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“Não se faz segurança politizando o tema”, diz João Campos ao criticar gestão estadual

João Campos/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco e presidente nacional do PSB, João Campos, voltou a criticar a gestão da governadora Raquel Lyra (PSD). Em entrevista à Rádio à Naza FM, nesta quinta-feira (25), o dirigente socialista declarou que “não se faz política pública de segurança politizando o tema e nem ideologizando”. Campos também afirmou que novos policiais militares estariam patrulhando em bairros nobres do Recife, faltando efetivo na Zona Rural, no interior e nas periferias.

Na visão do ex-prefeito do Recife, o enfrentamento à violência exige a estruturação de uma rede que una presença territorial, ações sociais e inteligência, o que inclui desde educação integral e acesso a crédito até uma forte interlocução com o Judiciário e o Ministério Público para desarticular quadrilhas e combater a lavagem de dinheiro.

“Isso não pode ser uma bandeira eleitoral, isso tem que ser uma coisa de Estado”, declarou ao usar como exemplo o que considera perseguição política a aliados. “Nas duas cidades mais violentas de Pernambuco, a primeira delas é São Lourenço. O prefeito é meu aliado político e não é [aliado] do governo do estado, a proposta que foi feita lá foi tirar o batalhão da cidade”, disse.

Campos também mencionou a situação do Cabo de Santo Agostinho, onde, segundo ele, o prefeito Lula Cabral pediu a intervenção da Força Nacional ao governo federal para conter a crise na segurança, mas o pedido teria sido negado pelo estado.

Não se faz política pública de segurança politizando o tema, nem ideologizando. Não é nem de direita nem de esquerda, tem que combater com técnica”, criticou, completando que a prioridade deve ser “enfrentar bandido e deixar o pai de família, a mãe de família, a criança e o estudante protegidos”.

Para frear a criminalidade, o socialista defendeu a fiscalização das divisas estaduais. “Eu vou cuidar pessoalmente da segurança pública, não vou terceirizar, vou cuidar pessoalmente e vou ter coragem de fazer”.

Ainda sobre o tema, o ex-prefeito do Recife também criticou os critérios de distribuição do novo efetivo da Polícia Militar, os “laranjinhas”. Para o pré-candidato, hoje há uma “inversão” de prioridades que privilegia as classes mais altas, enquanto a periferia e a zona rural estariam desassistidas.

Tem rua que tem quatro, cinco policiais porque tem um apartamento de 10 milhões de reais, porque tem uma loja cara, aí bota a polícia para proteger quem é rico”, disse João Campos. “Essa inversão não é culpa da tropa, os policiais estão recebendo ordem errada, que é para ter visibilidade e não para fazer a segurança de fato”.

Segundo ele, quando o efetivo é enviado para o interior, ‘a polícia prende a moto de agricultor familiar em vez de combater o crime’. “Aí o cara com uma luta danada, compra uma motinha, vende uma vaquinha, aí a polícia vai lá e prende a moto do cara. Tem que combater bandido, não trabalhador”, disse.

Projetos estruturantes

O ex-prefeito do Recife também criticou a gestão estadual na área econômica, afirmando que Pernambuco tem perdido diversas oportunidades de negócios.

Quando a gente compara com estados vizinhos, vemos muitos investimentos chegando. […] Novos centros de distribuição, operações hoteleiras, até indústrias estão sendo instaladas na Paraíba. Há alguns anos elas escolhiam Pernambuco, mas foram para a Paraíba. Por quê? Porque falta protagonismo”, disse.

De acordo com ele, a preferência por estados vizinhos ao invés de Pernambuco mostra a “falta de capacidade de construção de um plano de desenvolvimento para o estado, de fazer projetos estruturantes”.

Caiado minimiza distanciamento e elogia gestão de Raquel: “Está cuidando de Pernambuco”

Governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD)/Foto: Reprodução / Internet

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República pelo PSD, Ronaldo Caiado, minimizou a possível ausência da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), em seu futuro palanque eleitoral no estado.

Em entrevista à CBN Recife, nesta quarta-feira (24), Caiado tratou com naturalidade o distanciamento da governadora e elogiou sua gestão. Além disso, o presidenciável afirmou que o foco de sua candidatura, em solo pernambucano, será formado por deputados, senadores e prefeitos da legenda.

Você não pode cobrar da governadora neste momento que, sem dúvida nenhuma, mostra a sua capacidade ímpar de gestão. Me dou maravilhosamente bem com o governo da Raquel”, declarou o goiano.

Caiado destacou ainda que a governadora conseguiu “dar a volta por cima” e terá “sem dúvida nenhuma um segundo mandato que será consagrado”.

Para ele, o recuo de Raquel reflete um “processo de nacionalização”, justificando que o eleitorado da governadora é plural e vota em diferentes candidatos à presidência. “É mais do que normal. […] Ela, neste momento, está cuidando de Pernambuco“, declarou.

