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Paraná Pesquisas: Marina e Tebet lideram corrida ao Senado em SP

As ex-ministras Marina Silva (Rede), do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e Simone Tebet (PSB), do Planejamento, lideram as intenções de voto para o Senado em São Paulo, segundo levantamento da Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (21).

Nestas eleições, o Senado renovará dois terços de suas cadeiras, com a escolha de dois parlamentares por estado. Cada entrevistado pôde citar até dois nomes.

No primeiro cenário testado, Marina aparece com 36,6% das intenções de voto, seguida por Tebet, com 34,3%. O deputado Guilherme Derrite (PP) soma 25,1%, enquanto Ricardo Salles (Novo) registra 18,7% e Paulinho da Força (Solidariedade), 13,6%. O deputado estadual André do Prado (PL) aparece com 11,3%.

Brancos e nulos somaram 12,1%, enquanto 7,1% não souberam ou não responderam.

No segundo cenário, sem Tebet, Marina lidera com 37,4%. O ex-ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França (PSB) aparece com 27,1%, tecnicamente empatado dentro da margem de erro com Derrite, que registra 25,8%. Salles soma 18,5%; Paulinho da Força, 15,4%; e André do Prado, 11,8%.

Nesse cenário, brancos e nulos representam 12,3%, enquanto 7,7% dos entrevistados se declararam indecisos.

Metodologia

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.640 eleitores entre os dias 18 e 20 de maio, por meio de entrevistas pessoais domiciliares presenciais. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-02706/2026.

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Paraná Pesquisas: Tarcísio lidera todos os cenários ao governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera todos os cenários testados para a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes, segundo levantamento divulgado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta quinta-feira (21).

No cenário de primeiro turno, Tarcísio aparece com 47,3% das intenções de voto, à frente do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que soma 33,5%.

Na sequência, aparecem o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB), com 4,3%, e o deputado federal Kim Kataguiri (Missão), com 3,4%.

Os brancos e nulos somam 6,5%, enquanto os indecisos totalizam 5,1%.

2º turno

O instituto também simulou um eventual segundo turno entre Tarcísio e Haddad. Nesse cenário, o atual governador registra 52,7% das intenções de voto, contra 37,6% do petista.

Metodologia

A Paraná Pesquisas entrevistou 1.640 eleitores entre os dias 18 e 20 de maio, por meio de entrevistas pessoais domiciliares presenciais. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo SP-02706/2026.

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Flávio Bolsonaro articula ida aos EUA para encontro com Trump

Flávio Bolsonaro

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) planeja uma ida, na próxima segunda-feira (25), a Washington para uma agenda com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo integrantes da campanha, o convite partiu da Casa Branca e foi intermediado pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. A negociação também envolveu o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato ao Palácio do Planalto.

A ideia é mostrar aproximação com Trump após a ida do presidente Lula aos Estados Unidos há duas semanas, considerada bem-sucedida tanto pelo Palácio do Planalto quanto pela Casa Branca.

Também se pretende mostrar que, a despeito da aproximação com Lula, Flávio Bolsonaro é o candidato do trumpismo nas eleições deste ano.

A CNN questionou formalmente a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil sobre o encontro e a resposta foi de que apenas a Casa Branca fala sobre agenda do presidente Trump.

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Nunes Marques diz conter a ‘mentira tecnicamente otimizada’ com IA será desafio para o TSE

Nunes Marques toma posse nesta terça (12) como presidente do TSE /Alejandro Zambrana/Secom/TSE

No primeiro evento público como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta quarta-feira, 20, o ministro Kassio Nunes Marques destacou que administrar a Corte em um ano de eleições gerais, diante dos avanços da inteligência artificial, “é um desafio que não será pequeno“. Segundo ele, para os magistrados, “trata-se de um ambiente ainda quase completamente desconhecido”.

A democracia exige confiança e diante dos desafios da inteligência artificial, também conhecida por IA, cabe a todos nós assegurarmos que a tecnologia seja instrumento de cidadania e não de manipulação. De transparência e não opacidade. De inclusão democrática e não de distorção da vontade popular“, disse o ministro na abertura do seminário “Seta Debate – Inteligência Artificial nas Eleições 2026“, em Brasília.

Para Nunes Marques, a transformação digital atinge diretamente o ambiente de formação da vontade popular, já que os processos se tornaram mais dinâmicos e é possível espalhar “mentiras tecnicamente otimizadas” com o uso da IA.

O eleitor deixa de ser alcançado apenas como cidadão e passa a ser também interpretado como um conjunto de dados, preferências presumidas, vulnerabilidades emocionais e probabilidades de reação. Esse é um desafio institucional de enorme relevância”, afirmou.

