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Em evento com empresários, Priscila Krause orienta apoiadores a buscarem eleitores que podem mudar de voto

Governadora Raquel Lyra (PSD) ao lado da vice Priscila Krause/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause (PSD), afirmou em um evento com empresários no Recife que a campanha a favor de Raquel Lyra precisa avançar sobre o eleitorado que ainda admite mudar de voto na reta final da disputa pelo Governo de Pernambuco.

Durante o encontro, nesta quinta-feira (24), ela citou um dado da pesquisa Quaest anterior e afirmou: “Cerca de 27% dos eleitores do nosso adversário admite mudar de voto. A gente precisa buscar esses votos dos indecisos e aqueles que podem vir”.

O percentual mencionado por Priscila corresponde à pesquisa Quaest divulgada em 8 de setembro. Naquele levantamento, 23% dos entrevistados disseram que ainda poderiam mudar de voto, enquanto 76% afirmaram considerar a escolha definitiva. No entanto, a parcela aberta à mudança não correspondia exclusivamente a eleitores de João Campos e incluía pessoas que declaravam voto nos diferentes candidatos.

A nova rodada da Quaest, divulgada na quarta-feira (23), mostrou uma redução desse espaço de mudança. O levantamento apontou que 41% dos eleitores ainda consideram que podem mudar de voto, enquanto Raquel Lyra aparece com 41% e João Campos (PSB), com 39% no cenário estimulado. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Na comparação com a pesquisa anterior, Raquel oscilou de 43% para 41%, enquanto João Campos passou de 37% para 39%. A diferença numérica entre os dois caiu, portanto, de seis para dois pontos percentuais.

Priscila, porém, apresentou o dado sob a ótica da campanha governista, defendendo que a candidatura deve trabalhar tanto para conquistar os indecisos quanto para convencer eleitores que ainda não consideram definitiva a escolha por outro candidato.

No mesmo evento, Raquel Lyra afirmou que mantém uma rotina intensa desde o início da campanha. “Desde o início das eleições eu estou trabalhando muito. Mas não está diferente do que eu fiz antes. É de manhã, de tarde, de noite, dia santo, feriado… Estou feliz, trabalhando, pedindo voto e encontrando um carinho imenso da população, onde quer que eu vá”, declarou.

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Dino manda Polícia Federal investigar atuação da CVM no caso Master

Dino citou denúncia encaminhada à CVM em 2022 e que continha informações detalhadas sobre a falta de liquidez doMaster/Alejandro Zambrana/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, mandou, nesta quinta-feira (24), a Polícia Federal instaurar um inquérito para apurar o possível cometimento de crimes na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) envolvendo a fiscalização de fundos ligados ao extinto Banco Master. A CVM é o órgão responsável pela fiscalização e supervisão do mercado de capitais.

“Há indícios que configuram o dever legal de apuração de eventuais ilícitos relacionados à atuação funcional de agentes públicos ligados à Comissão de Valores Mobiliários, bem como de autoridades de alto escalão que teriam influenciado em processos decisórios na autarquia”, indicou o ministro.

Na decisão, Dino citou denúncia encaminhada à CVM em fevereiro de 2022 e que continha informações detalhadas sobre a possível falta de liquidez do Grupo Master. O processo acabou sumariamente arquivado pelo órgão sob a alegação de falta de elementos para levar adiante a apuração.

A denúncia apresentava, por exemplo, inconsistências em demonstrações contábeis, manipulação das cotações de fundos abertos, reavaliação de ativos deteriorados mantidos em fundos fechados e utilização de recursos captados com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos para aquisição de ativos de baixa liquidez, elencou o ministro.

Para Dino, o arquivamento desse processo indica atos que “ultrapassam o domínio de simples falhas operacionais ou deficiências regulatórias e recomendam apuração específica acerca da eventual prática de ilícitos penais e administrativos, no âmbito da CVM”.

A denúncia foi encaminhada à CVM pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que recebeu as informações por meio de uma comunicação anônima. Entre os fatos denunciados, está o de que o Master estaria vendendo ativos sem liquidez já com a expectativa de que os pagamentos acabassem sendo arcados pelo FGC, o que acabou de fato acontecendo anos depois.

Entre os pontos denunciados, estava o fato de que mais de R$ 3 bilhões, de um total de aproximadamente R$ 5 bilhões captados com cobertura do FGC, estariam alocados em ativos sem qualquer liquidez ou de reduzida qualidade, destacou Dino.

No entanto, conforme observou o ministro com base em um relatório produzido pela Transparência Internacional – Brasil, nenhuma providência de apuração foi tomada pela CVM antes de arquivar a denúncia. A entidade apontou ainda que o processo foi submetido a um regime de sigilo capaz de impedir o acesso de outras unidades de supervisão ou fiscalização.

Dino ressaltou ainda fatos relacionados à concessão de serviços funerários ao Grupo Master pela prefeitura de São Paulo. Uma investigação administrativa chegou a ser instaurada na CVM para apurar irregularidades no fundo responsável pelo pagamento da concessão, mas acabou arquivada após o órgão aprovar um acordo de R$ 2,9 bilhões.

“Os elementos reunidos também indicam a possível participação de pessoas sujeitas à jurisdição penal originária desta Suprema Corte, circunstância que reforça a necessidade de acompanhamento direto das investigações por este tribunal”, escreveu Dino, que é relator de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) sobre o tema.

