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Anvisa determina apreensão de lotes falsificados de remédio contra câncer

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e a proibição de comercialização e uso de lotes falsificados dos medicamentos Phesgo e Dysport. As medidas foram publicadas no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21).

No caso do Phesgo, a agência determinou a apreensão e proibiu o armazenamento, a comercialização, a distribuição, a exportação, a importação e o uso de unidades do lote B5011B05 que tenham como data de fabricação de junho de 2025.

Segundo comunicado enviado à Anvisa pela empresa detentora do registro, Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, as unidades identificadas no mercado apresentam características diferentes das do medicamento original e são consideradas falsificadas.

A medida vale para todas as pessoas físicas ou jurídicas que tenham unidades com essa identificação.

Dysport também teve lotes falsificados

A Anvisa também determinou a apreensão e proibiu a comercialização, a distribuição e o uso de três lotes do Dysport, medicamento de toxina botulínica tipo A.

Os lotes são P08191, com validade em abril de 2029, P08192, com validade em maio de 2029, e P22368, com validade em fevereiro de 2029.

De acordo com a empresa detentora do registro, Beaufour Ipsen Farmacêutica, os três lotes não são reconhecidos como produtos originais e também foram classificados como falsificações.

Ministro anuncia Recife como base da Força Nacional do SUS contra impactos do El Niño

O ministro da Saúde, Alexndre Padrilha, apresentou nesta quarta-feira (16), em entrevista coletiva, um plano nacional de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) contra os impactos do El Niño. O fenômeno climático deve atingir intensidade “muito forte” neste mês de setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027.

Recife será uma das nove novas bases regionais da Força Nacional do SUS no país, com meta de resposta rápida a emergências de saúde. A cidade integra a estratégia do ministério para o Nordeste, região sob risco de estiagem severa e calor extremo, que também vai receber 968 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 18,7 mil cisternas como parte do enfrentamento aos impactos climáticos.

O modelo das bases regionais prevê deslocamento inicial para áreas afetadas em até 12 horas, com mobilização escalonada de equipamentos e profissionais adicionais nas primeiras 72 horas.

“As bases descentralizadas da Força Nacional do SUS não só aumentam a nossa capacidade quantitativa de responder, porque a gente faz com que em 12 horas cheguem mais profissionais a um local de emergência sanitária para apoiar a manutenção da rede, mas também são mais qualitativas, porque os profissionais ficam permanentemente ali no território, com mais relação com o gestor local e estadual“, afirmou o ministro da Saúde.

Em setembro, na inauguração da base do Rio de Janeiro, Padilha já havia afirmado que que a estrutura “aumenta em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da Força Nacional do SUS quando acionada pelos estados e municípios”.

As ações fazem parte do AdaptaSUS, plano de adaptação do Ministério da Saúde às mudanças climáticas, que prevê R$ 9,8 bilhões em investimentos até 2035, distribuídos em 27 metas e 93 ações. Entre os riscos à saúde associados ao El Niño no Nordeste, o ministério cita insegurança hídrica, doenças respiratórias e cardiovasculares ligadas ao calor, insegurança alimentar e risco de proliferação da dengue.

Além do ministro, participaram da coletiva o diretor de programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior; a coordenadora-geral da Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM) do Ministério da Saúde, responsável pela coordenação do AdaptaSUS, Agnes Soares; o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli; a assessora técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mariele Barbosa; e o pesquisador e ex-presidente da Fiocruz, hoje à frente do grupo Clima e Saúde da instituição, Paulo Gadelha.

Ministério da Saúde prevê alta de casos de dengue no segundo semestre por causa do El Niño

O Brasil registrou queda de 75% na incidência de dengue no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Ministério da Saúde. A pasta, porém, projeta reversão da tendência nos próximos meses por causa do El Niño. “Provavelmente este segundo semestre nós teremos um aumento da incidência e da prevalência de dengue e outras arboviroses“, afirmou o ministro Alexandre Padilha durante coletiva de imprensa desta quarta-feira (16).

Diante do cenário, o ministério afirma estar organizando, junto a estados e municípios, um plano de contingência mais robusto para o enfrentamento das arboviroses. Entre os riscos à saúde associados ao fenômeno climático no Nordeste, a pasta cita a proliferação da dengue ao lado de doenças respiratórias, cardiovasculares e ligadas à insegurança hídrica e alimentar.

