Cor Litúrgica: Branco
Santa Escolástica, virgem, Memória | Terça-feira
Naquele tempo, 1 os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6 Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9 E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10 Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer’. 11 Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12 E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13 Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”. (Mc 7,1-13).
Estimados leitores,
O que agrada a Deus é um coração livre das maldades e das ambições desordenadas.
O Evangelho de hoje narra o encontro dos fariseus e de alguns mestres da Lei com Jesus. Eles vieram de Jerusalém com um único objetivo: descobrir que tipo de ensinamento Jesus transmitia a seus discípulos e se Ele os incentivava a não observar a Lei. Pelo que haviam ouvido, os ensinamentos de Jesus não se enquadravam nos padrões religiosos da época, e suas orientações pareciam romper com o sistema religioso já estabelecido.
Para os fariseus, religião era o cumprimento rigoroso de preceitos, normas e rituais vazios que, aos olhos de Deus, nada acrescentavam. Eles seguiam as regras externamente, mas não praticavam a misericórdia; suas atitudes eram, muitas vezes, contrárias à vida e ao amor.
O texto nos convida a um questionamento sobre a nossa fé e a nossa vivência religiosa. Precisamos ser coerentes entre o que falamos e o que vivemos. Deus não nos olha apenas externamente. Para Ele, não importa nossa cor, posição social ou até mesmo a religião que dizemos ter; o que realmente importa é o bem que cultivamos em nosso interior, ou seja, a pureza do coração.
Aos olhos de Deus, as práticas exteriores só encontram seu verdadeiro sentido quando são expressão sincera daquilo que se crê e se vive. Do contrário, tornam-se atitudes vazias, que não significam nada, pois mostram algo que, na verdade, não somos e não vivemos.
Enquanto observamos os pontos fracos dos nossos irmãos, deixamos de cuidar do nosso próprio interior, esquecendo que não somos modelos de perfeição. Não é verdade?
Tenham todos uma abençoada terça-feira!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.


