Search

Cidade de São Paulo já registra o mês de setembro mais chuvoso desde 1943

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros/Governo de São Paulo/Divulgação

Apenas metade do mês já se passou, mas este é o setembro mais chuvoso na cidade de São Paulo desde o início da série histórica de medições, em 1943. Até 9h da manhã desta segunda-feira (14) tinham sido contabilizados 253,8 milímetros de chuva acumulada no Mirante de Santana, na zona norte da capital.

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros. O recorde anterior era de 1983, quando o Mirante de Santana contabilizou 243,1 milímetros. Na sequência aparecem os anos de 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

Segundo a previsão da empresa de meteorologia Climatempo, os paulistanos ainda terão de conviver com o excesso de umidade no ar por vários dias. A chuva deve começar a diminuir na terça-feira (15) mas a quantidade de nuvens só reduz na quinta-feira (17) o que permitirá que o sol apareça brevemente.

No entanto, a Climatempo informou que a persistência de ar frio de origem polar sobre a costa do Sul e do Sudeste do Brasil dificultará a elevação da temperatura, que não deve passar dos 20ºC na capital nesta semana.

“Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirma o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto.

O fenômeno climático El Niño está por trás das chuvas intensas que têm atingido o estado de São Paulo, segundo a Defesa Civil do Estado. As chuvas dos últimos dias, acompanhadas de vento ou granizo, causaram enchentes, alagamentos e desmoronamentos em várias regiões do Estado. Houve mortes em consequência dos temporais.

O El Niño é um fenômeno natural causado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico próximo à linha do Equador. Ele se forma com intervalos irregulares de cinco a sete anos, nos últimos meses do ano, e dura em média de um ano a um ano e meio. Com a mudança no padrão de circulação atmosférica sobre o Pacífico, o El Niño pode alterar a distribuição de umidade e temperaturas em várias regiões do planeta.

Pernambuco tem alerta de chuvas intensas e rios entram em cota de alerta

Chuva atinge bairros do Recife/RAFAEL VIEIRA/DP

Pernambuco está sob dois avisos de chuvas intensas emitidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), válidos até a manhã desta quarta-feira (19). As classificações variam entre “Perigo” e “Perigo Potencial”, indicando desde risco elevado de transtornos mais severos até condições meteorológicas menos intensas, mas ainda capazes de causar impactos.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) também acompanha a situação, já que três rios da Mata Sul atingiram a cota de alerta para possíveis inundações.

Os dois avisos no Instituto abrangem grande parte do estado, incluindo o Grande Recife, Zona da Mata, Agreste e áreas do Sertão, além de regiões de estados vizinhos.

Entre os municípios pernambucanos sob atenção estão Recife, Olinda, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Igarassu, Abreu e Lima, Moreno, São Lourenço da Mata e Vitória de Santo Antão, além de outras cidades das regiões afetadas.

O aviso mais severo, classificado como “Perigo” está em vigor desde as 10h50 desta terça-feira (18) e segue até as 9h desta quarta. Ele prevê chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos que podem variar de 60 a 100 km/h.

Nesse cenário, há risco de cortes de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas, especialmente em áreas urbanas mais vulneráveis.

Já o alerta de “Perigo Potencial”, iniciado às 8h10 desta terça e também válido até a manhã de quarta, indica um quadro menos intenso, com previsão de chuvas entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos de 40 a 60 km/h.

Apesar de o risco ser considerado menor, ainda há possibilidade de alagamentos pontuais, queda de galhos e interrupções localizadas no fornecimento de energia.

Rios em cota de alerta

Além da previsão de chuva, a Apac informou que três rios atingiram a cota de alerta e que os municípios próximos devem permanecer em atenção para a possibilidade de inundação.

O Rio Jacuípe, no município de mesmo nome, atingiu a cota de alerta. A orientação de atenção vale para Jacuípe e Santa Terezinha, em Água Preta.

