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Lula: Eles criaram o Banco Master e transformaram Vorcaro em amigo; nós o fizemos prisioneiro

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), convocou, novamente, durante ato de campanha em Santa Catarina, os idosos para votarem nas eleições deste ano, para, segundo ele, não deixar que o projeto iniciado neste mandato seja destruído com a vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A ideia do outro: quero tirar o meu pai da cadeia. E eu quero ganhar para deixar ele na cadeia. Eles criaram a quadrilha do INSS, roubaram os aposentados. Nós descobrimos a quadrilha. A Polícia Federal e a Controladoria ficaram dois anos investigando Ao todo o rombo foi de R$ 6 bilhões e já pagamos a 5 milhões de aposentados, cerca de R$ 3,5 bilhões”, disse.

Lula falou ainda das suspeitas de envolvimento de Flávio Bolsonaro no esquema de corrupção. “Falavam que o filho do Lula é sócio do Careca do INSS, mas na semana passada descobrimos o escritório do Flávio fica na mesma sala do Careca”, afirmou. “No Banco Master, eles transformam o (Daniel) Vorcaro em banqueiro e nós o transformamos em prisioneiro.”

Ele cobrou, também, uma investigação mais dura desses escândalos por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). “O STF tem que investigar a todos, deixarem todos nus, porque nós merecemos saber a verdade“, disse. “Se não mexermos com isso agora, não consertaremos esse País.”

Lula já havia se despedido da plateia quando, ao levantar a bandeira brasileira e do PT, falou novamente sobre soberania nacional. “Essa é a bandeira da nossa pátria e é a bandeira do meu partido. Eu não sou um vira-lata que tem vergonha de dizer de qual partido eu sou e a bandeira (do Brasil) não é deles. E eles mostram uma hora a bandeira brasileira e outra hora a americana. Não tenho duas pátrias. A minha pátria é o Brasil.

Flávio reage à foto de Gonet e Vorcaro: “Rindo da cara do povo sofrido”

O candidato à presidência da República Flávio Bolsonaro (PL)

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, criticou a imagem que mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado de Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo ele, os personagens da foto divulgada neste sábado (19) estariam “rindo da cara do povo sofrido”.

Enquanto Lula tira a esperança e a comida da mesa de milhões de brasileiros, seus co-autores estão em Londres tomando uísque Macalan, fumando charuto caro e rindo da cara do povo sofrido“, escreveu Flávio em publicação no X, antigo Twitter.

A imagem, divulgada pelo jornal O Globo e confirmada pela CNN Brasil, mostra o PGR ao lado de Vorcaro durante festa na capital inglesa.

Na postagem, o candidato do PL fez uma montagem que mostra a foto extraída do celular de Vorcaro junto a um corte do depoimento de Gonet no julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) para analisar o envolvimento do ministro Alexandre de Moraes com o ex-coordenador do banco.

Nela, Gonet aparece com um charuto nas mãos e sorrindo, ao lado de mais duas pessoas e rodeado por copos de bebidas alcoólicas. O material foi extraído do celular do ex-banqueiro pela PF (Polícia Federal).

A foto teria sido encaminhada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares.

Como mostrou a CNN, a PGR confirmou que a foto foi registrada em um evento em abril de 2024, que contou com a participação de diversas autoridades e que o procurador-geral já admitiu ter comparecido.

Durante a sessão da Suprema Corte na última terça-feira (15), Gonet disse que nunca teve relação de proximidade com Vorcaro, mas mencionou ter tido um encontro com o ex-dono do Banco Master em Londres, de forma “brevíssima e banal”.

E eu gostaria de deixar isso claro até para evitar mal entendidos, ser objetivos, não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o seu Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal”, declarou Gonet.

No mesmo dia, Gonet encaminhou um ofício ao MPF (Ministério Público Federal) dizendo se considerar “juridicamente plenamente apto para a atuação desinibida e livre nos procedimentos envolvendo o Banco Master”.

O PGR também argumentou que nada justificava a abertura de um procedimento contra ele pelo Conselho Superior do MPF, cuja sessão está marcada para 25 de setembro.

TSE aceita ação de Flávio Bolsonaro contra Lula e Alckmin por desfile de escola de samba

Acadêmicos de Niterói homenageou Lula no carnaval de 2026 — Foto: Leo Franco / AgNews

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu aceitar uma ação de investigação judicial eleitoral contra o presidente Lula (PT) e seu vice Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição, por suposto abuso de poder político e econômico cometido durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói em fevereiro deste ano, no carnaval do Rio. O desfile teve a história de Lula como enredo.

