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Nunes Marques autoriza a exibição do discurso de Lula de 7 de Setembro

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, autorizou nesta sexta-feira (4) a divulgação do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de 7 de setembro. A peça audiovisual tem 3 minutos e 43 segundo e fala sobre a celebração da independência do Brasil.

No conteúdo, o petista também voltará a defender a soberania nacional. Ele também afirma que o povo brasileiro “não é, e não será colônia de ninguém”.

A veiculação do conteúdo é tradicional no 7 de setembro. Lula fez em todos os anos do mandato um pronunciamento em cadeia nacional de rede e televisão. Neste ano, a equipe do presidente tinha a preocupação de divulgar uma mensagem pública em meio a campanha eleitoral e, por isso, fez o pedido.

O seu antecessor, Jair Bolsonaro (PL), realizou manifestações em todos os anos de governo. Em 2022, o ex-mandatário usou o 7 de setembro para realizar o que o TSE entendeu como ato de campanha na Esplanada dos Ministérios em uma manifestação que ficou marcada pelo uso do termo “imbrochável”.

Por conta desse ato, Bolsonaro foi condenado e se tornou inelegível pela Justiça Eleitoral acusado de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação por supostamente terem beneficiado suas candidaturas com a participação nos eventos oficiais do bicentenário da Independência. As solenidades foram feitas em Brasília e no Rio de Janeiro, custeados com dinheiro público e transmitidas pela TV Brasil.

Nos eventos, Bolsonaro participou de atos de campanha que haviam sido montados de forma próxima e paralela aos eventos oficiais.

As ações foram movidas pelo PDT e pela senadora e então candidata a presidente Soraya Thronicke (Podemos), que argumentaram ter havido desvirtuamento na finalidade dos eventos do 7 de Setembro e uso do aparato do evento oficial para beneficiar ato de campanha.

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Em busca de pena menor, Vorcaro avalia confessar crimes se delação não sair

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro avalia a possibilidade de confessar seus crimes caso não prospere a terceira tentativa de colaboração premiada.

A delação segue como prioridade da defesa porque garante acertar previamente quais serão as obrigações e os benefícios do investigado.

Entretanto, após duas tentativas frustradas de acordo, há certo desânimo por parte do ex-dono do Banco Master e de seus advogados, segundo relatos feitos à CNN.

Eles avaliam que as cúpulas da Polícia Federal e da PGR (Procuradoria Geral da República) não demonstram disposição de fechar acordo com Vorcaro.

Nesse cenário, ele cogita a possibilidade de confessar seus crimes, no curso das investigações ou do processo penal, ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal), ministro André Mendonça.

Dessa forma, ele seria julgado, condenado, mas obteria o benefício do atenuante da pena.

Mesmo sendo menos favorável, Vorcaro avalia que a essa altura não tem “mais nada a perder”, conforme disse a interlocutores.

O ex-banqueiro está preso há mais de seis meses. O pai dele, Henrique Vorcaro, também está preso preventivamente há quase quatro meses.

Conforme noticiou o analista Elijonas Maia, o ex-dono do Master disse que tem “passado um terror” desde que o banco foi liquidado, em novembro do ano passado, mesma época em que foi preso preventivamente pela primeira vez.

“Eu tenho passado um terror, passado por algo desumano, mas ainda tenho esperança e confiança que a verdade ainda vai aparecer”, disse à PF (Polícia Federal) na última sexta-feira (28). O vídeo da oitiva foi obtido pela CNN.

Vorcaro detalhou a situação financeira do Master e disse que estava “resolvendo” essa questão. Ele afirmou ter apresentado “várias soluções”, mas foi surpreendido.

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Fachin busca consenso para mudar relatorias de Banco Master e INSS

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, busca um consenso interno para alterar as relatorias dos inquéritos do Banco Master e do INSS como saída para a crise institucional.

Para isso, o magistrado busca criar um movimento na Suprema Corte para convencer o ministro André Mendonça a abrir mão das relatorias, como Dias Toffoli fez sobre o Banco Master.

A ideia é que o próprio Fachin assumisse a relatoria dos dois inquéritos para evitar uma nova crise institucional em um eventual sorteio.