O Rio Sirinhaém, em Barra de Guabiraba, também chegou à cota de alerta. A situação é acompanhada nos municípios de Barra de Guabiraba e Cortês.

Já o Rio Ipojuca, em Primavera, atingiu a cota de alerta. Primavera e Escada devem permanecer em atenção para a possibilidade de inundação.

A Apac e a Defesa Civil informaram que continuam monitorando os níveis dos rios e as condições meteorológicas. Os avisos podem ser modificados caso haja mudança no cenário.

Orientações

Durante as rajadas de vento, a recomendação é não se abrigar debaixo de árvores e evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. No alerta de maior severidade, o Inmet orienta, se possível, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia.

Em caso de emergência entrar em contato com a Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe). Atendimento pelo número 199 ou pelo telefone (81) 3181-2490.

Apac: veja onde mais choveu em Pernambuco nas últimas 24 horas

Alagamento registrado em Paulista nesta segunda-feira (3)/Reprodução/Redes Sociais

A cidade de Paulista, no Grande Recife, registrou o maior acumulado de chuva em Pernambuco nas últimas 24 horas, segundo informações divulgadas pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) na manhã desta terça-feira (4). O município registrou 104 milímetros (mm) de chuva durante o período.

Logo atrás aparecem Goiana (91 mm), na Mata Norte de Pernambuco, e Abreu e Lima (79 mm) e Camaragibe (72 mm), na Região Metropolitana do Recife. A capital pernambucana aparece em quinto lugar, com acumulado de 70 mm.

Estado de Atenção

A Apac emitiu, na noite desta segunda-feira (3), um alerta de Estado de Atenção para a Zona da Mata Norte, Região Metropolitana do Recife e Zona da Mata Sul de Pernambuco.

O nível do aviso foi elevado devido à “intensificação do sistema meteorológico”, segundo a Apac. O Agreste de Pernambuco segue em Estado de Observação. O alerta é válido até as 14h30 desta terça.

O alerta laranja da Apac indica o risco de chuva entre 50mm e 100mm. A agência pede que a população das áreas afetadas siga as orientações da Defesa Civil.

Pontos de alagamento são registrados em Recife, Olinda e Paulista durante chuvas na manhã desta terça (4)

Alagamento na Avenida Presidente Kennedy, em Peixinhos/Foto:Peu Ricardo /Acervo DP

As chuvas registradas durante a madrugada e manhã desta terça-feira (4) provocaram pontos de alagamento em ruas e avenidas do Recife, Olinda e Paulista. De acordo com o monitoramento da Companhia de Trânsito e Transportes Urbanos (CTTU) e da Defesa Civil, o acúmulo de água afetou importantes corredores viários da Região Metropolitana, exigindo atenção redobrada dos motoristas.

No Recife, os principais registros ocorreram na Avenida Mascarenhas de Moraes, em frente aos números 2557 e 2857, no bairro da Imbiribeira, e também no cruzamento da via com a Rua Jean Emile Favre.

Houve ainda alagamentos na Avenida Engenheiro Abdias de Carvalho, em frente à Praça da Chesf, sentido Centro, na Avenida Dom Helder Câmara e na Avenida Dois Rios, ambas no Ibura, além da Avenida Caxangá, próximo ao semáforo 609.

Outros pontos com acúmulo de água foram registrados na Avenida Norte Miguel Arraes de Alencar, no cruzamento com a Rua Coelho Leite, próximo ao Senai; na Avenida Santos Araújo e na Estrada dos Remédios, em frente ao mercado.

Em Olinda, houve registros de alagamentos na Rua São Miguel, no Bairro Novo, e na Avenida Presidente Kennedy, no cruzamento com a Rua Padre José Anchieta, no sentido Aguazinha.

Já em Paulista, o acúmulo de água foi registrado na Rua Belém de São Francisco, no bairro do Janga.

