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Lewandowski determina encerramento de ação contra Alckmin na Justiça Eleitoral

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o encerramento de uma ação penal, na Justiça Eleitoral de São Paulo, contra o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB).

Na ação, Alckmin é acusado de receber, de forma irregular, R$ 11,3 milhões em doações ilegais da Odebrecht para campanhas eleitorais de 2010 e 2014.

O ministro concluiu que a ação – que tramita na primeira instância da Justiça Eleitoral de São Paulo – tem como base materiais obtidos a partir de um acordo de leniência com a Odebrecht que não podem ser usados como prova por já terem sido declarados inválidos pelo próprio Supremo.

“É que o requerente responde a uma ação penal, em curso na Justiça Eleitoral do Estado de São Paulo, cujos elementos probatórios coincidem, em sua maior parte, com aqueles declarados imprestáveis por esta Suprema Corte nos precedentes antes mencionados, ostentando, em consequência, os mesmos vícios”, afirmou Lewandowski.

“Sim, porque, conforme deflui dos documentos acostados aos autos, o Ministério Público baseou sua imputação contra o requerente, essencialmente, em elementos de convicção extraídos dos sistemas de informática denominados Drousys e My Web Day B, integrantes do chamado “Setor de Operações Estruturadas” da Odebrecht”, completou.

O ministro entendeu que a acusação apresentada pelo Ministério Público contra Alckmin por caixa 2, corrupção passiva e lavagem de dinheiro – aceita pela Justiça – tem como base material considerado nulo e “imprestável”, por não estarem de acordo com as regras do Código de Processo Penal.

“Na decisão de recebimento da denúncia pelo juízo de primeiro grau também existem inúmeras referências aos elementos de prova oriundos do Acordo de Leniência do Grupo Odebrecht, considerados imprestáveis pelo Supremo Tribunal Federal”, pontuou.

China vive situação caótica com fim da política de Covid Zero

Equipe médica transfere um paciente com febre para um hospital, enquanto os surtos de doença por Covid-19 continuam em Xangai, na China — Foto: REUTERS/Aly SongA imposição da política de Covid Zero na China gerou um caos social e sanitário, culminando com a morte de dez pessoas numa fábrica em Xinjiang e protestos contra Xi Jinping. Essa situação levou o líder chinês a determinar o fim de uma longa política em um dos últimos países a ainda sofrer de forma substancial com a pandemia que assolou o mundo em 2020 e 2021.

Com o fim da política de Covid Zero, a China vivia um sentimento generalizado de alívio. No entanto, a falta de um elemento essencial está colocando o país em uma situação complicada que, como da última vez, acarreta em inúmeros problemas interligados: pressão nos hospitais, mortes, fechamento de fábricas, danos a cadeia de produção e impacto negativo na economia (que é a principal base de sustentação do Partido Comunista Chinês perante a sociedade). Esse elemento primordial para superar a crise é a vacina.

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A China foi um dos primeiros países do mundo a desenvolver imunizantes anticovid-19. Tanto a Coronavac como a Sinovac são de fabricação chinesa, apesar de o governo chinês também estar envolvido no financiamento da vacina da AstraZeneca e, via a BioNTech, indiretamente ligado à vacina da Pfizer.

Como podemos ver ao longo dos últimos anos, a vacina da Pfizer (e Moderna), com a tecnologia RNA mensageiro, se mostrou mais eficaz na neutralização do vírus, fazendo com que esse imunizante se tornasse o predominante em vários países. A China, por outro lado, por conta da propaganda “necessária” ao partido, resolveu não comprar as vacinas mRNA (e tentar desenvolver a própria).

Situação caótica
A falta de vacinação eficiente na população fez com que uma situação caótica se estabelecesse no país. No momento, quase um terço da população de Pequim (22 milhões) está com suspeitas de estar com o coronavírus. O caos começa a se disseminar na mesma proporção de contaminação do vírus. Caminhoneiros não conseguem levar cargas e suprimentos de um lugar para outro, alimentos não estão chegando nos supermercados e a população, começando a se desesperar, acumula o máximo de produtos não perecíveis.

Além do temor de que o vírus se espalhe ainda mais, o Partido Comunista Chinês também lida com a hipótese de que o alto volume de contaminações e possíveis usos indiscriminados de remédios não relacionados gerem um novo ciclo de mutações no vírus, que poderia resultar em uma variante mais agressiva que a ômicron.

