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Não fecheis o coração; ouvi hoje a voz de Deus!

Cor Litúrgica: Verde

23º Domingo do Tempo Comum | Domingo


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15 “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles”. (Mt 18,15-20).

Estimados leitores,

Diz o Senhor Jesus: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo.”

Neste domingo, Dia do Senhor, o Evangelho nos convida a olhar para os nossos relacionamentos com misericórdia e responsabilidade. Jesus não nos ensina a julgar ou condenar quem erra, mas a buscar o diálogo, a reconciliação e a restauração da fraternidade.

Quando alguém nos magoa, é fácil guardar ressentimento, falar pelas costas ou simplesmente se afastar. Jesus, porém, nos mostra outro caminho: ir ao encontro do irmão e conversar com sinceridade, respeito e amor. O objetivo não é vencer uma discussão, provar que temos razão ou aumentar as feridas, mas ganhar o irmão e reconstruir aquilo que foi ferido.

Essa Palavra também nos leva a refletir sobre a maneira como convivemos em nossas famílias, comunidades e grupos. A correção fraterna nasce do amor. Por isso, deve ser feita com humildade, discrição e o verdadeiro desejo de ajudar, nunca para humilhar ou expor o outro.

E Jesus nos deixa uma promessa muito bonita: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles.”

Que, neste Dia do Senhor, possamos abrir o coração para perdoar, pedir perdão e reconstruir os laços que foram quebrados. Que nossas famílias e comunidades sejam lugares onde o diálogo vença a mágoa, a reconciliação supere as diferenças e o amor vença toda divisão.

Senhor, ensina-nos a corrigir com amor, a perdoar com humildade e a nunca desistir de nossos irmãos. Que a tua presença esteja sempre no meio de nós e nos ajude a viver como verdadeiros irmãos e irmãs.

Tenham todos um abençoado domingo!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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Com material eleitoral na Marcha para Jesus, Cleiton Collins diz: “Não cabe bandeira política”

Pastor Cleiton Collins durante a Marcha para Jesus/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

Enquanto era feita a distribuição de santinhos, adesivos e panfletos de candidatos durante a Marcha para Jesus, no Recife, o deputado estadual e candidato à reeleição Cleiton Collins (PP) afirmou que o evento religioso não deveria ser utilizado para manifestações eleitorais. Segundo ele, mesmo que algumas pessoas aproveitem a concentração de fiéis para fazer divulgação política, a Marcha deveria ser dedicada à fé.

O nosso intuito de vir aqui sempre foi adorar Jesus, trazer a bandeira de Jesus. Por isso, algumas pessoas pegam essa oportunidade para tentar fazer isso. Mas o importante mesmo é adorar o nosso Deus, é adorar Jesus”, afirmou.

Questionado especificamente sobre a presença de material político no evento, o candidato disse não acreditar que essa seja a intenção da Marcha. “Eu não acredito que tenha essa intenção. Eu participo da Marcha já há 27 anos. Eu acho que aqui não cabe bandeira política.

Santinhos, adesivos e panfletos de candidatos circularam entre os participantes, incluindo materiais de nomes que disputam vagas para deputado estadual, deputado federal e Senado em Pernambuco.

Entre os políticos associados à mobilização estavam nomes como Clarissa Tércio (PP), Júnior Tércio (PP), Mendonça Filho (PL), Gilson Machado (Podemos), Gilson Machado Filho (Podemos), Anderson Ferreira (PL) e André Ferreira (PL), além do próprio Cleiton Collins. Também foram distribuídos materiais de conteúdo político e ideológico contra a esquerda e o comunismo, entre eles o “Manual Cristão de Alerta ao Comunismo”, que apresenta argumentos religiosos contra a ideologia e utiliza passagens bíblicas para defender posições como a propriedade privada, o trabalho individual e a família tradicional.

A candidata a deputada federal Michelle Collins (PP) que acompanha a participação do marido no evento, também destacou o caráter religioso da Marcha e afirmou que a principal finalidade da mobilização é reunir diferentes igrejas.

Já participamos há 27 anos e é sempre muito bom poder encontrar, poder ver as igrejas, povo de Deus adorando a Deus. A oportunidade [é] única que a gente tem na Marcha para Jesus, está todo mundo junto e é muito bom”, disse.

Michelle afirmou ainda que, embora algumas pessoas se aproximem dos políticos durante o evento, o objetivo central é outro. “Algumas pessoas, quando nos veem, vêm dar um abraço, mas o objetivo principal aqui é unir como igreja e adorar a Deus.

