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Após suspensão do TCE, governo de Pernambuco inicia duplicação da BR-232, no Agreste

Pernambuco inicia obras da duplicação da BR-232 entre São Caetano e Belo Jardim/Foto: Isaias Silva/Secom

Depois de ter a licitação suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) por falhas apontadas no edital, o governo de Pernambuco deu início, nesta quarta-feira (5), às obras da primeira etapa da duplicação da BR-232, entre os municípios de São Caetano e Belo Jardim, no Agreste. O trecho inicial compreende 28,8 quilômetros de extensão, com investimento de R$ 236 milhões e prazo de execução de 720 dias.

A obra é feita no trecho da BR-232 entre São Caetano e Serra Talhada, considerada uma das principais intervenções de infraestrutura viária previstas para o interior do estado. O primeiro segmento contempla a duplicação e a restauração da rodovia entre o fim da pista já duplicada, em São Caetano, e o entroncamento com a PE-166, em Belo Jardim.

Em junho deste ano, a Primeira Câmara do TCE-PE determinou a suspensão da concorrência eletrônica destinada à contratação da obra. A decisão foi motivada por irregularidades identificadas no edital, entre elas exigências consideradas inadequadas para a habilitação de empresas, divergências entre o Termo de Referência e as planilhas orçamentárias, ausência de matriz de alocação de riscos e falta de justificativa técnica para a inversão das fases da licitação.

Após promover ajustes no processo, o governo conseguiu dar prosseguimento à contratação e iniciar a execução dos serviços.

Segundo a gestão estadual, nesta fase inicial os trabalhos começam a partir de São Caetano, com equipes e máquinas já mobilizadas no trecho. O projeto prevê a recuperação da pista existente e a construção de uma nova pista em pavimento rígido de concreto, material que apresenta maior vida útil e menor necessidade de manutenção em comparação ao asfalto convencional.

Além da duplicação, o contrato inclui melhorias no sistema de drenagem, nova sinalização horizontal e vertical, adequação dos acessos à rodovia, restauração de duas pontes existentes, construção de outras duas estruturas e implantação de 17 retornos operacionais ao longo do percurso.

O Departamento de Estradas de Rodagem de Pernambuco (DER-PE) é responsável pela elaboração do projeto e pela fiscalização da obra. De acordo com o diretor-presidente da autarquia, André Fonseca, os projetos dos próximos lotes já estão em desenvolvimento para permitir a continuidade da duplicação em direção ao Sertão.

Neste primeiro momento, as obras se iniciam em São Caetano e seguem até Belo Jardim, com máquinas e trabalhadores já mobilizados no trecho. Paralelamente, estamos elaborando os projetos dos próximos lotes para que a duplicação da BR-232 avance até Serra Talhada, no Sertão. Hoje, damos início a uma grande realização para o povo pernambucano”, afirmou.

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Eduardo da Fonte diz que União Progressista acertou coligação com Raquel

Sem representantes do União Brasil, Federação União Progressistas anuncia coligação com Raquel Lyra no palanque/Guto Moraes/DP Radar

A Federação União Progressista homologou, no fim da tarde desta quarta-feira (5), em sua convenção, a sua coligação com a chapa encabeçada pela governadora Raquel Lyra (PSD) e à candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) ao Senado Federal. “Foi unanimidade pelos sete integrantes da executiva que votaram”, disse da Fonte, em coletiva de imprensa.

A informação do parlamentar foi anunciada após um longo dia de muito debate interno, principalmente entre os grupos liderados pelo próprio Eduardo da Fonte e pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (UB). O anúncio da decisão final, inclusive, foi feita sem a presença de representantes do União Brasil.

Os deputados Fernando Coelho Filho e Antônio Coelho, que estiveram na sede do Progressistas para a convenção, não permaneceram para a oficialização, e Miguel Coelho, que, nos bastidores, disputou a vaga de segundo senador na chapa de Raquel, não compareceu, o que sinalizou seu descontentamento com os rumos da federação.

Nos bastidores, chegou a ser divulgada a informação de que Miguel será candidato a deputado federal, mas essa possibilidade também não foi confirmada.

Questionado sobre a ausência formal do União Brasil no final do dia, o presidente do Progressistas justificou que a foto oficial, feita após a reunião, era a comprovação do apoio.

Ao ser perguntado se Miguel votará nele, se esquivou e voltou a repetir que “Miguel é um grande amigo”. Já sobre o lançamento da candidatura do ex-prefeito de Petrolina a deputado federal, disse: “Essa construção quem responderá será Fernando Filho”.