Claro que isso é um problema futuro, e é difícil o governo chinês lidar com eventualidades quando problemas atuais estão prejudicando num ritmo acelerado a percepção da população em relação ao partido. Assim, as próximas semanas serão críticas em relação a estratégia adotada para conter esse avanço avassalador da Covid-19. Não podemos excluir a hipótese do retorno da política de Covid Zero com o intuito de ganhar tempo para acelerar o processo de vacinação dos mais idosos e, quem sabe, produzir a própria vacina mRNA.

Comissão de Agricultura do Senado aprova projeto que facilita liberação de agrotóxicos

Trabalhador rural aplica agrotóxico em plantação — Foto: SES/DivulgaçãoA Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado aprovou nesta segunda-feira (19) um projeto de lei que facilita a autorização de agrotóxicos.

O colegiado também aprovou um pedido para que o projeto seja analisado com urgência pelo plenário da Casa.

O projeto passa por nova análise do Senado, após ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados em fevereiro.

As votações ocorreram de maneira simbólica, sem votação individual por parte dos senadores. Os senadores Paulo Rocha (PT-PA), Jean Paul Prates (PT-RN), Zenaide Maia (Pros-RN) e Eliziane Gama (Cidadania-MA) se manifestaram contra a proposta.

O projeto prevê que a solicitação de aprovação de uso será feita por um único meio digital, o Sistema Unificado de Informação, Petição e Avaliação Eletrônica (SISPA) e terá análise do Ministério da Agricultura.

A lei determina que este sistema seja implementado em até um ano após a publicação da lei, caso seja aprovada pelo Congresso Nacional.

A discussão sobre o tema se arrasta há décadas no Congresso: o projeto original foi apresentado no Senado em 1999 pelo então senador Blairo Maggi com o objetivo de alterar lei de 1989 sobre a produção e comercialização de agrotóxicos.

O atual projeto faz uma alteração mais abrangente na lei, trazendo 67 novos artigos sobre o tema – a legislação em vigor tem 23 artigos.

Uma das mudanças é a alteração da nomenclatura de “agrotóxicos” para “pesticidas” ou “produtos de controle ambiental”.

Na sessão desta segunda-feira, o relator, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), incluiu a análise obrigatória dos agrotóxicos também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No texto anterior, a obrigatoriedade cabia apenas ao Ministério da Agricultura, enquanto os órgão de saúde e meio ambiente fariam análises de risco toxicológico ou ambiental e “quando couber” homologariam suas avaliações sobre o assunto. Essa limitação enfraqueceria a análise dos registros do ponto de vista da saúde e do meio ambiente,na visão de críticos da proposta.

Segundo o relator, com a mudança, as análises passam a ser obrigatórias. Ainda assim, a decisão final sobre a homologação seguirá com o Ministério da Agricultura, anteriormente previsto no texto do projeto.

A lei atual (Lei Nº 7.802/1989) já prevê que os agrotóxicos só poderão ser produzidos, exportados, importados, comercializados e utilizados se cumprirem exigências dos setores de Saúde, Meio Ambiente e Agricultura.

‘Ameaça à saúde’
Entidades ligadas ao meio ambiente demonstraram preocupação com a aprovação do projeto.

“Votar esse projeto na última semana da legislatura denota claramente uma manobra para tentar esconder o real impacto que esse projeto teria na sociedade brasileira”, afirmou Kenzo Jucá, assessor legislativo do Instituto Socioambiental (ISA).

“Um projeto que ameaça a saúde pública de todos os brasileiros e coloca sob suspeição toda a produção agropecuária do país, porque [com o projeto] você não tem mais segurança em relação aos níveis de contaminação”, acrescentou o representante do ISA.

Espinafre contaminado causa alucinações e outros sintomas em mais de 200 pessoas na Austrália

Um lote de espinafre contaminado provocou um alerta de saúde na Austrália depois que as autoridades recolheram o produto da Riviera Farms vendido na Costco.

O número de pessoas que relataram alucinações e outros sintomas passa de 200, sendo que por volta de 60 casos precisaram de atendimento médico, segundo levantamento do canal de notícias local 6 News divulgado nesta segunda-feira (18).

