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Prefeitura de Afogados participa de seminário internacional de segurança no trânsito em Brasília

Representantes da Prefeitura de Afogados da Ingazeira participam, em Brasília, do 5º Seminário Internacional de Segurança no Trânsito, promovido pelo Ministério dos Transportes. O evento integra a programação de abertura da Semana Nacional de Trânsito.

O seminário reúne gestores e agentes de trânsito, representantes de órgãos de trânsito de diferentes regiões do país, Polícias Militares, Polícias Rodoviárias e Conselhos Estaduais de Trânsito.

Com o tema “Investigação preventiva de sinistro de trânsito”, o encontro discute estratégias para reduzir a ocorrência de sinistros e o número de mortes no trânsito. Durante a programação, são apresentadas experiências e iniciativas desenvolvidas no Brasil e em outros países na área de segurança viária.

O Ministério dos Transportes também apresentou o Centro Nacional de Estudos de Sinistros de Trânsito, iniciativa voltada à análise do comportamento de condutores e ao estudo de casos de sinistros graves e de grande repercussão. Os dados e análises deverão subsidiar a elaboração de políticas públicas de segurança viária.

Afogados da Ingazeira está representada pela secretária municipal de Transportes e Trânsito, Flaviana Rosa, e pelos agentes de trânsito Geraldo Farias e Sidney Santos.

Segundo a Prefeitura, a participação tem como objetivo conhecer experiências na área de segurança viária e identificar iniciativas que possam ser aplicadas no município.

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Lula diz que André Mendonça usa cargo no STF para “fazer política”

Presidente Lula durante entrevista/Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em entrevista para a Radio Itatiaia que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça está utilizando o cargo na Corte para “fazer política”.

“O André Mendonça estava utilizando o cargo dele de relator para fazer política, está provado. Estava fazendo denúncia seletiva, divulgando apenas aquilo que interessava para ele“, declarou o presidente.

Ao mesmo tempo em que declarou que o ministro do STF Alexandre de Moraes deve “pagar”, caso tenha cometido irregularidades envolvendo o contrato milionário do Banco Master com o escritório de advocacia da esposa, Viviane Barci de Moraes, Lula declarou que o magistrado sofre oposição do bolsonarismo por ter “defendido a democracia” durante as eleições de 2022 e o julgamento de tentativa de golpe de Estado.

A briga da família Bolsonaro com o Alexandre de Moraes não é por causa do Banco Master, é pela prisão da família. É por causa do comportamento do Alexandre de Moraes que foi correto em defender a democracia desse País. Se o Alexandre de Moraes cometeu um erro no contrato, é uma decisão da Suprema Corte e ele terá que pagar“, disse Lula.

Sobre a crise no Supremo, em que a Corte julga as condutas de Moraes e Mendonça, dividindo duas alas e paralisando o tribunal, Lula disse não acreditar que esse seja o único fator determinante para mudar os rumos da eleição presidencial.

Se quiser fazer justiça na votação, tem que colocar todo mundo no mesmo dia. Vamos saber se telefonema é verdade, se (Luiz) Fux está envolvido, se (André) Mendonça está envolvido, se o presidente do TSE (Kassio Nunes Marques) está envolvido. O que não pode é julgar uma pessoa antes das eleições e o restante depois. Todo mundo já tem material, é só tornar público”, declarou.

Pela primeira vez, Lula defendeu publicamente a junção das ações que julgam as condutas de Mendonça e Moraes. O STF está dividido sobre o tema, com o julgamento de uma questão de ordem sobre a união, proposta pelo decano Gilmar Mendes, dividindo a Corte em 4×3 a favor de uma separação, além de um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que deve empatar o placar.

O presidente voltou a defender uma reforma do Judiciário, afirmando que ministros do Supremo não podem querer ser ricos e estipulando a ideia de um mandato para os magistrados. “Tem que servir à sociedade e não se servir do cargo“, afirmou. Lula disse também que a Corte precisa ser respeitada pela opinião pública, pois, caso contrário, não conseguirá passar a imagem de “guardiã da população”.

