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Fachin determina retirada de sigilo das investigações do caso Master no STF

O presidente do Supremo Tribubal Federal (STF), ministro Edson Fachin, solicitou nesta quinta-feira (10) a retirada do sigilo das investigações do caso Master que tramitam na Corte.

Segundo o pedido do presidente, fica em sigilo o que não prejudicar as investigações para futuras operações sobre o caso.

Tendo em vista a inclusão da Pet 16.662 em calendário de julgamento na sessão extraordinária de 15 de setembro de 2026 e considerando que a Pet 16.662 foi formada a partir da Pet 15.556, solicita-se ao eminente ministro André Mendonça (relator da Pet 15.556), a remessa, em HD próprio, a esta Presidência e aos gabinetes dos eminentes ministros, de todos os procedimentos contidos ou relacionados à Pet 15.556, bem como o levantamento do sigilo da Pet 15.556 (e dos procedimentos nela contidos ou a ela relacionados), ressalvado apenas o que diga respeito a diligências cujo sigilo seja imprescindível à realização da medida“, diz Fachin.

Nesta quarta-feira (9), Fachin convocou o plenário da Corte para discutir na próxima terça-feira (15) o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.

Na sessão, os ministros vão discutir a validade do documento da PF feito a pedido do ministro André Mendonça. O documento sofreu críticas de alguns ministros da Corte. Na avaliação deles, Mendonça pediu para investigar um colega sem autorização do plenário.

Nesta quinta, o presidente da Corte passou a tarde em consultas internas.

Fachin recebeu seis ministros no gabinete da Presidência e, entre análise de cenários para estancar a crise sem precedentes, também ouviu impressões sobre o rito para a sessão de terça-feira (15) que vai discutir se abre ou não uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Na rodada de conversas da tarde desta quinta, Fachin esteve com Moraes, Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Nunes Marques e Luiz Fux – os dois últimos conversaram juntos com o presidente.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também esteve na Presidência. Segundo um ministro, Fachin tem “escutado muito e falado pouco”.

No fim da noite, Fachin foi até o gabinete da ministra Cármen Lúcia para mais conversas.

Situação inédita

O caso é inédito no STF. A decisão de Fachin de levar para análise do plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro para Moraes intensificou articulações de bastidores e apostas sobre apoio ou não para abrir uma investigação contra o ministro.

Até agora, seis votos são considerados mais consolidados. Os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, e Cristiano Zanin são apontados como pontos alinhados com Moraes. André Mendonça contaria com o apoio de Luiz Fux e Kassio Nunes Marques.

Nos bastidores, há incerteza sobre os votos de Fachin e Cármen Lúcia, que têm recebido acenos dos dois lados.

O ministro Dias Toffoli teria indicado a colegas que a tendência é não participar, já que o caso é desdobramento do Master e ele tem se declarado suspeito de votar em desdobramentos desde que deixou a relatoria das investigações.

Há quem defenda que o ministro pode votar, no entanto, sendo que a discussão envolve questões processuais, como o modelo para investigação de um integrante da Corte.

A crise no STF

A crise no STF envolvendo Mendonça e Moraes começou a partir de decisões nas investigações sobre o Banco Master. Envolveu também o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e, posteriormente, o ministro Flávio Dino.

Antes da divulgação do relatório que desencadeou a sequência de decisões, já havia divergências entre o gabinete de André Mendonça e a direção da PF sobre o andamento das investigações do caso Master.

Mendonça é relator de apurações relacionadas ao banco e de um inquérito sobre repasses para a produção de um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) havia orientado Andrei Rodrigues a procurar o ministro para discutir a relação entre a PF e o gabinete do relator.

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Lula: “encontro com Vorcaro durou menos de meia hora”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, voltou a confirmar que se reuniu com Daniel Vorcaro, então controlador do Banco Master, no Palácio do Planalto antes de o escândalo vir à tona, mas minimizou o fato político. Segundo explicou o petista, em entrevista exclusiva ao SBT Brasil realizada nesta quinta-feira (10), o encontro entre os dois durou “cerca de meia hora” e serviu para Vorcaro reclamar de uma suposta perseguição contra a instituição financeira.

Daniel Vorcaro veio conversar comigo no Palácio do Planalto. Ele e outro rapaz disseram que estavam perseguindo o banco dele. Eu disse que o Banco Master seria analisado como qualquer banco.”

Lula afirmou que não havia interesse do governo em fechar a instituição financeira, mas que o banco precisava operar de acordo com as regras.

Ninguém tem interesse em fechar banco. Agora, você tem que estar correto. Como não estava, nós fechamos.”

O presidente afirmou que a reunião foi rápida. “Foi muito rápido. Tive esse encontro com ele, que durou meia hora”, declarou Lula. O presidente também destacou que o encontro ocorreu antes do agravamento das investigações envolvendo o Banco Master.

Encontro com ex-banqueiro

A reunião de Lula com Daniel Vorcaro ocorreu em dezembro de 2024, cerca de um mês depois de o Banco Central iniciar uma apuração sigilosa sobre os problemas de liquidez do Banco Master.

Em novembro daquele ano, Vorcaro havia sido convocado pelo BC para assinar um termo de comparecimento, uma espécie de alerta que dava à instituição 180 dias para solucionar os problemas de liquidez. Na época, o Banco Central ainda era presidido por Roberto Campos Neto, e as investigações não eram públicas.

