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Mendonça derruba sigilo de pagamentos de Vorcaro

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirou nesta segunda-feira (14) o sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master. Ele atendeu a um pedido feito pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, no domingo (13). A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao levantamento do sigilo.

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Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 42%; Lula, 40%

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda (14) mostra empate técnico no 2º turno entre Flávio Bolsonaro, com 42%, e Lula, com 40%.

A diferença de dois pontos está dentro da margem erro, mas é a primeira vez em que Flávio aparece numericamente à frente desde abril, antes do caso “Dark Horse” vir à tona.

Contra os demais candidatos, Lula aparece à frente de todos numericamente, em situação de empate técnico contra Cury, Caiado e Renan Santos.

O levantamento ouviu 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o registro no TSE é BR-03607/2026.

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Quaest, 1º turno: Lula, 36%; Flávio Bolsonaro, 31%; Cury, 7%; Renan, 4%; Caiado, 4%; Zema, 1%

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (14) sobre a eleição presidencial mostra Lula (PT) com 36% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro (PL) com 31% e Augusto Cury (Avante) com 7%.

Em relação ao levantamento divulgado em 7 de setembro, Lula manteve os 36%, e Flávio oscilou de 29% para 31%. A distância entre os dois passou de sete para cinco pontos percentuais. Cury oscilou de 8% para 7%. Cury está tecnicamente empatado com Renan e Caiado. Os dois candidatos com 4% também têm empate técnico com Zema, que aparece com 1%.

Na simulação de segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente de Lula, o que não acontecia desde abril na série de pesquisas da Quaest, em situação de empate técnico. Flávio tem 42%, contra 40% de Lula.

🔎 A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que os entrevistados recebem os nomes dos candidatos:

Lula (PT): 36% (eram 36% em 7 de setembro);
Flávio Bolsonaro (PL): 31% (eram 29%);
Augusto Cury (Avante): 7% (eram 8%);
Renan Santos (Missão): 4% (eram 3%);
Ronaldo Caiado (PSD): 4% (eram 3%);
Romeu Zema (Novo): 1% (eram 2%);
Clariana Barão (DC): 0% (era zero);
Edmilson Costa (PCB): 0% (era zero);
Hertz Dias (PSTU): 0% (era zero);
Rui Costa Pimenta (PCO): 0% (era zero);
Samara Martins (UP): 0% (era 1%);
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0% (era zero);
Indecisos: 10% (eram 10%);
Branco/nulo/não vai votar: 7% (eram 8%).

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Real Time: 64% aprovam trabalho de Tarcísio; 33% desaprovam

Segundo pesquisa Real Time Big Data divulgada neste sábado (14), o trabalho do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é aprovado por 64% dos eleitores paulistas.

Aqueles que desaprovam somam 33%, enquanto os indecisos, 3%.

O instituto também perguntou aos eleitores sobre a avaliação do mandato. Para 42%, o trabalho pode ser classificado como ótimo ou bom; regular para 34%; e ruim ou péssimo para 23%; aqueles que não souberam responder são 1%.

Metodologia

A pesquisa Real Time Big Data entrevistou 2.000 pessoas, entre os dias 9 e 12 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o índice de confiança é de 95%.

O levantamento foi realizado com financiamento do próprio instituto e está registrado no TSE sob o protocolo SP-02794/2026.

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Nexus/BTG: Lula é desaprovado por 49%; aprovação é de 47%

Conforme nova rodada do levantamento Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira (14), o trabalho do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente do governo federal é desaprovado por 49% do eleitorado brasileiro. Ao mesmo tempo, outros 47% aprovam a gestão petista.

Neste cenário, 4% dos entrevistados não sabem ou não responderam à questão.

Considerando a série histórica da pesquisa, há um cenário de estabilidade entre os índices. As variações desde março, quando foi feita a primeira rodada do levantamento, estão concentradas dentro da margem de erro.

Em comparação com a rodada divulgada na última semana, a desaprovação do mandatário oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto a aprovação variou dois pontos para cima.

Avaliação do governo Lula

Ainda no mesmo levantamento, o instituto questionou como os eleitores avaliam o governo do presidente Lula. Do total dos entrevistados, 44% julgam que o desempenho do governo petista é ruim ou péssimo. Já para 37%, a administração é boa ou ótima.

Outros 18% consideram a gestão regular e 1% não sabe ou não respondeu.

Metodologia

A pesquisa Nexus entrevistou 2.003 eleitores, entre os dias 11 e 13 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04076/2026.

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Nexus/BTG: avaliação negativa de Lula é de 44%; positiva, 33%

Para 44% do eleitorado brasileiro, o governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem sendo ruim ou péssimo. Por outro lado, 37% consideram a gestão boa ou ótima. Os dados foram aferidos pelo instituto Nexus/BTG e divulgados nesta segunda-feira (14).

Nesta rodada, 18% classificam o governo como regular e 1% não sabe ou não respondeu.

