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Pesquisa Quaest/Pernambuco: Raquel tem 43% e João soma 37%

A menos de um mês do 1º turno — marcado para 4 de outubro, pesquisa Quaest foi divulgada nesta terça-feira (8) revela o cenário da disputa em Pernambuco para o governo estadual. Segundo o levantamento, a governadora Raquel Lyra (PSD) lidera com 43%, enquando o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) soma 37%. Na amostragem anterior, divulgada em agosto, a pessedista tinha 44% e o socialista, 36%.

Na sequência, Ivan Moraes (PSOL) mantém 1% das intenções. Renan Hallais (Missão) também mostra 1%. Professora Camila (UP), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) registraram 0% cada. Indecisos somam 12%, enquanto brancos/nulos, 6%.

Estudo mostra que para 76% dos eleitores (antes 72%), a escolha do candidato é definitiva. Os demais 23% (antes 27%) revelam que ainda podem mudar o voto até o dia de apertar nas urnas.

Contratada pela Globo, a Quaest entrevistou 1.302 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-00285/2026.

Espontânea

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores da Quaest não fornece aos eleitores os nomes dos candidatos, apenas Raquel e João marcam. Raquel Lyra mantém 33%, João Campos tem 24% (antes 22%), Ivan Moraes recua e anota 0%. Professora Camila (UP), Professor Jeremias do Banco (Democrata), Renan Hallais (Missão), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) continuam regustrando 0%. Indecisos formam 40% (antes 40%) eleitores e brancos/nulos/não vai votar com 3% (antes 4%).

Conhecimento e rejeição

O estudo ainda questionou os eleitores se eles: conhecem e votariam; não conhecem e conhecem e não votariam em cada candidato. Raquel e João lideram entre o “conhece e não votaria”, ocupando os lugares de maior rejeição. O panorama completo mostra:

Raquel Lyra

Conhece e votaria: 60% (antes 60%);
Não conhece: 6% (antes 6%);
Conhece e não votaria: 34% (antes 34%).

João Campos

Conhece e votaria: 55% (antes 52%);
Não conhece: 7% (antes 8%);
Conhece e não votaria: 38% (antes 40%).

Ivan Moraes

Conhece e votaria: 5% (antes 5%);
Não conhece: 83% (antes 83%);
Conhece e não votaria: 12% (antes 12%).

Renan Hallais

Conhece e votaria: 3% (antes 3%);
Não conhece: 81% (antes 84%);
Conhece e não votaria: 16% (antes 13%).

Guilherme Fonseca

Conhece e votaria: 2% (antes 1%);
Não conhece: 88% (antes 89%);
Conhece e não votaria: 10% antes 10%).

Professor Jeremias do Banco

Conhece e votaria: 2% (antes 2%);
Não conhece: 92% (antes 92%);
Conhece e não votaria: 6% (antes 6%).

Professora Camila

Conhece e votaria: 2% (antes 2%);
Não conhece: 90% (antes 93%);
Conhece e não votaria: 8% (antes 5%).

Victor Assis

Conhece e votaria: 1% (antes 1%);
Não conhece: 94% (antes 94%);
Conhece e não votaria: 5% (antes 5%).

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Lula lidera disputa pela Presidência no 1º turno com 51% em PE; Flávio tem 21%, aponta Quaest

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, lidera a disputa pela Presidência da República no primeiro turno entre os eleitores de Pernambuco, com 51% das intenções de voto, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira, 8. Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 21%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 6%.

Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) têm 2% cada. Samara Martins (UP), Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC) e Edmilson Costa (PCB) não pontuaram. Os indecisos somam 10%, enquanto 8% afirmam que votarão em branco, nulo ou que não irão votar.

Cenário com Pablo Marçal

A Quaest também testou um cenário de primeiro turno com Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura apesar de estar inelegível e aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre se poderá disputar a eleição.

Nesse cenário, Lula tem 54% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro, 20%. Augusto Cury aparece com 5%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado registram 2% cada. Pablo Marçal tem 1%.

Romeu Zema, Samara Martins, Rui Costa Pimenta, Hertz Dias, Clariana Barão, Wilson Grassi e Edmilson Costa não pontuaram. Os indecisos somam 9%, enquanto 7% afirmam que votarão em branco, nulo ou que não irão votar.

A Quaest ouviu 1.302 eleitores de Pernambuco entre os dias 4 e 7 de setembro. O levantamento, encomendado pela Globo, tem margem de erro de três pontos porcentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-00285/2026.

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Mendonça diz ter sido alvo de “monitoramento ilegal” da PF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (8) ter sido alvo de “monitoramento sistemático” e ilegal pela inteligência da Polícia Federal durante cerca de um mês. A acusação consta da decisão em que Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.

Segundo o ministro, a PF produziu ao menos seis relatórios de inteligência entre os dias 3 e 31 de agosto deste ano com análises sobre sua atuação à frente das investigações dos casos Banco Master e fraudes no INSS.