O alerta brasileiro acompanha um movimento observado em outras partes do mundo. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, foi identificado recentemente no Reino Unido e já há registro de transmissão de chikungunya na França.

Para Padilha, o fenômeno mostra como o aumento da temperatura média global “leva doenças para lugares onde elas não existiam“. Ele citou o exemplo do Rio Grande do Sul, que registrou surto de dengue associado ao El Niño em 2024, ano também marcado pelas enchentes históricas no estado.

Anvisa determina recolhimento do produto NotShake Protein

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do produto NotShake Protein, fabricado pela NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. A resolução foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa informou que a medida atinge todos os lotes dos seguintes produtos:

NotShake Protein Morango com Tâmara
NotShake Protein Baunilha com Coco
NotShake Protein Chocolate
NotShake Protein Café Caramelo

“Os produtos não são notificados junto à Anvisa como suplementos alimentares. Além disso, há insuficiência dos estudos apresentados para demonstrar a manutenção das características dos produtos durante todo o prazo de validade e a inadequação da alegação zero lactose”, destacou a agência.

Além do recolhimento, a Anvisa proibiu ainda a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. e aguarda posicionamento.

Aloe vera

A Anvisa também determinou o recolhimento do produto Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel, da Biodis Industrial Ltda. Segundo a agência, o produto não poder ser fabricado, distribuído, comercializado, divulgado nem utilizado. A resolução consta no Diário Oficial da União.

“O item é vendido com produto que contém Aloe vera para consumo oral sem prévia avaliação de segurança e autorização de uso pela Anvisa. A medida também aponta outras irregularidades: rotulagem com informações obrigatórias do produto em língua estrangeira e divulgação de alegações de saúde e terapêuticas não autorizadas”, detalhou a agência.

Anvisa aprova novas indicações para remédio que trata câncer de mama

A Anvisa aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy/VALTER CAMPANATO/AGÊNCIA BRASIL

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou novas indicações terapêuticas para o medicamento Trodelvy (sacituzumabe govitecana), usado no tratamento de pacientes adultos com câncer de mama triplo-negativo (CMTN).

Duas novas indicações foram aprovadas:

em combinação com pembrolizumabe para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável (que não pode ser removido por cirurgia), localmente avançado ou metastático cujos tumores expressem PD-L1 (proteína encontrada na superfície de algumas células cancerígenas que faz com que o sistema imunológico não ataque o tumor);

como monoterapia para o tratamento de primeira linha de pacientes adultos com CMTN irressecável, localmente avançado ou metastático que não sejam candidatos ao tratamento com inibidores de PD-1 ou PD-L1.

De acordo com a Anvisa, o câncer de mama triplo-negativo representa um subtipo agressivo da doença, associado a pior prognóstico e limitado número de opções terapêuticas. Pacientes com doença localmente avançada irressecável ou metastática frequentemente apresentam rápida progressão clínica e elevada mortalidade.

“Nesse contexto, há necessidade de tratamentos mais eficazes nas fases iniciais da terapêutica”, destacou a agência.

O sacituzumabe govitecana é um conjugado anticorpo-fármaco que age ligando-se especificamente à proteína Trop-2 na superfície das células cancerígenas para liberar uma medicação quimioterápica diretamente nelas.

O registro foi publicado no Diário Oficial da União da última terça-feira (8).

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca

Estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir

Um novo medicamento para o tratamento da enxaqueca foi aprovado nesta terça-feira (8) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O Aquipta (atogepanto) é indicado para adultos que têm pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.

De acordo com a agência, a substância atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor. Além disso, é capaz de prevenir o aparecimento das crises. O laboratório que solicitou o registro foi a ABBVIE Farmacêutica, conforme resolução publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Os estudos apontam que o atogepanto é capaz de reduzir “significativamente” o número de dias mensais de enxaqueca.

Segundo a Anvisa, apesar de existirem opções terapêuticas para prevenção da enxaqueca, “muitas delas não atuam especificamente nos mecanismos fisiopatológicos da doença”. Por essa razão, o Aquipta representa uma nova opção de tratamento oral para prevenção da doença.