Considerando a série histórica, iniciada em março deste ano, as variações nos índices se concentram dentro da margem de erro, que é de dois pontos. Em relação a rodada anterior, divulgada na última semana, o indicador negativo oscilou dois pontos percentuais para baixo.

Em direção contrária, a avaliação positiva variou um ponto percentual para cima. O percentual daqueles que julgam o governo como regular é o mesmo das duas rodadas anteriores.

Aprovação do governo Lula

Ainda no mesmo levantamento, o instituto testou se o eleitorado aprova o trabalho que Lula vem fazendo à frente do governo federal. Destes, 49% dizem desaprovar a gestão do petista, enquanto 47% aprovam. Do total dos entrevistados, 4% não sabem ou não responderam.

Metodologia

A pesquisa Nexus entrevistou 2.003 eleitores, entre os dias 11 e 13 de setembro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pelo Banco BTG Pactual e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04076/2026.

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PGR se manifesta a favor de retirar sigilo sobre pagamentos de Vorcaro

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou nesta segunda-feira (14) a favor da retirada de sigilo do processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos do empresário Daniel Vorcaro e do Banco Master.

A publicização desse processo foi pedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), no domingo (13). Ao receber a solicitação, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, pediu a posição da PGR.

Em resposta, o vice-procurador-geral Hidenburgo Chateaubriand afirmou que não havia conhecimento da existência do processo e que ele sequer aparece visível à PGR no sistema do Supremo.

No entanto, afirma que, por se tratar de um processo tido como relevante por Moraes para que o STF possa compreender a totalidade do caso antes do julgamento de terça-feira (15), entende que deve sim ser removido o sigilo da petição.

O processo em questão é a Pet 15.645. Moraes defende que ela seja aberta e disponibilizada a todos os ministros antes do julgamento. Segundo apurou a CNN, o processo reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

No ofício, Moraes afirma que a petição, distribuída por prevenção ao ministro André Mendonça, contém “elementos essenciais” para o julgamento a ser realizado na terça-feira (15), que tratará das mensagens entre ele e Vorcaro.

O episódio foi parte de mais um capítulo da disputa dentro do Supremo sobre quais documentos ligados às investigações do Banco Master devem ser tornados públicos e disponibilizados aos ministros antes da sessão de terça.

Na sexta-feira (11), Mendonça retirou o sigilo de dezenas de procedimentos depois de cobranças da PGR e de ministros do STF por maior acesso ao material das investigações do Master.

Moraes já havia criticado o que classificou como divulgação “seletiva” e afirmado que documentos e arquivos digitais continuavam fora do conjunto disponibilizado aos integrantes da Corte.

A disputa também envolve os dados extraídos do celular de Vorcaro. Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes pediram acesso integral ao material antes da sessão.

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Cezinha de Madureira é alvo de operação da PF sobre tráfico de influência

A PF (Polícia Federal) realiza nesta segunda-feira (14) a terceira fase da Operação Transparência e tem como um dos alvos o deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). A ação mira possíveis irregularidades na destinação de emendas parlamentares e possível tráfico de influência.

Os policiais federais cumprem quatro mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em São Paulo. A ação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, STF (Supremo Tribunal Federal).

A operação ocorre em meio à crise no Supremo. Cezinha de Madureira é próximo do ministro André Mendonça. Em 2025, o parlamentar teria atuado como intermediador de um encontro entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

De acordo com a força policial, os alvos investigados teriam negociado o “pagamento de valores expressivos, condicionados ao resultado de processos em curso, a pretexto de influir em decisões judiciais”.

A CNN apurou que a advogada Valéria Rodrigues Linhares também é alvo da operação. Ela é filiada ao PSD, partido anterior de Cezinha da Madureira.

Em 25 de agosto, ela teve quantia de R$ 510 mil apreendida pela PF em uma mala no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Na ocasião, a defesa de Valéria declarou não haver ilegalidade e que o valor apreendido teria sido todo declarado.

A PF suspeita que esse montante seria parte do caso apurado. Na operação desta quarta, a PF investiga possíveis práticas dos crimes de exploração de prestígio, tráfico de influência, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A CNN procurou o deputado Cezinha de Madureira e a defesa de Valéria Linhares sobre a operação e aguarda resposta.

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‘Precisamos excluir a data’: Banco Master usou Word, PDFs e códigos para fabricar documentos falsos, diz PF

A fraude investigada pela Polícia Federal no Banco Master funcionava como uma espécie de linha de montagem digital.

A PF identificou:

-Dados reais de clientes extraídos de sistemas internos;
-Documentos produzidos em massa com ferramentas do Microsoft Office;
-Páginas de assinaturas separadas por programas desenvolvidos pela área de tecnologia; e
-Peças reunidas em novos arquivos PDF para formar dossiês de contratos que seriam apresentados como créditos legítimos da Tirreno Consultoria ao Banco de Brasília (BRB).

Quando os documentos carregavam informações que poderiam revelar sua origem ou a verdadeira data de formalização, funcionários também atuavam para apagá-las ou alterá-las.

