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Defesa diz que exame confirmou hérnias em Bolsonaro e reforça pedido de cirurgia

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão — Foto: Pablo Porciuncula/AFP

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro disse, neste domingo (14), que a ultrassonografia feita hoje confirmou a existência de duas hérnias inguinais bilateral na barriga e vai reforçar o pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele passe por uma cirurgia em breve.

“A equipe médica acaba de deixar a Superintendência da Polícia Federal após realizar exames de ultrassonografia no Pr. Jair Bolsonaro. Os exames identificaram duas hérnias inguinais, e os médicos recomendaram que ele seja submetido a um procedimento cirúrgico, a única forma de tratamento definitivo para o quadro”, publicou um dos advogados da defesa numa rede social.

O exame foi solicitado pela defesa na quinta-feira (11) e autorizado no sábado (13), pelo ministro Alexandre de Moraes, a ser realizado nas dependências da da Superintendência da Polícia Federal em Brasília pela própria equipe médica do ex-presidente.

Bolsonaro está preso desde o dia 25 de novembro cumprindo pela pela tentativa de golpe de Estado.

Também na quinta, Moraes determinou que a Polícia Federal realizasse uma perícia médica para atestar a real necessidade de cirurgia de Bolsonaro. Na decisão, o ministro questionou o fato de os exames apresentados pelos advogados terem sido feitos há mais de três meses.

“Trata-se de procedimento não invasivo, rápido, que não exige sedação ou estrutura hospitalar, podendo ser plenamente realizado in loco, garantindo, assim, que as imagens e laudos correspondentes sejam disponibilizados imediatamente à Polícia Federal para subsidiar a perícia já determinada por Vossa Excelência”, diz o pedido de ultrassom.

Na petição, os advogados afirmam que a ideia é justamente “suprir a atualidade dos exames […] e facilitar a pronta conclusão da perícia oficial, sem qualquer impacto no fluxo decisório estabelecido”.

A defesa indica o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli para fazer o exame de ultrassom, e atribuiu ao pedido um “caráter de urgência”.

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Em 1º discurso, Kast diz que será presidente de todos os chilenos e pede ajuda da oposição para combater o crime organizado

José Antonio Kast e sua esposa, María Pía Adriasola, na comemoração após eleição presidencial do Chile — Foto: Reprodução/YouTube/José Antonio Kast

José Antonio Kast, candidato de direita, adotou tom apaziguador em seu primeiro discurso após ser eleito como novo presidente do Chile, neste domingo (14). Ele conseguiu mais de 58% dos votos, de acordo com o Serviço Eleitoral (Servel) do país.

“É um dia incrível”, afirmou o vencedor da eleição ao subir no palco na noite deste domingo. Após agradecer os eleitores e sua família, ele afirmou que precisava pedir “um pouco mais” de todos.

“Ajudem-me, todos, para que nestes quatro anos consigamos fazer o bem. Assim como temos mantidos nossa unidade, peço esse sacrifício adicional que me sigam acompanhando na Presidência da República.”

No segundo turno, ele superou a candidata de esquerda, Jeanette Jara, que ficou em primeiro lugar no primeiro turno.

“Quero lhes pedir algo muito especial. Quero pedir um momento de profundo respeito e silêncio. Um governo tem partidários e tem oposição. Isso é normal. É legítimo. Claramente, com Jeannette Jara, temos profundas diferenças”, afirmou ele. Ao receber vaias do público, pediu novamente respeito.

“Respeito e silêncio vão marcar nossa gestão de governo. Podemos ter diferenças, e duras, podemos acreditar em coisas muito diferentes para a nossa sociedade, porém se estimamos a violência, se estimamos os gritos exagerados, é muito difícil que saiamos à frente.”

Kast disse que um de seus filhos lhe perguntou se o mundo seria melhor se todos fossem de direita. “Não necessariamente”, disse o presidente eleito do Chile.

“Os temas que afetam as pessoas não têm cor política. Há pessoas que se comportam bem na esquerda e na direita. Há pessoas que se comportam mal na esquerda e na direita.”

“Se vamos combater o crime organizado, precisamos de vocês também”, disse Kast, dirigindo-se à oposição. “Serei o presidente de todos os chilenos.”