Sem detalhes sobre as tratativas e acordos que bateram o martelo pelo apoio ao desenho anunciado, Eduardo da Fonte assegurou: “Agora, a palavra de ordem é ‘união’”.

Por fim, o deputado federal foi provocado sobre um possível racha da direita pernambucana após o lançamento da candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado e tentou se descolar do espectro.

“Eu defendo Pernambuco. O povo de Pernambuco sabe onde eu estive durante as cinco eleições que disputei. [Sigo] Do mesmo lado. Eu não quero ser direita, nem esquerda. Eu sou Pernambuco”, declarou, ao lado do aliado Pastor Cleiton Collins (PP).

Coligação com Raquel Lyra travou convenção

Mais cedo, a primeira reunião da convenção da União Progressista aconteceu sob a liderança do senador Ciro Nogueira (PP). Na ocasião, houve aceitação do nome de Eduardo da Fonte ao Senado, mas o impasse sobre a formação de coligação com a governadora Raquel Lyra permaneceu sem resolução.

A ausência de Miguel, presidente estadual do União Brasil de Pernambuco, foi um dos elementos que marcaram a convenção. O gesto simbólico da principal liderança do partido no estado sacramentou a divisão existente nos bastidores.

As divergências já haviam se tornado públicas em junho, quando o diretório estadual da federação decidiu pelo nome de Eduardo ao Senado, mas a direção nacional do União Brasil discordou da escolha e seguiu apoiando a pré-candidatura de Miguel Coelho. Na última semana, o impasse ganhou um novo capítulo com a desistência do ex-prefeito de Petrolina do pleito.

Com a decisão tornada pública no último sábado (1º), o partido anunciou que defenderia a posição de neutralidade no cenário majoritário estadual. Dias depois, Coelho anunciou o seu apoio à candidatura de Mendonça Filho (PL) à Casa Alta, em um novo movimento de divergência.

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Cobertura eleitoral da Rádio Pajeú ganha programa exclusivo a partir deste sábado

A cobertura das eleições de 2026 ganha um novo espaço na programação da Rádio Pajeú. Neste sábado (8), estreia o Pajeú nas Eleições, programa apresentado pela jornalista Juliana Lima, que levará aos ouvintes informações, análises e os bastidores da disputa eleitoral em Pernambuco e no Brasil.

A cada edição, o programa fará um balanço dos principais acontecimentos políticos da semana, acompanhará a movimentação dos candidatos e trará entrevistas com lideranças políticas, além da participação de jornalistas, comentaristas, especialistas e convidados para analisar os fatos que marcarão a corrida eleitoral até outubro.

O Pajeú nas Eleições será exibido todos os sábados, das 11h ao meio-dia, pela Rádio Pajeú FM 99,3, com transmissão simultânea pelo canal oficial da emissora no YouTube.

Para o gerente administrativo da Rádio Pajeú, Alyson Nascimento, o programa reforça o compromisso da emissora com uma cobertura jornalística ampla e qualificada durante o período eleitoral.

“Será um espaço muito importante para a discussão dos principais temas da campanha, com análise, entrevistas e acompanhamento permanente do processo eleitoral. A Rádio Pajeú realiza sua maior cobertura das eleições, reafirmando o compromisso de levar informação de qualidade aos ouvintes”, destacou.

A proposta do Pajeú nas Eleições é oferecer ao público uma cobertura ampla, plural e responsável do processo eleitoral, reunindo informação, análise e diferentes pontos de vista sobre os temas que estarão em debate durante a campanha.

O programa poderá ser acompanhado todos os sábados, das 11h ao meio-dia, pela Rádio Pajeú FM 99,3 e pelo canal oficial da emissora no YouTube.

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Rádio Pajeú escala equipe para a abertura do Campeonato Rural 2026

A Rádio Pajeú preparou uma cobertura especial para a abertura do Campeonato Rural 2026, neste sábado (8), reunindo profissionais do rádio e das plataformas digitais para levar ao público todos os detalhes da competição.

A programação terá início às 15h, com a transmissão da cerimônia de abertura e da partida entre Palmeiras da Queimada Grande e Bragantino da Gangorra.

A narração será de Aldo Vidal, com comentários de Nill Júnior e reportagens de Romário Silva e Marcony Pereira. A cobertura será transmitida pelo rádio, YouTube, Facebook e Instagram da emissora.

Na sequência, o público acompanha, pelo YouTube, Facebook e Instagram, o confronto entre Cruzeiro da Várzea Cumprida e Comercial do São João.

A narração ficará por conta de Josinaldo Lima, com comentários de Augusto Martins e reportagens de Romário Silva e Marcony Pereira.