Sobre a doença

A enxaqueca é caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.

A doença atinge cerca de 15% da população mundial, com impacto significativo na qualidade de vida.

Fiocruz vai iniciar testes da primeira vacina RNAm contra a covid-19

Vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a covid-19/BERNARDO PORTELLA/FIOCRUZ

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a iniciar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a covid-19. A vacina é a primeira produzida com esta tecnologia no país.

O imunizante foi totalmente desenvolvido na plataforma RNAm da Fiocruz. O estudo de Fase 1 tem o objetivo de avaliar a segurança e a imunogenicidade do reforço vacinal com a vacina COVID19 (RNAm) da Biomanguinhos/Fiocruz em participantes adultos sadios.

A vacina do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos passou pelo estágio pré-clínico, que mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos e de escalonamento.

Participantes

O recrutamento dos participantes para a Fase 1 do estudo clínico está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027.

Serão incluídos no estudo 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos. As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, no Rio de Janeiro (RJ).

O período de inclusão desse grupo no estudo deverá ser de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses.

Na primeira fase, são testadas a segurança e a imunogenicidade do reforço da vacina. O estudo clínico vai avaliar o uso do imunizante como dose de reforço, como consta atualmente no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Anvisa interdita água mineral por conter coliformes

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (2), a interdição cautelar da água mineral sem gás da marca Vitoriosa.

Laudo emitido pelo Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (CRF/RJ) detectou resultado insatisfatório no ensaio microbiológico, com detecção de coliformes totais em 250ml do produto.

O produto não deve ser consumido ou comercializado até que seja comprovada a sua segurança.

O produto é fabricado pela GEPF Agroindústria Ltda, localizada em Engenheiro Paulo de Frontin (RJ), com o número do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ): 08.144.303/0001-90.

A Resolução 3.441/2026 que determina a interdição cautelar foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira.

Proteção da saúde

A agência reguladora esclarece que a medida preventiva e temporária tem o objetivo de proteger a saúde da população e permanecerá vigente enquanto são realizados novos testes, provas, análises ou outras providências requeridas para a investigação e a conclusão do caso.

A Agência Brasil entrou em contato com a GEPF Agroindústria Ltda. e aguarda posicionamento da empresa.

Ministério da Saúde apresenta plano para preparar o SUS para impactos do El Niño

Os efeitos esperados do El Niño são diferentes para cada uma das regiões do País/Fernando Frazão/Agência Brasil

O Ministério da Saúde apresentou nesta semana um plano de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) aos possíveis impactos do El Niño entre 2026 e 2027.

A proposta foi discutida durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, e visa preparar a rede para as consequências do fenômeno climático, que é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

Segundo o governo federal, o fenômeno está classificado como “forte” e há possibilidade de atingir o patamar “muito forte” já em setembro. O período considerado mais crítico vai de outubro deste ano a março de 2027.

Os efeitos esperados são diferentes em cada região do País. Norte e Centro-Oeste podem enfrentar seca, estiagem e queimadas, enquanto o Nordeste deve ter agravamento da seca e do calor. Para o Sudeste, a previsão é de ondas de calor e temporais. Já no Sul, a preocupação está nas chuvas intensas e no risco de inundações.

Como o SUS deve se preparar

A estratégia apresentada pelo Ministério da Saúde está organizada em cinco frentes:

Coordenação entre governos: uma sala de situação vai reunir informações e acompanhar emergências relacionadas ao clima;

Monitoramento na área da saúde: outra sala de situação será responsável por acompanhar os impactos dos eventos climáticos sobre a saúde;

Medicamentos: serão disponibilizados recursos e kits emergenciais para atender as regiões afetadas;

Envio de equipes: a Força Nacional do SUS terá bases regionais para deslocar profissionais às áreas atingidas em até 48 horas;

Atendimento adaptado a cada região: os serviços e protocolos de saúde serão organizados considerando as características e os riscos de cada bioma.

