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Padre do DF explica por que ‘rejeita’ excomunhão – e diz que Vaticano contradiz a própria lei da Igreja

Capela Santo Atanásio — Foto: Reprodução/Google Maps

Apesar de excomungado pela Arquidiocese de Brasília, o padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa rejeita a punição e mantém a rotina de celebrações na capela em Ceilândia.

A punição ocorreu devido à associação da capela com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, grupo tradicionalista que entrou em conflito com o Vaticano.

O padre Françoá afirma que a excomunhão não tem fundamento jurídico, pois o grupo tradicionalista não rompeu a comunhão em questões de fé e sacramentos.

As missas na capela continuam sendo celebradas em latim e de costas para a assembleia, preservando a liturgia anterior ao Concílio Vaticano II.

Fraternidade São Pio 10 apresenta recurso ao Vaticano contra o excomunhão de bispos

Vista da Basílica de São Pedro, no Vaticano/foto: AFP/Arquivos

A Fraternidade São Pio 10 apresentou um recurso ao Vaticano contra o excomunhão de seis bispos que foram ordenados sem a autorização do papa. A Fraternidade diz que considera a medida “injusta e inválida” e enfatizou sua devoção à Igreja Católica.

Em 2 de julho, o Vaticano confirmou a excomunhão de seis prelados e declarou essa comunidade tradicionalista em “cisma” com Roma. Em um comunicado, a Fraternidade anunciou ter “apresentado em 11 de julho um recurso preliminar” ao Dicastério para a Doutrina da Fé do Vaticano, responsável pelas avaliações.

Esse procedimento, que constitui o requisito prévio antes da eventual apresentação de um recurso hierárquico, tem como efeito suspender a execução do decreto”, indica. “Com esse recurso, a Fraternidade pretende exercer o direito que a Igreja autorize a toda pessoa que se considere prejudicada por um ato administrativo”, acrescenta.

A comunidade, fundada em 1970 pelo bispo francês Marcel Lefebvre (1905-1991), reúne verdades que se orientam por uma interpretação estrita da tradição doutrinal e litúrgica.

Essa comunidade, com cerca de 600 mil fiéis em todo o mundo e influente em alguns meios conservadores, já havia sido declarada cismática em 1988, mas Bento 16 clamou a sanção em 2009 em prol de uma reconciliação.

Seus membros rejeitam a evolução da Igreja desde o Concílio Vaticano 2º (na década de 1960) e defenderam um modelo de sociedade patriarcal e um ideal de estado teocrático.

Eles seguem o rito “tridentino”, caracterizado pelo uso do latim e por uma liturgia altamente codificada. Nas missas, o sacerdote fica de costas para os fiéis, especificamente para o altar.

Padre brasileiro de grupo que desafiou o papa não aceita excomunhão

Padre Françoá Costa/Reprodução/Redes Sociais

Após ter sua excomunhão confirmada pela Arquidiocese de Brasília o padre Françoá Rodrigues Figueiredo Costa usou as redes sociais para dizer que continuará celebrando missas na Capela Santo Atanásio, em Ceilândia, no Distrito Federal. Ele publicou um vídeo intitulado “Resposta aos Inimigos” no qual considera “inválidas” e “nulas” as acusações de cisma e a excomunhão determinadas pela Igreja.

O religioso e a capela foram excomungados pelo Vaticano por se vincularem à Fraternidade Sacerdotal São Pio 10, um grupo católico ultraconservador que desafiou o papa Leão 14, rompendo com a autoridade da Igreja Católica. O Vaticano determinou que padres e fiéis que aderirem formalmente à fraternidade passam a ser considerados em situação de cisma e, consequentemente, excomungados.

Cisma na Igreja Católica é a recusa intencional e manifestada formalmente de se sujeitar ao Sumo Pontífice, o papa, trazendo ameaça à unidade eclesiástica.