O encontro no Palácio do Planalto foi intermediado pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e ocorreu fora da agenda oficial do presidente. Também participaram da conversa o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e Gabriel Galípolo, que já havia sido escolhido e aprovado pelo Senado para comandar o Banco Central, mas ainda não tinha tomado posse.

O caso do Master ganhou maior repercussão em 2025, quando o Banco de Brasília (BRB) tentou comprar a instituição. Em setembro daquele ano, o Banco Central rejeitou a operação e, em novembro, determinou a liquidação do banco de Vorcaro – cerca de 11 meses depois da reunião no Planalto.

Ao falar publicamente sobre o encontro em fevereiro de 2026, Lula afirmou que disse a Vorcaro que não haveria interferência política no caso e que caberia ao Banco Central fazer uma análise técnica da situação do Master.

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Após crise, Lula defende discutir mandato a ministros do STF

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu, nesta quinta-feira (10), uma reforma do Judiciário e a adoção de mandatos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Eu acho que a gente precisa discutir mandato para a Suprema Corte. Ninguém pode ficar 40 anos no mesmo cargo. Ninguém pode ter escritório trabalhando na Suprema Corte. Outro dia, eu disse, brincando: quem quiser ser da Suprema Corte não pode querer ser rico. Se quiser ser rico, vai trabalhar no seu escritório. Se quiser ser juiz, com método e respeito, vai para a Suprema Corte“, afirmou.

A declaração foi dada durante entrevista ao SBT Brasil. A sabatina faz parte da série especial da emissora com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.

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“Todo mundo tem de ser investigado”, diz Lula sobre Moraes

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu nesta quinta-feira (10) que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), seja investigado caso haja qualquer suspeita de irregularidade.

Ao comentar a atuação das autoridades públicas e do sistema de Justiça, Lula sustentou que nenhuma função pública deve estar acima das investigações.

Todo mundo tem que ser investigado: do presidente da Suprema Corte ao presidente da República, do mais simples catador de papel deste Brasil ao mais rico empresário. Todos que estiverem sob suspeita de ter cometido qualquer equívoco têm que ser investigados. Senão, a gente não passa credibilidade ao Poder Judiciário”, afirmou.

Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, ele tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da nossa Constituição. A lei acima de tudo e a verdade sempre soberana“, completou.

Segundo Lula, sua preocupação é preservar o papel do Supremo no regime democrático.

A minha preocupação como presidente da República é que a Suprema Corte é muito importante como garantidora do processo democrático desse país. […] Se tem alguém suspeito, que se investigue. Eu não vejo nenhum problema que se escancare tudo”, disse.

As declarações foram feitas durante entrevista ao SBT Brasil. A sabatina faz parte da série especial da emissora com os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República.

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Lula: “Se Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar; se Mendonça é culpado, tem que pagar”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, defendeu nesta quinta-feira (10) a abertura completa dos sigilos relacionados às investigações do caso Banco Master. Segundo ele, a medida é necessária diante do que chamou de vazamentos seletivos e da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar disso, o chefe do Palácio do Planalto elogiou o presidente do STF, Edson Fachin, por “colocar ordem na Casa” — numa referência às últimas decisões do ministro.

Não se pode brincar com as pessoas, mentir sobre as pessoas. Já que vai haver vazamentos seletivos, tem que fazer a abertura de sigilo de todo mundo, para ver se a Corte recupera sua credibilidade”, disse em sabatina do SBT Brasil.

Lula afirmou que o caso deve ser apurado de forma ampla e que todas as informações relevantes precisam ser divulgadas, “doa a quem doer”. Em seguida, o petista citou especificamente as últimas decisões de Fachin.

“Eu estou satisfeito que o Fachin começou a colocar ordem na casa”, disse. “Ainda falta apurar. Quem é culpado de verdade? Se o Alexandre de Moraes é culpado, ele tem que pagar. Se o Mendonça é culpado, ele tem que pagar. Se o Fachin é culpado, tem que pagar. Todo mundo tem que estar à disposição do cumprimento da Constituição. A lei acima de tudo e a verdade soberana”, emendou.

Entenda a crise no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) atravessa uma crise interna que começou após a divulgação de mensagens do ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, com o ministro Alexandre de Moraes.

As conversas foram divulgadas quando o também ministro do STF André Mendonça retirou o sigilo do processo que continha informações extraídas do celular de Vorcaro, incluindo mensagens enviadas a um contato salvo como “Alexandre de Moraes Brasília”, atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes. Mendonça encaminhou o relatório à PGR e defendeu que o caso fosse analisado pelo plenário do Supremo.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também mencionado nas conversas, pediu a anulação do documento e questionou a forma como Mendonça conduziu o procedimento. No dia seguinte, veio a público que o próprio Mendonça havia se encontrado com Vorcaro em março de 2025. O ministro confirmou o encontro, realizado no Instituto Iter, entidade fundada por ele, mas defendeu sua isenção nas investigações.

A tensão aumentou quando Moraes pediu que Mendonça fosse investigado por suspeitas de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade. Moraes acusou o colega de direcionar investigações por razões pessoais e políticas e de determinar a produção ilegal de provas contra ele. Mendonça, por sua vez, passou a questionar a atuação da Polícia Federal e afirmou ter sido monitorado ilegalmente pela corporação.