Na Amazônia, a preparação também leva em conta as dificuldades para chegar a áreas mais isoladas. Para atender essas populações o plano prevê o uso de equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

Ferramentas ajudam a acompanhar riscos para a saúde

O planejamento inclui sistemas para monitorar as condições ambientais e seus possíveis efeitos sobre a população. Entre as ferramentas citadas pelo Ministério da Saúde estão:

– Painel Nacional de Excesso de Calor: acompanha situações de calor excessivo, permitindo identificar períodos e áreas em que as altas temperaturas podem representar maior risco à saúde;

– VigiAR: programa de Vigilância em Saúde de Populações Expostas a Poluentes Atmosféricos, utilizado para acompanhar riscos à saúde relacionados à poluição do ar;

– GeoRisk: ferramenta para acompanhamento de riscos relacionados a eventos climáticos e seus impactos sobre a saúde;

– Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC): projeto-piloto implantado em oito cidades das cinco regiões do País para reunir informações sobre clima e saúde e apoiar a tomada de decisões.

Também está prevista a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para contribuir para a identificação precoce de surtos.

Plano prevê ações de adaptação até 2035

Além das medidas específicas para o El Niño, o ministério mantém uma estratégia de médio prazo para preparar o sistema de saúde para os efeitos das mudanças climáticas.

O Plano Setorial de Saúde – AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações até 2035, distribuídas entre as áreas de Vigilância em Saúde; Atenção à Saúde; Promoção e Educação em Saúde; Ciência, Tecnologia, Inovação e Produção.

Entre as medidas previstas estão a criação de uma diretriz nacional para emergências de saúde pública provocadas por calor extremo e o apoio a municípios considerados prioritários na preparação para desastres.

Para enfrentar a insegurança hídrica, uma das ações planejadas é a contratação, pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa), de 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com investimento de R$ 226,6 milhões.

O plano também prevê aprimorar, até 2027, o monitoramento e o controle de doenças e problemas de saúde relacionados ao clima em todos os estados.

O ministério informou ainda que deve publicar uma portaria para criar um painel de especialistas em clima e saúde. O grupo terá a função de fornecer subsídios técnicos para decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos de eventos climáticos.

Anvisa determina apreensão e proíbe venda de cosméticos por falta de registro

Agência Nacional de Vigilância Sanitária - Anvisa/Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quinta-feira (27), 37 produtos da marca Bunny Beauty. Os itens, vendidos pela internet, não possuem regularização sanitária junto à Agência.

A medida da Anvisa prevê a apreensão dos produtos e proíbe a fabricação, a distribuição, a venda, a divulgação e o uso dos itens. Segundo a agência, os produtos eram vendidos sem nenhum tipo de regularização .

Produtos proibidos pela Anvisa

A lista abrange diferentes linhas da marca, tais como esfoliantes, sprays de ambiente, difusores, géis de banho e hidratantes corporais. Os produtos são:

The Bunny Club – Body Splash – Only Coolest Girls
The Bunny Club – Shower Gel – Only Coolest Girls
Bunny. Diffuser – Fig & Honey
Bunny. Hand Soap – Fig & Honey
Bunny. Hand Soap – White Tea, Folhas de Chá Branco, Rosa Fava Tonka
Bunny. Homespray – Fig & Honey
Bunny. Homespray – White Tea, Folhas de Chá Branco, Rosa Fava Tonka
Bunny. Farmers Market Shower Gel – Vanilla Cherry
Bunny. Farmers Market Body Butter – Vanilla Cherry
Bunny. The Sleep Time. Pillow Mist
Bunny. Ginger Vanilla Sleep Mist
Bunny. Lavender Vanilla Day Mist
Bunny. Body Butter – Fig & Honey
Bunny. Body Butter – Hey – Green Apple
Bunny. Body Butter – Hey – Strawberry
Bunny. Body Butter – Hey – Blue Dream
Bunny. Body Butter – Hey – Vanilla
Bunny. Farmers Market Body Splash – Vanilla Cherry
Bunny. Farmers Market Body Scrub – Vanilla Cherry
Bunny. Shower Gel – Strawberry
Bunny. Shower Gel – Blue Dream
Bunny. Shower Gel – Fig & Honey
Bunny. Body Splash – Strawberry
Bunny. Body Splash – Vanilla
Bunny. Body Splash – Green Apple
Bunny. Body Splash – Fig & Honey
Bunny. Body Polish – Green Apple Cream
Bunny. Body Polish – Strawberry Cream
Bunny. Body Polish – Blue Dream Cream
Bunny. Body Scrub – Blue Dream Cream
Bunny. Body Scrub – Fig & Honey
Bunny. Homespray – Notting Hill, London, Pônia, Maçã Vermelha
Bunny. Homespray – Sho, London, Alecrim, Limão Siciliano, Manga, Jasmim, Cedro
Bunny. Homespray – Chelsea, London, Bergomata, Lavanda, Patchouli
Bunny. Shower Gel – Vanilla
Bunny. Shower Gel – Green Apple