A ação foi admitida pelo corregedor-eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, na sexta-feira (18). A petição, apresentada pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL) e seu vice Alfredo Gaspar (PL), também cita a primeira-dama Janja Lula da Silva, o candidato a deputado federal pelo PT Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, como investigados. Pela decisão do ministro, eles têm até cinco dias para apresentar defesa.

O g1 entrou em contato com a assessoria de campanha do PT, mas não obteve resposta. O texto será atualizado se o partido se manifestar.

Admitir uma ação de investigação eleitoral não significa que a campanha e os candidatos serão punidos, nem que o corregedor-eleitoral concorde ou discorde dos argumentos de quem iniciou o processo. Nessa etapa, não se discute o conteúdo da ação. É uma decisão técnica. Aceitar o processo significa que o ministro entendeu que os fatos apresentados se encaixam nos requisitos de admissibilidade. Alguns aspectos levados em consideração: quem propôs a ação, se há a indicação de provas e se os fatos narrados poderiam, em tese, configurar abuso de poder econômico ou político.

TSE já recebeu outras ações semelhantes

Esta não é a primeira ação de investigação judicial eleitoral admitida no TSE na disputa deste ano. Há 9 outros processos semelhantes já protocolados.

O partido Novo também questionou o desfile da Acadêmicos do Niterói, e a ação foi admitida pelo corregedo em agosto. Em sua defesa, Lula alegou que carnavais retratam figuras políticas, que ele apenas concordou com o uso de seu nome, que os repasses foram isonômicos entre as 12 escolas do Rio de Janeiro e que não havia gravidade, dada a distância até as eleições. Nesse caso, o ministro Antonio Carlos Ferreira aguarda manifestação do Novo.

Em outro caso, o PT entrou com ação contra Flávio Bolsonaro por sua participação na Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, em agosto. O partido sustenta que houve financiamento empresarial indireto de campanha, já que o evento era patrocinado por empresas privadas, e que o tempo de palco cedido ao candidato sem contrapartida financeira configuraria como doação indireta de empresas, prática proibida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O corregedor também aprovou a admissibilidade deste processo em decisão publicada em 7 de setembro.

Márcio Nogueira, presidente da OAB de Rondônia e especialista em Direito Eleitoral e Digital, diz que esse tipo de processo é um dos instrumentos “mais severos de responsabilização na Justiça Eleitoral“. O especialista explica que, se avançar, uma investigação judicial eleitoral pode levar à cassação do registro de candidatura ou do diploma do candidato, se ele for eleito, além de deixá-lo inelegível por oito anos.

Nogueira afirma que essa ação é utilizada para apurar abuso de poder econômico, abuso de poder político ou de autoridade e uso indevido dos meios de comunicação que, pela gravidade, comprometam a normalidade e a legitimidade da eleição. Investigações desta natureza estão contempladas no artigo 22 da Lei Complementar 64, de 1990.

Uma ação de investigação judicial não é a mesma coisa que uma representação eleitoral, classe de processo que o TSE tem recebido aos montes em 2026.

AIJE é voltada à apuração de abuso de poder, exigindo a demonstração da gravidade da conduta e podendo resultar em cassação e inelegibilidade“, afirma o presidente da OAB de Rondônia. “Já as representações eleitorais são utilizadas para apurar infrações específicas previstas na legislação, como propaganda irregular ou determinadas condutas vedadas, e as consequências dependem de cada infração, podendo envolver, por exemplo, multa ou cassação.”

As duas condenações no TSE que deixaram Jair Bolsonaro inelegível até 2030 ocorreram em ações de investigação judicial eleitoral. A primeira tratou da reunião no Palácio da Alvorada com embaixadores estrangeiros, em julho de 2022. No segundo caso, Bolsonaro foi condenado por abuso de poder político e econômico nas comemorações do Bicentenário da Independência, realizadas no dia 7 de setembro de 2022, em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ).

O que dizem Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar

Na petição contra Lula, os adversários argumentam que o abuso de poder econômico ocorreu porque, segundo eles, os municípios do Rio de Janeiro e de Niterói, o estado do Rio de Janeiro e a Embratur destinaram R$ 9,6 milhões à escola de samba, que ficou em último lugar e foi rebaixada.

Ainda de acordo com Flávio e seu vice, os repasses teriam ocorrido depois do anúncio do enredo, em julho de 2025. Além disso, haveria receitas privadas ainda não esclarecidas, possivelmente de empresas com contratos públicos e sem histórico de patrocinar escolas de samba.