Em outra frente, Fachin também pretende encerrar o inquérito das Fake News. Como a investigação foi instaurada pela presidência da Suprema Corte, ele teria competência para determinar seu encerramento.

As trocas nas relatorias dependeriam ainda de respaldo do plenário. E, neste momento, Mendonça resiste a abrir mão da relatoria das investigações.

Segundo relatos feitos à CNN, Fachin sondou colegas sobre essa possibilidade e nenhum dos dois grupos, nem o mais ligado a Moraes nem o mais próximo de Mendonça, considerou positiva a promoção dessas mudanças.

No entanto, a avaliação feita por Fachin, segundo fontes ouvidas pela CNN, é de que ambos os lados vão ter que ceder na construção de uma saída para a crise institucional.

E a retirada dos poderes dos dois oponentes poderia não ser a solução ideal, mas a possível diante de um tribunal rachado.

O presidente do STF também trabalha para que, caso se forme uma maioria por investigação contra um dos dois ministros, seja ele próprio o responsável por conduzir as apurações.

A retirada de Mendonça das relatorias do Banco Master e do INSs contemplaria o pleito do grupo de Moraes, que avalia que o ministro perdeu as condições de se manter à frente do caso.

Ao mesmo tempo, a leitura é de que o fim do inquérito das Fake News poderia ser positiva para a imagem publica da Suprema Corte.

Assim, aumentaria a chance de uma solução acordada para o impasse e cresceria a chance de não ser aberto inquérito contra nenhum dos dois ministros.

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Sob crise no STF, Mendonça agradece apoio de fieis de igreja onde é pastor

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça agradeceu o apoio dos fiéis da igreja onde é pastor em meio à crise que enfrenta na Corte.

“Meus irmãos e minhas irmãs, minha palavra se dirige a vocês essencialmente para agradecer tantas mensagens de oração e de carinho. Estejam certos que suas preces a Deus têm sido fundamentais para me sustentar e sustentar a minha família”, disse o ministro, que atua como pastor auxiliar na Igreja Presbiteriana de Pinheiros.

“Eu louvo a Deus por sua vida, grato pela generosidade e solidariedade que tenho recebido. Que Deus os abençoe e que Deus abençoe o nosso país”, prosseguiu.

Nesta semana, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) contendo mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Os textos indicam que Vorcaro pedia ao magistrado que atuasse com o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para conter o avanço das investigações sobre o banco.

Posteriormente, Moraes reagiu e usou o chamado inquérito das Fake News para acusar Mendonça de crimes. O magistrado também pede ao presidente da Corte, Edson Fachin, que abra ação contra o colega.

Moraes enumera suspeitas contra Mendonça por usurpação da direção das investigações, condução irregular das tratativas de delação premiada e direcionamento de investigação contra o magistrado.

As suspeitas têm como base relatórios de inteligência da Polícia Federal sobre a atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas ao INSS, e Compliance Zero, ligada ao Banco Master.

Nesta sexta-feira (4), Fachin determinou que as apurações sobre Mendonça, pedidas por Moraes, saiam do inquérito das fake news e sejam incluídas em outro procedimento de sua relatoria.

O chefe da Corte reuniu no mesmo processo as acusações de ambos os lados, ou seja, estão nos autos da mesma ação as decisões de Mendonça contra Moraes.

Diferentemente dos inquéritos das Fake News e do Banco Master, onde estão os relatórios dos dois lados, esse novo proceso sob relatoria de Fachin não está sob sigilo.

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Luciano Torres participa de avanço histórico para o CIMPAJEÚ e amplia oportunidades para produtores da região

O presidente do CIMPAJEÚ e prefeito de Ingazeira, Luciano Torres, participou de um importante momento para o desenvolvimento da produção agropecuária dos municípios consorciados. Ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, Luciano assinou o Termo de Intenção para a integração do SIM Consorciado ao ConSIM.

A iniciativa representa um avanço significativo para os produtores da região, especialmente para aqueles que trabalham com a produção e comercialização de alimentos de origem animal.

Com a integração ao ConSIM, produtos que já são inspecionados pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) poderão avançar em direção ao Selo SISBI, ampliando as possibilidades de comercialização e permitindo que os produtos alcancem novos mercados.