O serviço de saúde da Austrália divulgou a lista de sintomas relacionados ao consumo do espinafre contaminado:

delírio ou confusão
alucinações
pupilas dilatadas
batimentos cardíacos acelerados
rosto corado
visão turva
boca e pele secas
febre

Uma das vítimas da contaminação, Sajju Dangol, disse que todos os membros de sua família se sentiram mal depois de comer o espinafre. Todos eles tinham visão turva, dor de cabeça e alucinações.

“A consistência, a aparência, a sensação, tudo era normal, nada diferente, nada fora do comum”, disse Dangol de sua casa enquanto jogava fora o pacote contaminado.

A porta-voz Susan Pearce, da regional sanitária de New South Wales, uma das regiões mais afetadas, disse na sexta-feira (16) que os pacotes do espinafre com data de validade de 16 de dezembro tinham um contaminante acidental.

Pearce disse que o produto causou “sintomas bastante graves” em várias crianças, mas a equipe do departamento de emergência de saúde da região conseguiu rastrear os casos até o espinafre contaminado e rapidamente emitir um alerta para o público.

A empresa responsável, Riviera Farms, disse que entrou em contato com os supermercados e está pedindo que o produto seja retirado das prateleiras. Ela também declarou que amostras do espinafre foram enviadas para um laboratório para análise.

“Aconselhamos nossos clientes a devolver o espinafre potencialmente contaminado que estiver em suas prateleiras e pedimos que aconselhem seus consumidores a fazerem o mesmo”, disse a empresa em nota.

Paulo Câmara garante entregar Estado pronto para os desafios do futuro

O governador Paulo Câmara afirmou na última sexta-feira (16), que estará entregando para a gestão da governadora eleita Raquel Lyra, um Estado pronto para os desafios do futuro.

“Pernambuco tem se destacado em sua economia, crescendo mais que o Brasil. Quando o País cresce e quando o PIB diminui, Pernambuco também sofre reflexos, crescendo mais e tendo um impacto menor quando é uma queda. Agora estamos tendo condição de dar a Pernambuco uma infraestrutura muito melhor, sendo fruto de um trabalho intensivo, não só em Suape, mas em todo Estado”, disse Câmara.

O gestor, que encerra o seu segundo mandato neste ano, esteve à frente do Estado por 8 anos e conta que diversas ações foram feitas para estruturar Pernambuco. “Estradas estão sendo feitas e recuperadas, as expansões dos serviços de água receberam investimentos recordes, avançamos em saneamento. Nosso porto é referência, nosso aeroporto também. Pernambuco está muito bem organizado para os desafios do futuro”, contou.

Segundo Paulo, Pernambuco tem um papel importante para contribuir com o desenvolvimento do País.

“O Brasil precisa voltar a crescer, voltar a gerar emprego, e o Estado está pronto nessa missão de ajudar o Brasil nessa tarefa de crescimento e geração de emprego. Desde o lançamento do Plano Retomada, em agosto de 2021, nós tínhamos o desafio de investir R$ 5 bilhões em investimentos públicos e isso está sendo alcançado. Já atingimos a marca dos 130 mil empregos gerados e temos um volume de empreendimentos anunciados que são recordes. É um momento diferenciado, importante, de retomada, mas Pernambuco está pronto para os desafios do futuro”, completou o atual governador.

TRE-PE diploma as primeiras mulheres eleitas para governar Pernambuco

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) diploma nesta segunda-feira (19), a partir das 16h, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções, em Olinda, as primeiras mulheres eleitas para gerir o Estado pelos próximos quatro anos: as futuras governadora, Raquel Lyra (PSDB) e a vice, Priscila Krause (Cidadania).

Raquel e Priscila conquistaram 3.113.415 votos (58,70% dos votos válidos), no segundo turno das eleições. Derrotaram Marília Arraes (Solidariedade) e Sebastião Oliveira (Avante) que lideraram as pesquisas na maior parte do tempo e registraram 2.190.264 votos (41,30% dos válidos).

Pelas redes sociais ambas trocaram afagos, agradecimentos e votos de confiança. No sábado, Raquel relembrou o que já disse em várias ocasiões: “Priscila Krause governará comigo”. Ressaltou a importância da parceria que criaram e destacou:

“Fico confiante em ter junto de mim uma vice-governadora que vai me ajudar muito a tocar um governo que tem como desafio enfrentar a pobreza, as desigualdades e gerar muitas oportunidades pro nosso Estado, sem deixar ninguém pra trás”.

