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“Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro”, diz Gonet

Minitro Paulo Gonet na sessão desta terça-feira (15)/Rosinei Coutinho/STF

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que não teve proximidade com o dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, e que só esteve com o empresário em ocasião com outras autoridades no mês de abril de 2024. As declarações ocorreram durante sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa uma petição que trata da possibilidade de que seja aberta uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Antes de tratar sobre o mérito, os ministros analisam uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes. O magistrado aponta que o presidente do STF, Edson Fachin, não deveria ter tomado a relatoria do ministro André Mendonça sobre o caso. Além disso, questiona que o processo sobre Mendonça deve ser associado ao de Moraes.

Gonet disse que só pode ser investigado com autorização de órgão próprio do Ministério Público Federal (MPF). Além disso, disse ficar “feliz” por, segundo ele, haver reconhecimento do ministro André Mendonça, do STF, de que “não havia nada que pudesse induzir a alguma prática de ilícito por parte do procurador-geral da República”.

Gonet pontuou: “Não existe, nem tive relacionamento de proximidade com o senhor Vorcaro. O único encontro que eu tive com o senhor Vorcaro se deu com várias autoridades, em abril de 2024. A única ligação, intermediada por advogada, foi brevíssima e banal”.

O procurador disse ainda que a atuação do MPF “sempre foi pelo total esclarecimento dos fatos e pelo sucesso da persecução penal“. Ele salientou: “Quem analisa os fatos, sem viés, verá que o Ministério Público, no exercício do papel de titular da ação penal, foi preciso e foi correto“.

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Acredito que STF fará o que sociedade deseja: abrir investigação contra Moraes, diz Caiado

O candidato à presidência Ronaldo Caiado (PSD)/Paulo Pinto/Agência Brasil

O candidato pelo PSD à presidência, Ronaldo Caiado, disse nesta terça-feira (15), que espera que o Supremo Tribunal Federal (STF) faça “o que a sociedade espera” e abra um processo de investigação contra o ministro da Corte Alexandre de Moraes, após revelações das trocas de mensagens entre o magistrado e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Eu acredito que o Supremo Tribunal Federal fará o que toda a sociedade brasileira deseja neste momento, que é a autorização dada para que haja investigação ao ministro Alexandre Moraes“, afirmou Caiado em coletiva de imprensa, após evento de campanha em Aparecida de Goiânia (GO). Caiado havia sido questionado se ele estava acompanhando a sessão do STF desta terça-feira.

Na sessão, a Corte avaliou a petição que aponta supostas mensagens entre Moraes e Vorcaro. Antes de entrar no mérito, porém, o decano do tribunal, Gilmar Mendes, propôs uma questão de ordem para que a abertura de investigação de Moraes seja analisada em conjunto com a ação que aponta irregularidades na atuação do ministro André Mendonça – caso que está pautado para a próxima semana. O STF formou placar de 4 a 3 para negar a questão de ordem. Como houve pedido de vista, por parte do ministro Flávio Dino, o julgamento foi suspenso.

Ainda segundo Caiado, há um processo de “degradação moral” da política do Brasil, que não se restringe ao Supremo. “Você não vê um líder no País assumindo uma posição política capaz de poder fazer um comunicado à nação. Um presidente Lula envolvido em bandidagem, outro candidato envolvido e também, o Flávio, já está sendo arrastado para o processo, intimado por causa do filme Dark Horse”, disse.

Ao comentar sobre possíveis mudanças pelas quais o STF precisa passar, Caiado voltou a defender a proposta de que precisa haver idade mínima de 60 anos para ser indicado à Corte. Ele também pontuou que os nomes, antes de indicados pelo presidente da República, precisariam passar pelo crivo de órgãos como Coaf, Receita Federal e Polícia Federal.

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Indexa: desconfiança no STF é de 45%; 10% dizem que confiam muito na Corte

A pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta terça-feira (14) mostra que 45% dos eleitores brasileiros desconfiam dos trabalhos do STF (Supremo Tribunal Federal), em meio à crise que aflige a Corte.

Em contrapartida, o índice dos eleitores que “confiam muito” corresponde a 10% dos entrevistados. Ao mesmo tempo, 32% “confiam pouco” na instituição.

Do total de entrevistados, 5% não sabem ou não responderam, e outros 8% disseram não ter conhecimento para responder a avaliação.