Em um dos casos analisados pela perícia, um Termo de Consentimento que trazia originalmente a data de 24 de fevereiro de 2023 teve esse registro removido em julho de 2025.

A relação triangular entre a Tirreno, o Master e o BRB funcionou como um esquema de simulação e repasse de ativos ilíquidos. A Tirreno atuou como uma empresa de fachada, criada para formalizar R$ 7,15 bilhões em cessões fictícias de crédito consignado com o Banco Master que, por sua vez, utilizou essas carteiras sem lastro para vendê-las ao BRB. A equipe do Master montou uma “linha de montagem” para forjar amostras e simular a legitimidade das operações.

A Tirreno, segundo a PF, funcionava sem sede nem funcionários, e foi criada com apenas R$ 100 de capital social.

A estrutura foi descrita em relatório técnico-pericial da Polícia Federal, elaborado a partir de uma apresentação interna apreendida na área de tecnologia do Banco Master.

O arquivo, intitulado “Investigações internas – Banco Master”, tinha 30 slides e documentava atividades realizadas entre 18 de junho e 24 de outubro de 2025 para a produção de documentos relacionados à cessão de créditos consignados ao BRB.

O material mostra que a operação combinava ferramentas comuns de escritório, programação e edição de documentos. O objetivo era transformar dados de operações reais e antigas em uma documentação que desse aparência de existência a uma carteira de créditos atribuída à Tirreno.

De dados reais a contratos que não existiam

O primeiro passo era obter dados de clientes que já haviam realizado operações legítimas. Segundo a investigação, funcionários recorreram a informações armazenadas nos sistemas internos do banco, inclusive relacionadas ao CredCesta – um produto de crédito consignado voltado a servidores públicos, aposentados e pensionistas.

Em 2 de julho de 2025, às 14h05, Fabrizio Pereira Alencar, coordenador de Controles do Back Office, pediu a Vinicius Lucas Trentino, analista de Projetos Sênior da área de TI, o levantamento de CPFs por meio do Microsoft Teams.

Vinicius reuniu os CPFs no arquivo cpf_cessao.csv e, no dia seguinte, executou a consulta Contratos_Henrique_Dados.sql no banco de dados interno. O resultado foi exportado para a planilha Dados_cessão.xlsx, que acabou enviada por e-mail a Fabrizio e à equipe em 3 de julho, às 16h57.

A planilha reunia informações cadastrais dos clientes, como nome, CPF, data de nascimento e nome da mãe. Esses dados passaram a servir de matéria-prima para a montagem dos documentos.

As próprias conversas entre integrantes da área de tecnologia mostram que havia problemas na base utilizada.

Em 20 de junho, Rafael Manfrin da Silva e Thiago Ramalho discutiram a filtragem dos dados. Rafael observou que havia CPF de uma pessoa com apenas uma proposta de 2019 e afirmou que a lista estava “meio furada”.

Thiago Ramalho: “filtrando formalizacao só tem 328 credcesta-refin…. nao deveria ser a maioria”. Rafael Manfrin: “ai deu merda então / pq tem um cpf nesse meio aqui que so teve 1 proposta em 2019 / ta meio furado essa lista ai”.

A troca mostra que os próprios responsáveis pela parte tecnológica identificavam incompatibilidades nos dados que estavam sendo utilizados.

2.700 procurações produzidas de uma vez

Com os dados reunidos, uma das etapas era produzir as procurações. Para isso, Allan da Silva Machado, gerente de Operações I do Back Office, utilizou uma função comum do Microsoft Word: a mala direta.

A ferramenta permite vincular um modelo de documento a uma planilha e preencher automaticamente campos diferentes para cada registro. No caso investigado, Allan vinculou o arquivo PROCURACAO Master.docx à planilha Base de Geração CCBS AMANHA 1.xlsx, armazenada na pasta de trabalho Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras.

O procedimento permitiu gerar 2.700 procurações em lote em 20 de junho de 2025.

A tecnologia, portanto, não era usada apenas para armazenar os documentos. Ela permitia reproduzir rapidamente a mesma estrutura documental para centenas ou milhares de pessoas.

Código para separar páginas de assinaturas

A produção dos documentos também envolveu a área de tecnologia. Thiago Ramalho, Rafael Manfrin da Silva e Renato M. participaram do desenvolvimento de aplicações em C# registradas no repositório GitHub do Banco Master.

Uma das funções criadas tinha uma finalidade específica: extrair de arquivos PDF apenas a segunda página, justamente a página de assinatura dos documentos originais.

A perícia também identificou um arquivo compactado chamado erros-whatsapp.zip, enviado por Anderson Juliano Caspinelli Garcia a Moacir Lourenço da Silva Junior, que continha 1.833 arquivos PDF com páginas de assinatura isoladas dos Termos de Consentimento.

Essas páginas podiam, assim, ser reaproveitadas na montagem de novos conjuntos de documentos.