A crise chegou ao comando da PF em 8 de setembro, quando Mendonça determinou o afastamento cautelar do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino suspendeu os afastamentos e questionou a possibilidade de Mendonça decidir sozinho sobre documentos nos quais ele próprio era mencionado.

Diante das decisões conflitantes, o presidente do STF, Edson Fachin, interveio. Fachin suspendeu as determinações de Mendonça e Dino, manteve os dois dirigentes da PF nos cargos e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro. Também determinou que procedimentos com potencial para investigar ministros do Supremo sejam previamente encaminhados à Presidência da Corte.

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Mário Frias critica operação da PF e fala em “cortina de fumaça”

Mario Frias e produtora de "Dark Horse" são alvos de operação da PF

O deputado federal Mário Frias (PL-SP) chamou de “cortina de fumaça” a operação da PF (Polícia Federal) que cumpriu um mandado de busca e apreensão em sua casa nesta quinta-feira (10).

A investigação apura suspeitas de desvio de recursos de emendas parlamentares apresentadas pelo deputado e tenta identificar se dinheiro público foi usado na produção de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em vídeo publicado nas redes sociais, Frias afirmou que vai colaborar com a investigação, entregar os documentos solicitados e disse acreditar que o caso será arquivado. “Se há alguma nota que a CGU quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição, cortina de fumaça”, afirmou.

Frias confirmou que agentes da PF estiveram em sua casa pela manhã e apreenderam celular, documentos e computador. Ele disse ainda que não houve mandados de prisão contra ele ou outros investigados.

A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), em decisão assinada em 3 de setembro.

O deputado destinou R$ 2 milhões em duas emendas ao ICB (Instituto Conhecer Brasil), presidido por Karina Gama. Os recursos foram destinados a projetos nas áreas de educação e esporte.

A PF investiga se parte desses recursos pode ter chegado à Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse. Karina também é dona da empresa.

Segundo a investigação, a Dinâmica Editora e o Instituto Super Poder Educacional receberam R$ 700 mil do ICB com recursos de uma emenda de Mário Frias. Meses depois, a NTT Brasil, ligada ao mesmo grupo empresarial, transferiu R$ 750 mil para a Go Up Entertainment. Como mostrou a CNN, a PF investiga se os dois repasses estão relacionados.

No vídeo, Frias afirmou que emendas parlamentares não passam diretamente pelas mãos dos deputados e disse que os recursos são transferidos pelo Tesouro ao órgão responsável pela execução e fiscalização dos projetos.

O parlamentar também reclamou da falta de acesso da defesa ao inquérito. Segundo ele, seus advogados pedem acesso à investigação “há meses”.

Vou colaborar com tudo que for pedido, vou entregar cada documento e vou seguir na rua, mantendo a minha agenda, representando São Paulo”, disse.

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Andrei Rodrigues é da minha total confiança, diz Lula

Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rasgou elogios nesta quinta-feira (10) a Andrei Rodrigues e afirmou que o diretor-geral da Polícia Federal (PF) tem sua “total confiança”.

Ele fez um trabalho extraordinário. Aliás, acho que o que incomoda muita gente é porque a PF nunca trabalhou tanto, nunca prendeu tanto, nunca resgatou tanto dinheiro e tanta droga como no mandato do Andrei”, disse o presidente em entrevista ao SBT.

Por isso, quero dizer em alto e bom som: Andrei é de minha total confiança, é um companheiro perito como poucos delegados na história desse país. E, se ele cometeu erro, que ele seja julgado“, afirmou.

Andrei Rodrigues ganhou destaque ao longo desta semana, após o ministro do STF André Mendonça ter determinado seu afastamento do cargo. No dia seguinte, o ministro Flávio Dino decidiu reintegrá-lo à corporação. Posteriormente, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as decisões de Mendonça e Dino.

Antes da decisão de Dino, a AGU (Advocacia-Geral da União), sob o comando de Jorge Messias, já havia solicitado a suspensão do afastamento de Rodrigues. Na avaliação do presidente, Messias “agiu corretamente” sob sua orientação.

É papel da AGU defender os membros do governo. Andrei é um policial federal muito competente, tem mais de 30 anos de carreira, o companheiro que possivelmente fez a maior busca e apreensão da história do crime organizado deste país, é o companheiro que fiscalizou o Banco Master e que prendeu [Daniel] Vorcaro“, afirmou.

Questionado pelas jornalistas sobre a proximidade entre Messias e Mendonça, Lula justificou que se trata de uma “relação institucional”, comum pelo fato de os dois serem funcionários do Estado.

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Dark Horse: CNN obtém documento em que produtora relata pressão por delação

A CNN teve acesso ao documento registrado em cartório no qual a empresária Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, detalha as pressões que diz ter sofrido para levar adiante uma delação premiada contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

O documento tem sete páginas e foi registrado em 4 de setembro em um cartório de São Paulo. Nele, Karina afirma que tem interesse em colaborar com as investigações e pretende seguir fazendo isso por meio de sua defesa técnica. Na sequência, relata três contatos que recebeu para tratar de uma colaboração premiada.