Responsável pela crise no STF

Segundo o levantamento, 46% atribuem a responsabilidade da crise da Corte ao ministro Alexandre de Moraes, ante 16% que veem André Mendonça como o principal responsável.

Outros 6%, acreditam que a responsabilidade seja do ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos serem assumidos por Mendonça. No último fim de semana, o processo passou para a relatoria do ministro Edson Fachin, presidente da Suprema Corte.

A pesquisa também aponta que 4% atribuem a responsabilidade a Flávio Dino; e 3% a Fachin. Uma parcela de 2% dos entrevistados acredita que a crise pode ser atribuída a outro ministro, sem especificar qual.

Eleitores que não conhecem o assunto o suficiente para responderem a a aparecem em 10%, ante 5% que não acham que há uma crise na Corte, e 5% que afirmam que nenhum deles são responsáveis.

Outros 3% aparecem como não sabem/não responderam.

Critérios usados por Mendonça e Moraes no STF

A sondagem mediu a percepção do eleitorado sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça para basearem suas decisões no Supremo.

Para 45% dos entrevistados, Moraes age baseado em critérios políticos, 16% acreditam que o ministro age por critérios técnicos e jurídicos e outros 24% apontam que as duas alternativas são usadas pelo magistrado.

Uma parcela de 11% dos eleitores dizem que não conhecem o assunto o suficiente para avaliar a questão. Já os indecisos marcam 4% no levantamento.

Sobre a atuação de Mendonça, 33% acreditam que o ministro utiliza critérios técnicos e políticos, ante 28% que apontam o uso de critérios políticos. Já os que acreditam ser os dois tipos de critério somam 17% dos entrevistados.

Os eleitores que afirmam não conhecer o assunto o suficiente para avaliar totalizam 20%. Já os indecisos marcam 2% no levantamento.

Análise sobre um eventual impeachment

Quando perguntados se são mais favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra os ministros envolvidos na crise do Supremo, 68% afirmam ser totalmente a favor.

Outros 9% dizem ser mais a favor do que contra, ante 4% que dizem ser mais contra do que a favor e 15% que dizem ser totalmente contra o afastamento dos magistrados.

Os eleitores que afirmam não conhecer o assunto o suficiente para avaliar totalizam 3%. Já os que não sabem ou não responderam marcam 1% no levantamento.

Metodologia

O Indexa/Broadcast ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 a 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com o nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03482/2026.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03482/2026.

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Imprensa internacional repercute sessão do STF sobre Moraes

Os principais jornais do mundo repercutiram a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) desta terça-feira (15), que analisa o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Durantea sessão, os ministros votaram uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes.

Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes se posicionaram a favor da análise conjunta dos casos envolvendo Moraes e André Mendonça.

Os votos divergiram do presidente da Corte, Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia, que defenderam que os dois casos sejam analisados separadamente.

Nunes Marques e Dias Toffoli optaram por não votar na sessão extraodrinária após a leitura do relatório inicial de Fachin. Marques se declarou impedido, enquanto Toffoli declarou suspeição de foro íntimo.

O ministro Flávio Dino pediu vista e suspendeu a sessão com o placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos processos separados, sem decisão definitiva sobre a questão.

ABC News

A emissora americana ABC News afirmou que o STF está imerso em uma “crise sem precedentes”.

Segundo a emissora, ministros estão anulando decisões uns dos outros, enquanto suspeitas de corrupção, parcialidade política e interferência policial pairam sobre integrantes da corte às vésperas da eleição presidencial brasileira, marcada para outubro.

Reuters

A agência Reuters afirmou que a sessão ocorre em meio a uma “crise crescente” no Supremo Tribunal Federal, semanas antes de uma eleição presidencial que classificou como acirrada.

A agência de notícias Reuters afirmou que a sessão do Supremo Tribunal Federal alimenta uma “crise crescente semanas antes de uma eleição presidencial acirrada”.

Washington Post

O jornal americano Washington Post também descreveu o momento como uma “crise sem precedentes na mais alta corte do país”.

Segundo a publicação, Moraes e Mendonça estão no centro das movimentações desta terça-feira e são vistos como extremos opostos do espectro político polarizado do Brasil.