Mendonça destaca proximidade com o eleitorado evangélico

Candidato ao Senado pelo PL, Mendonça Filho também participou da Marcha e reconheceu a proximidade entre sua trajetória política e a comunidade evangélica. Diferentemente de Collins, que enfatizou a separação entre o evento religioso e a política eleitoral, Mendonça afirmou que sua presença na Marcha faz parte de sua relação histórica com esse segmento.

Na verdade, a Marcha para Jesus é um evento que eu sempre participo. Eu tenho muita proximidade histórica com a comunidade evangélica. Então, para mim, é algo que faz parte muito do meu calendário, da minha agenda normal.

“Eu tenho muita identificação com a comunidade evangélica e cristã. Eu sou um cara muito ligado aos valores da família, valores mais conservadores. Isso é algo que é um diálogo natural”, declarou.

André Ferreira destaca relação histórica com a Marcha

Candidato a deputado estadual pelo PL, André Ferreira também destacou a relação de longa data com a Marcha para Jesus e afirmou que sua participação no evento ocorre independentemente do calendário eleitoral.

A Marcha para Jesus é um evento que existe há muitos anos. Quando fui vereador, fui autor da lei que instituiu a Marcha para Jesus no Recife e, como deputado, também trabalhei para instituí-la em Pernambuco. Então, a nossa relação com a Marcha é de muitos anos.

De acordo com ele, a mobilização também representa uma oportunidade de demonstrar a força do segmento evangélico. “Um evento como esse fortalece cada vez mais o vínculo com o cristão e mostra que a gente pode participar, nas ruas, de um evento tão bonito como esse, sem bagunça, sem briga, sem nada.”

Ai ser questionado sobre o apoio que recebe em um evento como a Marcha, André disse que conta com a aprovação dos evangélicos. “Esse evento é de várias igrejas. A gente tem o apoio do segmento evangélico e, como representante desse segmento, participa todo ano, independentemente de política ou não, porque a gente tem uma relação com a Marcha para Jesus”.

A 28ª Marcha para Jesus reúne fiéis neste sábado (5), em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A programação religiosa teve concentração e caminhada até o Parque Dona Lindu. A organização estima público de aproximadamente 60 mil pessoas.

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Marcha para Jesus vira espaço para distribuição de materiais eleitorais da direita no Recife

A 28ª edição da Marcha para Jesus, realizada neste sábado (5), no Recife, ganhou também contornos eleitorais com a presença de apoiadores e grupos ligados a candidaturas de direita que disputam as eleições de 2026 em Pernambuco. Ao longo da concentração e do percurso em Boa Viagem, pessoas distribuíram santinhos, adesivos e panfletos de candidatos a deputado estadual, deputado federal e senador.

Entre os nomes que aparecem nos materiais distribuídos estão Clarissa Tércio (PP), candidata à reeleição para deputada federal; Júnior Tércio (PP), candidato a deputado estadual; Mendonça Filho (PL), candidato ao Senado; Gilson Machado (Podemos), candidato a deputado federal; Gilson Machado Filho (Podemos), candidato a deputado estadual; Anderson Ferreira (PL), candidato a deputado federal; André Ferreira (PL), candidato a deputado estadual; Polly do Amor (Podemos), candidata a deputada federal; e Miguel Coelho (UB), candidato a deputado federal.

Os candidatos ao Governo de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB) e Ivan Moraes (PSOL) não marcaram presença.

A movimentação transformou o evento religioso em um espaço de aproximação de candidatos com um público considerado estratégico para a direita pernambucana, uma vez que a maioria dos presentes no evento são evangélicos.

Além do material com nomes e imagens de candidatos, também foram distribuídos panfletos de conteúdo político e ideológico com críticas à esquerda e ao comunismo. A circulação dessas mensagens deixa mais forte, ao longo da Marcha, a associação entre a mobilização religiosa e pautas defendidas por setores conservadores do espectro político.

No entanto, a Marcha para Jesus mantém oficialmente o caráter religioso e a organização apresenta o evento como uma celebração pública de fé, com participação de diferentes denominações cristãs, música, oração e adoração. A concentração ocorreu na Avenida Boa Viagem, com percurso até o Parque Dona Lindu.

O movimento também aponta a disputa da direita por espaços de visibilidade junto ao eleitorado cristão, principalmente em uma eleição na qual o campo conservador busca fortalecer sua presença em Pernambuco.

Panfleto prega alerta ao comunismo

Além dos materiais com nomes de candidatos, um dos panfletos distribuídos durante a Marcha para Jesus traz o título “Manual Cristão de Alerta ao Comunismo” e apresenta uma série de argumentos de caráter político e religioso contra a ideologia comunista.