Segundo os órgãos de monitoramento, as demais vias permanecem molhadas, mas sem acúmulo significativo de água. Não houve registro de queda de árvores. Apenas um semáforo apresentou problema de funcionamento.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) mantém alerta de risco moderado para ocorrência de eventos hidrológicos na Região Metropolitana do Recife. A previsão indica pancadas de chuva de intensidade moderada, que podem provocar novos alagamentos e o transbordamento de córregos, principalmente em áreas com deficiência de drenagem e grande impermeabilização do solo.

A Defesa Civil orienta que a população evite áreas alagadas, não tente atravessar ruas cobertas pela água e acione o órgão do município em caso de emergência. Em Pernambuco, o atendimento também pode ser solicitado pelo telefone 199.

Confira os canais de atendimento

Defesa Civil de Pernambuco: telefone:199.
Recife:0800 081 3400 e (81) 3036-4873.
Olinda: 0800 081 0060 ou WhatsApp (81) 99266-5307.
Jaboatão dos Guararapes: 0800 281 2099 ou WhatsApp (81) 99195-6655.
Paulista: Defesa Civil pelo 153 ou WhatsApp (81) 99784-0270. Também é possível acompanhar informações pelo portal monitora.paulista.pe.gov.br.

Tempestades e risco de inundações voltam ao Rio Grande do Sul

Em algumas localidades, os acumulados de chuva poderão ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e superar os 200 milímetros em 48 horas/@ANDRECONCEICAOZ_ / @COLLI.AGENCIACRIATIVA

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul prevê um cenário de elevado risco meteorológico e hidrológico até quarta-feira (29). As condições indicam a ocorrência de tempestades severas, com chuva intensa e volumosa, rajadas de vento, queda de granizo e possibilidade de tornados em parte do estado, além do aumento do risco de cheias e inundações em diversos rios.

Segundo o órgão, entre a segunda-feira (27) e a terça-feira (28), a instabilidade se intensifica significativamente. , com possibilidade de granizo de grande porte, rajadas de vento que podem superar os 90 km/h e volumes elevados de precipitação.

Em algumas localidades, os acumulados de chuva poderão ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e superar os 200 milímetros em 48 horas, principalmente durante a terça-feira (28). Também permanece a possibilidade de ocorrência de tornados.

Na madrugada de quarta-feira (29), as instabilidades ainda atuam sobre o estado, mantendo condições para chuva forte, ventos intensos e queda de granizo, principalmente nas regiões norte, noroeste, nordeste, serra, vales e litoral norte.

Inundações

Além das condições meteorológicas adversas, a Defesa Civil reforça o risco hidrológico para diversas bacias hidrográficas. A previsão de volumes elevados de chuva, somada aos níveis já elevados de alguns rios, aumenta a possibilidade de cheias, extravasamento de arroios e pequenos cursos d’água, alagamentos urbanos e inundações.

Os maiores riscos concentram-se nos rios Uruguai, Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí, Jacuí e Sinos. Atualmente, os rios Uruguai, Jacuí e Sinos já apresentam pontos de monitoramento acima da cota de inundação, condição que pode persistir nos próximos dias.

A Defesa Civil também destaca a possibilidade de inundação em municípios localizados ao longo dos rios Ibirapuitã, em Alegrete; Santa Maria, em Dom Pedrito e Rosário do Sul; Ibicuí, em Manoel Viana; e Quaraí, no município de Quaraí.

Chuvas no RS deixam 682 desalojados; temporais podem acumular 200 mm em 48 horas

Chuvas no RS deixam 682 desalojados/Reprodução

O número de pessoas desalojadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul subiu de 568 para 682, segundo nova atualização da Defesa Civil Estadual. O acréscimo de 114 pessoas ocorre enquanto o Estado se prepara para outra rodada de temporais, com possibilidade de acumulados de até 200 milímetros em 48 horas.

O levantamento aponta moradores fora de casa em 47 municípios. Arroio dos Ratos, com 100 desalojados, aparece na situação mais crítica, seguido por Eldorado do Sul, com 90; Porto Xavier, com 84; e Iraí, com 80. Juntas, as quatro cidades concentram mais da metade do total registrado no Estado.