Os candidatos também afirmam que houve uso indevido dos meios de comunicação social. Sustentam que o desfile foi transmitido em rede nacional de televisão aberta por cerca de 79 minutos e que a gravação continuou disponível em plataformas digitais. Segundo eles, essa exposição teria escapado ao regime jurídico da propaganda eleitoral.

No documento, pedem a produção de provas de diversos órgãos e entidades públicas e particulares, além de depoimentos de Janja, Marcelo Freixo e Rodrigo Neves. Solicitam também que, se reconhecido o abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação, Lula e Alckmin sejam cassados e declarados inelegíveis.

“É o presidente que mais investiu em cultura”, diz Margareth Menezes sobre Lula em ato no Recife

Ministra Margareth Menezes durante passagem pelo Recife/Weslly Gomes/DP Foto

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, defendeu neste sábado (19), durante agenda no Recife, a continuidade das políticas culturais do governo federal e afirmou que o presidente Lula (PT) foi quem “mais investiu em cultura na história do Brasil”. A declaração foi dada durante passagem da ministra pela capital pernambucana para participar do encontro “Cultura com Lula”, mobilização de apoio à reeleição do petista.

Em entrevista ao Diario, Margareth associou a defesa da permanência de Lula no Palácio do Planalto à retomada do Ministério da Cultura e de políticas direcionadas ao setor. Para a ministra, a estrutura reconstruída nos últimos anos ainda precisa ser aprofundada.

“Eu, também como cidadã, como pessoa que sou do setor cultural, sei a importância que tem a volta do Ministério da Cultura. E o presidente Lula é o presidente que mais investiu em cultura na história do Brasil. É preciso continuar com essa arquitetura toda que nós montamos aqui para frente, para a gente melhorar, aprofundar mais as políticas culturais”, declarou.

Margareth também ressaltou o peso econômico das atividades culturais. Entre as iniciativas do governo, citou a retomada da Secretaria de Economia Criativa, a Política Nacional Aldir Blanc, o fortalecimento dos Pontos e Pontões de Cultura e ações voltadas à cultura digital. “É importante a gente não perder de vista que a cultura, para além de todas as outras representações que ela tem, também é geração de emprego e renda”.

Ao falar sobre o envolvimento de artistas e produtores culturais na campanha eleitoral, Margareth argumentou que a mobilização está ligada à defesa das políticas implementadas para o setor. Segundo ela, o cenário atual é diferente daquele encontrado no início do governo Lula, embora ainda haja demandas a serem atendidas.

Nós todos do setor cultural sabemos a falta que faz não ter o Ministério da Cultura para trazer políticas direcionadas para o setor. É um setor que tem uma potência de desenvolvimento, acontece no Brasil inteiro e estava muito carente. As políticas estavam paralisadas”, disse a ministra.

Aliados no Congresso

A gestora também levou a defesa do projeto político de Lula para além da disputa presidencial. Durante a entrevista, Margareth afirmou que o petista precisa contar, no próximo Congresso Nacional, com parlamentares alinhados ao governo.

Nos momentos que eu posso, eu quero prestar essa solidariedade, estar também junto com o povo. O presidente Lula precisa também ter, no cenário da Câmara e do Congresso Nacional, pessoas que colem com o seu projeto de governo”, afirmou.

A agenda no Recife foi acompanhada por nomes ligados ao PT e à base política do presidente em Pernambuco, entre eles o senador Humberto Costa (PT) e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos (PCdoB), além de candidatos à Câmara dos Deputados.

Cortejo pelo Recife Antigo

Após a agenda política, Margareth acompanhou um cortejo de blocos carnavalescos que integrou a programação do “Cultura com Lula” no Bairro do Recife.

Entre as agremiações que participaram da mobilização estavam o Eu Acho É Pouco, com seu tradicional dragão, o Elefante de Olinda, o Minhocão de Olinda e o Menino da Tarde. O cortejo também contou com orquestras de frevo e saiu das proximidades da Avenida Rio Branco, seguindo pela Rua do Bom Jesus em direção à Praça do Arsenal.

Artistas, produtores culturais e apoiadores de Lula acompanharam o percurso. Na Praça do Arsenal, a programação previa ainda apresentações e espaço aberto para manifestações de integrantes do setor cultural.

O encontro no Recife fez parte das mobilizações realizadas neste sábado em apoio à candidatura de Lula à reeleição. Além da capital, apoiadores do presidente promoveram uma atividade em Petrolina, no Sertão pernambucano.