Além das transmissões esportivas, a equipe de redes sociais estará presente no Estádio Vianão para mostrar a movimentação da torcida, os bastidores e toda a atmosfera da abertura do campeonato. A cobertura será conduzida por Pepeu Acioly e Yasmim Vittória.

Toda a operação terá coordenação geral de Alyson Nascimento, gerente administrativo da emissora.

Ao longo da competição, a Rádio Pajeú realizará a maior cobertura da história do Campeonato Rural, com transmissões de todos os jogos, pelo rádio e pelas plataformas digitais, reforçando o compromisso da emissora com a valorização do esporte amador e das comunidades rurais da região.

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Inundações e deslizamentos deixam mais de 100 mortos na Índia desde junho

Moradores caminham por uma rua alagada após fortes chuvas de monção em Guwahati, em agosto de 2026/Biju BORO / AFP

Inundações e deslizamentos de terra provocados pelas chuvas de monção deixaram mais de 100 mortos desde julho na Índia, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (5). Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas alagadas.

Embora a monção traga todos os anos chuvas das quais os agricultores dependem, cientistas afirmam que a mudança climática está tornando esse fenômeno cada vez mais irregular, imprevisível e fatal em todo o sul da Ásia.

O estado de Assam, no nordeste, é um dos mais afetados e já registra pelo menos 87 mortos, segundo o chefe do governo regional, Himanta Biswa Sarma. Só em seu distrito de Sivasagar, cerca de 47 pessoas morreram, enquanto várias áreas continuam debaixo d’água.

No estado de Kerala, o chefe de governo, V. D. Satheesan, afirmou que pelo menos 15 pessoas perderam a vida e sete estão desaparecidas após vários dias de fortes chuvas. Mais de 300 acampamentos abrigam cerca de 10.000 pessoas.

Nos estados de Bihar e Jharkhand, no nordeste do país, pelo menos 22 pessoas morreram desde terça-feira depois de serem atingidas por um raio, informaram as autoridades locais. A maioria eram agricultores que trabalhavam nos arrozais e criadores de gado, mas também há quatro crianças entre as vítimas.

O vizinho Sri Lanka também sofreu chuvas incomumente intensas, que tiraram a vida de pelo menos oito pessoas desde segunda-feira, segundo o centro de gerenciamento de desastres.

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“O Brasil está preparado para enfrentar interferências estrangeiras na eleição”, afirma Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, que o Brasil está “preparado” para enfrentar tentativas de interferência estrangeira na eleição presidencial. A fala do presidente ocorre um dia após o governo declarar institucionalmente que os Estados Unidos estão tentando fazer ingerências no processo eleitoral.

O Brasil não só está preparado como vai enfrentar qualquer pessoa, de fora, que queira interferir no nosso processo eleitoral“, disse Lula.

Ao falar sobre a nova crise com os Estados Unidos, deflagrada com a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington Maria Luiza Viotti, o presidente chamou a medida da Casa Branca de “irresponsável e impensada”. Ele refutou o argumento de reciprocidade dos americanos, ao dizer que eles não se importaram com a embaixada em Brasília desde que o presidente americano, Donald Trump, assumiu o poder.

“Os Estados Unidos não deram importância para a embaixada no Brasil, porque faz um ano e meio que ele está no poder e não mandou para cá. Agora, tentam mandar e acham que a gente tem a obrigação de fazer na data que eles querem? Não é correto e não é possível, nós queremos ser tratados com respeito“, disse Lula.

Os EUA indicaram para chefiar a diplomacia no Brasil Daniel Perez, e dizem que o Planalto cria obstáculos para conceder a autorização para que ele exerça a função no Brasil. Lula justificou a demora afirmando que não deseja receber novos embaixadores em Brasília até o término das eleições.

Sobre a revogação de visto dos funcionários do Departamento de Estado Riley Barnes e Samuel Samson, Lula disse que soube da notícia de que eles estavam querendo se “intrometer” no processo eleitoral e elogiou a medida do Itamaraty. “Fiquei sabendo da notícia que vinham dois jovens para cá, para se intrometer, fiscalizar e investigar as urnas brasileiras. O Itamaraty, corretamente, negou o visto para eles“, declarou.

O presidente também relembrou o contato que teve com Trump, afirmando que os contatos foram amistosos, mas que o presidente americano não liberou o visto de autoridades brasileiras sancionadas.

Sobre a possibilidade de interferência americana nas eleições, Lula disse que seria bom se o secretário de Estado, Marco Rubio, fizesse comício para o senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL).

Se o Secretário de Estado quiser vir aqui fazer comício para o meu adversário, pode ser até bom. Eu quero, de uma vez só, derrotar todos eles juntos“, disse Lula.