As chuvas já provocaram danos em ao menos 207 municípios. Entre as ocorrências estão alagamentos, inundações, bloqueios de rodovias e estradas, danos em pontes e pontilhões, deslizamentos de terra, interrupções no fornecimento de energia elétrica e residências atingidas.

Alerta para tempestades e inundação de rios

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil prevê tempestades isoladas neste domingo, 26, com possibilidade de granizo e chuva moderada a pontualmente forte no Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte.

O risco aumenta entre segunda-feira, 27, e terça-feira, 28. Segundo o órgão, as tempestades poderão provocar granizo de grande porte, rajadas de vento acima de 90 km/h e chuva intensa, especialmente nas regiões Oeste, Campanha, Centro, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales, Serra e Litoral.

Os acumulados podem superar 120 milímetros em um curto intervalo principalmente na terça-feira, e chegar a 200 milímetros em 48 horas. A Defesa Civil ressalta, porém, que ainda há incerteza sobre a localização da faixa que receberá os maiores volumes.

Apesar da tendência geral de estabilidade ou redução dos níveis, estações de monitoramento dos rios Uruguai e Jacuí permanecem acima da cota de inundação.

A Defesa Civil alerta que as novas chuvas poderão provocar cheias em arroios e rios menores, além de alagamentos em áreas urbanas. Os níveis devem continuar elevados no Baixo Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana, e no Rio Jacuí, de Dona Francisca até o Delta.

Em Alegrete, o Rio Ibirapuitã está na cota de alerta e próximo do nível de inundação. A recomendação é acompanhar os avisos oficiais e evitar áreas sujeitas a alagamentos, inundações e deslizamentos.

Apac alerta para risco de agravamento da seca com desenvolvimento do El Niño em Pernambuco

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) divulgou um alerta para a alta probabilidade de desenvolvimento do fenômeno El Niño durante o segundo semestre de 2026.

Segundo a Apac, o cenário pode provocar temperaturas acima da média em todo o estado e aumentar o risco de agravamento da seca, principalmente nas regiões do interior.

De acordo com as previsões dos principais centros meteorológicos internacionais, há grande probabilidade de ocorrência do fenômeno com intensidade moderada a forte, além da possibilidade de evolução para um episódio muito forte.

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, o que altera os padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo.

Historicamente, o evento favorece o aumento das chuvas nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, enquanto reduz as precipitações em áreas das regiões Norte e Nordeste.

Estado tem 3.597 pessoas desabrigadas ou desalojadas por causa da chuva

Chuva afetou mais de 500 pessoas em Goiana, na Mata Norte/Reprodução de vídeo @eduardofrancafm via Instagram

Divulgado nesta terça (30), o balanço da defesa Civil aponta que, Pernambuco tem 581 pessoas desabrigadas e 3.016 desalojadas por causa das chuvas.

Isso significa 3.597 pessoas que ficaram prejudicadas por causa do temporal do sábado (27). Ainda segundo levantamento, Goiana registra 497 desabrigados e 900 desalojados.

Em Timbaúba, são 52 desabrigados e 1.844 desalojados. Macaparana contabiliza 29 desabrigados, enquanto Vicência registra 60 desalojados e em Itambé três pessoas desabrigadas.

Em São Vicente Férrer há cinco pessoas desalojadas, São Benedito do Sul registra 183 desalojados em Camutanga possui 24 pessoas desalojadas.

Também nesta terça, a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil do Estado (SEPDEC) concentrou ações em Goiana, Itambé, Limoeiro, Ipojuca, Jaqueira, São Benedito do Sul e Maraial.

As equipes prestam apoio às prefeituras no preenchimento do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), no levantamento dos danos e prejuízos e na distribuição de ajuda humanitária.

