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Opositora venezuelana entrega carta ao papa em defesa dos “presos políticos”

Uma integrante do “Con Vzla” na França, organização vinculada à líder da oposição venezuelana e prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, entregou uma carta ao papa Leão XIV nesta segunda-feira (28), pedindo que o pontífice rezasse pelos “presos políticos”.

A entrega ocorreu após o fim de uma missa na catedral de Metz, com a qual o papa encerrou sua viagem de quatro dias à França, depois de lançar um apelo a favor da paz na Europa.

Na transmissão ao vivo, é possível ver que Zeneida González estende a carta a Leão XIV, que a recebe e conversa brevemente com ela, enquanto deixa a catedral apertando as mãos dos fiéis, com um coro cantando ao fundo.

“Entreguei uma carta ao Santo Padre pelos presos políticos na Venezuela. Pedi que reze muito pelo nosso país, por nossa situação, por nossos cidadãos, pela paz na Venezuela também, pela libertação dos presos políticos“, disse González à AFP.

Esta venezuelana de 50 anos estava acompanhada por outras duas integrantes do “Con Vzla” na França, Eva Paredes e Lisette Padrón, que carregavam um estandarte branco de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela.

“Solicitamos a intervenção do papa porque é de conhecimento geral que ele viveu na América Latina, que compreende muito bem a situação da Venezuela (…) e pode solicitar a intervenção para a libertação dos presos políticos“, explicou Paredes antes da missa.

Delcy Rodríguez, que governa a Venezuela sob forte pressão dos Estados Unidos, promulgou em fevereiro uma lei de anistia após a captura de Nicolás Maduro, mas as solturas ocorrem lentamente.

Organizações de direitos humanos informaram que cerca de 40 detidos por razões políticas deixaram diferentes prisões na sexta-feira e no sábado, após o encerramento do segundo ciclo de diálogo entre o governo interino e a oposição, sob mediação dos Estados Unidos.

Segundo o balanço mais recente da ONG Foro Penal, de 18 de setembro, ainda havia 344 presos políticos no país.

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Flávio decide participar de debate mesmo sem a presença de Lula

Flávio decide participar de debate mesmo sem a presença de Lula - NC News

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) decidiu participar do último debate antes do 1º turno das eleições, que acontece na próxima quinta-feira (1º), independentemente da participação do seu principal adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo integrantes da campanha, será a aportunidade do candidato do PL lidar com a fake news sobre Nossa Senhora Aparecida e também repercutir os impactos da MP do fim das bets.

Em um comício ocorrido em Goiânia (GO) neste domingo (27), Flávio confirmou a ida, convocou o presidente da República e afirmou que quer “debater” com Lula.

“Vou pra esse debate só pra desmascarar esse mentiroso, esse assassino da esperança do Brasil“, disse em cima de um trio elétrico.

“Vamos no debate da Globo. Está confirmado aqui. Ele (Lula) que lute. Eu quero ir pra lá pra debater com ele, então estou chamando o Lula pro debate. Lula, eu quero você no debate da Globo. Vem debater comigo, porque vou esfregar verdades na sua cara e vou mostrar como meu projeto de Brasil é melhor do que o seu“, reforçou à imprensa após o circuito do comício.

Até o momento, nenhum dos dois candidatos compareceram aos debates. Inclusive, a maior parte dos encontros foi cancelada, apenas o da Band ocorreu até o momento e contou com a presença apenas de Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD).

Como mostrou a CNN, Lula tem sinalizado a aliados disposição em comparecer ao debate. Segundo relatos à CNN, o presidente tomará uma decisão definitiva com base em pesquisas internas do partido.

As últimas pesquisas eleitorais mostraram um empate técnico entre Lula e Flávio no segundo turno. A vantagem do petista sobre o bolsonarista em um primeiro turno também caiu nos últimos levantamentos.

Assim, a campanha de Flávio avalia que debater com Lula na TV pode dar vantagem também ao candidato.

Agenda

Flávio Bolsonaro cumpriu agenda de campanha pela manhã em Aracaju, Sergipe, e, à tarde, seguiu para Goiânia, Goiás.

Na capital goiana, primeiro promoveu uma carreata saindo do Estádio Serra Dourada. Depois, fez comício no Parque Flamboyant. Os atos tiveram a presença dos aliados no estado, como o candidato a governador, Wilder Morais (PL), e os candidatos ao Senado Gustavo Gayer (PL) e Oséias Varão (PL).