O magistrado também demonstrou estar preocupado com os avanços de vídeos deepfakes, ou seja, conteúdos feitos com IA que imitam de forma realista a voz, o rosto ou os movimentos de uma pessoa, facilitando a disseminação de informação falsas.

A pergunta é: sob quais regras, sob quais controles, em benefício de quem, com que grau de transparência essa influência (da IA) será exercida“, questionou o ministro. “Se a resposta for técnica, proporcional e comprometida com a dignidade do eleitor, a inteligência artificial poderá fortalecer a democracia. Se a resposta for omissa ou capturada por interesses privados, ela poderá comprometer a confiança no sistema”.

Nunes Marques ressaltou ainda a importância da aproximação entre Justiça Eleitoral, especialistas, academia e sociedade civil para o enfrentamento dos desafios tecnológicos nas eleições.

Estou aqui muito mais para ouvir, aprender e compreender melhor esse cenário tecnológico, porque o diálogo entre Justiça Eleitoral, academia, especialistas e sociedade civil será fundamental para o aprimoramento contínuo do processo eleitoral brasileiro”, afirmou.

O ministro destacou o trabalho técnico desenvolvido pelo Tribunal para enfrentar eventuais ameaças no ambiente digital. “Nossa equipe técnica tem se dedicado intensamente. Acredito que estamos no caminho seguro para garantir eleições harmônicas, com civilidade no ambiente democrático e também mais responsabilidade nas redes sociais e no ambiente virtual“, disse.

Para as eleições de 2026, o TSE preparou uma série de regras sobre o uso da IA no pleito com o objetivo de evitar a produção de conteúdos enganosos durante a campanha. O texto foi relatado por Nunes Marques e aprovado por unanimidade pela Corte.

Uma das regras foi a proibição de circulação de deepfakes de candidatos de 72h antes até 24h depois das eleições. Segundo o relator, Nunes Marques, o objetivo é “excluir surpresas indesejadas no período mais crítico do processo eleitoral”. Em 2024, o TSE já havia vedado a publicação desse tipo de conteúdo no contexto eleitoral, mas não havia estabelecido um limite temporal para a proibição.

A resolução também prevê que as plataformas digitais terão responsabilidade solidária (devem pagar multas ou sofrer outras sanções) caso não removam, de forma imediata, conteúdos e contas durante o período eleitoral que veiculem materiais produzidos por IA que não estejam devidamente rotulados ou que violem as proibições.

É proibido também que provedores de IA forneçam, mesmo que solicitados pelos usuários, recomendações de candidaturas “de forma a impedir a interferência algorítmica no processo decisório de definição do voto“.

Além disso, toda propaganda que utilizar imagem, voz ou conteúdo manipulado por inteligência artificial, em material impresso ou digital, deverá trazer aviso “explícito, destacado e acessível” de que se trata de conteúdo produzido ou alterado por IA, além de informar qual tecnologia foi utilizada.

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“Perseguições que se repetem há tempos”, diz irmã de Deolane sobre prisão da influenciadora em operação contra o PCC

Deolane Bezerra (dir.) e Daniele Bezerra (esq.)/Foto: Reprodução/Redes Sociais

A irmã de Deolane Bezerra se pronunciou após a prisão da influenciadora, na manhã desta quinta (21), em uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Nas redes sociais, Daniele Bezerra alegou que o caso é mais uma das “perseguições que já se repetem há tempos”.

Daniele postou um texto nos stories de sua conta oficial no Instagram defendendo Deolane. Confira na íntegra:

Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos. Acusar é fácil. Difícil é provar.

No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expõe, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública… para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi dito. E isso é grave. Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.

Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome”, escreveu Daniele.

Operação

A operação Vérnix também mira Marco Herbas Camacho, o ‘Marcola’, considerado o chefe do PCC e preso desde julho de 1999. Outros alvos são o irmão dele, Alejandro Camacho, e dois sobrinhos, que, segundo a polícia, estão fora do país.

A investigação aponta para uma transportadora de cargas em São Paulo, na cidade de Presidente Venceslau, que seria controlada pela facção.

Ao todo, seis mandados de prisão preventiva foram emitidos pelas autoridades. Além de Deolane, o seu filho de consideração, o influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, e um contador também são alvos de mandados de busca e apreensão. Agentes cumprem o mandado na casa da influenciadora em Barueri, em São Paulo, e em outros endereços ligados a ela.

