência Brasil

O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, foi escolhido para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles se reuniram nesta terça-feira, 13, no Palácio do Planalto.

É a 15.ª troca na Esplanada dos Ministérios desde 2023, início da atual gestão. Wellington César assume a pasta que era comandada por Ricardo Lewandowski, que deixou o governo no último dia 9 mencionando “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” em carta endereçada a Lula.

Em postagem em seu perfil em rede social, Lula confirmou a escolha do novo ministro.

O desenho final do Ministério da Justiça e Segurança Pública não está fechado. A tendência é que continue como está, com um possível rearranjo interno que sinalize para uma política mais voltada ao combate ao crime organizado, mas sem que haja uma separação em dois ministérios.

Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e do atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corriam por fora o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

O martelo foi batido em reunião com Lula na tarde desta terça-feira, 13. Por atuar na Petrobras, Wellington César fica no Rio de Janeiro, e foi chamado a Brasília para conversar com o presidente.

Wellington contou com o apoio de três figuras influentes do entorno do presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada.

Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington decidiu continuar no MP.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem entre suas competências a defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais. A pasta também atua no combate ao tráfico de drogas e a crimes conexos, inclusive por meio da recuperação de ativos que financiem essas atividades criminosas ou delas resultem, além da prevenção e repressão à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

‘Agradeço a Lewandowski pelo excelente trabalho e dedicação na condução do MJSP’, diz Lula

Lula agradeceu pelo período em que Lewandowski ficou na pasta/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta terça-feira, 13, pelo X, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, pelo período em que ficou na pasta. Nesta terça-feira, 13, o Palácio do Planalto confirmou a indicação de Wellington César Lima e Silva para comandar a pasta.

“Agradeço ao ex-ministro Ricardo Lewandowski pelo excelente trabalho e toda a sua dedicação na condução do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, disse Lula no X.

A indicação de Wellington César foi confirmada após reunião dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o então ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto.

A nomeação de Wellington César vai ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta terça.

Por atuar na Petrobras, Wellington César fica no Rio de Janeiro. Foi chamado a Brasília para conversar com o presidente nesta terça e receber o convite para assumir a pasta deixada por Ricardo Lewandowski, na última sexta-feira, 9.

Segundo a nota, Wellington César ocupará a chefia do Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicando que Lula não deve dividir a pasta neste momento. O petista quer a criação do Ministério da Segurança Pública condicionada a aprovação da PEC da Segurança Pública.

Como mostrou a Coluna do Estadão, Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e o atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corria por fora o ministro da Controladoria Geral da União Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

Wellington contou com o apoio de três figuras influentes do entorno do presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada.

Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington decidiu continuar.

Deputado federal da Bahia é principal alvo de operação da PF por suspeita de desvio de verbas de emendas

Dep. Félix Mendonça Júnior (PDT-BA)/Renato Araújo/Câmara dos Deputados

A Polícia Federal, com o apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Receita Federal do Brasil (RFB), deflagrou, nesta terça-feira (13), a nona fase da Operação Overclean.

Um dos principais alvos é o deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), segundo informações do G1. Ele teria envolvimento com desvio de recursos de emendas parlamentares.

A meta dessa fase da operação, segundo a PF, é desarticular uma organização criminosa suspeita de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.

Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na Bahia e no Distrito Federal.

Em junho do ano passado, na quarta fase da Overclean, policiais federais cumpriram mandados contra Félix Mendonça Jr, o assessor dele e prefeitos de municípios baianos.

O STF determinou o bloqueio de R$ 24 milhões em contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas investigadas, com o objetivo de interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.

Esquema

O esquema funcionava da seguinte forma: recursos públicos de emendas parlamentares eram direcionados para licitações. Servidores públicos facilitavam a vitória de empresas que, ao executar os serviços contratados, superfaturavam os contratos e, desta forma, aconteciam os desvios do dinheiro.

Eleições 2026: Lula supera Tarcísio, Michelle e Flávio no 1º turno, diz pesquisa

18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista coletiva à imprensa. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Brasil/Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pela reeleição no pleito marcado para outubro deste ano, segundo pesquisa elaborada pela plataforma de jornalismo Meio e o Instituto Ideia, divulgada nesta terça-feira, 13. Ele aparece à frente de todos os adversários tanto no primeiro, quanto no segundo turno. A exceção é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que empata com Lula no segundo turno se considerada a margem de erro.