Anvisa cancela registro do Elevidys, medicamento para doenças graves

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou, nesta segunda-feira (24), no Diário Oficial da União, uma resolução sobre o cancelamento do registro do medicamento Elevidys (delandistrogeno moxeparvoveque), a pedido da empresa Roche, indústria farmacêutica responsável pela produção do medicamento.

O comunicado foi publicado em união entre a Anvisa e a Roche e explica que o cancelamento do registro acontece após os dados disponíveis para o Elevidys não serem suficientes para atender aos requisitos regulatórios vigentes necessários à manutenção do registro.

No entanto, a Anvisa ressalta que o cancelamento do registro não altera as obrigações da empresa relacionadas ao acompanhamento dos pacientes previamente expostos ao medicamento nos estudos clínicos e programas existentes, incluindo os pacientes brasileiros que receberam Elevidys entre dezembro de 2024 e julho de 2025, com monitoramento contínuo de segurança e reporte das informações à Anvisa.

O Elevidys teve registro condicional no Brasil em dezembro de 2024 para o tratamento da distrofia muscular de Duchenne (DMD), restrita a pacientes deambuladores (que têm a capacidade de andar ou caminhar de forma independente ou com ajuda de um dispositivo), entre 4 e 7 anos de idade, e critérios específicos de elegibilidade clínica e laboratorial.

Em julho de 2025, a comercialização do produto foi suspensa como medida regulatória de precaução, em razão da necessidade de avaliação adicional de aspectos relacionados à segurança. A decisão foi tomada depois de novas informações internacionais relacionadas a eventos graves de insuficiência hepática aguda, o que incluiu casos fatais após a administração do medicamento.

Próximos passos

Durante esse período, a Roche apresentou informações complementares e manteve interação com a Anvisa quanto as obrigações regulatórias associadas ao registro condicional.

A empresa farmacêutica aponta que segue com o programa clínico do medicamento e com a apresentação das evidências necessárias. Já a Anvisa reafirma que avalia as futuras submissões que tragam evidências adicionais, observados os requisitos regulatórios vigentes.

Ambas reafirmam o compromisso com a saúde da população e decisões regulatórias fundamentadas nas melhores evidências científicas disponíveis, especialmente no contexto de terapias avançadas destinadas ao tratamento de doenças graves e raras.

Dia D de vacinação é realizado neste sábado (22) em todo o país

Dia D de vacinação é realizado neste sábado em todo o país
/José Cruz

Crianças e adolescentes menores de 15 anos devem comparecer a uma unidade básica de saúde (UBS) ou a qualquer ponto de vacinação em todo o país neste sábado (22) para o Dia D da Campanha de Multivacinação. O objetivo é atualizar a caderneta vacinal.

Em pronunciamento em cadeia nacional, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou as famílias a participarem da campanha. “O Brasil tem unido forças para recuperar as coberturas vacinais do calendário infantil”, disse o ministro.

Pela primeira vez, a campanha conta com a vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), que amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites. O imunizante é indicado para crianças menores de 5 anos.

Quais vacinas estarão disponíveis na campanha?

BCG;
hepatite B;
penta (DTP/Hib/HB);
poliomielite (VIP);
rotavírus humano;
pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
meningocócica C;
influenza;
covid-19;
febre amarela;
meningocócica ACWY;
tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
varicela;
DTP;
hepatite A;
dT;
HPV4;
dengue tetravalente.
Sarampo

Diante do aumento de casos de sarampo na Região das Américas e do registro de casos importados no Brasil, o ministério mantém a estratégia de vacinação indiscriminada contra a doença para pessoas de 6 meses a 59 anos em Guarulhos (SP), em São Bernardo do Campo (SP) e na capital paulista.