Antes de ser presa, Deolane esteve em Roma, na Itália, e o seu nome passou a fazer parte da lista de Difusão Vermelha da Interpol. Ela retornou ao Brasil na última quarta-feira (20), segundo informações do portal g1.

Prisão em Pernambuco

Deolane Bezerra já havia sido presa em setembro de 2024, no Recife, capital pernambucana, na Operação Integration, da Polícia Civil de Pernambuco, que investigava um suposto esquema de lavagem de dinheiro por meio de jogos de azar.

Em fevereiro deste ano, a Justiça Federal de Pernambuco (JFPE) anulou decisões da Integration e determinou que a investigação e as provas produzidas pela Polícia Civil fossem encaminhadas à Polícia Federal.

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Deolane Bezerra é presa suspeita de lavar dinheiro para o PCC; família de Marcola também é alvo

Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) prendeu na manhã desta quinta-feira (21) a influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra em casa, na cidade de Barueri, na Grande SP. Também havia um mandado de prisão contra Marcos Willians Herbas Camacho (Marcola), considerado o chefe da facção, que já está preso, além de parentes dele.

Segundo a investigação, o esquema de lavagem envolve uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau (SP), controlada pela cúpula da facção criminosa, considerada a maior do país. A transportadora repassava recursos para outras contas, com o objetivo de dificultar o rastreamento de dinheiro. Duas dessas contas estão em nome de Deolane.

Também foram presos Everton de Souza (vulgo Player), indicado como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que está em Madri.

Procurado, o advogado de Deolane, Luiz Imparato, disse que está se “inteirando dos fatos”. O advogado Bruno Ferullo, que defende Marcola, também afirmou que ainda vai se inteirar do caso. A defesa dos demais não foi localizada pela reportagem.

Outros alvos da Operação Vérnix incluem o irmão de Marcola, Alejandro Camacho, e o sobrinho dele, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho. No total, são seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.

Deolane Bezerra passou as últimas semanas em Roma, na Itália. O nome dela chegou a ser incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol, mas ela retornou ao Brasil na quarta-feira (20). Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão na casa dela, em Barueri, e em outros endereços ligados a ela.

O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, que é considerado um filho de criação por Deolane, e um contador são alvos de busca e apreensão.

Everton de Souza (vulgo Player) aparece nas mensagens interceptadas durante a investigação dando orientações sobre distribuição de dinheiro da transportadora de cargas controlada pela família de Marcola e indicando contas de destino, por isso, é indicado como operador financeiro da organização.

Outros alvo de prisão era Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho de Marcola e apontado como o destinatário do dinheiro lavado da família e que estaria na Bolívia.

Marcola e Alejandro Camacho estão presos na Penitenciária Federal de Brasília e serão comunicados sobre a nova ordem de prisão preventiva.

Também foi determinado o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e R$ 357,5 milhões em bloqueios financeiros dos investigados.

A investigação começou em 2019 com a apreensão pela Polícia Penal de bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material deu origem a três inquéritos policiais sucessivos, cada um responsável por revelar uma nova camada da estrutura criminosa investigada.

O primeiro inquérito teve como foco direto os dois presos que estavam com os manuscritos. A análise do material apreendido permitiu identificar referências a ordens internas da facção, contatos com integrantes de elevada posição hierárquica e menções a ações violentas contra servidores públicos. Esses dois indiciados foram condenados e inseridos no sistema penitenciário federal.

Entre os trechos analisados, chamou atenção dos investigadores a citação a uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pela organização criminosa.
Essa menção deu origem ao segundo inquérito policial, que buscou identificar quem seria a mulher mencionada nos bilhetes e qual seria a relação da transportadora de cargas com o grupo criminoso.

Segundo as investigações, a mulher foi identificada como Elidiane Saldanha Lopes Lemos, então sócia da transportadora Lopes Lemos. Ela já foi condenada, mas está foragida.

As diligências conduziram a uma empresa sediada em Presidente Venceslau, posteriormente reconhecida como empresa de fachada usada pelo crime organizado para lavagem de dinheiro.

A investigação deu origem à Operação Lado a Lado, que em 2021 revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e a utilização da transportadora como verdadeiro braço financeiro da facção.

Nesta operação, a apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos – indicado como operador central – trouxe para o MP e para a Polícia Civil ainda mais informações sobre a dinâmica de lavagem de dinheiro por meio da empresa de fachada Lado a Lado Transportes (ou Lopes Lemos Transportes). Isso abriu uma nova frente de investigação, sobre suspeitas de repasses financeiros e conexões com uma influenciadora digital de grande projeção nacional.