Logo na introdução, o material define o comunismo como uma ideologia política e econômica criada por Karl Marx e Friedrich Engels e afirma que sua proposta seria acabar com a propriedade privada e estabelecer uma sociedade baseada na igualdade. O texto sustenta, ainda, que o comunismo negaria a fé em Deus, colocaria o Estado no centro da vida humana e substituiria a moral cristã por uma “moral política e materialista”.

O panfleto também associa experiências históricas de regimes comunistas à perseguição de cristãos, fechamento de igrejas e destruição de valores familiares. A partir dessa argumentação, classifica o comunismo como uma ideologia “anticristã” que buscaria retirar Deus da sociedade.

Na segunda parte, intitulada “Refutação Bíblica ao Comunismo”, o material utiliza passagens da Bíblia para sustentar argumentos contrários à ideologia. Entre os temas abordados estão a soberania de Deus, a defesa da propriedade privada, o trabalho como responsabilidade individual, a importância da família e a liberdade religiosa.

O conteúdo é organizado em dez questões, apresentadas como pontos de contraposição entre princípios cristãos e ideias atribuídas ao comunismo. O texto questiona, por exemplo, a existência de Deus, a relação entre religião e política, a propriedade privada, a distribuição de renda, o papel do trabalho, a estrutura familiar, a educação, a ideia de justiça social e a chamada luta de classes.

Em um dos trechos, o panfleto afirma que o comunismo defenderia que todos recebessem o mesmo independentemente do esforço individual. Em outro, sustenta que a ideologia representaria uma ameaça à família tradicional por considerar a estrutura familiar um obstáculo ao domínio do Estado.

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Zé Negão explica rompimento com Danilo Simões e mudança de apoio para Fernando Monteiro

O vereador Zé Negão explicou os motivos que levaram seu grupo político, em Afogados da Ingazeira, a deixar o apoio à candidatura de Danilo Simões para deputado federal e anunciar adesão a Fernando Monteiro.

Em entrevista à jornalista Juliana Lima, Zé afirmou que a decisão foi resultado de um processo de desgaste interno e atribuiu a Danilo falta de diálogo e distanciamento das lideranças que vinham participando da articulação política do grupo.

Segundo o vereador, ele havia retirado sua própria candidatura há dois anos para apoiar Danilo e permaneceu ao lado dele durante o processo eleitoral seguinte. A relação, porém, teria começado a se desgastar após divergências envolvendo integrantes da oposição local.

Zé citou um episódio envolvendo Edson Henrique e um assessor de Romero Sales. Após a divergência, segundo ele, parte do grupo decidiu não acompanhar Romero, enquanto Danilo manteve sua relação política com o candidato.

Danilo se distanciou do nosso grupo. Tem gente aqui do grupo e, se você quiser, eu trago cem lideranças para dizer que foi abandonado”, afirmou.

O vereador disse que procurou Danilo em diferentes momentos para alertá-lo sobre a insatisfação entre aliados.

Eu conversei com ele várias vezes: ‘Danilo, vamos ver tudo isso aí, porque as lideranças já estão insatisfeitas, isso não vai dar certo’”, relatou.

Segundo Zé Negão, atividades realizadas na zona rural também passaram a ocorrer sem a participação de integrantes que anteriormente atuavam em conjunto com Danilo. Na avaliação do vereador, a forma como a campanha estava sendo conduzida contribuiu para novos afastamentos.

“Ele não teve a preocupação de unir o grupo. Faltou diálogo, faltou procurar”, declarou.

Zé afirmou ainda que defendia uma atuação mais intensa da candidatura nas ruas e maior aproximação com as lideranças locais.

Eu disse: ‘Danilo, a campanha tem que ir para a rua, a campanha tem que ser trabalhada’. […] Eu disse: ‘se não arrumar a casa, vai começar a esfacelar’. E começou”, afirmou.

O vereador também relatou episódios envolvendo a organização de atividades de campanha que, segundo sua versão, ampliaram a insatisfação de integrantes do grupo.

O processo culminou na decisão de Zé Negão e seus aliados de deixar a candidatura de Danilo Simões e anunciar apoio ao deputado federal Fernando Monteiro.

As declarações representam a versão apresentada por Zé Negão sobre o rompimento e os fatores que, segundo ele, motivaram a mudança de apoio político.