Ele afirmou ainda que o Estado “não é um espólio e, por isso, queremos fazer um governo de unidade” também no âmbito parlamentar. “Por isso dissemos que queremos impulsionar um acordo nacional; embora digam que não somos bons para acordos, vamos surpreendê-los.”

Ele também prometeu endurecer leis e combater a criminalidade. “Para esses delinquentes, a vida vai mudar.”

Desde 2010, a direita e a esquerda se alternam no poder no Chile a cada eleição.

Jara é ex-ministra do Trabalho do atual governo do presidente Gabriel Boric, que representa uma coalizão de centro-esquerda. Ela venceu o primeiro turno, mas a soma dos votos da direita superou 50%, impulsionada por propostas de segurança pública.

Embora o Chile esteja entre os países mais seguros da região, 63% da população apontam a criminalidade como principal preocupação, segundo o Ipsos. Os homicídios cresceram 140% em dez anos, e o país registrou 868 sequestros em 2024, uma alta de 76% em relação a 2021.

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Manifestantes se reúnem no centro do Recife contra redução da pena de Bolsonaro

No Recife, manifestantes ocuparam Rua da Aurora/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

Recife somou-se à onda de protestos que ocorreram em diversas cidades do país neste domingo contra a aprovação do Projeto de Lei da Dosimetria, que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado. Na capital pernambucana, manifestantes ocuparam a Rua da Aurora, no centro da cidade, em frente ao Ginásio Pernambucano.

Iniciado às 14h, o protesto ocupou uma extensão cada vez maior ao longo da tarde. Carros de som e cartazes erguidos com palavras de ordem como “Sem Anistia”, “Congresso não nos representa” e “Congresso inimigo do povo” davam a tônica política do ato contra a iniciativa aprovada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira. Pela proposta, um condenado pode progredir de regime ao cumprir apenas 16% da pena. Caso a lei seja sancionada, calcula-se que Bolsonaro deixaria o regime fechado em 2 anos e 4 meses.

Em meio aos manifestantes, figuras políticas marcavam presença. Marília Arraes (Solidariedade), pré-candidata ao Senado Federal, defende que é “crucial dar exemplo para o futuro”. Segundo Marília, as eleições de 2026 carregam um peso histórico semelhante ao da Assembleia Constituinte de 1988. “Os três poderes precisam estar em harmonia para o Brasil funcionar como deve”, diz.

O deputado federal Túlio Gadelha (Rede) demonstrou preocupação diante da possibilidade de um alinhamento entre os líderes do Congresso, o senador Davi Alcolumbre e o deputado Hugo Motta, a favor do PL da Dosimetria. “Isso é muito perigoso”, alerta. Por outro, Túlio confia na mobilização das ruas para evitar o andamento do projeto. “Primeiramente, vamos lutar para que não seja pautado, porque isso não é prioridade para o Brasil”, argumenta.

A massa era predominantemente vermelha, mas o amarelo da camisa da Seleção Brasileira, cor reivindicada pelo bolsonarismo nos últimos anos, ainda aparecia aqui e ali. Era o caso do analista de segurança da informação Anderson Luís, de 43 anos, que busca reescrever a simbologia. “Disseminou-se a noção equivocada de que vestir amarelo é um sinal de apoio ao bolsonarismo. Precisamos desfazer esse mal-entendido e resgatar esse símbolo para todos os brasileiros”, afirma.

A família Barreto transformou o protesto de domingo em um programa familiar. O professor universitário Antônio, 63, e a musicoterapeuta Cláudia, 60, levaram o filho Gabriel, de 30 anos, que tem paralisia cerebral, para participar do ato. “Entendemos que a participação dele é importante dentro do movimento social”, explica o pai, que tem expectativas em medidas concretas. “A esperança é que o movimento prossiga e que o resultado seja positivo. Para isso estamos aqui, e esperamos que venha mais gente para fortalecer ainda mais a causa”.

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Em carta enviada a Motta, Zambelli diz que renúncia é um “alerta histórico”

Carla Zambelli está presa na Itália /Renato Araújo/Câmara dos Deputados

Em carta enviada neste domingo (14) ao Presidente da Câmara, Hugo Motta (PP-AL), a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) classificou a renúncia ao mandato parlamentar como um “alerta histórico” e um “marco institucional”.