A assinatura digital não escondia quando os documentos foram produzidos
Outra etapa envolvia as Cédulas de Crédito Bancário, as CCBs. Henrique Pupo e Henrique Gonçalves Silva extraíram lotes de documentos do sistema idtrust, com arquivos identificados pela raiz CCB_credcesta_….

Em 20 de junho, Fabrizio organizou pelo Teams uma força-tarefa para assinar os documentos. Foram separados 675 CCBs para cada um de quatro operadores: Fabrizio, Henrique, Allan e Daniel Guscuma.

As assinaturas foram aplicadas pelo Adobe Acrobat Reader usando o certificado digital corporativo do Banco Master e o certificado individual de Allan Machado. Foi justamente nessa etapa que a perícia encontrou uma das evidências mais fortes da manipulação.

Em determinados documentos, a data escrita no corpo da CCB indicava uma data anterior — por exemplo, 21 de janeiro de 2025. Já o registro criptográfico da assinatura digital mostrava que aquele arquivo havia sido assinado em 20 de junho de 2025, às 14h02min39s.

Ou seja, mesmo quando a data apresentada no documento apontava para meses antes, o registro da assinatura digital indicava quando aquela peça havia efetivamente sido assinada.

O apagamento das datas

A diferença entre as datas também aparecia nos Termos de Consentimento. Para evitar que os documentos exibissem registros capazes de revelar sua origem, Allan Machado pediu a Moacir Lourenço da Silva Junior que removesse as informações de data e hora.

A ordem aparece em uma conversa no Teams de 20 de junho:

-Allan da Silva Machado: “e o termo de consentimento”.
-Allan da Silva Machado: “e precisamos excluir a data”.

A perícia identificou um exemplo concreto no Termo de Consentimento de Genilson Lima Leal. O documento originalmente apresentava o registro 24/02/2023 13:05. Em uma edição realizada em 3 de julho de 2025, às 15h26, esse campo foi apagado visualmente.

A alteração não eliminava, porém, todos os vestígios analisáveis pela perícia digital. O documento podia deixar de mostrar a data original na imagem, mas outros registros do arquivo e da assinatura digital permitiam reconstruir a cronologia.

Os documentos eram reunidos em um único arquivo

Depois de produzidas e alteradas as diferentes peças, elas precisavam ser apresentadas como um conjunto documental.

Allan utilizou o PDF24 para juntar os arquivos em um único PDF por operação. A montagem reunia documentos como a CCB, a procuração e o Termo de Consentimento com a informação de data retirada.

Os arquivos finais eram organizados em pastas de rede chamadas Demanda BRB-Tirreno 2700 amostras, Demanda BRB-Tirreno 299 amostras e Demanda BRB-Tirreno 119 amostras.

Assim, diferentes documentos produzidos ou modificados separadamente eram transformados em um único dossiê.

Até os comprovantes de transferência foram alvo de alteração
A tentativa de apagar rastros chegou também aos comprovantes bancários.

Em 25 de junho de 2025, Allan Machado discutiu com Romy Goerck Gentina Klenquen a alteração de comprovantes de transferências realizadas por SPB e PIX. O problema era que os documentos apresentavam informações que vinculavam as operações ao histórico original.

Allan queria retirar três elementos:

-O evento;
-O número do contrato; e
-O histórico.

Entre as informações que apareciam no histórico estava a expressão “LIBERAÇÃO CREDCESTA VIA PIX”.

A conversa mostra que a dificuldade era fazer isso em escala. Romy explicou que conseguia alterar um ou outro documento, mas que seria impossível fazer o mesmo manualmente em 2.700 comprovantes.

Allan da Silva Machado: “nao da para aparecer o evento”.
Romy Klenquen: “entao esse é o melhor”.
Allan da Silva Machado: “porra… este aparece o numero de contrato… nao quero o numero de contrato nem o histórico”.
Romy Klenquen: “entao nao tem oq fazer / um ou outro eu consigo ajustar daquela outra forma, mas impossível em 2700 comprovantes no editor”.
Allan da Silva Machado: “tem q dar um jeito”.

A conversa mostra um dos limites encontrados na própria linha de montagem: enquanto procurações e outros documentos podiam ser produzidos em massa por ferramentas automatizadas, a alteração gráfica dos comprovantes bancários encontrava dificuldades quando precisava ser repetida milhares de vezes.

A auditoria também entrou na mira do esquema

As mensagens reunidas pela investigação mostram ainda que a preocupação não era apenas produzir os documentos, mas explicar as inconsistências caso fossem questionadas.

Em 23 de junho, Fabrizio comunicou a Alberto Felix de Oliveira Neto que a auditoria da Deloitte estava cobrando informações. A resposta de Alberto foi direta:

Alberto Felix de Oliveira Neto: “esse tem que falar que foi erro operacional na selecao”.

Dois dias antes, Fabrizio e Alberto haviam discutido o envio à Deloitte de documentos referentes à carteira da Tirreno entre dezembro de 2024 e março de 2025.

