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EUA autorizam navio russo com petróleo a chegar a Cuba, diz jornal

Os Estados Unidos autorizaram que um navio russo carregado de petróleo siga para Cuba, informou o The New York Times neste domingo (29), com base no relato de uma autoridade americana a par do assunto.

Segundo o jornal, a Guarda Costeira americana decidiu não interceptar a embarcação, que transporta cerca de 730 mil barris de petróleo bruto e pertence ao governo russo.

De acordo com dados da empresa de monitoramento marítimo MarineTraffic citados pela reportagem, o navio estava a menos de 24 quilômetros das águas territoriais cubanas na tarde de domingo e deve chegar ao porto de Matanzas, em Cuba, nos próximos dias.

Ainda segundo o New York Times, a autorização representa uma flexibilização do bloqueio de fato imposto por Washington ao envio de petróleo à ilha desde janeiro, quando o governo americano passou a pressionar e até impedir embarcações de entregar combustível a Cuba.

O governo dos Estados Unidos não detalhou publicamente os termos da autorização nem as condições específicas para a chegada da embarcação.

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Netanyahu determina que polícia libere cardeal e autorize missa na Igreja do Santo Sepulcro

Uma pessoa caminha perto da Igreja do Santo Sepulcro — Foto: REUTERS/Ammar Awad

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou neste domingo (29) que a polícia permita o acesso do cardeal Pierbattista Pizzaballa à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém, e autorize a realização de celebrações religiosas no local.

A decisão ocorre após a polícia israelense impedir o cardeal de entrar na igreja para celebrar a missa de Domingo de Ramos, no início da Semana Santa, um episódio classificado pelo Patriarcado Latino de Jerusalém como inédito “em séculos”.

Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro“, afirmou em comunicado.

A polícia israelense havia afirmado que todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém – incluindo aqueles sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus – foram fechados aos fiéis desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, particularmente os locais sem abrigos antibombas.

Governos de vários países criticaram o impedimento da celebração religiosa em um dos principais locais sagrados do cristianismo. O Brasil classificou a medida como grave e contrária à liberdade de culto, e líderes de países como França, Espanha, Itália e Estados Unidos também se manifestaram, cobrando respeito aos locais religiosos em Jerusalém.

Segundo Netanyahu, a orientação pela liberação foi dada assim que ele tomou conhecimento do caso. Em publicação nas redes sociais, o premiê afirmou ter instruído as autoridades a garantir “acesso total e imediato” ao cardeal e permitir que ele realize os serviços religiosos.

Instruí as autoridades competentes a concederem ao Cardeal Pierbattista Pizzaballa, Patriarca Latino, acesso total e imediato à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém. Nos últimos dias, o Irã tem atacado repetidamente com mísseis balísticos os locais sagrados das três religiões monoteístas em Jerusalém. Em um dos ataques, fragmentos de mísseis caíram a poucos metros da Igreja do Santo Sepulcro. Para proteger os fiéis, Israel pediu aos membros de todas as religiões que se abstivessem temporariamente de frequentar os locais sagrados cristãos, muçulmanos e judaicos na Cidade Velha de Jerusalém“, escreveu.
O primeiro-ministro prosseguiu:

Hoje, por especial preocupação com a sua segurança, o Cardeal Pizzaballa foi solicitado a não celebrar missa na Igreja do Santo Sepulcro. Embora compreenda essa preocupação, assim que tomei conhecimento do incidente com o Cardeal Pizzaballa, instruí as autoridades a permitirem que o Patriarca realizasse as celebrações religiosas conforme desejasse“, completou.

O cardeal Pizzaballa foi barrado enquanto seguia para a igreja, construída no local onde, segundo a tradição cristã, Jesus foi crucificado e ressuscitou. Ainda de acordo com o Patriarcado, a missa seria realizada de forma privada, mas mesmo assim o acesso foi negado.

Restrições afetam Páscoa, Ramadã e Pessach

O Domingo de Ramos marca o início da Semana Santa, a semana mais importante do calendário cristão, que antecede a Páscoa. A Cidade Velha costuma estar movimentada, com católicos romanos passando pelas imponentes portas de madeira do Santo Sepulcro.

Este ano, cristãos, muçulmanos e judeus não puderam celebrar a Páscoa, o Ramadã ou o Pessach como de costume devido às restrições policiais. A Mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém, ficou praticamente vazia durante o Ramadã, e poucos fiéis compareceram ao Muro das Lamentações, local sagrado para o judaísmo, com a aproximação do Pessach, na quarta-feira.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou em um comunicado: “Não houve qualquer intenção maliciosa, apenas preocupação com a segurança dele (Pizzaballa)”.

Moradores dizem que fiscalização não vale para todos

Moradores da Cidade Velha e autoridades religiosas afirmaram que as restrições policiais ao culto religioso não foram aplicadas de forma consistente.

