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Bolsonaro foi transferido da Superintendência da Polícia Federal no DF para a Papudinha

O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma uma sala de Estado maior no local.

Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.

O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência.

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URGENTE: Alexandre de Moraes determina que Jair Bolsonaro seja transferido para a penitenciária da Papuda

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o 19º Batalhão da Polícia Militar – PMDF, conhecido como Papudinha.

O batalhão fica localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, também o Distrito Federal. Bolsonaro deverá ser alocado em uma uma sala de Estado maior no local.

Moraes também determinou que Bolsonaro tenha “assistência integral, nas 24 (vinte e quatro) horas, dos médicos particulares anteriormente cadastrados, sem necessidade de comunicação prévia”.

O ministro também autorizou que o deslocamento imediato de Bolsonaro para os hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo máximo de 24 (vinte quatro) horas da ocorrência.

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Corajoso na fé

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Quinta-feira


Naquele tempo, 40 um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. (Mc 1,40-45).

Amados irmãos e irmãs,

Essa passagem da cura do leproso é muito bonita, porque a lepra, além de ser uma doença física, na época era uma doença espiritual, como alguém que era impuro, amaldiçoado por Deus. E até por isso, a lei mandava que quem tivesse a lepra vivesse isolado. Era uma doença que maltratava muito, além da dor física, ainda existia a exclusão social e emocional.

O que nos chama atenção no evangelho é a coragem do homem leproso. Ele se aproximou de Jesus e pediu para curá-lo. Ele reconheceu em Jesus aquele que podia salvá-lo. Mesmo sabendo que a lei não permitia, ele ousou, ele foi corajoso na fé e mostrou sua devoção, sua crença na misericórdia do Senhor. Ele não temeu, não esmoreceu, ele simplesmente se jogou aos pés de Jesus.

Devemos ter a ousadia e a fé desse homem. Precisamos nos ajoelhar aos pés do Senhor e crermos em seu amor por nós.

Uma abençoada quinta-feira a todos.

Abraço.


Marineide Alcântara

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira.

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Tropas da Dinamarca desembarcam na Groenlândia em meio a ameaças de Trump

Tropas da Dinamarca desembarcam na Groenlândia em meio a ameaças de Trump |  CNN Brasil

Um avião da Força Aérea Real Dinamarquesa pousou no aeroporto de Nuuk, capital da Groenlândia, no fim da noite de quarta-feira (14), e militares em trajes de combate desembarcaram, conforme relatado por uma testemunha da agência de notícias Reuters.

Segundo o Comando Conjunto do Ártico, as Forças Armadas Dinamarquesas apoiarão a preparação de exercícios militares.

A Dinamarca e a Groenlândia anunciaram na quarta-feira (14) que começaram a aumentar sua presença militar na Groenlândia e arredores, em estreita cooperação com seus aliados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou na quarta-feira que os EUA precisam da Groenlândia e que não se pode contar com a Dinamarca para proteger a ilha, embora tenha afirmado que “algo será resolvido” em relação à futura governança do território ultramarino dinamarquês.

Alemanha, Suécia, França e Noruega confirmaram o envio de militares para a Groenlândia esta semana para um exercício conjunto com tropas dinamarquesas. Canadá e França também anunciaram planos para abrir consulados em Nuuk, capital da Groenlândia, nas próximas semanas.

Não é incomum que países da Otan enviem tropas para treinar em outros países-membros, e há anos existe uma pressão por parte dos aliados, incluindo os EUA, para intensificar os exercícios conjuntos no Círculo Ártico.

Os EUA têm cerca de 150 soldados estacionados na Base Espacial de Pituffik, no noroeste da Groenlândia.

Mas tanto o momento quanto o simbolismo dos últimos anúncios das nações europeias representam uma demonstração significativa de solidariedade em um momento de tensão sem precedentes dentro da Otan.