Flávio afirmou não ter inimigos em Goiás ou verdadeiros adversários ao Planalto além de Lula. No entanto, investiu no pedido de voto útil na terra do também presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador do estado.

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Aliados veem “chance zero” de Lula ir a debate antes do primeiro turno

Gilberto Kassab: notícias do candidato | Folha

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição ao Palácio do Planalto, avaliam como “zero” a chance de o petista participar do debate da TV Globo, marcado para a próxima quinta-feira (1º).

Segundo fontes da campanha de Lula, o presidente tem sido estimulado a participar do confronto. O petista, porém, avalia que sua presença pode se tornar uma “armadilha” para a própria candidatura.

O cálculo feito por Lula é que todos os adversários devem se voltar contra ele, uma vez que o presidente é o único candidato que representa a esquerda.

Por isso, a estratégia desenhada pelo petista até o momento é que ele participe apenas de um debate de um eventual segundo turno, quando deve confrontar um único candidato: Flávio Bolsonaro (PL).

O candidato do PL ao Planalto já afirmou que pretende comparecer ao confronto desta semana, ainda que Lula não marque presença. Inicialmente, porém, o bolsonarista havia negado que participaria do debate se o principal adversário não fosse.

Agora, porém, a ideia da campanha de Flávio é que, caso Lula de fato não compareça ao debate desta semana, o principal candidato da direita chame o petista de “fujão”.

“Alugamos um triplex na cabeça do Lula. Se ele for, será alvo; se não for, também“, disse um dirigente da campanha de Flávio à CNN.

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“Fake news, né, presidente?”: Lula é contestado sobre Nossa Senhora

Fake news, né, presidente?": Lula é contestado sobre Nossa Senhora

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado, em entrevista à Band, sobre a notícia falsa de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

“Esse negócio de mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável, não é aceitável, não dá. Já teve gente da religião evangélica que um dia chutou Nossa Senhora Aparecida“, disse. “Mas foi uma fake news, né, presidente?“, contestou a jornalista Adriana Araújo. “Eu não sei se foi fake news“, disse Lula. A entrevista ocorreu no programa Canal Livre, veículada no último domingo (27).

“O dado concreto é que isso está na rede social muito forte, como já tenho a experiência de terem chutado, não é a primeira vez, a Nossa Senhora Aparecida, e dizer que ela não vai ser padroeira do Brasil, eu quero dizer o seguinte, ela vai ser padroeira do Brasil porque o povo brasileiro quer e tem fé”, completou o presidente.

Entenda a polêmica

O entrave relacionado à Nossa Senhora Aparecida começou na noite de 23 de setembro, quando passou a circular nas redes sociais a afirmação de que Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Os conteúdos publicados nas redes sociais utilizaram falas de Flávio Bolsonaro feitas em agosto, em que afirmou que “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo“. A declaração foi feita em um vídeo em que o presidenciável explicava a ausência no primeiro debate presidencial realizado pela TV Band.

A informação foi desmentida pelo candidato em suas redes sociais na última quinta-feira (24). Na publicação, o senador garantiu não haver nenhuma possibilidade de existir alguma proposta do tipo. A autoria das postagens foi atribuída pelo senador à “milícia do PT”.

Já na última sexta-feira (25), na condição de ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), André Mendonça determinou que plataformas digitais removessem todas as publicações relacionadas ao conteúdo por considerá-los “notoriamente inverídicos”.

Uma das pessoas afetadas pela medida foi o humorista Antonio Tabet. Em um post no X, ele escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”. Após a remoção, Tabet recorreu a um processo já existente no STF (Supremo Tribunal Federal), no qual o ministro Flávio Dino havia cassado uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para restabelecer um vídeo sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol.

Na ação, o humorista pediu a Dino que o resultado daquele caso fosse estendido a ele. O magistrado acolheu o pedido e derrubou a decisão de Mendonça, para o ministro, a determinação do colega produziu censura prévia.

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Flávio reforça pedido a Fux contra decisão de Dino sobre Nossa Senhora

O candidato à presidência e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

A defesa do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reforçou nesta segunda-feira (28) ao ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), o pedido para suspender a decisão de Flávio Dino que restabeleceu publicações sobre Nossa Senhora Aparecida.