Eles observaram que os pregadores muçulmanos do Waqf conseguiam acessar a Mesquita de Al-Aqsa durante o Ramadã e o Eid al-Fitr, e que os funcionários da limpeza tinham permissão para remover as inscrições de oração do Muro das Lamentações, um ritual anual, antes da Páscoa judaica.

No domingo, frades franciscanos e fiéis também foram autorizados a entrar em outro santuário da Cidade Velha, a uma curta caminhada pelas ruelas estreitas da Cidade Velha a partir do Santo Sepulcro, para celebrar o Domingo de Ramos. Uma fotografia da Reuters mostrou cerca de uma dúzia de pessoas inclinando a cabeça em oração e carregando ramos de palmeira.

Farid Jubran, porta-voz do Patriarcado, disse que a polícia havia sido informada de que a missa seria realizada em caráter privado e a portas fechadas. “Mas mesmo assim, apesar dessa comunicação, eles insistiram em agir dessa forma”, afirmou.

Autoridades internacionais se posicionam

Em nota divulgada na tarde deste domingo, o Ministério das Relações Exteriores condenou a ação da polícia israelense, mencionando que a ação se deu em meio a restrições relacionadas também ao Ramadã.

Ao registrar a extrema gravidade de tais ações recentes, contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto, o Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, diz o comunicado.

O primeiro ministro da Espanha, Pedro Sanchez, criticou o impedimento da celebração do Domingo de Ramos em Jerusalém.

Netanyahu impediu que os católicos celebrassem o Domingo de Ramos em locais sagrados de Jerusalém. Sem qualquer explicação ou justificativa. Condenamos este ataque injustificado à liberdade religiosa e exigimos que Israel respeite a diversidade de crenças e o direito internacional“, escreveu no X.

A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, criticou a ação policial, afirmando em comunicado que negar a entrada a líderes religiosos “constitui uma ofensa não apenas aos fiéis, mas a todas as comunidades que reconhecem a liberdade religiosa”.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse nas redes sociais que convocaria o embaixador de Israel para prestar esclarecimentos sobre o incidente.

O presidente francês, Emmanuel Macron, condenou a decisão da polícia israelense, que, segundo ele, “se soma ao preocupante aumento das violações do estatuto dos Lugares Santos em Jerusalém”.

O embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, disse que é “muito difícil de entender ou justificar” a proibição do cardeal de entrar na igreja.

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Furto na Unicamp: ao menos 24 tipos de vírus foram transportados entre laboratórios

Laboratório lacrado na Unicamp após furtos de amostras biológicas. — Foto: Reprodução/Fantástico

Duas faculdades, separadas por poucos metros, em uma das principais universidades do país, se tornaram palco de um encontro incomum: o da ciência com o noticiário policial.

Isso por causa das amostras de um material biológico que foram levadas de um laboratório NB-3 do Instituto de Biologia da Unicamp ambiente de alto nível de biossegurança. Os suspeitos são a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos, e o marido dela, o veterinário e doutorando Michael Edward Miller.

O Fantástico apurou que, ao todo, são pelo menos 24 cepas diferentes de vírus transportadas de um laboratório para outro – incluindo dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano e outros menos conhecidos, além de 13 tipos de vírus que infectam animais.

De acordo com o g1, entre os itens recuperados também estavam amostras dos vírus da gripe tipo A.

A apuração começou após uma pesquisadora perceber, em 13 de fevereiro, o desaparecimento de caixas com amostras de vírus. Nos dias 24 e 25 de fevereiro, Michael foi visto entrando e saindo do laboratório em horários incomuns, carregando objetos.

No mesmo período, outra cientista notou que várias amostras haviam sumido. Imagens de câmeras de segurança indicam que o casal frequentava o laboratório desde novembro, inclusive em momentos em que não havia outras pessoas no local.

Investigação do caso

O caso chegou à diretoria do Instituto de Biologia no dia 3 de março e, dez dias depois, foi encaminhado à reitoria. A Unicamp acionou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal, já que o tema envolve biossegurança.

No dia 21 de março, a Polícia Federal realizou buscas na universidade e na casa dos suspeitos. Nada foi encontrado na residência. Já na Unicamp, parte do material foi localizada em um biofreezer da Faculdade de Engenharia de Alimentos, onde Soledad trabalha.

A investigação também aponta que, após a operação policial, a professora teria ido a outro laboratório, onde haveria mais amostras escondidas. No local, ela teria descartado material biológico e alterado rótulos e marcações.

Apesar da gravidade, a direção do Instituto de Biologia informou que não há risco generalizado de contaminação, desde que os vírus permaneçam armazenados corretamente, em recipientes vedados e congelados.

Soledad chegou a ser presa, mas foi liberada provisoriamente e vai responder por transporte irregular de organismo geneticamente modificado, fraude processual e por expor a perigo a saúde pública.