Participação na Assembleia da ONU

Lula declarou, durante a entrevista na rádio, que o discurso que ele fará na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) vai tratar sobre economia global e o Conselho de Segurança.

Vai ser um bom discurso. Um discurso que fala da economia do mundo, da pouca representatividade do Conselho de Segurança da ONU, das guerras e da falta de lideranças hoje para tomar decisões“, declarou Lula.

Lula voltou a dizer que pretende falar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seguida ao discurso.

O americano fala na ONU após Lula e o petista quer impor a Trump que não haja interferência americana na eleição presidencial brasileira.

Sobre dosimetria de golpistas do 8/1

Ainda na entrevista Lula defendeu que os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 cumpram suas pena, mas destacou que a decisão caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF), após o Congresso Nacional ter derrubado seu veto integral ao PL da Dosimetria.

Eu acho que ninguém pode ser preso eternamente. Em algum momento a Suprema Corte pode tomar decisões e mudar o próprio julgamento que ela já fez. Eu, da minha parte, acho que eles têm que cumprir a pena, porque eles tentaram dar um golpe“, disse.

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Coligação de Raquel diz que homem detido em suposto roubo de bandeiras é ligado à cúpula do PSB

Edgar Moury, advogado da Coligação Pernambuco de Coração/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

A equipe jurídica da Coligação Pernambuco de Coração, liderada pela governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) concedeu uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (17), em frente à sede da Polícia Federal, no Bairro do Recife, para esclarecer sobre a denúncia de um possível roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL), ocorrido nesta quarta-feira (16).

De acordo com o advogado Edgar Moury Neto, a ação teria sido orquestrada pela direção do Partido Socialista Brasileiro (PSB). “Militantes falsos, vestidos com as cores partidárias da governadora Raquel, foram cooptados pela militância do PSB, pela direção da campanha do PSB, para criar um falso fato eleitoral, de maneira a vincular a governadora à candidatura à presidência [de Flávio Bolsonaro] com quem ela não tem nenhuma conexão”, alegou.

Está provado que essas pessoas foram levadas em ônibus completamente desvinculado à campanha da governadora Raquel e está provado que o líder desses falsos militantes é ligado à cúpula do PSB. Não às pessoas que estão na base não, mas à cúpula, à direção do PSB. Essa falsidade está na antessala da direção e da candidatura do PSB”, completou Edgar.

A confusão ocorreu na Avenida Guararapes, no bairro de Santo Antônio, horas antes do comício com Flávio Bolsonaro, realizado no Cais da Alfândega. Na ocasião, um homem identificado como Alexsandro Pereira da Silva chegou a ser detido pela Polícia Militar e foi encaminhado à Polícia Federal em razão da natureza eleitoral da ocorrência.

Segundo Edgar, a abordagem ao grupo supostamente liderado por Alexsandro se deu em razão de atitudes suspeitas.

Antes da PM assumir a ocorrência, a primeira intervenção foi feita pelo policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior, que chegou a efetuar um disparo de arma de fogo e atingir Alexsandro na perna esquerda. O servidor integra o quadro societário da empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., apontada pela plataforma de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como o maior fornecedor da campanha de Raquel Lyra, com um repasse de R$ 2,5 milhões.

Questionado sobre uma possível ligação entre Raquel e Uberdan, o advogado da campanha argumentou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”. Edgar afirmou ainda que Raquel Lyra e Priscila Krause (PSD), candidata a vice-governadora, vêm sendo vítimas de violência de gênero.

Polícia Civil investiga o caso

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou que a ocorrência foi registrada pelo 16º Batalhão da Polícia Militar. Na ocasião, um suposto furto de bandeiras resultou na prisão de um suspeito, que foi conduzido à Central de Plantões da Capital (CEPLANC) e em seguida encaminhada à Polícia Federal, responsável por investigar fatos e eventos de natureza eleitoral.

O órgão também confirmou a abertura de um inquérito para apurar a ocorrência do disparo de arma de fogo, que segue a cargo da Corregedoria Geral da SDS-PE. “Foi instaurado um procedimento preliminar por meio do qual serão verificadas as informações referentes ao caso, coletando-se também os subsídios necessários à análise de repercussão administrativa dos fatos. O procedimento segue em trâmite no Órgão Correcional”, diz um trecho do comunicado.