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Venezuelano é baleado por agente de imigração nos EUA

Agentes federais da lei e policiais com equipamento antimotim confrontam manifestantes após o assassinato de um venezuelano por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em Minneapolis, Minnesota, em 14 de janeiro de 2026.  (Foto de Octavio Jones / AFP)/ AFP

Um agente federal de imigração atirou em um venezuelano na quarta-feira (14) em Mineápolis, informaram autoridades locais, que pediram para população“manter a calma”. O ataque acontece uma semana após a morte de uma mulher nessa mesma cidade dos Estados Unidos, também assassinada a tiros por um agente federal.

Enquanto o indivíduo e o agente policial lutavam no chão, duas pessoas saíram de um apartamento próximo e também atacaram o agente com uma pá de neve e um cabo de vassoura”, informou o DHS.

O agente “efetuou um disparo defensivo para proteger sua vida” e feriu na perna o primeiro indivíduo.

Esse fato ocorre após Renee Nicole Good, uma americana de 37 anos, ter sido morta em seu carro em 7 de janeiro por tiros de um agente do ICE durante uma operação contra migrantes em Mineápolis.

Desde que voltou à Casa Branca em janeiro de 2025, Trump tem impulsionado uma onda de deportações em massa, uma de suas promessas de campanha.

Autoridades de Mineápolis e do estado de Minnesota criticam as ações dos agentes do DHS, incluindo os do ICE.

Em um vídeo publicado na quarta-feira nas redes sociais, o governador de Minnesota, Tim Walz, denunciou “o caos, a interferência e o trauma que o governo federal está despejando sobre nossa comunidade”, descrevendo interrogatórios de porta em porta realizados por agentes do ICE “armados, mascarados e com pouca capacitação”.

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X anuncia medidas para impedir que sua IA gere imagens falsas sexualizadas

Grok, um chatbot do X de inteligência artificial generativa desenvolvido pela empresa americana de inteligência artificial xAI/ AFP

A plataforma X de Elon Musk anunciou nesta quarta-feira (14) medidas para impedir que seu chatbot de inteligência artificial Grok transforme fotos de pessoas reais em imagens com caráter sexual, após críticas globais pela geração desse tipo de conteúdo envolvendo imagens de mulheres e crianças.

A rede social do magnata disse que “bloqueará geograficamente a capacidade” de todos os usuários do Grok e do próprio X para criar imagens de pessoas em “biquínis, roupas íntimas e outras peças similares” nas jurisdições onde essas ações são consideradas ilegais.

Implementamos medidas tecnológicas para impedir que a conta do Grok permita a edição de imagens de pessoas reais com roupas reveladoras, como biquínis“, disse a equipe de segurança do X em comunicado.

Esta restrição se aplica a todos os usuários, incluídos os assinantes do serviço pago“, acrescentou.

O anúncio chega depois que o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, iniciou uma investigação sobre a xAI, a empresa de IA de Musk, por “facilitar a produção em larga escala de montagens íntimas não consentidas (deepfakes), utilizadas para assediar mulheres e meninas na internet, principalmente por meio da rede social X”, segundo um comunicado.

Temos tolerância zero para a criação e disseminação, com IA, de imagens íntimas não consentidas ou de material pedopornográfico“, acrescentou o procurador-geral. A investigação determinará “se, e como, a xAI violou a lei“.

Afronta às vítimas

O movimento internacional de indignação se intensificou nas últimas semanas contra o Grok e a possibilidade que ele oferece de modificar imagens, em particular as publicadas na rede social X.

Esta opção estava permitindo que os usuários criassem ‘deepfakes’ sexualizados de mulheres e menores de idade usando indicações como “coloque-a em um biquíni” ou “tire a sua roupa”.

Na semana passada, o Grok tentou se esquivar das críticas com uma nova política de monetização, anunciando no X que a geração e edição de imagens ficavam “limitadas aos assinantes do serviço pago”.