Para Luciano Torres, a medida fortalece o trabalho desenvolvido pelo CIMPAJEÚ e cria novas perspectivas para quem produz nos municípios integrantes do consórcio.

Na prática, a conquista significa mais oportunidades, geração de renda e fortalecimento da agricultura e da pecuária regional, contribuindo para que pequenos e médios produtores tenham melhores condições de comercializar seus produtos para além dos limites de seus municípios.

O momento de hoje 4 de setembto foi celebrado como um passo histórico para o CIMPAJEÚ e para os municípios consorciados, reforçando a importância da união entre os municípios na busca por desenvolvimento e novas oportunidades para a população.

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João Campos reafirma proposta de zerar IPVA para motoristas de aplicativo em Pernambuco

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), reafirmou nesta sexta-feira (4) a proposta de zerar o IPVA para motoristas de aplicativo que utilizam carros como instrumento de trabalho. O compromisso foi apresentado durante encontro com representantes da categoria.

Além da questão tributária, os profissionais apresentaram reivindicações relacionadas à segurança, criação de pontos de apoio, infraestrutura e adoção de soluções tecnológicas para facilitar o trabalho dos motoristas.

Durante o encontro, João defendeu que as propostas de governo sejam construídas a partir do diálogo com as categorias profissionais.

“Eu acho que o governante tem que saber ouvir mais. Eu me dedico muito a poder ouvir. Tudo isso que eu escuto, a gente registra e eu vou fazer como governador”, afirmou.

O candidato disse que algumas das demandas apresentadas podem exigir investimentos menores quando comparados ao impacto financeiro da isenção do IPVA.

“Eu fiz a conta mais difícil, que é dos R$ 60 milhões de IPVA, e eles trouxeram uma demanda que talvez com R$ 500 mil você coloque de pé uma solução que eles querem também. Se eu não tivesse parado para ouvir, eu não saberia disso”, declarou.

IPVA zero

Segundo a campanha de João Campos, a proposta de isenção do IPVA poderá beneficiar cerca de 45 mil motoristas de aplicativo em Pernambuco.

João argumenta que a medida reduziria os custos de quem utiliza o veículo para trabalhar e teria impacto direto na renda desses profissionais.

“Quando a gente garante uma parcela a menos de despesa, isso ajuda na renda de quem está trabalhando. O dinheiro que deixa de ser gasto com o imposto pode ser usado para a renda da família”, afirmou.

O candidato informou ainda que as reivindicações apresentadas pelos motoristas serão consideradas na elaboração do seu plano de governo.

Nas últimas semanas, João Campos tem realizado encontros com representantes de diferentes setores profissionais e econômicos, incluindo comércio, construção civil, tecnologia, energia e odontologia.

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Prefeitura inicia preparação para instalação de rotatória na Rua Henrique Dias, em Afogados

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira iniciou, na manhã desta sexta-feira (4), os trabalhos de preparação para a instalação de uma rotatória no final da Rua Henrique Dias, nas proximidades da Praça de Alimentação.

A intervenção busca reorganizar o fluxo de veículos em um dos pontos que registra retenções no trânsito, principalmente nos dias de feira livre.

Nesta primeira etapa, a Secretaria Municipal de Infraestrutura realizou a preparação asfáltica da área onde será implantada a rotatória.

A próxima fase ficará sob responsabilidade da Secretaria de Transportes e Trânsito, que fará a instalação dos tachões que irão delimitar a rotatória, além da implantação da sinalização específica no trecho.

Segundo a Prefeitura, a expectativa é de que a nova configuração contribua para disciplinar a circulação de veículos e proporcionar maior fluidez ao trânsito na região.

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Prefeitura de Afogados entrega novos fardamentos a bandas marciais das escolas municipais

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira entregou novos fardamentos às bandas marciais das escolas municipais Ana Melo, Dom Mota, Francisca Lira e Geraldo Cipriano. O investimento foi de quase R$ 200 mil.

A entrega foi realizada pelo prefeito Sandrinho Palmeira e pelo vice-prefeito Daniel Valadares, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, e reuniu músicos, professores, gestores escolares e estudantes integrantes das bandas.