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AtlasIntel: No 1º turno, Lula tem 44,1% e Flávio tem 41,7%, mostra pesquisa

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando as intenções de voto no 1º turno para a Presidência da República, mas o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reduziu a vantagem do petista. É o que aponta pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17).

Segundo o levantamento, em votos totais, Lula registra 44,1%, à frente Flávio, com 41,7%. Na pesquisa anterior, divulgada em 10 de setembro, o petista tinha 43%, ante 37,4% do parlamentar.

Na sequência aparecem Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) com 5,1% e 3,5%, respectivamente.

Ronaldo Caiado (PSD) tem 1,7% e Romeu Zema (Novo), 1,1%. Samara Martins (UP) pontua 0,7%. Brancos e nulos somam 1,6%, enquanto eleitores que não sabem são 0,5%.

Votos válidos

A pesquisa também aponta os percentuais dos candidatos considerando apenas os votos válidos. Neste cenário, Lula atinge 45%, à frente de Flávio com 42,6%. Renan Santos (Missão) tem 5 2%, seguido por Augusto Cury (Avante), com 3,5%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 1,7% e Romeu Zema (Novo), 1,1%. Samara Martins (UP) pontua 0,7%.

A AtlasIntel ouviu 5.018 entrevistados, com 16 anos ou mais, pela internet, de 11 a 16 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.

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AtlasIntel: No 2º turno, Flávio tem 47,2% e Lula 46,8%, empatados tecnicamente

Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira (17) mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seguem tecnicamente empatados em um eventual 2º turno da eleição presidencial, mas o parlamentar manteve a pequena vantagem numérica em relação ao petista.

Segundo o levantamento, Flávio registra 47,2% das intenções de voto, enquanto Lula alcança 46,8%. Brancos, nulos ou não sabem somam 6%. Na pesquisa divulgada em 10 de setembro, o candidato do PL aparecia com 46,4% e o petista, com 46,2%.

Quando são considerados apenas os votos válidos, Flávio venceria Lula no 2º turno por 50,2% a 49,8%.

Nos outros cenários testados, o atual presidente venceria todos os demais candidatos da oposição.

Contra Romeu Zema (Novo), Lula registra 46,3% ante 43,7% do ex-governador de Minas Gerais. Brancos, nulos ou não sabem somam 10,1%.

Na disputa com Ronaldo Caiado, o presidente venceria o ex-governador de Goiás por 46% contra 41,7%. Brancos, nulos ou não sabem somam 12,3%.

Quando o candidato da oposição é Augusto Cury (Avante), Lula seria reeleito por 45,6% a 37,8%. Brancos, nulos ou não sabem somam 16,6%.

Em uma disputa contra Renan Santos (Missão), Lula tem 46,1%, contra 29,7% do ativista. Brancos, nulos ou não sabem somam 24 2%.

A AtlasIntel ouviu 5.018 entrevistados, com 16 anos ou mais, pela internet, de 11 a 16 de setembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual (p.p.), para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06221/2026.

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Coligação de João Campos denuncia policial apontado como maior fornecedor da campanha de Raquel Lyra

João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

A Frente Popular de Pernambuco, coligação liderada pelo candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), ingressou, nesta quinta-feira (17), com uma notícia de fato junto ao Ministério Público Eleitoral de Pernambuco (MPE-PE) para cobrar a investigação sobre um suposto envolvimento do policial civil Uberdan de Menezes Matos Júnior com a campanha da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD).

O nome de Uberdan veio à tona após o episódio de um suposto roubo de bandeiras da campanha de Raquel para serem utilizadas no ato do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), realizado nesta quarta-feira (16) no Bairro do Recife. Na ocasião, o policial abordou um suposto autor do ato criminoso e chegou a disparar contra o homem, que foi detido pela Polícia Militar.

De acordo com o documento apresentado, Uberdan possui ligação com a empresa Rede de Negócios e Produção de Eventos Ltda., que consta em plataformas oficiais da Justiça Eleitoral como a principal fornecedora da campanha de Raquel Lyra.