No início desta semana, Dino já havia determinado que a União promova, no prazo de 90 dias, a avaliação técnica e reapreciação das regras normativas da CVM.

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Prazo para baixar e validar e-Título termina no dia 3 de outubro

Aplicativo do e-Título está disponível para sistemas operacionais iOS e Android/TRE-DF/DIVULGAÇÃO

A dez dias do primeiro turno das eleições gerais no país, o eleitor que pretende usar o aplicativo da Justiça Eleitoral e-Titulo para votar deve ficar atento sobre o prazo para baixar e validar a ferramenta. O serviço ficará disponível até as 23h59 do dia 3 de outubro, véspera do pleito.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a interrupção do serviço nos dias de votação ocorre para evitar a sobrecarga do aplicativo e problemas aos eleitores que não se planejaram.

Além de documentos oficiais, a versão digital do título com fotografia disponível no aplicativo é válida como documento de identificação para votar, mas só é aceita se for exibida online na tela do celular ou em um tablet, não sendo válido o uso de fotografia, o chamado print, da tela.

Para ter acesso ao documento e utiliza-lo ainda no primeiro turno destas eleições, é necessário fazer o download e efetivar um primeiro acesso na ferramenta dentro do prazo do dia 3 de outubro.

Na primeira vez, é necessário baixar gratuitamente o aplicativo na loja do celular (iOS ou Android) e informar os seguintes dados:

Nome completo;
Data de nascimento;
CPF ou número do Título de Eleitor;
Nome dos pais.

Depois, é preciso confirmar a identidade respondendo às perguntas de segurança exibidas na tela e finalizar com a criação de uma senha de acesso.

A cada acesso, a ferramenta utilizará a validação facial. Após esses procedimentos, o eleitor estará apto a acessar o título eleitoral digital, além de poder consultar o local de votação e conferir a zona e a seção eleitoral. Qualquer atualização estará disponível automaticamente.

Caso o eleitor esteja suspenso ou com alguma restrição cadastral, ele consegue baixar o aplicativo e acessar todas as informações, mas permanecerá impedido de votar.

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Brasil e outras delegações deixam plenário da ONU no discurso de Netanyahu

Delegações deixam o plenário da Assembleia Geral da ONU no início do discurso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em 24 de setembro de 2026.

A delegação brasileira deixou o salão da Assembleia Geral da ONU assim que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, iniciou seu discurso no plenário nesta quinta-feira (24). A ação é uma forma de protesto às posições de Netanyahu, sobretudo em relação à guerra na Faixa de Gaza.

Ao reparar a saída de diversas delegações — não apenas a do Brasil –, Netanyahu afirmou: “Se há mais covardes morais que ainda não saíram desse salão, por favor, façam isso agora“.

Nos discursos que antecederam o do primeiro-ministro, apenas um diplomata brasileiro estava escalado para acompanhar a sessão plenária desta quinta, mas outros quatro colegas se juntaram a ele a partir do pronunciamento de José Manuel Restrepo, vice-presidente da Colômbia, que antecedeu o de Netanyahu.

O objetivo, segundo fontes, era ter um volume maior de pessoas na hora da debandada.

A CNN Brasil apurou que os integrantes da delegação brasileira e de outros países se planejaram com antecedência para a retirada do plenário, assim como aconteceu nos últimos anos, pelo menos desde 2024, ano seguinte ao início do conflito em Gaza.

A delegação palestina é um exemplo: ela tinha apenas duas pessoas no discurso da Colômbia e, antes de Israel, aumentou para seis.

Para se contrapor ao protesto, a delegação israelense levou representantes para bater palmas durante o discurso. Apesar de serem reservados apenas seis assentos a cada delegação, os israelenses pediram passes para setores de observação.

A CNN Brasil chegou à plenária horas antes do discurso e pôde observar que outras delegações fizeram o mesmo. Cerca de 30 minutos antes do pronunciamento de Netanyahu, o volume de delegados aumentou consideravelmente.

Fontes afirmaram que a delegação palestina fez um esforço para que os representantes das missões se retirassem. Nos corredores da ONU, o comentário é que essa foi uma das maiores debandadas em um discurso na Assembleia. É o que diz uma jornalista que cobre a ONU há décadas.

O governo brasileiro adota uma postura de firme crítica às ações militares de Israel em Gaza, classificando-as como genocídio, ao mesmo tempo em que apoia a criação de dois Estados para resolver o conflito histórico.

Durante seu discurso na Assembleia na terça-feira (22), o presidente Lula acusou novamente Israel de genocídio em Gaza.

“Gerações de palestinos carregarão a dor e o trauma deixados pelo genocídio praticado pelo governo Netanyahu contra mulheres e crianças em Gaza“, afirmou.

Lula também falou sobre “os assentamentos ilegais na Cisjordânia, que tornam cada vez menos viável a solução de dois Estados” e acrescentou que “ameaçar civilizações de extinção não trará estabilidade para o Oriente Médio”.

Sobre o conflito no Irã, o governo brasileiro adota uma postura de condenação ao uso da força por ambos os lados, defendendo a máxima contenção e o diálogo diplomático.