Justiça suspende direito de resposta dado a Raquel Lyra sobre salário de procuradora

Governadora teria direito a 1 minuto de resposta/Karol Rodrigues/ DP Foto

A Justiça Eleitoral voltou atrás e suspendeu temporariamente, neste sábado (19), o direito de resposta concedido à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, às críticas veiculadas pela campanha de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e principal adversário na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

Em material veiculado na TV, no rádio e nas redes sociais, Campos tem denunciado que a governadora mantém o salário de procuradora do estado, que superaria R$ 60 mil mensais, e que, à luz da Constituição Federal e de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma prática vedada a servidores estaduais em mandatos eletivos.

Na sexta-feira (18), o desembargador Fernando Braga Damasceno, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), avaliou que o material veiculado pelo ex-prefeito do Recife poderia induzir o público ao erro. Com efeito, Raquel Lyra teria 1 minuto de direito de resposta a ser veiculado no início do programa eleitoral.

A decisão foi suspensa, pelo menos, até a próxima segunda-feira (21), pelo desembargador Marcelo Labanca, que acolheu os argumentos da Frente Popular de que o material da governadora não poderia ser veiculado antes de o recurso apresentado pela coligação de João Campos ser apreciado pelo plenário do TRE-PE.

Trump proíbe acesso à Casa Branca de jornalistas de três veículos

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump/Mandel Ngan/AFP

A Casa Branca cumpriu, neste sábado (19), a promessa de Donald Trump de negar acesso à residência presidencial aos canais CNN e MS NOW e ao site Politico, como uma forma de punição por divulgarem o que o republicano considera “notícias falsas”.

Os três meios de comunicação denunciaram a medida como uma violação da Constituição dos Estados Unidos e prometeram continuar informando sobre o governo.

As empresas devem levar as proibições aos tribunais para recuperar o acesso à residência presidencial.

A Casa Branca pertence ao povo americano e as decisões tomadas lá dentro são financiadas com nossos impostos“, afirmou a MS NOW, antes MSNBC, na rede social X.

Temos um direito, amparado pela Constituição dos Estados Unidos, de exercer nosso trabalho jornalístico sem obstáculos nem interferências por parte do governo, e a proibição é um ataque ilegal a este direito fundamental”, afirmou a CNN.

Consultada, a Casa Branca enviou à AFP as declarações de Trump feitas na sexta-feira, nas quais anunciou o veto.

O republicano de 80 anos — que mantém uma relação incendiária com a mídia tradicional — advertiu que outros veículos podem ter o mesmo destino, mas não citou nomes.

Tenho orgulho de anunciar que, com efeito imediato, estou proibindo a Fake News CNN, a MSNOW… e Politico… da Casa Branca como resultado de sua constante ‘cobertura’ de NOTÍCIAS FALSAS”!, afirmou Trump em sua plataforma Truth Social.

O republicano acrescentou que “os veículos de comunicação não deveriam poder escrever ou informar constantemente FICÇÕES e MENTIRAS quando estão cobrindo o Presidente dos Estados Unidos“.

A correspondente da MS NOW na Casa Branca, Akayla Gardner, afirmou que seu crachá de acesso não funcionou quando tentou entrar na residência presidencial neste sábado.

Havia uma luz vermelha piscando e, então, o agente me pediu que entregasse o crachá“, relatou a jornalista.

Betsy Klein, da CNN, explicou que “havia um grupo de câmeras esperando” sua chegada na porta de acesso ao complexo da Casa Branca.

Cheyenne Haslett, do Politico, também não conseguiu entrar e o Serviço Secreto confiscou seu crachá, informou o editor-chefe do site, Jonathan Greenberger, em uma nota enviada à AFP.

Trump critica constantemente a imprensa cuja cobertura o desagrada. Ele apresentou várias ações por difamação contra veículos de comunicação, atacou a imprensa na Truth Social e agrediu verbalmente vários repórteres — sobretudo mulheres —, incluindo a apresentadora Kaitlan Collins, da CNN.

Advogado encaminhou foto de Gonet fumando charuto com Vorcaro

Advogado encaminhou foto de Gonet fumando charuto com Vorcaro | CNN Brasil

Material extraído pela PF (Polícia Federal) do celular de Daniel Vorcaro mostra uma imagem do procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao lado do hoje ex-banqueiro durante uma festa em Londres, no Reino Unido. A imagem foi divulgada pelo jornal O Globo e teve a autenticidade confirmada à CNN pela PGR (Procuradoria-Geral da República).