A notícia-crime diz que o servidor público constava como sócio-administrador do empreendimento até setembro deste ano, quando a função passou a ser ocupada por Sandra Nazaré Chagas do Amaral, mãe do policial.

A coligação pede a apuração de “interposição de pessoa para ocultar a continuidade do vínculo societário do policial, além de apropriação de recursos de campanha e possível lavagem de dinheiro”.

A coligação também alega que a Rede de Negócios e Produção de Eventos estaria inapta para contratações e que, com base na Lei 8.112/90, servidores públicos não poderiam ser administradores de empresas privadas.

Em coletiva na tarde desta quinta (17), o advogado Edgar Moury, representante jurídico da campanha de Raquel, negou a ligação da candidata com Uberdan e afirmou que não se pode “aceitar que narrativas desviem o foco do que aconteceu”, ao defender que o fato mais relevante seria o suposto roubo de bandeiras.

Já a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) afirmou em nota que a Corregedoria Geral do órgão instaurou um inquérito para apurar a atuação do policial civil no caso.

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Coligação de Raquel tenta barrar AtlasIntel por ‘viés ideológico’, mas Justiça nega e libera pesquisa

A Coligação Pernambuco de Coração, da governadora Raquel Lyra (PSD), tentou impugnar a pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quinta-feira (17). O grupo da candidata à reeleição acionou o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE) ainda na quarta-feira (16), alegando que o levantamento teria “vícios” e suposto viés ideológico. A liminar foi negada pela Justiça.

O Diario de Pernambuco teve acesso ao pedido judicial feito pela Coligação Pernambuco de Coração, que solicitou, com tutela de urgência, a suspensão da divulgação ou anulação dos resultados da pesquisa nº PE-02989/2026. O pedido foi recusado pelo desembargador eleitoral Luiz Gustavo Mendonça de Araújo.

A coligação governista apontou a inclusão dos quesitos 15 e 16 no questionário eletrônico, que tratam de posicionamento ideológico e identidade política (com categorias como “bolsonarista”, “petista” e “antipetista”). Segundo os advogados da campanha, as variáveis não constam do plano amostral declarado do estudo.

Além disso, a contestação alegou a ausência das listas de municípios e bairros no questionário depositado e a inserção de perguntas sobre a eleição para a Presidência da República em uma pesquisa para os cargos de governador e senador.

A coligação argumenta que o levantamento teria mantido um “vício” já apontado na pesquisa anterior. “Os quesitos 7 e 8 do bloco de caracterização substituem as alternativas relativas a município e bairro pelas expressões “[Lista completa de municípios do estado]” e “[Lista de bairros de cada município do estado]”, sem a apresentação das respectivas listas.”

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Datafolha: 50% desaprovam e 48% aprovam governo Lula

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra que 50% desaprovam e 48% aprovam o governo do presidente Lula (PT), candidato à reeleição. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na pesquisa anterior, do dia 11 de setembro, 50% desaprovavam e 47% aprovavam.

Veja os números:

Desaprova: 50% (eram 50% na pesquisa anterior)
Aprova: 48% (eram 47%)
Não sabe: 3% (eram 3%)

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.

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Datafolha, 2º turno: Lula, 46%; Flávio Bolsonaro, 44%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (17) mostra como está a disputa pela Presidência da República em simulações de 2º turno. Lula (PT) aparece com 46% das intenções de voto, contra 44% de Flávio Bolsonaro (PL). O cenário é de empate técnico, dentro da margem de erro.

Na pesquisa anterior, divulgada em 11 de setembro, os números eram os mesmos: Lula tinha 46% e Flávio, 44%. O levantamento foi encomendado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo.

Entre os cinco cenários de eventuais disputas de 2º turno, Augusto Cury (Avante) é o único a empatar numericamente com o presidente Lula: ambos aparecem com 44%.

Ronaldo Caiado (PSD) está em empate técnico: tem 42% contra 46% do petista; e Lula aparece à frente tanto de Renan Santos (Missão) quanto de Romeu Zema (NOVO).

O Datafolha ouviu 2.002 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-04029/2026.