A defesa dela e de Michael não se manifestou.

Em nota, a Unicamp afirmou, em nota, que o episódio foi um “caso isolado em consequência de circunstâncias atípicas”.

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Preço do petróleo dispara após Irã alertar sobre invasão terrestre dos EUA

Os preços do petróleo subiram neste domingo (29), depois que Teerã alertou contra uma possível invasão terrestre dos EUA.

O petróleo Brent, referência global, subiu 2,47%, para US$ 107,92, enquanto o petróleo bruto dos EUA subiu 2,94%, para US$ 102,57.

O presidente do parlamento iraniano afirmou neste domingo que as forças do país estão “aguardando” tropas americanas. O alerta veio depois de Trump ter dito na sexta-feira que “as negociações estão em andamento” e ter estendido o prazo para seu ultimato que exige que o Irã reabra o Estreito de Ormuz.

O grupo rebelde houthi do Iêmen, apoiado pelo Irã, que lançou ataques contra Israel no sábado, representa mais uma ameaça aos embarques de petróleo na região. Os rebeldes podem fechar o Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto de estrangulamento que liga o Mar Vermelho às rotas marítimas globais.

Os ministros das Relações Exteriores do Paquistão, Arábia Saudita, Egito e Turquia também estão trabalhando para pôr fim à guerra. A reunião das autoridades no domingo foi “muito produtiva”, segundo o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, que acrescentou que o Paquistão facilitará as negociações entre os EUA e o Irã nos “próximos dias”.

A guerra causou a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história devido ao fechamento do estreito, por onde passa 20% do petróleo mundial. Os ataques a instalações de petróleo e gás também provocaram o aumento dos preços da gasolina. Os americanos estão sentindo os efeitos da guerra nos postos de gasolina: um galão de gasolina nos EUA custa, em média, US$ 3,98 aos domingos.

Os países menores serão os mais afetados — incluindo os países da Ásia —, mas a alta dos preços do petróleo terá um efeito cascata na economia global, disse Bob McNally, presidente da Rapidan Energy, à CNN no domingo. No pior cenário, a disparada dos preços do petróleo poderia ser interrompida por uma recessão, acrescentou.

Quando se prejudica o crescimento econômico, essa é uma forma brutal, porém eficaz, de acabar com a demanda por petróleo, o que, por sua vez, limita o preço”, disse ele.

Especialistas alertam que os preços do gás demorarão a cair após o fim da guerra. Isso dependerá muito da reabertura do Estreito de Ormuz e do reparo dos danos à infraestrutura local, como Ras Laffan , no Catar — a maior instalação de produção de gás do mundo —, que foi atacada pelo Irã em meados de março.

Os futuros das ações também caíram no domingo, com os futuros do Dow Jones recuando 0,53%, ou 241 pontos. Os futuros do S&P 500 caíram 0,46%, enquanto os futuros do Nasdaq recuaram 0,48%.

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Netanyahu determina expansão da presença militar de Israel no sul do Líbano

Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu/ALEX KOLOMOISKY / POOL / AFP

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, anunciou neste domingo (29) uma expansão da ofensiva militar de Israel no sul do Líbano, com o objetivo de ampliar a “faixa de segurança” na fronteira norte israelense.

Em pronunciamento em vídeo divulgado em suas redes sociais, Netanyahu afirmou que seu governo está determinado a mudar de forma fundamental a situação na fronteira e a devolver a segurança aos moradores do norte.

A decisão ocorre em um momento de aumento das hostilidades entre países da região em meio à guerra no Irã.

No vídeo, o primeiro-ministro israelense diz que, após avaliação da situação feita em conjunto com o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior e comandantes militares, determinou a ampliação da faixa de segurança já existente.

Netanyahu justificou a decisão dizendo que embora Israel tenha conseguido eliminar combatentes e armamentos do Hezbollah, a organização ainda tem capacidade de atacar Israel.

Eliminamos (Hassan) Nasrallah (líder do Hezbollah, morto pelas forças israelenses em 2024), eliminamos milhares de terroristas do Hezbollah e, acima de tudo, eliminamos a enorme ameaça de 150 mil mísseis e foguetes que se destinavam a destruir as cidades de Israel. Mas o Hezbollah ainda tem uma capacidade residual de lançar foguetes contra nós. E o que discuti hoje com os comandantes aqui foram maneiras de remover também essa ameaça”, destacou ele, no pronunciamento.

O líder israelense destacou que a ampliação da área invadida no Líbano faz parte da estratégia israelense de criar três faixas de segurança “em profundidade dentro do território inimigo: na Síria, em Gaza, e no Líbano”.

“Em vez de eles nos surpreenderem, somos nós que os surpreendemos. Nós somos o lado que age, o lado que ataca, o lado que toma a iniciativa. E estamos profundamente dentro do território deles”, afirmou Netanyahu.