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Em giro no Agreste, Raquel Lyra visita Feira de Caruaru: “Estamos melhorando os espaços”

Raquel Lyra em Caruaru/Janaína Pepeu

A governadora Raquel Lyra (PSD), candidata à reeleição, visitou, na manhã deste sábado (5), a Feira de Caruaru, no Parque 18 de Maio. Na ocasião, conversou com feirantes, comerciantes e consumidores e falou de investimentos no município em que foi prefeita por dois mandatos.

Estamos melhorando os espaços aqui no Parque 18 de Maio para dar mais dignidade a quem comercializa os seus produtos e a quem vem comprar. Também estamos ajeitando as estradas, a exemplo da duplicação da PE-95, para que as pessoas possam vir para Caruaru com tranquilidade e segurança”, disse Raquel.

Neste sábado (5), Raquel também participou de caminhada em Garanhuns, ao lado da sua vice na chapa, Priscila Krause (PSD), e dos deputados federais e candidatos ao Senado, Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP). À tarde, a governadora segue para Quipapá, onde tem agenda com concentração na Escola Tancredo de Almeida Neves.

A candidata retorna ao Agreste no fim da tarde. Às 18h, participa de uma caminhada em Feira Nova, com concentração na PE-50. Uma hora depois, às 19h, Raquel encerra a programação com outra caminhada, desta vez no Centro de Limoeiro.

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No Agreste, João Campos reforça promessas para água, infraestrutura e confecções

Em Vertentes, candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor/Foto: Marlon Diego

 

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) concentrou a agenda de campanha da manhã deste sábado (5) no Agreste. Em passagens por Lagoa dos Gatos e Vertentes, o socialista percorreu feiras livres, participou de uma carreata e reforçou promessas voltadas ao abastecimento de água, à infraestrutura e à qualificação profissional.

A primeira parada foi em Lagoa dos Gatos, onde João caminhou pela feira livre e conversou com moradores e comerciantes. No município, o candidato prometeu investimentos em abastecimento de água, estradas e educação profissional e afirmou que pretende estabelecer uma relação de parceria com as prefeituras do interior caso seja eleito.

A partir do ano que vem, vocês vão ter um governador amigo, aliado, que vai fazer o mesmo por essa terra. Vamos trazer abastecimento de água, obras de infraestrutura, estrada, escola técnica, porque vocês vão ver: o povo vai ser bem cuidado, como eu fiz no Recife. Chegou a hora de fazer em Pernambuco”, declarou.

João também voltou a defender a isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para motocicletas de até 180 cilindradas, uma das propostas apresentadas durante a campanha.

A partir do ano que vem, moto de até 180 cilindradas vai ter o IPVA zerado”, afirmou.

Durante o ato, o ex-prefeito do Recife ainda reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Aqui é o time de Lula, é o time de João, é o time que tem compromisso com o nosso Estado”, disse.

Polo de confecções

De Lagoa dos Gatos, João seguiu para Vertentes, onde também percorreu a feira livre antes de participar de uma carreata pelas ruas da cidade. No município, o candidato direcionou o discurso ao polo de confecções do Agreste e prometeu investimentos em capacitação e infraestrutura para o setor.

“Vamos ter um investimento forte no nosso polo de confecções, realizando parcerias e focando na capacitação. Além disso, vamos realizar também um grande investimento em infraestrutura que ajudará muito na logística”, afirmou.

A passagem por Vertentes contou com a participação do presidente municipal do PSB, Zito Barros, e dos candidatos Felipe Carreras (PSB), a deputado federal, e Diogo Moraes, a deputado estadual.

Também participaram das duas agendas o candidato a vice-governador na chapa de João, Carlos Costa (Republicanos), e os candidatos ao Senado Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT).

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Lula: não quero depender da China e dos EUA, queremos inteligência artificial em português

Lula defende maior autonomia tecnológica do Brasil e investimentos em inteligência artificial/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou neste sábado, 5, que o Brasil não quer depender da China ou dos Estados Unidos no desenvolvimento de inteligência artificial e defendeu uma tecnologia produzida em português.

Durante comício em São José do Rio Preto (SP), Lula também destacou o uso do gov.br e afirmou que 178 milhões de pessoas se conectam ao governo pela plataforma.

O petista vinculou esse avanço à estratégia de ampliar a infraestrutura tecnológica no País. Segundo ele, a aprovação do Redata pelo Senado abre possibilidade de atrair R$ 500 bilhões em investimentos para data centers no Brasil.

Quem vier produzir aqui data center vai ter que produzir sua própria energia“, afirmou. Ele disse ainda que o objetivo é aproveitar a disponibilidade de energia barata no País para atrair novos projetos e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.