Permanecemos com nossas equipes mobilizadas para prestar assistência aos municípios e à população afetada a fim de agilizar o atendimento às famílias atingidas e assegurar o apoio necessário durante o período de resposta ao desastre”, afirmou o secretário executivo de Proteção e Defesa Civil, coronel Clóvis Ramalho.

Kits

As entregas de materiais de ajuda humanitária estão sendo realizadas para os municípios de Goiana e Timbaúba.

Até esta terça, tinham sido solicitados pelas cidades e entregues pelo Governo do Estado quatro mil itens, entre eles: 41 cestas básicas, 200 garrafas de água mineral de cinco litros, 900 colchões, 1800 lençóis, 500 kits higiene e 450 kits limpeza.

Goiana tem segunda cheia em menos de dois meses; 481 pessoas estão desabrigadas

Goiana enfrenta a segunda cheia em menos de dois meses/Foto: Divulgação/Prefeitura de Goiana

O município de Goiana, na Mata Norte, registrou a segunda cheia em menos de 60 dias. Segundo a prefeitura da cidade, o volume de chuvas das últimas 24h ultrapassou 110 milímetros, provocando o transbordamento do Rio Goiana e a inundação de bairros e comunidades ribeirinhas. De acordo com a Defesa Civil, 481 moradores de áreas vulneráveis precisaram ser deslocados e estão desabrigados.

Os cidadãos são das comunidades do Baldo do Rio, Vila Bom Tempo e bairros próximos ao Canal Goiana que atingiu cota de inundação ainda neste sábado (27), segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), no entorno da BR-101 Norte.

A população afetada foi acolhida em cinco abrigos temporários estruturados em escolas municipais, onde recebem alimentação, atendimento médico, assistência social e apoio psicológico, conforme a prefeitura de Goiana.

Emergência

Na manhã deste domingo (28), a gestão de Goiana decidiu prorrogar o decreto de situação de emergência por mais 30 dias. A medida busca garantir que o município mantenha a capacidade legal e operacional de atender às famílias desalojadas e buscar recursos estaduais e federais para reconstrução e assistência.

Ainda nesta tarde, o prefeito Marcílio Régio deve receber a equipe da Defesa Civil do Estado para alinhar as ações de enfrentamento à situação provocada pelas chuvas na cidade.

As equipes seguem monitorando o nível dos rios e canais, com atenção especial ao Rio Siriji, cujas águas, vindas de municípios vizinhos, podem intensificar as inundações nas próximas horas”, destacou a administração da cidade.

A Prefeitura orienta os moradores de áreas de risco a permanecerem atentos aos alertas e, se necessário, procurar locais seguros. “A população pode buscar informações e apoio pelos canais oficiais da Prefeitura e da Defesa Civil municipal”, informa.

Cheia

No último dia 1° de maio, Pernambuco foi atingido por fortes chuvas. A cidade de Goiana foi uma das que mais foi impactada. Na ocasião, mais de 630 pessoas ficaram desabrigadas na cidade.

Em função da gravidade da situação, a prefeitura chegou a anunciar o pagamento de um auxílio emergencial de R$ 2,5 mil para as famílias afetadas.

Inmet: mais de 87% dos municípios de Pernambuco estão com alerta de chuva para esta quarta (3)

É preciso sair de casa com o guarda-chuva nesta quinta (11)/Foto: Romulo Chico/DP

Mais de 87% dos municípios de Pernambuco estão com alerta de chuva, com diferentes níveis de severidade. É o que aponta o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para esta quarta-feira (3).

Conforme atualização publicada nesta madrugada, cidades de todo o Agreste e de grande parte do Sertão entraram na zona de bandeira amarela, com Perigo Potencial de acúmulo de água.

A classificação do Inmet indica para a região o risco de chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, e ventos intensos (40-60 km/h).

Na terça (2), o Instituto havia publicado alerta, ainda válido para todo o dia de hoje, de bandeira laranja, com severidade de Perigo (com a chuva podendo chegar a 100mm/dia), para a Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte e Zona da Mata Sul.