Ao menos há mais de 30 dias este relator tem sido monitorado pela Polícia Federal. Trata-se de monitoramento ilícito de Ministro da Suprema Corte do país, o que por si só revela a gravidade da situação”, escreveu Mendonça.

O que Mendonça chama de monitoramento

Os documentos não descrevem, por exemplo, interceptações telefônicas ou vigilância física do ministro. O que Mendonça chama de “monitoramento” é a produção de relatórios que analisavam suas decisões judiciais, a relação dele com outras autoridades e possíveis motivações políticas para atos praticados no exercício do cargo.

Como já mostrou a CNN, os textos também examinavam o tempo gasto pelo ministro para decidir pedidos da PF, os critérios usados nas investigações e sua relação com integrantes do Supremo e atores políticos.

Um dos documentos, por exemplo, analisou a relação de Mendonça com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e levantou hipóteses para explicar decisões tomadas pela AGU em processos relatados pelo ministro.

Outro trecho tratava de uma possível estratégia de “recomposição de forças” dentro do Supremo e fazia inferências sobre as motivações de Mendonça. O próprio relatório, porém, classificava parte dessa cadeia de raciocínio como de baixa confiança.

Para Mendonça, a confirmação de que houve monitoramento está também em um trecho de um dos relatórios que afirma que determinada hipótese não autorizaria uma manifestação institucional ou providência formal, mas permitiria “monitoramento e coleta dirigida”.

“Se evidencia a efetiva realização de MONITORAMENTO e COLETA DIRIGIDA sobre a pessoa deste Ministro do Supremo Tribunal Federal e sobre a pessoa do Advogado-Geral da União”, afirmou.

Relatórios não tinham valor probatório

Mendonça também questionou a validade dos documentos. Na decisão, classificou os relatórios como apócrifos, por não apresentarem elementos como identificação clara de autoria e data de produção, e afirmou haver problemas técnicos na forma como foram elaborados.

Os próprios documentos registram que são materiais de trabalho “sem valor probatório”. Também afirmam que não imputam infrações a magistrados ou outras autoridades, não constituem representação e não substituem uma peça processual própria.

Mendonça sustenta, por isso, que o material não poderia ter sido usado para fundamentar acusações criminais contra ele.

Como os documentos chegaram a Moraes

Os relatórios vieram a público na semana passada.

Depois de Mendonça retirar, em 1º de setembro, o sigilo de documentos da investigação do Banco Master com informações sobre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes, o ministro tornou públicos relatórios de inteligência da PF sobre o colega e os utilizou para apontar “fortes indícios” de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade na atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Mendonça afirma, porém, que Moraes já sabia da existência dos relatórios antes de recebê-los formalmente.

Isso significa que, ademais da produção ilícita dos ‘documentos’, foi dada ciência das suas existências a outro Ministro para que este subscritor fosse incluído no Inquérito das Fake News”, escreveu.

A decisão de hoje, porém, não afirma que Moraes tenha determinado a produção dos relatórios nem que tenha participado do suposto monitoramento.

Relatórios são diferentes do documento sobre Vorcaro

Os seis relatórios questionados por Mendonça não são o mesmo documento da PF que analisou o celular de Daniel Vorcaro.

O relatório sobre o ex-banqueiro tem 218 páginas e foi entregue a Mendonça depois que o ministro determinou à PF que identificasse integrantes de uma suposta rede de influência e monitoramento atribuída ao fundador do Banco Master.

Esse documento reúne mensagens, registros de chamadas, arquivos e contratos extraídos do celular de Vorcaro e traz referências a Moraes, ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao próprio Andrei Rodrigues. Já os seis relatórios de inteligência questionados agora analisavam a atuação de Mendonça e de outras autoridades.

Afastamentos na PF

Diante do que chamou de gravidade dos fatos, Mendonça determinou nesta terça o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do comando da PF e de Leandro Almada da Costa da Diretoria de Inteligência Policial.

O ministro afirmou haver, em análise preliminar, indícios de omissão, participação ou conhecimento sobre a elaboração dos relatórios por integrantes da cúpula responsável pela área de inteligência da corporação.

Segundo Mendonça, a permanência dos dois nos cargos poderia permitir acesso antecipado a diligências, influência sobre pessoas chamadas a depor ou interferência na coleta e preservação de provas.

O ministro também mandou a Corregedoria da PF abrir procedimentos de natureza penal e administrativo-disciplinar.

A investigação deverá esclarecer quem determinou a produção dos relatórios, quem os elaborou, quando e em quais circunstâncias foram produzidos e se existem outros documentos com a mesma finalidade.

Mendonça ainda suspendeu a produção e o compartilhamento, mesmo internamente, de relatórios de inteligência destinados a analisar atos praticados por magistrados, integrantes da advocacia pública e policiais no exercício de suas funções.