O ministro destacou ainda que o Brasil tem registrado casos da doença vindos de outros países e alertou para a necessidade de manter a vigilância. “Por isso, toda a atenção das famílias e do SUS é necessária para impedir que o sarampo volte a circular no Brasil”, afirmou Padilha.

Dados da pasta mostram que, de 3 a 14 de agosto, mais de 529,8 mil doses da vacina tríplice viral foram aplicadas nos três municípios. Desse total, 87,2 mil doses foram destinadas a crianças de 5 a 11 anos – o equivalente a 16,5% das aplicações.

Balanço

A campanha começou no início do mês e segue até 1º de setembro, com a oferta de 20 doses do Calendário Nacional de Vacinação que protegem contra doenças como meningites, tuberculose e cânceres associados à infecção pelo HPV.

Até a última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde havia distribuído mais de 180 milhões de doses para garantir a vacinação em todo o país ao longo do ano. Vacinas contra a influenza, o sarampo (tríplice viral) e a poliomielite foram as mais aplicadas.

Ao convocar a população para o Dia D, Padilha também alertou para os riscos da desinformação sobre vacinas. “Não deixem que as notícias falsas coloquem em risco a saúde das nossas crianças”, finalizou.

Anvisa proíbe 6 tipos de sal vendidos irregularmente na internet

40 sachês de sal

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a venda, fabricação, importação, distribuição, divulgação e utilização dos produtos “Quanqton Ocean Salts”, “Sal integral Quanqton”, “Sal Perfeito, New Quantic”, “Endurance” e “Sal Marinho Integral”.

Segundo o órgão, todos eles eram fabricados por empresa desconhecida e vendidos irregularmente na internet. Assim, a agência determinou a apreensão dos produtos.

A decisão da Anvisa destaca que os sais eram anunciados em diversas plataformas de comércio eletrônico. A agência afirma que os produtos, comercializados em embalagens de 250g, 1kg e 2kg, não possuem regularização sanitária.

Além disso, são veiculadas propagandas não permitidas. Entre as irregularidades constatadas, há alegações como: “sal marinho integral com concentração elevada de magnésio — desenvolvido para atletas que precisam de reposição mineral real durante e após o esforço físico intenso”, e “evita câimbra e fadiga muscular”.

Há ainda indicações como “reposição mineral durante treinos longos e provas”, “hidratação celular real — não só água, mas eletrólitos que o corpo absorve” e “recuperação mais rápida após esforço intenso”.

Média de idade para infarto em Pernambuco é de 70 anos, aponta estudo

Congresso Internacional de Cardiologia Rede D'Or 2026
/Foto: Divulgação/Rede D'Or

Pernambuco apresenta média de 70 anos entre os pacientes que sofrem infarto agudo do miocárdio (IAM), segundo um estudo realizado pela Rede D’Or. O número coloca o estado entre aqueles com perfil de infarto mais tardio no levantamento, mas, para os cardiologistas, a idade média não significa que os pernambucanos estejam livres do risco cardiovascular. Hipertensão, colesterol elevado, diabetes, obesidade, sedentarismo e tabagismo continuam entre os principais fatores associados aos eventos coronarianos. O estresse também pode contribuir para esse risco, mas os médicos ressaltam que não é possível apontá-lo isoladamente como causa da diferença observada entre os estados.

O levantamento analisou 4.921 pacientes atendidos com suspeita de infarto entre janeiro de 2025 e março de 2026, em 59 unidades da Rede D’Or de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Distrito Federal, Minas Gerais e Pernambuco. Do total, 2.194 receberam diagnóstico de infarto, enquanto 2.727 tiveram angina instável.

Entre os pacientes que sofreram infarto, Pernambuco apresentou média de idade de 70 anos. A Bahia registrou 69 anos; Brasília e Minas Gerais, 67 e 67,5 anos, respectivamente. No Rio de Janeiro, a média foi de 62 anos, e São Paulo apresentou a menor idade média do levantamento, de 58 anos.