A foto teria sido encaminhada a Vorcaro pelo advogado Ciro Soares. Na imagem, o PGR aparece com um charuto nas mãos, enquanto Vorcaro aparece sentado na sua frente. Ambos estão sorrindo para a foto, ao lado de mais duas pessoas e rodeados por copos de bebidas alcoólicas.

A assessoria da PGR afirmou que a foto é de um evento realizado em abril de 2024 com participação de diversas autoridades e que o procurador-geral já admitiu publicamente ter comparecido. Gonet tomou posse como chefe da PGR em dezembro de 2023.

Na última terça-feira (15), durante sessão do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) voltada à discussão da validade de um relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, Gonet disse que não teve um relacionamento de proximidade com Vorcaro e que a única ligação com o ex-banqueiro foi “brevíssima e banal”.

“E eu gostaria de deixar isso claro até para evitar mal entendidos, ser objetivos, não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o seu Vorcaro se deu com várias autoridades em abril de 2024 a única ligação, intermediada por advogado, foi brevíssima e banal“, disse Gonet.

No mesmo dia, em ofício enviado ao Conselho Superior do Ministério Público Federal, Gonet disse se considerar “juridicamente plenamente apto para a atuação desinibida e livre nos procedimentos envolvendo o Banco Master”.

Como a CNN mostrou, em relatório divulgado pela PF no início do mês, a corporação aponta que Ciro Soares teria intermediado conversas entre Gonet e Vorcaro. Em diálogos entre ele e Vorcaro, de 14 de abril de 2024, o advogado diz que “Gonet é firme” e que “amizade é tudo”.

Deputados candidatos à reeleição enriqueceram até R$ 33 milhões em 4 anos

Deputados durante votações em sessão do plenário

Os deputados federais estreantes, eleitos em 2022, e que buscam a reeleição neste ano enriqueceram até R$ 33 milhões ao longo dos quatro anos de legislatura.

Entre esses parlamentares, o líder de enriquecimento é Neto Carletto (Avante-BA). Em 2022, quando ainda estava filiado ao PP, ele registrou patrimônio de R$ 591 mil no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O aumento foi de quase 58 vezes em 2026, ano em que disputa a reeleição.

Procurado pela CNN, o congressista afirmou que a oscilação do valor para R$ 34,3 milhões decorre do recebimento de herança por parte do pai, o ex-deputado federal Ronaldo Carletto. O patrimônio declarado se divide entre aplicações em fundos de investimento, participação em empresas, veículos e lotes residenciais e empresariais.

O levantamento considerou os deputados federais novatos eleitos em 2022 – ou seja, que estrearam na vida pública em Brasília – durante os quatro anos da respectiva legislatura. Os dados são do sistema de verificação de candidaturas do TSE. Os valores de 2022 foram corrigidos pela inflação para agosto de 2026.

O segundo congressista que mais enriqueceu no período foi Waldemar Oliveira (Avante-PE). Ele teve um aumento de R$ 20 milhões nos primeiros quatro anos de legislatura.

Duda Ramos (Podemos-RR) foi o terceiro com maior acréscimo. O patrimônio declarado do deputado passou de R$ 50.5 milhões em 2022 para R$ 78,4 milhões neste ano, o que representa um aumento de R$ 27 milhões no período. Os três disputarão novamente a cadeira da Casa Baixa.

O salário de um deputado federal, hoje, é de R$ 39.293,32. Em quatro anos de mandato, esse valor acumulado (sem bonificações e outros auxílios) fica em R$ 1,8 milhão.

Eis os cinco deputados federais que mais enriqueceram nos últimos quatro anos e as respectivas oscilações:

Neto Carletto (Avante-BA): saiu de R$ 706.903,73 para R$ 34.333.615,58 (saldo de R$ 33.626.711,85);
Waldemar Oliveira (Avante-PE): saiu de R$ 12.302.875,20 para R$ 30.840.089,86 (saldo de R$ 18.537.214,66);
Duda Ramos (Podemos-RR): saiu de R$ 60.407.751,45 para R$ 78.473.746,16 (saldo de R$ 18.065.994,71);
Daniel Agrobom (PSD-GO): saiu de R$ 11.207.135,04 para R$ 24.542.352,43 (saldo de R$ 13.335.217,39);
Márcio Honaiser (Solidariedade-MA): saiu de R$ 24.171.340,48 para R$ 31.088.431,10 (saldo de R$ 6.917.090,62).