Segundo a Prefeitura, foram adquiridos calças, blusões, quepes e botas para as bandas das quatro unidades de ensino. A banda da Escola Gizelda Simões já havia recebido novo fardamento no ano passado.

Durante a solenidade, Sandrinho Palmeira destacou a importância das bandas marciais para a formação dos estudantes e ressaltou que os novos uniformes já serão utilizados no desfile cívico de 7 de Setembro, na Avenida Rio Branco.

“Essa parece uma ação simples, mas ouvimos relatos de professores sobre como a música ajuda no aprendizado das crianças e adolescentes, na disciplina e na melhoria do convívio dentro do ambiente escolar. Sem contar na melhora da autoestima durante as apresentações. Esse ano já veremos esses novos fardamentos na Avenida Rio Branco, durante o desfile de Sete de Setembro”, afirmou o prefeito.

A secretária municipal de Educação, Wivianne Fonseca, informou ainda que já foi providenciada a licitação para a compra de instrumentos musicais destinados à criação da banda marcial da Escola Padre Carlos Cottart.

Futmesa

Na mesma solenidade, o prefeito também entregou bolas e uma mesa oficial para a prática do futmesa, modalidade esportiva que vem ampliando o número de praticantes no país.

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PF diz que Mendonça pode ter atuado para libertar criminosos do 8 de Janeiro

A Polícia Federal levantou a hipótese de que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter atuado para alterar a correlação de forças dentro da Corte e criar condições para uma anistia capaz de beneficiar criminosos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e na tentativa de golpe de Estado.

A avaliação aparece nos relatórios de inteligência da PF que vieram à tona após o ministro Alexandre de Moraes requisitar à corporação documentos que mencionassem integrantes do Supremo. Nesta quinta-feira (3), Moraes tornou o material público e o encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, ao apontar indícios contra Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Em um dos trechos mais politicamente sensíveis dos documentos, a inteligência da PF relaciona movimentos atribuídos a Mendonça a uma possível estratégia de “recomposição de forças” no Supremo.

Segundo o relatório, a hipótese considerada mais provável naquele estágio era de que esses movimentos integrassem uma estratégia mais ampla do ministro para aumentar sua influência na Corte e as chances de prevalecerem as posições do grupo político ao qual ele estaria ligado.

A PF afirma que isso ocorreria “provavelmente considerando o aumento das chances de que uma anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado acabe sendo avalizada no Tribunal”.

O documento chega a organizar em etapas o raciocínio dos analistas. Uma delas sustenta que o resultado pretendido poderia incluir a “recomposição de forças no Tribunal”. Na etapa seguinte, a PF registra expressamente a hipótese de que “a recomposição visa viabilizar anistia dos crimes de 8 de janeiro”.

A própria Polícia Federal, entretanto, faz uma ressalva importante. Essa conclusão é descrita no relatório como um juízo “integralmente inferencial” sobre a intenção estratégica de Mendonça.

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Lula pede investigação “doa a quem doer” e reformas profundas no Judiciário

Lula falando em microfone

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nesta quinta-feira (3) em que pede investigações “doa a quem doer” e “reformas profundas” no Poder Judiciário. O posicionamento acontece após revelações sobre Alexandre de Moraes, mas não tem menção ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

A democracia precisa de instituições fortes e respeitadas. Fica claro que nosso sistema político e Judiciário precisa de reformas profundas. É fundamental que se investigue todo mundo sem blindagem de ninguém doa a quem doer”, disse Lula, sem citar Moraes.

A campanha de Lula admite impactos das revelações envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao pleito eleitoral, podendo reforçar narrativas da direita contra a corte e impulsionar adversários.

O petista também pede que o STF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) liderem um processo para “garantir a integridade e confiança nas investigações”. O presidente voltou a reclamar de “vazamentos seletivos” em inquéritos.

No vídeo gravado no Palácio do Planalto, Lula ainda afirma que é chegada a hora para que as pessoas que atuam na vida pública honrem seu dever de ofício e coloquem o compromisso público acima de qualquer interesse individual”.