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Irã se prepara para ataque dos EUA; países do Oriente Médio se reúnem

Mísseis iranianos expostos em um parque em Teerã, no Irã, em meio à guerra contra EUA e Israel contra o Irã, em 26 de março de 2026. — Foto: Majid Asgaripour/Wana via REUTERS

O Irã afirmou neste domingo (29) estar pronto para reagir a um possível ataque terrestre dos Estados Unidos e acusou Washington de preparar uma ofensiva por terra enquanto, ao mesmo tempo, fala em negociações.

A declaração ocorre em meio a esforços diplomáticos de países da região, que se reúnem no Paquistão para tentar encerrar o conflito.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Ghalibaf, disse que os EUA enviam sinais de diálogo, mas estariam, nos bastidores, planejando o envio de tropas. Segundo ele, o Irã está preparado para reagir caso isso aconteça.

Enquanto os norte-americanos exigirem a rendição do Irã, nossa resposta é que jamais aceitaremos a humilhação”, afirmou.

Nossos ataques continuam. Nossos mísseis estão posicionados. Nossa determinação e fé aumentaram“, acrescentou.

A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, e rapidamente se espalhou pelo Oriente Médio.

No sábado (28), os houthis do Iêmen, aliados de Teerã, fizeram seus primeiros ataques contra Israel desde o início do conflito.

Esses ataques aumentam o risco para o transporte marítimo global, já afetado pelo fechamento do Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural consumidos no mundo.

Ministros das Relações Exteriores de Paquistão, Arábia Saudita, Turquia e Egito se reuniram neste domingo (29), em Islamabad, para discutir formas de encerrar a guerra, que já dura um mês e deixou milhares de mortos.

Os países reunidos apresentaram propostas aos EUA para reabrir o Estreito de Ormuz, responsável por cerca de um quinto do transporte global de petróleo e gás natural.

Entre as propostas discutidas, estão a criação de um sistema de tarifas inspirado no modelo do Canal de Suez e a formação de um consórcio internacional para administrar o fluxo de petróleo pela rota.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, disse que, em breve, o país sediará negociações entre os Estados Unidos e o Irã, informou a agência de notícias Associated Press.

O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, disse que, em breve, o país sediará negociações entre os Estados Unidos e o Irã, informou a agência de notícias Associated Press.

Movimentação militar dos EUA

Os Estados Unidos enviaram milhares de fuzileiros navais ao Oriente Médio. O primeiro de dois contingentes chegou na sexta-feira (27) a bordo de um navio de assalto anfíbio, segundo o Exército americano.

Um navio de assalto anfíbio é um tipo de navio militar projetado para levar tropas, veículos e aeronaves até a costa e lançar uma invasão a partir do mar.

O jornal Washington Post informou que o Pentágono se prepara para operações terrestres no Irã, que poderiam incluir ações de forças especiais e tropas convencionais. Ainda não há confirmação de que o presidente Donald Trump autorizará esse plano.

O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que os EUA podem atingir seus objetivos sem tropas em solo, mas disse que o envio de forças amplia as opções do governo.

Tentativas de negociação

O Paquistão tenta atuar como mediador entre Washington e Teerã e sedia negociações neste domingo. No sábado, o primeiro-ministro paquistanês conversou com o presidente iraniano.

O chanceler paquistanês também teve reuniões com representantes da Turquia e do Egito antes das conversas mais amplas.

Além disso, há contatos militares em andamento. O chefe do Exército do Paquistão mantém diálogo com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, segundo fontes.

O Paquistão vem se consolidando como um importante canal diplomático no conflito, por manter relações próximas tanto com Teerã quanto com Washington.

A Turquia também trabalha, junto a outros países, em uma proposta para reabrir o Estreito de Ormuz — medida considerada essencial para reduzir as tensões.

Os Estados Unidos apresentaram recentemente um plano de cessar-fogo com 15 pontos, que incluía a reabertura do estreito e limites ao programa nuclear iraniano. O Irã rejeitou a proposta e apresentou suas próprias condições.

Ataques continuam

Enquanto as negociações avançam lentamente, os combates seguem intensos.

Neste domingo (29), a Adama, fabricante de insumos agrícolas e produtos para proteção de cultivos, informou que sua unidade Makhteshim, no sul de Israel, foi atingida por um míssil iraniano ou por destroços de um míssil, mas que não houve registro de feridos.

A empresa, que faz parte do grupo chinês Syngenta Group, afirmou que ainda não é possível saber a extensão dos danos.

Também neste domingo, o Exército do Kuwait, aliado dos EUA, informou que 10 militares ficaram feridos após um ataque com míssil a uma base militar. O local sofreu danos materiais depois de ser alvo de 14 mísseis balísticos e 12 drones nas últimas 24 horas.