A decisão foi submetida à Segunda Turma do STF para referendo em sessão virtual extraordinária nesta terça-feira. Em poucos minutos, formou-se maioria pelo afastamento temporário, mas um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes suspendeu a conclusão do julgamento. O decano defendeu que a medida contra Andrei Rodrigues seja analisada pelo plenário do STF.

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OABs e entidades cobram “discussão livre, pública e presencial” para crise

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil seccional de São Paulo) e outras entidades lançaram o manifesto “Em Defesa da Justiça e pela Reforma do Judiciário”.

O documento pede a “apuração transparente” dos episódios recentes envolvendo a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e reforça a urgência de reforma do Judiciário para preservar a confiança da população no sistema de Justiça e fortalecimento das instituições.

Segundo o presidente da OAB-SP Leonardo Sica, “a defesa da Justiça não pode significar a defesa de tudo o que existe hoje no sistema de Justiça”.

Defender as instituições, inclusive o Supremo Tribunal Federal, é ter a coragem de discutir seus problemas e propor mudanças que ampliem a transparência, o equilíbrio e a confiança da sociedade. Instituições fortes não são instituições intocáveis; são instituições capazes de se aperfeiçoar”, prosseguiu.

A crise no Supremo se intensificou na última semana após o ministro André Mendonça quebrar sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que continha troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

O relatório foi formulado a partir de dados obtidos do celular de Vorcaro. Conversas divulgadas entre o ministro e o ex-banqueiro mostram suposta proximidade entre eles. Em uma delas, Vorcaro chegou a questionar Moraes se deveria sair do país às vésperas de ser preso. A investigação ainda mapeou ao menos seis encontros entre eles.

Após a divulgação do documento, Moraes acusou Mendonça, por meio do inquérito das Fake News, de improbidade administrativa e abuso de autoridade durante a relatoria do caso Master. O ministro ainda pediu ao presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, a abertura de uma ação contra o colega.

Em pronunciamento, Fachin declarou que a resposta institucional à crise da Corte será “firme, proporcional e rigorosa” e deu um prazo de cinco dias para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se manifestem sobre a crise envolvendo o caso Master.

Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. A resposta institucional será firme, proporcional e rigorosa”, disse Fachin, que ainda defendeu a adoção de um código de ética dentro do tribunal e o fim do inquérito das Fake News.

Veja a íntegra do documento da OAB:

EM DEFESA DA JUSTIÇA E PELA REFORMA DO JUDICIÁRIO

“Nossa República enfrenta um teste inédito de integridade. As sucessivas crises que ocorrem em Brasília, em especial no Supremo Tribunal Federal, colocam em risco as instituições.

Os episódios recentes podem lançar o Brasil num momento de especial gravidade, pois a confiança da população na Justiça é alicerce da democracia.

A convivência social pacífica depende da certeza de que as instituições judiciais atuam de forma imparcial, ética e equilibrada.

Neste momento crítico não há espaço para soluções obscuras, casuísticas ou revanchistas: cabe ao Plenário do Supremo Tribunal Federal, em discussão livre, pública e presencial, examinar as suspeitas e acusações existentes. Autoridades suspeitas, acusadas ou diretamente interessadas devem ser afastadas desse processo decisório, com ampla oportunidade de esclarecer os fatos à luz do devido processo legal.

A democracia exige transparência e procedimentos públicos imunes a parcialidade e ao favorecimento.

Mas a resposta à crise não pode se limitar aos episódios atuais. Para fortalecer nossa Justiça e proteger o STF, precisamos discutir uma ampla reforma do Judiciário: Código de Conduta, a ampliação das hipóteses de impedimento e suspeição, mandato para os Ministros do STF, redução da competência criminal dos Tribunais Superiores, limitação dos julgamentos virtuais e das decisões monocráticas, entre outras medidas necessárias.

Fortalecer o Supremo significa preservar sua autoridade por meio da transparência e da confiança pública. É disso que o Brasil precisa agora.”

Veja as entidades signatárias:

Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo (OAB SP)
Ordem dos Advogados do Brasil Seção Rio de Janeiro (OAB RJ)
Ordem dos Advogados do Brasil Seção Paraná (OAB PR)
União Nacional dos Estudantes (UNE)
Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD)
Comissão Arns
Transparência Brasil
Educafro
Associação dos Advogados de São Paulo (AASP)
Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP)
Sindicato das Sociedades de Advogados de São Paulo e Rio de Janeiro (SINSA)
Movimento de Defesa da Advocacia (MDA)
Federação Nacional dos Institutos dos Advogados do Brasil (FENIA)
Centro de Estudos das Sociedades de Advogados (CESA)
Movimento Ninguém Acima da Lei
Associação Brasileira de Direito Financeiro (ABDF)
Academia Brasileira de Educação
Academia Carioca de Letras
Centro Acadêmico XVI de Abril – Direito PUC-Campinas
Centro Acadêmico João Mendes Júnior – Mackenzie
Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT)
Centro Acadêmico 22 de Agosto – PUC-SP
Associação Comercial de São Paulo (ACSP)
Confederação Nacional de Serviços (CNS)
Sindicato do Comércio Varejista de Autopeças do Estado de São Paulo (Sincopeças-SP)
Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB)

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Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional, diz Fachin

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, afirmou nesta terça-feira (8) que a Justiça brasileira “não faltará à legalidade constitucional” nem aos deveres previstos na Constituição.