O petista leva vantagem sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e outros governadores de direita como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil) e Eduardo Leite (PSD).

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.

Em um dos cenários de primeiro turno testados, Lula registra 40 2% das intenções de voto contra 32,7% de Tarcísio. Na terceira colocação, aparecem Zema e Caiado com 5,5%, cada. Não souberam responder 11,8% e brancos e nulos somam 3,6%.

Quando o governador é substituído por Flávio Bolsonaro, o petista registra 39,7% contra 26,5% do filho do ex-presidente. Ratinho Júnior tem 7%.

No dia 25 de dezembro, o senador Flávio Bolsonaro leu um carta, assinada por seu pai, onde o ex-presidente confirma que o filho será seu pré-candidato para a disputa pelo Palácio do Planalto em outubro. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirma que disputará a reeleição em São Paulo.

No cenário em que o governador paranaense é substituído por Eduardo Leite, Lula fica com 39,6% e Flávio oscila para 27,6%. O governador gaúcho registra 2,8%, atrás de Caiado (5,5%) e Zema (5,4%).

A Meio/Ideia também testou dois cenários com Michelle. No primeiro, com Ratinho, ela registra 29% contra 40% de Lula. No segundo, com Leite, o resultado é similar: 40,1% das intenções de voto para o petista contra 29,7% para a ex-primeira-dama.

Segundo turno

No segundo turno, Lula tem 44,4% contra 42,1% de Tarcísio. Devido à margem de erro, eles estão tecnicamente empatados. Brancos e nulos somam 7,2% e não souberam 6,4%.

O atual presidente leva vantagem contra todos os demais adversários. Ele supera Michelle (46% a 39%), Ratinho Júnior (46% a 37%), Caiado (46,3% a 36,5%), Zema (46,3% a 36,1%), Flávio (46,2% a 36%), Renan Santos (46,5 a 23,5%), Eduardo Leite (45% a 23%) e Aldo Rebelo (45,2% a 19%).

A pesquisa também questionou os entrevistados em quem eles não votariam de jeito nenhum se a eleição fosse hoje. O mais citado foi Lula (40,8%), seguido de Flávio Bolsonaro (30%), Michelle (26,1%) e Tarcísio (16,2%).

Os demais nomes ficam abaixo de 12,8%, porcentual obtido por Zema. Não souberam 12,2% e 3,1% disseram que não rejeitam ninguém.

Presidente Lula é desaprovado por 50% e aprovado por 47%, mostra pesquisa

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva/ Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por 50% dos eleitores e aprovado por 47%, aponta pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta terça-feira, 13. A diferença está dentro da margem de erro, de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos. Não souberam responder somam 3%.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas por meio de entrevistas por telefone entre os dias 8 e 12 de janeiro. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06731/2026.

O levantamento também mediu a avaliação do governo e mostrou que o conceito negativo predomina. Ao serem questionados, 15% dos entrevistados responderam que o governo é ótimo; 20% disseram que é bom; 20,5% consideram a gestão regular; 18,6%, ruim; e 22 8%, péssimo. Não souberam responder somaram 3,2%.

Na soma, ótimo/bom representam 35%, regular 20,5% e ruim/péssimo 41,4%.

Ao destrinchar a avaliação por áreas, a segurança pública é a que tem o pior resultado, com 25,6% de ótimo/bom, 22,4% de regular e 48,7% de ruim/péssimo. Não souberam responder somaram 3,4%.

Já a gestão econômica do governo é considerada ótima ou boa por 32,2%, regular por 21,5% e ruim ou péssima por 43,4%. Não souberam somaram 3,1%.

Na saúde, o governo é visto como ótimo/bom por 32,1%, regular por 23,2% e ruim/péssimo por 41,5%. Não souberam 3,4%.

A educação é avaliada como ótima ou boa por 37,9%; regular por 20,2%; e ruim ou péssima por 39,1%. Não souberam 3%.