Mas esse anúncio apenas alimentou ainda mais a indignação: o gabinete do primeiro-ministro britânico Keir Starmer condenou a medida por considerá-la uma afronta às vítimas, e “não uma solução“. Por sua vez, o regulador de mídia britânico, Ofcom, disse na segunda-feira que estava abrindo uma investigação para determinar se o X descumpriu a legislação do Reino Unido em relação às imagens sexualizadas.

Indonésia e Malásia bloquearam o acesso ao Grok, enquanto a Índia assinalou que o X havia eliminado milhares de publicações e centenas de contas de usuários em resposta a suas queixas.

A comissária francesa para a infância, Sarah El Hairy, disse na terça-feira que havia remetido as imagens geradas pelo Grok à promotoria, ao regulador de mídia Arcom e à União Europeia. Esta última pediu a paralisação total da geração desse tipo de conteúdo.

Uma análise de mais de 20 mil imagens geradas pelo Grok feita na semana passada pela organização sem fins lucrativos AI Forensics, sediada em Paris, revelou que mais da metade delas representavam pessoas com pouca roupa, das quais 81% eram mulheres e 2% pareciam ser menores de idade.

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Irã nega que manifestante Erfan Soltani será executado

Erfan Soltani, manifestante preso e condenado à morte no Irã/Reprodução/Redes sociais

Erfan Soltani, detido durante os recentes protestos no Irã e que, segundo várias ONGs e o governo dos Estados Unidos, enfrentava uma execução iminente, não foi condenado à pena capital nem está sujeito a ela, informou o Poder Judiciário nesta quinta-feira(15).

A República Islâmica é palco de manifestações que começaram devido ao aumento do custo de vida, mas se ampliaram em um movimento contra o regime teocrático que governa o país desde a revolução de 1979.

Grupos de direitos humanos denunciaram que as autoridades iranianas vêm conduzindo a repressão mais severa em anos no país, aproveitando um corte de internet de mais de cinco dias.

Soltani está preso em Karaj, perto de Teerã, sob acusações de propaganda contra o regime islâmico iraniano e de agir contra a segurança nacional, informou o órgão judiciário em comunicado divulgado pela televisão estatal.

O jovem “não foi condenado à morte” e, em caso de condenação, “a punição, de acordo com a lei, será uma pena de prisão, pois a pena de morte não se aplica a tais acusações”, afirma o texto.

Tanto a Anistia Internacional quanto o Departamento de Estado americano haviam declarado dispor de informações sobre o que seria a primeira execução de um manifestante e disseram que se tratava de Soltani.

O grupo de direitos humanos Hengaw, com sede na Noruega, informou que a execução por enforcamento do jovem estava marcada para quarta-feira, mas acabou sendo adiada.

Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), também sediada na Noruega, as forças de segurança iranianas mataram, durante os recentes protestos, pelo menos 3.428 manifestantes e prenderam mais de 10.000 pessoas, embora o balanço real provavelmente seja muito maior.

O Poder Judiciário do Irã havia anunciado na quarta-feira que implementaria julgamentos “rápidos” para os detidos nas mobilizações contra o regime.

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Moraes abre inquérito sigiloso para apurar se Receita e Coaf vazaram dados de ministros do STF

O ministro Alexandre de Moraes./Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

A abertura do inquérito foi noticiada primeiro pelo Poder 360 e confirmada pelo Estadão. A reportagem apurou que a Receita Federal, vinculada ao Ministério da Fazenda, e o Coaf, que está na alçada da Polícia Federal, foram notificados nesta quarta-feira, 14. Procurados oficialmente, STF, Receita e Coaf não se manifestaram.

Segundo apurou a reportagem, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão.

Moraes tomou a atitude como presidente interino do STF. Ele assumiu o plantão da Corte na segunda-feira, 12. O Tribunal retoma suas atividades em fevereiro.

A abertura da investigação não foi solicitada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), como é a praxe no Tribunal. Integrante da PGR informou que o órgão vai acompanhar a apuração.