O primeiro teria partido de Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney e dirigente da CBF. Segundo o relato dela, Fernando Sarney a procurou em 20 de maio de 2026, mas a conversa só ocorreu no dia 22, às 9h07.

Na ocasião, diz ela, Sarney “ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino” e declarou que poderia apoiá-la caso tivesse interesse em fazer uma delação. Karina afirma que não manifestou interesse, por não ver razão para a medida, e ressalva que a menção a Dino partiu apenas de Sarney: “Não presenciei qualquer conversa entre ambos e não possuo elementos próprios que me permitam afirmar que o Ministro tivesse conhecimento, participação ou envolvimento nesse contato.”

O empresário Fernando Sarney negou ter mantido contato com Karina Gama. “Não conheço a Sra. Karina Gama e jamais mantive contato com ela ou com qualquer outra pessoa sobre suposta delação premiada envolvendo a produção audiovisual ‘Dark Horse’”, afirmou.

O segundo contato, em 27 de agosto, às 11h22, teria vindo de um pastor e amigo de longa data, que afirmou ter proximidade com integrantes do governo federal e com ministros do Supremo Tribunal Federal. Ele teria dito que pessoas ligadas a essas autoridades pediram que transmitisse a ela a possibilidade de uma delação, apresentada como forma de retirá-la do risco de uma “complicação”.

Segundo o interlocutor, se eu fizesse uma ‘delação premiada’, nada ocorreria comigo e eu não seria alvo de nenhuma operação policial”, escreve. Ela diz ter agradecido a preocupação, mas respondido que a cadeia de produção do filme foi conduzida dentro da legalidade e que não cometeu crime.

O terceiro é atribuído a um jornalista da revista Piauí, em 3 de setembro. Karina afirma que ele já havia questionado antes sobre uma eventual delação e que, nesse novo contato, disse que ela estaria “servindo de bucha de canhão para o candidato”, dando a entender que poderia ser alvo de medidas judiciais caso não colaborasse. A CNN procurou a revista Piauí, que disse que não vai se manifestar.

Ao final, a empresária afirma que “a proximidade temporal e a convergência temática entre esses contatos” lhe causaram preocupação e receio de interferências políticas em sua situação jurídica. E conclui: “tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política e não porque cometi algum ilícito”.

Ela diz ter registrado em cartório o que lhe foi comunicado por terceiros para preservar os fatos e permitir verificação posterior pelas autoridades, e também para documentar que, antes de qualquer medida futura que pudesse atingir sua liberdade, já havia sido procurada com a proposta de delação.

Leia abaixo a íntegra do documento registrado pela produtora Karina Gama:

DECLARAÇÃO CIRCUNSTANCIADA DE FATOS

1 – DO CONTEXTO

Declaro que estou relacionada às apurações atualmente realizadas no âmbito do Inquérito nº 5.070, em tramitação perante o Supremo Tribunal Federal, e ao procedimento policial correlato referente à produção cinematográfica The Dark Horse. Também estou relacionada às apurações atualmente realizadas no âmbito da Petição nº 16.070, em tramitação perante o Supremo Tribunal Federal.

Desde que tomei conhecimento das apurações, minha postura has sido de integral cooperação com as autoridades competentes, inclusive mediante apresentação de documentos e esclarecimentos relacionados à produção cinematográfica e às atividades empresariais envolvidas.

Registro que pretendo continuar colaborando regularmente com as autoridades, sempre por intermédio e orientação de minha defesa técnica e com preservação integral das garantias constitucionais que me são asseguradas.

II – DO CONTATO RECEBIDO DO DR. FERNANDO SARNEY EM MAIO DE 2026

No dia 20 de maio de 2026, fui procurada pelo Dr. Fernando Sarney. Não o atendi naquela oportunidade, tendo o contato efetivamente ocorrido apenas no dia 22 de maio de 2026, às 9h07.

Durante a conversa, o Dr. Fernando Sarney ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino. Na mesma ocasião, declarou que poderia me apoiar caso eu tivesse interesse em realizar uma “delação premiada”.

Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida. Minha posição sempre foi a de esclarecer os fatos mediante a apresentação dos documentos pertinentes e o regular exercício do direito de defesa.

Registro que a referência à proximidade com o Ministro Flávio Dino partiu exclusivamente do próprio Dr. Fernando Sarney. Não presenciei qualquer conversa entre ambos e não possuo elementos próprios que me permitam afirmar que o Ministro tivesse conhecimento, participação ou envolvimento nesse contato.

III – DO CONTATO RECEBIDO EM 27 DE AGOSTO DE 2026

No dia 27 de agosto de 2026, às 11h22, recebi ligação telefônica de um pastor e amigo de longa data, que demonstrou preocupação com minha situação.

Durante a conversa, ele me afirmou possuir proximidade com pessoas integrantes do Governo Federal e com Ministros do Supremo Tribunal Federal. Relatou-me que teria conversado com pessoas ligadas a essas autoridades e que lhe teriam solicitado que entrasse em contato comigo para transmitir a possibilidade de realização de uma “delação premiada”, apresentada, segundo suas palavras, como uma forma de me retirar do risco de uma possível “complicação”. Segundo o interlocutor, se eu fizesse uma “delação premiada”, nada ocorreria comigo e eu não seria alvo de nenhuma operação policial.