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Fontes: Trackings de Lula e Flávio indicam 2º turno indefinido

A CNN ouviu de fontes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que os números para consumo interno apontam que o pleito não acabará no primeiro turno e que o cenário é de empate no segundo pleito. As avaliações são feitas com base nos trackings eleitorais, que são pesquisas diárias feitas pelas campanhas para monitorar as intenções de voto e as tendências da disputa.

No caso da campanha petista, o tracking aponta o estancamento do crescimento de Flávio, liderança de Lula no 1° turno e vantagem numérica para o petista no 2°.

Já na campanha do senador, os levantamentos internos indicam a tendência de crescimento de Flávio no 1° turno na reta final e uma ligeira vantagem sobre Lula no 2°, mas dentro da margem de erro.

Ambos os comitês convergem na leitura de que deve haver um esvaziamento da “terceira via” e de que a disputa será decidida na última semana do 2° turno.

Os dois times apostam em ampliar a rejeição do adversário usando, sobretudo, o rádio.

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Onda de calor: Inmet emite aviso vermelho de grande perigo para 8 estados do Centro-Sul

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um aviso vermelho de grande perigo para uma onda de calor que vai atingir áreas do Centro-Sul do Brasil. O aviso tem início no sábado (26) e é válido até as 18h da próxima quarta (30).

O aviso abrange ao menos uma parte de oito estados brasileiros:

norte de Santa Catarina
Paraná
São Paulo
sul do Rio de Janeiro
sul de Minas Gerais
centro-sul de Mato Grosso
extremo sul de Goiás
Mato Grosso do Sul

O aviso vermelho é o grau mais alto na escala do Inmet. Veja:

🟡 Amarelo: perigo potencial
🟠 Laranja: perigo
🔴 Vermelho: grande perigo

Esta é a primeira onda de calor esperada para a primavera, que começou na última terça-feira (22). A expectativa é que o fenômeno seja registrado com mais frequência nos próximos meses.

ENTENDA: Uma onda de calor é um fenômeno meteorológico que acontece quando uma determinada região registra temperaturas muito acima da média por uma sequência de dias.

No geral, os meteorologistas estabelecem que, para o fenômeno se configurar, as temperaturas precisam ficar ao menos 5ºC acima da média por um período de cinco dias ou mais.

Já o Inmet define uma onda de calor quando há um aumento de 5ºC na temperatura em relação à média mensal, independentemente da quantidade de dias de duração.

O Inmet avisa que o calor extremo traz riscos à saúde. Em períodos de calor, é comum sentir o corpo mais lento, cansado e até tonto.

Mas os efeitos das altas temperaturas vão muito além do desconforto (entenda os sinais e o que fazer para proteger seu corpo do calor).

Primavera deve ter temperaturas acima da média

A primavera é uma estação de transição entre os períodos seco e chuvoso em boa parte do Brasil. É nessa época que as chuvas costumam voltar gradualmente ao Centro-Oeste e ao Sudeste, enquanto as temperaturas começam a subir depois do inverno.

César Sores, meteorologista da Climatempo, afirma que, apesar do começo da estação ser muito diferente do padrão que se tem observado ao longo do mês de setembro, a previsão é que a primavera seja de temperaturas acima da média.

Com expectativa de atuação de um El Niño forte, a tendência, segundo Soares, é que haja condições mais favoráveis para ondas de calor e irregularidade de chuvas.

As áreas com maior destaque para o calor ficam no norte de Minas Gerais, norte de Goiás e Mato Grosso, interior do Nordeste, Tocantins, Pará, leste do Amazonas e Roraima.

Nessas regiões, podem ocorrer vários dias com temperaturas acima dos 40 °C.

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Quaest aponta “alteração de humor” na campanha. João cresce entre mulheres

Aliados da governadora Raquel Lyra creditam ao fato de ela ter se “explicado demoradamente” o tamanho da repercussão que o vídeo, no qual ela sugere uma laqueadura sem consentimento, atingiu.

Em outras palavras, avaliam, nos bastidores, que ela, primeiro, pediu desculpas puramente para só depois realçar “que foi a governadora que mais fez pelas mulheres”, como descreve uma fonte ligada à governadora. A análise se dá frente à pesquisa Quaest divulgada ontem, três dias após a gravação ter começado a circular.

O levantamento foi a campo entre os dias 19 e 22 de setembro. Foi no domingo (20) que a governadora fez o post em sua rede social admitindo que errou e pedindo desculpas, mesmo dia em que a gravação com a fala “faz sem ela saber” ganhou eco.

Pela pesquisa, o candidato do PSB ao Governo do Estado, João Campos, abriu 9 pontos no eleitorado feminino. Entre as mulheres, o socialista marca 43% (tinha 39%) na simulação de primeiro turno e a governadora, 34% (tinha 38%). A rodada anterior foi divulgada no último dia 8 de setembro.

Diretor da Quaest, Felipe Nunes aponta “evidência” de que o vídeo impactou a campanha. “Essa distância, na minha visão, tem total relação com essa dinâmica do vídeo. As mulheres é que estão reagindo. Se a gente faz a comparação com os homens, não está acontecendo nada. Era 47% a 36% pró-Raquel Lyra. A gente evolui para 49% a 35%. Ou seja, uma estabilidade com relação a esse ponto”, assinalou Felipe à GloboNews, apontando “alteração de humor” na campanha em Pernambuco após o vídeo entrar em pauta.