Questionado se o movimento de Raquel inviabilizaria um palanque no estado, Caiado negou e afirmou que terá palanque, sim, em Pernambuco. De acordo com o presidenciável, haverá a oportunidade de costurar alianças diretas com com deputados, candidatos do Senado e com prefeitos. “[Isso é] a densidade do PSD”, avaliou.

Kassab

Há poucos dias, em entrevista à Folha de S. Paulo, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, declarou que ‘os candidatos a governos têm autonomia para definirem os apoio que acharem apropriados’.

Já em relação à governadora de Pernambuco, o cacique afirmou que “Raquel tem liberdade para escolher o melhor caminho. As pesquisas têm mostrado a aprovação do seu governo cada vez maior. Ela precisa ter todos os instrumentos necessários para seguir fazendo um bom trabalho à frente do estado de Pernambuco. O PSD nacional tem essa compreensão”.

Agenda em Pernambuco

Ronaldo Caiado cumprirá agenda no estado neste dia de São João. Além da entrevista, ele participará do São João de Caruaru, no Agreste, às 18h.

A passagem, contudo, não contará com a presença da governadora e nem de correligionários, como o deputado federal e pré-candidato ao Senado Túlio Gadelha e nem do senador Fernando Dueire.

Procuradoria é contra suspensão de pesquisa que indicou queda de Flávio

O senador e pré-candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro

A Procuradoria-Geral Eleitoral defendeu nesta segunda-feira (22) a improcedência da decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral do Instituto AtlasIntel.

O levantamento apontava uma redução da vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da disputa presidencial.

Segundo o vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa, “a intervenção da Justiça Eleitoral nas pesquisas eleitorais deve ser admitida em casos excepcionais, quando demonstrada a quebra objetiva do dever de equidistância e imparcialidade no levantamento científico”.

A suspensão da pesquisa foi solicitada pelo PL, partido de Flávio. Na ação, a legenda alegou que o questionário utilizava imagens e áudios que associavam o senador a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que teria influenciado as respostas dos entrevistados.

Ao conceder a liminar, Nunes Marques afirmou haver, de fato, indícios de que a metodologia empregada na pesquisa poderia ter contaminado as respostas dos eleitores.

Para Espinosa, não ficou comprovada manipulação da pesquisa ou direcionamento indevido do eleitorado. “É fato público e notório que o próprio pré-candidato envolvido no diálogo que é objeto de crítica do representante sequer negou a veracidade dos fatos, o que depõe contra a tese de quebra de cadeia de custódia“, disse.

A decisão de Nunes Marques foi submetida ao plenário do TSE. O julgamento, porém, foi interrompido a pedido da ministra Estela Aranha, que solicitou mais prazo para avaliar o caso.

Pré-candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas políticas nas festas de São João

Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) intensificam agendas pelo interior e pela capital/Foto 1:Yacy Ribeiro/Secom. Foto 2: Edson Holanda

A poucos dias do dia de São João, comemorado na próxima quarta-feira (24), a agenda dos pré-candidatos ao Governo de Pernambuco passou a contar com as principais festas juninas do estado. O período é historicamente utilizado por lideranças políticas para o cumprimento de agendas públicas e contato com a população nas diferentes regiões do estado, estendendo-se do Sertão ao Grande Recife.

O trânsito entre polos de grande porte e distritos rurais serve como termômetro político por reunirem prefeitos, deputados e lideranças locais nos pátios de evento a poucos meses do pleito eleitoral. No entanto, o cientista político Bhreno Vieira alerta que o problema aparece quando o político transforma a festa em um ato de campanha fora de época.

O limite é o não pedido de voto, seja ele direto ou indireto. Porque fez isso, fere a legislação eleitoral, já vigente, para o período de pré-campanha”, explica ele.

Segundo Vieira, os políticos em pré-campanha precisam ter cautela, especialmente postulantes que já estão em cargos públicos. “A governadora não pode usar o peso da máquina que é financiada pelo governo para favorecer o nome nesse sentido. A mesma coisa também os prefeitos, eles não podem usar o nome de pré-candidatos para dizer que isso ou aquilo foi teve apoio de fulano de tal”, exemplificou.

De acordo com o cientista político, atitudes dessa natureza, quando configuram favorecimento de quem já está no controle da máquina pública, tornam a competição desleal.

Agenda dos pré-candidatos é extensa

No caso da governadora e pré-candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), as agendas iniciaram no final de maio, na abertura oficial do São João de Caruaru, seu reduto eleitoral. Dias depois, em 13 de junho, Raquel retornou a Caruaru onde prestigiou a festa do Alto do Moura, uma das festas mais tradicionais do município. Antes, a governadora esteve em Bezerros, também no Agreste, no São João de Serra Negra, descrita por ela como “uma festa linda de muito aconchego e forró”.