No mesmo tom, Priscila rememorou sua aproximação de Raquel e os desafios que terão pela frente.

“O povo entendeu a nossa mensagem e deu a você a oportunidade de governar o nosso Estado. Raquel, neste dia que antecede a nossa diplomação, um filme de todo esse tempo passou em minha cabeça e só tenho a agradecer a sua confiança. Sob o seu comando, estarei honrando a decisão da nossa gente em mais um encontro nosso por Pernambuco.”

Durante a semana, também pelas redes sociais, Raquel recordou sua primeira diplomação, na eleição para prefeita de Caruaru, em 2016, e quando firmou o compromisso de fazer um governo diferente,

“E firmo novamente esses compromissos: de fazer diferente e de trabalhar dia e noite pelo nosso povo. Sei que vou contar com a colaboração, o apoio e a solidariedade dos pernambucanos e das pernambucanas. E podem ter certeza de que honrarei cada voto”, assegurou Raquel Lyra.

Também receberão diplomas nesta segunda 49 deputados e deputadas estaduais; 25 federais e a primeira senadora eleita por Pernambuco, Teresa Leitão (PT).

Papa Francisco diz em entrevista que julgamento que levou Lula à prisão ‘começou com fake news’

O papa Francisco afirmou que o processo que condenou o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no âmbito da Lava-Jato, posteriormente anulado, “começou com notícias falsas na mídia” que “criaram uma atmosfera que favoreceu a colocação de Lula em um julgamento”. A declaração ocorreu em entrevista ao jornal espanhol ABC, publicada neste domingo (18).

Francisco foi questionado sobre o caso do petista, eleito presidente nas eleições deste ano após ser preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ao jornal espanhol, o papa classificou o processo como “paradigmático” e alertou para a gravidade das fake news envolvendo líderes políticos e sociais: “podem destruir uma pessoa”.

Os processos contra Lula foram anulados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021 por questões técnicas: o juiz Sergio Moro, hoje senador eleito e então responsável pelo caso, foi considerado parcial para punir Lula e os processos deveriam tramitar no Distrito Federal, não no Paraná.

Na avaliação de Francisco, o procedimento relativo a Lula “parece não ter sido adequado”. O papa disse que “é preciso cuidado com aqueles que montam um cenário para um julgamento, seja ele qual for. Eles fazem isso pela mídia de forma que tenha efeito sobre aqueles que irão decidir”.

Francisco ainda destacou que “um julgamento deve ser o mais limpo possível, com tribunais de primeira classe, sem nenhum interesse que não seja o de garantir uma justiça limpa”. “Esse caso do Brasil é histórico. Não estou me envolvendo em política, eu só falo sobre o que aconteceu”, destacou.

Policiais entram em confronto com torcedores em Paris após derrota da França na Copa do Mundo

Milhares de pessoas se reuniram na avenida Champs-Elysees, em Paris, para assistir à final da Copa do Mundo contra a Argentina neste domingo (18). Algumas horas após a derrota da seleção francesa, policiais e torcedores entraram em conflito.

Repórteres no local relatam que houve agressão por parte dos policiais, que tentavam dispersar a multidão, e alguns torcedores lançaram fogos de artifício em direção à polícia.

Tumultos anteriores

As autoridades francesas anunciaram na sexta-feira (16) que cerca de 14 mil policiais e guardas seriam mobilizados em toda a França para a final da Copa do Mundo.

O dispositivo é superior ao organizado para a semifinal em que a França venceu o Marrocos. Naquela ocasião, foram mobilizados 10.000 agentes em todo o país. No entanto, apesar da presença da polícia, houve tumultos e confrontos. As autoridades detiveram 266 pessoas.

Também houve conflito no dia 10 de dezembro, quando França e Marrocos se classificaram para a semifinais. Milhares de torcedores lotaram a Champs Elysées logo após as partidas. Algumas pessoas pessoas destruíram empreendimentos comerciais e a polícia francesa disparou gás lacrimogêneo contra o grupo.

Filha de Pelé posta foto fazendo massagem no pé do pai durante a final da Copa do Mundo

Kelly Nascimento, uma das filhas de Pelé, publicou uma foto em sua página do Instagram fazendo massagem no pé do pai no hospital durante o primeiro tempo da final da Copa do Mundo entre Argentina e França, neste domingo (18) no Catar.