Dos 202 novos deputados eleitos no último pleito, 152 enriqueceram. Desse grupo, 57 deles tiveram um enriquecimento de mais de R$ 1 milhão. Os outros perderam patrimônio neste período.

Na outra ponta da lista estão os deputados que perderam patrimônio no período. Jorge Goetten (Republicanos-SC) declarou R$ 6,6 milhões em 2022 e, neste ano, o valor caiu para R$ 1,1 milhão, o que representa um decréscimo de R$ 5,5 milhões no período.

O segundo que teve maior queda nos bens declarados foi Filipe Martins (PL-TO), que passou de R$ 4,6 milhões para R$ 1,5 milhões em 2026. Raimundo Santos (PSD-PA) também registrou uma queda no patrimônio declarado, saindo de R$ 4 milhões em 2022 para R$ 1 milhão em 2026.

Procurado pela reportagem, Jorge Goetten não quis se manifestar. A CNN entrou em contato com os deputados federais citados para que pudessem se manifestar acerca da evolução dos valores. O espaço segue aberto.

Eleições 2026: candidatos não podem mais ser presos a partir deste sábado

Candidatos e candidatas registrados nas Eleições 2026 não poderão ser presos ou detidos a partir deste sábado (19), salvo em caso de flagrante delito. A restrição começa 15 dias antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, e termina em 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação.

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e busca impedir que prisões sejam utilizadas para retirar candidatos da campanha ou interferir na igualdade da disputa.

O dispositivo não interrompe investigações, processos judiciais ou julgamentos. Ele restringe a prisão durante o período eleitoral, mas não impede a responsabilização posterior caso a Justiça reconheça a prática de um crime.

Prisão em flagrante continua permitida

A proteção não representa imunidade absoluta. De acordo com o Código Eleitoral, um candidato poderá ser preso se for flagrado cometendo uma infração.

O Código de Processo Penal considera flagrante as situações em que a pessoa está cometendo o crime, acabou de praticá-lo, é perseguida logo depois em circunstâncias que indiquem autoria ou é encontrada com objetos e instrumentos relacionados à infração.

A restrição também não impede prisões por crimes eleitorais praticados durante a campanha ou no dia da votação, nos mesmos termos.

Boca de urna, compra de votos e outras condutas poderão gerar prisão quando estiverem presentes as condições de flagrante.

Caso ocorra uma detenção, o candidato deverá ser conduzido imediatamente à presença do juiz. Se houver segundo turno, os candidatos que continuarem na disputa voltarão a contar com a proteção a partir de 10 de outubro, 15 dias antes da nova votação, marcada para 25 de outubro. Nesse caso, a restrição seguirá até 27 de outubro.

Já a proteção para eleitores começa mais tarde. A partir de 29 de setembro, cinco dias antes do primeiro turno, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido até 48 horas após a eleição.

Eleições 2026: aposentado que votar terá prova de vida automática no INSS

Comparecimento às urnas vale como Prova de Vida automática no INSS —  Instituto Nacional do Seguro Social - INSS

Aposentados, pensionistas e titulares de benefícios assistenciais do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que comparecerem às urnas nas eleições de 2026 terão a prova de vida realizada automaticamente. O beneficiário não precisará enviar o comprovante de votação nem solicitar a atualização no instituto.

Segundo o INSS, os dados serão encaminhados pela Justiça Eleitoral e incluídos no sistema usado para verificar se o titular do benefício continua vivo. A medida alcança parte dos cerca de 40 milhões de beneficiários ativos na Previdência e de programas assistencias.

A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida“, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz.

O primeiro turno será realizado em 4 de outubro. Se necessário, o segundo ocorrerá no dia 25 do mesmo mês.

Como funciona a prova de vida

A prova de vida é uma revisão realizada anualmente para confirmar que aposentados, pensionistas e outros beneficiários continuam vivos e podem receber os pagamentos. O procedimento ajuda a evitar fraudes e depósitos indevidos.

Desde 2023, o comparecimento presencial a uma agência bancária deixou de ser a regra. Atualmente, cabe ao próprio INSS procurar registros em bases públicas que comprovem alguma interação recente do beneficiário com o estado.

O objetivo da mudança é reduzir filas, custos e deslocamentos, principalmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

E quem não votar?

Quem não comparecer às urnas não terá o benefício suspenso automaticamente. O voto é apenas uma das formas aceitas pelo INSS para confirmar a vida do segurado.