A declaração foi feita no encerramento do encontro Diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil, realizado na sede do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em Brasília. O evento reuniu representantes das corregedorias de tribunais de todo o país.

Os dias de hoje reclamam esse diálogo permanente, reclamam que tenhamos uma resposta à altura dos desafios”, disse Fachin.

Eu estou plenamente convencido de que o Poder Judiciário brasileiro está à altura dos desafios que se lhe apresentam no momento contemporâneo, e a Justiça brasileira não faltará à legalidade constitucional, por certo, e aos seus deveres que decorrem da própria Constituição”, acrescentou.

A manifestação ocorre em meio ao agravamento da crise no Supremo envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes e os desdobramentos das investigações sobre o Banco Master.

Nesta terça, Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

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AGU pede a Fachin suspensão do afastamento do diretor da PF e aponta invasão de prerrogativa de Lula

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta terça-feira (8) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, para contestar a decisão monocrática do ministro André Mendonça que determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Na peça, assinada pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, a AGU sustenta que há “grave lesão à ordem pública e administrativa”.

O órgão argumenta que o afastamento cautelar viola frontalmente a prerrogativa constitucional privativa do Presidente da República para prover e desprover cargos de direção da Polícia Federal.

Em nota, a AGU ressalta ainda que “a descontinuidade abrupta na gestão do órgão compromete o funcionamento das atividades de polícia judiciária e gera risco de desorganização institucional”.

De acordo com a petição da AGU, a escolha, nomeação e livre exoneração do diretor-geral da Polícia Federal são prerrogativas exclusivas do chefe do Poder Executivo federal.

“Diante do quadro de urgência, a AGU requereu a concessão de liminar para suspender imediatamente o afastamento dos dirigentes e a subsequente confirmação do pedido no mérito até manifestação definitiva do órgão competente“, diz nota.
A única exigência legal para o provimento do cargo de diretor-geral da PF é que ele seja ocupado por um integrante de classe especial da carreira de Delegado de Polícia Federal.

Clima de tensão no STF

O recurso da AGU chega em meio a um cenário de extrema polarização dentro do próprio Supremo. O afastamento de Andrei Rodrigues e do diretor de inteligência, Leandro Almada da Costa, foi determinado por André Mendonça sob acusação de monitoramento ilegal do próprio ministro relator e do advogado-geral da União, Jorge Messias, por meio de relatórios de inteligência apócrifos.

Na Segunda Turma da Corte, o julgamento extraordinário virtual para referendar o afastamento formou maioria de 3 votos a 0 com as manifestações de Mendonça, Luiz Fux e Nunes Marques.

No entanto, a sessão eletrônica acabou suspensa por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. Enquanto o colegiado não retoma as deliberações em definitivo, a decisão individual de Mendonça continua em vigor, mantendo Rodrigues afastado.

O afastamento e reações da PF

A decisão que afastou Andrei Rodrigues impõe ainda a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades.

Mendonça determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) defendeu que o caso seja levado com urgência à análise do plenário da Corte, composto atualmente por 10 ministros.

Os diretores da Polícia Federal manifestaram, por meio de uma nota, seu “total apoio” ao diretor-geral afastado Andrei Rodrigues e colocaram seus cargos à disposição para o delegado William Marcel Murad, diretor-geral substituto que assumiu a corporação com o afastamento.

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Ministro das Relações Institucionais diz que decisão de Mendonça sobre Andrei é “descabida”

O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, foi um dos primeiros integrantes da equipe ministerial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a se manifestar diretamente contra o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Para Guimarães, a decisão “é descabida” é “cheira como eleitoral”, já que pode desgastar o governo.

Ninguém está acima da lei. Com base nessa referência, a decisão do ministro André Mendonça, no que tange o pedido de afastamento do diretor geral da Polícia Federal, é descabida e uma intromissão onde não lhe cabe“, disse o ministro nesta terça-feira, 8.

Apurar eventuais indícios de delitos está correto. Mas essa medida me cheira como eleitoral. Isso não pode. O STF precisa tomar providências“, cobrou Guimarães.

Nesta terça, Mendonça ordenou que a Polícia Federal, por meio de sua Corregedoria, abra procedimentos investigatórios de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar os “graves fatos identificados” na produção de relatórios de inteligência. O ministro também determinou o afastamento do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada da Costa.