No post, ela escreveu: “Massagem no pé e copa na tv. Dale Messi!! Dale DiMaria!”

Pelé está internado no Hospital Albert Einstein para tratamento de um câncer desde 29 de novembro.

Carta sobre sonho

Na noite deste sábado, o Rei do Futebol postou em seu Instagram uma carta aberta onde fala sobre sonhos, amor e a eliminação da seleção brasileira na Copa do Mundo.

Por volta das 13h30, a postagem tinha mais de 1 milhão de curtidas de fãs do Brasil e do mundo.

Papa Francisco já deixou renúncia assinada em caso de problema de saúde

O Papa Francisco revelou em uma nova entrevista que já assinou sua carta de demissão para ser usada no caso de ficar “incapacitado”.

Francisco fez o comentário em entrevista ao canal de notícias espanhol ABC, publicada no domingo (18), quando questionado sobre o que aconteceria se um papa fosse repentinamente impedido de desempenhar suas funções devido a problemas de saúde ou a um acidente.

“Já assinei minha renúncia. O Secretário de Estado na época era Tarcísio Bertone. Eu assinei e disse: ‘Se eu ficar incapacitado por razões médicas ou qualquer outra coisa, aqui está minha renúncia’”, contou Francisco.

“Não sei a quem o cardeal Bertone entregou essa carta, mas eu a entreguei a ele quando ele era secretário de Estado”, disse Francisco, acrescentando que esta foi a primeira vez em que falou publicamente sobre a existência da carta.

Francisco disse que os ex-pontífices Paulo VI e Pio XII também redigiram suas cartas de renúncia no caso de uma deficiência permanente.

Francisco, 86, parece estar bem de saúde, exceto por problemas no joelho. Ele tem sido frequentemente visto com uma bengala e às vezes usa uma cadeira de rodas devido a dores no joelho direito.

No início deste ano, ele cancelou uma viagem à República Democrática do Congo e ao Sudão do Sul depois que os médicos disseram que ele também poderia perder uma viagem posterior ao Canadá, caso não fizesse mais 20 dias de terapia e descansasse o joelho direito.

No ano passado, o papa fez uma cirurgia para remover parte do cólon devido a uma diverticulite, uma condição comum.

Em 2013, o predecessor imediato de Francisco, o Papa Bento XVI, tomou a decisão quase sem precedentes de renunciar ao cargo, citando a “idade avançada” como o motivo e surpreendendo o mundo católico.

Foi a primeira vez que um papa renunciou em quase 600 anos. O último papa a renunciar antes de sua morte foi Gregório XII, que, em 1415, pediu seu afastamento para pôr fim a uma guerra civil dentro da igreja na qual mais de um homem afirmava ser papa.

Seleção argentina desfila em carro aberto pelo Catar para comemorar título da Copa

O elenco da Argentina, tricampeã mundial de futebol, desfilou em carro aberto pelas ruas do Catar na noite deste domingo para comemorar o título da Copa do Mundo.

A festa começou em uma avenida chamada Lusail Boulevard, ao lado do estádio da final contra a França, vencida nos pênaltis, por 4 a 2, após empate por 3 a 3 na soma da prorrogação com o tempo normal.

Logo depois do jogo, se iniciou uma negociação entre o governo do Catar e a Associação de Futebol da Argentina para que ocorresse o desfile. Ao entrar no ônibus, ainda no estádio, os jogadores já foram para a parte superior do veículo.

Na comemoração, prédios foram iluminados com bandeiras da Argentina. Torcedores se aglomeraram para ver os campeões passarem.

Inflação desacelera em novembro em todas as faixas de renda, diz Ipea

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgado nesta quarta-feira (14), mostra que a inflação de novembro ficou abaixo da registrada em outubro para todas as faixas de renda. Os dados mostram que as maiores pressões inflacionárias foram provocadas por três grupos: alimentos e bebidas, transportes e habitação.

O Indicador Ipea de Inflação por faixa de renda é divulgado mensalmente. O levantamento considera seis categorias de renda domiciliar: muito baixa (menor que R$ 1.726,01), baixa (entre R$ 1.726,01 e R$ 2.589,02), média-baixa (entre R$ 2.589,02 e R$ 4.315,04), média (entre R$ 4.315,04 e R$ 8.630,07), média-alta (entre R$ 8.630,07 e R$ 17.260,14) e alta (maior que R$ 17.260,14).