Fabrizio afirmou que a base já havia sido enviada anteriormente, mas apresentava um erro que precisaria ser corrigido. Alberto perguntou quais documentos seriam solicitados pela auditoria. Fabrizio respondeu que seriam CCBs e termos.

Os documentos chegaram à cúpula do banco

A investigação também identificou o repasse de amostras da documentação falsificada.

Em 12 de junho de 2025, Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, pediu a Alberto Felix um “kit dos 300 com assinatura digital”.

Alberto respondeu que providenciaria. Minutos depois, informou que naquele momento tinha acesso apenas à CCB e que Allan enviaria os links das procurações e da assinatura. Na sequência, foram enviados arquivos contendo o conjunto de documentos.

Ou seja, a documentação produzida na operação não ficava restrita aos funcionários responsáveis por sua montagem.

Uma cadeia que começava no banco e terminava em um dossiê
O conjunto de evidências descrito pela Polícia Federal revela uma cadeia organizada em etapas:

-Primeiro, dados de clientes eram extraídos dos sistemas internos;
-Depois, esses dados alimentavam documentos produzidos em escala;
-Páginas de assinaturas eram separadas;
-CCBs eram assinadas digitalmente;
-Datas e informações que poderiam revelar a origem dos documentos eram removidas;

Por fim, as diferentes peças eram reunidas em arquivos únicos.
A tecnologia permitia acelerar praticamente todas essas etapas.

A mala direta do Word produzia procurações em lote. As consultas aos bancos de dados reuniam informações cadastrais. Os programas em C# automatizavam o tratamento dos PDFs. O Acrobat era utilizado para as assinaturas digitais. E o PDF24 reunia os documentos finais.

O objetivo, segundo o material pericial, era sustentar documentalmente a existência de uma carteira de créditos consignados atribuída à Tirreno Consultoria. O problema é que, mesmo depois da retirada de datas e da alteração de documentos, a própria estrutura digital deixava vestígios.

O choque entre as datas escritas nas CCBs e os registros das assinaturas digitais é um dos exemplos. A perícia conseguiu identificar que documentos apresentados com datas anteriores haviam sido assinados apenas posteriormente.

A operação, portanto, não dependia apenas da criação de documentos falsos. Havia também uma segunda frente: apagar ou modificar informações que poderiam revelar como e quando aqueles documentos haviam sido produzidos. Era uma tentativa de fazer com que uma sequência de arquivos fabricados em 2025 parecesse a documentação de operações realizadas anteriormente.

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Em giro pelo Agreste, João Campos participa da Missa do Vaqueiro e recebe apoio de vereadores

No primeiro compromisso do dia, João participou da tradicional Missa do Vaqueiro, em Canhotinho/Foto: Edson Holanda

Em uma sequência de agendas pelo Agreste neste domingo (13), o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) recebeu o apoio de vereadores de três municípios da região. As adesões foram anunciadas durante a passagem do socialista por Canhotinho, onde participou da tradicional Missa do Vaqueiro, antes de seguir para uma carreata em Sanharó.

Passaram a apoiar a candidatura Diogo Quintino, vereador de Lajedo e o mais votado do município nas eleições de 2024, e Ana Alves, de Saloá, que está no sétimo mandato na Câmara Municipal. Val de Dore, vereador de Buíque, também participou da agenda e reiterou o apoio a João.

Ao comentar as adesões, o candidato afirmou que pretende manter o diálogo com lideranças municipais caso seja eleito governador.

É muito importante receber o apoio de lideranças que conhecem de perto a realidade das suas cidades e que chegam para somar ao nosso projeto. Agradeço a confiança de cada um e reafirmo o compromisso de trabalharmos juntos, olhando para cada região de Pernambuco e, principalmente, para aquilo que a população mais precisa”, afirmou.

Missa do Vaqueiro

Antes dos anúncios políticos, João participou da tradicional Missa do Vaqueiro, em Canhotinho. A celebração reúne anualmente vaqueiros, moradores e visitantes em torno de uma tradição ligada à cultura do Agreste e do Nordeste.

Durante o evento, o candidato destacou a importância cultural da celebração e fez referência à relação dos vaqueiros com a história de Pernambuco.

É bonito demais ver Canhotinho assim, com tanta gente reunida, famílias inteiras, crianças, jovens, idosos e vaqueiros celebrando a fé e uma tradição que faz parte da nossa história. Tenho um respeito enorme pelo vaqueiro e por tudo que essa celebração representa para Pernambuco”, declarou.

Em Canhotinho, João esteve acompanhado pelo presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e candidato à reeleição, Álvaro Porto; pelo candidato a deputado federal Gabriel Porto; e pela prefeita Sandra Paes.

Também participaram da agenda os prefeitos Vinícius Marques, de São José do Belmonte, e Erivaldo Chagas, de Lajedo, além de ex-prefeitos e outras lideranças políticas da região.

