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Raquel Lyra destaca novos hospitais e investimentos na saúde durante sabatina na TV Tribuna

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), apresentou nesta segunda-feira (7), durante sabatina promovida pela TV Tribuna, um balanço das ações de sua gestão na saúde e destacou projetos de ampliação da rede hospitalar de Pernambuco.

Entre as ações citadas estão a construção de quatro Hospitais da Mulher, a entrega do Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, as obras do Hospital Mestre Dominguinhos, em Garanhuns, e a abertura do Hospital Nossa Senhora Aparecida, que funciona como unidade de retaguarda do Hospital da Restauração.

Raquel também falou sobre as intervenções realizadas nas unidades já existentes. Segundo a candidata, estão sendo investidos R$ 160 milhões na reforma e requalificação do Hospital da Restauração, no Recife.

Pegamos a saúde de Pernambuco sucateada. E isso é resultado de um descaso de muito tempo. Os hospitais sequer contrato de manutenção tinham”, afirmou.

Hospitais da Mulher

A candidata destacou a construção de quatro novos Hospitais da Mulher, localizados em Garanhuns, Ouricuri, Igarassu e Serra Talhada.

Também citou a entrega do Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru. Segundo os dados apresentados pela campanha, a unidade recebeu investimento de R$ 84,8 milhões e tem capacidade para realizar mais de 700 partos por mês.

Mestre Dominguinhos

Em Garanhuns, Raquel destacou as obras do Hospital Mestre Dominguinhos. De acordo com as informações divulgadas pela campanha, são R$ 125,8 milhões destinados à construção e outros R$ 39,6 milhões para equipamentos.

O Hospital Mestre Dominguinhos não tinha nem terreno, nem projeto. Ele foi prometido há uns 20 ou 30 anos”, declarou a candidata.

Hospital Nossa Senhora Aparecida

Raquel também citou o Hospital Nossa Senhora Aparecida, aberto para funcionar como retaguarda do Hospital da Restauração.

Segundo os números apresentados durante a campanha, a unidade conta com 213 leitos e recebeu investimentos superiores a R$ 170 milhões. O hospital oferece serviços de consultas, exames, internações e cirurgias.

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João Campos usa guia eleitoral do 7 de Setembro para defender igualdade de oportunidades em Pernambuco

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), utilizou o guia eleitoral veiculado nesta segunda-feira (7), Dia da Independência do Brasil, para defender a ampliação da igualdade de oportunidades entre as diferentes regiões do Estado.

O programa estabeleceu um paralelo entre a Independência do Brasil e episódios da história de Pernambuco relacionados a movimentos de contestação ao domínio colonial e imperial. A partir desse contexto, a campanha apresentou como uma das mensagens centrais a defesa de que os pernambucanos tenham acesso a oportunidades independentemente do município ou da região onde vivem.

Meu sonho é que qualquer pessoa possa nascer em qualquer lugar do estado e ter o mesmo direito de sonhar, ter as mesmas oportunidades. Meu compromisso é pelo povo que carrega essa bandeira”, afirmou João.

O guia também apresentou ações realizadas durante a gestão de João Campos à frente da Prefeitura do Recife, com destaque para investimentos direcionados às áreas periféricas da capital.

A trajetória do ex-governador Eduardo Campos (1965-2014), pai do candidato, também foi utilizada no programa. Outro elemento explorado pela campanha foi a aliança de João com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoia sua candidatura ao Governo de Pernambuco.

Ao final, João afirmou que pretende reproduzir no Estado uma estratégia de presença nos municípios e contato direto com a população.

Vocês me viram andando o Recife inteiro e vão ver um governador que vai andar Pernambuco inteiro, ouvindo as pessoas, realizando o sonho de quem já não consegue sonhar mais”, declarou.

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Em São Caetano, Raquel Lyra destaca duplicação da BR-232 e promete avançar obra até Serra Talhada

Candidata à reeleição afirmou que trecho entre São Caetano e Belo Jardim está em execução e defendeu continuidade da duplicação em direção ao Sertão

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), destacou nesta segunda-feira (7), durante encontro com empresários em São Caetano, no Agreste, os investimentos realizados na malha rodoviária de Pernambuco e voltou a defender a ampliação da duplicação da BR-232 até Serra Talhada.

