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Rússia assegura que não vai atacar a Europa e países da OTAN

Vladimir Putin, presidente da Rússia (Foto: Kremlin.ru / AFP)

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou que a Rússia não planeja atacar qualquer país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), nem tem como alvo a Polônia, a República Tcheca ou países bálticos.

Putin classificou como um “absurdo” dizer que Moscou se prepara para atacar a Europa, após a invasão da Ucrânia e negou qualquer ameaça ao Ocidente. “Não temos intenções de atacar estes Estados. A ideia de que atacaremos algum outro país, a Polônia, os Estados Bálticos e os checos também estão assustados, é um completo absurdo. É apenas um absurdo. As declarações sobre a ameaça russa à Europa são simples delírios”, destacou.

No entanto, afirmou que se as forças ucranianas receberem caças F-16 estes serão abatidos pelas forças russas. “Serão considerados alvos legítimos, independentemente de onde operem, embora considere que estas aeronaves não mudam a situação das forças ucranianas. Se fornecerem F-16, e anunciarem isso e aparentemente treinar pilotos, isso não mudará a situação no campo de batalha. Destruiremos as aeronaves assim como destruímos hoje tanques, veículos blindados e outros equipamentos, incluindo lançadores de múltiplos mísseis”, disse.

As declarações de Putin acontecem depois do anúncio do ministro ucraniano das elações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, de que chegariam caças F-16 à Ucrânia nos próximos meses, fornecidos por países europeus como a Bélgica, Países Baixos, Noruega e Dinamarca.

Desde o começo da invasão russa da Ucrânia, aumentaram os receios de que as operações militares da Rússia se estendessem ao resto da Europa.

“O que dizem sobre irmos atacar a Europa depois da Ucrânia é um disparate total, é intimidação das populações”, indicou Putin, acrescentando que os satélites dos Estados Unidos temem uma Rússia grande e forte, mas garantiu que não têm razão para esse receio.

Mas, o líder russo acusou Washington de lutar contra Moscou ao ajudar financeira e militarmente a Ucrânia, enfatizando que as relações entre a Rússia e os EUA nunca estiveram piores.

Venezuelanos no exterior dizem que são impedidos de realizar registro para votar nas eleições

Venezuelanos na Argentina protestam em frente à embaixada da Venezuela em Buenos Aires e pedem que registro eleitoral seja habilitado para que possam votar nas eleições de julho

De protestos diários em Buenos Aires a uma greve de fome em Madri, venezuelanos de todo o mundo estão reclamando que seus consulados estão impedindo que eles façam o registro para votar na eleição presidencial, na qual a continuidade de Nicolás Maduro está em jogo. Funcionários diplomáticos dizem aos manifestantes que não receberam as máquinas para coletar impressões digitais ou optam por ignorá-los.

A cena se repete nos consulados da América Latina e da Europa, onde eleitores e ativistas denunciam manobras para impedir que cerca de 5,2 milhões de pessoas, muitas delas opositoras, votem nas eleições presidenciais, marcadas para 28 de julho.

Jesús Delgado, da ONG Transparência Eleitoral, que monitora os processos eleitorais na América Latina, acredita que esses obstáculos são “sistemáticos e correspondem ao fato de que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não enviou nenhuma diretriz” aos consulados. As autoridades da Venezuela atribuem os atrasos e as dificuldades no envio das máquinas às sanções internacionais, de acordo com a imprensa.

As Nações Unidas estimam que quase oito milhões de venezuelanos tenham migrado de seu país desde 2014. A maioria está fugindo de uma crise sem precedentes, com uma queda de 80% no PIB, hiperinflação, escassez de alimentos e medicamentos e imensa agitação política. A rejeição ao governo de Maduro é generalizada no exterior.

Cerca de 5,2 milhões devem atualizar seu registro no estrangeiro ou se registrar para votar pela primeira vez, de acordo com a ONG Súmate. A lista eleitoral foi atualizada pela última vez em 2018 e tem apenas 107 mil venezuelanos registrados em todo o mundo.

Desse total, cerca de 40 mil estão registrados nos Estados Unidos, onde não poderão votar desta vez, uma vez que os consulados não estão funcionando desde 2019 devido ao rompimento das relações diplomáticas.

Três dias após ser solto, Daniel Alves se apresenta pela primeira vez ao tribunal e é insultado na saída

Três dias após ser solto, Daniel Alves se apresenta pela primeira vez ao tribunal — Foto: REUTERS/Nacho Doce

Três dias após ser solto, Daniel Alves se apresentou pela primeira vez ao Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, em Barcelona, na manhã desta quinta-feira (28). O ex-jogador estava acompanhado de sua advogada Ines Guardiola.

Daniel Alves foi solto na segunda-feira (25), depois de quase 15 meses preso e de pagar uma fiança de 1 milhão de euros. Condenado por ter estuprado uma mulher em uma boate na Espanha, o ex-jogador deixou a prisão respaldado por uma autorização de liberdade provisória.

O brasileiro estava no local desde janeiro de 2023, quando foi preso preventivamente enquanto o caso era investigado.

Na saída do tribunal, Daniel ouviu insultos de algumas pessoas que o aguardavam na porta, segundo o jornal espanhol esportivo “Marca”.

Em um vídeo divulgado pela publicação, é possível ouvir um homem gritando e o chamando de estuprador, enquanto Daniel segue caminhando ao lado da advogada e escoltado por um policial. “Tem muito dinheiro para estuprar e depois pode pagar, né? No Brasil, te matam rápido, seu desgraçado. Está tranquilo. Tem dinheiro para violar as mulheres. É um estuprador”, grita o homem.

No vídeo, ainda é possível ouvir outra mulher citando que Daniel está “bem tranquilo”.

Nesse período, o ex-jogador teve negados quatro pedidos para aguardar em liberdade. Na semana passada, no entanto, a Justiça espanhola aceitou conceder liberdade provisória.

O ex-jogador pagou, também a fiança de 1 milhão de euros (cerca de R$ 5,4 milhões) estipulada pela Justiça. Após verificar o pagamento e recolher os dois passaportes do ex-jogador (o brasileiro e o espanhol), a Audiência Provincial de Barcelona, responsável pelo caso, decretou a liberdade do brasileiro.