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Cidade de São Paulo já registra o mês de setembro mais chuvoso desde 1943

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros/Governo de São Paulo/Divulgação

Apenas metade do mês já se passou, mas este é o setembro mais chuvoso na cidade de São Paulo desde o início da série histórica de medições, em 1943. Até 9h da manhã desta segunda-feira (14) tinham sido contabilizados 253,8 milímetros de chuva acumulada no Mirante de Santana, na zona norte da capital.

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros. O recorde anterior era de 1983, quando o Mirante de Santana contabilizou 243,1 milímetros. Na sequência aparecem os anos de 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

Segundo a previsão da empresa de meteorologia Climatempo, os paulistanos ainda terão de conviver com o excesso de umidade no ar por vários dias. A chuva deve começar a diminuir na terça-feira (15) mas a quantidade de nuvens só reduz na quinta-feira (17) o que permitirá que o sol apareça brevemente.

No entanto, a Climatempo informou que a persistência de ar frio de origem polar sobre a costa do Sul e do Sudeste do Brasil dificultará a elevação da temperatura, que não deve passar dos 20ºC na capital nesta semana.

“Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirma o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto.

O fenômeno climático El Niño está por trás das chuvas intensas que têm atingido o estado de São Paulo, segundo a Defesa Civil do Estado. As chuvas dos últimos dias, acompanhadas de vento ou granizo, causaram enchentes, alagamentos e desmoronamentos em várias regiões do Estado. Houve mortes em consequência dos temporais.

O El Niño é um fenômeno natural causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico próximo à linha do Equador. Ele se forma com intervalos irregulares de cinco a sete anos, nos últimos meses do ano, e dura em média de um ano a um ano e meio. Com a mudança no padrão de circulação atmosférica sobre o Pacífico, o El Niño pode alterar a distribuição de umidade e temperaturas em várias regiões do planeta.

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Tarifaço: Brasil e EUA voltarão a discutir tarifas em encontro do G20

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa/Tomaz Silva/Agência Brasil

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Márcio Elias Rosa, disse nesta segunda-feira (14) que representantes do governo brasileiro vão se reunir com o representante comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, durante o encontro do G20, que ocorrerá nos dias 30 de setembro e 1º de outubro na cidade de Milwaukee, nos Estados Unidos.

Elias falou rapidamente sobre o assunto com a imprensa após um evento no Palácio do Planalto. Ele não adiantou detalhes sobre o que será tratado no encontro, mas se limitou a dizer que estavam trocando documentos e combinando o encontro entre as duas equipes.

Tarifaço

Em julho, o USTR impôs uma sobretaxa de 25% sobre vários produtos provenientes do Brasil. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.

O USTR justificou a tarifa adicional dizendo que certas práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses.

Uma sobretaxa adicional de 12,5% também foi aplicada na sequência sobre mais produtos nacionais, sob a alegação de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Após isso, Rosa e Greer se reuniram, em ambiente virtual, no dia 31 de agosto, para iniciar uma nova etapa de renegociação das tarifas.

A retomada das tratativas foi acertada durante telefonema entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, ocorrido em 21 de agosto. A conversa durou cerca de uma hora e 20 minutos e, segundo o Palácio do Planalto, ocorreu de forma cordial.

Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelo governo norte-americano sobre produtos brasileiros.

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Entenda como será o rito do julgamento do caso Moraes e Vorcaro no STF

Entenda como será o rito do julgamento do caso Alexandre de Moraes e Daniel  Vorcaro no Supremo - Jornal O Sul

O STF (Supremo Tribunal Federal) divulgou nesta segunda (14) o rito que será seguido na sessão plenária extraordinária desta terça-feira (15), que envolve a discussão sobre as mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

A sessão está marcada para começar às 10h e será transmitida ao vivo pela TV Justiça, pela Rádio Justiça e pelo canal do Supremo no YouTube.

Após a abertura dos trabalhos, os ministros farão a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior e as saudações de praxe. Em seguida, será feito o pregão do processo, etapa que marca formalmente o início do julgamento.

O relator, presidente do STF, Edson Fachin, fará então a leitura do relatório e delimitará quais questões serão analisadas pelo plenário. Na sequência, a PGR (Procuradoria-Geral da República) poderá se manifestar. Também haverá espaço para eventuais sustentações orais.

Depois das manifestações, Fachin apresentará seu voto. Os demais ministros votarão na sequência prevista pelo regimento da Corte.

Ao final, caberá ao presidente do Supremo proclamar o resultado do julgamento. A sessão ocorre após Fachin assumir, no sábado (12), a relatoria do caso, que estava sob responsabilidade de André Mendonça. Por isso, além de ler o relatório, ele será o primeiro a votar.