“Renuncio. Não por medo, não por fraqueza, não por desistência. Comunico, de forma pública e solene, minha renúncia para denunciar que um mandato legitimado por quase um milhão de votos foi interrompido apesar do reconhecimento formal, por esta Casa, da inexistência de provas para sua cassação. Renuncio para que fique registrado na História que, mesmo sem provas reconhecidas pelo Parlamento, a vontade de um outro Poder se sobrepôs à vontade popular”, afirma Carla Zambelli.

Na carta, a deputada acrescentou ainda que mandatos passam, mas que princípios “são inegociáveis” e que a democracia não se resume ao dia da eleição, mas que se sustenta no respeito às instituições, ao devido processo legal e à soberania da representação popular.

“Dirijo-me, por fim, ao povo brasileiro. Aos meus eleitores, afirmo: a verdade foi dita, a história foi escrita e a minha consciência permanece livre. Convicções não se prendem, e a vontade popular não se apaga.

A história registra: mandatos podem ser interrompidos; a voz de um povo, jamais. Eu sigo viva, a verdade permanece, e o Brasil continuará a me ouvir. Que Deus abençoe o povo brasileiro, ilumine esta Nação e a conduza, sempre, pelo caminho do direito, da verdadeira justiça e da liberdade”, finaliza.

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PL da Dosimetria dá nova força para o bolsonarismo

Deputados aprovaram a projeto da dosimetria em sessão concluída na madrugada da última quarta/Bruno Spada/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada da última quarta (10), o texto-base do projeto de lei da Dosimetria, que reduz as penas e o tempo de prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo especialistas ouvidos pelo Diario, a aprovação evidenciou a força política da direita e confirmou que o bolsonarismo segue influente no Congresso.

O texto, aprovado com um placar de 291 votos a favor, 148 contra e 1 abstenção, e 72 ausentes, é um substitutivo do deputado Paulinho da Força (Solidariedade) ao PL 2162/23. Para o professor Gustavo Rocha, internacionalista e doutor em Ciência Política pela UFPE, o resultado da votação evidencia a predominância da direita na atual composição da Câmara e o peso das negociações internas.

Segundo o Rocha, a maioria da atual composição da Casa Baixa é de direita, o que teria ficado evidente já na apuração passada. “Apesar dos esforços para formar uma base governamental, com a adesão de alguns partidos da direita tradicional ao governo, isso não se refletiu em uma base coesa. Também conta o fato de que, hoje, a articulação interna da Câmara sobre emendas parlamentares, especialmente aquelas com menos transparência, tem mais apelo por votos, do que as ferramentas da articulação do governo. Há também um compromisso dos articuladores, como Hugo Motta (presidente da Casa), e mesmo Arthur Lyra (ex-presidente da Câmara), com essa tentativa de diminuir a pena de Bolsonaro e de outros condenados”, explicou.

A proposta muda regras de progressão de pena e determina que, quando os crimes de tentativa de golpe e abolição do Estado Democrático forem praticados no mesmo contexto, vale apenas a pena mais grave, sem serem somadas. O trecho que previa anistia completa aos envolvidos nos atos golpistas foi retirado.

“A direita não é uma massa única. Existem vários grupos e interesses. A maioria de parlamentares de direita se reflete em uma coesão quando esses interesses convergem. Inclusive para impor derrotas ao governo e para enfrentar o judiciário”, destaca Rocha.

O especialista indica que o bolsonarismo segue como a força do campo conservador. “A captura orçamentária aumentou muito o empoderamento da direita. Porque eles, que são fisiológicos por natureza, não dependem mais tanto do governo para que suas bases sejam atendidas.”

O cientista político Fabio Andrade, professor da ESPM, reitera a força do campo bolsonarista. “Até porque ele tem em torno de 1/3 do eleitorado, isso não é pouca coisa e o centrão não está disposto ou não enxerga uma alternativa completa para lidar com alternativa a esses 30%”, aponta.

Mesmo inelegível, Bolsonaro continua influenciando votações estratégicas. A possibilidade de diminuir a pena do ex-presidente mobilizou aliados e incentivou acordos. Para a ala Bolsonarista, de acordo com Rocha, “há ainda uma esperança de viabilizar um projeto político com as bênçãos de Bolsonaro”. “Após a fala de Flávio Bolsonaro (senador do PL) de que esse seria o preço para retirar sua candidatura, os esforços por uma ‘anistia light’ aumentaram”, avalia.