Lula também ironizou o sistema eleitoral americano e disse que o Brasil poderia levar conhecimento na área para os Estados Unidos. “Ao invés de questionar nossa urna, eles deveriam pedir para a gente levar as urnas para eles fazerem uma eleição eletrônica para saberem que estamos no auge da modernidade eleitoral“, declarou.

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PE registra média de 154 diagnósticos de câncer de mama e de colo do útero por mês

Carretas itinerantes realizam exames pelo estado/Foto: Vívian Ramos/SES

Pernambuco registrou, em média, 154 diagnósticos de câncer de mama ou colo de útero por mês neste ano, segundo o Painel Oncologia, do Ministério da Saúde. Neste cenário, o desafio é antecipar detecções e reduzir a mortalidade por cânceres.

As ações da saúde são bem amplas e a gente, enquanto Estado, tem uma atribuição muito direcionada, especialmente para a média e alta complexidade. Quando falamos de doenças oncológicas, falamos de diagnóstico precoce para podermos intervir na história natural da doença“, explica a secretária de Saúde do Estado, Zilda Cavalcanti.

O ponto é um dos destacados pela titular da pasta nesta quarta (5), quando se celebra o Dia Nacional da Saúde. Entre janeiro e 4 de agosto deste ano, foram contabilizados 1.083 diagnósticos dos dois tipos de câncer, sendo 832 de mama e 251 de colo de útero.

Os números já representam 38,4% dos dados do ano passado inteiro. Em todo o ano de 2025, o acumulado atingiu 2.819 ocorrências no público feminino (2.218 de mama e 601 no colo uterino).

Diante das estatísticas, o Estado tem apostado na descentralização do atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de programas como o Cuida PE Mulher.

São quatro carretas itinerantes distribuídas regionalmente (Região Metropolitana, Zona da Mata, Agreste e Sertão), realizando exames – são 123.644 procedimentos realizados em 175 municípios desde 2025, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

As carretas da mulher trabalham dentro da lógica do SUS de forma regionalizada, regulada e com equidade para essas mulheres”, comenta Cavalcanti.

A estrutura móvel busca ampliar a cobertura inicial, fortalecendo a triagem preventiva e confirmação diagnóstica na rede de média e alta complexidade. De acordo com os dados da SES-PE, 65.306 mamografias foram realizadas, 23.738 ultrassonografias das mamas e 23.067 consultas ginecológicas.

Exames citopatológicos (Papanicolau) foram 4.189, enquanto 2.115 colposcopias foram feitas. As teleconsultas com mastologistas foram 3.271. De biópsias, a contabilização de mama (guiadas por USG) é de 1.460; enquanto de colo do útero, 498.

Enquanto as mamografias isoladas respondem por mais da metade de todas as ações das carretas, o volume de exames confirmatórios de maior complexidade, como as biópsias, mostra a etapa em que a paciente precisa ser efetivamente inserida na rede especializada de oncologia (UNACONs e CACONs).

Intervenção precoce no colo do útero

A principal aposta da gestão estadual para evitar a interrupção no tratamento é o trabalho das enfermeiras navegadoras, profissionais responsáveis por acompanhar as mulheres que apresentam laudos alterados e direcioná-las aos serviços de referência.

Com o resultado da biópsia do histopatológico sendo compatível com a doença oncológica, as mulheres podem ser encaminhadas às unidades de oncologia, os Unacons e Cacons credenciados ao longo do estado“, afirma Zilda.

No caso do câncer de colo de útero, a estratégia centra-se no diagnóstico e na remoção de lesões pré-malignas (como as lesões NIC) ainda no nível ambulatorial.

O câncer de colo de útero tem um crescimento lento. Se dado o diagnóstico precocemente, a gente fala realmente em curar esses casos. Na carreta, com o acesso à colposcopia e à citologia, e o encaminhamento nas UPAEs para a realização de CAF [Cirurgia de Alta Frequência], retiramos essas lesões de forma simples e evitamos o desenvolvimento do câncer”, complementa a gestora.

Ações preventivas contínuas, como o programa Útero é a Vida (focado na identificação do vírus HPV de alto risco) e a imunização contra o HPV aplicadas na rede escolar pública, completam o conjunto de medidas articuladas para mudar o cenário da oncologia feminina no estado a longo prazo, compartilhou a secretária.