Acesso ao STF

O acesso ao plenário será restrito às pessoas que tiveram a inscrição confirmada pelo Cerimonial do Supremo. A entrada será feita pelos locais indicados pela Polícia Judicial, e todos passarão por detectores de metais e equipamentos de raio X.

Os jornalistas terão acesso apenas à marquise do edifício sede do Supremo, onde será montada uma estrutura com telões, cadeiras e mesas para acompanhamento da sessão.

No plenário, os celulares deverão permanecer desligados e guardados em sacolas de segurança lacradas durante toda a sessão. O rompimento do lacre poderá levar à retirada da pessoa do local. Também serão proibidos alimentos, bebidas e manifestações durante o julgamento.

A segurança será coordenada pelo STF em conjunto com órgãos federais e do Distrito Federal. O planejamento prevê compartilhamento de informações de inteligência, revistas, bloqueios, restrições no espaço aéreo e monitoramento de drones.

A Praça dos Três Poderes será fechada nesta terça-feira e não será permitido estacionar ou parar veículos a partir da região do Itamaraty.

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Paulo Gonet representará PGR em julgamento sobre caso Moraes no STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, representará a PGR (Procuradoria-Geral da República) no julgamento desta terça-feira (15) que pode determinar a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes.

A CNN mostrou que Gonet decidiu evitar assinar pareceres e manifestações relacionados ao caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal) até que o Conselho Superior do Ministério Público Federal analisasse as explicações dele sobre mensagens trocadas por meio de interlocutores com Daniel Vorcaro.

Relatório da Polícia Federal que foi tornado público há duas semanas pelo ministro André Mendonça, do STF, aponta que o advogado Ciro Soares, ex-defensor do Banco Master, teria intermediado conversas entre Gonet e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Em conversas entre Ciro Soares e Vorcaro, de 14 de abril de 2024, o advogado diz que “Gonet é firme” e que “amizade é tudo”. Na sequência, pede para o empresário ler uma mensagem encaminhada.

Quase um ano depois dessa conversa, em 15 de março de 2025, Ciro Soares enviou ao Vorcaro uma foto com Gonet. O advogado disse em seguida ao banqueiro para que Vorcaro ligasse para Ciro porque “ele [Gonet] quer falar com você [Vorcaro].”

Os dois entraram em quatro chamadas de voz que duraram, cada uma, entre 17 e 57 segundos, além de ter uma ligação de Vorcaro que foi perdida. Depois, eles falaram por três minutos e 49 segundos no telefone.

Algumas semanas depois, no dia 28 de março daquele ano, Soares encaminhou a Vorcaro mensagens de Gonet desejando felicitações e afirmando estar com saudades. “Que bom! Estou na torcida por vocês! Já com saudade de você! Estou embarcando para Roma. Manda essa mensagem para ele”, teria dito Gonet nas mensagens encaminhadas pelo advogado a Vorcaro.

Interlocutores de Gonet dizem que o procurador-geral “mal conhecia Vorcaro” e esteve com ele uma única vez, e sustentam haver distorção e “suposições absurdas” no relatório policial. Essas fontes afirmam que Gonet deve prestar as explicações necessárias em breve ao Conselho Superior do MPF.

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PGR cobra explicação de Mendonça sobre pagamentos de Vorcaro

A Procuradoria-Geral da República enviou solicitação de informação ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, sobre a lista de pagamentos de Daniel Vorcaro.

O questionamento é para saber se o ministro André Mendonça autorizou a Polícia Federal a ter acesso a informações de repasses a um político com prerrogativa de foro.

Nesta segunda-feira (14), o ministro tirou o sigilo de uma petição sobre pagamentos feitos a entidades e associações pelo ex-dono do Banco Master.

Nos documentos, há, em março, um ofício da Polícia Federal pedindo que o magistrado autorizasse o acesso da corporação aos pagamentos a pessoas com foro privilegiado.

No documento, não consta a informação se Mendonça ignorou o pedido ou se autorizou a força policial. E também não aparece quem seria o investigado com prerrogativa de foro.

A divulgação parcial dos dados foi alvo de críticas do grupo do ministro Alexandre de Moraes, que acusa Mendonça de esconder dados do inquérito do Banco Master.

Ela ocorre em meio a uma disputa entre Moraes e Mendonça sobre a transparência completa dos dados referentes à investigação do Banco Master.

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André Mendonça retira sigilo de rede de pagamentos do Banco Master

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo de dados de pagamentos do banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília, e do Banco Master. A queda do sigilo torna público um relatório de inteligência financeira.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) solicitou ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) a disponibilização de relatórios de inteligência financeira (RIF) vinculados a pessoas físicas e jurídicas relacionadas com a apuração.

