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Holanda e Marrocos duelam por vaga nas oitavas de final da Copa 2026

Frenkie de Jong, meio-campista da Holanda, e Hakimi, lateral-direito do Marrocos/Charlotte Wilson/AFP e Kevin C. Cox/AFP

Holanda e Marrocos se enfrentam nesta segunda-feira (29), às 22h (de Brasília), pela fase de 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026, no Estádio BBVA, em Monterrey, no México.

O confronto eliminatório coloca a líder do Grupo F contra a vice-líder do Grupo C. O vencedor avança às oitavas de final para encarar o Canadá. Em caso de empate no tempo regulamentar, a partida terá prorrogação de 30 minutos e, se a igualdade persistir, a vaga será decidida nos pênaltis.

As duas seleções chegam ao mata-mata invictas. A Holanda garantiu a liderança de sua chave com sete pontos, após empatar com o Japão e vencer Suécia e Tunísia. Do outro lado, Marrocos avançou na segunda posição do Grupo C com a mesma pontuação, tendo empatado em 1 a 1 com o Brasil e vencido a Escócia e o Haiti.

Reencontros

Muito além da vaga, a partida ganha contornos de clássico e forte carga emocional. O jogo acontece em meio a um intenso debate nos Países Baixos sobre a forte concorrência por talentos de origem marroquina. A Holanda abriga uma comunidade de mais de 400 mil marroquinos (especialmente em Amsterdã), e muitos atletas, como o lateral-esquerdo Noussair Mazraoui, optaram por representar a terra natal de seus pais em vez do país onde nasceram e se desenvolveram.

Ao todo, cinco jogadores de Marrocos enfrentarão cinco ex-companheiros holandeses, deixando a amizade estritamente fora das quatro linhas.

Pelo PSV, os marroquinos Ismael Saibari e Anass Salah-Eddine conquistaram o título do Campeonato Holandês há poucas semanas ao lado do meio-campista holandês Guus Til.

Na base do Ajax, Noussair Mazraoui (Manchester United) jogou por muito tempo ao lado de Frenkie de Jong (Barcelona) e Ryan Gravenberch (Liverpool).

O capitão marroquino Achraf Hakimi dividiu vestiário com o atacante Donyell Malen (Roma) no Borussia Dortmund, enquanto o experiente Sofyan Amrabat (Betis) jogou com Noa Lang (Galatasaray) no Club Brugge, da Bélgica.

Vou jogar contra os meus melhores amigos. Será um jogo fantástico“, disse Anass Salah-Eddine, lateral de Marrocos.

Expectativas dos treinadores

O duelo é crucial para os planos de grandeza de ambos os países. A Holanda tenta afastar o fantasma do quase, após ter perdido três finais de Mundial (1974, 1978 e 2010). Já Marrocos, quarto colocado no Catar 2022, busca alcançar a final pela primeira vez, justamente quatro anos antes de sediar o torneio em conjunto com Espanha e Portugal.

Do lado holandês, o técnico Ronald Koeman celebrou o confronto e o apoio que receberá nas arquibancadas: “Vamos enfrentar o Marrocos. Isso é ótimo para nós. Teremos torcedores no México para nos apoiar.”

O meio-campista Frenkie de Jong previu uma partida “extremamente difícil”, elogiando a experiência e a qualidade do elenco norte-africano.

Pelo lado marroquino, o capitão Achraf Hakimi garantiu que o foco é total em fazer história, minimizando o reencontro com ex-colegas.

O técnico belga Mohamed Ouabhi espera que sua equipe mantenha o alto nível apresentado contra as potências: “É verdade que só brilhamos contra as grandes equipes, e não contra times como o Haiti. Mas se você olhar para as estatísticas, posse e chances criadas, contra o Haiti foi a nossa melhor partida, apesar de termos sofrido dois gols em duas falhas. Desde março estamos tentando descobrir como controlar cada jogo. Acho que jogamos bem, embora certamente haja coisas a melhorar.”

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