Acompanhada do candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD), Raquel afirmou que sua gestão recuperou mais de 1,6 mil quilômetros de estradas e contabiliza R$ 7 bilhões em intervenções executadas, em andamento, em projeto ou em processo de licitação.

Um dos principais pontos abordados foi a duplicação do trecho da BR-232 entre São Caetano e Belo Jardim.

“A duplicação da BR-232 é um sonho antigo dos pernambucanos. O trecho entre São Caetano até Belo Jardim já está em obras. Serão 28 quilômetros de extensão, com R$ 236 milhões de investimentos já garantidos”, afirmou.

Segundo informações apresentadas pela campanha, a intervenção entre São Caetano e Belo Jardim contempla 28,8 quilômetros e é custeada pelo Governo de Pernambuco.

Durante a reunião, empresários defenderam a importância da obra para a economia do Agreste. O empresário Narcizo Colchões afirmou que a duplicação pode contribuir para a atração de indústrias e a geração de emprego e renda na região.

Raquel também citou a conclusão da ampliação do trecho inicial da BR-232, na entrada e saída do Recife. De acordo com os dados divulgados pela campanha, foram investidos R$ 195 milhões na intervenção.

A candidata afirmou ainda que o Governo de Pernambuco entregou ao Governo Federal um projeto para a continuidade da duplicação da BR-232 até Serra Talhada, no Sertão.

No plano de governo apresentado para a disputa eleitoral deste ano, Raquel propõe buscar, em parceria com o Governo Federal, a viabilização da duplicação até Serra Talhada. Também está prevista a duplicação da BR-423 entre São Caetano e Garanhuns.

Participaram da agenda o deputado estadual e candidato à reeleição Edson Vieira, a candidata a deputada estadual Professora Ana Lúcia e o candidato a deputado federal Jerlandy Macedo.

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João Campos promete Centros TEA nas 12 regiões de Pernambuco

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, apresentou nesta segunda-feira (7) propostas voltadas à inclusão de pessoas com deficiência e neurodivergentes. Entre elas, está a implantação de pelo menos um Centro TEA em cada uma das 12 regiões do Estado, além da criação de um programa específico de qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho.

As propostas foram apresentadas durante o Encontro da Inclusão, realizado no comitê central da Frente Popular, em Casa Forte, no Recife. Segundo a campanha, a agenda reuniu representantes de mais de 20 instituições.

João afirmou que os centros estaduais deverão atender não apenas crianças, mas também adolescentes, jovens e adultos. Segundo o candidato, uma das prioridades será ampliar as oportunidades para pessoas com deficiência e neurodivergentes na vida adulta.

Os centros estaduais que vão atender pessoas com deficiência, com neurodivergência, também vão atender jovens e adultos. E a gente vai ter um programa específico para a empregabilidade”, afirmou.

A proposta prevê identificar as demandas das empresas para direcionar a qualificação profissional às vagas disponíveis. Também estão previstas ações para auxiliar empregadores na adaptação dos postos de trabalho e na preparação das equipes.

João assumiu o compromisso de implantar pelo menos uma grande unidade de atendimento em cada região de Pernambuco.

Eu garanto a vocês que, no mínimo, a gente vai ter um grande centro desse por região de Pernambuco. Para que todas as doze regiões de Pernambuco tenham”, declarou.

Durante o encontro, o candidato citou ações desenvolvidas durante sua gestão na Prefeitura do Recife. De acordo com dados apresentados pela campanha, a média mensal de atendimentos passou de cerca de 3 mil para quase 30 mil, e a capital passou a contar com oito Centros TEA/NDI.

O conjunto de propostas apresentado por João também inclui o fortalecimento dos Centros Especializados em Reabilitação (CER) e a criação do Mãe Coruja Atípica, programa voltado à identificação precoce e ao acompanhamento de crianças e suas famílias.

O candidato defendeu que as políticas públicas de inclusão acompanhem as pessoas da infância à vida adulta e afirmou que esse atendimento deve ser tratado como responsabilidade do poder público.