No título da matéria, o Post classifica Moraes como “o juiz que condenou o ex-presidente Bolsonaro à prisão“.

El País

Já o jornal espanhol El País afirmou que as expectativas em torno da sessão são altas.

Segundo o veículo, o tribunal nunca havia investigado um de seus próprios membros nos 135 anos de história, em um episódio ocorre a poucas semanas das eleições.

Clarín

Já o argentino Clarín, que fez a publicação após o término da sessão, afirmou que o evento com “gritos entre juízes” terminou sem resultados imediatos.

A reportagem diz que a crise está contaminando o Tribunal, que, segundo o Clarín, “opera de mandeira extremamente politizada em vista das eleições presidenciais de outubro, com juízes que se inclinam para um ou outro candidato“.

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Moraes rebate Mendonça sobre “PF paralela” e diz que alegação é “patética”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), rebateu as alegações do ministro André Mendonça sobre a existência de uma PF (Polícia Federal) “paralela” voltada ao monitoramento de ministros da Corte.

Durante a sessão histórica do STF que ocorre nesta terça-feira (15), Mendonça votou para a separação da análise dos casos que envolvem ele [com relação ao relatório do caso Master] e Moraes [na relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro].

Sua Excelência, o ministro André Mendonça foi ministro da Justiça, assim como o ministro Flávio Dino. Ele sabe […] que todas as polícias têm relatórios de inteligência que são oficiais. Não houve monitoramento algum. Com todo respeito, chega a ser patética essa alegação“, rebateu Moraes após o voto de Mendonça.

Votação no plenário

O voto de Mendonça vai no mesmo sentido do que fez o presidente da Suprema Corte, ministro Edson Fachin. O placar é de 4×2.

No sentido oposto, pedindo que os casos sejam analisados em conjunto, votaram Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin.

Os ministros votam uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. O pedido prevê a junção dos casos, o adiamento da análise para o dia 23 de setembro e um novo sorteio da relatoria, atualmente sob a responsabilidade de Fachin.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Gilmar sai em defesa de Gonet e bate boca com Mendonça: ‘Desfaçatez’

Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça bateram boca durante a sessão do Supremo Tribunal Federal desta terça-feira (15), que analisa a crise do Banco Master que atinge a Corte.

O bate-boca começou quando Gilmar Mendes saiu em defesa de Paulo Gonet, procurador-geral da República, que havia acabado de dizer que não teve relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.

Nesse momento, Gilmar disse que Mendonça age com “desfaçatez” e “leviandade”.

É impressionante, senhor presidente, que uma pessoa da estatura do senhor Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade [de Mendonça]. Um sujeito investido de um sentimento policialesco junto com os seus delegados. É impressionante a desfaçatez desse sujeito [Mendonça]“, esbravejou Gilmar.

A desfaçatez de vossa excelência! Me respeite, me respeite. Isso aqui não é brincadeira!”, gritou André Mendonça.
Pode chorar, pode chorar“, disse Gilmar Mendes.

Não estou chorando não. Aqui não tem choro não. Respeite!“, declarou Mendonça.

Na sequência, o ministro Flávio Dino anunciou que estava pedindo vista do julgamento, cobrando providências por parte do presidente da Corte, Luiz Edson Fachin, sobre o bate-boca que acabara de ocorrer entre Gilmar e Mendonça.

O ministro também fez menções a mensagens sobre ministros do STF que estão em celular de Daniel Vorcaro.

Nesse momento, Fux declarou: “Mensagem comigo não tem”.

Dino, então, respondeu: “Tem, ministro Fux. Tem”.

Fux reafirmou: “Comigo não tem. Nunca vi esse sujeito na minha vida. Só se vossa excelência está se baseando nesses inquéritos que surgem do nada“.

Ministro Fux, vossa excelência terá que esclarecer isso num momento próprio. Infelizmente“, respondeu Dino.

Entenda a crise no STF

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

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‘Profunda consternação e tristeza’: Cármen Lúcia pede desculpas ao povo brasileiro em julgamento sobre Moraes

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse na sessão plenária desta terça-feira (15) estar em estado de “profunda consternação e tristeza”. O julgamento foi covocado para discutir o relatório que aponta a relação entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes.