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Datafolha, 1º turno: Lula, 39%; Flávio Bolsonaro, 36%; Cury, 6%; Caiado, 4%; Renan, 3%; Zema, 2%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (17) mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 36%. Os dois candidatos estão tecnicamente empatados no 1º turno.

O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo. Na pesquisa anterior, do dia 11 de setembro, Lula tinha 39% e Flávio Bolsonaro, 35%.

Augusto Cury vem na sequência, com 6%; Caiado tem 4%; Renan Santos, 3%; e Zema, 2%.

O instituto ouviu 2.002 pessoas entre os dias 15 e 16 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Em rascunho, governo Trump exigiu que Brasil permitisse ‘dissidentes políticos’ a concorrer em 2026

Trump compartilha artigo que cita eleição no Brasil como 'teste' | G1

O governo de Donald Trump exigiu, no rascunho de um documento enviado ao Itamaraty, que o Brasil permitisse que “dissidentes políticos” concorressem às eleições de 2026.

A informação foi confirmada à TV Globo por fontes do Itamaraty nesta quinta-feira (17), após o jornal “O Estado de São Paulo” revelar o pedido.

Fontes da diplomacia do Brasil afirmaram que a proposta foi apresentada pelos EUA durante a negociação do tarifaço que o governo americano anunciou a produtos brasileiros, no ano passado.

As fontes não disseram se Washington especificou quais seriam os “dissidentes políticos” em questão — no ano passado, no entanto, Donald Trump acusou o Brasil de “caça às bruxas” e mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em carta enviada a Lula (leia mais abaixo).

As fontes afirmaram que o Brasil rejeitou a proposta porque o texto continha “absurdos”. Por isso, o pedido não chegou nem sequer a integrar os pontos do diálogo que as diplomacias dos dois países vêm travando, disseram ainda integrantes do Itamaraty.

A proposta também circulou apenas entre membros do nível técnico das diplomacias e não chegou a autoridades de alto nível, como o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ou mesmo os presidentes Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva.

O governo dos Estados Unidos ainda não havia se manifestado sobre a informação até a última atualização desta reportagem.

‘Caça às bruxas’

No ano passado, ao anunciar que subiria tarifas aplicadas a produtos brasileiros, o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou uma carta a Lula justificando a decisão.

Como argumento, o republicano afirmou, sem provas, que sua decisão de aumentar a taxa sobre o país também foi tomada “devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres..“. No documento, Trump citou ainda o ex-presidente Bolsonaro e disse ser “uma vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente no Supremo Tribunal Federal (STF).

A forma como o Brasil tem tratado o ex-presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!“, escreveu Trump na ocasião.

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Pastores questionam André Mendonça por exercer funções no STF e na Igreja

Mendonça atua como pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo, desde 2025/Rosinei Coutinho/STF

Um grupo de pastores, em sua maioria presbiterianos, apresentou uma interpelação de interesse público a André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionando o ministro sobre suas atuações simultâneas na Justiça e na Igreja.

O documento conta com 24 assinaturas e aponta para a incompatibilidade teológica de, além de ministro, André Mendonça atuar como pastor adjunto na Igreja Presbiteriana de Pinheiros (IPP), em São Paulo, desde 2025.

Segundo o texto, não se trata de um caso de “animosidade pessoal”, mas de “dever de consciência, zelo da pureza da Igreja e a convicção, também confessional, da separação entre a Igreja e o Estado”.

Falamos como irmãos, mas com o respeito que lhe é devido — alguns de nós encanecidos no ministério — que recordam a um pastor mais moço o que a vocação exige de todos nós”, escrevem.

O documento cita o vídeo divulgado pelo ministro em meio à crise no STF, em que agradece os fiéis da igreja pelo apoio. A fala ocorreu no dia 4 de setembro, após receber ataques pela sua atuação na condução do processo do caso Master.

Naquela semana, o ministro retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) contendo mensagens que ligam o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Converteu-se o pastor em fiador do juiz e o rebanho em base de apoio — precisamente a confusão que a Confissão veda”, critica o documento, ao se referir a Confissão de Fé de Westminster, adotada e seguida pela Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB).