Ainda assim, existiria uma resistência interna a uma candidatura da família, na visão de Rocha. “Hoje, a maioria das lideranças políticas da direita parecem não ver com bons olhos uma candidatura do Flávio, mas anseiam pela viabilização de Tarcísio ou de outro nome que possa ser construído como mais moderado – mesmo que não seja. Entretanto, o apoio do Bolsonarismo ainda é essencial”, explica.

Andrade avalia que um recuo em favor de Tarcísio seria pouco provável. Para o cientista político, a aprovação do PL seria um sinal de força da família Bolsonaro, “de que o centrão depende significativamente do Bolsonaro e que a despeito dele estar inelegível, a escolha do candidato passa pelo núcleo”.

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Federação Israelita de Pernambuco lamenta ataque que deixou 16 mortos em praia na Austrália

 This screen grab of UGC video taken on December 14, 2025 and received courtesy of Mike Ortiz shows beach-goers fleeing Bondi Beach after gunmen opened fire, in Sydney on December 14, 2025. Two suspected shooters opened fire at Sydney's iconic Bondi Beach, killing nine people and wounding multiple others in an attack that spread panic, with bodies reported lying on the ground. (Photo by Mike Ortiz / UGC / AFP) / NO USE AFTER DECEMBER 24, 2025 10:52:26 GMT - RESTRICTED TO EDITORIAL USE ? MANDATORY CREDIT «  AFP PHOTO / UGC / MIKE ORTIZ » - NO MARKETING NO ADVERTISING CAMPAIGNS ? DISTRIBUTED AS A SERVICE TO CLIENTS [ NO ARCHIVE ]/ AFP

A Federação Israelita de Pernambuco divulgou nota, neste domingo (14), repudiando “de forma veemente” o ataque a tiros ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.

O atentado ocorreu durante uma celebração do feriado judaico de Chanuká e foi classificado pelas autoridades australianas como “terrorista” e “antissemita”. Ao menos 16 pessoas morreram e 29 ficaram feridas. Um dos suspeitos foi morto e o outro está em estado crítico.

Em nota, a Federação Israelita de Pernambuco afirma que “todos aqueles que apoiam organizações terroristas e antissemitas, ou mesmo se omitem, dão espaço, fortalecem e se tornam também responsáveis por ações brutais dessa natureza”.

A Federação diz perceber “claramente forte ligação entre o antissionismo e o antissemitismo, uma vez que o alvo atingido neste ato foi uma comunidade australiana judaica e não o sionismo que defende a existência do Estado de Israel”.

“A Comunidade Judaica de Pernambuco se ressente também da discriminação existente em relação a seus membros, face aos discursos antissionistas que abrigam no seu interior o antissemitismo”, diz. E concluem: “Que as luzes de Chanuká inspirem a comunidade internacional a fazer prevalecer a razão, o compromisso com a vida e a diversidade, diante das trevas do obscurantismo”.

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Zambelli renuncia mandato e Hugo Motta convoca suplente

Zambelli renuncia ao mandato após decisão do STF e Motta convoca suplente

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), informou neste domingo (14) que a deputada Carla Zambelli (PL-SP) renunciou ao cargo parlamentar. A decisão da parlamentar foi tomada após uma determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) para que o suplente assumisse o carto em 48 horas.

Em nota, a Câmara informou que a deputada comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia. “Em decorrência disso, o presidente da Câmara dos Deputados determinou a convocação do suplente, deputado Adilson Barroso (PL-SP), para tomar posse“, informou a Casa em nota.

Zambelli está presa desde julho na Itália, para onde fugiu após ser condenada pelo Supremo. A parlamentar se licenciou do cargo entre maio e outubro, mas desde então tem acumulado faltas. A Constituição prevê a perda de mandato de parlamentares caso se ausentem a um terço das sessões no ano.

A Justiça italiana deve avaliar na quinta-feira (18) a possível extradição de Zambelli. Ela foi condenada a 10 anos de prisão por envolvimento na invasão de sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A Primeira Turma do STF decidiu em junho pela perda de mandato da deputada e comunicou a Câmara. Na época, pressionado pela oposição, Hugo Motta decidiu enviar o caso para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania).

Nesta semana, após meses de análise do caso, a CCJ deu aval à perda de mandato, mas isso não se confirmou no plenário. A votação não atingiu votos suficientes para a cassação.