BC concorda com inspeção sobre Banco Master, diz presidente do TCU

Presidente do TCU, Vital do Rêgo/TCU/Divulgação

O Banco Central (BC) concordou com a realização de uma inspeção do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o processo de liquidação extrajudicial do Banco Master, disse nesta segunda-feira (12) o presidente do TCU, ministro Vital do Rêgo. O ministro esteve reunido nesta tarde com o presidente do BC, Gabriel Galípolo e disse que a autoridade monetária garantiu acesso aos documentos que fundamentaram a decisão.

Segundo Vital do Rêgo, o encontro teve como principal objetivo esclarecer dúvidas sobre a competência do TCU para atuar no caso e alinhar procedimentos entre as duas instituições. De acordo com o ministro, ficou definido que a inspeção já está em curso e que os documentos do Banco Central utilizados no processo de liquidação estarão disponíveis para análise da Corte de Contas.

“Hoje saio do Banco Central profundamente feliz com o resultado da reunião. Fizemos uma reunião com objetivos claros, de dizimar qualquer tipo de dúvida sobre a nossa competência”, afirmou o presidente do TCU em entrevista coletiva após a reunião.

Segundo Vital do Rêgo, o Banco Central manifestou interesse em obter o “selo de qualidade” do TCU e a segurança jurídica decorrente da fiscalização. “Esse processo não é apenas administrativo, é também administrativo e criminal”, completou. O BC ainda não se manifestou sobre o encontro.

Realizada na sede do BC, a reunião ocorreu após forte repercussão da decisão do ministro Jhonatan de Jesus, relator do processo no TCU, que havia autorizado, de forma monocrática, uma inspeção técnica no Banco Central para apurar a atuação da autoridade monetária na liquidação do Banco Master. Após recurso apresentado pelo BC, Jhonatan suspendeu a medida, e o caso foi encaminhado ao plenário do Tribunal.

No recurso, o Banco Central argumentou que uma inspeção dessa natureza não poderia ser autorizada individualmente pelo relator e que a decisão deveria passar pelo colegiado do TCU. A autoridade monetária também sustentou que a iniciativa poderia ultrapassar os limites do controle externo ao incidir sobre decisões técnicas de supervisão bancária.

Carlos Bolsonaro publica foto do pai na cela e volta a cobrar soltura: “intermináveis crises de vômito”

A defesa de Jair Bolsonaro protocolou, mais uma vez, outro pedido para que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar devido à seu quadro de saúde./Reprodução/Instagram

Carlos Bolsonaro informou que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, estaria passando por mais problemas de saúde devido suas crises soluços. Segundo Carlos, os soluços constantes “evoluíram para um quadro de azia constante”. Acompanhado dessa declaração, publicada nas suas redes sociais, ele publicou uma imagem do ex-presidente durante uma crise.

“A foto anexa registra meu pai em intermináveis crises de vômito, decorrentes das sequelas da facada que sofreu, praticada por um antigo militante do PSOL, partido historicamente alinhado à facção política de Lula”, escreveu Carlos no seu Instagram.

Novo pedido de prisão domiciliar

A defesa de Jair protocolou, mais uma vez, outro pedido para que o ex-presidente cumpra prisão domiciliar devido à seu quadro de saúde. No entanto, o ex-presidente continua preso na sede da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena desde novembro do ano passado.

Ele já deixou a cela duas vezes para realizar procedimentos cirúrgicos e exames no hospital DF Star, também em Brasília. A última saída foi no início desse mês, quando foi levado ao hospital por ter sofrido uma queda na sua cela. Na ocasião, Bolsonaro foi diagnosticado com traumatismo craniano leve.

Após prêmio no Globo de Ouro, Wagner Moura afirma que Bolsonaro reflete os “ecos da ditadura”

O ator Wagner Moura e o ex-presidente Jair Bolsonaro/Fotos: Etienne Laurent/AFP | Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Após conquistar um feito inédito no Globo de Ouro 2026, neste domingo (11), Wagner Moura usou a repercussão da premiação para refletir sobre o papel do cinema na preservação da memória histórica brasileira. Consagrado como Melhor Ator em Filme de Drama por ‘O Agente Secreto’, o ator falou sobre a ditadura militar e criticou o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao comentar como o mercado internacional recebe produções brasileiras que revisitam o período autoritário, Moura ressaltou que se trata de um debate longe de ser superado. “Temos que continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira”, afirmou.