Os pastores defendem que a mesma mão que “empunha a espada que o Estado confiou” não pode ser a mesma que detém as “chaves que só à Igreja pertencem”. Ou seja, um magistrado não poderia atuar como líder religioso, ou o contrário.

Quem recebeu e adotou sinceramente a Confissão como fiel exposição do sistema de doutrina não pode invocá-la quando lhe convém e desconhecê-la quando lhe pesa”, apontam.

Eles sustentam ainda que a magistratura não apenas disputa tempo do ministério, como compromete a “transparência do pastor”, prejudicando seus fiéis. “Por isso dizemos sem rodeios: pastor deve ser pastor”, pontuam.

Diante desse cenário, a interpelação questiona o ministro sobre, entre outras medidas, como ele concilia as duas funções, tendo em vista a Confissão seguida pela Igreja.

Como poderá ser tido por árbitro imparcial das liberdades religiosas de todas as confissões quem é, ao mesmo tempo, pastor de uma delas? E como poderá um presbitério exercer com independência a disciplina eclesiástica sobre membro da Suprema Corte?

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Em encontro com lojistas, João promete congelar impostos e criar delegacia para o comércio

Candidato ao governo de Pernambuco João Campos (PSB)/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

Em encontro com a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Recife, o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) prometeu não aumentar impostos e criar um projeto de segurança pública voltado especialmente para o comércio do estado. As declarações foram feitas nesta quinta-feira (17), no restaurante Coco Bambu, localizado no bairro do Derby, área central da capital.

“Passei cinco anos e três meses como prefeito do Recife e não aumentei R$ 1 de imposto, enquanto o Estado aumentou o ICMS de 18% para 20,5%. Comigo, não contem com agenda de aumento de imposto“, declarou João Campos.

Propostas para a segurança e combate aos crimes virtuais

O candidato se comprometeu a criar protocolos e unidades operacionais vinculadas à Secretaria de Defesa Social (SDS) para combater a criminalidade comercial.

Ao criticar a estrutura atual do estado contra os crimes virtuais, João detalhou que pretende criar uma delegacia específica para o setor produtivo, integrar os sistemas de videomonitoramento privados às forças estaduais de segurança e focar na celeridade dos processos contra furtos e roubos.

Pernambuco só tem uma delegacia de combate a crime cibernético. É completamente insuficiente para enfrentar o crime organizado no meio digital. Vamos criar uma ação específica para a área de comércio e tirar a sensação de impunidade”, afirmou.

Projetos de mobilidade, tributação e centro urbano

No eixo de mobilidade, João Campos, o socialista propôs a criação do Centro de Operações Metropolitano e a reformulação do Grande Recife Consórcio de Transporte. Entre as prioridades, citou as obras de triplicação da BR-101 e a elaboração de projetos executivos para a expansão do metrô e a implantação de linhas de VLT.

O prefeiturável também voltou a defender a criação de uma Secretaria Executiva da Transição Tributária. A nova pasta terá o objetivo de dialogar com os setores produtivos e mapear iniciativas de outros estados para evitar a perda de investimentos em Pernambuco.

No âmbito do desenvolvimento urbano, o socialista reforçou a ampliação de incentivos para atrair moradores ao Centro do Recife – citando a reabilitação de imóveis em Santo Antônio e São José – e refez a proposta de parcerias com o Governo do Estado para financiar e ofertar habitações na área central para servidores públicos.

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Trump ameaça a UE devido a proposta de parceria com Canadá

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu sobre a criação de um estatuto de membro associado na União Europeia para o Canadá. Trump ameaçou o bloco europeu com tarifas e até mesmo romper as relações comerciais com a UE.

Se eu considerar que se trata de um ato hostil, vou impor tarifas muito pesadas ou vou interromper o comércio com a Europa em muitos setores. Se for uma boa intenção, tudo bem. Se for uma má intenção, vamos impor tarifas muito pesadas à Europa “, declarou o presidente norte-americano, classificando a proposta europeia como “ridícula”.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no discurso do Estado da União, propôs que o Canadá se tornasse o primeiro “membro associado” formal da União Europeia, num um modelo criado para a aproximação que não implica em adesão ou entrada do país no bloco europeu.