Antes, ele sublinhara: “Havia um empate entre as duas campanhas nas duas primeiras rodadas. Olha como isso abre”. A menos de duas semanas da eleição, no cenário completo, Raquel Lyra segue numericamente à frente com 41% (tinha 43%) e João Campos pontua 39% (tinha 37%). A margem de erro é de 3 pontos percentuais.

Para aliados, “levou 48 horas” para que Raquel começasse a enumerar seus feitos para as mulheres. Entre os quais, creches, hospitais e políticas públicas como o Mães de Pernambuco, e isso impactou.

Trio no Marco Zero

Os detalhes foram afinados no final da tarde de ontem. O presidente Lula fará a caminhada, no Recife, a bordo de uma caminhonete, saindo do Cais de Santa Rita com destino ao Marco Zero, onde subirá em trio elétrico em frente à Caixa Cultural. É o mesmo lugar onde foi montado palco do último discurso dele no local,

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Ainda não está descartada a possibilidade de o presidente Lula desembarcar no Recife já nesta quinta-feira (24) à noite após ato em Alagoas. Caso isso ocorra, a agenda pode incluir ainda um café da manhã dele com João Campos antes do evento.

Termômetro 1

Na campanha governista, o cenário da Quaest referente ao Senado foi visto como um sinal de possível tendência de crescimento a ser consolidada por Eduardo da Fonte após ele oscilar positivamente nos votos totais e nas respostas para 1ª e 2ª vagas. A avaliação levou em conta ainda que o movimento se deu após o progressista sofrer ataques mais duros do adversário Mendonça Filho, considerando ainda a passagem do presidenciável Flávio Bolsonaro pelo Recife.

Termômetro 2

Mendonça e Eduardo da Fonte disputam uma fatia semelhante do eleitorado e, no palanque com Flávio, Mendonça chegou a advertir ao eleitores que votar no progressista era como tirar voto dele. Na esteira, recomendou o voto no candidato Carlos Santana, do Novo. Na chapa majoritária encabeçada por Raquel Lyra, se aguardava para conferir os efeitos disso.

Dinâmica

Nos votos totais, Mendonça Filho oscilou para 10% (tinha 11%), Eduardo da Fonte oscilou para 8% (tinha 7%). Na pergunta sobre a primeira vaga, Mendonça Filho pontuou 14% (tinha 15%), enquanto Eduardo da Fonte apareceu com 8% (tinha 6%). Na pergunta sobre a segunda vaga, Mendonça aparece com 7% (tinha 6%) e Eduardo, com 9% (tinha 8%).

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PT vai ao STF por interferência externa nas eleições e mira cassar Flávio

Candidato à presidência Flávio Bolsonaro/Lula Marques/Agência Brasil

O Partido dos Trabalhadores (PT) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito pela Polícia Federal a fim de apurar uma possível atuação estrangeira em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência. A manifestação foi endereçada ao ministro Flávio Dino nesta quarta-feira (23/9).

O PT mira ainda a cassação da chapa do senador caso sejam comprovados os abusos de poder econômico e político e o uso indevido dos meios de comunicação relacionados à interferência estrangeira na disputa.

A legislação brasileira permite manifestações ideológicas de líderes estrangeiros, mas proíbe terminantemente qualquer tipo de suporte operacional, serviços ou impulsionamentos publicitários financiados no exterior.

Outra frente trata da oferta de documentários e cursos do Brasil Paralelo e do Estúdio Quinto Elemento na Academia da Direita, plataforma ligada ao PL e ao Instituto Álvaro Valle, fundação do partido.

Segundo o levantamento citado na manifestação, foram identificados ao menos oito documentários do Brasil Paralelo e três produções do Quinto Elemento sem registro correspondente de contratação, despesa ou pagamento nas prestações de contas examinadas.

Materiais comercializados pelos fornecedores aparecem gratuitamente na plataforma partidária. Para o PT, isso aponta para uma possível doação de bens ou serviços com valor econômico, cuja origem e forma de custeio precisam ser esclarecidas.

No caso do Quinto Elemento, o documento descreve uma cadeia societária que liga as brasileiras Patrística Brasil e Produções 5 Elemento às empresas estrangeiras Patristica Invest LLC e Zeitgeist MKM Corp. A hipótese é que as sociedades nacionais tenham intermediado recursos ou serviços pagos pelas controladoras no exterior.

O partido pede a análise dos registros contábeis e financeiros. Também questiona o uso da fundação, mantida com recursos públicos destinados à pesquisa e à educação política, na divulgação de materiais de promoção de Flávio e ataque ao presidente Lula.

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Juiz ordena que a Casa Branca restabeleça acesso a canais e site vetados por Trump

Presidente dos EUA, Donald Trump/RONALDO SCHEMIDT/AFP

O governo do presidente Donald Trump deve “restabelecer imediatamente” o acesso de CNN, MS NOW e Politico à Casa Branca, determinou nesta quinta-feira (24) um juiz federal americano, depois que os veículos foram vetados na residência oficial.

Trump expulsou os repórteres dos três veículos da residência presidencial na sexta-feira, como punição por divulgarem o que ele classificou como “notícias falsas”.

Os ataques de Trump a jornalistas não são novos. O republicano ataca os veículos de comunicação que criticam sua gestão e chama a imprensa de “inimiga do povo”.