O RIF é um relatório técnico que aponta movimentações financeiras atípicas ou suspeitas. O Coaf elabora o documento após receber alertas de bancos, seguradoras e outras instituições obrigadas por lei. Ele reúne dados sobre valores globais, partes envolvidas e indícios de crimes como lavagem de dinheiro.

O STF já tornou públicos 53 procedimentos de apurações relacionados ao caso Master. A retirada dos sigilos foi concluída após pedido do presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A PGR se manifestou a favor da retirada do sigilo, em pedido feito pelo ministro Alexandre de Moraes, nesse domingo (13). Moraes pediu a Fachin o levantamento do sigilo do inquérito antes do julgamento desta terça-feira (15), marcado para discutir se a Corte deve apurar a relação dele com o banqueiro.

O presidente do STF enviou o pedido para manifestação da PGR, que defendeu a retirada do sigilo. Após essa manifestação, Fachin solicitou a Mendonça o levantamento do sigilo.

O que diz a PGR

A manifestação favorável da PGR é assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateabriand Filho.

Ele diz que a PGR não tinha se manifestado a favor dessa retirada de sigilo anteriormente porque não tinha ciência de que o documento existia. A procuradoria tem se manifestado a favor de todos os pedidos de retirada de sigilo.

Como se trata de documento tido como relevante para que Ministro desse Tribunal possa compreender a totalidade dos fatores que o tema a ser debatido envolve, em coerência com as premissas do parecer anterior, a Procuradoria-Geral da República entende que também deve ser retirado o sigilo“, diz.

Está previsto para esta terça-feira (15) o julgamento pelo STF sobre as mensagens reveladas pela PF entre Moraes e Daniel Vorcaro.

Na semana passada, Fachin convocou uma sessão do plenário da Corte para discutir no plenário o relatório da Polícia Federal (PF) que apontou uma suposta relação entre o ministro e o ex-banqueiro preso.

O material foi produzido por determinação de André Mendonça e provocou uma crise sem precedentes no Supremo por conta das investigações do Master.

Relatório da PF

A Procuradoria-Geral da República já se manifestou, no Supremo, a favor de que o relatório produzido por Mendonça seja arquivado sob o argumento de que a sua produção foi irregular.

Isso porque, conforme a PGR, a elaboração foi determinada pelo ministro, dentro das investigações do caso Master, sem comunicação prévia à Presidência, sem submissão ao plenário e com suposto direcionamento.

Um vício, ou seja, uma falha na origem do relatório, poderia fazer com que os ministros sequer discutissem se as mensagens justificam a abertura de uma investigação, ou se seria necessário ter acesso às mensagens de Moraes em resposta a Vorcaro para a apuração ser aberta.

Ao longo das investigações, a PF localizou 52 mensagens de 21 de dezembro de 2023 a 17 de novembro de 2025 – data em que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez.

O relatório da PF afirma que o ministro atuou diretamente na análise e na edição de um contrato de R$ 130 milhões, assinado entre o Banco Master e o escritório de advocacia Barci de Moraes, de Viviane Barci, esposa do ministro.

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João Campos comenta acusação de “fura-fila”: “A Justiça vai decidir”

Socialista alegou não haver irregularidades e que os trâmites transcorreram da forma devida, sem qualquer tipo de favorecimento/Foto: Reprodução

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) comentou, nesta segunda-feira (14), sobre a polêmica envolvendo a nomeação de um candidato no concurso para a Procuradoria-Geral do Recife realizado em dezembro do ano passado. Na ocasião, um participante da ampla concorrência teria sido aprovado na lista para pessoas com deficiência com um recurso apresentado após a prova. Em sabatina promovida pela TV Globo, o socialista alegou não haver irregularidades e que os trâmites transcorreram da forma devida, sem qualquer tipo de favorecimento.

A pessoa que supostamente tinha sido prejudicada trabalha desde o primeiro dia. É uma disputa entre duas pessoas com deficiência: uma pessoa com deficiência física e outra pessoa com deficiência intelectual. O recurso administrativo foi apresentado, como centenas que são apresentados na rotina da prefeitura. Eu nomeei mais de 12 mil pessoas, enquanto prefeito do Recife, com concurso público”, disse.

João alegou que o embate segue transcorrendo na esfera judicial. “A disputa administrativa se encerrou e hoje acontece na Justiça. A Justiça vai decidir. Isso é uma rotina, são centenas de processos administrativos e, repito: nunca, nenhum filho de juiz trabalhou na Procuradoria do Recife”, afirmou. Sobre a solicitação de inserção nas vagas de cotas feita pelo candidato posteriormente ao prazo estabelecido, Campos afirmou que as autoridades devem decidir sobre a validade.