Em seguida, em votação relâmpago, a Segunda Turma do Supremo referendou o afastamento de Andrei e Almada em menos de dez minutos. O decano da Corte, Gilmar Mendes, pediu vista com 11 segundos de apreciação no plenário virtual. Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam seus votos e acompanharam integralmente André Mendonça.

A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer ainda nesta terça-feira da decisão. Segundo apurou o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o órgão vai argumentar que a ordem monocrática do ministro viola a competência privativa do presidente da República para nomear o diretor-geral da PF.

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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

Estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

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“O governo não quebra, mas quebra as pessoas”, diz Mendonça Filho sobre gestão Lula

Candidato ao Senado, Mendonça Filho (PL)/Foto: Reprodução/YouTube

O candidato ao Senado por Pernambuco Mendonça Filho (PL) afirmou, nesta terça-feira (8), que o governo federal tem adotado uma política econômica que, segundo ele, penaliza trabalhadores e empresários por meio do aumento da carga tributária e dos gastos públicos.

Durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), no Recife, o candidato resumiu sua crítica ao governo Lula com a frase: “O governo não quebra, mas quebra as pessoas”.

Ao defender o equilíbrio das contas públicas, Mendonça Filho comparou a gestão do orçamento federal à administração das finanças de uma família ou de uma empresa. Para ele, o governo deveria reduzir despesas e desperdícios antes de buscar novas receitas por meio de impostos.

O governo não quebra, mas quebra as pessoas de forma direta ou indireta, que é o que está acontecendo no Brasil. São R$ 180 bilhões de empresas que entraram em recuperação judicial por conta de uma taxa de juros que é recorde no mundo, de mais de 14% a Selic.”

O candidato também criticou o aumento do IOF e afirmou que a medida acaba atingindo trabalhadores que recorrem a operações de crédito. Na avaliação dele, o imposto, que teria originalmente uma função regulatória, estaria sendo utilizado pelo governo com finalidade arrecadatória.

Quando ele, por exemplo, refinancia o seu cartão de crédito, ele paga IOF. Quando ele entra no cheque especial, ele paga. É um dinheiro que é retirado da nossa economia de forma meio sorrateira para tapar os rombos de um governo perdulário, que gasta mais do que arrecada.”

Crítica à “taxa das blusinhas”

Mendonça Filho direcionou as críticas para a política de tributação das compras internacionais de pequeno valor, conhecida como “taxa das blusinhas”, e relacionou o tema diretamente à indústria de confecções do Agreste pernambucano.

A medida aprovada pelo Congresso a extinguiu o Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. O texto foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e segue para sanção presidencial. A cobrança do ICMS estadual permanece.

Mendonça Filho afirmou que não é contrário à possibilidade de o consumidor comprar produtos mais baratos em plataformas estrangeiras, mas defendeu que a indústria brasileira tenha condições semelhantes de competitividade. Ele citou especificamente os polos de confecções de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Caruaru e Vertentes.

Eu não tenho nenhuma objeção aqui às mulheres, aos homens que queiram comprar confecção barata, possam comprar de qualquer que seja o fornecedor, inclusive virtual. Só que você tem que garantir a mesma condição de competitividade para a indústria local.”

Na avaliação do candidato, a redução da tributação sobre produtos importados, sem medidas de compensação para a indústria nacional, amplia a diferença entre empresas brasileiras e concorrentes estrangeiros, especialmente em setores como o de confecções.

Como é que o que produz lá fora tem uma condição de competitividade e o que produz dentro do Brasil tem uma condição completamente diferente? Taxa de juros lá reduzida, às vezes é negativa, custo do trabalho muito menor. Então, não faz sentido que a gente viva uma situação como essa”, concluiu.

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Segunda Turma do STF tem maioria para manter diretor da PF afastado

A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter Andrei Rodrigues afastado da direção da PF (Polícia Federal). O julgamento, porém, está suspenso por pedido de vista (mais tempo para análise) do ministro Gilmar Mendes, o que atrasa a proclamação do resultado colegiado.

O caso estava em análise em sessão virtual da Segunda Turma do STF. Nesse modelo, os ministros possuem um prazo para registrar os votos na página eletrônica do processo.

Em menos de 10 minutos da abertura da sessão, Gilmar pediu vista e, em seguida, os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux anteciparam o voto acompanhando o posicionamento de Mendonça na íntegra, consolidando a maioria.

Por se tratar de uma liminar, porém, mesmo sem a confirmação do colegiado, o afastamento segue válido. Gilmar tem até 90 dias para devolver a vista e liberar o julgamento.

O ministro André Mendonça determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e do delegado Leandro Almada do cargo de diretor de Inteligência Policial da PF.

A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A decisão aponta ainda que os relatórios teriam exposto a Moraes e a terceiros detalhes de processos que tramitavam sob segredo de justiça.

A suspensão cautelar de função pública é constitucionalmente admissível quando fundada em elementos concretos, submetida à proporcionalidade e destinada a neutralizar risco efetivo à persecução penal ou de utilização indevida das prerrogativas funcionais”, diz o ministro na decisão.