A diretora nacional de Cardiologia da Rede D’Or, Olga Ferreira de Souza, afirma que existe uma diferença no perfil etário entre as regiões analisadas. Segundo ela, os pacientes do Sudeste aparecem como uma população mais jovem em comparação com os do Nordeste.

A médica avalia que o estresse pode ser um dos fatores que ajudam a explicar essa diferença, principalmente em grandes centros urbanos. No entanto, ela ressalta que não há um estudo capaz de comprovar que esse seja o motivo para a ocorrência mais precoce de doença coronariana em determinadas regiões.

A relação entre estresse e saúde cardiovascular é reconhecida, mas não deve ser analisada de forma isolada. O estresse crônico pode contribuir para alterações que elevam o risco cardiovascular e também influenciar hábitos como tabagismo, alimentação inadequada e sedentarismo.

“Como os fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo e tabagismo, são semelhantes, a gente atribui a diferença ao estresse. Mas teria que fazer um estudo para demonstrar isso”, explica Olga.

Para o cardiologista André Casarsa, a presença de fatores de risco é significativa mesmo entre pacientes atendidos na rede privada. No estudo, 70% dos pacientes apresentavam hipertensão e 40% tinham colesterol elevado. “A grande maioria dos pacientes tem pelo menos um fator de risco quando tem um evento coronariano pela primeira vez.”

Idade maior não significa risco menor

Mesmo Pernambuco apresentando a maior média de idade entre os estados analisados, os especialistas alertam que o número não deve ser interpretado como uma espécie de proteção. A doença cardiovascular pode se desenvolver sem sinais claros ao longo dos anos, especialmente quando fatores de risco não são identificados e controlados.

De acordo com o Ministério da Saúde, hipertensão, diabetes, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo estão entre os principais fatores relacionados às doenças cardiovasculares e à aterosclerose, processo que pode levar à obstrução das artérias coronárias e ao infarto.

A própria análise da Rede D’Or aponta que os pacientes que morreram tinham, em média, idade aproximadamente 10 anos superior à dos sobreviventes. A taxa de mortalidade entre os 4.921 pacientes avaliados foi de 2,4%.

Segundo Olga, o infarto em pessoas mais jovens pode apresentar características que aumentam a gravidade do quadro. Em alguns casos, o paciente pode ter uma única placa de gordura em uma artéria coronária sem saber que ela existe. Se essa placa se rompe e provoca uma obstrução súbita, o coração pode não contar com uma circulação colateral suficientemente desenvolvida para compensar a interrupção do fluxo sanguíneo.

A médica compara o mecanismo ao de um rio, já que quando há outras vias de circulação, uma obstrução pode ser parcialmente compensada. No coração, a presença de vasos colaterais pode representar uma espécie de rede alternativa de irrigação em determinadas situações.

Fatores de risco exigem acompanhamento

Para os especialistas, o dado de Pernambuco deve ser encarado como uma informação epidemiológica e não como motivo para adiar os cuidados com a saúde. O acompanhamento médico é importante para identificar fatores de risco antes que eles resultem em um evento cardiovascular.

O Ministério da Saúde recomenda atenção à pressão arterial, ao colesterol, ao diabetes, ao peso, à alimentação e à prática regular de atividade física, além da interrupção do tabagismo.

“Cuidar da saúde, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, controlar a pressão arterial, o colesterol e o diabetes, evitar o tabagismo e procurar atendimento diante de sintomas suspeitos são medidas capazes de prevenir a doença cardiovascular”, reforça a cardiologista Mariana Mancilha, gerente médica da Cardiologia D’Or.

Em caso de sintomas compatíveis com infarto, como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, palidez ou sensação de desmaio, a orientação é procurar atendimento de emergência imediatamente. O Ministério da Saúde destaca que a rapidez no atendimento é fundamental para reduzir o risco de morte.

Atendimento rápido

Além do perfil dos pacientes, o estudo avaliou o atendimento realizado nas unidades da Rede D’Or. Entre os pacientes com suspeita de infarto, o tempo médio entre a chegada ao pronto-socorro e a realização do eletrocardiograma foi de cinco minutos.

O exame é utilizado para avaliar a atividade elétrica do coração e faz parte da avaliação inicial de pacientes com suspeita de síndrome coronariana aguda. A agilidade é relevante porque o infarto é uma emergência médica e o tratamento precoce pode reduzir danos ao músculo cardíaco e o risco de morte.