“Continuaremos todos os dias a rezar a Santa Missa, a mencionar o nome do Santo Padre no cânon da missa, a rezar, aqui no caso de Brasília, pelo senhor Arcebispo de Brasília, consciente de que somos católicos. Não somos nós que temos que justificar nossa catolicidade. São os senhores que têm que justificar a catolicidade dos senhores. Não somos nós que estamos afundados nesse modernismo. Não somos nós que estamos aceitando essas coisas estranhas que infelizmente os senhores terão que justificar“, diz o padre no vídeo.

Ele faz referência à comunhão dada nas mãos dos fiéis e ao acolhimento à união entre pessoas do mesmo sexo como modernismos da Igreja que seriam inaceitáveis. Françoá já havia publicado um vídeo anterior intitulado “o modernismo destrói a fé católica”.

Em nota pastoral, a Arquidiocese de Brasília diz que, em razão das ordenações episcopais de 1º de julho a quatro presbíteros da Fraternidade Sacerdotal Pio 10 sem a autorização do papa, o Vaticano publicou em 2 de julho um decreto de cisma e excomunhão contra os envolvidos.

Em vista disso, segundo a nota, a situação do padre Françoá Costa, que desde 5 de abril de 2025 considera-se aderente à Fraternidade, tornou-se de cisma e excomunhão a partir do decreto papal. A medida é extensiva a de todos os ministros sagrados da Fraternidade. “Os atos ministeriais do sacerdote consideram-se, a partir da excomunhão, ilícitos“, diz a nota, lembrando que os sacramentos da confissão e do matrimônio ministrados por ele são nulos.

A Arquidiocese de Brasília acrescenta que os fiéis que frequentam regularmente ou exclusivamente as atividades vinculadas à Fraternidade, são considerados, igualmente, cismáticos e excomungados. “Portanto, as celebrações, atividades pastorais, iniciativas de formação ou demais atos promovidos na denominada ‘Capela Santo Anastácio’ são considerados irregulares por não se exercerem em comunhão com o Romano Pontífice, nem com o Arcebispo Metropolitano de Brasília, e devem ser terminantemente evitadas pelos fiéis, em razão do grave risco de gradual aderência ao mesmo cisma e excomunhão.”

A nota é assinada pelo cardeal Paulo Cezar Costa, arcebispo de Brasília.

Início da crise

A nova crise começou após a fraternidade ordenar quatro bispos sem autorização da Santa Sé, em uma cerimônia realizada em Écône na Suíça, em 1º de julho.

O Vaticano considerou a cerimônia um “ato cismático” e declarou a excomunhão dos bispos envolvidos.

A Santa Sé também afirmou que padres e fiéis leigos que aderirem formalmente ao grupo estão em situação de cisma e excomungados, o que atinge o padre brasileiro.

A Fraternidade São Pio X rejeita a decisão e afirma que as ordenações foram necessárias para garantir a continuidade de suas atividades religiosas.

O conflito entre a fraternidade e o Vaticano atravessa décadas. Em 1988, o fundador do grupo, Marcel Lefebvre, também ordenou quatro bispos sem autorização do então papa João Paulo 2º.

Na época, os envolvidos foram excomungados. A punição foi revogada em 2009 pelo papa Bento 16, em uma tentativa de reaproximação, mas a situação canônica da fraternidade permaneceu irregular.

Padre Walter Rocha é apresentado como novo vigário da Paróquia de São Pedro

A Paróquia de São Pedro, em Itapetim, acolheu, na última segunda-feira, o novo vigário paroquial, Padre Walter Rocha.

A Concelebração Eucarística de apresentação foi presidida por Dom Limacêdo Antônio da Silva, bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, e reuniu fiéis, religiosos e representantes do clero diocesano.

Além da comunidade paroquial, diversos padres da Diocese participaram da celebração, manifestando comunhão e acolhida ao novo vigário, que passa a integrar a equipe pastoral da Paróquia de São Pedro, ao lado do pároco, Padre Jorge Adjan.