As suspeitas de que dados sigilosos foram vazados surgiram a partir da chegada do caso do Banco Master ao STF. A colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

No domingo, o Estadão publicou que os irmãos do ministro Dias Toffoli cederam uma fatia milionária no resort Tayaya, em Ribeirão Claro, no Paraná, a um fundo da Reag Investimentos, investigada por abrigar teias de fundos ligados ao Banco Master e suspeitos de sonegação bilionária no mercado de combustíveis. Toffoli é o relator das investigações sobre o banco no STF.

Em caráter reservado, um grupo de ministros do Tribunal defende que as investigações esclareçam se houve ou não vazamento de dados sigilosos de ministros por parte de órgãos federais. Outra ala do Supremo acredita que a abertura da nova investigação pode representar pressão e represália aos órgãos de controle.

Como mostrou o Estadão, o avanço nas investigações sobre as fraudes do Banco Master rachou STF. Nos bastidores, ministros da Corte de dividem entre críticas e aplausos à dupla Toffoli e Moraes.

O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro. O dono da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso. Depois, foi solto e segue monitorado por tornozeleira eletrônica. Em dezembro, durante o recesso do STF, Toffoli determinou interrogatório e acareação de investigados e de um diretor do Banco Central.

Nesta quarta, 14, uma nova operação da PF foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, com buscas e apreensão contra Vorcaro e familiares. Primeiro, Toffoli negou que a Polícia Federal colocasse Vorcaro entre os alvos da operação, mas foi convencido após os investigadores apontarem indícios de “novos ilícitos”.

O ministro do STF queria que todos os itens apreendidos nesta segunda fase fossem enviados ao Supremo “lacrados e acautelados” para avaliação do material posteriormente.

A determinação chamou a atenção dos investigadores, que classificaram a medida como inédita. O procedimento normal é que os materiais apreendidos sejam enviados à perícia da Polícia Federal para extração dos dados e análise das informações.

Especialistas ouvidos pelo Estadão afirmaram que a medida se afastava do procedimento previsto no Código de Processo Penal, que atribui à PF a custódia e a perícia do material apreendido, e alertaram que a decisão poderia abrir espaço para questionamentos futuros sobre a validade das provas, com potencial de embasar pedidos de nulidade processual.

Após as críticas, Toffoli recuou da própria decisão e mandou a Procuradoria-Geral da República (PGR) analisar o material apreendido nos celulares.

Inquérito sobre fake news

Em 2019, o STF instaurou um outro inquérito para apurar ataques a ministros da corte. Batizado de o inquérito das fake news, a investigação até hoje não foi concluída e não tem data para acabar.

Como mostrou o Estadão, ministros do STF admitiram que o encerramento do inquérito não está nos planos do relator Alexandre de Moraes. Ministros próximos a Moraes dizem que o objetivo de não se concluir o caso agora é ter um instrumento à mão para apurar e combater eventuais novos ataques à Corte, às instituições e à democracia. Questionado sobre o assunto por meio da assessoria de imprensa, o ministro não se manifestou.

A partir do inquérito original de março de 2019 foram abertas novas frentes de apuração. Entre os casos estão a investigação que apurou a existência de uma quadrilha digital para disseminar desinformação e ataques à democracia. Também foram investigados blogueiros, empresários e políticos – dentre os quais, o ex-presidente Jair Bolsonaro(PL).

O inquérito das fake news dividiu o STF desde que nasceu. O então presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, indicou Moraes como relator do caso. Não houve pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), o que contrariava a praxe no Judiciário. As investigações foram abertas sob sigilo e seguem dessa forma.

Na época, a então procuradora-geral Raquel Dogde chegou a determinar o encerramento do inquérito, mas seu parecer foi ignorado por Moraes e o inquérito foi mantido aberto e segue assim até hoje.

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Banco Central decreta liquidação da CBSF, ex-Reag, após operação da Polícia Federal

A Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, é investigada na Operação Compliance Zero/Divulgação

Envolvida na investigação de uma fraude bilionária no Banco Master, a Reag Investimentos, atualmente denominada CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., teve a liquidação extrajudicial decretada nesta quinta-feira (15) pelo Banco Central do Brasil (BC). A Polícia Federal investiga se fundos da gestora foram usados em fraudes junto ao Banco Master, liquidado em 18 de novembro.