A manifestação foi apresentada após Dino decidir levar sua decisão ao plenário do STF. A defesa afirma que o encaminhamento reforça a tese de que o caso envolve questões mais amplas sobre a atuação da Justiça Eleitoral e das plataformas digitais durante as eleições.

Na petição enviada a Fux, os advogados afirmam que o encaminhamento ao Plenário “apenas reforça” o pedido anterior e sustentam que os temas levantados por Dino já são discutidos pelo STF no recurso sobre o Marco Civil da Internet – também relatado por Fux.

Entre os pontos citados pela defesa estão a revisão de decisões individuais de ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e os poderes atribuídos às plataformas para definir quais conteúdos permanecem ou são retirados do ar durante o processo eleitoral.

Dino decidiu nesta segunda levar ao Plenário sua decisão que derrubou uma ordem de André Mendonça, no TSE, para remover publicações relacionadas à falsa alegação de que Flávio, caso eleito, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Como mostrou a CNN, cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, definir a data do julgamento.

Ao enviar o caso ao colegiado, Dino afirmou que o Supremo deverá discutir, entre outros pontos, os limites para revisão de decisões da Justiça Eleitoral, a atuação individual de ministros do TSE e os poderes das plataformas de internet para retirar conteúdos.

A defesa de Flávio sustenta que essas questões já estão sob análise no processo do Marco Civil e pede que Fux suspenda a decisão de Dino até que o Plenário conclua a discussão nesse recurso.

No domingo (27), Dino havia restabelecido uma publicação do humorista Antonio Tabet e outras postagens removidas com base na decisão de Mendonça.

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Dino envia ao plenário decisão que liberou postagem sobre Nossa Senhora

Dino envia ao plenário decisão que liberou postagem sobre Nossa Senhora |  Blogs | CNN Brasil

O ministro Flávio Dino submeteu à análise do plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) sua ordem judicial que derrubou decisão do ministro André Mendonça de mandar retirar do ar publicações sobre a Nossa Senhora Aparecida.

Agora, cabe ao presidente da Corte, Edson Fachin, marcar uma data para apreciação da matéria. Esta foi a segunda vez em menos de um mês que Dino derruba uma decisão de Mendonça.

A primeira havia sido em setembro, quando o magistrado suspendeu uma ordem do colega pelo afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Desta vez, ao submeter o caso ao plenário, Dino frisou que a decisão do colega foi tomada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que o STF está acima da Corte Eleitoral.

O ministro também afirmou que também é importante o Supremo analisar o tema sob a ótica da atuação individual de integrantes do TSE.

“Torna imperativa a análise sobre o princípio da colegialidade no Tribunal Superior Eleitoral, abrangendo decisões monocráticas de juízes da propaganda e sua submissão a referendo pelo Plenário do citado TSE”, escreveu.

Dino também reforça o argumento de que a decisão de Mendonça pode configurar censura ao debate sobre Nossa Senhora Aparecida ser a Padroeira do Brasil.

“Essa situação é ainda mais grave considerando que 12 de outubro é a data prevista em lei para as homenagens de centenas de milhões de fiéis à Nossa Senhora, o que pode levar à censura em massa, caso persista a insegurança jurídica gerada pela decisão monocrática no âmbito do Egrégio TSE, que delegou largos poderes censórios às empresas de internet”, afirma.

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Papa Leão 14 defende a paz na Europa e faz alerta contra ‘rearmamento’

O papa Leão 14 conclamou nesta segunda-feira (28) a Europa a “sacrificar algumas posições pelo bem maior da paz”, fez um alerta contra a “ilusão do rearmamento” e pediu dignidade nas relações internacionais “cada vez mais bárbaras”.

O pontífice americano-peruano pronunciou em Metz, durante a última etapa de sua viagem à França, um discurso sobre a paz e a Europa, em um cenário em transformação, entre a guerra na Ucrânia, a ascensão da extrema direita europeia e a imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Infelizmente hoje, também na Europa, a guerra reapareceu: um novo ‘massacre inútil’ que a cada dia causa inúmeras vítimas civis”, disse, retomando uma expressão do papa Bento 16.

“É necessário engajar-se em um diálogo paciente, demonstrar coragem na negociação e estar disposto a sacrificar algumas posições pelo bem maior da paz“, acrescentou o papa, cujo pai desembarcou na Normandia durante a Segunda Guerra Mundial.