Carreata em Sanharó

Depois de Canhotinho, João seguiu para Sanharó, onde participou de uma carreata ao lado do prefeito César Freitas. O ato integrou a sequência de compromissos da Frente Popular pelo Agreste neste domingo.

Participaram da agenda o candidato a vice-governador Carlos Costa; a candidata ao Senado Marília Arraes (PDT); a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; e o deputado federal e candidato à reeleição Renildo Calheiros, além de lideranças locais.

A programação de João no Agreste prevê ainda passagem por São Caetano e termina em Brejo da Madre de Deus, onde o candidato participa de uma mini carreata.

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Ex-ministros e sociedade civil divulgam carta em apoio a Fachin

Edson Fachin/ AFP

Um grupo de ex-ministros de Estado, economistas, empresários e integrantes da sociedade civil divulgaram uma carta neste domingo (13) em apoio ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

A carta fala em apoio às medidas tomadas por Fachin até o momento, “com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal” e defendem “a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.

Na carta, defendem a apuração dos fatos e a devida responsabilização e vinculam essas providências à preservação da democracia.

A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia”.

A carta também defende reformas urgentes no STF, para garantir a imparcialidade nos julgamentos e evitar conflitos de interesse entre os ministros integrantes da Corte.

Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes”.

A carta é assinada por nomes como os ex-ministros Pedro Malan, Armínio Fraga, Miguel Reale Jr e José Eduardo Cardozo; o economista Pérsio Árida e o jornalista Eugênio Bucci.

Crise no STF

O STF está mergulhado em uma crise interna há cerca de duas semanas. A revelação das conversas envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, atualmente preso sob acusação de fraudes financeiras, com o ministro Alexandre de Moraes, desencadeou uma crise na Corte.

Em resposta, Moraes incluiu acusações contra Mendonça no âmbito do inquérito das Fake News. O relatório dizia que Mendonça teria, em tese, praticado uma série de condutas tipificadas como improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos políticos.

Como efeito imediato da troca de farpas entre Mendonça e Moraes, Fachin decidiu tirar de Moraes a relatoria do inquérito das fake news.

Na próxima terça-feira (15), está marcada uma sessão plenária extraordinária para decidir sobre a abertura de uma possível investigação a respeito das supostas relações de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Além disso, está marcada para o dia 23 de setembro a sessão para analisar o pedido de investigação contra André Mendonça. Segundo Fachin, o procedimento envolvendo o ministro ainda está em fase de instrução e não reúne, neste momento, todos os elementos necessários para ser levado ao plenário.

Leia abaixo a carta na íntegra:

A S. Ex.ª o Ministro Edson Fachin
Presidente do Supremo Tribunal Federal

Brasília, 13 de setembro de 2026

Senhor Ministro Presidente,

Os cidadãos e representantes da sociedade civil abaixo assinados vêm manifestar seu integral apoio às medidas adotadas por V. Ex.ª, com o objetivo de preservar a autoridade do Supremo Tribunal Federal e promover, sob a estrita observância do devido processo legal, a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas.

Para isso, é fundamental assegurar ampla transparência às investigações e à sessão plenária marcada para o próximo dia 15 de setembro, que deve ocorrer de forma pública, nos termos do artigo 93, IX, da Constituição Federal.

Estamos vivendo a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal e certamente uma das mais graves de nossa acidentada história republicana. A apuração dos fatos e a responsabilização daqueles que eventualmente violaram a lei e a dignidade de seus cargos são indispensáveis para que possamos recobrar a confiança nas instituições e preservar nossa democracia.

Entendemos, ainda, que a superação dessa crise exigirá reformas institucionais urgentes, capazes de fortalecer a colegialidade, assegurar a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse, estabelecer padrões rigorosos de conduta e ampliar a transparência e o controle social sobre a Corte e seus integrantes.

O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional.

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Justiça determina retirada de vídeo de Raquel Lyra que simulava direito de resposta

Raquel Lyra, governadora de Pernambuco/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

A Justiça Eleitoral determinou a remoção de um vídeo publicado nas redes sociais da governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) que simulava um direito de resposta ao seu adversário e ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB).

A decisão foi publicada neste domingo (13) pelo desembargador Paulo Augusto de Freitas Oliveira, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), após ação da Frente Popular de Pernambuco, encabeçada por Campos. Nela, o magistrado classificou a postagem como “ato de gravíssima desinformação institucional“.

Para a decisão, a candidata induziu o eleitorado ao erro ao usar estratégias visuais e discursivas similares às de uma concessão de direito de resposta real, fazendo parecer que havia obtido vitória judicial contra João Campos.

De acordo com a coligação que representa o socialista, a campanha da governadora se aproveitou do conteúdo falso para atacar o candidato do PSB, usando expressões como “mentiras de João Campos”, “desesperado”, “imaturo” e “despreparado”.

Na ação, também foi questionado o uso de inteligência artificial sem a devida rotulação e o impulsionamento de conteúdo negativo contra adversário político, prática proibida por resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Ao estampar a expressão ‘Direito de Resposta’ em sua publicidade, a campanha representada pratica ato de gravíssima desinformação institucional, que afronta não apenas o adversário, mas a própria Justiça Eleitoral”, decidiu o magistrado.