Em novembro, as menores variações foram registradas para as famílias de renda alta (0,27%) e de renda muito baixa (0,33%). Em outubro, nas mesmas faixas, a inflação havia sido respectivamente de 1,14% e 0,51%.

Já as maiores variações foram observadas nas classes de renda média-alta (0,49%) e de renda média (0,46%). No entanto, mesmo nessas faixas, a inflação foi maior no mês de outubro, registrando respectivamente 0,64% e 0,61%.

No acumulado do ano, a menor variação é de 4,87% para as famílias de renda média-baixa. Já a maior, de 6,27%, foi observada para as famílias de renda alta. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e usado como índice oficial da inflação no país, registra uma variação de 5,13% desde o início do ano.

Alimentos e bebidas
No mês de novembro, os alimentos e bebidas pressionaram a inflação para todas as seis categorias. Além disso, com o reajuste dos aluguéis e das tarifas de energia elétrica, a habitação teve significativa influência na variação para as famílias de renda muito baixa. Para as quatro faixas de renda intermediárias, houve impacto do custo do transporte, que está associado à alta dos combustíveis. Já as famílias de renda mais alta foram pressionados pelos preços relacionados à saúde, envolvendo sobretudo aumentos nas mensalidades dos planos.

O levantamento também mostra que, entre os alimentos e bebidas, as altas mais relevantes foram registradas entre tubérculos (10,1%), cereais (0,97%), frutas (2,9%), farináceos (1,1%) e panificados (0,73%). De outro lado, houve queda nos preços dos leites e derivados (-3,3%) e das aves e ovos (-0,51%).

Governo do Peru decreta estado de emergência nacional e propõe eleições para 2023

O novo governo peruano decretou, nesta quarta-feira (14), estado de emergência em todo país por 30 dias para conter as violentas manifestações que exigem eleições gerais imediatas e a libertação do presidente deposto Pedro Castillo, após seu autogolpe fracassado. Governo também propôs a antecipação das eleições para 2023,

“Acordou-se decretar estado de emergência em todo o país devido aos atos de vandalismo e violentos, ao bloqueio de estradas e vias”, anunciou o ministro da Defesa, Alberto Otárola, ressaltando que a polícia e as Forças Armadas controlam a situação.

Os protestos e tomadas de aeroportos e estradas deixaram sete mortos e cerca de 200 feridos em uma semana, segundo a Defensoria do Povo.

Dina Boluarte, que até uma semana atrás era vice-presidente, assumiu o cargo de chefe de Estado após o autogolpe fracassado de Castillo e sua subsequente destituição e prisão na quarta-feira passada.

Inicialmente, Dina declarou que governaria até o fim do mandato de Castillo, em julho de 2026, como prevê a Constituição. Mas uma onda de manifestações exigindo a libertação do ex-presidente e eleições imediatas a levaram a propor a antecipação das eleições, primeiramente para abril de 2024 e depois para dezembro de 2023.

“Legalmente, os tempos caberiam para abril de 2024, mas, fazendo reajustes ontem, conversando, estes podem ser antecipados para dezembro de 2023”, disse Dina nesta quarta-feira.

O Congresso se reunirá em plenário quinta-feira (15) para discutir essa proposta.

Castillo segue preso
A Promotoria, que acusa Castillo, 53, um professor rural esquerdista, de “rebelião” e “conspiração”, pretende mantê-lo em prisão preventiva por 18 meses.

O juiz que deveria tratar o pedido, Juan Checkley, remarcou a audiência para as 8h30 locais de amanhã, após aceitar os argumentos da defesa, que se queixa de não ter recebido todos os documentos do caso.

O magistrado disse que Castillo continuará detido por mais 48 horas, apesar de ter expirado hoje o prazo de sete dias de detenção imposto por um juiz, após sua tentativa de dissolver o Congresso e governar por decreto.

Castillo se recusou a participar da audiência virtual. “Já chega! Os abusos, humilhações e maus-tratos continuam. Hoje voltam a restringir minha liberdade com 18 meses de prisão preventiva. Peço à @CIDH que interceda pelos meus direitos e pelos direitos dos meus irmãos peruanos que clamam por justiça”, tuitou.