O veto coincidiu com um momento em que seus índices de aprovação estão em baixa e o Partido Republicano enfrenta o risco de perder o controle do Congresso nas eleições legislativas de meio de mandato de novembro.

CNN, MS NOW e Politico apresentaram uma ação conjunta solicitando uma ordem de restrição temporária contra a proibição, argumentando que a medida violou a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante o direito à liberdade de imprensa.

O juiz Timothy Kelly determinou que a revogação das credenciais de imprensa dos veículos “provavelmente violou seus direitos constitucionais ao devido processo”, segundo a decisão consultada pela AFP.

“A ‘regra geral’ é que ‘as pessoas devem receber uma notificação e ter a oportunidade de ser ouvidas antes que o governo as prive’ de um interesse protegido constitucionalmente“, escreveu Kelly.

O juiz decidiu que as credenciais de imprensa dos funcionários dos três veículos serão restituídas “até nova ordem do tribunal ou até a expiração desta ordem de restrição temporária”, que permanecerá em vigor por 14 dias.

O magistrado acrescentou que a decisão não pode ser alvo de recurso de forma imediata.

“A decisão é uma vitória para os veículos de comunicação que lutam para cobrir um presidente que tem enfrentado repetidamente a imprensa“, reagiu o canal MS NOW.

Antes da decisão, o Departamento de Justiça havia argumentado que Trump pode “controlar o acesso dos jornalistas a áreas presidenciais restritas, como o Salão Oval”.

“O acesso à Casa Branca é um privilégio, não um direito“, alegou.

“Segurança nacional”

Em uma carta enviada à CNN, o gabinete de imprensa da Casa Branca acusou a emissora de notícias de “traficar falsidades verificáveis sobre segurança nacional e outros temas, e de publicar informações sensíveis ou sigilosas”.

Acusações similares foram feitas contra a MS NOW e o Politico.

A mensagem à CNN mencionava várias matérias sobre a guerra do Irã e outra sobre os planos de Trump de construir um bunker militar sob o salão de baile da Ala Leste da Casa Branca, atualmente em obras, que supostamente “revelava detalhes de construção ‘ultrassecretos'”.

Theodore Boutrous, que representou os veículos de comunicação no tribunal na quarta-feira, disse ao juiz que Trump “não falou nada sobre segurança nacional” em sua publicação na plataforma Truth Social em que anunciou os vetos aos jornalistas.

“A ideia de que repórteres possam ser punidos pelo governo simplesmente por informar sobre questões de segurança nacional (…) sobre as quais o governo preferiria que não se informasse é simplesmente contrária aos princípios da Primeira Emenda“, acrescentou.

O juiz Kelly afirmou que os artigos mencionados nas cartas enviadas aos três veículos eram “de rotina”.

“O tribunal se mostra cético, ao menos com os elementos apresentados até agora, de que o interesse dos demandados em salvaguardar a segurança nacional seja a verdadeira motivação para revogar as credenciais permanentes dos demandantes ou sequer se veja favorecido por esta medida“, destacou o magistrado em referência às credenciais de imprensa da Casa Branca.

Os jornalistas dos três veículos foram impedidos de entrar na Casa Branca no sábado e tiveram suas credenciais confiscadas

Trump TV

Em um gesto de solidariedade, as emissoras CBS, ABC, NBC e Fox anunciaram na segunda-feira que deixarão de cobrir em regime de rodízio as atividades públicas do presidente, como faziam em conjunto com a CNN.

A filmagem conjunta é conhecida em inglês como “pool”, modalidade em que o veículo designado para o dia compartilha seu material com os demais.

A Associação de Correspondentes da Casa Branca e quase 50 veículos de comunicação também apresentaram uma petição ao tribunal para pedir a revogação das proibições impostas à CNN, MS NOW e Politico.

Na segunda-feira, a Casa Branca lançou um canal de streaming chamado “Trump TV” e afirmou que este exibiria “os melhores vídeos, discursos importantes e momentos imperdíveis, transmitidos 24 horas por dia e atualizados em tempo real”.

Ex-apresentador de televisão, Trump é um crítico feroz da imprensa, que acusa de apresentar uma imagem negativa de seu governo.

Em um caso anterior relacionado à CNN, durante o primeiro mandato de Trump, o juiz Kelly ordenou que a Casa Branca restabelecesse temporariamente o acesso de um correspondente da emissora que teve a credencial revogada.

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Operação mira banco que teria ajudado a lavar dinheiro usado no filme sobre Bolsonaro

Terceira fase da Operação Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (24) em sete estados/Divulgação / Receita Federal

A Polícia Civil, o Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto, com o cumprimento de mandados de busca e apreensão em sete estados. O alvo principal é um esquema de lavagem de dinheiro que teria usado o Banco Genial para disfarçar a origem de recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

Entre os alvos das buscas está Antonio Carlos Freixo Júnior, empresário que fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República no processo sobre o Banco Master e que, segundo os investigadores, usou uma de suas empresas para enviar parte dos 12,33 milhões de dólares que Vorcaro destinou ao financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, ligado ao Ministério Público de São Paulo, o alvo da investigação é a compra da distribuidora de combustíveis Terrana, uma das dez maiores do país, negociada por até 153 milhões de reais em 2024. Os investigadores apontam que a compra foi feita, na prática, pelos empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, apontados como líderes do esquema. Os dois, porém, não aparecem entre os alvos das buscas desta fase e seguem foragidos desde agosto de 2025, quando tiveram a prisão decretada na primeira etapa da operação.