Já a Universidade em Isfahan, no Irã, afirma ter sido atingida por ataque conjunto dos EUA e de Israel

Em Teerã, um prédio que abriga uma emissora de TV do Catar também foi atingido.

No sul do Irã, cinco pessoas morreram após um ataque a um cais na cidade de Bandar-e-Khamir, segundo a mídia estatal.

No sábado (28), Israel afirmou que atingiu instalações ligadas à produção de armas em Teerã, incluindo depósitos e centros de fabricação.

No Líbano, Israel também realizou ataques contra alvos ligados ao Hezbollah e matou três jornalistas, além de um soldado libanês.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste domingo que ordenou ao Exército ampliar a zona de segurança no sul do Líbano.

Em vídeo, ele afirmou que quer mudar a situação de segurança na região norte do país.

Segundo Netanyahu, a medida busca reforçar a segurança na fronteira com o Líbano, em meio ao aumento das tensões e dos confrontos na área, que elevam o risco de uma escalada maior no conflito.

Riscos à navegação e à economia

O Irã mantém ataques contra Israel e países do Golfo. No Iraque, defesas aéreas interceptaram drones perto de autoridades locais.

Com o Estreito de Ormuz fechado, cresce a preocupação com outras rotas marítimas, como o Mar Vermelho, após a entrada dos houthis no conflito.

Especialistas alertam que uma escalada nesses ataques pode pressionar ainda mais a economia global.

O presidente Donald Trump ameaçou atingir instalações energéticas iranianas caso o país não reabra o estreito, mas deu um prazo adicional de 10 dias.

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Maduro diz que está ‘bem’ em primeira mensagem publicada da prisão

Maduro diz que está 'bem' em primeira mensagem publicada da prisão

O presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que está “bem”, em uma mensagem publicada no sábado (28) nas redes sociais, a primeira desde que foi capturado e levado para os Estados Unidos, onde enfrenta um julgamento por acusações de narcotráfico.

Maduro foi detido pelas forças americanas durante uma incursão militar em 3 de janeiro, que incluiu bombardeios a Caracas.

Ele está preso com a esposa, Cilia Flores, detida na mesma operação, em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn.

Estamos bem, firmes, serenos e em oração permanente“, escreveu Maduro a poucos dias da Semana Santa, uma data de grande importância na Venezuela, país de maioria católica.

Suas comunicações chegam a nós, suas mensagens, suas cartas e suas orações“, acrescentou. “Cada palavra de amor, cada gesto de carinho, cada expressão de apoio enche nossa alma e nos fortalece espiritualmente”.

Maduro está isolado em uma cela sem internet, nem jornais, com acesso ao pátio por uma hora ao dia. Uma fonte próxima ao venezuelano disse à AFP que ele tem permissão para conversar por telefone com a família e os advogados por, no máximo, 15 minutos.

Não está claro se Maduro ditou a mensagem à sua equipe ou apenas aprovou o conteúdo. Ele assina o texto com Flores.

O governante deposto compareceu na quinta-feira, com a esposa, a um tribunal federal em Nova York, onde o juiz rejeitou um pedido da defesa para arquivar as acusações.

A mensagem de Maduro foi publicada na rede social X e na plataforma de mensagens Telegram, onde até agora apenas constava apenas uma contagem dos dias de “sequestro”.

Seu filho, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como “Nicolasito”, disse em eventos públicos que seu pai está bem, sereno e, inclusive, praticava exercícios na prisão.

Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma interina após a queda de Maduro, não comentou a mensagem, assim como a maioria de seus ministros.

Rodríguez governa sob pressão de Donald Trump e promoveu uma guinada na administração para se aproximar de Washington. Ela desmantelou, em quase três meses, a estrutura do governo de Maduro.

A mandatária não mencionou o julgamento em Nova York em seus últimos discursos. Na sexta-feira, ela pediu uma oração por Maduro e Flores em um ato com evangélicos, muito próximos ao governante deposto.

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Irã acusa governo americano de planejar ofensiva terrestre

O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou neste domingo (29) o governo dos Estados Unidos de planejar “em segredo” uma ofensiva terrestre, ao mesmo tempo que divulga mensagens sobre negociações de paz para encerrar a guerra no Oriente Médio.

O presidente Donald Trump mantém um discurso ambíguo há várias semanas sobre a possibilidade de ataque terrestre.

Segundo o jornal Washington Post, que cita fontes do governo americano que solicitaram anonimato, o Pentágono se prepara para executar operações terrestres de várias semanas que não seriam uma invasão em larga escala, e sim incursões de forças especiais no território iraniano.

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, havia descartado a possibilidade na sexta-feira, ao insistir que os “objetivos” da guerra no Irã podem ser alcançados sem o envio de tropas terrestres.

Publicamente, o inimigo envia mensagens de negociação e diálogo enquanto, em segredo, planeja uma ofensiva terrestre“, afirmou Qalibaf em um comunicado divulgado pela agência oficial de notícias IRNA.