A escolha de Metz, que foi disputada por França e Alemanha entre o fim do século XIX e a Segunda Guerra Mundial, não aconteceu ao acaso. Nesta região nasceu Robert Schuman (1886-1963), um dos chamados “pais fundadores” da União Europeia (UE) e que teve o processo de beatificação iniciado pelo Vaticano.

Mas o projeto europeu, que nasceu dos escombros de uma Europa devastada, perdeu força nos últimos anos em consequência da crise política aberta com a chegada de migrantes, a saída do Reino Unido e as divergências sobre a atitude que deve ser adotada em relação ao presidente russo, Vladimir Putin.

“Hoje em dia, as relações humanas e entre os Estados tornam-se cada vez mais bárbaras. Menospreza-se o valor da palavra dada; e presume-se antes a mentira e o engano“, ressaltou o pontífice, em uma crítica velada a políticos populistas como seu compatriota Trump.

“A Europa pode pôr fim a esta espiral graças ao respeito pelo outro, que soube cultivar e preservar”, destacou Leão XIV, para quem “o direito internacional e o multilateralismo são o melhor antídoto contra a vontade de dominação”.

O papa também fez um apelo por “integrar como na própria família” migrantes e refugiados. E fez um alerta contra “a ilusão do rearmamento”, no momento em que os países europeus aumentam os gastos militares diante de uma Rússia cada vez mais desafiante.

Antes do discurso do papa, o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu a retomada da “coragem dos pais fundadores” e a não ceder ao “isolamento”, nem ao “retorno dos nacionalismos”, mas poucos de seus pares da União Europeia ouviram o apelo.

O gabinete da presidência francesa informou que os mandatários dos 27 países da UE e das instituições comunitárias foram convidados para o evento com o papa, mas apenas os dirigentes da vizinha Luxemburgo e a presidente da região fronteiriça alemã do Sarre, Anke Rehlinger, marcaram presença.

“Profundo, inteligente e aberto”

Leão 14 também voltará a encontrar a multidão a bordo do papamóvel e celebrará uma última missa, depois que os eventos realizados em Paris e no santuário de Nossa Senhora de Lourdes atraíram 1,3 milhão de fiéis neste país laico, segundo o Vaticano.

Em cada uma de suas aparições entre os fiéis, o sucessor de Francisco no trono de São Pedro se mostrou sorridente e cordial, oferecendo cenas que misturavam aclamações, celulares erguidos, bênçãos a bebês e bandeiras do Vaticano.

A sete meses da eleição presidencial na França, crucial para a UE, o papa também apresentou durante a viagem uma série de mensagens, como a importância de “conviver com dignidade e paz” com os migrantes ou da religião no espaço público.

Sem citar qualquer nome, as críticas visam, em parte, a favorita nas pesquisas, a ultradireitista Marine Le Pen, que propõe um programa de linha dura contra os migrantes e a proibição do uso do véu islâmico no espaço público.

“Obtenha para a França governantes sábios e generosos (…) capazes de enfrentar os desafios e determinados a servir ao bem comum. Que preservem o país em paz no concerto das nações“, pediu Leão 14 no sábado, diante da Virgem de Lourdes.

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Lula quer novo critério de indicação de ministros ao STF e sugere criação de conselho

O presidente e candidato à reeleição pelo PT, Luís Inácio Lula da Silva, em entrevista à Band/Reprodução / Youtube @bandjornalismo

Com as recentes crises do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que quer mudar o critério de indicação dos ministros à Corte e informou que os juízes falam demais. A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, neste domingo (27).

A sugestão de Lula é que haja a criação de um conselho com entidades da área jurídica para avaliar as indicações. Hoje, o critério é a indicação do presidente. “Uma coisa é quando você indica, outra coisa é quando ele coloca a toga, ai vira Deus”, disse. “Isso não pode ser só da vontade do presidente, precisa ter o envolvimento da sociedade civil. Precisa ser indicado por uma comissão de notáveis desse País, entidades sindicais e empresariais“.

O presidente comentou, ainda, sobre o comportamento da instituição em relação a sociedade e que as conversas dentro da Corte devem ser restritas aos ministros – em alusão as últimas sessões transmitidas pela TV Justiça.

“Os ministros falam demais, dão entrevista demais, têm que falar só nos autos do processo. Criaram essa maldita televisão, é até ruim para a sociedade ver as discussões e as brigas lá de dentro”, afirmou.