Na terça (16), a gestora estadual participou da abertura oficial do São João de Salgueiro, no Sertão Central. No dia seguinte, participou da abertura do São João de Araripina, no Sertão do Araripe. Já na última sexta (19), esteve no São João de Petrolina, reduto de seu pré-candidato ao Senado Federal, Miguel Coelho.

O São João de Petrolina é uma festa que se reinventa a cada ano, valorizando a nossa cultura popular e reunindo grandes artistas para garantir alegria ao nosso povo”, disse a pré-candidata à reeleição. Raquel também esteve no sábado (20) no São João de Limoeiro, e no domingo (22), no de Gravatá, ambos no Agreste de Pernambuco.

Por outro lado, o São João de João Campos (PSB), que pleiteará o governo estadual em Outubro, começou na última sexta-feira (19), em visita à Casa de Luiz Gonzaga, em Exu. À noite do mesmo dia, o ex-prefeito do Recife prestigiou a abertura do São João de Araripina, ambos municípios no Sertão do estado.

Já no sábado (20), ainda no Sertão pernambucano, o postulante esteve em Serra Talhada, no Arraial do Distrito São João do Barro Vermelho. Na manhã seguinte, participou da tradicional Corrida da Fogueira, evento esportivo que integra a comemoração junina do município. Com ele, esteve a prefeita Márcia Conrado (PT), que o acompanhou em todas as agendas.

Ainda no domingo, a programação de João começou na Caminhada do Forró, em Arcoverde, também no Sertão de Pernambuco. Mais tarde do mesmo dia, ele marcou presença na Zona Norte do Recife, no Sítio Trindade, principal polo do São João da capital. Essa foi sua primeira aparição em festas juninas no Grande Recife.

Anderson Ferreira descarta a apoio a João: “Nunca iremos caminhar juntos”

Ferreira ressaltou que a legenda fará um movimento estratégico para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro em Pernambuco/Foto: Hermes Costa Neto/Divulgação

O presidente do PL em Pernambuco e pré-candidato a deputado federal, Anderson Ferreira, descartou um possível apoio a João Campos (PSB) no pleito ao governo do estado. Nos bastidores, a informação de que Ferreira teria se encontrado com lideranças do PSB de Pernambuco para apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito do Recife havia ganhado força na última semana.

Em entrevista ao Blog Cenário, porém, Ferreira salientou que tal cenário jamais se concretizará. “É impossível a gente caminhar com João Campos, porque ele tem aliança com o PT. Onde o PT está, o PL estará no outro palanque. Eu sempre deixei muito claro isso, não só agora, mas já venho falando isso há muito tempo e as pessoas já entenderam o nosso posicionamento”.

Além disso, ele reforçou o compromisso do PL com a direita e frisou que o partido tem lado. “A política, principalmente da direita e do nosso campo PL, que é o maior partido do Brasil e de direita, é muito clara: a gente tem lado. E o lado de lá, que é o lado do PT junto com o PSB, esse lado não faz parte da direita de Pernambuco. Nós nunca iremos caminhar juntos.”

Na ocasião, Ferreira também ressaltou que a legenda fará um movimento estratégico para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro em Pernambuco. “Tenha certeza de que o PL vai fazer, sim, um movimento estratégico para fortalecer o palanque de Flávio Bolsonaro em Pernambuco, seja com campanhas a governo ou a senador ou reforçando a bancada federal e estadual, mas nós vamos, sim, ter uma representatividade muito forte nesse processo eleitoral“, disse.

“O eleitor de direita quer posicionamento”

Questionado sobre se a relação institucional da governadora Raquel Lyra (PSD) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria um impedimento para uma possível aliança no estado, Anderson Ferreira frisou que o eleitor de direita “quer posicionamento” e salientou que o PL apoiará quem “caminhará com Flávio Bolsonaro”.

No momento certo, nós vamos convocar a imprensa para falar qual vai ser o movimento do PL em Pernambuco. O que está ocorrendo é que o gabinete do ódio, tanto de um campo quanto do outro, o que mostra o desespero que as pessoas têm quando o PL define um posicionamento dentro do estado de Pernambuco e que define também o futuro de Pernambuco”.

Candidatura própria

Na última semana, o PL voltou a cogitar candidatura própria ao Governo de Pernambuco. Segundo o presidente da legenda no estado, a definição das pré-candidaturas será após o São João, ou seja, no final deste mês de junho.

No mesmo período, o deputado estadual Coronel Alberto Feitosa (PL) afirmou ao Jornal do Commercio que a definição do postulante ao Palácio do Campo das Princesas pode ser decidida no dia 25 de junho e deve ocorrer mediante o encontro de lideranças do PL.