O candidato que tem deficiência intelectual apresentou um laudo feito pela Justiça Federal, pelo Tribunal Regional do Trabalho, apresentando esta condição e requerendo o direito dele. Naquele momento foi feito um diagnóstico, havia sido depois da inscrição, mas a condição de ter TEA [Transtorno do Espectro Autista] era anterior. Isso é um procedimento administrativo, mas, como eu disse, ele foi revisto e a disputa agora se dá no ambiente da Justiça, como deve se dar”, argumentou. “No mercado [de São José], então, claro, a gente tem que respeitar a regra, inclusive para a preservação do patrimônio”, completou.

Aditivos em obras municipais

Durante a entrevista, o candidato também comentou sobre uma crítica recorrente de adversários, relativa à utilização de aditivos nas obras ocorridas no período em que estava à frente da gestão municipal. Para João, o incremento no orçamento inicial planejado está dentro da legalidade e se sujeita às intercorrências surgidas no andamento das construções. O candidato utilizou como exemplo as obras da orla de Boa Viagem e a reforma do Mercado de São José.

Essas duas obras que você está citando, elas seguem estritamente a legislação brasileira. Aditivos são permitidos duas formas: aditivo de valor e aditivo de prazo. Tudo tem uma regra que disciplina isso, no caso da obra de Boa VIagem, eu poderia ter escolhido o caminho mais fácil, que é ter feito algo que, em 100 anos, nunca teve saneamento da orla, porque nunca teve coleta de esgoto, nunca teve abastecimento de água, nunca teve gás encanado, eletricidade, enfim, telecomunicações, e nós construímos esse caminho, disse.

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João Campos acusa Jair Bolsonaro de tirar Transnordestina de PE e promete retomá-la com Lula

Imagem ilustra João Campos (à esquerda) e Jair Bolsonaro (à direita)/Edson Holando | Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB) acusou nesta segunda-feira (14), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de retirar o trecho pernambucano da Transnordestina da concessão federal e dar um “golpe em Pernambuco”. O ex-prefeito do Recife prometeu, caso seja eleito, pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que transfira ao Estado a responsabilidade pela obra e afirmou que pretende inaugurá-la em quatro anos.

“No dia 28 de dezembro (de 2022), o ex-presidente Jair Bolsonaro tirou a Transnordestina de Pernambuco da concessão. Então, literalmente, no apagar das luzes, ele tirou a Transnordestina de Pernambuco, dando esse golpe em Pernambuco”, declarou João durante sabatina do NE1, da TV Globo.

Em dezembro de 2022, um aditivo ao contrato da Transnordestina Logística excluiu da concessão o trecho Salgueiro-Suape, em Pernambuco, que retornou à responsabilidade do governo federal.

João afirmou que Lula se comprometeu a executar o ramal, mas acusou o governo de Raquel Lyra (PSD) de não assumir o protagonismo necessário para tirar a obra do papel.

O presidente Lula voltou e garantiu que ia fazer, mas falta o Estado chamar para si. Eu não vou ficar dizendo de quem é a culpa. Como governador, eu quero assumir porque, se é importante para Pernambuco, eu vou fazer“, disse.

O candidato declarou que pretende solicitar formalmente a Lula a transferência da responsabilidade pelo trecho. Segundo João, as obras seriam iniciadas simultaneamente a partir do Porto de Suape, no litoral, e do Sertão pernambucano.

Como governador, pedirei ao presidente Lula que passe a Transnordestina para Pernambuco, porque nós vamos fazer a obra sair do papel para que, em quatro anos, ela seja inaugurada“, afirmou.

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Greve dos bancários da Caixa Econômica entra no terceiro dia útil

Empregados realizaram ato no Prédio Sede da Caixa Econômica Federal/Sindicato dos Bancários de Pernambuco

A greve dos empregados da Caixa Econômica Federal, iniciada na quinta-feira (10), entra em seu terceiro dia útil de mobilização. No Recife, a categoria voltou a protestar na manhã desta segunda-feira (14) em frente ao Prédio Sede da instituição financeira.

Na sexta-feira (11), os bancários da Caixa em Pernambuco rejeitaram a proposta apresentada pelo banco e aprovaram, com 84,14% dos votos, a continuidade da greve por tempo indeterminado. A decisão representa a insatisfação da categoria com a condução das negociações que envolvem questões sobre o Saúde Caixa.

Os empregados da Caixa reivindicam o fim do teto de custeio por parte do patrocinador, atualmente fixado em 6,5% da folha de pagamento. O sindicato pede o retorno do modelo anterior, que previa 70% de cobertura das despesas pela CEF e 30% pelos trabalhadores.

No domingo (13), a Caixa respondeu ao Sindicato e à Contraf-CUT, e concordou em reabrir as negociações.

Canais de comunicação para clientes

Durante o período de greve, os clientes podem utilizar os canais digitais e remotos do banco, com destaque para o App CAIXA, que reúne diversos serviços e transações bancárias.
Também estão disponíveis o Internet Banking CAIXA, o WhatsApp CAIXA (0800 104 0104) e os aplicativos CAIXA Tem, Cartões CAIXA, Habitação CAIXA, DPVAT e FGTS.