Mendonça determinou ainda que a Corregedoria da Polícia Federal instaure procedimentos investigatórios, nas esferas penal e administrativo-disciplinar, para apurar os fatos. A investigação deverá identificar quem determinou a produção dos relatórios, quem os elaborou, quando foram produzidos e se existem outros documentos semelhantes.

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Fachin recebe Messias e ministro da Justiça após afastamento de Andrei

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, se reúne na tarde desta terça-feira (8) com o advogado-geral da União, Jorge Messias, e com o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.

O encontro se dá após o ministro André Mendonça, do STF, determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A CNN apurou que a AGU pretende recorrer da decisão de Mendonça e ainda está decidindo qual será a estratégia jurídica mais adequada. Segundo fontes do PT, o governo avalia alegar violação da competência da Presidência da República.

Próximo de André Mendonça e também alvo dos relatórios elaborados pela PF, Messias se encontra em uma situação delicada para tentar defender a autonomia do governo Lula.

Mendonça determinou nesta terça (8) o afastamento preventivo de Andrei e do delegado Leandro Almada, então diretor de Inteligência Policial da PF.

A decisão ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.

Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como prórpio Jorge Messias.

A decisão aponta ainda que os relatórios teriam exposto a Moraes e a terceiros detalhes de processos que tramitavam sob segredo de Justiça.

O ministro Edson Fachin ainda não se manifestou publicamente sobre a situação.

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Onze diretores da PF colocam cargos à disposição e manifestam ‘total apoio’ a Andrei Rodrigues após afastamento

Onze diretores da Polícia Federal manifestaram, por meio de uma nota, seu “total apoio” ao diretor-geral afastado Andrei Rodrigues e colocaram seus cargos à disposição para o delegado William Marcel Murad, diretor-geral substituto. O comunicado foi divulgado nesta terça-feira (8), algumas horas depois da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que determinou o afastamento preventivo de Rodrigues e de Leandro Almada, da Diretoria de Inteligência do órgão.

Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.”

Assinam a nota:

Dennis Cali, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (Dicor/PF);
Fabrício Schommer Kerber, diretor de Polícia Administrativa (DPA/PF);
Otavio Margonari Russo, diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCiber/PF);
Felipe Tavares Seixas, diretor de Cooperação Internacional (DCI/PF);
Helena de Rezende, diretora de Gestão de Pessoas (DGP/PF);
Roberto Reis Monteiro Neto, diretor Técnico-Científico (Ditec/PF);
André Luis Lima Carmo, diretor de Administração e Logística (Dlog/PF);
Christiane Correa Machado, diretora de Ensino da Academia Nacional de Polícia (Diren-ANP/PF);
Alexsander Castro de Oliveira, diretor de Proteção à Pessoa (DPP/PF);
Ademir Dias Cardoso Júnior, diretor de Tecnologia da Informação e Inovação (DTI/PF);
Humberto Freire de Barros, diretor da Amazônia e Meio Ambiente (Damaz/PF).

Ao todo, a corporação tem 15 diretorias. Entre os integrantes da cúpula, não assinam o documento o próprio Andrei e o diretor de Inteligência, Leandro Almada da Costa, ambos afastados, além da corregedora-geral, Aletea Vega Marona Kunde. Também não consta entre os signatários o diretor-executivo, William Marcel Murad, número 2 da corporação, que assumiu o comando no lugar de Andrei após seu afastamento.

Leia a íntegra do comunicado:

Os Diretores da Polícia Federal vêm a público expressar seu total apoio ao Diretor-Geral, Delegado de Polícia Federal Dr. Andrei Rodrigues, e ao seu Diretor de Inteligência, Delegado de Polícia Federal Dr. Leandro Almada, diante dos injustificados ataques sofridos pela Polícia Federal na data de hoje.

Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável.

Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja.

Assim, cumprindo nosso dever de defender a Instituição de ataques e tentativas de usurpação de funções, e assegurando o interesse público na manutenção de uma Polícia Federal capaz de promover justiça e assegurar o Estado Democrático de Direito, tornamos público nosso apoio aos diretores.

Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto.

Entenda

A divulgação da nota pública acontece depois de decisão do ministro André Mendonça para afastar preventivamente Rodrigues e Almada. O ministro argumentou que houve um monitoramento sistemático e ilegal conduzido pela PF por mais de um mês contra a sua própria atuação e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O magistrado também impôs a abertura imediata de procedimentos investigatórios criminais e administrativo-disciplinares na Corregedoria da PF para apurar as circunstâncias de produção de relatórios de inteligência que monitoravam autoridades. Mendonça determinou também a suspensão de qualquer produção ou compartilhamento de relatórios de inteligência voltados a analisar a atuação funcional de magistrados, da advocacia pública ou da atividade de polícia judiciária.