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Lula afirma que a eleição presidencial de outubro será o último pleito da vida dele

Lula diz que a eleição presidencial de outubro vai ser o último pleito da vida  dele

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (5) em entrevista aos podcasts Meteoro Brasil e Os 3 Elementos, que a eleição presidencial de outubro, na qual concorrerá à reeleição, será o último pleito da vida dele. Em tom de brincadeira, o presidente disse que deseja ir pescar após o término de um eventual quarto mandato.

Eu vou viver 120 anos, mas essa vai ser a minha última eleição. Eu quero ir pescar, e eu sou um bom pescador“, declarou.

Durante a entrevista, Lula também falou sobre projetos do Executivo para combater a desinformação nas redes sociais. “Precisamos ser mais duros no controle da perversidade de alguns humanos nas redes digitais“, declarou.

A gente precisa transformar em crime o cara que utiliza a internet para contar mentira sobre doenças, para dar desinformação, para mandar um cara tomar remédio que não pode tomar. Tudo isso tem que ser crime, isso não é liberdade de expressão, isso é canalhice e irresponsabilidade. Com doença, a gente não brinca”, declarou o presidente.

Vacinas

No podcast gravado pela manhã, Lula também endossou que conseguiu aumentar a cobertura vacinal durante o governo dele, apesar das desinformações veiculadas na pandemia de covid-19, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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Indicação de Gaspar gera divisão no entorno de Flávio Bolsonaro

A escolha do deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência frustrou parte dos aliados do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A avaliação de uma ala do bolsonarismo é que o parlamentar tem potencial de votos limitado, não vence o desgaste com o eleitorado feminino e não agrada o mercado, que ainda vê a candidatura de Flávio com desconfiança.

Outra crítica ao candidato a vice é a falta de conhecimento ao nível nacional. Uma ala do PL (Partido Liberal) considera o parlamentar “inexpressivo”. Os termos “sem recall” e “em voto” também foram usados para definir o escolhido.

A opção por Gaspar também foi criticada pela falta de apelo junto ao mercado financeiro.

Antes do anúncio, os nomes cotados para comporem a chapa eram o do senador Rogério Marinho (PL-RN), a senadora Tereza Cristina (PP-MS), a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, e até a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos.

Longe do perfil ideal

Logo após o anúncio de que Flávio seria candidato a presidente, ainda no final do ano passado, aliados próximos comentavam que o perfil ideal para vice era uma mulher. De preferência, a escolhida deveria ser evangélica, nordestina e filiada a um partido de centro.

Além de não atender a estes requisitos e ser considerado sem votos, Alfredo Gaspar tem questões a explicar. Ele responde a um inquérito de estupro de vulnerável no STF (Supremo Tribunal Federal).

A investigação se baseia em áudios que indicariam que o deputado teria supostamente mantido relações com uma adolescente de 13 anos.

O parlamentar nega as acusações, que vieram à tona durante a leitura do relatório final da CPMI do INSS. Alfredo reclamou que foi alvo de “perseguição política”. Ele se submeteu a um exame de DNA e afirmou que tomou esta providência para provar sua inocência.

O anúncio de Gaspar como vice foi feito por Flávio em declaração à imprensa nesta manhã. Em discurso, o senador destacou que Alfredo Gaspar foi promotor e irá reforçar o combate à corrupção e ao crime organizado, caso eleito.

Avalistas da escolha defendem a indicação do deputado por causa deste perfil. O fato de ter integrado o Ministério Público e ter sido o relator da CPMI do INSS serviria para a campanha tentar desgastar Lula usando a corrupção.

O filho mais velho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é alvo de três inquéritos no STF. As investigações apuram possíveis casos de tráfico de influência e corrupção cometidos em parceria com Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS.

Outra fragilidade de Lula é o caso de seu assessor pessoal.

Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, ficou na chefia do gabinete pessoal da Presidência da República até 21 de julho deste ano.

Ele abandonou o posto para trabalhar na campanha de reeleição do petista. Nesta quarta, comunicou que vai desistir da tarefa depois da revelação de que recebeu dinheiro da empresária Roberta Luchsinger. Ela é amiga de Lulinha e ligada ao Careca do INSS.

Outro fator considerado um diferencial de Gaspar é a sua origem nordestina. Tradicionalmente, a maioria do eleitorado da região apoia Lula.

Por fim, aliados de Flávio têm elogiado Alfredo e destacado seu perfil “íntegro” e “firme”.

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Flávio anuncia Alfredo Gaspar como vice em chapa pura à Presidência

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (5) a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) para o cargo de vice em sua chapa para a disputa eleitoral deste ano.

A pessoa que tem que ser o meu vice é aquele vice que não volta pra cena do crime e dá mão para o criminoso. Então, tenho muita honra de anunciar aqui Alfredo Gaspar”, declarou Flávio.