Na avaliação do ator, os efeitos da ditadura militar seguem reverberando no presente. “Aconteceu há apenas 50 anos. De 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita, fascista, no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura”, declarou, ao estabelecer uma conexão direta entre o período ditatorial e o governo de Bolsonaro.

Para Wagner Moura, essa continuidade histórica justifica a relevância de obras como O Agente Secreto. “A ditadura ainda está muito presente no cotidiano brasileiro. Por isso, temos que continuar fazendo filmes sobre isso”, reforçou.

No discurso de agradecimento pelo prêmio, o ator também destacou a dimensão simbólica do longa-metragem. “É um filme sobre memória, a falta dela e um trauma geracional. Se um trauma pode ser passado por gerações, os valores também podem. Esse prêmio vai para quem está seguindo seus valores em momentos difíceis”, disse.

Horas antes, ainda no tapete vermelho da cerimônia, Wagner já havia deixado claro que não separa sua trajetória artística de suas convicções políticas. “Sou uma pessoa muito política, penso politicamente, gosto de fazer filmes políticos. ‘O Agente Secreto’ é um deles. Seria estranho para mim trabalhar como artista político e depois me esquivar de dizer o que penso”, afirmou.

Lula discutirá com Tebet possibilidade de candidatura ao governo de SP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discutirá com a ministra do Planejamento, Simone Tebet, uma eventual candidatura ao governo de São Paulo.

Com a resistência de Fernando Haddad (Fazenda) em ser candidato ao governo paulista, Lula tem encontrado dificuldades em viabilizar um palanque eleitoral no maior colégio eleitoral do país.

O MDB, partido da ministra, porém, resiste ao lançamento de Tebet no estado. A sigla já sinalizou apoio à reeleição de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Por isso, tem preferência que Tebet seja candidata a senadora pelo Mato Grosso do Sul. O entorno da ministra também tem preferência de que ela não mude seu domicílio eleitoral.

Uma definição deve ocorrer apenas em março, após uma conversa definitiva entre Lula e Haddad.

O PT tem pressionado para que o ministro seja candidato ao governo, mas ele prefere coordenar a campanha à reeleição de Lula.

O presidente tem salientado que, assim como em 2022, precisa de um palanque forte em São Paulo.

Na disputa passada, o desempenho de Haddad segurou votos na Região Metropolitana de São Paulo, evitando uma vitória nacional de Jair Bolsonaro (PL).

O presidente chegou a defender uma candidatura ao governo paulista do vice-presidente Geraldo Alckmin, do PSB. Alckmin, porém, tem preferência em seguir na chapa presidencial, ainda mais diante de uma provável candidatura à reeleição de Tarcísio de Freitas.

Além do palanque ao governo paulista, Lula também tem dificuldades nas candidaturas ao Senado Federal em São Paulo. Para uma das vagas, ele avalia lançar a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

Lula avalia Durigan ministro e Ceron como número 2 da Fazenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia indicar o secretário-executivo do ministério da Fazenda, Dario Durigan, para a vaga de Fernando Haddad (PT) no ministério da Fazenda.

Haddad voltou de férias nesta segunda-feira (12) e deve deixar o ministério ainda em fevereiro. A CNN informou sobre a saída do ministro, em dezembro do ano passado.

A informação depois foi confirmada por Haddad que deverá se dedicar à campanha de reeleição do presidente.

A saída de Haddad faz parte de um pacote de mudanças no primeiro escalão do governo em razão das eleições deste ano. A expectativa no Planalto é de que Lula anuncie novas indicações na Esplanada à medida em que as decisões forem anunciadas até abril, prazo para desincompatibilização para disputa eleitoral.

Além de Durigan, o presidente tem sido aconselhado a indicar o secretário do Tesouro, Rogério Ceron, para a vaga de número 2 da Fazenda.

A saída de Haddad acende um alerta sobre o futuro político do ministro, que já declarou, em várias ocasiões, que não pretende disputar um cargo eletivo em 2026. Interlocutores do presidente Lula afirmam, porém, que a decisão de Haddad deverá ser revertida a pedido do chefe da República. A Haddad, duas vagas são cogitadas: a de governador de São Paulo ou senador pelo estado.