O atendimento telefônico está disponível pelo Alô CAIXA, nos números 4004 0104 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 104 0104 (demais localidades). Também estão disponíveis os caixas eletrônicos e a rede Banco24Horas.

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Raquel aponta falta de mão de obra em setores de Pernambuco e propõe mais 30 escolas técnicas

Sabatina com a governadora candidata à reeleição, Raquel Lyra/Foto: Maurício Ferry/DP Foto

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta segunda-feira (14), que o Estado enfrenta falta de mão de obra qualificada em alguns setores e defendeu a ampliação da formação profissional para atender à demanda das empresas. Durante sabatina com representantes do setor produtivo, ela propôs a abertura de mais 30 escolas técnicas em Pernambuco e colocou a qualificação dos trabalhadores entre as prioridades para ampliar a competitividade do Estado.

Raquel participou de sabatina promovida pela Fecomércio-PE e pela CBN Recife. Ao longo da entrevista, relacionou a atração de investimentos à capacidade do Estado de oferecer segurança jurídica, infraestrutura logística e profissionais preparados para atender às demandas das empresas.

Para um lugar ser bom para ter investimento em comércio, em geração de emprego, em empreendedorismo, ele precisa ter infraestrutura, ele precisa ter segurança, ele precisa ter estabilidade jurídica e tributária”, afirmou.

Segundo Raquel, a falta de profissionais já é percebida principalmente em áreas ligadas à construção civil, em meio ao volume de obras públicas e privadas em andamento no Estado. A governadora citou como exemplos a procura por pedreiros e eletricistas e afirmou que o governo passou a direcionar cursos de qualificação de acordo com as necessidades identificadas em cada região.

A gente tem escassez de mão de obra de pedreiro, nós estamos formando pedreiro. E eletricista, estamos formando eletricista. Em alguns locais que nós estamos fazendo obra, fazia tempo que Pernambuco não girava tanta obra, está faltando mão de obra”, declarou.

Formação profissional

Ao tratar do tema, Raquel defendeu uma aproximação maior entre a formação oferecida pelo Estado e as vagas efetivamente disponíveis no mercado de trabalho. Segundo ela, os cursos de qualificação profissional passaram a ser discutidos com empresas e instituições ligadas ao setor produtivo.

Não adianta eu formar mão de obra dentro de uma determinada cidade se não existe oferta daquele serviço onde ele possa utilizar o que aprendeu na escola”, argumentou.

Entre as iniciativas citadas pela governadora está o Trilha Tec, que oferece formação técnica para estudantes do ensino médio. Raquel também reafirmou a promessa de universalizar o ensino em tempo integral em Pernambuco e anunciou a ampliação da rede de educação profissional.

“Nós vamos abrir mais 30 escolas técnicas estaduais. Já temos delas em construção e vamos abrir mais vagas”, afirmou.

De acordo com a candidata, o planejamento dos cursos envolve instituições do Sistema S, o Porto Digital e representantes dos setores econômicos locais, dentro de programas como o Qualifica PE.

Menos burocracia

Outro ponto defendido por Raquel foi a redução do tempo necessário para abertura e funcionamento de empresas. A governadora citou a regulamentação estadual da Lei de Liberdade Econômica e afirmou que mais de 900 atividades deixaram de depender de determinadas licenças.

Raquel também disse que o governo conseguiu reduzir de seis meses para 34 dias o tempo de licenciamento ambiental. Por outro lado, reconheceu que ainda há demora nos processos que dependem do Corpo de Bombeiros e afirmou que pretende avançar na digitalização dessas etapas.

“Existe, sim, uma demora muito grande para que esses equipamentos que geram grande impacto possam ser licenciados pelo Corpo de Bombeiros”, reconheceu.

Para a governadora, ferramentas digitais e o uso de inteligência artificial podem reduzir o tempo gasto nesses processos. Ela citou trabalhos envolvendo a Procuradoria-Geral do Estado, a Secretaria da Fazenda e a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco para simplificar procedimentos e reunir informações destinadas aos investidores.

Entre as iniciativas mencionadas está um mapeamento da infraestrutura energética do Estado, com informações sobre o potencial de geração solar e eólica e a oferta disponível para novos empreendimentos.

Estradas e Arco Metropolitano

A infraestrutura logística também ocupou espaço na sabatina. Raquel afirmou que sua gestão já entregou mais de 1.650 quilômetros de estradas e que outros 1.500 quilômetros passam atualmente por intervenções.

A governadora voltou a destacar a duplicação da BR-232 e disse que a proposta é levar a intervenção, atualmente concentrada no trecho entre Recife e São Caetano, até Serra Talhada, no Sertão.