Nesses casos, o Sistema de Informações de Registro de Interações Sociais, conhecido como Siris, continuará procurando outros registros oficiais, como emissão de documentos, atendimentos em órgãos públicos e movimentações identificadas nas bases do governo.

O beneficiário somente será procurado para regularizar a situação se o INSS não encontrar nenhum registro suficiente para confirmar a prova de vida. A situação pode ser consultada pelos canais oficiais do INSS. Em caso de dúvida, o atendimento pode ser feito pelo aplicativo ou site Meu INSS e pela Central 135.

Abin alerta governo e TSE sobre risco de interferência dos EUA em eleições

A Abin (Agência Brasileira de Inteligência) enviou um relatório no fim de agosto ao Palácio do Planalto, Ministério da Justiça e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em que elevou a possibilidade de influência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras a um “nível de criticidade”.

O texto cita documentos do governo Trump entre novembro de 2025 e maio de 2026 e afirma que os objetivos do presidente norte-americano são a “redução da influência de potências rivais dos EUA na América Latina e de negação do acesso dessas potências a ativos estratégicos, riquezas naturais e infraestruturas na região, em favor de seu controle, direto ou indireto, pelo governo dos EUA ou pelo capital privado estadunidense“. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmadas pela CNN.

Segundo a agência, há uma “tendência de escalada de pressão sobre o Brasil” e uma “intensificação seletiva e reconfiguração da pressão exercida pelos EUA”.

A Abin ainda afirma que a hegemonia dos EUA na América Latina é “prioridade do segundo governo Trump”. “As ações estadunidenses desde maio indicam tendência de escalada de pressão”, afirma.

Em 1º de julho, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou que sancionou dois cidadãos e três empresas brasileiras devido a supostos vínculos com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

O movimento, segundo a Abin, demonstra que o governo norte-americano “passa a incidir diretamente sobre relações financeiras, reputação empresarial, acesso ao dólar, operações internacionais e exposição de terceiros a riscos de sanções secundárias”.

O episódio reforça a avaliação de que a interferência externa dos EUA sobre o Brasil ocorre de modo gradual, combinado e adaptativo”, afirma.

Datafolha: 38% veem Lula prejudicado por crise no STF e 31% citam Flávio

A corrida eleitoral para o Palácio do Planalto em 2026 sofre os reflexos diretos do embate envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal) e as investigações sobre o Banco Master. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (18), 38% apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como o candidato mais prejudicado pela tensão institucional e jurídica.

Na sequência das menções do eleitorado, 31% citam Flávio Bolsonaro (PL) como o principal alvo de desgastes decorrentes da crise, configurando um cenário de intensa polarização de narrativas a pouco mais de um ano do pleito.

Além da polarização centralizada nos dois principais postulantes, a pesquisa mensurou a parcela da população que enxerga um dano generalizado ou inexistente na disputa presidencial.

De acordo com o cruzamento dos dados, 25% não veem prejuízos a nenhuma candidatura no cenário atual, isolando o conflito jurídico do debate eleitoral.

Em contrapartida, uma fatia de 5% avalia que todos os candidatos na campanha serão prejudicados pela escalada da crise, evidenciando uma parcela de eleitores céticos quanto ao desfecho do conflito no Supremo. A sondagem indica que outros 14% não têm opinião formada sobre quem perde politicamente com o caso.

Metodologia

A pesquisa Datafolha entrevistou 2.001 eleitores, entre os dias 15 e 17 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Folha e pela Globo está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04029/2026.

Reunida com lojistas, Raquel diz estar “pronta para ajudar o Centro do Recife”

Governadora Raquel Lyra (PSD)/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

Ao expor propostas para o Centro do Recife, a governadora Raquel Lyra (PSD) diz que se considera pronta para ajudar a região. A declaração foi feita pela candidata à reeleição durante encontro com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), nesta sexta-feira (18).

A sabatina abordou eixos como infraestrutura, segurança, economia e políticas para o Centro do Recife, que é base do comércio na capital pernambucana.

Nós precisamos habitar o centro. É uma forma diferente de ocupar, e já estamos fazendo e ocupando ele“, comentou, ao destacar o plano de transferir secretarias e equipamentos públicos para imóveis antigos e desocupados da área central, com o objetivo de movimentar a economia local e reforçar a segurança.

Entre as estruturas citadas estão a futura sede da Secretaria de Educação no prédio da Neoenergia, na Avenida João de Barros; a Secretaria de Cultura no edifício do antigo Diario de Pernambuco; além do Liceu de Artes e Ofícios, previsto para abrigar uma Escola de Economia Criativa.