Em reação, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, avaliou que o ato da Câmara era nulo e determinou a perda imediata, além de fixar o prazo de 48 horas para o suplente assumir. A decisão foi confirmada por unanimidade na Primeira Turma e a Câmara foi oficialmente comunicada na sexta-feira (12).

Com a perda do cargo, a vaga deverá agora ser preenchida pelo suplente. O suplente da vaga é Adilson Barroso (PL-SP). Ele é o primeiro suplente do estado pelo PL (Partido Liberal). Desde as eleições, ele já ocupou o cargo de deputado três vezes como suplente.

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Roberto Carlos é liberado de hospital após acidente com Cadillac em gravação

Roberto Carlos em especial de Natal de 2025 — Foto: Reprodução/TV Globo

O cantor Roberto Carlos precisou ser levado ao hospital na madrugada deste domingo (14) depois que o carro que ele dirigia perdeu os freios na cidade de Gramado, na Serra. O acidente aconteceu durante a gravação do clipe de abertura do especial de fim de ano da TV Globo. O artista e outras três pessoas da equipe fizeram exames e foram liberados.

Segundo o Comando Rodoviário da Brigada Militar, o cantor dirigia um Cadillac 1960 em uma subida íngreme. A falha mecânica fez o veículo descer a lomba de ré, batendo em outros três carros e em uma árvore.

Roberto Carlos está em Gramado para a gravação do Especial de fim de ano da TV Globo.

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Atentado terrorista deixa 16 mortos na Austrália; um suspeito é morto e outro, detido

Imagem aérea das equipes atuando após tiroteio na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália — Foto: Reuters/Reprodução

Um atentado terrorista deixou 16 mortos e 40 feridos, incluindo dois policiais, durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah, neste domingo (14), na praia de Bondi, em Sydney.

Dois homens dispararam tiros contra as pessoas que comemoravam a data no local. Um dos suspeitos morreu e o outro foi detido em estado crítico.

A polícia não informou se o número de mortos inclui o atirador.

Durante uma coletiva de imprensa, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, classificou o evento como um “incidente terrorista“.

Entre os mortos, está o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres, noticiaram os jornais britânicos The Guardian e BBC News. Um israelense também morreu durante o ataque.

O Jerusalem Post informou que um de seus colaboradores, Arsen Ostrovsky, chefe do escritório de Sydney do Australia/Israel & Jewish Affairs Council, também ficou ferido.

O Itamaraty disse que, até o momento, não há informação sobre brasileiros atingidos.

Mal Lanyon disse que a polícia investiga se há um terceiro suspeito envolvido. 40 pessoas foram atendidas em diversos hospitais de Sydney, incluindo dois policiais.

“O estado de saúde desses agentes e dos demais feridos é grave”, afirmou Lanyon.

Ainda durante a coletiva, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, disse que “o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney, no primeiro dia do Hanukkah”.

Imagens mostram um dos atiradores sendo desarmado por um homem após os ataques.

É a cena mais inacreditável que já vi: um homem se aproximando de um atirador que havia disparado contra a comunidade e, sozinho, o desarmando, colocando sua própria vida em risco para salvar a vida de inúmeras outras pessoas”, disse Minns.

O homem que desarmou o atirador foi atingido por dois disparos, um no braço e outro na mão, mas se recupera bem no hospital, segundo um parente, disse o jornal The Guardian. Ele tem 43 anos e é vendedor de frutas.

No Reino Unido, a polícia vai reforçar o policiamento em comunidades judaicas após o ataque na Austrália. O Hanukkah, o festival judaico das luzes, começa na noite de domingo, com celebrações previstas em todo o Reino Unido nos próximos dias.

Mike Burgess, diretor-geral da inteligência australiana (ASIO) disse que a agência está analisando a identidade dos atiradores e se existe “alguém na comunidade que tenha intenção semelhante”.

É importante ressaltar que, neste momento, não temos qualquer indicação disso, mas trata-se de algo que está sendo investigado ativamente”, afirmou.

Segundo ele, o nível de ameaça terrorista na Austrália permanece como “provável”. “Não vejo isso mudando neste estágio. Provável significa que há 50% de chance de um ato terrorista. Infelizmente, vimos esse ato horrível ocorrer hoje à noite na Austrália.”