A partir das análises, o inquérito apontou que Ciro Cesar Lemos atuava na compra de caminhões, realização de pagamentos, movimentava recursos da cúpula do PCC, executava ordens de Marcola e Alejandro e administrava patrimônio em nome deles, o que o coloca como homem de confiança da liderança da facção.

As imagens dos depósitos que favoreciam contas de Deolane Bezerra Santos e Everton De Souza foram localizadas no aparelho celular apreendido na casa de Ciro César Lemos. Ele está foragido, assim como a esposa.

Segundo a investigação, os valores provenientes da empresa Lopes Lemos Transportes eram destinados a Marcola, a Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, e a seus familiares. Para as transações, foram usadas as contas de Everton de Souza e Deolane Bezerra.

A apuração ainda constatou que essa influencer possuía estreitos vínculos pessoais e de negócios com um dos gestores fantasmas da transportadora de cargas. Foi a partir desse material que nasceu a Operação Vérnix, terceira etapa da investigação, agora voltada a esmiuçar um esquema mais amplo de lavagem de dinheiro, com ramificações empresariais, patrimoniais e financeiras.

Os levantamentos apontaram a utilização de pessoas jurídicas, recebimentos de origem não esclarecida, circulação de valores milionários e aquisição ou vinculação a bens de alto padrão por parte de Deolane Bezerra.

Para os investigadores, a projeção pública, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial eram utilizadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.

Risco de fuga e sofisticação de esquema

Ao decretar as prisões, a Justiça de São Paulo entendeu que provas do crime e indícios fortes de autoria contra todos os investigados, incluindo movimentações financeiras suspeitas e vínculos diretos com a organização criminosa, e que a prisão era necessária para a garantia da ordem pública porque os investigados continuavam operando esquema criminoso, inclusive de dentro da prisão, representando risco real de destruição de provas e interferência na investigação.

A Justiça também entendeu que outras medidas cautelares seriam insuficientes diante da sofisticação do grupo e que havia risco de fuga e ocultação de patrimônio, agravado pelo fato de alguns investigados estarem no exterior.

Deolane Bezerra Santos como recebedora de dinheiro proveniente do PCC

A investigação fez cruzamentos de provas apreendidas nos últimos anos com relatórios de movimentação em contas físicas e jurídicas em nome da influenciadora Deolane Bezerra para identificá-la como recebedora de dinheiro proveniente do PCC.

Parte das movimentações ocorrem em depósitos em espécie, partindo do caixa do PCC por meio da transportadora de cargas, e ordenados pela cúpula da facção, segundo a investigação.

Entre 2018 e 2021, Deolane recebeu em sua conta física R$ 1.067.505,00 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, técnica conhecida como smurfing). Segundo a polícia, o intermediador era Everton de Souza, que indicava a conta de Deolane para “fechamentos” mensais.

Outro fato que aparece na investigação são quase 50 depósitos feitos a duas empresas de Deolane Bezerra, no valor total de R$ 716 mil, por uma empresa que se apresenta como banco de crédito e que tem como responsável um homem moradora da Bahia que recebe em torno de um salário mínimo ao mês.

A análise das contas a débito, tanto de Deolane quanto da empresa dela, mostram que não foi identificado nenhum pagamento relacionado a esses tais créditos, o que é apontado pela investigação como um indício de ocultação e/ou dissimulação de recursos do PCC.

Também não foram identificadas prestações de serviço como advogada que justificassem os valores repassados para as contas da influenciadora e de suas empresas.

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome de Deolane Bezerra. O valor diz respeito ao que ela não comprovou a origem – com indicativos de lavagem de dinheiro.

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CIMPAJEÚ é reconhecido nacionalmente por excelência em gestão pública

O prefeito de Ingazeira e presidente do Cimpajeú, Luciano Torres, juntamente com a secretária executiva do CIMPAJEÚ Hilana Santana participaram em Brasília/DF no dia de ontem 20 de maio de um importante momento de reconhecimento institucional durante evento realizado no Instituto Serzedello Corrêa, ligado ao Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília.

Na ocasião, o Consórcio CIMPAJEÚ recebeu destaque nacional pela excelência em gestão, resultado do trabalho coletivo desenvolvido em prol dos municípios consorciados e do fortalecimento das políticas públicas na região.

Luciano Torres celebrou a conquista e destacou o compromisso da equipe com uma gestão séria, transparente e voltada para resultados. O reconhecimento reforça a importância do trabalho integrado entre os municípios e evidencia o papel do CIMPAJEÚ como referência administrativa em nível nacional.