‘Pensar o futuro é aumentar o salário mínimo acima da inflação’

Lula também afirmou neste sábado que “pensar o futuro” passa por aumentar o salário mínimo acima da inflação e rebateu críticas do adversário Flávio Bolsonaro sobre o custo de vida no País.

Pensar no futuro é acabar com a fila do INSS. Pensar no futuro é ter o menor índice de desemprego na história desse país“, complementou Lula durante comício em São José do Rio Preto (SP).

O petista afirmou que a inflação de alimentos foi de 56,17% nos quatro anos do governo anterior, ante 13,6% durante os quatro anos de sua gestão.

O IPCA, índice oficial de inflação do País, acumulava alta de 4 64% em 12 meses até junho de 2026. No mês, o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,24%, segundo o IBGE.

Lula também afirmou que não pretende entrar em uma disputa eleitoral baseada apenas em acusações. “Se a gente for entrar na briga política das mentiras, ficar acusando, a gente vai se igualar a eles“, disse.

As declarações ocorreram durante comício, ao lado do candidato a governador de São Paulo pelo PT, Fernando Haddad, e das candidatas ao Senado Federal pela chapa governista, Marina Silva e Simone Tebet.

Após o ato, Lula realiza uma visita ao campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) no município. Mais cedo, o candidato esteve no Hospital de Amor de Barretos (SP). No fim da tarde, o petista volta a Brasília.

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Alexandre de Moraes é ‘laranja podre’ dentro do STF, diz Flávio Bolsonaro

O candidato do PL para a Presidência da República, Flávio Bolsonaro, acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de ter um “gabinete da perseguição” e chamou o magistrado de “laranja podre” dentro da Corte.

As declarações ocorreram em entrevista à imprensa durante visita ao município de Ponta Grossa (PR), neste sábado, 5. “O Brasil vive tempos muito ruins, muito difíceis. E, mais uma vez, a gente precisa proteger a instituição que é o Supremo Tribunal Federal“, afirmou.

Flávio continuou: “Este vai ser o meu papel como presidente da República: resgatar a credibilidade das instituições, e não ficar protegendo pessoas. Porque, hoje, o Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal Federal.

O candidato prosseguiu: “A gente não pode deixar que toda a Corte seja contaminada por isso, porque a magistratura não é Alexandre de Moraes. Essa não é a regra entre os magistrados, entre os juízes deste País. Essa não é a regra nem dentro do Supremo Tribunal Federal. Então, nós temos que proteger a população de pessoas como Alexandre de Moraes, que não tem a menor condição de continuar sendo ministro do Supremo.”

Na ocasião, Flávio também afirmou que o ato de 7 de setembro, na Avenida Paulista, em São Paulo, terá o mote “Fora Lula, Fora Moraes”.

Além disso, o candidato disse lamentar a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de não pautar a abertura do processo de impeachment contra o ministro do STF.

O senador do PL criticou ainda a decisão de Moraes que incluir o ministro André Mendonça, relator do processo sobre o Banco Master, no inquérito das fake news. O parlamentar rechaçou também a possibilidade de que Mendonça também vire alvo de impeachment.

Está às claras para o Brasil inteiro ver o que é o gabinete do ministro Alexandre de Moraes. É o gabinete da perseguição“, declarou Flávio Bolsonaro. “Eu lamento que o presidente do Senado, o Davi Alcolumbre, para a minha decepção, agora ele tenha tomado coragem de falar em impeachment de ministro. Já tem mais de 54 pedidos de impeachment do ministro Alexandre de Moraes parados, engavetados na presidência do Senado Federal.

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Augusto Cury celebra crescimento nas pesquisas e diz que vai ‘pacificar’ o País

Augusto Cury, candidato do Avante/ALOISIO MAURICIO/ESTADÃO CONTEÚDO

O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, fez neste sábado, 5, na cidade de Araçatuba, interior paulista, uma carreata denominada de ‘pacificação’. O escritor criticou a polarização que ainda existe na política brasileira, classificando-a de ‘insana’ e dizendo que o Brasil não pertence nem à família ‘Bolsonaro’ e nem à família ‘Lula da Silva’ e que é preciso focar em projetos e não em ataques pessoais.

Neste sábado, o candidato celebrou o seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto. “Fiquei sabendo que no Ceará tive o maior crescimento da história do Brasil em uma semana”, destacou, citando que saiu de 0,2% em junho para 12,3%.