Diante dessa afirmação, agradeci sua preocupação, mas respondi que não identificava razão para realizar colaboração premiada, uma vez que minha postura sempre foi e continua sendo a de cooperar integralmente com os esclarecimentos solicitados pelas autoridades.

Também manifestei minha convicção de que os projetos empresariais e a cadeia de produção cinematográfica da qual participei foram conduzidos dentro da legalidade, razão pela qual entendo que os fatos devem ser esclarecidos mediante a apresentação da documentação pertinente e o regular exercício do direito de defesa, não havendo motivo para qualquer delação premiada, afinal, não cometi nenhum crime.

IV – DO CONTATO POSTERIOR DO JORNALISTA

Posteriormente, em 3 de setembro de 2026, recebi novo contato do jornalista Breno Pires, da Revista Piauí.

O referido jornalista já havia anteriormente formulado questionamentos relacionados à possibilidade de eu realizar uma delação premiada, no sentido de me incentivar a realizar tal procedimento.

Nesse novo contato, afirmou que eu estaria “servindo de bucha de canhão para o candidato”, em aparente referência ao contexto político relacionado aos fatos atualmente investigados, dando a entender que, se eu não fizesse nenhuma colaboração premiada, eu poderia ser alvo de medidas judiciais.

Registro esta afirmação exatamente pela relevância que adquiriu quando considerada em conjunto com o contato recebido em 27 de agosto e diante da matéria jornalística feita por Breno Pires, com insinuações de irregularidades (que nunca existiram) com relação à produção do filme Dark Horse.

V – DO RECEIO GERADO PELOS ACONTECIMENTOS

A proximidade temporal e a convergência temática entre esses contatos causaram-me preocupação e fundado receio quanto à possibilidade de que minha situação jurídica venha a sofrer interferências ou pressões externas de natureza política, especialmente diante da referência feita à celebração de colaboração premiada como meio para evitar uma possível “complicação”.

Segundo o contexto que me foi apresentado por tais interlocutores, se eu não fizesse uma delação premiada, assumindo que alguma irregularidade teria ocorrido na produção do filme, o que seria equivalente a dizer mentiras, eu poderia ser alvo de operações policiais contra a minha pessoa. Como não cometi nenhuma irregularidade e como não fiz nenhuma delação premiada, tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política e não porque cometi algum ilícito.

E estou registrando aqui aquilo que efetivamente me foi comunicado por terceiros, justamente para preservar contemporaneamente os fatos e permitir sua posterior verificação pelas autoridades competentes, caso necessário.

VI – DA MINHA POSTURA PERANTE O INQUÉRITO

Reafirmo que não tenho intenção de me furtar à investigação.
Tenho residência conhecida, atividades profissionais e empresariais identificadas e permaneço à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos legalmente cabíveis.
Não tenho intenção de fugir, ocultar documentos, destruir provas, interferir em depoimentos, constranger testemunhas ou praticar qualquer ato destinado a prejudicar a investigação.
Ao contrário, venho providenciando, com minha defesa, documentos destinados ao esclarecimento dos fatos.

VII – DA FINALIDADE DESTA DECLARAÇÃO

Faço a presente declaração de maneira livre, consciente e espontânea, com a finalidade de produzir registro contemporâneo dos acontecimentos acima narrados e preservar meus direitos.

O registro também objetiva documentar que, antes de qualquer eventual medida futura que possa atingir minha liberdade, já havia recebido comunicação de terceiro relacionando a possibilidade dessa medida futura (uma “complicação”) ocorrer, caso eu não realizasse uma delação premiada à proposta de realização de delação premiada.

Não pretendo, por meio desta declaração, acusar qualquer autoridade ou pessoa da prática de ilícito sem provas.
Pretendo exclusivamente registrar fatos, datas, comunicações recebidas e minha própria resposta, para que exista documentação formal e cronologicamente anterior a qualquer eventual acontecimento posterior.

Reafirmo, finalmente, minha disposição de cooperar integralmente com as autoridades competentes para o esclarecimento dos fatos relacionados ao Inquérito nº 5.070, observadas as garantias constitucionais e legais inerentes a qualquer pessoa submetida a investigação.

Por ser esta a expressão fiel dos fatos conforme por mim vivenciados e das comunicações que me foram transmitidas, firmo a presente declaração para todos os fins de direito, autorizando seu registro perante o competente Cartório de Títulos e Documentos e sua eventual apresentação às autoridades judiciais, policiais ou ministeriais, caso se mostre necessária.

São Paulo, 3 de setembro de 2026.
KARINA FERREIRA DA GAMA

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Fachin é pressionado a fazer sessão fechada em julgamento de Moraes

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, tem sido pressionado a realizar uma sessão fechada para a análise, na próxima terça-feira (15), do pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

O objetivo seria não expor publicamente, por meio de transmissão televisiva, eventuais desavenças e discussões entre os ministros, — principalmente Moraes e André Mendonça.

Além disso, o argumento do grupo favorável a Moraes é de que uma transmissão televisiva pode aumentar a pressão popular magistrados a votarem a favor da investigação.

São citados, por exemplo, os casos dos ministros Kassio Nunes Narques e Carmen Lúcia, que costumam ser mais sucetíveis à opinião pública em seus votos.