Ministro do TSE manda remover vídeo de líder do PL na Câmara que associa PT a facções criminosas

O ministro André Mendonça estabeleceu prazo de 24 horas para a exclusão da postagem nas redes sociais, sob pena de multa diária /Carlos Moura/SCO/STF

O vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça, determinou a retirada de um vídeo publicado pelo líder do PL na Câmara, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), que sugeria a existência de suspeitas de financiamento de campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) por facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

A decisão liminar foi assinada na sexta-feira (19), e estabelece prazo de 24 horas para a exclusão da postagem nas redes sociais, sob pena de multa diária. O conteúdo também não pode ser republicado ou impulsionado em versões equivalentes.

A publicação, feita no Instagram de Sóstenes Cavalcante, afirmava que investigações do governo dos Estados Unidos sobre as organizações teriam encontrado indícios de que o dinheiro ilícito movimentado por elas financiaria campanhas do PT.

O contexto da fala era a recente classificação das duas facções como organizações terroristas e narcoterroristas pelo governo do presidente dos EUA, Donald Trump.

Postagem sem qualquer prova ou fonte verificável

A postagem não apresenta qualquer prova ou fonte verificável para sustentar a acusação. No vídeo, o deputado começa por rebater o que chamou de boatos espalhados por “presidentes de ONGs” de que Trump “mandaria bombas e mísseis” para as comunidades em razão da nova classificação.

Em seguida, afirma que os Estados Unidos passarão a rastrear o dinheiro das facções e que “há grandes suspeitas nos Estados Unidos que esse dinheiro ainda financia campanhas do PT”.

Ao final, Sóstenes Cavalcante associa o tema ao pré-candidato do PL à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (RJ), apresentando o combate ao crime organizado como uma das bandeiras desse campo político, e convoca os espectadores a divulgarem o conteúdo para que as comunidades conheçam a “verdade dos fatos”.

A decisão de Mendonça

Na decisão, Mendonça afirma que a liberdade de expressão é ampla no debate político, mas não protege a divulgação de imputações factuais graves sem base mínima de verificação, especialmente em contexto eleitoral.

Para o ministro, esse tipo de conteúdo pode comprometer a integridade da disputa e induzir o eleitor a erro.

A utilização da expressão ‘há grandes suspeitas’ não afasta, neste exame preliminar, a plausibilidade da ilicitude. Ao contrário, a fórmula retórica empregada confere aparência de cautela à afirmação, mas preserva sua carga desinformativa”, escreveu Mendonça na decisão.

O magistrado destacou ainda que críticas a partidos, governos e propostas de segurança pública seguem permitidas, mas não podem se confundir com a atribuição de fatos potencialmente ilícitos sem comprovação.

A representação foi apresentada pela federação Federação Brasil da Esperança, integrada por PT, Partido Verde (PV) e PCdoB. No pedido, o grupo argumentou que o vídeo configura desinformação com potencial impacto no processo eleitoral.

No domingo (21), o vídeo ainda estava disponível no Instagram de Sóstenes Cavalcante. Até a conclusão deste texto, o deputado federal não havia se manifestado sobre a decisão.

Flávio Bolsonaro diz querer acabar com “perseguição, altos impostos, corrupção e violência”

Flávio disse que honraria o seu pai em um eventual mandato como presidente/Foto.: Beto Barata/ PL

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou neste sábado, 20, que sua candidatura busca acabar com a “perseguição, altos impostos, corrupção e violência”. A fala ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do deputado estadual André do Prado (PL-SP) ao Senado.

Flávio disse que honraria o seu pai e ex-presidente da República Jair Bolsonaro, em um eventual mandato como presidente do País, e também citou o seu irmão e ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro.

Após a exibição de um vídeo com Eduardo Bolsonaro, Flávio disse que era difícil ver o irmão em uma exibição porque ele deveria estar no evento. “Supostamente em nome da democracia destruíram todos os pilares da democracia.”

Eduardo foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto na terça-feira, 16.

Para os ministros, Eduardo tentou coagi-los e atrapalhar o julgamento de Jair Bolsonaro por golpe de Estado, articulando sanções dos Estados Unidos contra o Brasil.

Tarcísio fala em grande responsabilidade em eleger Flávio Bolsonaro

Também presente no evento, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que há grande responsabilidade em eleger Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Tarcísio perguntou aos apoiadores do partido se eles tinham redes sociais. Em seguida, disse que é preciso fazer um grande trabalho para eleger as candidaturas do PL.

“A gente tem que convencer os colegas de trabalho, quem não está conectado. A gente tem que convencer os vizinhos, as pessoas próximas”, afirmou o governador de São Paulo.

Ele também falou sobre sua gestão no Estado de São Paulo. De acordo com ele, houve um ajuste nas contas.

Fizemos o maior programa habitacional da história. Criamos o SUS Paulista. Nunca se inaugurou tanto hospital, nunca se abriu tanto leito. Nunca se investiu tanto em infraestrutura“, afirmou Tarcísio.