A decisão foi anunciada em declaração à imprensa nesta manhã, último dia de prazo para a realização de convenções partidárias. Antes, Flávio afirmou que divulgaria o nome do vice até 15 de março, mas antecipou a escolha para evitar risco de judicialização sobre o cumprimento do prazo.

Alfredo Gaspar foi relator da CPMI do INSS, uma das maiores fontes de desgaste do atual governo Lula. O parlamentar atuou no Ministério Público. Na terça-feira (4), Alfredo havia lançado sua candidatura ao Senado por Alagoas.

Em sua primeira fala, o agora candidato a vice-presidente lamentou a ausência do pai, já falecido, e de Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar. Ele declarou que a escolha é uma grande honra e enalteceu sua origem nordestina.

Também se comprometeu a ser parceiro de Flávio e ter “lealdade e gratidão”, além de “coragem” para enfrentar a corrupção e o crime organizado.

Vossa Excelência [Flávio] escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com uma história de vida de muito trabalho e honrado. Chegou aqui de cabeça erguida para dizer que ao seu lado marcharei para gente transformar esse Brasil num local justo e decente” disse Alfredo.

O deputado também agradeceu a mãe, a esposa e mulheres que foram cotadas anteriormente para o cargo de vice. O aceno mira o voto feminino e faz parte de uma tática da campanha do PL para vencer a rejeição existente com esta faixa do eleitorado.

Chapa pura sem centrão

A definição de chapa pura, formada por integrantes do mesmo partido, ocorre após o PL não conseguir fazer coligações com outras legendas. Siglas do centrão optaram pela neutralidade na corrida presidencial.

PP, União Brasil, Republicanos e Podemos rejeitarem uma aliança formal com o PL. Apesar disso, integrantes de peso destes partidos declararam que vão apoiar Flávio. É o caso do presidente nacional do Republicanos, deputado Marcos Pereira (SP), e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).

Na semana passada, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) aceitou convite e colocou seu nome à disposição para compor a chapa de Flávio, mas não obteve o aval do PP para formalizar a composição.

Outro nome barrado para a chapa foi o de Daniella Marques, recém-filiada ao Republicanos. Ela era cotada por ter trânsito com o mercado financeiro e com o setor empresarial. O Republicanos, no entanto, também decidiu em convenção que não teria candidatos na chapa presidencial e não comporia coligações nacionais.

No ato desta quarta, Flávio e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha, destacaram que, mesmo sem o apoio formal do centrão, contam com o endosso de integrantes estratégicos dessas siglas.

Independente de questões partidárias, é óbvio que eu batalhei muito para que tivéssemos o tempo de televisão, as inserções com outros partidos, aderindo formalmente a nossa chapa nacional. Mas isso não foi possível. E vejam como é a representatividade de todos esses partidos: seus principais quadros, as pessoas que ajudaram a construir esses partidos, estão caminhando conosco”, disse Flávio.

Michelle não participa

Flávio se cercou de mulheres no palco ao fazer o anúncio. Mas a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) não marcou presença no evento. Os dois protagonizaram uma briga pública recente por causa de espaço que desgastou a campanha. Ambos fizeram as pazes semanas depois.

O candidato amenizou a ausência citando mulheres que estavam na cerimônia e foram cogitadas como candidatas a vice. A lista conta com Daniella Marques, a senadora Tereza Cristina e deputadas do PL.

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Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47%, mesmos porcentuais de julho, diz Genial/Quaest

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve os números de aprovação e de avaliação de seu governo em pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira, 5, em um sinal de cenário estagnado em relação ao mês passado. Lula é aprovado por 48% e desaprovado por 47% dos entrevistados.

Quando questionados sobre a avaliação que fazem do governo, 36% fazem uma avaliação positiva, 36% fazem uma avaliação negativa e 26%, regular. São exatamente os mesmos porcentuais da pesquisa Genial/Quaest de julho.

Apesar disso, o presidente da República viu seu desempenho cair em outros tópicos da pesquisa. Para 55% dos entrevistados, por exemplo, o Brasil está indo na direção errada (eram 51% em julho), enquanto 38% dizem que está na direção certa (eram 39% no mês passado).

Além disso, mais pessoas consideraram que Lula não merece mais quatro anos como presidente da República. Em julho, 51% diziam que ele não merecia e 45%, que ele merecia. Agora, 55% dizem que ele não merece e 41%, que ele merece.

Outra pergunta com um sinal de atenção para o governo petista é o que avalia o que mais dá medo nos entrevistados: Lula ou Bolsonaro. Para 44%, é a volta da família Bolsonaro ao poder (eram 46% no mês passado). Para 41%, é a continuidade de Lula no poder (eram 38% em julho).