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Atos da direita pelo país pedem saída de Moraes

A data que comemora os 204 anos de Independência do Brasil foi utilizado como mote para diversos atos da direita ao redor do país. Com candidatos ocupando a Avenida Paulista e o Obelisco do Ibirapuera em São Paulo, na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, e atos em Goiás e no Rio de Janeiro.

Na Avenida Paulista, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), junto com aliados, se reuniu em frente ao Parque Trianon para entoar mensagens contra o presidente Lula (PT) e o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Discursaram no mesmo palanque de Flávio: o governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito da capital paulista Ricardo Nunes, os candidatos ao Senado Gustavo Gayer (PL), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), o pastor Silas Malafaia, o vice de sua chapa Alfredo Gaspar (PL) além de Daniella Marques, coordenadora de economia da campanha.

Em seu discurso, Flávio afirmou que o judiciário precisa de proteção e que o “consórcio de Lula com Moraes vai acabar”,

Temos que proteger o STF de Alexandre de Moraes, o STF não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes”, disse após defender que “quem vota em Lula está votando em Alexandre de Moraes”.

O argumento do voto também foi usado pelo vice de sua chapa, Alfredo Gaspar. “Nós temos duas faces da mesma moeda, lula e moraes. Não existe Lula sem Moraes e não existe Moraes sem Lula. O Brasil vai enxotar Lula e Moraes“, defendeu.

O governador e candidato à reeleição Tarcísio de Freitas defendeu em seu discursoque as “revelações” sobre Moraes precisam ser escalrecidas e que “todos devem se submeter ao império da lei, doa o que doer, custe o que custar”.

Outros candidatos em São Paulo

Mais cedo,o também candidato a presidente Romeu Zema (Novo) esteve presente na Avenida Paulista, onde seu partido dividiu as bandeiras e santinhos com o PL (Partido Liberal) de Flávio Bolsonaro.

Interpelado por jornalistas, Zema criticou a atuação da “turminha” dos ministros do STF Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

O ministro Flávio Dino faz parte da turminha que quer que tudo continue como está, por que tem gente poderosa se beneficiando. Faz parte da turminha do Moraes, do Toffoli, do Gilmar Mendes, é a mesma turminha. E estamos vendo o que são capazes de fazer.”

Ele afirmou que conversará com a ministra Cármen Lúcia sobre seu posicionamento e afirmou esperar que a consciência de sua conterranea “fale mais alto que o espírito corporativista”.

Zema ainda afirmou que, caso eleito, será o presidente que mais indicará mulheres à Suprema Corte. “As mulheres são mais honestas. Fui o governador que mais nomeou mulheres, serei o presidente que mais vai nomear mulheres ao Supremo“, afirmou.

Ainda em São Paulo, no Obelisco Ibirapuera, o candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, lançou o “Manifesto pelo Futuro da Nação” com críticas ao atual sistema político e ao STF, além da defesa por mundanças nas insitutições e o avanço das investigações sobre o Banco Master. Os outros presidenciáveis foram convidadores a assinarem o manifesto.

Durante o discurso, Renan chamou Moraes de “imperador” e repetiu o que disse durante sabatina da CNN Brasil, de que não pretende reconhecer as decisões de Moraes e Dias Toffoli.

Ele também criticou os candidatos que defendem a indicação de mulheres para a Suprema Corte.

Meus adversários estão propondo como solução nomear mulheres para o STF. Não me parece ser essa a solução, a despeito de termos mulheres muito qualificadas para os cargos. Parece que está todo mundo fazendo média em um país onde as mulheres também desistiram de discutir política”.

Também houve críticas a Lula e Flávio Bolsonaro ao afirmar que o brasileiro “odeia o Brasil”.

As pessoas odeiam tanto o Brasil que, quando você pensa em melhorar, as pessoas fazem objeções contra você. Quando você sonha em melhorar o país para todo mundo, homens e mulheres, brancos e negros, todos vêm com objeções. Porque ninguém pode deixar que você imagine que o seu país seja diferente desse lixo que ele se tornou. O Brasil se tornou um lixo!”, pontuou Renan.

Goiás

Ex-governador do estado e candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) participou do Desfile Cívico em comemeração à Independência do Brasil em Goiânia.