Um navio americano de ataque anfíbio, à frente de um grupo que inclui 3.500 marinheiros e integrantes do Corpo dos Fuzileiros Navais, chegou na sexta-feira à região.

Paralelamente, os esforços diplomáticos prosseguem para tentar acabar com a guerra, iniciada em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Representantes da Turquia, Paquistão, Egito e Arábia Saudita se reúnem neste domingo e na segunda-feira em Islamabad, capital paquistanesa, para abordar o conflito.

A guerra afeta a economia mundial e, neste domingo, a Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, reivindicou os ataques de sábado contra duas grandes fábricas de fundição de alumínio, localizadas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo a Guarda iraniana, as duas fábricas — Aluminium Bahrain (Alba) e Emirates Global Aluminium (Ega) — “desempenham um papel importante no fornecimento das indústrias militares do exército americano“.

Conter a escalada de preços

O Irã continua sendo alvo de bombardeios e, segundo a agência IRNA, cinco pessoas morreram neste domingo em um ataque contra o porto de Bandar Khamir, perto do estratégico Estreito de Ormuz.

Em Teerã, um jornalista da AFP relatou duas explosões e colunas de fumaça no leste da cidade.

Estamos indefesos diante de um governo que mata, e também não queremos esta guerra. Só queremos uma vida normal”, disse à AFP uma artista de 32 anos que mora na capital iraniana.

Desde o início da guerra, o Irã bloqueia o estratégico Estreito de Ormuz – por onde passava 20% do petróleo mundial antes do conflito -, o que provocou uma crise energética global.

De Bangcoc a Berlim, passando por Tóquio ou Paris, governos de todo o mundo estão aplicando medidas de urgência para tentar conter a escalada de preços.

A crise pode ser agravada pela entrada na guerra dos rebeldes huthis do Iêmen, aliados do Irã, que no sábado lançaram mísseis contra Israel.

De suas posições estratégicas, os insurgentes iemenitas têm a possibilidade de prejudicar o tráfego no Estreito de Bab el-Mandeb, um dos corredores marítimos mais movimentados do mundo.

A Guarda Revolucionária também ameaçou atacar os campi de universidades americanas no Oriente Médio.

Em Israel, o Exército, assim como nas noites anteriores, anunciou o lançamento de mísseis iranianos em direção ao território do país e pediu à população que procurasse abrigo.

Kuwait e Emirados Árabes Unidos também relataram ataques com drones e mísseis na madrugada de domingo.

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Eduardo diz gravar vídeo para o pai em congresso da direita, mas Moraes barrou celular

Eduardo Bolsonaro /(SAUL LOEB / AFP)

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) filmou com o celular a breve declaração que fez durante uma conferência da direita, neste sábado, 28, nos Estados Unidos, antes do discurso do irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e disse que o vídeo era para mostrar ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ao permitir que Bolsonaro cumpra provisoriamente prisão domiciliar por motivos de saúde, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes proibiu que o ex-presidente condenado por tentar um golpe de estado tenha acesso a celular ou a redes sociais, inclusive via terceiros.

Anunciado no palco da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC, na sigla em inglês), Eduardo apareceu usando um aparelho celular em posição de filmagem e explicou o motivo. A CPAC reúne representantes da direita e da extrema direita no mundo.

Vocês sabem por que estou fazendo esse vídeo? Porque estou mostrando para o meu pai e vou provar para todos no Brasil que você não pode barrar prendendo injustamente o líder desse movimento, Jair Messias Bolsonaro”, disse, antes de anunciar a entrada do “próximo presidente do Brasil”.

Alexandre de Moraes autorizou, na terça-feira, 24, que Jair Bolsonaro cumpra prisão domiciliar humanitária temporária, inicialmente por 90 dias, a partir da alta médica, para que ele se recupere integralmente de uma broncopneumonia. O benefício será reavaliado pelo STF após o período.

A transferência de Bolsonaro da cela que ocupava, na chamada Papudinha, para a casa dele, em um bairro nobre de Brasília, foi determinada com restrições.

Moraes proibiu o uso de telefone, celular ou dispositivos que permitam contato com o exterior, diretamente ou por terceiros. Mesmo nos casos de visitas autorizadas, os aparelhos eletrônicos deverão ser entregues aos policiais antes da entrada.

Os filhos de Bolsonaro que não vivem com o pai podem visitá-lo, mas dentro de horários preestabelecidos: às quartas-feiras e sábados, em um dos seguintes horários: 8h às 10h, 11h às 13h e 14h às 16h.

Neste sábado, 28, Moraes negou um pedido da defesa do ex-presidente para ampliar os horários de visitação em uma espécie de “acesso livre” aos filhos.

O descumprimento das regras da prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares implicará na revogação e ao retorno imediato ao regime fechado ou, se necessário for, ao hospital penitenciário”, destacou o ministro na decisão.