A polícia australiana acrescentou que um “objeto que se acredita ser um artefato explosivo” foi retirado de um carro próximo à praia.

Uma série de itens suspeitos localizados nas proximidades está sendo examinada por agentes especializados, e uma área de exclusão foi estabelecida”, informou a polícia de Nova Gales do Sul em comunicado divulgado às 21h (no horário da Austrália).

Mais cedo, em um comunicado, o primeiro-ministro Anthony Albanese afirmou que as imagens vindas de Bondi eram “angustiantes e chocantes”, e que policiais atuavam no local para “tentar salvar vidas“.

A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, classificou o tiroteio em Bondi como “repugnante” e manifestou condolências às famílias das vítimas do ataque.

O terrorismo, o antissemitismo, a violência e o ódio não têm lugar na Austrália”, afirmou.

Minhas mais profundas condolências às pessoas que perderam entes queridos nesta noite. Desejamos a recuperação completa de todos os feridos e expressamos nossa solidariedade à comunidade judaica australiana“, afirmou.

Os Estados Unidos condenaram “veementemente” o ataque.

O antissemitismo não tem lugar neste mundo. Nossas orações estão com as vítimas desse ataque horrível, com a comunidade judaica e com o povo da Austrália”, escreveu o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em uma publicação na plataforma X.

António Guterres, secretário-geral da ONU, classificou o episódio como um “ataque hediondo e mortal”:

Estou horrorizado e condeno o ataque hediondo e mortal cometido hoje contra famílias judias. Meu coração está com a comunidade judaica em todo o mundo neste primeiro dia do Hanukkah, uma festividade que celebra o milagre da paz e da luz vencendo a escuridão.

O presidente israelense, Isaac Herzog, classificou o ataque como “cruel contra os judeus” e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de ter “alimentado o fogo do antissemitismo” ao reconhecer um Estado palestino.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) publicou uma nota afirmando que manifesta “sua profunda consternação e solidariedade à comunidade judaica da Austrália”.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram pessoas se dispersando na praia de Bondi enquanto vários tiros e sirenes da polícia são ouvidos.

Mortes em ataques a tiros em massa são extremamente raras na Austrália. Um massacre ocorrido em 1996 na cidade de Port Arthur, na Tasmânia — quando um atirador matou 35 pessoas — levou o governo a endurecer drasticamente as leis sobre armas, tornando muito mais difícil para os australianos adquirirem armas de fogo.

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Manifestantes se reúnem em capitais contra PL da Dosimetria

Manifestantes se reúnem em capitais brasileiras contra o PL da Dosimetria

Manifestantes foram para as ruas de capitais brasileiras neste domingo (14) para protestar contra o PL (projeto de lei) da Dosimetria, que foi aprovado pela Câmara dos Deputados na madrugada da última quarta-feira (10).

A proposta reduz as penas dos envolvidos na trama golpista, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro. Com a aprovação na Câmara, o texto seguiu para análise do Senado.

No Rio de Janeiro, a concentração ocorreu no Posto 5 de Copacabana. A manifestação ganhou apoio após convocação do cantor Caetano Veloso.

Em Belo Horizonte, os manifestantes começaram a se reunir por volta das 9h na Praça Raul Soares. De lá, caminharam até a Praça da Estação, segundo informações de representantes de movimentos que participam do ato.

Já em Belém, a concentração também começou por volta das 9h e os participantes caminharam na Avenida Presidente Vargas com destino à Praça da República.

Em Brasília, os participantes se concentraram no Museu da República para marchar em direção ao Congresso Nacional.

Nas redes sociais, usuários relatam que os protestos também ocorreram em outra capitais, como Campo Grande, João Pessoa e Natal.

O foco do PL da Dosimetria é a redução do cálculo das penas e, para isso, o texto lista condições e fixa porcentagens mínimas para o cumprimento da pena e progressão de regime. Para evitar “insegurança jurídica”, o relator, deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP),também deixou expresso na proposta que a remição da pena pode ser compatível com a prisão domiciliar.

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Começa eleição para presidente no Chile com extrema direita como favorita

Eleições 2025 no Chile/Eitan ABRAMOVICH / AFP

Os chilenos votam para presidente neste domingo (14) em um país polarizado entre o candidato mais à direita desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, há 35 anos, e uma comunista moderada que representa a esquerda.