Fachin, porém, ainda não tomou uma decisão. Ele sinalizou que fechar a sessão pode, na verdade, passar uma impressão negativa de que a Suprema Corte não está aberta à transparência.

Hoje, o placar da votação marcada para terça-feira (15) é inconclusivo. A expectativa é de que o ministro Dias Toffoli se declare impedido, já que também é suspeito de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No STF, há ainda a aposta de que um dos ministros possa pedir vista com o objetivo de jogar uma análise do episódio para depois do período eleitoral deste ano, assim como fez Gilmar Mendes na análise do afastamento do delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Moraes planeja fazer um pronunciamento na próxima segunda-feira (14), véspera do julgamento. O objetivo é se defender das suspeitas e reafirmar que nunca teve envolvimento pessoal com Vorcaro.

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Raquel Lyra destaca retomada econômica e investimentos durante sabatina em Caruaru

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), apresentou nesta quinta-feira (10), em Caruaru, dados e ações de sua gestão nas áreas de economia, infraestrutura e geração de empregos. As declarações foram feitas durante a sabatina “Diálogos com os Candidatos – Eleições 2026”, promovida pelo Grupo Asa Branca, em parceria com entidades representativas do setor empresarial e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção Caruaru.

Durante o encontro, Raquel afirmou que Pernambuco atravessa um novo ciclo de desenvolvimento e atribuiu o cenário à atração de investimentos, realização de obras e políticas de incentivo ao empreendedorismo.

Já são cerca de R$ 26 bilhões em obras até o final da gestão. Pernambuco hoje é o melhor lugar do Nordeste para se investir”, declarou.

A candidata também fez um balanço da situação econômica encontrada no início de sua administração. Segundo Raquel, foi necessário reorganizar as contas públicas e adotar medidas para melhorar o ambiente de negócios.

Entre os números apresentados, a governadora citou a geração de cerca de 200 mil empregos com carteira assinada em três anos e meio e afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco tem registrado crescimento acima da média nacional.

Raquel também abordou as ações destinadas ao Polo de Confecções do Agreste. De acordo com os dados apresentados durante a sabatina, o programa PE Produz destinou R$ 13 milhões ao fortalecimento de arranjos produtivos da região, alcançando 5.492 pessoas. A gestão também realizou capacitações e consultorias e criou a plataforma ModaConexão.

Outro ponto abordado foi a infraestrutura. Segundo Raquel, dos aproximadamente R$ 26 bilhões previstos em obras, cerca de R$ 7 bilhões são destinados às estradas. A candidata afirmou que 1.640 quilômetros de rodovias já foram construídos ou recuperados e citou intervenções na PE-95 e na BR-232, além do projeto do Arco Metropolitano.

Na área hídrica, Raquel destacou o programa Águas de Pernambuco, que, segundo ela, reúne investimentos de aproximadamente R$ 6,1 bilhões em infraestrutura hídrica e saneamento.

Garantir água é garantir condições para empreender. É decisão política que muda a vida das pessoas. O que estamos fazendo é preparar Pernambuco para crescer ainda mais”, afirmou.

Ao defender a continuidade de sua gestão, Raquel disse que os primeiros anos do governo foram dedicados também à reorganização administrativa e que pretende concluir as obras e projetos atualmente em andamento.

Tivemos que organizar a casa, e isso levou um tempo. Mas o que eu prometo tem começo, meio e fim. Estamos com o pé no acelerador para concluir o que começamos e fazer Pernambuco avançar ainda mais”, concluiu.

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João Campos faz carreata em Paulista e defende retomada de grandes obras na RMR

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), participou, na noite desta quarta-feira (9), de uma carreata em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. O ato percorreu Vila Torres Galvão, Maranguape I, Jardim Maranguape e Maranguape II.

Durante a agenda de campanha, João Campos defendeu a realização de novos investimentos no município e uma maior integração entre o Governo do Estado e as prefeituras da Região Metropolitana.

O candidato citou o Hospital Miguel Arraes e a UPA de Jardim Paulista como exemplos de equipamentos implantados durante a gestão do ex-governador Eduardo Campos. Segundo João, Paulista precisa voltar a receber obras de maior porte por parte do Estado.

Paulista sabe a diferença que faz quando o Governo do Estado está presente. Foi na gestão de Eduardo Campos que chegaram o Hospital Miguel Arraes e a UPA de Jardim Paulista, equipamentos que até hoje cuidam de milhares de pessoas”, declarou.

João Campos também afirmou que problemas relacionados a transporte, saúde, segurança e infraestrutura exigem ações articuladas entre o Governo de Pernambuco e os municípios da Região Metropolitana.

Paulista precisa voltar a receber grandes obras e investimentos, e a Região Metropolitana precisa de um governo que trabalhe junto com as cidades para enfrentar os problemas que são de todos”, disse.

Participaram da carreata o candidato a vice-governador, Carlos Costa, o senador Humberto Costa, além de vereadores, candidatos e lideranças políticas ligadas à Frente Popular.

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Fundador da Rede Vida, jornalista João Monteiro de Barros Filho morre em Barretos, SP

O jornalista João Monteiro de Barros Filho, fundador da Rede Vida de Televisão, morreu nesta quinta-feira (10) aos 87 anos. Ele estava internado na Santa Casa de Barretos (SP).