Os dados do levantamento foram apresentados no Congresso Internacional de Cardiologia Rede D’Or 2026, realizado entre os dias 6 e 8 de agosto, no Rio de Janeiro.

PE registra média de 154 diagnósticos de câncer de mama e de colo do útero por mês

Carretas itinerantes realizam exames pelo estado/Foto: Vívian Ramos/SES

Pernambuco registrou, em média, 154 diagnósticos de câncer de mama ou colo de útero por mês neste ano, segundo o Painel Oncologia, do Ministério da Saúde. Neste cenário, o desafio é antecipar detecções e reduzir a mortalidade por cânceres.

“As ações da saúde são bem amplas e a gente, enquanto Estado, tem uma atribuição muito direcionada, especialmente para a média e alta complexidade. Quando falamos de doenças oncológicas, falamos de diagnóstico precoce para podermos intervir na história natural da doença“, explica a secretária de Saúde do Estado, Zilda Cavalcanti.

O ponto é um dos destacados pela titular da pasta nesta quarta (5), quando se celebra o Dia Nacional da Saúde. Entre janeiro e 4 de agosto deste ano, foram contabilizados 1.083 diagnósticos dos dois tipos de câncer, sendo 832 de mama e 251 de colo de útero.

Os números já representam 38,4% dos dados do ano passado inteiro. Em todo o ano de 2025, o acumulado atingiu 2.819 ocorrências no público feminino (2.218 de mama e 601 no colo uterino).

Diante das estatísticas, o Estado tem apostado na descentralização do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de programas como o Cuida PE Mulher.

São quatro carretas itinerantes distribuídas regionalmente (Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão), realizando exames – são 123.644 procedimentos realizados em 175 municípios desde 2025, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

“As carretas da mulher trabalham dentro da lógica do SUS de forma regionalizada, regulada e com equidade para essas mulheres”, comenta Cavalcanti.

A estrutura móvel busca ampliar a cobertura inicial, fortalecendo a triagem preventiva e confirmação diagnóstica na rede de média e alta complexidade. De acordo com os dados da SES-PE, 65.306 mamografias foram realizadas, 23.738 ultrassonografias das mamas e 23.067 consultas ginecológicas.

Exames citopatológicos (Papanicolau) foram 4.189, enquanto 2.115 colposcopias foram feitas. As teleconsultas com mastologistas foram 3.271. De biópsias, a contabilização de mama (guiadas por USG) é de 1.460; enquanto de colo do útero, 498.

Enquanto as mamografias isoladas respondem por mais da metade de todas as ações das carretas, o volume de exames confirmatórios de maior complexidade, como as biópsias, mostra a etapa em que a paciente precisa ser efetivamente inserida na rede especializada de oncologia (UNACONs e CACONs).

Intervenção precoce no colo do útero

A principal aposta da gestão estadual para evitar a interrupção no tratamento é o trabalho das enfermeiras navegadoras, profissionais responsáveis por acompanhar as mulheres que apresentam laudos alterados e direcioná-las aos serviços de referência.

“Com o resultado da biópsia do histopatológico sendo compatível com a doença oncológica, as mulheres podem ser encaminhadas às unidades de oncologia, os Unacons e Cacons credenciados ao longo do estado“, afirma Zilda.

No caso do câncer de colo de útero, a estratégia centra-se no diagnóstico e na remoção de lesões pré-malignas (como as lesões NIC) ainda no nível ambulatorial.

“O câncer de colo de útero tem um crescimento lento. Se dado o diagnóstico precocemente, a gente fala realmente em curar esses casos. Na carreta, com o acesso à colposcopia e à citologia, e o encaminhamento nas UPAEs para a realização de CAF [Cirurgia de Alta Frequência], retiramos essas lesões de forma simples e evitamos o desenvolvimento do câncer”, complementa a gestora.

Ações preventivas contínuas, como o programa Útero é a Vida (focado na identificação do vírus HPV de alto risco) e a imunização contra o HPV aplicadas na rede escolar pública, completam o conjunto de medidas articuladas para mudar o cenário da oncologia feminina no estado a longo prazo, compartilhou a secretária.