Previsão também da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), que disparou alerta, também na terça, de Estado de Atenção para todos os municípios da faixa litorânea.

Mas, segundo o monitoramento em tempo real da Apac, a chuva no Grande Recife e zonas da mata não gerou grandes acúmulos de água nas últimas 24 horas.

Onde mais choveu foi Olinda, na Região Metropolitana, mas o volume de água chegou apenas aos 20mm.

Confira a lista:

Abreu e Lima
Afogados da Ingazeira
Agrestina
Água Preta
Águas Belas
Alagoinha
Aliança
Altinho
Amaraji
Angelim
Araçoiaba
Arcoverde
Barra de Guabiraba
Barreiros
Belém de Maria
Belo Jardim
Betânia
Bezerros
Bom Conselho
Bom Jardim
Bonito
Brejão
Brejinho
Brejo da Madre de Deus
Buenos Aires
Buíque
Cabo de Santo Agostinho
Cachoeirinha
Caetés
Calçado
Calumbi
Camaragibe
Camocim de São Félix
Camutanga
Canhotinho
Capoeiras
Carnaíba
Carpina
Caruaru
Casinhas
Catende
Cedro
Chã de Alegria
Chã Grande
Condado
Correntes
Cortês
Cumaru
Cupira
Custódia
Escada
Feira Nova
Ferreiros
Flores
Floresta
Frei Miguelinho
Gameleira
Garanhuns
Glória do Goitá
Goiana
Gravatá
Iati
Ibimirim
Ibirajuba
Igarassu
Iguaracy
Ilha de Itamaracá
Inajá
Ingazeira
Ipojuca
Itaíba
Itambé
Itapetim
Itapissuma
Itaquitinga
Jaboatão dos Guararapes
Jaqueira
Jataúba
João Alfredo
Joaquim Nabuco
Jucati
Jupi
Jurema
Lagoa de Itaenga
Lagoa do Carro
Lagoa do Ouro
Lagoa dos Gatos
Lajedo
Limoeiro
Macaparana
Machados
Manari
Maraial
Mirandiba
Moreilândia
Moreno
Nazaré da Mata
Olinda
Orobó
Palmares
Palmeirina
Panelas
Paranatama
Passira
Paudalho
Paulista
Pedra
Pesqueira
Poção
Pombos
Primavera
Quipapá
Quixaba
Recife
Riacho das Almas
Ribeirão
Rio Formoso
Sairé
Salgadinho
Salgueiro
Saloá
Sanharó
Santa Cruz da Baixa Verde
Santa Cruz do Capibaribe
Santa Maria do Cambucá
Santa Terezinha
São Benedito do Sul
São Bento do Una
São Caitano
São João
São Joaquim do Monte
São José da Coroa Grande
São José do Belmonte
São José do Egito
São Lourenço da Mata
São Vicente Férrer
Serra Talhada
Serrita
Sertânia
Sirinhaém
Solidão
Surubim
Tabira
Tacaimbó
Tamandaré
Taquaritinga do Norte
Terezinha
Timbaúba
Toritama
Tracunhaém
Triunfo
Tupanatinga
Tuparetama
Venturosa
Verdejante
Vertente do Lério
Vertentes
Vicência
Vitória de Santo Antão
Xexéu

Fortes chuvas provocam alagamentos e deixam Salvador em estado de atenção

Depois de um fim de semana marcado por chuva intensa, Salvador está em estado de observação. Embora o sistema meteorológico, conhecido como cavado, tenha começado a perder força na tarde desta segunda-feira (1º), a manhã ainda foi de muitos transtornos para moradores da capital baiana, com registros de alagamentos e ocorrências relacionadas ao mau tempo.