No evento, Caiado disse que o povo brasileiro “não pode comemorar a Independência” e direcionou críticas ao presidente Lula, afirmando que ele não pode defender a soberania nacional visto que “entregou o Brasil à facções criminosas” e “não tem autoridade moral”.

Sete de Setembro é para comemorar a Independência, o povo brasileiro não pode comemorar. Onde é que está a independência desse povo no Brasil? […] Onde é que está a independência do cidadão que mora no Ceará? Que mora hoje no morro do Borel, no Alemão? Onde é que está a independência dessas pessoas? É isso que eu vou devolver ao Brasil“, afirmou.

Na mesma linha crítica, o candidato do PSD voltou a defender a indicação de quatro mulheres ao STF, classificando como um “compromisso que coloquei com o país”.

Ao justificar suas possíveis indicações, Caiado argumentou que não se vê ministras “constrangerem o Brasi”.

Eu terei ali [na Presidência] a possibilidade de indicar quatro vagas de Supremo. E as quatro serão indicadas por mim e serão mulheres que estarão assumindo o Supremo Tribunal Federal. Você nunca viu ali as mulheres que compõem ou que passaram por lá, constranger o Brasil com qualquer situação como essa que nós estamos vendo hoje.”

Belo Horizonte

Na Praça da Liberdade, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se reuniram para protestar contra o presidente Lula e o ministro Alexandre de Moraes.

O ato contou com a presença dos candidatos ao Governo de Minas Gerais, Flávio Roscoe (PL) e Cleitinho Azevedo (Republicanos); postulantes ao Senado Domingos Sávio (PL) e Marco Antônio Superman (Novo); e o candidato à reeleição e deputado federal Nikolas Ferreira (PL). O candidato à Casa Alta, Carlos Viana (PSD) foi convidado a participar, mas não compareceu.

Rio de Janeiro

Na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, o escritor e candidato a presidente, Augusto Cury (Avante), reuniu apoiadores para pedir a independência do STF, em meio a crise que deflagrou a Corte.

O STF tem de ter independência, temos que respeitar o STF, só quero que haja transparência em tudo, não estou defendendo um ministro ou outro. Quero que André Mendonça, Fachin, tenham plena independência para investigar todo indício de corrupção“, afirmou Cury em coletiva após discursar no ato.

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Se erros forem provados, Moraes tem que sofrer impeachment, diz Cury à CNN

Cury à CNN: Juro alto está atrelado à irresponsabilidade fiscal do governo  | CNN Brasil

Em entrevista à CNN Brasil, o candidato a presidente Augusto Cury (Avante) defendeu que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes tem que sofrer impeachment caso as acusações contra seu envolvimento com os escândalos do Banco Master se provem verdadeiras.

Eu sou a favor do impeachment, sim, cometeu erro. Ninguém deve ser isento de culpa, protegido, é tudo colaborador público, é funcionario do pagador de impostos, então se Moraes cometeu erros, deve ser ‘impeachmado’, ou deveria ter a elegancia e ele mesmo sair“, disse durante a sabatina.

Apesar da opinião, o escritor afirmou que não quis “fazer juízo de valor” sobre o Moraes.

Cury também explicou que, caso eleito, fará uma reforma na Suprema Corte que contaria com o fim da vitalicidade dos cargos.

Não é saudável que um ministro entre com 41 anos e saia com 75, por que não a renovação? Ninguém é dono do cargo. Dois terços deviam ser magistrados, dois ou três do Ministério Público e um advogado, e o ideal seriam que as próprias classes pudessem escolher, para que tivesse o minimo de interferência“, explicou.

Cury defendeu também que o presidente da Corte, Edson Fachin, regulamente um código de ética.

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Grito dos Excluídos leva moradia, 6×1 e combate à violência às ruas no 7 de Setembro

Grito dos Excluídos leva moradia, 6×1 e combate à violência às ruas no 7 de Setembro

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.

A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

“Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.

Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

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Ato bolsonarista na Paulista reúne 28,5 mil, abaixo de público de anos anteriores

Ato bolsonarista na Paulista reúne 28,5 mil, abaixo de público de anos anteriores

O ato político convocado por Flávio Bolsonaro (PL) para esta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap, em parceria com a organização More in Common.