O escândalo do Banco Master é o maior roubo da história do Brasil. O banqueiro líder do esquema tem relações com muita gente poderosa. E foi no meu governo que ele foi preso e o banco fechado. Há suspeita de políticos e agentes públicos envolvidos”, afirmou.

O entorno do petista o aconselhou a manter distância do episódio em um primeiro momento. Estes aliados, no entanto, recalcaram a rota. Na quarta-feira (2), o coordenador-geral da campanha de Lula, Edinho Silva, publicou vídeo em que pedia reformas, incluindo um código de ética para o Judiciário.

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Em PE, Raquel promete ampliar UPE e João Campos quer zerar contas de água

Os candidatos ao governo de Pernambuco Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) apresentaram novas propostas para o estado durante agendas nesta quinta-feira (3). Em encontro na UPE (Universidade de Pernambuco), a atual governadora prometeu implantar restaurantes universitários e avançar na reestruturação das carreiras da instituição. Já em São Lourenço da Mata, o ex-prefeito de Recife reafirmou seu comprometimento com o programa “Sem Água, Sem Conta” e prometeu um novo espaço público no município.

Durante o encontro na UPE, Raquel afirmou que pretende avançar, em um eventual segundo mandato, na reestruturação dos planos de cargos, carreiras e vencimentos dos servidores da universidade. Entre os compromissos assumidos está a estruturação da carreira para possibilitar o acesso ao cargo de professor titular.

A governadora estava acompanhada da vice-governadora Priscila Krause (PSD) e do candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD).

Ao tratar das reivindicações dos servidores da UPE, Raquel fez um balanço das negociações realizadas pelo governo com as diferentes categorias de servidores públicos do Estado. Segundo a candidata, foram realizadas mais de 200 reuniões em mesas de negociação durante a atual gestão. Ela afirmou que o governo encontrou espaço fiscal para ofertar 20% de reajuste ao longo de três anos, citando, entre as categorias contempladas pela proposta, médicos, técnicos, enfermeiros e procuradores do Estado.

A responsabilidade de quem concede um reajuste é garantir o seu pagamento”, afirmou.

Sobre a carreira de professor titular, a candidata se comprometeu a fazer a estruturação, caso seja reeleita, mas não estabeleceu prazo. Segundo ela, a medida deverá ser discutida com a universidade, considerando os impactos e as prioridades do planejamento.

Outra promessa foi a implantação de restaurantes universitários. Ela afirmou que já determinou a elaboração dos projetos e que, devido à estrutura multicampi da UPE, a solução deverá ser adaptada à realidade de cada unidade.

“Eu demandei à secretária que fizesse esses projetos dos restaurantes universitários. Onde couber, constrói um restaurante, faz ele modulado, coloca de acordo com a demanda de cada um dos lugares. Quando não puder de jeito nenhum, vamos dar um auxílio-alimentação para os estudantes que precisam”, afirmou.

João reforça programa para zerar conta de água

Em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, João Campos participou de uma reunião com integrantes da Associação Amigos de Várzea Fria. A irregularidade no abastecimento de água foi uma das principais demandas apresentadas pelos moradores. O candidato voltou a apresentar propostas para ampliar o acesso a água no estado, como 94 obras de infraestrutura hídrica.

A gente está aqui em São Lourenço conversando com um grupo de mulheres nessa associação sobre a principal demanda, que é a falta de água. Aqui passa 30 dias sem chegar a água, passa períodos onde não chega nem água, mas chega a conta“, afirmou.

Segundo João, o programa “Sem Água, Sem Conta” será lançado a partir do próximo ano, caso seja eleito, e prevê zerar a cobrança de consumidores inscritos na Tarifa Social que estejam submetidos a rodízio e não recebam água. Ele também falou sobre a ampliação de espaços públicos de lazer, observando que moradores de São Lourenço da Mata relatam se deslocar até Recife para frequentar os parques da Tamarineira e Eduardo Campos.

É um compromisso que eu firmo com o povo de São Lourenço de aqui também fazer, ao lado da Prefeitura, um espaço público novo, moderno, pras crianças brincarem”, disse.