De acordo com o Cemadec (Centro de Monitoramento de Alerta e Alarme da Defesa Civil de Salvador), a tendência é de redução das chuvas entre esta segunda e a terça-feira (2). No entanto, a chegada de uma nova frente fria deve mudar novamente o cenário a partir de quarta-feira (3), fator que dever provocar temporal, além de rajadas de vento.

Segundo a Codesal (Defesa Civil de Salvador), cerca de 160 milímetros de chuva foram registrados na cidade nas últimas 72 horas. Durante o fim de semana, as rajadas de vento chegaram a 45 km/h.

Para efeito de comparação, ventos de até 20 km/h são considerados fracos, enquanto velocidades de até 30 km/h são classificadas como moderadas.

O cavado, fenômeno responsável pela instabilidade observada nos últimos dias, favorece a formação de grandes volumes de chuva, além de raios, trovões e ventos intensos. Apesar disso, não houve registro de descargas elétricas ou trovoadas durante o período.

A cada ano, os volumes de chuva aumentam em decorrência dos fenômenos climáticos, o que exige dos governantes em todo o mundo mais investimentos em estações meteorológicas, geotécnicas, hidrológicas e pluviométricas, além de tecnologias de proteção e contenção de encostas, entre outras ações que contenham a erosão costeira e medidas que tornem as cidades mais seguras e resilientes”, explicou o diretor-geral da Codesal, Adriano Silveira.

Até a manhã desta segunda, a Codesal havia contabilizado 68 ocorrências por conta das chuvas, entre avaliação de imóveis alagados, deslizamentos de terra e pista rompida. As equipes da Defesa Civil reforçaram que, em caso de emergência, a população deve acionar o órgão por meio do telefone 199.

Domingo deve ser de pancadas de chuva em boa parte do Nordeste, diz Inmet

Inmet também alertou sobre a possibilidade de fortes chuvas e ventos fortes em vários estados do país/Rafael Vieira/DP Foto

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) informou neste sábado (16) que a previsão nacional é de chuvas na região Norte, boa parte do Nordeste, do Sul e do Sudeste. O Nordeste, neste domingo (17), deve registrar pancadas de chuva a partir da tarde, principalmente entre o Maranhão e Pernambuco. Nessas áreas, os acumulados podem chegar a 50mm. Chuvas isoladas podem ocorrer no Sul do Maranhão, centro do Piauí, centro-sul de Alagoas, Sergipe e Leste da Bahia.

As chuvas se concentram no litoral da Bahia durante a segunda-feira (18). Pancadas também atuam entre o litoral do Maranhão e do Piauí, avançando para o interior maranhense.

O Instituto também alertou sobre a possibilidade de fortes chuvas e ventos fortes em vários estados. Amapá, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima e São Paulo têm alerta laranja de Perigo – o que indica riscos significativos, com ventos de até 100 km/h e chuvas volumosas.

Veja abaixo como fica o tempo nas demais regiões:

Norte

Domingo (17) as temperaturas variam entre 21 °C no Acre e 35 °C no Sudeste do Pará. Pancadas de chuva atuam em quase toda a região, com maiores acumulados entre o Nordeste de Roraima e Sudoeste do Pará. No Sudeste do Pará e Centro-Norte do Tocantins a chuva tende a ser mais fraca e isolada.

Já na segunda (18), chuvas mais intensas se concentram no Sudeste do Amazonas, Sul de Rondônia e em todo o estado do Amapá, com possibilidade de descarga elétrica. Nas áreas restantes, a previsão é de chuva fraca e passageira.

Centro-Oeste

O monitoramento do Inmet indica pancadas de chuva isoladas no Oeste de Mato Grosso e grande parte de Mato Grosso do Sul ao longo do domingo (17). No Distrito Federal, o tempo segue estável. Já em Goiás, a chuva deve ocorrer de forma isolada no Sul do estado.

O cenário se repete na segunda (18), mas com chuvas mais espalhadas para o Sul de Mato Grosso do Sul.

Sudeste

No domingo (17), as chuvas ficam mais intensas no Sul de São Paulo, principalmente durante a noite.