A estimativa foi feita no horário de pico da manifestação, às 16h32, a partir de imagens aéreas analisadas com auxílio de inteligência artificial. A margem de erro é de 12%, o que coloca o público entre 25,1 mil e 32 mil pessoas.

O número ficou abaixo do registrado nos dois anos anteriores. Em 2025, o ato bolsonarista de 7 de Setembro na Paulista reuniu 42,2 mil pessoas, segundo a mesma metodologia. Em 2024, foram 45,4 mil.

Apesar de a manifestação ter sido convocada em meio à crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), o evento teve forte caráter eleitoral. Flávio, candidato à Presidência, usou o palanque para atacar o presidente Lula (PT), pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e defender a eleição de uma maioria de direita no Senado.

O senador também afirmou que, caso seja eleito, indicará cinco ministros para o Supremo.

Ataques a Moraes e defesa de Mendonça

O ministro Alexandre de Moraes foi o principal alvo dos discursos. Os manifestantes repetiram gritos de “Fora, Moraes”, enquanto o ministro André Mendonça, também do STF, foi exaltado pelos participantes.

Mendonça ganhou um boneco gigante próximo ao trio elétrico e recebeu homenagens e pedidos de oração durante o ato.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou do evento, mas adotou um tom mais moderado do que em manifestações anteriores. Em seu discurso, afirmou que as recentes revelações envolvendo Moraes precisam de uma “resposta institucional” e que ninguém está acima da lei.

Também participaram do ato o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e candidatos ao Senado ligados à direita.

O presidente do PL, por sua vez, associou a eleição de Flávio à possibilidade de libertação de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Ele afirmou que, com Flávio eleito, o ex-presidente poderia estar livre no dia seguinte.

A manifestação ocupou cerca de dois quarteirões da Avenida Paulista, na altura do Masp. Os participantes se concentraram desde o início da tarde, em meio a uma temperatura de aproximadamente 13°C.

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Ouça o áudio que Nikolas enviou para Vorcaro e pediu para o TRE-MG censurar

Ouça o áudio que Nikolas enviou para Vorcaro e pediu para o TRE-MG censurar

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de gabinete, Thiago Rodrigues de Faria. Nas palavras do parlamentar bolsonarista, era necessária ajuda do dono do banco Master para liberar “um ativo de minério”. No áudio, enviado no dia 30 de março de 2025, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.

Na reportagem original, na quinta-feira (3), a coluna publicou que Nikolas também tinha chamado o banqueiro de “lindão” conforme consta da transcrição oficial dos autos da investigação sobre Vorcaro. No entanto, o juiz eleitoral Jair Francisco Santos, do TRE-MG, censurou a reportagem no domingo (6), a pedido do deputado, dizendo que não ouviu a expressão “lindão” no áudio divulgado. Na segunda-feira, após manifestação da defesa do ICL Notícias, o magistrado decidiu liberar a reportagem, mas manteve a censura do termo “lindão” para a transcrição do trecho final do áudio.

Nikolas pede ajuda a Vorcaro para assessor

No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”.

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

No dia seguinte, 1 de abril de 2025, Nikolas avisa que Thiago estará em Brasília e “qualquer horário ele estará disponível”. O banqueiro responde um dia depois dizendo: “Deixa comigo”.

Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido do assessor de Nikolas. No áudio enviado ao banqueiro, Nikolas também fez questão de se desculpar com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do dono do Master a ele em abril de 2024 quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE.

Na mensagem de áudio, Nikolas também reiterou o arrependimento a Vorcaro: “Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abração aí, Dani.

A coluna enviou cinco perguntas para Thiago Faria e Nikolas. Faria disse que Nikolas está em campanha e não iria incomodá-lo. “Essas perguntas são nada a ver”, disse. “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”, finalizou Faria, em um áudio enviado para a coluna.

Assessor de Nikolas envolvido na Operação Rejeito

Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.

A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.

De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.

No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários de uma lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.

Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.