As pesquisas indicam que José Antonio Kast, advogado de 59 anos, católico devoto e pai de nove filhos, é o favorito. Ele promete deportar cerca de 340 mil imigrantes irregulares, em sua maioria venezuelanos, e combater o crime.

Sua rival é a comunista moderada Jeannette Jara, advogada de 51 anos, de origem humilde e ex-ministra do Trabalho, que promete aumentar o salário mínimo e defender as aposentadorias.

Kast prometeu um governo de unidade caso vença o segundo turno. “Quem vencer (…) terá que ser presidente de todos os chilenos”, disse à imprensa após votar na cidade de Paine, a 40 km de Santiago.

Vou votar em Kast porque ele me dá mais confiança. O comunismo nunca foi positivo em nenhum lugar do mundo“, disse à AFP José González, um caminhoneiro de 74 anos, enquanto esperava na fila para votar no centro de Santiago.

Quase 16 milhões de pessoas devem votar no Chile entre 8h00 e 18h00, horário local (mesmo horário em Brasília).

Kast afirmou repetidamente durante sua campanha que “o país está caindo aos pedaços”. Esta é sua terceira tentativa de chegar à presidência, agora como candidato do Partido Republicano, que ele fundou há cinco anos por considerar a direita tradicional muito branda.

Em suas aparições públicas, atrás de vidros à prova de balas em um dos países mais seguros da região, este ex-deputado retrata o Chile quase como um Estado falido dominado pelo tráfico de drogas, um país que se afastou do “milagre econômico” que o tornou uma das nações mais bem-sucedidas da América Latina.

O que importa, mais do que benefícios sociais, são empregos e segurança. Que as pessoas possam sair de casa sem medo e voltar à noite sem pensar que algo lhes acontecerá nas esquinas“, disse à AFP Úrsula Villalobos, dona de casa de 44 anos que votará em Kast.

Temos que tomar medidas um pouco extremas no início para depois alcançar um país pacífico“, acrescentou.

“Pinochet sem uniforme”

Segundo a última pesquisa do Ipsos de outubro, 63% dos chilenos afirmam que o crime e a violência são suas maiores preocupações, seguidos pelo baixo crescimento econômico.

Especialistas apontam, contudo, que a percepção do medo no Chile é muito maior do que os números reais da criminalidade.

Os homicídios dobraram na última década, embora estejam em declínio há dois anos. Mesmo assim, houve um aumento dos crimes violentos, como sequestro e extorsão, coincidindo com a chegada ao país de gangues venezuelanas, colombianas e peruanas, como o Tren de Aragua da Venezuela.

O governo de esquerda de Gabriel Boric, ex-líder estudantil que chegou ao poder após os protestos massivos de 2019, não conseguiu reformar a Constituição de Pinochet, o que “minou completamente seu apoio político“, segundo Robert Funk, professor de ciência política da Universidade do Chile.

Muitos chilenos exigem mudanças.

Cecilia Mora, uma aposentada de 71 anos, votará em Jara para preservar os benefícios sociais e porque considera Kast “um Pinochet sem uniforme”.

Quero que meu país volte a ser tranquilo, onde se possa andar livremente pelas ruas sem medo de ter a carteira roubada. (…) Kast me lembra muito a ditadura” que deixou 3.200 mortos e desaparecidos entre 1973 e 1990, diz ela.

Favorito apesar de Pinochet

Kast apoiou a ditadura militar e afirma que, se Pinochet estivesse vivo, votaria nele. Mas, nesta última campanha, evitou discutir esse e outros assuntos que poderiam lhe custar votos, como sua oposição ao aborto em qualquer circunstância.

Investigações jornalísticas revelaram em 2021 que o pai de Kast, nascido na Alemanha, foi membro do Partido Nazista de Adolf Hitler. Kast afirma que seu pai foi um recruta forçado do exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial e nega que ele tenha sido um apoiador do movimento nazista.

No primeiro turno das eleições, há um mês, tanto Jara quanto Kast receberam um quarto dos votos, com uma ligeira vantagem para a candidata de esquerda. No entanto, os votos para toda a direita somaram 70% e analistas acreditam que isso levará Kast à presidência.

Desde 2010, a direita e a esquerda se alternam no poder no Chile a cada eleição presidencial.