O desembargador determinou a remoção do conteúdo das páginas de Raquel Lyra no Instagram, no Facebook e no TikTok. A decisão também foi estendida a três postagens do Blog Ricardo Antunes e a publicações dos blogs do Carlos Eugênio e Ação Popular e das páginas Caruaru Tem, Boa Viagem em Foco, Ordinária Brasília Teimosa Cast, Jaqueira Ordinário, Dois Unidos TV, Iputinga Oficial, Em Foco Zona Sul e Giro Notícias, sob pena de multa de R$ 15 mil em caso de descumprimento.

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Caiado deixa hospital após pneumonia e diz que retomará campanha com agenda reduzida

Ronaldo Caiado tem alta hospitalar — Foto: TV Globo

O candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, recebeu alta neste domingo (13) do Hospital Vila Nova Star, na capital paulista, onde estava internado desde quinta-feira (10) após ser diagnosticado com pneumonia.

Na saída do hospital, Caiado afirmou que ainda não está “100%”, continuará tomando medicamentos e deverá reduzir o ritmo da agenda nos próximos dias. Segundo ele, a recomendação médica é evitar, por enquanto, a rotina intensa de viagens e eventos da campanha.

Não vou dizer a você 100%, não é?”, afirmou o candidato. Apesar das restrições, Caiado disse que pretende participar já nesta segunda-feira (14) de um debate entre candidatos à Presidência.

Caiado contou que chegou ao hospital com um quadro de faringite aguda, que evoluiu para pneumonia. Segundo o candidato, a doença foi tratada e ele já está em condições de retomar as atividades.

O diagnóstico de pneumonia havia sido confirmado por uma tomografia do tórax. Em boletim divulgado na quinta-feira, o hospital informou que Caiado estava clinicamente estável, respirava espontaneamente e apresentava boa evolução clínica.

Eleições

Depois de falar sobre a própria saúde, Caiado fez um discurso sobre a disputa presidencial e afirmou que o debate político foi ofuscado nas últimas semanas por discussões envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo ele, os candidatos deveriam voltar a discutir propostas para temas como salário, segurança pública e atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Caiado também afirmou que o próximo presidente terá como desafio “reordenar a democracia brasileira” e “resgatar a credibilidade das instituições”. O candidato pediu aos eleitores que avaliem o histórico dos concorrentes antes da votação.

Não é hora do eleitor brasileiro ter o seu corrupto preferido. Não é hora. Abram os olhos. Acompanhem o que está acontecendo no Brasil”, declarou.

Em outro momento, Caiado disse que ficou quatro dias afastado da campanha e afirmou que retorna à disputa com “toda a minha responsabilidade” e confiança de que os eleitores buscarão um candidato capaz de garantir a continuidade da democracia.

Mulheres no STF

Caiado também voltou a falar sobre uma promessa de indicar mulheres para o Supremo Tribunal Federal caso seja eleito. Segundo ele, pretende nomear quatro mulheres para vagas que surgirem na Corte.

O candidato citou a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge. Ao mencionar Dodge, Caiado lembrou o posicionamento dela contrário à abertura do inquérito das fake news no STF.

Eu indicarei quatro mulheres nas vagas do Supremo Tribunal Federal“, afirmou.

Propostas para a saúde

Questionado sobre propostas para o SUS, Caiado defendeu mudanças na regulação das filas para que os pacientes sejam atendidos também de acordo com a gravidade do quadro, e não apenas pela ordem cronológica.

Ele também propôs ampliar o uso da telemedicina nas unidades básicas de saúde e integrar vagas de hospitais públicos, filantrópicos e privados para aumentar a capacidade de atendimento.

Caiado defendeu ainda a instalação de hospitais de média e alta complexidade e de policlínicas em regiões mais carentes, com o objetivo de evitar que pacientes precisem percorrer longas distâncias para receber atendimento especializado. Segundo ele, medidas semelhantes foram adotadas durante sua gestão em Goiás.

O candidato também afirmou que, caso seja eleito, pretende colocar Ludhmila Hajjar, médica que o atendeu, à frente do Ministério da Saúde. Caiado disse que escolheu a médica por sua experiência e capacidade de gestão.

Internação

Caiado foi internado na quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star. Inicialmente, a equipe médica identificou um quadro compatível com faringite aguda e indicou a internação para tratamento e acompanhamento.

Uma tomografia do tórax realizada posteriormente confirmou pneumonia, levando os médicos a atualizar o diagnóstico e ajustar o tratamento.

Antes da confirmação da pneumonia, a assessoria do candidato havia informado que a internação tinha como objetivo acelerar sua recuperação para que ele pudesse retomar os compromissos da campanha.