Após o encontro, João participou, no início da noite, de uma carreata. A mobilização partiu do Engenho do Meio e percorreu também os bairros do Torrões e do Prado, na Zona Oeste do Recife. Participaram do ato o candidato a vice-governador, Carlos Costa, o candidato à reeleição ao Senado Humberto Costa, a candidata ao Senado Marília Arraes, além de candidatos a deputado e lideranças políticas.

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Vorcaro reconhece “erros” no processo do Master e diz à PF querer delação

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Banco Master, afirmou em depoimento à Polícia Federal que houveram “diversos erros” no desenrolar do Caso Master, e disse querer abordá-los “de maneira ampla” em delação. A fala foi feita na última sexta-feira (28), de dentro da Papudinha, no âmbito da investigação que apura pagamento de propina de Vorcaro aos então diretores de fiscalização e supervisão bancária do BC (Banco Central).

Houveram diversos erros, inclusive eu estava disposto a abrir de maneira ampla eles dentro de um processo de colaboração que eu pretendia fazer e que acabou não sendo aceito aí pela casa da Polícia Federal, mas essa questão específica do Banco BRB, essa questão específica da liquidação, ela precisa ser esclarecida, a verdade vai aparecer“, disse Vorcaro.

O Banco Master foi liquidado pelo BC em novembro de 2025, após uma série de irregularidades financeiras que culminaram na prisão de Daniel Vorcaro no Aeroporto de Internacional de Guarulhos, quando viajaria para Dubai para fechar negócios. Os investigadores da PF concluíram que a viagem do ex-banqueiro poderia ser uma tentativa de fuga.

O ex-banqueiro ainda afirmou que poderia abordar temas não investigados em novos depoimentos. “É por isso que desde o começo isso estava em uma postura de contribuição e contributiva aí para poder tratar e revelar inclusive temas que não estão como pauta hoje de investigação“, disse.

Na declaração, Vorcaro admitiu que recebeu “algumas vezes” os servidores do BC Belline Santana e Paulo Sérgio Neves em sua casa, para tratar da instabilidade do Master e do processo de fusão com o BRB (Banco Regional de Brasília).

Após quatro horas de oitiva, o ex-banqueiro informou que as reuniões aconteciam nas residências de Brasília e São Paulo. A PF destacou que pode pedir um novo depoimento à Vorcaro, mas ainda não existe previsão.

A CNN entrou em contato com o Banco Central para uma manifestação sobre as falas de Vorcaro e não teve retorno. O espaço segue aberto.

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Nunes Maques diz que a Justiça não possui preferência por candidaturas

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Kássio Nunes Marques, afirmou nesta sexta-feira (4) que a Justiça não possui “preferência por candidaturas”. A fala ocorreu em evento da Corte que concluiu a lacração dos sistemas eleitorais que serão utilizados nas Eleições de 2026.

A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia, nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, disse Nunes Marques.

No discurso, o ministro também afirmou que “confiança se constrói com compromissos coletivos”.

A declaração ocorre em meio a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) após o ministro o André Mendonça quebrar o sigilo de um relatório da PF (Polícia Federal) que mostra as trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master.

Em retaliação, Moraes usou o inquérito das Fake News para acusar o Mendonça de crimes e pedir ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de um processo contra o colega.

Pouco depois, Fachin deu um prazo de cinco dias úteis para que Moraes, Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se posicionem sobre o caso.

O presidente da Corte também determinou nesta sexta que as apurações sobre o ministro André Mendonça, pedidas por Alexandre de Moraes, saiam do inquérito das fake news e sejam incluídas em outro procedimento aberto pelo próprio Fachin.

Como a CNN mostrou, o voto de Nunes Maques sobre a abertura de investigação contra Moraes é visto como uma incógnita nos cálculos de Mendonça.

A decisão sobre a realização de um julgamento contra Moraes ainda não foi tomada por Fachin, mas Mendonça, que solicitou a análise do caso, já faz contas sobre como ficaria o placar do tema no plenário.

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“Tenho passado um terror, algo desumano”, diz Vorcaro à PF

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro disse que “tem passado um terror” desde que o Banco Master foi liquidado, em novembro do ano passado, mesma época em que foi preso preventivamente pela primeira vez.