Os dados se referem à pesquisa Atlas/Focus, divulgada na sexta-feira, 4, realizada entre os dias 28 de agosto a 2 de setembro, e com registro BR-07411/2026. Ele agradeceu o eleitor nordestino e de todas as regiões do País.

O Brasil tem cura e merece ser pacificado“, frisou Cury, na carreata feita em Araçatuba.

Em um post na sua conta oficial do Instagram, o candidato ainda disse: “Os brasileiros estão percebendo que existe, sim, um novo caminho para o País. O Ceará mandou um recado forte. E o Nordeste começa a mostrar que a esperança também cresce quando encontra coragem.”

Na carreata, Cury agradeceu pessoas de todas as vertentes religiosas, citando pastores evangélicos, padres e freiras, espíritas, budistas, islamitas e, depois, mencionou os ateus. “Já fui ateu, mas quando estudei a mente de Cristo, me curvei aos pés dele, que foi o maior pacificador da história“, disse, destacando que deseja governar para todo o Brasil.

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Delegados da PF pedem que Gonet se declare impedido em atos no caso Master

A ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal) pediu neste sábado (5) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado no âmbito da Operação Compliance Zero, sobre o Banco Master.

Entre esses fatos está o relatório produzido pela PF que também trouxe informações envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Master. O próprio Gonet é citado nominalmente no documento.

Em nota pública, a entidade afirma que as regras de impedimento e suspeição previstas para magistrados também alcançam integrantes do Ministério Público.

A manifestação ocorre após a PGR (Procuradoria-Geral da República) instaurar um Procedimento de Controle Externo da Atividade Policial para apurar a atuação da PF na elaboração do relatório referente ao material apreendido na Compliance Zero.

A associação classificou a medida como motivo de “indignação e preocupação” e sustentou que os delegados e servidores responsáveis pelo documento apenas cumpriram uma determinação judicial, sem liberdade para decidir se produziriam ou não o relatório.

Segundo a ADPF, caso a PGR considere irregular a decisão judicial que determinou a produção do documento, o questionamento deveria ser feito diretamente no processo em tramitação no Supremo Tribunal Federal, e não por meio de procedimento direcionado à atuação dos policiais.

Dirigir o questionamento a quem cumpriu a ordem transfere aos executores uma controvérsia que não é deles”, afirma a entidade.

Ao citar o fato de Gonet aparecer no próprio relatório, a associação afirma que, independentemente de qualquer avaliação sobre as intenções do procurador-geral, o “efeito objetivo da medida é intimidatório sobre os investigadores”.

Além do impedimento de Gonet, a ADPF pediu o arquivamento do procedimento instaurado pela PGR e defendeu que os fatos revelados pela Compliance Zero sejam investigados “em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas”.

A associação afirmou ainda que dará assistência aos delegados eventualmente alcançados por procedimentos relacionados ao episódio. Segundo a entidade, impedir que agentes sejam responsabilizados por cumprir uma ordem judicial é necessário para preservar a capacidade do Estado de investigar “sem receio de retaliação”.

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Nas redes, rejeição a Moraes supera polarização crescente sobre Mendonça

O debate público nas redes sociais tem indicado que a rejeição ao nome de Alexandre de Moraes supera a polarização sobre a atuação do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal), segundo dados da consultoria AP Exata.

Desde o estouro da crise do relatório da PF (Polícia Federal) encomendado pelo relator do Caso Master que detalhou contatos entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes (1º de setembro), o nome do ministro aparece em menções negativas em mais de 70% das vezes em que é citado.

No caso de Mendonça, em 1º de setembro, o ministro era citado em 23% dos casos em publicações com teor positivo. Porém, de lá para cá, as menções negativas passaram a ser maioria.

Mas a situção de Mendonça é mais polarizada que a de Moraes: as menções positivas oscilam por volta de 20% e 25%, enquanto comentários negativos sobre o relator do Caso Master ficam entre 25% e 30%.

Já em relação a Moraes, as menções positivas não passam de 5%. A AP Exata analisou 120 mil menções aos magistrados no Instagram e no X desde 1º de setembro até o dia 4.

Os dados nos dizem que Alexandre de Moraes está indefensável”, afirmou o cientista de dados e CEO da AP Exata, Sergio Denicoli, em entrevista ao WW nesta sexta-feira (4).

Na avaliação de Denicoli, Moraes perdeu o apoio em massa da esquerda e, agora, conta com defensores em um contingente “irrelevante”.

Já no caso de Mendonça, “apesar da tentativa da esquerda de colocá-lo em um conflito político“, o crescimento das menções negativas acompanha o das menções positivas.