Eu não tenho o hábito de antecipar voto quando há um pedido de vista, e por isso eu peço licença ao ministro Flávio Dino. Mas é uma questão de ordem nem é o voto que eu tinha sobre a questão, mas eu me encontro, como talvez muitos de meus colegas, em estado de profunda consternação e tristeza. Hoje um dos colegas me dizia se eu estava contrariada com alguma coisa, não, eu disse eu estou triste não apenas pelo tema que nos traz aqui que você teria sido o aquele ato decidido, mas porque este Supremo Tribunal Federal guarda da Constituição por determinação nela expressa provocou um mal estar cívico em todas as cidadãs e cidadãos brasileiros nesses últimos dias”, disse a ministra.

A ministra também pediu desculpas ao povo brasileiro porque queria ter contribuído para “acalmar” a crise do STF. A crise na Corte teve início no começo de setembro de 2026, com o levantamento do sigilo de relatórios da PF elaborados no âmbito das apurações sobre fraudes financeiras no Banco Master.

Entre os documentos, um relatório da PF identificou 52 mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes entre dezembro de 2023 e novembro de 2025 — data em que o empresário foi preso pela primeira vez.

“Eu peço desculpa ao povo brasileiro por talvez ter esperado de mim uma postura diferente. Mas acho que todos nós aqui queríamos a mesma coisa, que era tentar resolver, e as questões não foram resolvidas e foram crescendo demais. Portanto, estou pedindo desculpas ao presidente do Supremo, a todos os colegas, mas ao povo brasileiro, porque realmente queria ter sido melhor e poder ter ajudado a acalmar as coisas e não consegui”, afirmou.

Julgamento interrompido

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15) sobre crise que atinge a Corte terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes.

Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas.

O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista, o que suspendeu o julgamento.

Entenda a crise no STF

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

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Após pedido de vista, STF interrompe sessão sem definir se junta ou mantém separados casos de Moraes e Mendonça

A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira (15), a primeira sobre crise Master que atinge a Corte, terminou com 4 votos a 3 para manter separadas as análises pelo Supremo das condutas de Alexandre de Moraes, na relação com Daniel Vorcaro, e de André Mendonça, na condução do relatório do caso Master.

Presidente do STF e relator da sessão desta terça, Edson Fachin votou para manter a separação dos casos após uma questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes. Fachin foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia.

Já Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram para que as análises sejam conjuntas. O ministro Flávio Dino, que havia votado com essa corrente, mudou o voto para um pedido de vista (mais tempo para análise), o que suspendeu o julgamento.

O prazo do pedido de vista é de até 90 dias corridos. Se Dino não se posicionar dentro desse prazo, o caso é liberado automaticamente para voltar à pauta.

Com o pedido de vista, o julgamento foi interrompido sem uma decisão sobre como a Corte vai julgar os casos de Moraes e Mendonça.

Fachin foi o primeiro a votar

Na tarde desta terça, após a retomada do julgamento iniciado na manhã, o presidente do STF se posicionou contra uma questão de ordem, um questionamento, apresentado pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu o julgamento conjunto dos relatórios com informações da Polícia Federal sobre Moraes e Mendonça.

Fachin também foi contra a redistribuição do relatório sobre Alexandre de Moraes, que puxou para o gabinete da Presidência do STF.

Gilmar defendeu que houvesse um sorteio para a definição de um novo relator, alegando que é isto que está previsto no Regimento Interno da Corte.

Quero, desde logo, me manifestar no sentido de manter não apenas a separação entre os julgamentos. Portanto, voto no sentido de prosseguir o julgamento de hoje, bem como, de não levar a efeito o apensamento [reunião] dos feitos mencionados e, por via de consequência, fica prejudicada a redistribuição na forma regimental”, disse Fachin.

O ministro André Mendonça acompanhou o voto de Fachin.

Entendo não haver as mesmas bases fáticas. O que há, em relação a mim, é um suposto relatório de inteligência, um relatório ilegal, com monitoramento e coleta seletiva de dados de ministros do STF e de outras autoridades, em uma atividade própria de uma PF paralela. Documento ilegal, que o próprio documento fala que é sem valor probatório. São questões fáticas e jurídicas totalmente distintas”, disse Mendonça.

Fux e Cármen Lúcia também acompanharam Fachin e Mendonça.