A governadora também enfatizou a expansão da habitação na área central por meio do programa Morar Bem Pernambuco e investimentos em parcerias com o Porto Digital.

O Porto Digital agora tem o maior investimento da sua história. Estava ‘capenga’, não tinha dinheiro; o Estado não pagava o Porto. É fundamental para colocar startups e nova economia. Inauguramos o ‘NERD’, um centro de formação e aceleração de startups dentro do centro. E vamos continuar trabalhando para fazer mais”, afirmou a governadora.

Apesar de destacar que a área é de responsabilidade da Prefeitura, Raquel disse estar disposta a colaborar para investir em melhorias nesta região da cidade. Ao falar sobre a articulação institucional, Raquel citou que buscou diálogo com a gestão municipal para tratar de ações conjuntas na capital, mas alegou desencontro de agendas.

Ela sustentou que os investimentos estaduais ocorrem de forma apartada de disputas partidárias e destacou o repasse de mais de R$ 500 milhões para obras de infraestrutura e pavimentação nos municípios pernambucanos.

Com metalúrgicos, João Campos promete duplicar escolas técnicas e critica fechamento de indústrias

João Campos assinou carta-compromisso com o SindMetal-PE/Foto: Marlon Diego/Divulgação

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) participou, na manhã desta sexta-feira (18), de um encontro com representantes do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (SindMetal-PE) no bairro de Santo Amaro, região central do Recife.

Em discurso para os presentes, o líder da Frente Popular de Pernambuco criticou a gestão atual da governadora Raquel Lyra (PSD) e se comprometeu a dobrar o número de unidades de ensino técnico no estado. Atualmente, Pernambuco conta com 58 Escolas Técnicas Estaduais (ETEs).

Como é que a gente vai falar de qualificação profissional se Pernambuco não fez uma escola técnica? Por isso eu tenho um compromisso, e vocês vão fazer isso junto com a gente. Nós vamos dobrar a nossa rede de escolas técnicas. E essa rede será construída em cada região, discutindo as vocações de cada lugar”, disse.

O investimento em qualificação profissional foi um dos pontos abordados na carta-compromisso assinada pelo socialista. O documento redigido pelo sindicato também cobrou o fortalecimento do polo naval de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, a consolidação do polo automotivo de Goiana e da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, e a criação de uma interface de diálogo entre o poder público, as empresas e os trabalhadores.

Na fala sobre o setor industrial, João resgatou o período dos governos estaduais de Eduardo Campos e as parcerias com o Governo Federal, à época sob a presidência de Luiz Inácio Lula da Silva, para a implementação de indústrias de grande porte. O candidato voltou a criticar a gestão de Raquel em relação ao fechamento recente de empresas do setor.

Qual é a grande indústria que veio para Pernambuco neste atual governo? Nenhuma. Não tem nenhuma grande indústria. Agora, fechou. No Cabo mesmo foram quatro que fecharam. A Gerdau anunciou que vai fechar. Então, o que você tem é fechamento de indústria”, declarou. Segundo João, o papel de um governador não é estar diagnosticando e comentando os problemas, o que seria responsabilidade da população, mas atuar como um “resolvedor”.

O candidato ainda se comprometeu com a criação de mecanismos de participação dos trabalhadores na formulação de políticas para o setor. “Eu vou cobrar as empresas para que elas façam por Pernambuco. E, para isso, vamos criar mecanismos de escuta, os conselhos funcionando, os mecanismos tripartites, como foi dito aqui, e fazer com que os empreendimentos tenham mão de obra local”, disse.

Gilmar Mendes decide que reajuste do Bolsa Família feito por Lula não fere regras eleitorais

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (18) que o decreto que reajustou os valores do Bolsa Família não viola as regras eleitorais. A decisão atende a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), órgão que representa o governo federal na Justiça, apresentado no mesmo dia, para que a Corte reconhecesse a constitucionalidade da medida.

O piso do benefício, mantido em R$ 600 desde o início do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sobe para R$ 691, um aumento de 15,04%. O novo valor passa a valer em outubro, com pagamentos a partir do dia 19, período que cai entre o primeiro e o segundo turno das eleições presidenciais.

O pedido da AGU chegou em meio a críticas ao governo, já que o reajuste foi anunciado a poucos dias do primeiro turno. O candidato à Presidência Renan Santos, do partido Missão, chegou a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão do aumento, alegando que a medida teria finalidade eleitoreira.