“Responsabilizo juízes e promotores pelo que acontece no país. Milhões de agradecimentos aos meus compatriotas por seu carinho e apoio. Só o povo salva o povo”, acrescentou.

Outro tribunal rejeitou nesta terça-feira um recurso de Castillo para recuperar sua liberdade. Alegou-se que há risco de fuga, já que o ex-presidente tentou chegar à embaixada mexicana para pedir asilo, após ser destituído pelo Congresso.

O ex-presidente permanece detido em uma delegacia de polícia em Lima, diante da qual centenas de seus partidários se aglomeram há vários dias.

“Vamos ficar aqui até que nosso presidente saia e volte para a cadeira presidencial no palácio do governo”, disse à AFP Roxana Figueroa, uma assistente social de 59 anos.

Militares nas ruas
Várias estradas permaneciam bloqueadas hoje em 14 das 24 regiões do país, segundo a polícia.

Em Cusco, centenas de manifestantes foram dispersados com gás lacrimogêneo perto do aeroporto, que permanece fechado. Centenas de passageiros ficaram bloqueados.

Em Machu Picchu Pueblo, 780 turistas de diferentes nacionalidades também estão bloqueados, devido à suspensão do serviço ferroviário há dois dias.

Em Arequipa, segunda maior cidade do país, militares vigiavam as áreas públicas e o aeroporto internacional. Já em Puno, autoridades fecharam o aeroporto e o sindicato de transporte paralisou suas atividades e somou-se aos protestos.

Em Apurimac, cidade natal da presidente, houve passeatas contra a violência de policiais e manifestantes.

“É uma situação de convulsão social muito séria. Tememos que isso leve a um motim, porque existem pessoas chamando à insurgência, pedindo para pegar em armas”, disse à AFP a defensora do Povo, Eliana Revollar.

Sindicatos agrários e indígenas iniciaram na terça-feira uma “paralisação por tempo indeterminado” para exigir eleições gerais.

Antes de seu autogolpe fracassado, o Ministério Público já investigava Castillo por liderar “uma organização criminosa” que beneficiava familiares e amigos.

Brasil registra 261 novas vítimas de Covid; média de mortes é a mais alta desde setembro

O Brasil registrou 261 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, nesta quarta-feira (14), chegando a 691.435 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 114, com variação de 33% em relação aos últimos 7 dias, tendência de alta pelo 24º dia seguido.

É a maior média registrada desde o dia 4 de setembro, quando foi registrada média de 126 óbitos diários.

Brasil, 14 de dezembro
Total de mortes: 691.435
Registro de mortes em 24 horas: 261
Média de mortes nos últimos 7 dias: 114 (variação em 14 dias: +33%)
Total de casos conhecidos confirmados: 35.761.481
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 47.230
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 33.124 (variação em 14 dias: +22%)

No total, o país registrou 47.230 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 35.761.481 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 33.124, e a variação foi de 22% em relação a duas semanas antes.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Subindo (10 estados): RN, MT, MG, AL, SE, BA, PR, RS, SP, MA
Em estabilidade (6 estados e o DF): SC, RR, ES, DF, AP, CE, GO
Em queda (4 estados): PA, AC, PB, AM
Não divulgou até 20h (6 estados): MS, PE, PI, RJ, RO e TO

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Ladrão vestindo apenas calcinha furta escola no DF

Um homem foi flagrado por câmeras de seguranças furtando uma escola vestindo apenas uma calcinha. O fato ocorreu em uma escola particular do Lago Norte, em Brasília.

O ladrão foi preso em flagrante na manhã de terça-feira (13). De acordo com a 9ª Delegacia de Polícia Civil, ele entrou na escola duas vezes: uma no sábado à noite (10) e outra na segunda-feira (12).

Durante o primeiro furto, ele levou torneiras dos banheiros e sifões. No segundo, levou uma escada.

O furto das torneiras e sifões causou vazamento de água e deixou o reservatório da escola completamente vazio. Além disso, o prédio ficou alagado.

Segundo a PCDF, o homem tem 40 anos e pulou um muro para invadir a escola. Ele não informou o motivo de ter tirado as roupas.

Nas imagens da câmera de segurança, é possível ver o momento em que o ladrão saiu de uma sala no interior da escola com uma sacola em mãos.

As torneiras da escola foram recuperadas. O homem vai responder por furto qualificado.