Segundo a decisão, a liquidação foi adotada porque a CBSF, ex-Reag, infringiu normas que disciplinam as suas atividades. O BC alertou ao Ministério Público Federal sobre transações relâmpago feitas por vários fundos da Reag a partir de um empréstimo do Master.

A empresa tem sede em São Paulo e está no centro da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quarta-feira (14), que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Galípolo nomeou como liquidante a APS Serviços Especializados de Apoio Adminitrativo Ltda., tendo como responsável técnico Antonio Pereira de Souza. Ele já trabalhou ao menos na liquidação do Banco Bamerindus.

Durante a operação, João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos, foi alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça.

Operação Compliance Zero

Nesta quarta, 14, a Polícia Federal lançou a segunda fase da operação Compliance Zero, apurando o esquema bilionário de fraudes financeiras por meio de fundos da Reag. A corporação cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Master.

Na primeira fase da operação, Vorcaro chegou a ser preso um dia antes de o Master ser liquidado. Desde então, foi solto. Na noite de ontem, Galípolo teve uma reunião com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Não há informações detalhadas sobre a pauta.

O caso do Banco Master tornou-se um dos principais escândalos financeiros do país, gerando repercussão nacional e uma disputa institucional entre órgãos reguladores. Em novembro, o Banco Central já havia determinado a liquidação extrajudicial do próprio Banco Master, após surgirem suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em um negócio avaliado em R$ 12,2 bilhões.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o episódio pode representar a “maior fraude bancária da história do Brasil”.

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Gabriel Galípolo se reúne com Andrei Rodrigues na sede da PF

Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo (Ed Alves/CB/D.A Press)

O perfil da Polícia Federal (PF) nas redes sociais divulgou na noite desta quarta-feira, 14, uma foto do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

A foto mostra os dois sorrindo e apertando as mãos, com a seguinte legenda: “Em agenda institucional, as autoridades reafirmaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro”.

O encontrou ocorreu no mesmo dia em que a PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que tem como um dos alvos o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é dono do Banco Master, liquidado pelo BC em novembro.

Conforme a agenda de Galípolo, a reunião tratou de “assuntos institucionais”. O compromisso não constava da primeira versão da agenda oficial do presidente da autoridade monetária, publicada na noite de terça-feira, e foi incluído apenas hoje.

Galípolo chegou à sede da PF por volta de 19h e deixou o local por volta de 20h15, sem dar declarações à imprensa.

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Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

As medidas de segurança para o Pix entram em vigor em 2/07/Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.

Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.

Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.

De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.

As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.

De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.

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EUA: suspensão de vistos a 75 países não se aplicará a trabalho ou turismo

Detalhe de visto dos Estados Unidos
/kstudio/Freepik

A suspensão pelo Departamento de Estado dos EUA de vistos de imigração para cidadãos de 75 países começará a valer a partir de 21 de janeiro e não se aplicará a candidatos que buscam vistos de não-imigrante, categoria que inclui vistos temporários de turismo ou negócios e compõe a grande maioria dos solicitantes.

O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que instruiu os oficiais consulares a interromper as aplicações de vistos de imigração dos países afetados – como Brasil, Afeganistão, Irã, Rússia e Somália. A orientação segue uma ordem mais ampla, emitida em novembro de 2025, que endureceu as regras em torno de potenciais imigrantes que possam se tornar “encargos públicos” nos EUA.

O departamento suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recorrem a programas de assistência social pagos pelo povo americano em “taxas inaceitáveis”, afirmou a embaixada dos EUA no Brasil na rede X.

“O congelamento deve ficar em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não extrairão riqueza do povo americano”, acrescentou.