Vemos o mundo com os mesmos olhos: desde a Inteligência Artificial às alterações climáticas, do Ártico à geopolítica. O Canadá não terá direito a voto nas instituições europeias, não adotará o euro e os canadianos e europeus não terão liberdade automática de circulação para trabalhar no território do parceiro. No entanto, terá um estatuto ultra privilegiado de cooperação e vai se sentar à mesa em debates estratégicos. Além disso, irá integrar programas europeus em áreas críticas, funcionando quase como uma extensão externa do bloco”, destacou Von der Leyen, apelando a um futuro comum.

Segundo analistas, a parceria, que está sendo anunciada pelos líderes da Comissão Europeia e do Canadá como uma aliança com base em valores comuns de democracia, constitui também uma resposta à postura agressiva e as tensões com a administração Trump.

Já o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, considerou que a parceria pode criar a próxima ordem mundial. “Se concretizada, esta nova aliança permitirá ampliar o mercado dos dois lados do Atlântico e cooperar em áreas vitais para a economia e resiliência de ambos”, avaliou.

Bloco responde que medida não é dirigida aos EUA

Nesta quinta-feira (17), Bruxelas afirmou que a intenção de tornar o Canadá o primeiro “membro associado” da UE não representa uma aliança antiamericana.

“A proposta de reforço da nossa parceria com o Canadá não é dirigida contra ninguém”, assegurou Olof Gill, porta-voz da Comissão Europeia para o Comércio.

França diz que soberania não é negociável

Já o ministro francês para a Europa, Benjamin Haddad, reagiu às ameaças de Trump dizendo que os EUA não têm poder para vetar as escolhas geopolíticas da UE. “Não cabe aos Estados Unidos nem a mais ninguém escolher a orientação política e geopolítica dos europeus“, afirmou.

O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, analisou que a soberania é são como as fronteiras, é como a democracia: não é negociável. Barrot saudou a proposta da Comissão Europeia, assegurando que seu país quer estabelecer laços cada vez mais estreitos com o Canadá, mas ressalvou que o projeto terá de ser debatido, examinado e analisado antes da França assumir uma posição definitiva.

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‘Nada tenho a temer’, diz Mendonça ao mencionar ataques e tentativas de intimidação

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira (17) que seguirá cumprindo seu dever institucional “apesar de ataques e tentativas de intimidação” que, segundo ele, passaram a ocorrer depois que decidiu levar adiante informações recebidas da Polícia Federal.

Mendonça disse ao blog que já esperava “represálias” ao tomar a decisão e afirmou ter sido advertido, de forma “implícita e explícita”, de que ele e pessoas próximas seriam alvo de ataques.

Ao justificar sua posição, o ministro citou o filósofo Arthur Schopenhauer e afirmou que ataques pessoais costumam ser usados por quem tenta vencer um debate sem apresentar argumentos consistentes.

Quando decidi levar adiante as informações que recebi da Polícia Federal, sabia que viriam represálias. Fui advertido, de forma implícita e explícita, de que viriam ataques à minha pessoa e a pessoas próximas a mim“, declarou.

Apesar disso, o ministro afirmou não ter receio das críticas.

Nada tenho a temer. Assim, apesar dos ataques e tentativas de intimidação, seguirei cumprindo meu dever com serenidade e responsabilidade”, disse.

Declaração ocorre em meio à disputa no caso Master

A manifestação de Mendonça ocorre em meio ao embate entre ministros do STF relacionado aos desdobramentos do caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do extinto Banco Master.

Nesta quinta (17), o ministro Flávio Dino afirmou ver indícios de relação entre empresas ligadas ao conglomerado de Vorcaro e uma nova concessionária de cemitérios de São Paulo e determinou o envio do material à Polícia Federal para apuração.

Ao mesmo tempo, Dino vedou qualquer investigação contra o próprio colega André Mendonça.

A fala também ocorre em um momento de forte tensão pública dentro do Supremo em torno da condução do caso, que tem provocado manifestações de ministros e ampliado a crise institucional em torno das investigações.

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