A decisão foi analisada e referendada pouco tempo depois, em plenário virtual, pela Segunda Turma do STF. Obteve maioria, de três votos, pela manutenção do afastamento: o do próprio relator, André Mendonça, e os dos ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, que anteciparam suas posições mesmo depois de o ministro Gilmar Mendes pedir vista, ou seja, mais tempo para análise do caso.

O pedido de vista não derruba a liminar de André Mendonça, que continua valendo. Com o afastamento de Andrei, o diretor-executivo da PF, William Murad, deve ficar interinamente na chefia do órgão.

O blog apurou que a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara uma reação à decisão. Segundo interlocutores, o argumento será o de que a medida viola competência privativa da Presidência da República para nomeação e exoneração do chefe da PF.

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Santa Cruz do Capibaribe e Marco Zero na agenda de Flávio Bolsonaro

Presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) cumpre agenda em Pernambuco no próximo dia 16/Miguel Schincariol/AFP

Única cidade de Pernambuco onde o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, teve maioria dos votos, em 2022, Santa Cruz do Capibaribe, entrou no radar do presidenciável Flávio Bolsonaro e integra, agora, parte da agenda que ele cumprirá no Estado no próximo dia 16.

Será, no município, a primeira parada do candidato ao Planalto do PL. Nas hostes da legenda, é dado como certo que ele vai primeiro ao Agreste e retorna, na sequência, para um ato, na Capital. No Recife, Flávio deve comandar uma caminhada, cuja concentração está prevista para ocorrer no Marco Zero.

Inicialmente, se cogitou concentrar na Praça Maciel Pinheiro. À coluna, Mendonça Filho que concorre ao Senado em candidatura avulsa, com a missão de formar o palanque do presidenciável no Estado, já havia sinalizado, no último dia 01, que o Recife seria um dos locais da agenda “com certeza” e que avaliaria com Flávio a hipótese de contemplar o interior. Mendonça bateu o martelo na agenda junto com Flávio durante encontro em Brasília naquele mesmo dia.

Em 2022, no primeiro turno, Bolsonaro recebeu 24.637 (48,31%) em Santa Cruz do Capibaribe contra 23.517 (46,11%) de Lula. Foi a única cidade do Estado onde o candidato do PL liderou. Jair Bolsonaro teve 1.630.938 (29.91%) votos, ali, em Pernambuco, enquanto Lula teve 3.558.322 (65,27%).

No segundo turno, Jair Bolsonaro recebeu, em Santa Cruz do Capibaribe, 26.632 votos, o equivalente a 52,12% do total. Já Lula, foi votado por 47,88% dos eleitores, o que equivale a 24.462 votos. Lula, então, venceu em todas as outras 183 cidades pernambucanas e em Fernando de Noronha, menos em Santa Cruz do Capibaribe. No total do Estado, o petista teve 3.640.933 votos e Bolsonaro, 1.798.832.

Em 2018, Bolsonaro, então no PSL, teve 19.420 (45,64%) votos em Santa Cruz do Capibaribe, contra 11.165 (26,24%) de Fernando Haddad. No segundo turno, Bolsonaro teve 23.044 (53,83%) e o petista, 19.765 (46,17%). Daí, o simbolismo da escolha de Santa Cruz do Capibaribe, onde Flávio fará uma caminhada também.

Inesperado 1

No PL, partido de Mendonça Filho, a ação protocolada, nesta segunda (07), pela Coligação Pernambuco de Coração, encabeçada por Raquel Lyra, no TRE-PE, causou “espanto”. “Recebi com espanto, uma vez que Mendonça sempre foi aliado dela. Não estou entendendo, uma vez que ele sempre demonstrou ser aliado desde antes de se filiar ao PL”, observou, à coluna, o deputado federal André Ferreira.

Inesperado 2

À coluna, André Ferreira recorda que Mendonça Filho, antes mesmo de se filiar, conversou com Anderson Ferreira, presidente do PL em Pernambuco, sobre isso. “Ele informou, ali, que queria deixar claro a posição de apoio a Raquel Lyra, e nós dissemos que tudo bem”, recorda André.

Desfecho

Ainda nesta segunda (07), o TRE-PE concedeu liminar favorável à coligação de Raquel Lyra, determinando que Mendonça Filho interrompa propagandas eleitorais que associem sua candidatura a da governadora. Na peça, a coligação frisava que, mesmo com a governadora tendo declarado publicamente que Mendonça não era seu candidato, a associação de imagem continuou sendo feita, podendo confundir o eleitor.

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Ataques dos houthis do Iêmen deixam ao menos 73 feridos na Arábia Saudita

O ataque deixou 73 pessoas feridas, informou uma coalizão militar internacional liderada pela Arábia Saudita./Ansarullah Media Center via AFP

Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita, incluindo instalações da empresa de petróleo Aramco, onde 73 pessoas ficaram feridas, informaram nesta terça-feira (8) as duas partes.