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Brasil condena ação de Israel que barrou acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro

Santo Sepulcro, onde está o túmulo de Jesus Cristo. Foto: THOMAS COEX / AFP/

O governo brasileiro condenou a ação da polícia de Israel que impediu o acesso de líderes católicos à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

Essa ação ocorre na sequência da imposição, por autoridades israelenses, ao longo das últimas semanas, de restrições à entrada de fiéis cristãos no referido santuário, assim como de fiéis muçulmanos, durante o Ramadã, na Esplanada das Mesquitas (“Haram Al-Sharif”), também em Jerusalém Oriental“, afirmou, por meio de nota publicada pelo Itamaraty.

Mais cedo, neste domingo, o cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém, e o monsenhor Francesco Ielpo, custódio da Terra Santa, foram impedidos de entrar no templo. Segundo o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, a ação ocorreu por questões de segurança.

O governo brasileiro classificou as ações recentes de Israel como de extrema gravidade e “contrárias ao status quo histórico dos sítios sagrados cristãos e islâmicos de Jerusalém e ao princípio da liberdade de culto”.

O Brasil recorda o parecer consultivo da Corte Internacional de Justiça de 19 de julho de 2024, o qual concluiu que a continuada presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita e que aquele país não está habilitado a exercer soberania em nenhuma parte do Território Palestino Ocupado, incluindo Jerusalém Oriental”, declarou.

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Prefeitura de Afogados inclui “poesia popular, repente e cordel” na grade curricular do município

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira oficializou ontem (27) a disciplina “Poesia Popular, Repente e Cordel”, na grade curricular da rede municipal de ensino. O anúncio foi feito pelo Prefeito Sandrinho Palmeira, durante solenidade no CS eventos, em Brotas.

Em um verdadeiro encontro de poetas, com as presenças de Dedé Monteiro, Diomedes Mariano, Antônio José, Alexandre Moraes, Elenilda Amaral, dentre outros, o evento reuniu gestores e gestoras das escolas da rede municipal de ensino.

A disciplina entra na grade de ensino após aprovação do Projeto de Lei N° 1.175/2026, de 19 de fevereiro de 2026, na Câmara de Vereadores do município, e será aplicada do 6° ao 9° ano do Ensino Fundamental II, de forma gradativa pelo 6° e 7° ano.

A disciplina será ensinada por professores de formação e também por professores que também são poetas, como Elenida Amaral e Erivoneide Amaral. A coletânea de livros que será trabalhada nas salas de aula é de autoria dos poetas Vinícius Gregório e Lindoaldo Campos.

A disciplina tem a proposta de valorizar a cultura popular nordestina, desenvolver a leitura, escrita e oralidade. E também integrar a educação com as práticas culturais do Sertão do Pajeú.

Esse é um momento histórico para Afogados da Ingazeira. A implementação, em sala de aula, de uma das nossas maiores tradições culturais, a essência poética do Pajeú. Valorizando e perpetuando a nossa cultura e despertando novos valores poéticos,” afirmou Sandrinho.

A cerimônia contou com as presenças da Secretária de Educação, Wivianne Fonseca, sua adjunta, Aparecida Teotônio, vereador César Tenório, além de diversos outros poetas e poetisas de Afogados e da região.

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Cidade de Ingazeira conquista selo nacional que reconhece excelência na gestão da assistência social

O município de Ingazeira foi contemplado com o Selo FNAS – Edição 2025, um reconhecimento de nível nacional que atesta a regularidade e a boa execução da gestão financeira no âmbito do Sistema Único de Assistência Social.

A certificação é concedida pelo Fundo Nacional de Assistência Social, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, e destaca municípios que cumprem rigorosamente critérios técnicos e legais na aplicação dos recursos públicos destinados à assistência social.

Entre os principais requisitos avaliados estão a regularidade no uso dos recursos federais, a aprovação da prestação de contas, a correta alimentação dos sistemas oficiais — como o Demonstrativo Sintético —, além da execução orçamentária alinhada às normativas do MDS e do Conselho Nacional de Assistência Social.

Também são considerados aspectos como transparência na gestão e conformidade com a legislação vigente. Para o prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, o reconhecimento reforça o compromisso da gestão municipal com a responsabilidade e a eficiência na aplicação dos recursos públicos.

A conquista do selo nacional evidencia o trabalho técnico e comprometido da equipe da assistência social do município, consolidando Ingazeira como referência em gestão responsável e transparente dentro do sistema público de assistência social no Brasil.

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‘Não é período de festa. É tempo de reflexão’, diz Dom Paulo Jackson sobre a Semana Santa

O Domingo de Ramos da Paixão do Senhor – mais conhecido como Domingo de Ramos – foi celebrado hoje (29), para marcar o inicio da Semana Santa, celebração mais importante do calendário religioso católico.