A pesquisa mostrou que cresceu a percepção nos entrevistados de que as notícias sobre o governo Lula, nesse último mês, foram mais negativas. Em julho, 40% acreditavam que o noticiário era mais negativo. Hoje, são 44%. Os que avaliavam que as notícias eram mais positivas eram 33% em julho e agora são 29%. Outros 25% disseram que não têm visto notícias (em julho, eram 23%).

Economia

A percepção dos entrevistados pela Genial/Quaest sobre a economia é de que a situação nos últimos 12 meses tem piorado: 43% afirmam que a economia está pior hoje em relação a um ano atrás (mesmo porcentual de julho). Mas cresceu a percepção de que tudo está do mesmo jeito: eram 33% em julho e agora são 35%. Os que acreditam que a economia melhorou eram 20% há um mês e agora são 19%.

Para 68% dos entrevistados, o preço dos alimentos subiu no último mês (em julho, eram 66%). Apenas 9% afirmam que o preço caiu (mesmo porcentual de julho). Outros 21% disseram que os preços continuam iguais.

A pesquisa mostra que a imensa maioria dos entrevistados acredita que o poder de compra da população tem caído gradualmente no último ano. Para 69%, o poder hoje é menor do que há um ano. Para 20%, o poder de compra é igual. Outros 10% dizem que ele é maior.

A percepção sobre o emprego melhorou em relação a julho. Os que consideram que está mais difícil conseguir um emprego caíram de 55% para 48%, enquanto os que consideram que está mais fácil subiram de 36% para 41%. A expectativa de melhora da economia é latente. Em julho, 39% diziam acreditar que a situação ia melhorar. Agora são 46%. Os que diziam que ia piorar eram 27%. Agora, são 24%. Outros 25% acreditam que tudo ficará como está.

Rejeição

Embora polarizem a disputa já no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro também são os candidatos mais rejeitados pelo eleitorado. O senador do PL é rejeitado por 54% dos eleitores, e o presidente, por 52%. Ronaldo Caiado (PSD) é rejeitado por 34%, Romeu Zema (Novo) por 32% e Renan Santos (Missão) por 20%.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.

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Para 59%, manifestação de paz entre Michelle e Flávio Bolsonaro foi positiva, afirma Genial/Quaest

Senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro/Reprodução/Redes Sociais

O apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi bem visto entre os brasileiros e aumenta as chances do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5). Além disso, a pesquisa mostra que as restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como a proibição de se encontrar com Flávio, são erradas para a maioria da população.

Para 59%, o “cessar-fogo” entre Michelle e Flávio foi positivo. Outros 25% viram isso como negativo. A ex-primeira-dama e seu enteado selaram as pazes após semanas de desavenças públicas. Em vídeo divulgado nas redes sociais em 24 de junho, Michelle disse ter se sentido “humilhada” e “apunhalada” por Flávio. As pazes só vieram às vésperas da convenção nacional do PL.

O porcentual dos que acreditam que o apoio de Michelle é importante para a campanha de Flávio aumentou em relação a julho. Agora, 46% dizem que o apoio da ex-primeira-dama aumenta as chances do senador vencer a disputa presidencial (eram 38%). Para 45%, isso não aumenta (eram 47% há um mês).

Por outro lado, 52% disseram que as restrições impostas a Jair Bolsonaro são algo errado, enquanto 41% afirmaram que a proibição de visitas está certa. Bolsonaro está em prisão domiciliar. Os encontros com Flávio foram proibidos após o senador divulgar uma carta escrita pelo pai reforçando o apoio à sua candidatura. O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), viu nesse episódio uma tentativa de burlar as restrições da prisão domiciliar e proibiu as visitas ao ex-presidente.

A pesquisa desta quarta-feira também mediu o impacto da reunião de Flávio Bolsonaro com embaixadores no último mês. No encontro Flávio levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas. A grande maioria dos entrevistados (68%) disse não ter conhecimento sobre esse encontro do senador, enquanto 32% disseram que sabiam.

O impacto, segundo os números da pesquisa, parece residual. Para 54%, o que aconteceu não altera em nada as chances de votar no senador. Outros 26% disseram que o que Flávio fez diminui as chances de votar nele. Para 15%, as declarações de Flávio aumentam essa possibilidade.

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 31 de julho e 3 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-06591/2026.

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Argentina diz que “lamenta” retirada de embaixador e que Brasil se isola

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O Ministério das Relações Exteriores da Argentina respondeu na terça-feira (4) à decisão do governo brasileiro de rebaixar a relação diplomática bilateral para o nível de encarregados de negócios e retirar o embaixador Julio Bitelli do país.