Raquel também apresentou o Arco Metropolitano como uma das principais obras para melhorar o escoamento da produção e a circulação de cargas na Região Metropolitana do Recife. Segundo ela, a intervenção permitirá uma nova ligação entre os eixos rodoviários que atravessam Pernambuco.

O Arco Metropolitano é a nova BR-101 e conecta Pernambuco de norte a sul, a 232 de leste a oeste”, afirmou.

A candidata disse ainda que a obra, discutida há décadas no Estado, avançou a partir da elaboração do projeto e da utilização de recursos estaduais. Segundo Raquel, cerca de 500 trabalhadores e mais de 130 máquinas atuam atualmente nos serviços.

Ao citar o Vale do São Francisco, a governadora relacionou os investimentos rodoviários à competitividade da fruticultura irrigada. Segundo ela, algumas das primeiras estradas recuperadas pela gestão foram justamente as que atendem aos perímetros irrigados da região, por onde circula parte da produção destinada ao mercado interno e à exportação.

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Jornal chinês acusa EUA de tentar frear IA e fala em “Guerra Fria”

Um artigo do presidente-executivo da Anthropic, que defende uma desaceleração no desenvolvimento da IA, pode parecer uma declaração racional focada nos riscos à segurança, mas, na verdade, trata-se de um “manual da Guerra Fria” apresentado para a China, afirmou o jornal Global Times, de propriedade do Estado, em um editorial.

No artigo publicado no sábado (12) e posteriormente endossado pelo presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, e pelo fundador da SpaceX, Elon Musk, o presidente da Anthropic, Dario Amodei, delineou uma estrutura para moderar o ritmo de desenvolvimento das capacidades dos modelos de IA de ponta e criar mais tempo para gerenciar os riscos crescentes à segurança.

Amodei também pediu aos Estados Unidos que reforcem os controles de exportação de chips para a China e reprimam a suposta “destilação de modelos” por laboratórios chineses de IA. Ele também disse à CBS News no domingo que o “dilema mais difícil” em relação à sua proposta de desacelerar o avanço da IA ​​seria se a China e outras nações adversárias optaram por não fazer o mesmo.

O Global Times afirmou que a verdadeira intenção do artigo de Amodei é “tentar conter o desenvolvimento da IA ​​na China por meio de barreiras tecnológicas e monopólios regulatórios, manter a hegemonia monopolista de Washington em tecnologia de ponta e excluir a China do sistema global de governança da IA”.

Essa ‘Guerra Fria sinalizada da IA’ é hipócrita e míope”, afirmou o jornal, acrescentando que excluir a China da inovação global em IA “aumentaria significativamente os custos de tentativa e erro e os riscos de perda de controle no desenvolvimento global da IA”.

Parlamentares dos EUA têm expectativas por novas regras para os sistemas de IA internacionais após alertas alarmantes de dois pesquisadores da Antrópico de que o rápido avanço da IA ​​poderia levar à melhoria da raça humana em um futuro não muito distante.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ignorou os apelos para desacelerar o avanço da IA ​​no domingo, afirmando que “forças muito negativas” estão levantando preocupações exageradas.

Estamos à frente da China em IA. Somos o país mais sofisticado do mundo e, francamente, quero que continue assim, porque quem vencer na IA vence“, disse Trump.

Os EUA e a China planejam discutir os riscos de segurança da IA ​​de ponta em meados de setembro, segundo fontes, e a questão poderá ser levantada durante uma cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em 24 de setembro.

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PF pediu aval de Mendonça para obter repasses de Vorcaro a pessoas com foro

Em março deste ano, a PF (Polícia Federal) enviou ofício ao ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo que ele autorizasse o acesso da corporação aos pagamentos feitos por Daniel Vorcaro, do Banco Master, e outros investigados a pessoas com foro privilegiado.

Até o momento, não há registro de que o ministro tenha dado esse aval.

A informação consta em uma das peças tornadas públicas pelo ministro nesta segunda-feira (14), após determinação do presidente da Corte, Edson Fachin.

A petição, assinada por um dos delegados que conduz a investigação, comunica o ministro de que, com objetivo de dar andamento às apurações do Caso Master e rastrear a possível movimentação de dinheiro ilícito por parte de Vorcaro e outros alvos das apurações, a PF solicitou ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) a disponibilização de RIFs (Relatórios de Inteligência Financeira) das pessoas investigadas.

Segundo o delegado, porém, o Coaf atendeu somente a parte do pedido. Isso porque, ao analisar os relatórios, o conselho identificou movimentações financeiras entre pessoas investigadas e autoridades que teriam foro privilegiado. Assim, o Coaf afirmou que só poderia enviar os dados com autorização expressa do STF.