A embaixada ainda pontuou que Washington está trabalhando para garantir que a generosidade do povo norte-americano “não seja mais abusada” e que a administração Trump sempre colocará os “EUA em primeiro lugar”.

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‘Não haverá enforcamentos hoje nem amanhã’, afirma chanceler do Irã

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi/Foto: Reprodução/X

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta quarta-feira (14) que não haverá execuções “nem hoje nem amanhã”, apesar de promessas anteriores de Teerã de acelerar os julgamentos contra manifestantes antigovernamentais.

Em entrevista à emissora americana Fox News, Araghchi insistiu que, após dez dias de protestos contra o custo de vida no Irã, houve três dias de violência orquestrada por Israel, e que a calma já havia sido restabelecida.

“Tenho certeza de que não há nenhum plano para realizar enforcamentos”, afirmou Araghchi.

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Com vetos a emendas parlamentares, Lula sanciona Orçamento de 2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva /Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A norma, que fixa as despesas públicas e estima as receitas ao longo do ano, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim do ano passado.

Alegando inconformidades legais, o presidente decidiu vetar dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Eles foram incluídos durante a tramitação do texto, e não constavam na programação orçamentária enviada pelo Poder Executivo, como determina a lei federal que trata das emendas (Lei Complementar 210/24), segundo o governo.

O veto terá que ser apreciado por deputados e senadores, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo.

Ao todo, o Orçamento da União para 2026 será de R$ 6,54 trilhões, com meta de superávit de R$ 34,2 bilhões. O salário mínimo sai de R$ 1.518 e sobe para R$ 1.621.

As áreas de Saúde e Educação contarão com recursos totais de R$ 271,3 bilhões e R$ 233,7 bilhões, respectivamente.

Para o Bolsa Família, foram reservados R$ 158,63 bilhões, enquanto o programa de incentivo financeiro para estudantes do Ensino Médio, o Pé de Meia, contará com R$ 11,47 bilhões. Outros R$ 4,7 bilhões estão previstos para o programa que garante acesso a botijão de gás a famílias de baixa renda.

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Irã fecha espaço aéreo para todos os voos internacionais

Captura de imagem do site FlightRadar24 mostra espaço aéreo do Irã esvaziado em 14 de janeiro de 2025 — Foto: Reprodução/FlightRadar24

Autoridades do Irã comunicaram às companhias aéreas nesta quarta (14) o fechamento de seu espaço aéreo para todos os voos internacionais, exceto aqueles com origem ou destino a Teerã. Por volta das 18h30 no horário de Brasília, os sites de monitoramento aéreo mostravam poucos voos no espaço aéreo controlado por Teerã.

A medida foi adotada em meio às tensões entre o Irã e os Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem sugerido que pode autorizar uma intervenção militar durante a onda de protestos no país.

Mais cedo, as autoridades da Alemanha emitiram uma diretiva alertando as companhias aéreas do país para que evitassem entrar no espaço aéreo iraniano, informou o site Flightradar24, especializado em monitoramento de tráfego de aeronaves.

Situação perigosa no Irã “É recomendado que os operadores aéreos civis alemães não entrem na FIR Teerã (OIIX)“, diz o comunicado, em referência ao código do espaço aéreo iraniano. “Risco potencial à aviação devido à escalada de conflitos e armamento antiaéreo.”

FIR (“Flight Information Region”, ou Região de Informação de Voo) é uma região do espaço aéreo sob o controle de uma determinada entidade, responsável pelo serviço de controle de tráfego no local.

Alguns voos chegaram a dar meia volta para sair da FIR Teerã, como o UAE325, da Emirates, que vinha de Seul com destino a Dubai, mas passou a fazer a rota contrária sobre o Turcomenistão.

O voo AUV7742, da FlyOne, entre Medina e Tashkent, pareceu retornar sobre o Golfo Pérsico.

‘Últimos dias e semanas’

Na terça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse achar que o regime dos aiatolás, que governam o Irã, está em seus “últimos dias e semanas“.

Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime“.