Ele falou ainda sobre os índices criminais no Estado, sobre os quais afirmou que são os “menores da história”, indicando que houve diminuição nos casos de latrocínio, homicídio e roubo de carros.

João Campos conquista apoio do grupo de Duíla do Alazão e firma palanque em Terra Nova

A passagem de João Campos (PSB) por Parnamirim, neste sábado (20), resultou em alianças políticas construídas também em outros municípios do Sertão Central. O pré-candidato a governador recebeu o apoio de Duíla do Alazão, principal nome da oposição em Terra Nova, firmando mais um palanque para a Frente Popular de Pernambuco na região.

Duíla do Alazão foi o vereador mais votado nas eleições de 2016 e candidato a prefeito de Terra Nova pelo União Brasil em 2024. Também se reuniram com João Campos e com o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) para declarar apoio o ex-candidato a vice-prefeito pelo Podemos Pedro Callou e o vereador Bado David (União Brasil).

Satisfação enorme estar aqui com Duíla do Alazão, Pedro Callou e o vereador Bado dizendo que a gente está junto com o povo de Terra Nova. O Sertão Central é uma região que tem o nosso carinho e que vai poder contar com a gente no cuidado, na atenção e no compromisso”, declarou João.

Foto: Edson Holanda

João Campos ganha força em Parnamirim com a união de diferentes grupos de oposição

Pré-candidato a governador foi recebido por lideranças, ouviu demandas e firmou compromissos

PARNAMIRIM – Depois de passar pelo Araripe, João Campos (PSB) seguiu, neste sábado (20), para Parnamirim, no Sertão Central. O município se soma ao rol de localidades em que o pré-candidato a governador consegue juntar em torno de si diversos grupos de oposição, garantindo um palanque forte na região. O ex-prefeito do Recife concedeu entrevista a uma rádio local, participou de um almoço com lideranças políticas e firmou compromissos.

A recepção contou com a participação do ex-prefeito Tácio Pontes, do ex-vice-prefeito Rennê Alencar, da pré-candidata a deputada federal Kelly Alencar, dos vereadores Galego Carvalho (MDB), Subira (MDB) e Nego Aurélio (MDB), dos suplentes de vereador e lideranças Genário da Saúde (MDB), Mariano Cruz (MDB), Regi Sampaio (PSD), Siylvinha Cabral (PSD), Neuzinha Freire (PP), Elizomar Januário e Valdir Jorge, além dos presidentes municipais do MDB e do PDT, respectivamente, Darlan Sampaio e Wilson Januário.

A gente vê essa unidade política da oposição aqui para garantir uma vitória que é do povo de Parnamirim. O dever de casa passa pela organização na política, e nós estamos fazendo isso aqui. Podem ter certeza de que, a partir de 2027, vocês vão ter um amigo governador”, declarou João Campos, agradecendo o apoio.

Entre as demandas apresentadas pela população local está a necessidade de articulação entre a futura gestão estadual e o Governo Federal para viabilizar o Ramal de Entremontes, obra que deve captar água do projeto de transposição do Rio São Francisco e dar segurança hídrica à população local. Durante a conversa com as lideranças, João Campos disse que necessidades como essa mostram que Pernambuco precisa recuperar a capacidade de tirar grandes sonhos do papel.

É preciso que a gente possa voltar a ter sonho grande e a capacidade de fazer. A sensação que tenho é que, nesses últimos anos, Pernambuco perdeu a capacidade de ter sonhos grandes e realizar. Por isso que a gente vê coisas muito menores do dia a dia sendo discutidas, e o estado perdendo protagonismo. O que está fazendo falta não é discutir o presente, mas sonhar com o futuro. Vamos voltar a sonhar grande”, discursou.

Também acompanharam a passagem do líder da Frente Popular por Parnamirim o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos), o senador e pré-candidato à reeleição Humberto Costa (PT), a pré-candidata a senadora Marília Arraes (PDT), o deputado estadual Fabrizio Ferraz (Podemos) e o prefeito de São José do Belmonte, Vinicius Marques (PSB).

Fotos: Edson Holanda

Em Exu, João Campos promete criar Jogos Escolares da Cultura de Pernambuco

Até o momento, não há confirmação se João Campos participará do São João de Caruaru, reduto político de Raquel Lyra/Foto: Edson Holanda

O pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) cumpriu agenda nesta sexta-feira (19) em Exu, no Sertão do Araripe, onde anunciou a intenção de criar os Jogos Escolares da Cultura de Pernambuco, iniciativa voltada à valorização de talentos estudantis e de manifestações culturais em todo o estado.

Na terra de Luiz Gonzaga já no clima dos festejos juninos, João participou de visitas, ouviu demandas da população e realizou mais uma edição do projeto “Anota Aí!”, espaço de escuta popular promovido pelo socialista durante sua pré-campanha.