O momento contou ainda com a participação de representantes e colaboradores envolvidos diretamente nas ações desenvolvidas pelo consórcio, consolidando mais uma importante conquista para a gestão pública regional.

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Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Cor Litúrgica: Branco

7ª Semana da Páscoa | Quinta-feira


Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20 “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21 para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste. 22 Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23 eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24 Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste. 26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”. (Jo 17,20-26).

Amados irmãos e irmãs, no evangelho de hoje Jesus reza por todos aqueles que, ao longo do tempo, continuam crendo n’Ele por meio do seu testemunho e do testemunho dos discípulos.

Jesus nos eleva ao Pai em suas orações e o que Ele nos pede é a unidade. Modelo: “Pai, Filho e Espírito Santo”. Mantendo-nos nessa unidade, entre nós, vivendo em comunhão, nos tornamos imagem de Deus.

Como cristãos batizados, devemos dar testemunho de Cristo. Mas, infelizmente, fazemos tudo ao contrário: falando mal uns dos outros, julgando o próximo, às vezes até condenando, sem dar-lhe a chance de ser ouvido. Devemos ser ponte para os nossos irmãos, amando e respeitando as limitações e defeitos uns dos outros. Porém, o que fazemos é apontar os defeitos e falhas. Agindo assim, estamos nos distanciando cada vez mais de Deus e negando essa unidade que Ele nos ensinou.

Tenham todos uma abençoada quinta-feira.


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira.

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FIEPE, SENAI E SINDMÓVEIS FIZERAM VISITA TÉCNICA AO POLO MOVELEIRO DE AFOGADOS

O Pólo Moveleiro de Afogados da Ingazeira recebeu, nesta terça (19), representantes da Federação das Indústrias de Pernambuco, SENAI é SindMóveis, para uma visita técnica. A comitiva conheceu as instalações, as potencialidades e dificuldades do polo.

Em parceria com a Prefeitura de Afogados da Ingazeira, as instituições irão oferecer dez cursos de capacitação na área de produção de móveis, voltados para jovens a partir de dezesseis anos. Os cursos terão carga horária de 200 horas/aula.

O anúncio das datas para inscrições e quais cursos serão ofertados será feito no dia 18 Junho, durante reunião, em Afogados, da Câmara Setorial Moveleira de Pernambuco.

Estamos realizando um objetivo que lá atrás foi estipulado de trazer cursos para o segmento e fazer com que os jovens aproveitem as oportunidades que o setor moveleiro oferece, seja se qualificando para trabalhar nas empresas, seja para abrir o próprio negócio,” destacou o Afogadense Guilherme Brito, Presidente do SindMóveis.

Essa visita técnica é fruto de uma reunião que tivemos na FIEPE, com o Prefeito Sandrinho Palmeira e Guilherme. A visita foi bastante produtiva, abrindo a perspectiva de cursos na área para a juventude. A intenção é dinamizar o setor e abrir oportunidades no mercado de trabalho, formando os jovens, capacitando os que já são profissionais, fortalecendo a cadeia produtiva de móveis que Afogados tem“, afirmou Ney Quidute, Secretário Municipal de Administração e Desenvolvimento Econômico.

A visita também foi acompanhada pelo presidente da Associação dos Produtores de Móveis de Afogados da Ingazeira – APMAI, Pedro Henrique, e de empreendedores que integram a associação.

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Flávio troca marqueteiro de campanha após caso Dark Horse

O publicitário Marcello Lopes deixou a campanha do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Por meio de nota, o marqueteiro informou que passou a tarde desta quarta-feira (20) reunido com o senador e o comunicou que não poderá colaborar com a campanha. O publicitário Eduardo Fischer vai assumir a função.

Considerado um publicitário “old school”, Fischer acumula décadas de atuação no mercado, muitos prêmios na carreira e já havia sido sondado para integrar a campanha no início do ano.

Em nota, Marcello Lopes, que é amigo pessoal do parlamentar, disse que decidiu focar na própria empresa e priorizar os seus negócios. O publicitário deve voltar para os Estados Unidos para cumprir agenda familiar.

A mudança acontece em meio a críticas intensificadas pela repercussão da troca de mensagens e reportagens sobre um encontro entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Nos bastidores, aliados avaliam que o episódio — em que o presidenciável pede recursos para financiar um filme sobre o pai, Jair Bolsonaro (PL) — ampliou a pressão sobre a equipe de comunicação da campanha.

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Governo Trump prepara terreno para ação militar com acusação contra Castro

A acusação formal contra o ex-presidente cubano, Raúl Castro, pelo governo Trump visa pressionar ainda mais o regime a aceitar um acordo para abrir sua economia — deixando claro que a ação militar agora é uma opção, caso o presidente americano assim o deseje.

