
Os rebeldes houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, atacaram vários alvos no sudoeste da Arábia Saudita, incluindo instalações da empresa de petróleo Aramco, onde 73 pessoas ficaram feridas, informaram nesta terça-feira (8) as duas partes.
“Drones e mísseis iemenitas bombardeiam o inimigo saudita“, escreveu o veículo de comunicação dos houthis, Ansarollah, na plataforma de mensagens Telegram.
Os bombardeios tiveram como alvos “locais civis e econômicos” e deixaram 73 civis feridos, afirmou em um comunicado a coalizão, que anunciou que tomará “todas as medidas e ações necessárias para responder à origem da ameaça e neutralizar o perigo que representa”.
O Ansarollah acrescentou em outra mensagem que a ofensiva teve como alvo o Aeroporto Internacional de Abha, a base aérea Rei Khalid e instalações da Aramco em Abha e Jizan.
Os houthis, que nos últimos dias lançaram uma ofensiva no Iêmen, acusaram na segunda-feira Riade de ter atacado diferentes regiões do país, em uma guerra cada vez mais intensa.
Segundo a agência de notícias Saba, vinculada ao movimento rebelde, os mísseis e a aviação saudita atingiram as províncias de Jawf (norte), Al Bayda e Marib (centro) e Taiz (sudoeste).
Os ataques atingiram, entre outros lugares, a prisão de Al Hazm, na província de Jawf, onde 11 pessoas morreram, incluindo uma criança que visitava um parente, segundo a mesma fonte, que divulgou imagens das equipes de resgate entre os escombros.
Neste país empobrecido, que voltou ao cenário de guerra em julho, em meio a um conflito regional, os rebeldes lançaram na semana passada uma nova ofensiva com o objetivo, entre outros, de avançar em direção às zonas que margeiam o estratégico Estreito de Bab el Mandeb.
Os conflitos com as forças pró-governamentais iemenitas no sudoeste deixaram mais de 300 mortos desde quinta-feira, o que obrigou muitas famílias a fugir, segundo fontes dos dois lados entrevistadas pela AFP.
Bab el Mandeb, uma rota comercial estratégica que liga a Ásia à Europa pelo Mar Vermelho e o Canal de Suez, ganhou ainda mais importância desde o início da guerra no Oriente Médio e do bloqueio, por parte do Irã, do Estreito de Ormuz, do outro lado da península.
O Iêmen é o último país a ser arrastado para o conflito regional desencadeado pela ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro.