Dino abriu divergência

Fachin foi o primeiro a votar sobre a questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes, contra a proposta de Gilmar.

Na sequência, ministro Flávio Dino abriu divergência e votou pela conexão dos dois casos, acompanhando o entendimento de Gilmar Mendes.

Presidente, me parece que o encaminhamento é de respeitar a conexão, que nos trouxe até aqui. E por isso eu considero que o encaminhamento contido na questão de ordem do ministro Gilmar é aquela que preserva melhor o nosso papel de provedores de justiça e de segurança jurídica“, disse Dino.

O ministro Cristiano Zanin acompanhou Dino na divergência, votando a favor da questão de ordem de Gilmar.

“Para não ser repetitivo, eu vou adiantar, pedindo vênia a Vossa Excelência, que eu estou acompanhando o eminente ministro Gilmar Mendes na questão de ordem trazida e faço apenas algumas anotações complementares”, disse Zanin.
Na sequência, Zanin disse que, na avaliação dele, o ministro André Mendonça não deveria votar na análise do relatório das mensagens de Vorcaro a Alexandre de Moraes.

Posteriormente, Moraes se posicionou pela análise conjunta da sua situação com a do ministro André Mendonça.

Nós estamos com um risco concreto de decisões contraditórias e de tumulto processual, julgando as mesmas coisas, só que com o sinal invertido, os mesmos fundamentos, cada qual de um lado, com sinal invertido hoje [caso Moraes] e na próxima quarta-feira [sobre Mendonça]. Então presidente com essas com essas considerações, pedindo todas as vênias a Vossa Excelência, acompanho a questão de ordem do ministro Gilmar”, disse Moraes.

Ocorre que, posteriormente, após um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Flávio Dino mudou sua posição, dizendo que estava passando a pedir vista.

Com isso, o placar ficou 4 a 3 para manter separadas as questões dos dois ministros. Só haverá uma definição após Flávio Dino liberar a retomada da análise.

Entenda a crise no STF

A crise se intensificou após o ministro André Mendonça levantar o sigilo de relatórios da Polícia Federal sobre as investigações do Banco Master.

Um dos documentos apontou 52 mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, além de encontros presenciais entre os dois e de um contrato de R$ 130 milhões entre o banco e o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

A divulgação dos documentos provocou um confronto entre Moraes e André Mendonça, relator das investigações do caso Master.

Moraes acusou o colega de fazer uma liberação “seletiva” dos autos e de omitir documentos. Mendonça negou e afirmou que manteve sob sigilo apenas informações necessárias para preservar investigações em andamento e dados de terceiros.

A disputa também envolveu o acesso às provas extraídas do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material.

Após determinação de Zanin, a PF confirmou, na segunda-feira (14), ter entregue cópias do acervo digital aos três gabinetes. A PGR também se manifestou a favor da ampliação do acesso aos documentos.

Diante do conflito, o presidente do STF, Edson Fachin, decidiu separar os processos. O caso que envolve as mensagens entre Vorcaro e Moraes será analisado pelo Plenário nesta terça-feira (15).

Já as acusações de Moraes contra Mendonça ficaram para 23 de setembro.

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Drone que sobrevoava STF é derrubado durante julgamento de caso Moraes

A Polícia Judiciária derrubou nesta terça-feira (15) um drone que sobrevoava o STF (Supremo Tribunal Federal) sem autorização.

O perímetro aéreo está fechado por conta do julgamento no plenário do STF para definir se haverá ou não abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes sobre sua relação com Daniel Vorcaro.

O equipamento ficará em posse da polícia até a localização do dono.

A Polícia Militar do DF usa três drones para segurança da região desde a noite de segunda-feira. Outros equipamentos eletrônicos de segurança também são usados.

A Secretaria de Segurança Pública do DF montou um esquema reforçado de segurança para a data e ativou uma célula de inteligência. Cavalaria, BOPE e BPChoque estão na Praça dos Três Poderes.

Antes do início do julgamento, houve varredura com cães farejadores no plenário da Suprema Corte e na parte de fora, onde estava a imprensa reunida.