As acusações feitas nesta quarta-feira (20) contra o Castro significam que os EUA agora têm o pretexto necessário para uma operação de captura, semelhante à operação na Venezuela que depôs o ditador Nicolás Maduro e instaurou uma liderança mais amigável.

Mas, com a Casa Branca já ocupada com a guerra contra o Irã, há pouca crença de que outra operação militar seja iminente, pelo menos por enquanto, disseram ex-diplomatas e pessoas próximas à Casa Branca.

O governo não quer realmente prosseguir com a ação militar neste momento, mas obviamente está preparando o terreno para isso”, disse Ricardo Zúñiga, ex-funcionário sênior do Departamento de Estado durante o governo Biden.

Isso potencialmente cria poder de barganha“, acrescentou Zúñiga.

Em vez disso, as autoridades de Trump têm procurado forçar Cuba a um acordo, pressionando cada vez mais sua economia e liderança, na esperança de que a nação seja finalmente forçada a fazer concessões que enfraqueçam o domínio de décadas do regime de Castro.

Isso ainda não produziu um avanço, para frustração de Trump e sua equipe. Mas o presidente continua insistindo que as táticas de linha dura dos EUA acabarão gerando resultados.

Cuba é uma nação falida […] E vamos resolver isso”, disse Trump na terça-feira (19).

Entenda a acusação dos EUA contra Raúl Castro

Os Estados Unidos continuam aumentando a pressão contra Cuba e autoridades do país caribenho. Nesta quarta-feira (20), o governo de Donald Trump revelou acusações criminais contra o ex-presidente Raúl Castro.

Ele é acusado de conspiração para matar cidadãos americanos, destruição de uma aeronave e assassinato. Há outros réus na denúncia, que foi apresentada em 23 de abril.

O atual presidente de Cuba afirmou que as acusações contra Castro são uma “manobra política” sem nenhuma base legal.

Entenda abaixo o caso que levou ao processo dos EUA contra Raúl Castro.

Aviões abatidos por Cuba em 1996

Em 24 de fevereiro de 1996, jatos cubanos abateram dois pequenos aviões pilotados por um grupo conhecido como Irmãos ao Resgate. Os quatro homens a bordo morreram, incluindo três cidadãos americanos.

Uma terceira aeronave da organização conseguiu escapar.

Cuba afirmou que as aeronaves estavam em seu espaço aéreo, enquanto os Estados Unidos alegaram que estavam sobre águas internacionais.

O regime cubano defendeu a ação, declarando que era legítima defesa de seu espaço aéreo.

Mas a posição dos EUA foi posteriormente corroborada pela Organização da Aviação Civil Internacional, que concluiu que o ataque ocorreu sobre águas internacionais.

Quem eram os “Irmãos ao Resgate”?

Durante o regime de Fidel Castro, prisões arbitrárias, repressão brutal à dissidência, intimidação e vigilância eram comuns. Muitos dos que tentavam fugir da ilha não sobreviviam à travessia do Estreito da Flórida.

O grupo tinha sede em Miami e foi fundado por cubano-americanos. Ele afirmava que sua missão era procurar cubanos que fugiam da ilha governada pelo regime comunista em jangadas no Estreito da Flórida.

Assim, faziam voos rotineiros pela costa cubana.

No início de 1996, autoridades cubanas acusaram o grupo de lançar dezenas de milhares de panfletos sobre Havana. O líder do grupo, José Basulto, disse que os panfletos foram lançados sobre espaço aéreo internacional e levados pelo vento até Cuba.

Resposta de Cuba

Fidel Castro, então presidente de Cuba, afirmou após o caso que deu ordens gerais para interromper os voos, mas não ordenou especificamente que fossem abatidos.

Castro pontuou que os militares agiram de acordo com “ordens permanentes” e que seu irmão Raúl, que na época supervisionava os serviços de segurança do país como ministro da Defesa, também não deu uma ordem específica para abater os aviões.

Juan Pablo Roque, ex-integrante do Irmãos ao Resgate, alegou na televisão cubana que o grupo de pilotos havia sobrevoado o espaço aéreo cubano para coletar informações antes de um possível ataque e que planejava contrabandear armas para o país.

Autoridades americanas alegaram que essas acusações eram propaganda e disseram que ele provavelmente era um agente cubano.

Resposta dos EUA após aviões serem abatidos

O então presidente dos EUA, Bill Clinton, ordenou sanções, incluindo a suspensão de voos fretados e a restrição da circulação de diplomatas cubanos, e buscou a cooperação do Congresso para o endurecimento do embargo comercial americano contra Cuba.