Para esconder que eram os verdadeiros donos da distribuidora, a dupla teria criado fundos de investimento e empresas de fachada, movimentando o dinheiro por contas de passagem antes de ele chegar à compra da Terrana. Documentos citados pelos promotores mostram que mais de 120 milhões de reais passaram por companhias usadas apenas para disfarçar a origem dos recursos.

O papel do Banco Genial

De acordo com os promotores, o Banco Genial teria funcionado como uma estrutura financeira para mascarar quem realmente era dono do dinheiro usado na compra. A investigação identifica o executivo Humberto Tupinambá, sócio do banco, como uma das peças centrais do esquema, junto com os irmãos André e Bruno Tupinambá, também alvos de busca nesta quinta-feira. Mensagens obtidas pelos investigadores, extraídas de celulares apreendidos em fases anteriores da operação, indicam que o grupo discutia inclusive como driblar a fiscalização da Secretaria da Fazenda de São Paulo caso ela cobrasse explicações sobre os empréstimos usados na operação.

A ligação com o Banco Master e o filme sobre Bolsonaro

Antonio Carlos Freixo Júnior é o dono da empresa Entre Investimentos, batizada pelos investigadores como Grupo Entre, apontada como o canal usado por Daniel Vorcaro para enviar 12,33 milhões de dólares ao financiamento do “Dark Horse”. Segundo os promotores, a Entre Investimentos também repassou 20 milhões de reais à usina Itajobi, uma das empresas do interior de São Paulo usadas na engenharia financeira que culminou na compra da Terrana, o que aproxima o esquema de combustíveis do caso Master.

Operação também mira o crime organizado

O Ministério Público classifica o esquema como ligado à chamada máfia dos combustíveis, um grupo que, segundo as investigações, mantém vínculos com o PCC e usaria postos de gasolina para lavar dinheiro do tráfico de drogas. A Operação Carbono Oculto já havia mirado esse grupo em fases anteriores, entre elas uma que resultou na liquidação, pelo Banco Central, da gestora de fundos Reag Investimentos, cujo dono fechou recentemente um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República.

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Real Time Big Data: Flávio tem 45% no 2º turno; Lula, 44%

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (24) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. O atual presidente Lula (PT) soma 44%.

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois candidatos estão em situação de empate técnico.

Os votos em branco e nulos somam 8%, enquanto 3% dos entrevistados não sabem ou não responderam.

Outros cenários

O instituto de pesquisa também testou o atual presidente contra outros eventuais adversários.

Em um embate contra o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 44% das intenções, há um empate exato.

Brancos e nulos são 8%, e indecisos somam 4%.

Já contra o ex-governador Romeu Zema (Novo), o atual presidente aparece numericamente à frente. O petista alcança 45% contra 39% de Zema em uma simulação direta.

O cenário registra ainda 9% de brancos e nulos e 7% de eleitores que não responderam.

A pesquisa avaliou ainda um confronto com o líder do MBL, Renan Santos (Missão), que soma 38% contra 44% do atual presidente.

Neste quadro específico, os votos brancos e nulos chegam a 10%, com 8% de eleitores indecisos.

Por fim, em uma disputa contra o escritor Augusto Cury (Avante), Lula tem 44% contra 43% do candidato do Avante, configurando um novo empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa.

Nulos e brancos representam 8%, e 5% não souberam responder.

Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 eleitores, entre os dias 19 e 23 de setembro de 2026, por meio de entrevista por telefone e recrutamento digital. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04202/2026.

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Carbono Oculto mira ex-diretor do Genial e empresário ligado a Vorcaro

O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Estado de São Paulo e a Receita Federal deflagraram na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Crédito Oculto, uma nova fase da Operação Carbono Oculto.

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.

Entre os alvos da operação estão Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-diretor do Banco Genial, e o empresário Antônio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono da Entre Investimentos.

Mineiro é apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O empresário assinou acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A empresa de Freixo seria utilizada para repasses do banqueiro Daniel Vorcaro para a produção de “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Procurada, a defesa de Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, informou que não irá se manifestar.

Em nota, o Banco Genial ressaltou que Humberto Tupinambá não atua mais na instituição. Veja o posicionamento na íntegra:

“O Banco Genial esclarece que Humberto Tupinambá não integra a Diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição.

Todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, inclusive aquelas relacionadas às empresas Berna e Branson Holdings, que estavam em poder da instituição foram fornecidas pela própria Genial ao GAECO-SP. Em relação às operações mencionadas, também foram realizadas as comunicações cabíveis ao COAF, nos termos da legislação e da regulamentação aplicáveis.

No âmbito dessas operações, a Genial atuou dentro das atribuições que lhe competiam, observando os procedimentos, normas e regulamentos aplicáveis, considerando as informações disponíveis à instituição à época.

A partir do conhecimento dos fatos, a instituição adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna, a revisão da governança das operações de crédito, o afastamento do então diretor dos respectivos processos decisórios e sua posterior destituição. A Genial também contou com o apoio de especialistas externos para a revisão e o aprimoramento de seus processos e controles.

Após a deflagração da Operação Carbono Oculto, a Genial renunciou à administração do Fundo Radford e manteve sua postura de colaboração com as autoridades, fornecendo as informações e os documentos solicitados.