Kast provavelmente vencerá com uma boa margem de votos”, mas “não devemos pensar que ele tem um mandato super forte para fazer o que quiser“, porque muitas pessoas estão votando nele por medo de Jara, estimou Funk.

Elas votarão nele principalmente “apesar de seu apoio a Pinochet, não por causa de seu apoio a Pinochet“.

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Carla Zambelli renuncia ao cargo de deputada federal

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) entregou à Câmara dos Deputados uma carta renunciando ao cargo neste domingo (14). A informação foi divulgada pela assessoria da presidência da Casa.

“A Câmara dos Deputados informa que a Deputada Carla Zambelli (PL/SP) comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia ao mandato parlamentar na data de hoje”, afirma o texto.

Com a renúncia de Zambelli ao cargo, quem assume agora será o suplente do Partido Liberal de São Paulo que recebeu mais votos, Adilson Barroso.

O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), afirmou que foi uma estratégia conjunta da defesa para evitar a cassação da deputada.

“A renúncia vai dar a ela mais possibilidades de defesa para ser solta e permanecer na Itália”, afirmou Cavalcante à GloboNews.

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Seminaristas Carlos Martins, Jacson Douglas e Walter Rocha serão ordenados diáconos transitórios dia 26, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira

A Diocese de Afogados da Ingazeira realizará, no dia 26 de dezembro de 2025, a ordenação de três diáconos transitórios. A celebração acontecerá às 18h, na Catedral do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú.

Serão ordenados diáconos transitórios Carlos Antônio Martins Leite, Jacson Douglas Rodrigues Ferreira e Walter Rocha Rodrigues da Silva. A solene concelebração eucarística será presidida pelo bispo diocesano, Dom Limacêdo Antônio da Silva, com a imposição das mãos e a oração consecratória, rito central do sacramento da Ordem.

A ordenação ocorre no contexto do Ano Santo da Esperança, vivenciado pela Igreja, e representa um momento significativo para a Diocese de Afogados da Ingazeira, para as famílias dos ordenandos e para toda a comunidade católica. O lema escolhido para a celebração é “Spes non confundit”, expressão em latim retirada da Carta de São Paulo aos Romanos, que significa “a esperança não decepciona”.

O diaconato transitório é uma etapa do caminho formativo rumo ao presbiterato. Os diáconos são chamados a servir à Palavra, à Liturgia e à Caridade, colaborando diretamente com o bispo e os presbíteros na missão evangelizadora da Igreja.

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Cruz da Torre simboliza a fé e a missão da Rádio Pajeú

A Rádio Pajeú instalou, nesta sexta-feira, 12 de dezembro, a Cruz da Torre, posicionada no topo da torre secundária da emissora, localizada em sua sede.

A estrutura tem 50 metros de altura. A cruz mede quatro metros de altura por dois metros de largura, possui diâmetro de 20 por 20 centímetros e pesa aproximadamente 85 quilos.

Já instalada, a cruz deverá receber iluminação nos próximos dias, passando a integrar de forma permanente o visual da emissora.

O gesto simboliza o compromisso da Rádio Pajeú com a fé do povo do Sertão do Pajeú e com a missão que orienta sua atuação ao longo dos anos.

A Rádio Pajeú é uma emissora da Fundação Cultural Senhor Bom Jesus dos Remédios, ligada à Diocese de Afogados da Ingazeira. Ao longo de sua história, a rádio tem unido comunicação, serviço, informação e evangelização, mantendo uma relação próxima e permanente com a população da região.

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Atiradores matam 11 pessoas em evento judaico da Austrália; um suspeito é morto e outro, detido

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Um ataque a tiros neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, deixou 11 mortos e 11 feridos, incluindo dois policiais. Um dos suspeitos morreu e o outro foi detido em estado crítico.

O ataque aconteceu durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah. Durante uma coletiva de imprensa, o comissário da polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, classificou o evento como um “incidente terrorista”.

E disse que a polícia investiga se há um terceiro suspeito envolvido.

O comissário informou que 29 pessoas foram levadas para diversos hospitais da região de Sydney, incluindo os dois policiais.

“O estado de saúde desses agentes e dos demais feridos é grave, mas há diferentes níveis de gravidade”, afirmou.

Ainda neste domingo, o primeiro-ministro de Nova Gales do Sul, Chris Minns, disse que “o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica de Sydney, no primeiro dia do Hanukkah”.

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