Drones e mísseis iemenitas bombardeiam o inimigo saudita“, escreveu o veículo de comunicação dos houthis, Ansarollah, na plataforma de mensagens Telegram.

Os bombardeios tiveram como alvos “locais civis e econômicos” e deixaram 73 civis feridos, afirmou em um comunicado a coalizão, que anunciou que tomará “todas as medidas e ações necessárias para responder à origem da ameaça e neutralizar o perigo que representa”.

O Ansarollah acrescentou em outra mensagem que a ofensiva teve como alvo o Aeroporto Internacional de Abha, a base aérea Rei Khalid e instalações da Aramco em Abha e Jizan.

Os houthis, que nos últimos dias lançaram uma ofensiva no Iêmen, acusaram na segunda-feira Riade de ter atacado diferentes regiões do país, em uma guerra cada vez mais intensa.

Segundo a agência de notícias Saba, vinculada ao movimento rebelde, os mísseis e a aviação saudita atingiram as províncias de Jawf (norte), Al Bayda e Marib (centro) e Taiz (sudoeste).

Os ataques atingiram, entre outros lugares, a prisão de Al Hazm, na província de Jawf, onde 11 pessoas morreram, incluindo uma criança que visitava um parente, segundo a mesma fonte, que divulgou imagens das equipes de resgate entre os escombros.

Neste país empobrecido, que voltou ao cenário de guerra em julho, em meio a um conflito regional, os rebeldes lançaram na semana passada uma nova ofensiva com o objetivo, entre outros, de avançar em direção às zonas que margeiam o estratégico Estreito de Bab el Mandeb.

Os conflitos com as forças pró-governamentais iemenitas no sudoeste deixaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, o que obrigou muitas famílias a fugir, segundo fontes dos dois lados entrevistadas pela AFP.

Bab el Mandeb, uma rota comercial estratégica que liga a Ásia à Europa pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez, ganhou ainda mais importância desde o início da guerra no Oriente Médio e do bloqueio, por parte do Irã, do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.

O Iêmen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro.

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Em carta a Fachin, ministros aposentados pedem apuração de ‘gravíssimos fatos’ no STF

Ministro Fachin afirmou que os penduricalhos são uma

Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo a ex-presidente do plenário Rosa Weber, enviaram uma carta ao atual presidente da Corte, Edson Fachin, nesta segunda-feira (7). No documento, divulgado no Dia da Independência do Brasil, os juristas afirmam que o tribunal enfrenta a “mais aguda crise de sua história” e pedem uma “rigorosa apuração” dos fatos, sugerindo a convocação de uma sessão pública para debater as suspeitas que envolvem integrantes do STF.

“Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo-assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de Vossa Excelência na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história”, diz um trecho do documento, publicado pelo jornal O Globo.

Os ex-integrantes do tribunal expressaram “absoluta convicção” de que Fachin convocará uma sessão pública para que a Corte determine uma “imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal“.

Leia a íntegra da carta

A S. Exª o Ministro Edson Fachin,

Presidente do Supremo Tribunal Federal.

Sr. Ministro Presidente, Os ministros aposentados e ex-presidentes, abaixo assinados, vêm manifestar plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza de V. Exª na condução dessa Suprema Corte, na mais aguda crise de sua história, e a absoluta convicção de que V. Exª designará, com toda a urgência, sessão pública para que o Pleno determine imediata e rigorosa apuração, sob o devido processo legal, dos gravíssimos fatos cuja divulgação vem comprometendo o prestígio e a autoridade desse Tribunal, a confiança do povo e até a estabilidade das instituições democráticas.

Confira os ex-ministros que assinaram o documento:

Rosa Weber
Nelson Jobim
Ellen Gracie
Cezar Peluso
Ayres Britto
Joaquim Barbosa
Eros Grau
Néri da Silveira
Francisco Rezek
Sydney Sanches
Celso de Mello
Carlos Velloso
Ilmar Galvão

Resposta institucional à crise no STF será proporcional e rigorosa, diz Fachin

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, disse na última sexta-feira (4), que os fatos da crise deflagrada entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes na última semana estão sendo apurados. Segundo ele, “não haverá precipitação, mas tampouco omissão”. O ministro destacou ainda que a resposta da Corte “será firme, proporcional e rigorosa”.

Faremos o que é certo, no tempo e pela forma que a ordem jurídica exige. Instituições precisam ser preservadas, sobretudo nos momentos de maior tensão“, destacou, em discurso feito no Palácio do Planalto em cerimônia de sanção de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça. O evento tem também a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nenhuma autoridade está acima da Constituição Federal. Nenhum Poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado democrático de direito. A gravidade dos fatos não autoriza atalhos. Ao contrário, quanto maior o desafio, maior deve ser compromisso com a legalidade, o devido processo e as garantias constitucionais“, afirmou.

Ele ainda ressaltou que os acontecimentos recentes demonstram o “acerto e a urgência” das metas da sua gestão: a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça.

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