Em nota, a chancelaria argentina disse que “lamenta” a decisão brasileira tomada “unilateralmente” e afirma que a medida faz o Brasil “continuar se isolando do resto da região por questões meramente ideológicas”.

No comunicado, a chancelaria argentina afirmou ainda que o Itamaraty pediu que o embaixador de Javier Milei em Brasília, Daniel Raimondi, volte para a Argentina.

Nestes últimos anos, houve numerosos episódios de expressões e apoios políticos cruzados entre dirigentes de ambos os países. Em todos os casos, sem exceção, a Argentina escolheu não convertê-los em um incidente diplomático. Nunca respondemos a uma diferença política com uma medida institucional. Este é o critério que a Argentina mantém hoje”, disse a pasta argentina, em comunicado.

O texto diz ainda que “as relações entre os Estados (…) não devem ficar submetidas às necessidades políticas e/ou às pessoas dos governantes do momento”.

O comunicado do governo argentino foi publicado no mesmo dia em que Raimondi foi convocado para receber uma nova ordem de protesto do Itamaraty e ser comunicado da decisão.

Raimondi já tinha sido convocado para prestar esclarecimentos no dia 26 de julho, um dia após Milei chamar Lula de “presidiário” e o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca”, entre outros insultos, na Convenção Nacional do Partido Liberal, em São Paulo.

Na ocasião, o embaixador brasileiro Julio Biletti foi chamado para consultas e, desde então, não voltou para Buenos Aires.

Segundo fontes diplomáticas, insultos de Milei em três novas oportunidades desde a convocação de Raimondi demonstram que não há disposição de seu governo em restaurar uma relação correta com o Brasil.

A decisão comunicada ao representante argentino é a de que a relação entre os países foi rebaixada para o nível de encarregados de negócios e que o embaixador brasileiro não retornará para Buenos Aires enquanto os insultos de Milei continuarem.

Com a medida do Itamaraty, a embaixada brasileira na Argentina ficará sob a responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel.

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Brasil rebaixa relação com Argentina e manterá embaixador em Brasília

O governo brasileiro decidiu, nesta terça-feira (4), que não enviará o embaixador Julio Bitelli de volta para a Argentina e que rebaixará a relação diplomática com o governo de Javier Milei para o nível de encarregados de negócios.

A CNN apurou que a decisão foi comunicada ao embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi, que recebeu uma nota de protesto, diante dos insultos do presidente argentino em três novas oportunidades desde que foi convocado para prestar esclarecimentos, no dia 26 de julho.

Segundo fontes diplomáticas, as falas de Milei demonstram que não há nenhuma disposição de restaurar uma relação correta com o governo brasileiro.

A decisão comunicada ao representante argentino é a de que a relação entre os países foi rebaixada para o nível de encarregados de negócios e que o embaixador brasileiro não retornará a Buenos Aires enquanto os insultos de Milei continuarem.

Bitelli foi chamado para consultas um dia após Milei participar da Convenção Nacional do Partido Liberal, em São Paulo, e chamar o presidente Lula de “presidiário” e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de “lixo careca”.

Desde então, Milei repetiu e defendeu as ofensas em entrevistas a canais argentinos, enquanto seu chanceler, Pablo Quirno, afirmou não haver intenção de uma ruptura com o Brasil.

Com a medida do Itamaraty, a embaixada brasileira na Argentina ficará sob a responsabilidade do ministro-conselheiro Eduardo Uziel. Segundo as fontes brasileiras, agora a Argentina deverá tomar a decisão do que fazer com o seu representante em Brasília.

A CNN Brasil entrou em contato com a Chancelaria argentina a respeito da medida e aguarda resposta.

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Quaest: percepção que Lula foi mal no tarifaço subiu de 36% para 43%

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (5) aponta que a percepção sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter respondido mal frente ao “tarifaço” subiu de 36% para 43%.

O último levantamento foi realizado em maio, antes de a nova sobretaxa de 25% dos Estados Unidos contra produtos brasileiros entrar em vigor, o que ocorreu no mês de julho.

Na pesquisa anterior, a percepção de que Lula tinha respondido bem era de 39% e caiu para 38% na atual sondagem, uma oscilação dentro da margem de erro. Já os que disseram que o presidente não respondeu nem bem, nem mal passaram de 5% para 4%.

Do total de entrevistados no levantamento 15% afirmaram não saber ou não responderam.

Metodologia

A Genial/Quaest entrevistou 2.004 eleitores, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06591/2026.

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