No entanto, o governo Clinton não apresentou acusações criminais contra nenhum dos irmãos Castro. O Departamento de Justiça apresentou acusações contra três oficiais militares cubanos em 2003, mas eles nunca foram extraditados.

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Dino dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mário Frias ao Bahrein

Dino dá 48 horas para Câmara explicar viagem de Mário Frias ao Bahrein |  CNN Brasil

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (20) que a Câmara dos Deputados informe em até 48 horas qual é a situação funcional do deputado federal Mário Frias (PL-SP), incluindo o período autorizado para missão oficial do parlamentar ao exterior.

O deputado do PL viajou ao Bahrein na semana passada com o objetivo declarado de “fortalecer as relações bilaterais”. Frias ainda não retornou ao Brasil.

O pedido de Dino foi enviado por meio de ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). No documento, ele cobra informações sobre prazo, custos e pagamentos relacionados à “missão internacional” mencionada por Frias.

A cobrança do ministro ocorre em meio às dificuldades do STF para localizar Frias. Há mais de um mês, a Corte tenta intimar o deputado para prestar esclarecimentos sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões destinada ao Instituto Conhecer Brasil, ONG ligada à produtora do filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A ação foi apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que pediu investigação sobre o repasse das verbas públicas. Em decisão publicada em 21 de março, Dino determinou que Frias apresentasse explicações sobre “possíveis irregularidades” na execução dos recursos.

Segundo informações da Secretaria do STF, houve ao menos três tentativas frustradas de intimação no gabinete do deputado. Depois disso, Dino mandou a Câmara informar os endereços de Frias em Brasília e em São Paulo, mas ele também não foi encontrado nos locais indicados.

Frias é produtor e roteisita de “Dark Horse”, além de ter atuado como ex-secretário de Cultura na gestão Bolsonaro.

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Mendonça abrirá procedimento para apurar troca na PF no caso Lulinha

Mendonça abrirá procedimento para apurar troca na PF no caso Lulinha |  Blogs | CNN Brasil

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), deve abrir um procedimento para apurar as circunstâncias da troca do delegado da PF (Polícia Federal) à frente das investigações da fraude do INSS, em que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é citado.

Como mostrou a CNN, Mendonça, que é responsável pela relatoria do caso no STF, considerou insuficiente a explicação da PF para substituição feita sem que ele tenha sido comunicado previamente.

O relator ainda tem demonstrado preocupação com a possibilidade de interferência no caso em que o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é citado.

Nesse contexto, Mendonça, nos próximos dias, também deve aumentar rigor no compartilhamento de informações no inquérito do INSS para restringir o acesso a dados e blindar a investigação de eventuais pressões políticas.

O ministro já adota como padrão a técnica de compartimentação de informação nos processos nos quais é supervisor. O objetivo é proteger as informações e evitar vazamentos ao permitir que apenas investigadores diretamente ligados às diligências tomem conhecimento dos dados.

Ainda, segundo apurou a CNN, o magistrado também deve passar a fazer uma supervisão mais próxima do trabalho da PF.

Como mostrou a CNN, Mendonça, só soube da substituição da coordenação do inquérito por meio do advogado de um dos investigados durante uma audiência.

Incomodado, o ministro se reuniu com integrantes da investigação nesta sexta-feira (15) em busca de informações e para conhecer a nova equipe. Apesar das explicações, Mendonça não viu razão para a mudança.

A PF decidiu tirar o caso da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e passá-lo para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores (Cinq). A mudança resultou na saída do delegado Guilherme Figueiredo Silva da coordenação do caso.

Por meio de nota, a PF afirmou que a mudança “foi concebida para assegurar maior eficiência e continuidade às investigações, uma vez que a Cinq possui estrutura permanente voltada justamente à condução de operações sensíveis e complexas com tramitação perante o STF”.

Foi esta divisão interna a responsável por pedir a quebra de sigilos do filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

Foi essa coordenação também que conduziu a negociação da delação premiada do empresário Mauricio Camisotti. A proposta foi enviada ao STF, mas teve que retornar para ser refeita do zero, com a participação da PGR (Procuradoria-Geral da República).

A troca da coordenação do inquérito ocorreu também em meio a reclamações da defesa de Lulinha sobre o vazamento de dados da investigação.

A oposição ao governo Lula no Congresso criticou a substituição do delegado e quer a convocação do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.