Em relação aos dados recentes divulgados pela Polícia Federal que detalham a proximidade de Daniel Vorcaro com autoridades, Lula afirmou que os ministros com nomes envolvidos com o banqueiro devem ser investigados.

“Todo mundo que está envolvido tem que ser apurado. Se a gente que reestabelecer a credibilidade da Suprema Corte diante a sociedade, tem que ter uma apuração. É verdade o que o Alexandre de Moraes fez? Tem que apurar”, declarou.

Um relatório da PF listou 51 mensagens de Vorcaro para o ministro Alexandre Moraes em 21 dias. Nas mensagens há pedidos, consultas, cobranças e a “gratidão” de Vorcaro a Moraes. Ainda há registros de reuniões do dono do Banco Master com os ministros André Mendonça e Gilmar Mendes.

“Se me deu uísque, já bebi”

O presidente também comentou as falas do advogado Walfrido Warde que, em janeiro de 2025, afirmou ao banqueiro Daniel Vorcaro, de quem era defensor, ter estado com o presidente e ter enviado um uísque para o petista, que teria agradecido.

“Você nunca foi lobista? O lobista fala ‘bom dia para você’ e ele fala que dormiu com você“, disse Lula.

Ao ser questionado especificamente sobre ter recebido uísque de Warde, o presidente não negou.

“Se me deu uísque, já bebi também. Eu não fico contando quem me dá uísque. Eu ganho muita coisa, lembrança. Não sei se deu. Mas, se deu, já bebi. Pode ficar certo“, disse Lula.

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Situação econômica é principal preocupação de católicos, diz pesquisa

Um levantamento aponta que a situação econômica do país é hoje o principal fator que orienta o voto do eleitorado católico no país. O recorte obtido com exclusividade pela CNN é da última edição da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (28).

O voto católico passou a ser tema central na última semana antes do primeiro turno devido à disseminação de notícia falsa de que o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, avalia retirar o status de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Segundo o recorte da pesquisa, para 32% do eleitorado católico, o debate econômico é o principal fator que orienta seu voto para a disputa presidencial.

Na sequência, o eleitorado religioso aponta dois fatores: rejeição a um candidato e denúncias de corrupção, com 30% cada um.

“O eleitorado católico reflete fielmente a média do comportamento nacional, apresentando um perfil de voto altamente pragmático e pulverizado“, disse à CNN Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.

A pesquisa entrevistou dois mil eleitores entre os dias 25 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.

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Dino usurpa competência do TSE para liberar mentira, diz campanha de Flávio

Dino usurpa competência do TSE para liberar mentira, diz campanha de Flávio  | CNN Brasil

A campanha de Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, afirmou que o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), usurpou a competência da Justiça Eleitoral ao liberar publicações sobre um suposto ataque do candidato à Nossa Senhora Aparecida.

Desde a semana passada, o candidato do PL tem sido alvo de críticas após viralizar nas redes uma noticias falsas dizendo que ele pretende retirar da santa o título de padroeira do Brasil.

Em nota divulgada neste domingo (27), o setor jurídico da campanha criticou que um “órgão estranho à Justiça Eleitoral” — em referência ao STF — tenha derrubado uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre um conteúdo já reconhecido como falso.

“Causa ainda mais perplexidade que a ordem de devolução da mentira ao ambiente informacional venha de autoridade incompetente, que foi escolhida deliberadamente pelos interessados, em requerimento direcionado que não se submeteu à livre distribuição e que foi formulado num processo que tem objeto distinto e que não comporta elastecimento“, escreveu a campanha.

Horas antes do posicionamento, Dino havia cassado uma decisão do ministro André Mendonça, que ordenou a remoção de uma postagem do humorista Antonio Tabet em uma determinação no âmbito do TSE.

A publicação, feita no X, trazia uma imagem de Nossa Senhora Aparecida acompanhada da legenda: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”

O texto fazia referência à fake news de que o senador Flávio Bolsonaro, caso eleito, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Dino também determinou que outras publicações removidas pelo mesmo fundamento fossem restabelecidas: “Notifique-se o Tribunal Superior Eleitoral, bem como dê-se ciência desta decisão às plataformas digitais para restabelecimento da postagem objeto da petição e das demais que tenham sido excluídas pelo mesmo fundamento”.

