
A pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira (14) mostra que 45% dos eleitores brasileiros desconfiam dos trabalhos do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio à crise que aflige a Corte.
Em contrapartida, o índice dos eleitores que “confiam muito” corresponde a 10% dos entrevistados. Ao mesmo tempo, 32% “confiam pouco” na instituição.
Do total de entrevistados, 5% não sabem ou não responderam, e outros 8% disseram não ter conhecimento para responder a avaliação.
Responsável pela crise no STF
Segundo o levantamento, 46% atribuem a responsabilidade da crise da Corte ao ministro Alexandre de Moraes, ante 16% que veem André Mendonça como o principal responsável.
Outros 6%, acreditam que a responsabilidade seja do ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos serem assumidos por Mendonça. No último fim de semana, o processo passou para a relatoria do ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte.
A pesquisa também aponta que 4% atribuem a responsabilidade a Flávio Dino; e 3% a Fachin. Uma parcela de 2% dos entrevistados acredita que a crise pode ser atribuída a outro ministro, sem especificar qual.
Eleitores que não conhecem o assunto o suficiente para responderem a a aparecem em 10%, ante 5% que não acham que há uma crise na Corte, e 5% que afirmam que nenhum deles são responsáveis.
Outros 3% aparecem como não sabem/não responderam.
Critérios usados por Mendonça e Moraes no STF
A sondagem mediu a percepção do eleitorado sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para basearem suas decisões no Supremo.
Para 45% dos entrevistados, Moraes age baseado em critérios políticos, 16% acreditam que o ministro age por critérios técnicos e jurídicos e outros 24% apontam que as duas alternativas são usadas pelo magistrado.
Uma parcela de 11% dos eleitores dizem que não conhecem o assunto o suficiente para avaliar a questão. Já os indecisos marcam 4% no levantamento.
Sobre a atuação de Mendonça, 33% acreditam que o ministro utiliza critérios técnicos e políticos, ante 28% que apontam o uso de critérios políticos. Já os que acreditam ser os dois tipos de critério somam 17% dos entrevistados.
Os eleitores que afirmam não conhecer o assunto o suficiente para avaliar totalizam 20%. Já os indecisos marcam 2% no levantamento.
Análise sobre um eventual impeachment
Quando perguntados se são mais favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra os ministros envolvidos na crise do Supremo, 68% afirmam ser totalmente a favor.
Outros 9% dizem ser mais a favor do que contra, ante 4% que dizem ser mais contra do que a favor e 15% que dizem ser totalmente contra o afastamento dos magistrados.
Os eleitores que afirmam não conhecer o assunto o suficiente para avaliar totalizam 3%. Já os que não sabem ou não responderam marcam 1% no levantamento.
Metodologia
O Indexa/Broadcast ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.
A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03482/2026.