A instituição permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações e prestar todos os esclarecimentos que se façam necessários.”

Investigações e desdobramentos da Carbono Oculto

De acordo com as identificações ocorridas na operação Carbono Oculto, a primeira estrutura foi criada para ocultar e dissimular os reais proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo.

Outro operador financeiro, titular de fintechs e outras empresas, teria usado a infraestrutura societária e financeira do grupo empresarial, não apenas para a movimentação financeira das empresas da organização criminosa, como para criar novas camadas de ocultação sobre a titularidade da usina sucroalcooleira, entre outras fraudes.

Embora a titularidade formal da empresa sucroalcooleira estivesse distribuída entre fundos de investimento e outras empresas aparentemente independentes, os elementos reunidos indicam que a estrutura foi organizada para preservar o controle econômico dela sem que os reais beneficiários fossem revelados.

Segundo as investigações, um dos pontos envolve uma operação de aproximadamente R$ 370 milhões em direitos creditórios da usina. Os levantamentos apontam que uma empresa ligada à sociedade de investimentos adquiriu os créditos por meio da transferência de cotas de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC).

A análise financeira indicou que uma parte relevante dos recursos empregados na aquisição das cotas tinha origem de fundos de investimentos controlados pelo mesmo grupo investigado. A estrutura teria criado um fluxo financeiro circular, que dava aparência de legitimidade à operação e dificultava a identificação dos reais beneficiários.

A ocultação da titularidade da usina sucroalcooleira, em duas etapas e por dois grupos de operadores do mercado financeiro, blindou a usina sucroalcooleira e também a usou como instrumento para a estruturação de um novo negócio jurídico da organização criminosa.

A nova aquisição do esquema seria de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país, conhecida como Terrana.

Usina sucroalcooleira e os R$ 100 milhões

As análises econômico-financeiras apontam que a aquisição da distribuidora de combustíveis foi viabilizada por outra estrutura financeira composta por banco, fundos de investimento, escritório de advocacia, holdings, empresas patrimoniais e empresas de fachada. Ela era organizada para distanciar os recursos ilícitos usados na operação e os seus verdadeiros financiadores e beneficiários econômicos.

As prórprias contas bancárias da usina teriam recepcionado R$ 100 milhões enviados pela organização criminosa para financiar a aquisição.

Seguindo modus operandi já apontado pelo Ministério Público de São Paulo, os valores passaram “em poucos minutos” por múltiplas contas gráficas de três empresas do grupo ocultadas por contas bolsões em fintechs, que seriam usadas como “contas de passagem”, até aportarem na conta da usina sucroalcooleira.

Com isso, a usina passou a integrar a carteira de um novo fundo de investimento criado especificamente para o negócio jurídico. O valor de R$ 100 milhões foi aportado em referido fundo de investimento.

Depois, a fraude foi arquitetada por intermédio de um Certificado de Depósito Bancário Vinculado (CDBV). O fundo de investimento realizou a aquisição de um CDB perante o Banco Tradicional que, por sua vez, usou o dinheiro para realizar uma operação “casada” com a emissão de duas cédulas de crédito bancário para duas shell companies da própria organização criminosa.

As empresas de fachada se capitalizaram mediante o negócio jurídico simulado e foram usadas para ocultar e dissimular os verdadeiros beneficiários finais do negócio jurídico, ou seja, a aquisição da distribuidora de combustíveis.

Segundo as investigações, recursos foram utilizados para adquirir integralmente as cotas de um fundo imobiliário. Os imóveis que davam suporte econômico à operação já haviam sido previamente transferidos para empresas patrimoniais e, posteriormente, para fundos imobiliários.

Dessa forma, os bens permaneciam sob o controle econômico do grupo investigado, mas deixavam de figurar diretamente em seu patrimônio pessoal, o que dificultava a identificação dos reais proprietários e proporcionava blindagem patrimonial.

Os elementos reunidos apontam que a fintech, a empresa sucroalcooleira, os fundos de investimento, as holdings e as empresas-veículo desempenhavam funções complementares na estrutura.

O papel de cada instituição no esquema

De acordo com as investigações, a fintech permitia a circulação e fragmentação dos recursos. A empresa sucroalcooleira recepcionava e incorporava os valores à atividade econômica formal.

Já os fundos assumiam a posição econômica de financiadores de fato, as holdings realizavam as aquisições e as empresas-veículo serviam como camada adicional de separação entre a origem dos recursos e os reais beneficiários dos ativos adquiridos.

Os fundos imobiliários foram usados para concentrar imóveis vinculados aos investigados.

Além de fornecer garantias e suporte econômico às operações, os veículos mantinham bens de alto valor em patrimônios segregados, fora da titularidade direta dos investigados, o que ampliava a blindagem patrimonial e dificultava a visualização do patrimônio efetivamente controlado pelo grupo.

A investigação constatou a construção e a interligação de múltiplas estruturas de lavagem de dinheiro, não apenas pela organização criminosa atuante em todo o setor de combustíveis, mas também por operadores do mercado financeiro que prestam serviços de lavagem de capitais, consistindo em verdadeiras convergências criminosas à disposição de múltiplos grupos criminosos.

A empresa financeira empregada na aquisição simulada da empresa sucroalcooleira movimentou cerca de R$ 11,6 bilhões entre 2021 e 2025.