Em visita à Índia, Merz disse ainda que a repressão violenta por parte das forças de segurança a manifestantes no país mostram a perda de confiança do regime dos aiatolás. “Quando um regime só consegue manter o poder por meio da violência, então ele está efetivamente no fim. A população agora está se levantando contra esse regime“.

Merz afirmou também que a Alemanha está em contato próximo com os Estados Unidos e governos europeus sobre a situação no Irã, e pediu a Teerã que acabe com a repressão mortal aos manifestantes.

Número de mortes supera 3.000

O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para mais de 3.400 pessoas, segundo atualização desta quarta-feira de uma ONG de direitos humanos que acompanha a situação no país.

O novo balanço dos protestos no Irã, que escalaram em dimensão e violência nos últimos dias e já ocorrem por todo o país, foi divulgado pela ONG Direitos Humanos no Irã (IHR, na sigla em inglês), baseada na Noruega, mas que monitora os protestos por meio de fontes dentro do território iraniano.

Segundo a ONG, o total de mortos apurado até o momento é de pelo menos 3.428 pessoas, sendo 3.379 manifestantes. O balanço foi obtido pela organização por meio de fontes no Ministério da Saúde iraniano e se refere ao dias 8 a 12 de janeiro, apenas.

O número real de mortes, no entanto, deve ser ainda maior, segundo ONGs, porém a apuração está sendo dificultada por conta de um bloqueio à internet no Irã imposto pelo regime Khamenei.

Diversos relatos de testemunhas veiculados por ONGs, agências de notícias e pela imprensa internacional descreveram a violência adotada pelas forças de segurança iranianas e falam que um massacre e execuções extrajudiciais estariam ocorrendo no país. Além dos mortos, mais de 18 mil manifestantes foram presos pelo regime Khamenei, segundo a ONG norte-americana HRANA, que também monitora a situação.

Trump ameaça intervir militarmente no Irã por conta das mortes de manifestantes pelas forças de segurança de Khamenei, e disse na terça-feira que “a ajuda está a caminho”. Atualmente, ele avalia opções militares contra o país e a mídia dos EUA acredita que um ataque ao Irã é iminente. Em resposta, Teerã denunciou os EUA à ONU e acusou Washington de forjar um pretexto para buscar uma mudança de regime no país.

O Irã afirmou nesta quarta que atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado e já avisou os países vizinhos sobre a decisão, afirmou um oficial iraniano de alto escalão à agência de notícias Reuters. Já os EUA começaram a evacuar soldados de algumas de suas principais bases militares no Oriente Médio, segundo a Reuters.

O presidente dos EUA, Donald Trump, dirigiu-se diretamente aos manifestantes antirregime do Irã na terça-feira (13), pedindo para que eles guardassem os nomes “dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”.

“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês“, disse Trump, durante um discurso em Detroit. “Eles vão pagar um preço muito alto“, concluiu o presidente, que disse que “uma morte [de manifestante] já é demais“.

Foi a segunda vez no dia em que ele mandou uma mensagem aos iranianos que estão nas ruas contra a ditadura liderada pelo aiatolá Ali Khamenei. Mais cedo, ele pediu que eles seguissem protestando e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.

Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho“, declarou.

Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.

Pouco depois, ao ser indagado por uma repórter sobreo o que ele quis dizer com “ajuda“, Trump respondeu: “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”.

Trump também voltou a utilizar o slogan MIGA, em referência a seu lema “Make America Great Again” (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã.

Trump vem dizendo que pode voltar a fazer ataques diretos ao território iraniano como represália, retomando uma escalada de tensões entre os dois países. O presidente norte-americano receberá nesta terça-feira de sua equipe um relatório de possíveis ações militares que ele pode tomar contra o Irã.

Questionado nesta terça sobre se fará ataques ao Irã, o presidente norte-americano respondeu: “Vocês terão que descobrir”.

Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos. O país está isolado do mundo após o regime Khamenei ter cortado a internet. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.

As manifestações no Irã evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã desde 1979.

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