O velório do jornalista foi marcado para iniciar nesta quinta-feira (10) na Capela Santa Josefina Bakhita, onde ocorre até as 23h.

A cerimônia continua na sexta-feira (11) na Catedral do Divino Espírito Santo com missa. O enterro está previsto para as 12h no Cemitério Municipal.

Devido ao falecimento de João Monteiro de Barros Filho, a prefeitura de Barretos decretou luto oficial de 3 dias no município.

Nascido em Barretos em 5 de novembro de 1938, o jornalista iniciou no rádio aos 17 anos e fundou o jornal Diário de Barretos.

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Com ausência de Raquel, João Campos defende reajuste para policiais civis em debate promovido pelo Sinpol

João Campos participa de debate promovido pelo Sinpol/Maurício Ferry/DP Foto

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), participou, nesta quinta-feira (10), do debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), na sede da entidade, na área central do Recife, acompanhado do seu candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos). A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), não compareceu ao encontro. Ivan Moraes não foi convidado.

Na abertura do evento, o presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, confirmou formalmente a ausência da gestora, momento em que parte do público presente reagiu com vaias. Aos jornalistas, Cisneiros falou sobre o não comparecimento da candidata à reeleição.

A gente gostaria de ter feito o debate. A governadora não veio. Isso, infelizmente, diminui muito o debate. Mas a proposta do Sinpol é uma proposta de diálogo, debate por uma segurança pública melhor para o povo pernambucano. E nada melhor do que discutir segurança pública com os policiais. E os policiais civis. Mesmo assim, fizemos a sabatina com os temas centrais a serem resolvidos pelos candidatos e colocamos para o candidato João Campos nossos temas e a nossa valorização também.”

Sobre a lista de participantes, o sindicato esclareceu que o candidato Ivan Moraes não foi convidado para o confronto de propostas. De acordo com a direção do Sinpol, o critério adotado para o envio dos convites restringiu a participação apenas a postulantes que atingiram a marca de 5% ou mais nas pesquisas de intenção de voto.

Compromisso com a categoria

Na ocasião, o ex-prefeito do Recife apresentou propostas voltadas para a segurança pública, valorização profissional e reestruturação da categoria. O encontro também foi marcado por cobranças dos policiais civis do estado sobre déficit de efetivo, condições de trabalho e demandas salariais históricas.

Um dos temas defendidos pelo candidato da Frente Popular foi a criação de uma estrutura voltada para o cuidado com a saúde mental e o bem-estar dos profissionais de segurança. Na ocasião, Campos fez um paralelo com iniciativas adotadas durante a sua gestão na Prefeitura do Recife, afirmando que o governo estadual precisa priorizar o atendimento psicológico, psiquiátrico e médico para a polícia.

Os estudos apontam que esse grande desafio do cuidado com a saúde mental tem indicadores muito mais graves quando tratamos de profissionais de segurança, que lidam o dia todo com questões de vida ou morte, muito delicadas e de alto risco“, pontuou.

Sobre a defasagem de efetivo apontada pela categoria, o candidato do PSB propôs a criação de uma esteira permanente de contratações associada a um plano de remuneração de quatro anos. Segundo ele, a gestão estadual não pode tratar as pautas de recomposição de pessoal e de reajuste salarial como excludentes.

O que a gente precisa é combinar o jogo. Se um governo diz que, se contratar mais gente, não pode aumentar salário, e vice-versa, isso é uma tática clara de quem não quer resolver. Vamos primeiro recompor e, em seguida, ajustar a remuneração, dialogando sem litígio.”

Questionado sobre a escolha do comando da Secretaria de Defesa Social (SDS) na sua gestão, caso seja eleito governador, e sobre demandas judiciais dos policiais, como o pleito referente à carga horária e reajustes, João Campos reforçou que a escolha do responsável pela pasta priorizará critérios técnicos e a capacidade de diálogo.

Ademais, ele se comprometeu a discutir a Lei Orgânica da Polícia Civil logo no primeiro ano de governo, buscando construir um pacto de cooperação de longo prazo com os servidores.

“A polícia fica e os servidores vão ficar na ativa por muitos anos, muito mais tempo do que vários mandatos de governador. Se construirmos uma lei orgânica bem feita e equilibrarmos o planejamento de quatro anos, garantiremos um ambiente de harmonia e ânimo para trabalhar.”

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Anvisa aprova novas indicações para remédio que trata câncer de mama

A Anvisa aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy/VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN).

Duas novas indicações foram aprovadas:

em combinação com pembrolizumabe para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável (que não pode ser removido por cirurgia), localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1 (proteína encontrada na superfície de algumas células cancerígenas que faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor);

como monoterapia para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

De acordo com a Anvisa, o câncer de mama triplo-negativo representa um subtipo agressivo da doença, associado a pior prognóstico e limitado número de opções terapêuticas. Pacientes com doença localmente avançada irressecável ou metastática frequentemente apresentam rápida progressão clínica e elevada mortalidade.

Nesse contexto, há necessidade de tratamentos mais eficazes nas fases iniciais da terapêutica”, destacou a agência.

O sacituzumabe govitecana é um conjugado anticorpo-fármaco que age ligando-se especificamente à proteína Trop-2 na superfície das células cancerígenas para liberar uma medicação quimioterápica diretamente nelas.