Os temporais continuam intensos no estado e no Sul do Rio de Janeiro na segunda (18). Já o centro-norte de Minas Gerais e o Norte do Espírito Santo seguem com tempo estável.

Sul

A instabilidade avança para Santa Catarina e grande parte do Rio Grande do Sul no domingo (17). A previsão do Inmet indica que os volumes chegam até 70 mm no centro-oeste do Paraná. Somente o extremo Sudoeste gaúcho deve ter tempo firme.

Na segunda-feira (18), a chuva se intensifica entre o centro e o Norte do Paraná. As pancadas podem ocorrer com forte intensidade e em curto período de tempo, acompanhadas de descargas elétricas. A previsão de chuva se estende para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mas com menores acumulados.

Inmet prevê chuva forte para 117 municípios de todas as regiões de Pernambuco nesta sexta (15)

Foto ilustrativa de chuva no Recife/DP

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, na madrugada desta sexta-feira (15), a previsão para Pernambuco: 117 municípios, de todas as regiões do estado, estão com risco de chuva intensa.

O grau de severidade é de Perigo Potencial, ou bandeira amarela, quando a chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos (40-60 km/h).

A faixa amarela no mapa do Inmet se estende de canto a canto do litoral de Pernambuco, atingindo todos os municípios da Região Metropolitana e zonas da Mata Norte e Sul.

Ela invade parte do Agreste, chegando atingir as cidades do Sertão do estado próximas à divisa com a Paraíba.

A previsão do Inmet desta sexta-feira é válida até as 23h59.

Pernambuco tem alerta de vendaval para 21 municípios nesta quarta (13), segundo Inmet

Vídeo mostra a força dos ventos durante chuva que atingiu Serra Talhada, Sertão de Pernambuco
/Reprodução/redes sociais

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou, pela manhã, um alerta de vendaval para 21 município do Sertão de Pernambuco ao longo desta quarta-feira (13).

Conforme a publicação do Inmet, o risco de severidade é de Perigo Potencial, ou bandeira amarela, com os ventos variando entre 40 km/h e 60 km/h.

A região apontada pelo alerta inclui 21 municípios do extremo oeste do Sertão de Pernambuco, no limite com os estados da Bahia, Piauí e Ceará.

São eles:

Afrânio
Araripina
Bodocó
Cabrobó
Cedro
Dormentes
Exu
Granito
Ipubi
Lagoa Grande
Moreilândia
Orocó
Ouricuri
Parnamirim
Petrolina
Santa Cruz
Santa Filomena
Santa Maria da Boa Vista
Serrita
Terra Nova
Trindade

Região Metropolitana concentra maiores acúmulos de água; confira onde mais choveu, segundo Apac

Segundo a Apac, a previsão indica continuidade de chuvas com intensidade moderada e pontualmente forte durante esta terça (03) no Sertão e Agreste do estado. 
/Foto: Rafael Vieira/DP Foto

Em Estado de Atenção desde o final da tarde desta terça-feira, municípios da Região Metropolitana do Recife, mais ao norte, registraram os maiores volumes de chuva, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac).

Conforme o painel de monitoramento em tempo real, às 7h20 desta quarta-feira (13), Abreu e Lima apresentava acúmulo de água de 39mm, nas 12 horas anteriores.

Itapissuma, Araçoiaba e Igarassu variaram entre 37mm e 36mm. Em Paulista, a chuva chegou perto de 31mm.

Além do Grande Recife, também faziam parte do Estado de Alerta da Apac as zona da mata Norte e Sul, com previsão de chuva Moderada a Forte.

Condado, na Mata Norte, foi outro município que atingiu os 30mm.

Confira os maiores acumulados nas últimas 12 horas:

Abreu e Lima | 39 mm

Itapissuma | 37,4 mm

Araçoiaba | 36,8 mm

Igarassu | 36,02 mm

Paulista | 30,93 mm

Condado | 30 mm