Segundo o ex-prefeito do Recife, a proposta dos Jogos da Cultura prevê etapas regionais envolvendo estudantes da rede pública estadual nas áreas de música, dança e outras expressões artísticas.

Durante visita ao Museu do Gonzagão e ao Parque Asa Branca, João também defendeu maior participação do Estado na preservação do patrimônio cultural pernambucano e no incentivo à formação de novas gerações de artistas.

O estado pode ajudar com recursos, equipamentos e infraestrutura para fortalecer as ações culturais”, declarou.

A agenda em Exu incluiu ainda a entrega de uma retroescavadeira e de ordenhadeiras destinadas a produtores rurais. Os equipamentos foram viabilizados por meio de emendas parlamentares do deputado federal Pedro Campos (PSB), irmão do pré-candidato.

No encontro com moradores, foram apresentadas reivindicações relacionadas à saúde, infraestrutura e segurança pública. Entre elas, queixas sobre limitações no atendimento do Hospital Regional Fernando Bezerra, em Ouricuri, a necessidade de pavimentação da PE-545 e a ausência de uma unidade da Polícia Científica na região.

A passagem por Exu marca o início de mais um giro do pré-candidato pelo Sertão pernambucano durante o período junino. A agenda prevê visitas a Araripina e Serra Talhada.

Até o momento, não há programação anunciada para Caruaru, principal polo do São João de Pernambuco e reduto político da governadora Raquel Lyra (PSD), sua principal adversária na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas em 2026.

Entre os aliados que acompanharam a agenda, estavam presentes o pré-candidato a vice-governador Carlos Costa (Republicanos) e o prefeito de Santa Cruz, Cachoeira (PSB).

Raquel Lyra faz elogios a Túlio e diz que “não haverá surpresas” na chapa majoritária

Governadora Raquel Lyra (PSD) ao lado da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e os pré-candidatos ao Senado, Miguel Coelho (UB) e Túlio Gadelha (PSD)/Foto: Reprodução Redes Sociais

Durante entrevista à Rádio Grande Serra, de Araripina, no Sertão de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra teceu elogios ao deputado federal Túlio Gadêlha (PSD). O parlamentar, que é pré-candidato ao Senado, tem marcado presença em quase todas as agendas da gestora estadual e aparece como um dos principais nomes da chapa majoritária no estado ao lado de Miguel Coelho (União).

Túlio é um cara que tem feito a boa política sempre, defendendo os interesses do povo pernambucano“, salientou. Raquel Lyra ressalta que o nome do deputado federal está à disposição da legenda e afirma que ele está apto para disputar qualquer eleição.

Túlio fez uma escolha por estar aqui junto com a gente. Ele já estava, mas, agora, vindo para o nosso partido, se colocando à disposição para disputar qualquer eleição, como ele pode, inclusive, a de senador. Ele coloca aqui o seu nome à disposição, mas não é só o nome dele, é o que ele representa.”

Mesmo evitando falar diretamente sobre o pleito de outubro, Raquel Lyra afirma que os nomes que vão compor a chapa serão apresentados durante as convenções e frisa que “não haverá surpresas”. “Vocês sabem que sou pré-candidata e vou disputar essas eleições (…) Vamos apresentar a nossa chapa no momento certo. Não vai haver surpresas.”

Na ocasião, a governadora destacou que a relação com Túlio Gadelha iniciou antes das eleições de 2022, quando o parlamentar declarou apoio no segundo turno contra Marília Arraes. “Túlio Gadêlha, ele esteve comigo no segundo turno das eleições em 2022. Mas Túlio já me ajudou quando eu era prefeita de Caruaru. Esse negócio que ele faz de emenda participativa. Eu construí em Caruaru um centro de qualificação da mulher com emenda participativa dele.”

“Não tenho sobrenome político, tenho currículo”, diz Romeu Zema em agenda no Recife

Zema afirmou que a passagem por Pernambuco faz parte de uma estratégia de ampliação de sua presença nacional/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

Em meio à urgência de parte da direita brasileira que tenta se distanciar do bolsonarismo e atrair o eleitorado antipetista, Romeu Zema (Novo) se posiciona como a solução para o campo conservador. Em agenda por Pernambuco, iniciada nesta quinta-feira (18) no Recife, o ex-governador de Minas Gerais procurou se diferenciar de políticos dito tradicionais, apresentando-se como um gestor oriundo da iniciativa privada e sem vínculos com as estruturas que costuma criticar.

“Eu quero mostrar que sou um candidato diferente de todos os demais. Eu venho do setor privado, montei uma empresa que está lá gerando mais de 5 mil empregos. Em Minas Gerais, eu levei mais de 1 milhão de empregos. E o que o brasileiro mais quer é emprego bom, dignidade e não ter escândalo”, afirmou ao Diario.