Fiéis do Recife e Região Metropolitana se reuniram para lembrar da ressurreição de Jesus Cristo e o início do período da Páscoa.

A Arquidiocese de Olinda e Recife (AOR) está oferecendo uma programação que abrange todo o período da Semana Santa.

Em Olinda, a procissão de Domingo de Ramos – data que recorda a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém – se concentrou da Capela da Misericórdia, no Alto da Sé, onde foi realizada a bênção dos ramos dos fiéis.

De lá, eles seguiram em cortejo para a Catedral da Sé, onde foi aconteceu a Santa Missa. O arcebispo de Recife e Olinda, Dom Paulo Jackson, comandou ambas as celebrações.

Na Catedral da Sé São Salvador do Mundo, a programação do Domingo de Ramos também contou com a Coleta Nacional de Solidariedade, oferta que será enviada para subsidiar projetos sociais da Campanha da Fraternidade.

“O Domingo de Ramos é a celebração de abertura da Semana Santa. O nome oficial é Domingo de Ramos, que simboliza festa, aclamação. Jesus entra em Jerusalém triunfalmente como filho de Davi, o Messias glorioso. Mas, a segunda parte do nome é Domingo da Paixão do Senhor. Portanto, o Domingo de Ramos une essas duas dimensões: a festa, a alegria, a vitória sobre a morte, mas, também, a cruz, a dor e a paixão do Senhor“, explica o arcebispo.

“Desta forma é uma introdução a todo o mistério da Semana Santa. O mistério da Semana Santa é mistério de morte, mas, sobretudo, mistério de vida, de ressurreição e de esperança. Assim, todos os cristãos católicos são convidados a celebrar bem a Semana Santa. Não é um período de chácara, de tomar cachaça, de festa e de passeio. É tempo de reflexão, de silêncio e de participar das celebrações na sua comunidade paroquial”, orienta Dom Paulo Jackson.

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Dom Limacêdo destaca chamado dos cristãos a serem presença de Cristo no mundo durante homilia do Domingo de Ramos

As capelas urbanas da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios abriram suas portas, neste Domingo de Ramos, para acolher os fiéis que participaram da bênção dos ramos, marcando o início da Semana Santa.

As celebrações começaram nas capelas, de onde os fiéis saíram em procissão pelas ruas da cidade em direção à Catedral. Ao longo do percurso, as seis comunidades foram se encontrando, formando um único cortejo em um gesto de fé e unidade.

A programação foi concluída em frente à Catedral, com a celebração da Missa do Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, que recorda a entrada de Jesus em Jerusalém e dá início ao período mais importante do calendário litúrgico cristão.

A celebração foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Limacêdo, que, em sua homilia, destacou o chamado dos cristãos a serem presença de Cristo no mundo. Ele também ressaltou a importância da Semana Santa como tempo de reflexão, fortalecimento da fé e vivência do Evangelho. O bispo ainda incentivou a prática da solidariedade, especialmente no compromisso com a dignidade da moradia, em sintonia com a Campanha da Fraternidade.

Concelebraram a missa o pároco, Pe. Miguel Nunes Neto, o vigário paroquial, Pe. Renato Almeida, e o reitor do Seminário Propedêutico São Judas Tadeu, Pe. Washington Luiz. Também participaram os diáconos Alan Michel e Expedito Matias.

Uma multidão de fiéis participou da programação, que reuniu as comunidades em um dos momentos mais significativos da fé cristã. A Paróquia segue, ao longo da semana, com a programação especial da Semana Santa.

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Polícia de Israel impede Cardeal Pizzaballa de celebrar Missa de Ramos

A polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém de celebrar o Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro “pela primeira vez em séculos”, informou o Patriarcado, citando preocupações de segurança relacionadas à guerra com o Irã.

O cardeal Pierbattista Pizzaballa e o frei Francesco Ielpo foram abordados pela polícia enquanto caminhavam em direção à igreja, construída no local onde os cristãos acreditam que Jesus foi crucificado e ressuscitou dos mortos, informou o Patriarcado Latino de Jerusalém.

“Como resultado, e pela primeira vez em séculos, os líderes da Igreja foram impedidos de celebrar a Missa do Domingo de Ramos na Igreja do Santo Sepulcro”, afirmou em comunicado.

A polícia israelense afirmou que todos os locais sagrados da Cidade Velha de Jerusalém – incluindo aqueles sagrados para cristãos, muçulmanos e judeus – foram fechados aos fiéis desde o início da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, particularmente os locais sem abrigos antibombas.

“A Cidade Velha e os locais sagrados constituem uma área complexa que não permite o acesso de grandes veículos de emergência e resgate, o que representa um desafio significativo para a capacidade de resposta e um risco real para a vida humana em caso de um incidente com múltiplas vítimas”, disse a polícia.

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