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TRE-PE alerta: 850 eleitores têm pendências no Título Net; saiba como resolver

Título de eleitor/Antonio Augusto/Ascom/TSE

Cerca de 850 eleitores pernambucanos que solicitaram o primeiro título, transferência ou revisão de dados até o dia 6 de maio ainda precisam resolver pendências com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE). Segundo o órgão, os problemas mais comuns são documentos vencidos, ilegíveis ou dados divergentes.

Segundo o TRE-PE, se a pendência não for sanada em cinco dias úteis, a solicitação será indeferida. Para consultar se um pedido encontra-se pendente, o eleitor precisa fazer a verificação através do protocolo emitido pelo sistema no momento em que fizeram a solicitação.

Como consultar

Primeiramente, acesse o site do Autoatendimento Eleitoral. Na página inicial, navegue pelo menu e clique na opção Consultas, selecionando em seguida Solicitações, justificativas e transferências temporárias.

Para entrar no sistema, é possível escolher um dos dois caminhos disponíveis: acessar por meio do Protocolo, informando o número gerado no seu atendimento e os dados solicitados, ou pelos seus Dados Pessoais, preenchendo as informações básicas de identificação exigidas pelo sistema.

Uma vez dentro do sistema, o próximo passo é verificar se há pendências. Na tela seguinte, clique no botão “Pendências”. Caso o sistema aponte que algo ficou faltando, é preciso anexar os documentos solicitados. Para isso, clique em “Selecionar arquivo” e envie o documento pedido, uma selfie para validação de identidade ou outros arquivos necessários.

Antes de concluir, existe a opção de incluir informações adicionais. Após anexar todos os arquivos e preencher os dados necessários, basta clicar em “Enviar” para finalizar o procedimento.

Segundo o TRE-PE, os documentos ficarão disponíveis para o cartório da zona eleitoral responsável, permitindo a continuidade da análise e do atendimento da solicitação.

Além disso, o Tribunal informa que o preenchimento dos dados do contato do eleitor, como telefone e e-mail, não são obrigatórios, mas são importantes para que o cartório eleitoral entre em contato, em caso de dúvida na solicitação.

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Moraes manda governo adotar medidas para Zambelli ser extraditada

A deputada licenciada Carla Zambelli chega para audiência no Tribunal de Apelações de Roma, em 27 de agosto de 2025. — Foto: TV Globo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores adotem as providências necessárias para efetivar a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) da Itália para o Brasil.

A decisão, assinada na última segunda-feira (18) , ocorre logo após a Coordenação-Geral de Extradição e Transferência de Pessoas Condenadas do Ministério da Justiça transmitir ao STF a decisão da Corte de Roma, que deferiu o pedido de extradição da parlamentar brasileira.

Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF à pena final de 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 200 dias-multa.

A já definitiva condenação criminal relativa ao pedido de extradição é decorrente da prática de crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático. Zambelli também foi condenada a 5 anos e 3 meses por perseguir, armada, um homem em São Paulo, mas em outro processo.

Após o julgamento sobre a invasão a dispositivos informáticos, as defesas de Zambelli e do hacker Walter Delgatti Neto apresentaram recursos, que foram rejeitados por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho de 2025.

O tribunal considerou os “embargos” meramente protelatórios e determinou a certificação imediata do trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos contra a decisão judicial.

Diante da constatação de que Zambelli havia fugido do país e se encontrava em território italiano, o ministro Alexandre de Moraes acionou o Ministério da Justiça para formalizar o pedido de extradição com base em tratado bilateral entre o Brasil e a Itália.

Em 29 de julho de 2025, Zambelli foi presa em Roma pelo Escritório Central Nacional da Interpol na Itália, com o objetivo de garantir a sua extradição para o Brasil.

Durante o processo na Europa, a Justiça italiana solicitou uma série de esclarecimentos e garantias formais ao Estado brasileiro a respeito das condições carcerárias que aguardavam a deputada.

Entre os questionamentos enviados pela justiça italiana em dezembro de 2025, estavam pedidos de informações sobre:

  • em qual estabelecimento prisional específico ela ficaria detida no Brasil;
    a capacidade das forças prisionais brasileiras em manter a ordem e evitar atos de violência ou intimidação por parte de facções criminosas contra detidos;
  • As condições gerais, cuidados e seções dedicadas especificamente a presas femininas.

No despacho atual, Alexandre de Moraes destacou que tais garantias exigidas pelas autoridades italianas já haviam sido devidamente formalizadas e encaminhadas aos órgãos competentes em 11 de dezembro de 2025.

Com o sinal verde dado pela Corte de Roma e a apresentação das exigências diplomáticas, o processo de extradição pode avançar nas próximas semanas.

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