A campanha de Flávio mencionou exemplos em que a atuação da Justiça Eleitoral não sofreu intervenção, como o caso das vinculações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PCC e o uso de fantoches pelo candidato Romeu Zema (Novo) para se referir aos ministros do STF.

“Soa estranho que justamente no caso desinformativo mais viral e deletério ao contexto eleitoral sobrevenha atuação supressiva de outra instância, com a derrubada no ambiente informativo de mentira flagrante“, trouxe a nota.

Na sexta-feira (25), em ação ajuizada por Flávio no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Mendonça havia concedido uma liminar determinando a remoção imediata da publicação. O ministro também proibiu a republicação do mesmo conteúdo ou de “narrativa equivalente”, sob pena de multa diária de R$ 30 mil, e determinou a indisponibilização em massa das publicações pela plataforma.

Tabet, então, recorreu ao STF alegando que a publicação se limitou a um comentário satírico e político, sem citar nominalmente Flávio Bolsonaro, e que a remoção dele configuraria censura prévia.

Ao analisar o caso, Dino afirmou que intervenções estatais na divulgação de notícias e opiniões devem ser excepcionais. O ministro também citou a necessidade de proteção da liberdade religiosa.

Entenda

O imbróglio relacionado à Nossa Senhora Aparecida começou na noite de 23 de setembro, quando passou a circular nas redes sociais a afirmação de que Flávio Bolsonaro, se eleito presidente, retiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Os conteúdos publicados nas redes sociais utilizaram falas de Flávio Bolsonaro feitas em agosto, em que afirmou que “quando eu for presidente, um dos meus primeiros atos será decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A declaração foi feita em um vídeo em que o presidenciável explicava a ausência no primeiro debate presidencial realizado pela TV Band.

A informação foi desmentida pelo candidato em suas redes sociais nesta quinta-feira (24). Na publicação, o senador garantiu não haver nenhuma possibilidade de existir alguma proposta do tipo. A autoria das postagens foi atribuída pelo senador à “milícia do PT”.

A decisão de Dino também se insere no contexto da divisão do STF. O ministro é um dos aliados mais próximos a Alexandre de Moraes no imbróglio envolvendo a Suprema Corte e o Banco Master. Foi ele o responsável por sugerir uma questão de ordem e pedir a vista que paralisou, por até 90 dias, a análise de uma eventual abertura de investigação contra Moraes em razão das mensagens trocadas com Vorcaro.

Dino também concedeu uma liminar para cassar a decisão de André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, colocando-o de volta no posto.

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Dino escala embate com Mendonça ao anular decisão sobre Nossa Senhora

STF: ministro Flávio Dino 'escala embate' com Mendonça ao anular decisão  sobre Nossa Senhora | Rádio Itatiaia

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), escalou a tensão interna na Suprema Corte ao cassar, pela segunda vez, uma decisão do colega André Mendonça neste domingo (27).

O caso envolve a disputa recente entre Flávio Bolsonaro (PL) e apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em torno de uma fake news que associa o senador e sua família à intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Na última sexta-feira (25), na condição de ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Mendonça determinou que plataformas digitais removessem todas as publicações relacionadas ao conteúdo por considerá-los “notoriamente inverídicos”.

Uma das pessoas afetadas pela medida foi o humorista Antonio Tabet. Em um post no X, ele escreveu: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”.

Após a remoção, Tabet recorreu a um processo já existente no STF, no qual Flávio Dino havia cassado uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná para restabelecer um vídeo sobre a inelegibilidade de Deltan Dallagnol. O humorista pediu a Dino que o resultado daquele caso fosse estendido a ele.

O ministro acolheu o pedido e derrubou a decisão de Mendonça. Para ele, a determinaçaõ do colega produziu censura prévia, o que seria especialmente preocupante durante o período eleitoral, quando é necessária maior cautela com a interferência do Estado na liberdade de expressão e religiosa dos cidadãos.

Dino também afirmou que não era possível concluir que a publicação de Tabet fosse ilegal. Segundo ele, isso exigiria presumir que a expressão “família miliciana”, usada pelo humorista, era uma referência direta a Flávio Bolsonaro.

Competência

Especialistas ouvidos pela CNN divergem sobre de a decisão e Dino é regular ou se representa uma invasão indevida nas competências do TSE.