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Mendonça afirma que ação para retirar Raquel do guia é ‘desespero’ e reafirma apoio à governadora

Mendonça Filho

mariaO candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que as ações movidas por Eduardo da Fonte, Túlio Gadelha e pelo PSB no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para retirar a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD) de uma propaganda de sua campanha são fruto do “desespero” de adversários. O material resgata o histórico de trabalho conjunto entre Mendonça e Raquel.

Não será o desespero de quem até bem pouco tempo estava apoiando João Campos que vai mudar a minha história de amizade e trabalho com Raquel, pelo Agreste e por Pernambuco”, afirmou.

Mendonça reafirmou que continuará apoiando Raquel e pedindo votos para a reeleição da governadora. Segundo ele, a relação política construída entre os dois não será afetada pelas ações judiciais.

Por que será que o PSB entrou no TRE pedindo a mesma coisa que os outros concorrentes? Porque estamos fazendo uma campanha limpa, bem posicionada e que será vitoriosa. Isso incomoda, principalmente a quem não tem histórico de coerência”, rebateu.

Onde estavam essas pessoas nos momentos mais difíceis vividos por Raquel Lyra? Eu estava ao seu lado e vou continuar no mesmo lugar”, provocou.

Para Mendonça, as ações demonstram incômodo com uma relação política construída publicamente ao longo dos anos, desde a época em que Raquel Lyra comandava a Prefeitura de Caruaru. Ele afirmou que a parceria entre os dois é baseada em trabalho e não surgiu de uma conveniência eleitoral.

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TRE-PE manda Mendonça Filho retirar propaganda que o associa a Raquel Lyra

TRE-PE

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu liminar favorável à Coligação Pernambuco de Coração e determinou que o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) retire propagandas eleitorais que associem sua candidatura à da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). A decisão é do desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira, relator da Representação nº 0601917-17.2026.6.17.0000.

Na avaliação do magistrado, o conteúdo das peças publicitárias pode levar o eleitor à falsa conclusão de que Raquel Lyra apoia Mendonça Filho ou de que os dois integram o mesmo projeto eleitoral. O PL não faz parte da coligação da governadora, que tem Eduardo da Fonte (PP/UP) e Túlio Gadelha (PSD) como candidatos ao Senado.

O relator também rejeitou o argumento apresentado pela defesa de Mendonça de que as imagens utilizadas nas propagandas retratam fatos verdadeiros relacionados à relação institucional entre os políticos.

Segundo a decisão, o problema está na forma como esse material é apresentado atualmente, por projetar um vínculo eleitoral que pode confundir o eleitor sobre a composição das chapas.

Ainda de acordo com o desembargador, a propaganda questionada pode prejudicar os candidatos ao Senado que efetivamente integram a Coligação Pernambuco de Coração.

Determinação

Com a decisão, Mendonça Filho e o PL terão 24 horas para retirar as peças questionadas do rádio, da televisão e dos perfis oficiais nas redes sociais. Eles também ficam impedidos de divulgar novos conteúdos que associem a candidatura do candidato ao Senado à de Raquel Lyra.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 20 mil, de forma individual, a cada nova comprovação de desobediência à decisão. As emissoras de rádio e televisão também foram intimadas a suspender a veiculação da propaganda em até duas horas após o recebimento da determinação.

Ao conceder a liminar, o TRE-PE apontou possível violação ao artigo 242 do Código Eleitoral e ao artigo 9-C da Resolução TSE nº 23.610/2019. Na decisão, o tribunal destacou que a medida busca preservar a lisura do processo eleitoral e a transparência das informações apresentadas aos eleitores.

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Quaest: 50% desaprovam o governo Lula e 43% aprovam

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% aprovam a forma como o petista conduz o governo. Outros 7% não responderam.

Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Lula tinha 48% de desaprovação e 45% de aprovação. Outros 7% não responderam.

Quanto à avaliação de governo, são hoje 38% os que têm uma visão negativa do governo, contra 37% da pesquisa anterior. Por outro lado, 34% dos brasileiros fazem uma avaliação positiva (eram 35% na pesquisa anterior). Continuam sendo 25% os que fazem uma avaliação regular. Os que não sabem ou não responderam continuam sendo 3%.