Para os investigadores, o volume financeiro, considerado com as demais evidências, reforça os indícios de uso de uma estrutura financeira e de investimentos para ocultação patrimonial, dissimulação da origem de recursos e lavagem de dinheiro.

A CNN Brasil entrou em contato com a Entre Investimentos e tenta localizar a defesa dos citados. O espaço está aberto para manifestações.

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Raquel comenta publicação de Lula sobre bets e volta a citar redução de imposto no Recife

Raquel Lyra apresenta planos de investimento em PE - PSD - Partido Social  Democrático

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), comentou nesta quarta-feira (23) uma publicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os impactos das apostas on-line no país. Na manifestação, Raquel afirmou que o Governo de Pernambuco está disposto a participar de ações de prevenção e enfrentamento aos problemas relacionados às bets.

No comentário, a governadora também voltou a citar a redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS) incidente sobre serviços relacionados às apostas no Recife, medida adotada durante a gestão do então prefeito João Campos (PSB), seu adversário na disputa pelo Governo de Pernambuco.

A alíquota foi reduzida de 5% para 2%. A mudança foi aprovada pela Câmara Municipal do Recife em 2025, a partir de projeto encaminhado pelo Executivo municipal. Na época, a gestão justificou a medida como uma estratégia para atrair empresas do setor e ampliar a arrecadação. (Diario de Pernambuco)

“Presidente, essa é uma pauta que precisa ser enfrentada com firmeza. As bets já estão trazendo consequências para muitas famílias, com endividamento e impactos na saúde”, escreveu Raquel. A governadora acrescentou que considera necessário discutir os incentivos concedidos pelo poder público ao setor e defendeu políticas de prevenção e tratamento da dependência.

O tema das apostas on-line ganhou espaço na campanha eleitoral de Pernambuco nas últimas semanas. Raquel tem utilizado a redução do ISS para questionar a política adotada pela Prefeitura do Recife. João Campos, por sua vez, afirma ser pessoalmente contrário às apostas, mas sustenta que a alteração tributária permitiu ao município ampliar a arrecadação sobre uma atividade regulamentada no país. (JC)

Na publicação comentada pela governadora, Lula abordou os impactos sociais e econômicos das apostas e defendeu medidas de enfrentamento aos problemas provocados pelo setor.

No âmbito federal, novas medidas de controle vêm sendo adotadas. Em setembro, a Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda publicou uma portaria ampliando os mecanismos de prevenção, identificação e repressão às transações relacionadas à exploração irregular de apostas de quota fixa. (Serviços e Informações do Brasil)

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Quaest: Eduardo Paes tem 36% no 1º turno no RJ; Douglas Ruas, 23%

Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL)

O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) tem 36% das intenções de voto no primeiro turno da disputa pelo Palácio Guanabara, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23). Ao mesmo tempo, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Douglas Ruas (PL), soma 23%.

Neste mesmo cenário, o ex-goverandor Anthony Garotinho (Republicanos) assinala 8%. O ex-deputado federal Cyro Garcia (PSTU), o vereador da capital fluminense William Siri (PSOL), o coronel da reserva da Polícia Militar Busnello (Missão), o comunicador André Marinho (Novo) e Juliete Pantoja (UP) registram 1% cada.

Luan Monteiro (PCO), por sua vez, não pontuou nesta rodada do levantamento. Votos em branco, nulos e aqueles que dizem que não vão votar totalizam 12%. Indecisos correspondem a 16%.

Segundo turno

O estudo desta quarta-feira testou dois eventuais cenários de segundo turno na disputa pelo governo fluminense.

No primeiro deles, Paes aparece com 44% das intenções de voto contra 31% de Douglas Ruas. Votos em branco, nulos e aqueles que afirmam que não irão votar equivalem a 14%. Indecisos são 11%

No segundo panorama, o ex-prefeito do Rio marca 49% contra 18% de Garotinho. Votos em branco, nulos e aqueles que apontam que não vão votar somam 22%. Indecisos representam 11%.

Metodologia

Foram ouvidas 1.302 pessoas entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento foi contratado pela Globo e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo RJ-04982/2026.

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Quaest: Tarcísio tem 49% no 2º turno em SP; Haddad, 30%

Tarcisio de Freitas e Fernando Haddad

O atual governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) lidera a corrida pelo Executivo estadual com 49% das intenções de voto, contra 30% de Fernando Haddad (PT) em um segundo turno das eleições deste ano, segundo pesquisa estimulada divulgada pelo instituto Quaest nesta quarta-feira (23).

Os eleitores que declaram voto em branco, nulo ou nenhum somam 12%. Já o grupo de indecisos representa 9%.

Primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Tarcísio também lidera com 44% das intenções de voto. O segundo colocado, Haddad, aparece com 27% da preferência do eleitorado.

A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Quatro candidatos marcam 1% das intenções de voto cada: Policial Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB) e Izadora Dias (PCO).

A candidata Vivian Mendes (UP) não pontuou no levantamento atual.

O índice de eleitores que pretendem votar em branco ou nulo é de 14%. Já os indecisos são 11%.

Metodologia

A pesquisa Quaest entrevistou 1.800 eleitores de São Paulo, entre os dias 19 e 22 de setembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi encomendada pela Globo está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-02456/2026.

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