A doutora em Direito Processual Civil, Rogéria Dotti, afirma que a decisão abre um precedente “perigosissímo”. Ela afirma que a liberdade de expressão não é um direito absoluto e que, havendo uma fake news eleitoral, o TSE é quem deve ter a última palavra.

“O que se teme é uma guerra de liminares em que as Cortes estejam colocadas em lados opostos. As cortes devem trabalhar, como diz a Constituição, em perfeita harmonia. No âmbito eleitoral, quem dá a última palavra é o TSE, e o STF só pode agir se houver, realmente, uma violação a uma garantia fundamental”, disse.

Já o doutor em direito constitucional João Carlos Souto defende que não há “nenhuma perplexidade” na decisão de Dino no que diz respeito a competências de tribunais ou de o Supremo estar “atropelando” o TSE.

“A constituição prevê essa possibilidade. O STF é o tribunal que dá a ultima palavra a respeito do direito no Brasil. […] O ministro Flávio Dino entendeu que a decisão impugnada feria a Constituição no que diz respeto à liberdade de expressão e feria precedentes do Supremo“, afirmou.

Crise no STF

A decisão, porém, ocorre em meio a uma das maiores crises recentes do Supremo, na qual Dino e Mendonça estão em lados opostos. Não é a primeira vez que Dino derruba uma decisão de Mendonça. No início do mês, o ministro determinou a recondução do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao cargo. Ele havia sido afastado das funções por Mendonça um dia antes.

Na ocasião, Dino fez críticas diretas ao colega. Afirmou que o Estado Democrático de Direito não permite aos ministros “impor seus apetites ou vontades segundo o próprio tempo”.

Também classificou a decisão de Mendonça como uma medida sem precedentes, capaz de interromper centenas de investigações urgentes no país, entre elas apurações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, esquemas de corrupção no Judiciário, uso ilícito de precatórios e atuação de organizações criminosas.

Disse ainda que quaisquer “divergências pessoais” que Mendonça tiver com a PF não podem servir de base para que ele utlize a Suprema Corte para benefício próprio.

Mendonça não se manifestou publicamente sobre a decisão. Segundo apurou a CNN, porém, o ministro procurou o presidente do STF, Edson Fachin, para pedir providências. Ele teria alertado Fachin sobre a necessidade de alguma medida diante do que classificou, segundo relatos, como uma decisão “ilegal”.

Antes disso

A crise sem precedentes entre os ministros teve início no primeiro dia de setembro, quando Mendonça, relator dos inquéritos sobre o Banco Master, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha registros de conversas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do banco.

As mensagens indicam que Vorcaro pedia a Moraes que atuasse junto ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Como um contra-ataque, Moraes usou o inquérito das fake news para pedir a Fachin a abertura de uma investigação contra Mendonça por suposto abuso de poder e favorecimento de grupos políticos na condução dos casos relacionados ao Banco Master e às fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Como fundamento, utilizou relatórios de inteligência da Polícia Federal.

Na divisão da Corte, Dino é um dos aliados mais próximos de Alexandre de Moraes e, além de determinar a recondução de Andrei Rodrigues, tomou outras decisões destinadas a atingir o outro lado da disputa.

Uma delas foi a retirada do sigilo de informações envolvendo o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). O material indica que o deputado era procurado para interceder junto ao ministro Kassio Nunes Marques em assuntos de interesse que tramitavam no Supremo.

Dino também determinou o envio a Fachin de provas que, segundo ele, indicariam possível conflito de interesses na atuação de Mendonça em um processo sobre a concessão de cemitérios em São Paulo, no qual empresas de Danel Vorcaro tinham interesse direto.

Além disso, foi Dino quem sugeriu uma questão de ordem e fez o pedido de vista que paralisou, por até 90 dias, a análise de uma eventual abertura de investigação contra Moraes em razão das mensagens trocadas com Vorcaro.

O pano de fundo das discussões é a eleição presidencial de 2026. A ala aliada ao Moraes acusa Mendonça de tentar prejudicá-lo como uma forma de fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Mendonça nega ter qualquer intenção eleitoreira. Diz que sempre agiu de acordo com o regimento da Suprema Corte e comparou decisões em que determinou a quebra de sigilos de investigados ligados a diferentes grupos políticos para sustentar que adotou o mesmo tratamento nos dois casos. Segundo o ministro, a ala aliada a Moraes distorce fatos e tenta atribuir a ele condutas falsas como uma manobra de intimidação.