É uma crise do Alexandre de Moraes“, acrescentou Denicoli.

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Gilmar formaliza proposta para proibir delegados e militares no STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes formalizou, neste sábado (5), uma proposta de emenda regimental para proibir a atuação de delegados e militares das Forças Armadas como funcionários de gabinetes da Corte.

É vedada a nomeação ou a designação de militares das Forças Armadas e de servidores integrantes das carreiras policiais previstas no art. 144 da Constituição Federal, ainda que licenciados ou cedidos, para cargo em comissão ou função comissionada nos Gabinetes dos Ministros”, define a proposta.

A exceção é a atuação destes quadros para atividades de segurança. Caberia ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, providenciar o retorno destes funcionários aos seus órgãos de origem.

As próximas etapas para a tramitação da proposta são a manifestação dos membros da Comissão do Regimento e depois a convocação de uma sessão administrativa.

A sugestão ocorre em meio à escalada da crise no Supremo entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. Atualmente, dois delegados atuam no gabinete de Mendonça. Outros dois trabalham nos gabinetes de Moraes e do ministro Luiz Fux.

A percepção de Gilmar de que é preciso colocar um freio na presença de policiais trabalhando no Supremo surgiu ainda durante a tensão entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

A CNN Brasil havia adiantado que Gilmar propôs a Fachin que os gabinetes dos ministros da Corte sejam proibidos de contar com delegados da PF (Polícia Federal).

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Prefeitura de Afogados anuncia ampliação de investimentos no Programa de Aquisição de Alimentos

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira anunciou a ampliação dos investimentos municipais no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). A proposta de retomada e fortalecimento do programa foi apresentada durante reunião com agricultores familiares, realizada nesta sexta-feira (4), no auditório da Cagepe.

O encontro reuniu produtores rurais, representantes de associações, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural e Urbano (Comdrur).

Em Afogados da Ingazeira, o PAA é coordenado pelas secretarias municipais de Agricultura e de Assistência Social. O programa permite a aquisição direta de produtos da agricultura familiar pelo poder público, destinando os alimentos a órgãos, equipamentos e instituições atendidas pelas políticas de segurança alimentar.

Segundo a secretária municipal de Assistência Social, Madalena Leite, a iniciativa contribui tanto para a geração de renda no campo quanto para o acesso da população a alimentos de qualidade.

O PAA é um programa que integra a política de segurança alimentar. O programa garante ao produtor que ele possa produzir e entregar seus produtos diretamente à gestão pública, servindo alimentos de qualidade a diversos órgãos e instituições”, afirmou.

Município anuncia contrapartida de até R$ 120 mil

Para este ano, a previsão é de que Afogados da Ingazeira receba R$ 175 mil do Governo Federal para execução do programa. Durante a reunião, o prefeito Sandrinho Palmeira anunciou que o município também ampliará a participação financeira no PAA.

Vamos repassar R$ 60 mil do município esse ano, chegando no início do próximo ano a R$ 120 mil a contrapartida da Prefeitura para os investimentos que o Governo Federal já faz no programa”, informou Sandrinho.

O prefeito também anunciou a inclusão de 100 famílias de agricultores em uma iniciativa municipal de apoio à agricultura familiar. Segundo a gestão, as famílias serão selecionadas a partir de critérios previamente definidos e receberão recursos da Prefeitura para investimentos na produção.

Participaram ainda do encontro o vice-prefeito Daniel Valadares; os vereadores Mário Martins, Lucineide Cordeiro, César Tenório, Cícero Miguel e Reinaldo Lima; o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Afogados, José Matias; e Vilsomary Marques, presidente do Comdrur.

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Campanha de Lula pede ao STF fim de sigilo sobre o filme ‘Dark Horse’

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir o fim do sigilo sobre documentos relacionados ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia de Jair Bolsonaro que recebeu recursos do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O pedido foi apresentado ao ministro Flávio Dino, relator de um processo que apura a destinação de emendas parlamentares para a produtora do filme. A defesa da campanha também quer que a Ancine (Agência Nacional do Cinema) só avance no processo de autorização da obra após os produtores apresentarem informações detalhadas sobre contratos, doações, receitas e despesas.

Segundo a petição apresentada pela defesa da campanha, coordenada pelo advogado Angelo Ferraro, o filme avança nos sistemas de registro da Ancine e pode chegar aos cinemas durante o período eleitoral de 2026. Sem acesso à documentação sobre o financiamento, a equipe afirma que não é possível verificar se a produção recebeu recursos de origem ilegal.

