
A Justiça Eleitoral voltou atrás e suspendeu temporariamente, neste sábado (19), o direito de resposta concedido à governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, às críticas veiculadas pela campanha de João Campos (PSB), ex-prefeito do Recife e principal adversário na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.
Em material veiculado na TV, no rádio e nas redes sociais, Campos tem denunciado que a governadora mantém o salário de procuradora do estado, que superaria R$ 60 mil mensais, e que, à luz da Constituição Federal e de jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF), é uma prática vedada a servidores estaduais em mandatos eletivos.
Na sexta-feira (18), o desembargador Fernando Braga Damasceno, do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), avaliou que o material veiculado pelo ex-prefeito do Recife poderia induzir o público ao erro. Com efeito, Raquel Lyra teria 1 minuto de direito de resposta a ser veiculado no início do programa eleitoral.
A decisão foi suspensa, pelo menos, até a próxima segunda-feira (21), pelo desembargador Marcelo Labanca, que acolheu os argumentos da Frente Popular de que o material da governadora não poderia ser veiculado antes de o recurso apresentado pela coligação de João Campos ser apreciado pelo plenário do TRE-PE.