Questionado sobre os motivos que levariam um eleitor antipetista a optar por seu nome em vez de outros postulantes da direita, Zema reforçou a imagem de gestor e empresário. “Eu não tenho sobrenome político, eu tenho currículo. Minha família nunca dependeu de política. Estou na política para fazer diferente“, assegurou ao declarar que sua experiência administrativa representa um diferencial em relação aos demais pré-candidatos.

Acompanhado de lideranças do Novo em Pernambuco, como o presidente estadual da sigla, Técio Teles, e o vereador Eduardo Moura, Zema afirmou que a passagem por Pernambuco faz parte de uma estratégia de ampliação de sua presença nacional. Segundo ele, além dos compromissos no Recife, a programação inclui visitas ao interior do estado. “O motivo de eu estar aqui em Pernambuco hoje é exatamente esse. Vou percorrer o interior. Estou sempre trabalhando. Das sete da manhã às dez da noite, estou em compromissos“, disse.

Divergências e críticas ao STF

Durante a entrevista, Romeu Zema também comentou a aproximação de Flávio Bolsonaro (PL) ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro; mais moderado na crítica ao adversário, o presidenciável afirmou que não pretende “passar pano” para possíveis casos de corrupção.

Eu sou o único pré-candidato que está tendo essa coragem. Parece que os outros estão, na grande maioria, calados. Eu não tenho rabo preso”.

O ex-governador voltou a criticar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que continuará se posicionando publicamente sobre temas que considera relevantes. “Minha vida toda foi trabalhar, foi pagar impostos. Agora eu vejo esses ministros do Supremo fazendo essas aberrações e vou ficar calado? Não ficarei”, declarou.

Presidente do PT no Recife critica uso de Lula pelo PSB: “Lula é do povo”

Osmar Ricardo/Rafael Vieira

O presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores (PT) no Recife e vereador Osmar Ricardo criticou o uso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo PSB. Na última segunda-feira (15), durante lançamento de uma plataforma de escuta popular, João Campos exibiu um vídeo de Lula em apoio à sua pré-candidatura.

Nas redes sociais, Osmar Ricardo, que tem participado de eventos ao lado da governadora Raquel Lyra (PSD), defende a estratégia de palanque duplo em Pernambuco. Para ele, atrelar o presidente a Campos é uma “tentativa de transformar Lula em propriedade eleitoral do PSB“. Na declaração, a liderança petista na Câmara de Vereadores do Recife salienta que “respeitar Lula não significa entregar Pernambuco de volta ao mesmo grupo de sempre”.

Lula não cabe em apropriação eleitoral, nem pode ser reduzido à estratégia de grupo. Lula representa um povo, uma caminhada e uma luta coletiva muito maior. Como vereador, sigo ao lado das pautas populares, da democracia, dos trabalhadores que ajudam Pernambuco e o Brasil a avançarem. Lula é do povo”, frisou.

Mensagem do presidente

Durante evento de lançamento do programa de escuta popular “Chega Junto Pernambuco”, em Gravatá, no Agreste, João Campos exibiu uma mensagem do presidente. No vídeo, Lula ressaltou a relação histórica entre o PT e o PSB e relembrou alianças construídas ao longo de sua trajetória política em Pernambuco. Além disso, ele citou a convivência com o ex-governador Miguel Arraes e destacou a parceria firmada com Eduardo Campos, que governou o estado entre 2007 e 2014.

“O PSB é o nosso maior aliado nacional”, afirmou Lula no vídeo. “Nós estamos juntos de verdade. O meu partido e eu estamos apoiando João Campos para candidato a governador do estado de Pernambuco. Esse é um compromisso histórico, resultado de uma relação produtiva, de uma relação que deu resultado e que trouxe muita coisa para Pernambuco“, declarou o presidente em sua mensagem.

A declaração do presidente encerra publicamente as especulações sobre a possibilidade de apoio duplo, ou seja, a Campos e Raquel Lyra, hipótese que vinha sendo especulada por integrantes da base da gestora estadual diante da aproximação política construída entre ela e o governo federal nos últimos meses.

Durante entrevista à Rádio Asa Branca, em Salgueiro, no Sertão, Lyra ressaltou que a parceria entre o governo estadual e o federal “continua firme”, mesmo após a declaração pública de Lula em apoio à pré-candidatura de João Campos.

Na ocasião, a governadora foi questionada sobre como recebeu a notícia do apoio do presidente ao seu adversário no pleito ao Palácio do Campo das Princesas. Em resposta, Raquel minimizou os efeitos eleitorais e afirmou que nada mudou. “Desde o primeiro momento em que estive lá com ele, no dia 9 de janeiro de 2023, o presidente disse que não faltaria a Pernambuco, que eu procurasse os ministros para poder trabalharmos pelo nosso estado”, disse.