Os advogados argumentam que o filme foi registrado como obra estrangeira, o que permitiria aos produtores não apresentar à Ancine informações detalhadas sobre a origem dos recursos utilizados na produção.

A campanha afirma ainda que é necessário evitar que mecanismos jurídicos ou administrativos sejam usados para impedir a transparência sobre a movimentação financeira relacionada ao filme. O pedido também relaciona os recursos destinados à produção a uma estrutura empresarial atribuída a Vorcaro.

Segundo a petição, empresas que integram essa cadeia são alvo de investigações por suspeitas de lavagem de dinheiro e de ligação com o crime organizado no âmbito da Operação Carbono Oculto, da Polícia Federal.

Os advogados pedem que Dino solicite informações à Ancine e aos produtores do filme e determine o levantamento do sigilo ou, alternativamente, o compartilhamento de documentos obtidos pela Polícia Civil de São Paulo no âmbito da Operação Saturno.

A cinebiografia de Bolsonaro já é alvo de questionamentos no processo que tramita no STF. A campanha de Lula busca, com o pedido, ampliar o acesso às informações sobre a origem e o destino dos recursos envolvidos na produção.

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E DARK HORSE, MENDONÇA?

Por ICL Notícias

Foi em dezembro de 2025 que a investigação do caso Master, a maior fraude do sistema financeiro brasileiro, chegou oficialmente ao Supremo Tribunal Federal (STF), quando o ministro Dias Toffoli avocou o inquérito para a Corte. Após revelações de negócios com pessoas ligadas ao banco de Daniel Vorcaro, Toffoli deixou o caso em fevereiro e, no mês seguinte, André Mendonça assumiu a relatoria.

Em boa parte do mês de agosto, o noticiário foi tomado por vazamentos de informações do inquérito com conversas comprometedoras para Alexandre de Moraes e Paulo Gonet. Especialmente as mensagens em que Daniel Vorcaro pede a Moraes orientações antes de ser preso e a descoberta de que o ministro teria editado o contrato de advocacia de R$ 130 milhões de sua mulher com o Banco Master. Também o procurador-geral da República foi citado pelo banqueiro.

Em meio aos protestos de Moraes e Gonet pelos vazamentos, André Mendonça tirou o sigilo do inquérito na terça-feira (1º) o que manteve os dois no olho do furacão. Além disso, Mendonça determinou que Daniel Vorcaro prestasse depoimento para explicar as reclamações de que estava sofrendo ameaças da Polícia Federal na prisão e a alegação de que sua proposta de colaboração premiada não foi aceita porque pretendia delatar o diretor geral da corporação, Andrei Rodrigues.

Enquanto expõe em praça pública as suspeitas contra Moraes, Gonet e Andrei, no entanto, o relator tem comportamento bem diferente com relação à investigação do financiamento do filme Dark Horse por Daniel Vorcaro.

Quase 120 dias depois de vir a público, através de reportagem publicada no site The Intercept, a gravação em que o presidenciável Flávio Bolsonaro pede dinheiro a Vorcaro para o filme que conta a vida de seu pai, não se viu nenhum movimento relevante em relação a esse episódio.

Curiosamente, outra investigação com relatoria a cargo de Mendonça proporcionou à imprensa um vasto repertório de vazamentos sobre o relacionamento de Fábio Luiz Lula da Silva, filho do presidente de Lula, e do chefe de gabinete da Presidência da República com a lobista Roberta Luchsinger.

O caso Dark Horse continua parado, sem a prestação de contas prometida por Flávio Bolsonaro ou qualquer resposta para várias perguntas, como por exemplo: Qual o destino final do R$ 61 milhões repassados por Vorcaro? Os recursos foram desviados para atividades políticas no exterior? Por que uma produtora inexperiente foi escolhida para tratar de um filme tão caro? E várias outras.

Mendonça, que permitiu o vazamento de tantas informações do inquérito sobre Fábio Luiz e o chefe de gabinete da Presidência, parece muito pouco interessado em esclarecer os repasses de Vorcaro que foram pedidos por Flávio Bolsonaro.

Dessa forma, o relator desequilibra o jogo eleitoral, dando ao grupo bolsonarista, com quem tem alinhamento ideológico, munição para ataques na campanha, enquanto preserva o candidato do PL.

Por isso, a campanha de Lula resolveu ir ao STF para que seja retirado o sigilo dessa parte do inquérito também.

Se não o faz por conta própria, Mendonça permite à sociedade desconfiar de que sua conduta é parcial, para beneficiar um dos candidatos a presidente.

Que o sigilo seja derrubado imediatamente.

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