O registro foi publicado no Diário Oficial da União da última terça-feira (8).

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PF indica que documentos foram manipulados após operação

Dark Horse: valor do filme sobre Bolsonaro, com produtora alvo da PF,  supera o orçamento de ganhadores do Oscar

A PF (Polícia Federal) indicou que houve indícios de manipulação de documentos após a Operação WiFi Livre, da Polícia Civil do Estado de São Paulo, deflagrada em junho deste ano.

Na época, a investigação das autoridades mirou a relação entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB (Instituto Conhecer Brasil), de Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

A informação consta no despacho de Flávio Dino, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), que autorizou a operação da PF realizada nesta quinta-feira (10). A decisão foi tomada após serem identificadas conexões entre o caso e investigações já em tramitação no STF sobre o suposto desvio de emendas parlamentares para a produção do filme.

“Os indícios de manipulação documental surgiram justamente após a deflagração da operação policial e durante o desenvolvimento das atividades de auditoria, revelando dinâmica investigativa em evolução e sugerindo a existência de comunicações, arquivos eletrônicos, versões de documentos, registros de edição e armazenamentos em nuvem produzidos posteriormente à primeira diligência”, diz trecho do despacho.

E completa: “Em outras palavras, parte relevante da prova procurada sequer existia ou não era conhecida quando da busca realizada em junho de 2026”.

Dino ainda escreve que a operação desta quinta-feira (10) — que foi autorizada antes do afastamento de Andrei Rodrigues, da PF — mira provas de fatos novos, já que há “fundado receio de que documentos digitais, mensagens, registros de edição, arquivos em nuvem e elementos contábeis relevantes possam ser ocultados, alterados ou destruídos caso a medida não seja prontamente executada”.

Um dos alvos foi o deputado federal Mario Frias (PL-SP), que tem foro por prerrogativa de função na Corte. Segundo a investigação, o parlamentar retardou a prestação de informações sobre emendas parlamentares suspeitas.

Como havia suspeitas de fraude envolvendo o contrato do ICB, o ministro retirou a investigação da Polícia Civil de São Paulo e determinou a centralização da apuração na Polícia Federal, sob supervisão do Supremo.

A Prefeitura de São Paulo disse, em nota enviada à CNN Brasil, que “repudia qualquer tentativa de criar relações entre projetos e programas do Município e a produção cinematográfica do filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.”

“A administração municipal reitera que a obra não recebeu recursos municipais. A assinatura e execução do termo de colaboração firmado com o Instituto Conhecer Brasil (ICB) não têm qualquer irregularidade identificada. O Programa Wifi Livre segue em pleno funcionamento na cidade com 3.200 pontos instalados e mais de 760 milhões de acessos registrados”, afirma.

Atualmente, o custo de manutenção de cada ponto de Wi-Fi é de R$ 1.280,80, valor menor do que os praticados na gestão Haddad, quando cada ponto chegou a custar R$ 8.899,13. Vale destacar que o Tribunal de Contas do Município (TCM-SP) julgou irregular a execução do contrato de 2014 por falhas de autenticação, monitoramento e qualidade do serviço. Em relação à parceria com o ICB, a Controladoria Geral do Município (CGM) acompanha as investigações desde as primeiras denúncias e instaurou procedimento em maio de 2026, que segue andamento“, conclui.

A CNN Brasil tentou contato com Mario Frias, a produtora Karina Gama e o PL para posicionamento do ex-presidente, mas ainda não teve retorno.

Entenda operação WiFi Livre

A Polícia Civil realizou, em junho, a Operação Wi-Fi Livre para investigar uma possível relação entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB.

A apuração verificava fraudes em licitação da prefeitura no valor de R$ 108 milhões. A Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social da Capital analisava eventuais irregularidades na implantação, operação e manutenção de 5.000 pontos de acesso à rede de wi-fi pública em comunidades do município, no contexto do programa WiFi Livre SP.

As investigações apontaram “possível cenário de grave comprometimento da lisura administrativa e financeira desde a origem da contratação da organização parceira”. Isso porque o cronograma original visava à entrega de 5.000 pontos de conectividade até junho de 2025, mas houve a instalação de apenas 3.200 pontos.

Para ocultar a mora e legitimar o atraso reiterado, foram celebrados três termos aditivos em curtíssimos intervalos de dias. Paralelamente, constatou-se que a administração municipal realizou a antecipação de pagamentos na vultosa quantia de R$ 26.000.000,00 sem a devida contraprestação, incluindo repasses superiores a R$ 11.000.000,00 nos meses de julho e agosto de 2024 relativos a 3.200 pontos quando somente seis deles de fato funcionavam no período“, dizia trecho do comunicado ao qual a CNN Brasil teve acesso na época.

Ainda segundo a nota enviada à reportagem, as investigações mostram que o ICB não tem experiência ou histórico no setor de telecomunicações, “limitando seu histórico operacional a feiras de livros e eventos de natureza literária ou religiosa”.

À prefeitura disse à CNN Brasil, na época, que colabora com as investigações e que “segue à disposição das autoridades, tendo já prestado informações“. Em nota, a administração também afirmou que o material requisitado na ocasião já havia sido encaminhado às autoridades.

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