Ele solicita então que o ministro interceda diante do Coaf e dê essa autorização: “Com efeito, a cautela do COAF em não compartilhar automaticamente dados que envolvam autoridades com foro por prerrogativa de função alinha-se ao respeito às regras de competência jurisdicional. Todavia, considerando que a presente investigação criminal já tramita regularmente perante este Supremo Tribunal Federal, o juízo competente para supervisionar a higidez das provas e autorizar o acesso a dados sigilosos é, indubitavelmente, Vossa Excelência“, afirma. Mendonça não respondeu.

Ao realizar o pedido, a PF anexa no processo a resposta parcial que recebeu do Coaf. Nele é possível encontrar movimentações financeiras dos investigados no Caso Master.

Dentre os destaques, está a movimentação de mais de R$ 57 milhões da Igreja Batista da Lagoinha entre dezembro de 2024 e de 2025. A instituição foi alvo de apuração na CPMI do INSS e de suspeitas de desvio de emendas parlamentares. O cunhado de Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, atuava como pastor na instituição e, no período analisado pela Coaf, transferiu mais de R$19 milhões à igreja.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). De acordo com ele, o levantamento de sigilo de todas as petições envolvendo o Caso Master são importantes para embasar o voto dos magistrados no julgamento de terça-feira (15), no qual será analisada eventual abertura de investigação contra Moraes por causa das mensagens trocadas com Vorcaro.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo.

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Dino diz que Cezinha se utilizava da função parlamentar para venda de suposta influência sobre ministros de tribunais superiores

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em decisão divulgada nesta segunda-feira (14) que o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) aparenta utilizar a ascendência da função parlamentar para passar a terceiros a percepção de influência sobre ministros de tribunais superiores.

E que Cezinha teria negociado essa suposta influência sobre magistrados, que, conforme as investigações da Polícia Federal, seriam do Supremo Tribunal Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral.

A apuração fundamentou a autorização de mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF nesta segunda contra o deputado federal Cezinha e a advogada Valéria Rodrigues Linhares, apontada como mulher do parlamentar.

Em nota, a defesa do deputado afirmou que ele está seguro de que “os fatos serão devidamente esclarecidos no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidade foi cometida”.

Após a realização da operação pelos agentes, Flávio Dino retirou o sigilo da decisão que autorizou os mandados de busca e apreensão.

Parece-me claro que os fatos investigados podem implicar, em tese, um deputado federal que não tem habilitação para atuar como advogado, mas aparenta utilizar a ascendência de sua função parlamentar para incutir em terceiros a percepção de influência sobre magistrados de Tribunais Superiores. Friso que a percepção de elevada remuneração parece afastar a hipótese de se cuidar de mero ‘ato político’“, disse Dino.

A ação é um desdobramento da Operação Transparência de dezembro de 2025, da PF, que apura supostos crimes de tráfico de influência, exploração de prestígio, corrupção passiva e lavagem de dinheiro envolvendo a tramitação de processos em cortes superiores. Esse caso é relatado por Flávio Dino no STF.

A finalidade [da investigação] é elucidar a existência, a extensão e a estabilidade de estrutura destinada à comercialização de influência junto a ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça e do Tribunal Superior Eleitoral, mediante remuneração vultosa e ajustada por meio de contratos de honorários e de cessão de crédito celebrados por advogadas ligadas ao representado [Cezinha] — uma delas é sua própria esposa“, declara a PF em trecho de relatório destacado por Flávio Dino.

Estrutura e divisão de tarefas, segundo a PF

Segundo a representação da Polícia Federal acolhida pelo ministro, os indícios apontam para a existência de uma estrutura articulada entre o parlamentar e advogadas para negociar atuações em processos judiciais mediante pagamento de expressivos honorários de êxito:

Captação e peças técnicas: a advogada Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, que atuava na Câmara dos Deputados e teve o celular periciado na primeira fase da operação, seria responsável por captar as causas e elaborar memoriais e peças jurídicas.

Contratos de honorários: a advogada Valéria Rodrigues Linhares, apontada como mulher do deputado, ficava encarregada de redigir, revisar e firmar instrumentos contratuais de prestação de serviços e cessões de créditos milionários.

Contatos ‘institucionais’: cabia a Cezinha de Madureira o papel de realizar “despachos” e contatos diretos com ministros, valendo-se do trânsito institucional decorrente de seu mandato.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram tratativas sobre casos

específicos em tramitação no STF. Em um deles, relacionado à defesa da prefeita de Beberibe (CE), contratos estipulavam R$ 500 mil em caso de decisão favorável.

Em outro episódio, relativo à defesa de um ex-secretário de Belford Roxo (RJ), termos previam repasses de R$ 1 milhão e aditivos que chegavam a R$ 2 milhões condicionados à revogação de prisão preventiva.