O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

O instituto realizou 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

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Quaest: 32% acham que melhor que poderia ocorrer ao Brasil é Lula vencer; 24% dizem que Flávio

Para 32% dos eleitores entrevistados pela pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, o melhor que poderia ocorrer ao Brasil seria a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ), seu rival do PL. Já para 24%, o melhor cenário seria Flávio ganhar de Lula.

Os que consideram que o melhor seria um candidato outsider e de fora da polarização vencer a eleição presidencial somam 20%. Outros 17% defendem a vitória de um presidente da República moderado. Não sabem/não responderam 7%.

Entre os eleitores independentes, 32% consideram o melhor resultado a vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização; 27% responderam a vitória de um candidato moderado; 19%, a vitória de Lula e o PT; 12%, não sabem ou não responderam, e 10% consideram o melhor resultado a volta da família Bolsonaro ao poder.

Medo

O medo dos entrevistados em geral de uma vitória de Lula ou de Flávio é o mesmo. Exatamente 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, mesmo índice que temem a continuidade de Lula.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01720/2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro. Pela data de corte, o levantamento será o primeiro do instituto a abarcar integralmente os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

O estudo anterior da Quaest, publicado no dia 2, foi feito entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. Essa pesquisa capturou parcialmente os efeitos das revelações das trocas de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso foi inicialmente revelado pelo Estadão/Broadcast, na manhã do dia 1º. Naquela tarde, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo do caso.

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Quaest: Lula tem 36% e Flávio 29%, no primeiro turno; Cury aparece com 8%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam à frente dos demais candidatos à Presidência da República no primeiro turno, registrando 36% e 29% das menções, respectivamente, segundo levantamento divulgado pelo instituto nesta segunda-feira, 7. No segundo turno, os dois estão empatados, cada um com 41% das intenções de voto.

Augusto Cury (Avante) oscilou para baixo, dentro da margem de erro, em relação à última rodada da pesquisa Quaest e agora registra 8% das intenções de voto no primeiro turno, ante 10% na semana passada, segundo levantamento.

Com o resultado, Cury interrompe o movimento de alta registrado no início do mês, quando havia avançado oito pontos percentuais em relação à pesquisa de agosto.

O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

No primeiro turno da pesquisa divulgada na semana passada, portanto antes dos embates entre os ministros da Corte André Mendonça e Alexandre de Moraes, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ou seja, ambos oscilaram para baixo, dentro da margem de erro.

Já no cenário de segundo turno, o petista aparecia com 42%, ante 41% do bolsonarista. Agora, a diferença entre os dois no segundo turno é inexistente pela primeira vez desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

Os dados do primeiro turno referem-se à simulação que inclui o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura, mas está inelegível.

Na pesquisa divulgada neste feriado de 7 de Setembro, Marçal tem 1% de menções. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, Romeu Zema (Novo), 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os demais nomes não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos são 9%, e os votos brancos ou nulos, 8%.

A Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não tem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos, Lula registra 28% de menções, seguido por Flávio, com 20%, e Cury, com 4%. Outros nomes somam 5%. Os indecisos na espontânea são 42%, e 1% votarão branco ou nulo.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 41% das intenções de voto, e o senador, 41%. Nesse cenário, indecisos representam 5%, enquanto 13% votarão em branco ou nulo ou não irão votar.

Flávio é o adversário de Lula com maior porcentual nas simulações de segundo turno da Quaest, mas o presidente também empataria tecnicamente com Ronaldo Caiado e Augusto Cury.

Contra Caiado, Lula registra 41% das intenções de voto, ante 38% do ex-governador de Goiás. No cenário com Renan Santos, Lula tem 42% das intenções de voto, ante 37% do candidato do Missão. Já contra Romeu Zema, o presidente registra 44%, enquanto o governador de Minas Gerais tem 33%.

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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 41% no segundo turno

Uma pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra as intenções de voto na disputa pela Presidência da República. No segundo turno, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, tem 41% e está numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também alcançou 41%.

O levantamento foi encomendado pela Globo.

No último levantamento, divulgado no dia 21 de agosto, Lula alcançava 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%, e já estavam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 03 de setembro a 06 de setembro. O registro no TSE é BR-01720/2026. O nível de confiança é de 95%

O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisas eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos seguintes institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e depois de os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

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