O plano de ação também conta com aumento do efetivo policial na rodoviária do Plano Piloto, na área central de Brasília, e no Aeroporto Internacional JK.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Nesta segunda-feira (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Impedimento de Kassio surpreende campanha de Flávio Bolsonaro

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro

A decisão de Kassio Nunes Marques de se declarar suspeito na sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o caso Moraes surpreendeu integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

A preocupação vai além do voto de Kassio. O entorno de Flávio tinha a expectativa de que a crise mantivesse a pressão concentrada em Alexandre de Moraes e ajudasse a alimentar o discurso de desgaste do Supremo. A suspeição de Nunes coloca um fato novo no cenário e amplia o número de ministros atingidos pelo caso.

Aliados de Flávio também acompanham com atenção a estratégia da ala pró-Alexandre de Moraes. A avaliação é de que o grupo tem conseguido ampliar o foco da sessão, levando para o centro do debate a atuação de André Mendonça, a condução da Polícia Federal e agora os efeitos das novas revelações sobre outros ministros.

Para a campanha, esse movimento reduz a margem de explorar politicamente a crise como um episódio concentrado em Moraes. Quanto mais o caso se espalha dentro do Supremo, mais difícil fica sustentar um confronto direto apenas com o algoz de Bolsonaro.

A suspeição de Kassio pesa ainda mais porque ele preside o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), logo é uma peça importante no ambiente institucional da disputa de 2026.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Nesta segunda-feira (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Fux e Mendonça indicam existência de PF “paralela” em julgamento do STF

Durante julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) nesta terça-feira (15), os ministros Luiz Fux e André Mendonça apontaram a existência de uma PF (Polícia Federal) “paralela” voltada ao monitoramento de ministros da Corte.

Fux afirmou que é preciso ter responsabilidade judicial e “que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário“. Também declarou que a “remessa desse documento apócrifo já é um exemplo significativo desses desvios praticados pela Polícia Federal”.

O magistrado ainda disse que o ministro e na época relator do caso, André Mendonça, tinha ido ao Planalto “dizer que eles eram responsáveis por isso, porque deixou a crise da Polícia Federal com o Supremo ocorrer. Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal“, destacou.

Na sessão, Mendonça concordou com o ministro e afirmou que uma “PF paralela foi instituída”. Fux endossou a declaração, afirmando que “nós estamos vendo hoje uma PF paralela“.

O ministro André ainda reforçou que a corporação estaria atuando no monitoramento de ministros do STF e disse “não pense que vossa excelência esta a salvo não”.

Mendonça, que era o relator do caso, determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência, Leandro Almada da Costa, após apontar monitoramento irregular.

Em sessão virtual, os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques anteciparam seus votos e acompanharam decisão do ministro relator e o ministro Gilmar Mendes pediu vista para análise do caso.

No plenário do STF que analisa relatório da PF, Fux aproveitou para justificar a antecipação do voto para “manter a coerência da nossa posição”. E ainda alegou que a decisão de Gilmar foi para “para estancar o julgamento”.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Após bate-boca, Dino diz a Fachin que falas em sessão não foram “pessoais”

O ministro Flávio Dino procurou o presidente do STF, ministro Edson Fachin, no intervalo da sessão desta terça-feira (15) para esclarecer ao colega que não teve a intenção pessoal ao rebatê-lo durante a primeira parte da sessão da Corte.

Na sessão, que teve início às 10 horas, os ministros do STF analisam um relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens atribuidas a Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Segundo bastidores, a relação entre os dois está estremecida há dias. Em duas ocasiões durante o julgamento, Flávio Dino fez críticas a Edson Fachin sobre decisões tomadas por ele como presidente da Corte.

Em uma delas, Dino interrompeu a fala do ministro Dias Toffoli e, em seguida, o presidente da Corte chamou a atenção de Dino, dizendo que, antes de interromper, era preciso pedir a palavra ao presidente do Supremo.

Os dois divergiram sobre entendimento do Regimento Interno do STF que trata das regras para que um ministro possa ter direito à palavra durante uma sessão.

Na sequência, Dino fez provocação a Fachin, ao elogiar o ministro Kassio Nunes Marques, que se declarou impedido de julgar o caso.

Como Vossa Excelência disse no início, é preciso preservar ponderação, temperança, equilíbrio“, afirmou. O presidente da Corte rebateu: “Exatamente, inclusive para seguir o Regimento“.