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Kassio deve levar a Fachin críticas a “TSE paralelo” de Gilmar e Dino

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, pretende levar ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, críticas ao que tem dito, nos bastidores, considerar um “TSE paralelo”.

Pelo formato criticado, ministros do STF têm assinado decisões monocráticas de cunho eleitoral, atravessando a competência do TSE.

Dois casos se enquadrariam nesse contexto e são considerados exemplares: a decisão do ministro Gilmar Mendes de utilizar uma ação arquivada para validar o reajuste do Bolsa Família concedido por Lula e a decisão deste domingo de Flávio Dino de cassar a determinação de André Mendonça no TSE, que havia mandado derrubar publicações com a fake news de que Flávio Bolsonaro retiraria o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.

Um terceiro caso, ainda sem decisão, também deverá ser apresentado a Fachin: a estratégia do PT de pedir a Dino que analise a possibilidade de interferência estrangeira nas eleições.

A reunião entre Kassio e Fachin já estava prevista, mas ganhou contornos eleitorais após a série de decisões. O presidente do TSE deverá apontar a Fachin que há uma manobra de ministros do STF para ignorar o TSE e tomar decisões monocráticas para beneficiar a campanha à reeleição de Lula.

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Real Time: em PE, João Campos tem 45% e Raquel Lyra, 43% no 1º turno

Na disputa pelo governo de Pernambuco, João Campos (PSB) apresenta 45% das intenções de voto do eleitorado e Raquel Lyra (PSD), 43% no 1º turno, de acordo com pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (28).

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário no estado é de empate técnico.

Em seguida, vêm Ivan Moraes (PSOL) e Renan (Missão), ambos com 2%. Guilherme Fonseca (PSTU), Professora Camila (UP) e Victor Assis (PCO) somam, juntos, 1%. Eles estão agrupados no gráfico na categoria “outros”.

Votos brancos e nulos somam 4% e não sabe ou não respondeu, 3%.

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores de Pernambuco, entre os dias 23 e 26 de setembro, por meio de entrevista por telefone e recrutamento digital. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo PE-06087/2026.

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CNBB rebate Flávio Bolsonaro após acusação sobre fake news

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, neste domingo (27), uma nota de esclarecimento após o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmar que integrantes da entidade teriam ajudado a disseminar a informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Durante entrevista em Goiânia, Flávio afirmou que o PT estaria tentando ampliar a informação nas redes sociais e declarou que isso teria ocorrido com a ajuda de “gente dentro da CNBB”. O candidato não apresentou provas para sustentar a acusação. 

Em resposta, a CNBB afirmou que “não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao atual processo eleitoral”. A Conferência também declarou que repudia a produção e utilização de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem possam beneficiar ou prejudicar.

A entidade ressaltou ainda que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura. Segundo a nota, as manifestações da CNBB sobre as eleições decorrem de sua missão pastoral e de princípios públicos presentes em seus documentos.

Ao responder diretamente à acusação feita por Flávio, a Conferência afirmou que atribuir à instituição participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem a afirmação, atinge injustamente a entidade.

“A mentira não se combate com outra mentira”, diz trecho da nota. A CNBB encerrou o comunicado reafirmando seu compromisso com “a verdade, o diálogo e a paz”.

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Flávio Bolsonaro acusa integrantes da CNBB de espalhar ‘fake news’

Senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) acusou, neste domingo (27/9), integrantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de terem ajudado a disseminar a informação falsa de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A declaração eleva a temperatura do embate entre o candidato e setores da Igreja Católica a uma semana do primeiro turno.

Sem apresentar provas, Flávio afirmou que o PT já trabalhava havia dias para fazer a informação ganhar força nas redes sociais e que teria conseguido impulsioná-la com auxílio de pessoas ligadas à entidade que representa o episcopado católico brasileiro.

“O PT, eu sei, hoje já estava há alguns dias tentando levantar essa fake news, conseguiu com a ajuda de gente dentro da CNBB, infelizmente, essa realidade”, afirmou o candidato durante entrevista em Goiânia.

Flávio classificou o episódio envolvendo Nossa Senhora Aparecida como “a maior fake news dessa campanha”. Não há, de fato, proposta apresentada pelo candidato para retirar da santa o título de Padroeira do Brasil. O projeto que previa uma alteração semelhante foi apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli e acabou arquivado pela Câmara no ano seguinte.

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