Nas conversas extraídas do celular da Tuca pela PF, o parlamentar prestava contas sobre encontros e audiências com magistrados, usando expressões como “já falei”, “despachei sim”, “assunto reforçado agora” e menções a contatos com ministros da Corte.

Nas mensagens extraídas pela PF do celular de Tuca, Cezinha menciona “André”, “ministro Kassio” e “Antônio Carlos”. A polícia apura se são menções aos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques, do STF, e Antônio Carlos Ferreira, do STJ – que não são investigados.

O parlamentar não se limitava a encaminhar peças: comprometia-se a formular pedido pessoal e direto ao julgador, em favor de partes representadas por advogadas a ele ligadas por vínculo conjugal e por interesse econômico”, diz trecho de relatório da PF constante da decisão de Dino desta segunda-feira.

Magistrados não são investigados

Tanto a representação da PF quanto a decisão de Dino deixam claro que os ministros e juízes citados nos diálogos não são alvos da investigação nem suspeitos de irregularidades.

De acordo com o inquérito, os nomes das autoridades aparecem unicamente como vítimas da exploração de prestígio ou como destinatários da suposta influência prometida pelos investigados.

O documento reforça que receber advogados e parlamentares em audiências ou despachos é prática rotineira e lícita da atividade jurisdicional.

Impõe-se, desde logo, delimitação negativa e expressa do objeto: não constituem objeto desta apuração, nem da medida ora requerida, a conduta de Ministros do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça, do Tribunal Superior Eleitoral ou de quaisquer outros magistrados”, diz trecho do relatório da PF que está na decisão de Dino.

Não há, nos elementos reunidos, notícia de solicitação, de aceitação ou de recebimento de vantagem indevida por integrante do Poder Judiciário, tampouco de prolação de ato jurisdicional em desconformidade com o direito“, completa o documento.

O ministro do STF também frisa que, conforme a PF, o que se “apura é a mercancia da influência por quem a ofereceu e a precificou, e não o comportamento de quem foi apresentado a terceiros como influenciável”.

Dinheiro em espécie e celulares

Entre os fatos que subsidiaram a decisão, Flávio Dino determinou a transferência de apurações sobre a apreensão de R$ 510 mil em dinheiro vivo com Valéria Rodrigues Linhares no Aeroporto de Congonhas (SP), ocorrida em 25 de agosto de 2026.

Para os investigadores, a movimentação expressiva de recursos em espécie sugere o pagamento de honorários à margem do sistema bancário tradicional para dificultar o rastreamento financeiro.

No despacho, Dino autorizou buscas nos endereços residenciais e profissionais do parlamentar e da advogada em Brasília e em São Paulo, além do recolhimento de bens de valor, veículos e quantias em espécie acima de R$ 10 mil.

O ministro, porém, indeferiu o pedido da PF para realizar buscas no gabinete do parlamentar na Câmara dos Deputados, avaliando não haver elementos concretos que justificassem a medida no local de trabalho legislativo.

Celular furtado antes da operação

Três dias antes de ser alvo das buscas, no sábado (12), o deputado Cezinha de Madureira divulgou um vídeo nas redes sociais afirmando que teve o aparelho celular furtado na Avenida Paulista, em São Paulo, na sexta-feira (11).

No relato, o parlamentar declarou que os criminosos conseguiram invadir suas contas bancárias e trocar senhas de aplicativos minutos após o furto. A decisão judicial que autorizou a ação da Polícia Federal, no entanto, havia sido assinada por Flávio Dino uma semana antes, no dia 5 de setembro.

O que diz o deputado

Leia a nota na íntegra:

Com a tranquilidade de quem confia plenamente na Justiça e certo de sua conduta sempre ilibada, o deputado federal Cezinha de Madureira está à disposição das autoridades e prestará todos os esclarecimentos necessários.

O deputado está certo de que, assegurados o contraditório e o amplo acesso da defesa aos elementos da investigação e à integra do processo, os fatos serão devidamente esclarecidos no devido processo legal, com a demonstração de que nenhuma irregularidade foi cometida.

Importante ressaltar que, conforme a jurisprudência do STF estabelece, medidas de tamanha repercussão deveriam ter sido conduzidas com a devida distância de qualquer circunstância política ou eleitoral”.

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Mendonça derruba sigilo de pagamentos de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Ele atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo.

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Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 40%

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (14) mostra empate técnico no 2º turno entre Flávio Bolsonaro, com 42%, e Lula, com 40%.

A diferença de dois pontos está dentro da margem erro, mas é a primeira vez em que Flávio aparece numericamente à frente desde abril, antes do caso “Dark Horse” vir à tona.

Contra os demais candidatos, Lula aparece à frente de todos numericamente, em situação de empate técnico contra Cury, Caiado e Renan Santos.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o registro no TSE é BR-03607/2026.

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