Eu tenho passado um terror, passado por algo desumano, mas ainda tenho esperança e confiança que a verdade ainda vai aparecer”, disse à PF (Polícia Federal) na última sexta-feira (28). O vídeo da oitiva foi obtido pela CNN.

Vorcaro detalhou a situação financeira do Master e disse que estava “resolvendo” essa questão. Ele afirmou ter apresentado “várias soluções”, mas foi surpreendido pela liquidação extrajudicial da instituição.

Houveram [sic] erros no desenrolar do Banco Master? Houveram [sic]. Mas essa questão específica do BRB e da liquidação ela precisa ser esclarecida. A verdade vai aparecer”, declarou.

No momento da minha prisão eu descobri que minha solução não seria nem apreciada e que o banco seria liquidado”, disse.

O ex-banqueiro foi preso na noite de 17 de novembro, no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, quando iria embarcar ao Oriente Médio. A defesa, à época, disse que ele ia encontrar investidores para o Master. A PF aponta suspeita de fuga.

Na manhã do dia seguinte, o Master foi liquidado pelo Banco Central e a PF colocou nas ruas a primeira fase da Operação Compliance Zero.

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Fachin retira do inquérito das fake news pedido de Moraes para investigar Mendonça

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, retirou do âmbito do inquérito das fake news o pedido do ministro Alexandre de Moraes para abrir um processo contra o também ministro da Corte, André Mendonça.

Na decisão, Fachin determinou que a Procuradoria-Geral da República e o ministro André Mendonça se manifestem, no prazo de até cinco dias, sobre o pedido de Moraes, e transferiu os casos para a Presidência da Corte.

Com isso, os dois inquéritos que envolvem Moraes e Mendonça passam para condução da Presidência, chefiada por Fachin. São eles:

  • No início da semana, Mendonça retirou o sigilo do relatório da Polícia Federal (PF), feito por sua determinação, que expôs mensagens e contatos entre Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e pediu que a Corte dê prosseguimento à investigação;
  • Em outra frente, Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça, após um documento da PF, sem caráter probatório, indicar que houve assimetria em ações do ministro contra políticos no âmbito do caso Master.

O pedido de Moraes havia sido feito no âmbito do inquérito das fake news, do qual o ministro é relator. No entanto, como os dois ministros pediram que o presidente da Corte tome providências sobre os fatos apresentados, os dois casos passaram a ser responsabilidade de Fachin.

Isso significa que é o ministro Fachin quem vai definir os procedimentos que devem ser adotados. Por exemplo, se os casos serão, de fato, levados ao plenário como pedido dos ministros; e qual vai ser o rito para essas análises.

No início da semana, Fachin já havia pedido que os ministros do tribunal André Mendonça e Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, se manifestassem em até 5 dias úteis sobre os acontecimentos recentes no Supremo, envolvendo o caso Master.

A decisão de Fachin foi tomada após Mendonça retirar, na terça-feira (1º), o sigilo de um relatório da Polícia Federal que expõe mensagens e contatos entre o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o ministro Alexandre de Moraes.

Moraes, Andrei e Gonet foram citados por Daniel Vorcaro em mensagens obtidas pela Polícia Federal no celular do banqueiro.

Mendonça sugeriu na mesma decisão que os elementos constantes dos relatórios da PF sobre o caso fossem avaliados pelo plenário da Corte.

Após a divulgação das informações, Mendonça pediu que a PGR se manifestasse sobre o tema. O procurador Paulo Gonet – mencionado nos relatórios publicizados por Mendonça – afirmou que a investigação é nula e não poderia ter sido feita sem um pedido do Ministério Público ou da própria PF.

Moraes pediu investigação

O ministro Alexandre de Moraes, por sua vez, encaminhou na noite dessa quinta-feira (3) ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, um pedido de investigação contra o Mendonça.

Na petição, Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.

Moraes afirmou que Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações, conduzido irregularmente tratativas de eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos”, a investigação de determinados alvos, e cita seu próprio nome, e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Moraes citou a Constituição Federal e o regimento do STF, que afirmam ser de competência de órgão colegiado analisar a possível prática de crime comum por parte de magistrados.

Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.

– Esta reportagem está em atualização.

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