Em um segundo momento, Flávio Dino disse a Fachin, que “em nenhum tribunal do país, nenhum, não é só no Supremo, um presidente pode destituir um relator”, se referindo à decisao do presidente da Corte de avocar para si a relatoria de inquéritos envolvidos nas investigações da PF sobre o Master e INSS, um deles de Flávio Dino.

Vossa Excelência avocou cinco processos. Um meu, três do André e um do Alexandre.”

Dino argumentou que a estabilidade dos relatores serve como barreira de proteção contra ingerências administrativas, ressaltando que a atuação dos magistrados deve se ater estritamente aos ditames do devido processo legal. “A capa de Vossa Excelência é igual à minha. […] Por que é igual? Porque esse é um Tribunal de iguais.”

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“Quem é o vazador-geral da República?”, questiona Gilmar em sessão do STF

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), questionou nesta terça-feira (15) quem seria o “vazador-geral da República”, durante julgamento da Corte.

Há um relatório da Polícia Federal submetido ao relator ainda em abril que detalha justamente o vazamento que gerou, ainda em março, essas suspeitas divulgadas pela imprensa“, disse na sessão que analisa o relatório da PF (Polícia Federal) que reuniu mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Beira a desfaçatez sustentar que, ao ordenar a elaboração do relatório que originou o presente feito, o então relator não sabia exatamente que tipo de achados poderiam ser encontrados. (…) Quem é o vazador-geral da República? Interessante que nos nossos gabinetes não vaza nada“, complementou, se referindo ao ministro André Mendonça.

Em resposta, Mendonça afirmou que “todos os vazamentos tem determinação de instalação de inquérito”.

As investigações serão feitas. Não pode ocorrer nos termos de alguém que vem desprezando a colegialidade, ainda mais em período eleitoral. É evidente que se trata de um boneco eleitoral”, rebateu Gilmar.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Moraes diz ter provas de pressão por delação; Mendonça rebate: “Mentira”

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta terça-feira (15) ter provas de que o ministro André Mendonça tentou influenciar delações premiadas para incluir o nome de Moraes entre os delatados. Em resposta, Mendonça disse se tratar de uma “mentira” e afirmou que em seu momento de voto se manifestaria sobre as acusações.

As declarações ocorreram durante a sessão da Corte que analisa o relatório da PF (Polícia Federal) sobre mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

O plenário deverá decidir se o relatório da PF é válido e se deve ser aberta uma investigação contra Moraes. O documento foi elaborado a pedido de Mendonça.

Veja o que disseram os ministros na sessão:

Alexandre de Moraes: “Não há como julgar hoje, sem julgar terça, porque eu pergunto: quem tem medo da Polícia Federal?

André Mendonça: “Não é questão de medo, não”

Alexandre de Moraes: “Não estou pergunto a Vossa Excelência”

André Mendonça: “Mas eu estou lhe respondendo”.

Alexandre de Moraes: “Quem chamou a Polícia Federal e exigiu que a Polícia Federal colocasse um colega na colaboração premiada? E vamos trazer aqui, presidente, testemunhas que eu vou indicar. Vou chamar aqui advogados. Eu tenho testemunhas de que o ministro André disse, em reunião…”

André Mendonça: “Mentira, isso é mentira”.

Alexandre de Moraes: “Vamos chamar? Não há como julgar hoje sem julgar terça-feira”.

André Mendonça: “Podem chamar quem quiser, vão mentir”.

Alexandre de Mores: “O ministro André chamou: incluam o ministro Alexandre. Por que? Porque está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”.

André Mendonça: “Ah, presidente….eu não vou responder, no meu momento de fala, eu falo“.

Sessão histórica

A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.

A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.

Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.

A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.

Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.

Também na segunda, Mendonça retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

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Toffoli se declara suspeito e decide não participar de julgamento que pode abrir investigação sobre Moraes

O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participará do julgamento sobre eventual abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

Toffoli deixou a relatoria do caso envolvendo o Banco Master em fevereiro. O ministro já havia se afastado de outros julgamentos relacionados ao tema.

O STF decide nesta terça-feira (15) a validade de relatório da PF com mensagens enviadas a Moraes. A PGR pede a nulidade deste documento.

A suspeição ocorre após investigações apontarem elos de Toffoli com o banco. Uma empresa de seus irmãos vendeu participação em resort por R$ 3,1 milhões.

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