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‘Dark Horse’: ao retirar sigilo de investigação, Dino cita suspeita de que Frias liderou esquema criminoso de desvios

Mario Frias, deputado federal, em imagem de arquivo — Foto: Reprodução

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que investigações em curso reúnem indícios de que o deputado federal Mario Frias (PL-SP) pode ter exercido papel de liderança e centralidade em um esquema criminoso de desvio de recursos.

Dino fez a afirmação na decisão deste domingo (13) que retirou o sigilo de documentos remetidos pela Justiça do Estado de São Paulo e unificou sob sua relatoria inquéritos que apuram um possível esquema de desvios e ocultação de verbas públicas.

Há a alusão reiterada, no itinerário delituoso, a um deputado federal, o Sr. Mario Frias, que no terreno hipotético da investigação ocuparia um papel de liderança na suposta arquitetura criminosa“, escreveu Dino no despacho deste domingo.
A apuração cujo sigilo foi retirado por Dino engloba recursos federais originários de emendas parlamentares e verbas municipais oriundas de termos celebrados com a Prefeitura de São Paulo.

Entre os pontos sob suspeita da Polícia Federal, está a possibilidade da destinação de recursos para o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na última quinta-feira (10), o deputado classificou a operação policial como uma “cortina de fumaça”. Em publicação em suas redes sociais, Frias negou quaisquer irregularidades, declarou-se à disposição para colaborar com a entrega de documentos e afirmou confiar no arquivamento do processo.

De acordo com a decisão de Flávio Dino, que transcreve representações da Polícia Federal, a manutenção de investigações paralelas na esfera estadual e na federal trazia prejuízos à elucidação dos fatos.

A PF afirma que as investigações não apuram esquemas isolados, mas, sim, um contexto único articulado para captar, circular e ocultar verbas públicas.

Conforme apontado pelos investigadores e reproduzido na decisão, a empresa Complexsys Soluções Integradas Ltda., contratada pelo Instituto Conhecer Brasil (ICB) para executar projetos custeados com recursos públicos, recebeu repasses diretos do próprio deputado Mário Frias.

Paralelamente, a empresa devolvia recursos ao ICB e transferia quantias à Academia Nacional de Cultura (ANC), entidade do terceiro setor gerida pela mesma administradora do ICB, a empresária Karina Ferreira da Gama. Karina também atuou como produtora da cinebiografia de Jair Bolsonaro.

Para a PF, o trânsito dos recursos configurava um “circuito financeiro fechado”.

Essa circulação de recursos entre o parlamentar, a entidade executora, a empresa contratada e outra organização beneficiária não se compatibiliza com relações negociais independentes e economicamente justificadas“, diz a PF.

Ao contrário, evidencia um circuito financeiro fechado, característico de estruturas destinadas à circulação, fragmentação e reintrodução de valores entre integrantes de um mesmo núcleo de atuação“, completam os investigadores.

Confusão patrimonial

Os dados de inteligência financeira detalhados na decisão de Dino revelam ainda que Mário Frias efetuou remessas financeiras à empresa Go Up Entertainment Ltda., de propriedade de Karina Gama, em patamar expressivamente incompatível com os seus rendimentos declarados e com as receitas normais de suas contas bancárias.

Segundo a PF, tal fator afasta o parlamentar do papel de mero autor das emendas orçamentárias.

Essa circunstância faz com que ele transcenda a condição de mero autor de emendas parlamentares posteriormente desviadas por terceiros, e coloca o parlamentar federal como participante ativo da engrenagem financeira sob investigação, realizando movimentações incompatíveis com sua capacidade econômica conhecida (…)“, afirma a PF.

A investigação da Polícia Civil de São Paulo (Operação Wi-Fi) também indicou severa confusão patrimonial. O ICB, a Go Up Entertainment e a G07 Assessoria funcionavam formalmente no mesmo endereço comercial na Avenida Paulista.

Além disso, peritos e delegados apontaram a identificação de faturas emitidas em sequência numérica na mesma data e com vencimentos idênticos, sem comprovação da efetiva prestação de serviços por empresas subcontratadas, além de notas fiscais de R$ 2 milhões canceladas logo após a emissão perante a Fazenda municipal.

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Papa Leão XIV expressa solidariedade às vítimas do 11 de setembro em oração

Neste domingo (13), durante a oração semanal do Angelus, realizada da janela do Palácio Apostólico do Vaticano, o papa Leão XIV expressou sua solidariedade às vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001.

A última sexta-feira (11) marcou o 25º aniversário do dia em que quase 3.000 pessoas perderam a vida quando dois aviões foram lançados contra o World Trade Center, em Nova York.

O papa, nascido em Chicago e o primeiro pontífice dos EUA da história, afirmou que renova suas “orações por aqueles que perderam a vida e por aqueles que continuam a carregar as feridas daquele dia trágico”.

Além disso, convidou todos a rezar “em um momento em que conflitos e violência afligem tantos de nossos irmãos e irmãs”.

O papa Leão celebrará seu 71º aniversário na segunda-feira (14). Será o seu segundo aniversário como líder da Igreja Católica.

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