“Não muda nada”, diz Raquel sobre relação com Lula após vídeo de apoio a João Campos

A governadora Raquel Lyra (PSD)/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (17), que a parceria entre o governo estadual e federal “continua firme”, mesmo após a declaração pública do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pré-candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). A declaração foi feita em entrevista à Rádio Asa Branca, em Salgueiro, no Sertão, onde a gestora participou da abertura do São João na noite anterior.

Dois dias antes, Lula manifestou apoio à pré-candidatura do ex-prefeito do Recife. Na mensagem, o presidente ressaltou a relação histórica entre o PT e o PSB e relembrou alianças construídas ao longo de sua trajetória política em Pernambuco.

Na entrevista, a governadora foi questionada sobre como recebeu a notícia do apoio do presidente ao seu adversário no pleito, uma vez que era ventilado que Lula fosse ficar neutro ou ter dois palanques no estado.

Não muda nada, a gente continua com parcerias firmes com o Governo Federal e o presidente Lula. Desde o primeiro momento em que estive lá com ele, no dia 9 de janeiro de 2023, o presidente disse que não faltaria a Pernambuco, que eu procurasse os ministros para poder trabalharmos pelo nosso estado”, disse, minimizando os efeitos eleitorais da declaração.

Com tal parceria, segundo Raquel, a gestão pôde retomar a Transnordestina, a adutora do Agreste e a Transposição do Rio São Francisco, por exemplo. A governadora ainda citou a construção de duas maternidades que recebem recursos do governo federal.

Tem gente que quer diminuir isso, e diz: ‘Ah, então não é uma obra sua, é do governo federal’. Não, fui eu. Eu disse que era prioridade para cá, porque eu podia ter botado dinheiro para outra coisa e estamos construindo maternidade”, disse. “Vamos continuar trabalhando firmes, porque enquanto uns falam de eleição, a gente trabalha e entrega, porque eu sou governadora”, declarou.

Apoio de Lula a João

A manifestação de apoio do presidente Lula a João Campos foi feita por meio de um vídeo exibido na segunda-feira (15), durante o lançamento do programa de participação popular “Chega Junto Pernambuco”, em Gravatá, no Agreste do estado.

A declaração de Lula encerra, ao menos publicamente, as especulações sobre a possibilidade de o petismo dividir seu apoio entre Campos e Raquel, hipótese que vinha sendo ventilada por integrantes da base da gestora estadual diante da aproximação política construída entre ela e o governo federal nos últimos meses.

O PSB é o nosso maior aliado nacional”, afirmou Lula. “Nós estamos juntos de verdade. O meu partido e eu estamos apoiando João Campos para candidato a governador do estado de Pernambuco. Esse é um compromisso histórico, resultado de uma relação produtiva, de uma relação que deu resultado e que trouxe muita coisa para Pernambuco”, declarou.

A fala foi recebida sob aplausos por militantes e lideranças políticas presentes ao evento.

Lula declara apoio a adversário do pai de Hugo Motta ao senado na Paraíba

Presidente Lula ao lado do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) /Divulgação/Assessoria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou apoio à reeleição do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) da Paraíba. O parlamentar concorre contra o ex-prefeito de Patos (PB) Nabor Wanderley (Republicanos-PB), que é pai do presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos-PB).

O apoio de Lula a Veneziano já era dado como certo e vinha sendo reiterado pelo próprio senador. Ao gravar o vídeo, Lula contrariou publicamente os planos de Hugo Motta, que vinha se articulando para garantir o aval do petista à candidatura de seu pai.

Poucas vezes na vida eu como presidente da República tive um senador com uma relação honesta e comprometida de ajudar o governo que eu tenho com o Veneziano. Ele não faltou uma ajuda que o governo precisou”, disse o petista. “É preciso que a gente reconduza o Veneziano para o Senado, porque é uma garantia de que eu ganhando as eleições vou ter mais tranquilidade para governar esse país“, complementou o presidente.

Em 2025, a relação entre Lula e Motta foi conflituosa. Em um dos episódios, o parlamentar manobrou uma votação para derrubar a elevação do IOF e impor uma derrota ao governo federal. O governo reagiu com uma campanha pública contra o Congresso, com Motta como alvo central. Outro ponto de atrito foi a decisão do presidente da Câmara de nomear o deputado Guilherme Derrite (PP-SP), então secretário do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), como relator de PL antifacção.

Em 2026, Motta adotou postura colaborativa com o Executivo e permitiu o avanço de pautas prioritárias do governo como a PEC da Segurança Pública e a MP do Vale-Gás. Nos bastidores, aliados do presidente da Câmara admitiam que a reaproximação também tinha motivação eleitoral: garantir o apoio de Lula para Nabor na Paraíba. O vídeo sugere que a aposta não deu resultado.