Antes da transferência para Itapetim, Padre Walter Rocha exercia o ministério como vigário paroquial da Paróquia de Santo Antônio e São João Maria Vianney, em Carnaíba.

Durante a celebração, Dom Limacêdo destacou a importância da missão presbiteral vivida em comunhão com a Igreja e incentivou a comunidade a acolher o novo vigário com espírito de fraternidade, unidade e corresponsabilidade na evangelização.

Diocese confirma acolhida do padre Carlos na Catedral de Afogados

O padre Carlos Antônio Martins Leite será acolhido oficialmente na Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios, em Afogados da Ingazeira, no próximo dia 12 de julho.

A informação foi confirmada durante entrevista concedida ao programa A Tarde é Sua, da Rádio Pajeú, nesta quarta-feira (27).

Recém-ordenado sacerdote, padre Carlos assumirá a função de vigário paroquial, atuando ao lado do padre Miguel na Catedral.

A nomeação foi anunciada pelo bispo diocesano Dom Limacêdo Antônio da Silva durante reunião do clero realizada na última terça-feira.

Atualmente atuando no município de Flores, padre Carlos destacou que vive um momento de graça, esperança e renovação em sua caminhada vocacional.

Papa Leão XIV pede perdão pela demora da Igreja em condenar a escravidão

Papa Leão XIV/ Alberto PIZZOLI / AFP

O papa Leão XIV pediu desculpas pelo longo atraso da Igreja Católica em condenar a escravidão, que chamou de uma “ferida na memória cristã” em sua primeira encíclica, publicada nesta segunda-feira (25).

Em nome da Igreja, peço sinceramente perdão“, escreveu Leão XIV no texto que define as posições da Igreja em diversas questões, entre elas a inteligência artificial (IA).

No passado, os papais já pediram desculpas pela participação dos cristãos no tráfico de escravizados.

João Paulo II denunciou a atividade em 1992, antes de apresentar, no ano 2000, um amplo pedido de perdão pelas injustiças históricas.

O papa Francisco também denunciou repetidamente as formas contemporâneas de escravidão.

No entanto, as palavras de Leão XIV foram além.

O papa americano destacou que a Igreja foi proprietária de escravizados até a Idade Média e que também assessorou soberanos europeus sobre como cometer a escravidão dos “infiéis”.

Foi necessário esperar até o século XIX para encontrar uma publicação formal, absoluta e universal da escravidão“, escreveu em “Magnifica Humanidades”, um documento que aborda principalmente a ascensão da IA.

A encíclica acrescenta: “É verdade que os acontecimentos do passado não podem ser julgados de forma anacrônica, como se todos os critérios morais que amadureceram ao longo do tempo sempre estivessem disponíveis“.

Ainda assim, também não podemos negar ou minimizar a demora com que tanto a sociedade quanto a Igreja passaram a denunciar o flagelo da escravidão”.

Isto constitui uma ferida na memória cristã, da qual não podemos considerar alheios“, completou o pontífice.

Arcebispo aproveita Sexta Santa e pede paz: “No Brasil, mesmo sem guerra oficial, há tantas guerras”

Procissão foi realizada em Olinda /Sandy James/DP

As ruas do Sítio Histórico de Olinda, no Grande Recife, receberam a tradicional procissão do Senhor Morto, que saiu da Catedral da Sé na tarde desta Sexta-Feira Santa (3), um dia de silêncio, jejum e contemplação da morte de Cristo para os católicos.

Os devotos Histórico de Olinda até a Igreja de São Francisco. No caminho, canções e rezas foram entoadas pela multidão.

A celebração da Paixão do Senhor é realizada em lembrança do momento em que foi retirado da Cristo cruz e levado à sepultura, numa procissão reflexiva.

Andores de Maria, Madalena e do apóstolo João, figuras que na tradição católica, eram amadas por Jesus, também foram parte da cerimônia.

A condução foi feita pelo Arcebispo de Recife e Olinda, Dom Paulo Jackson. Durante a cerimônia, ele ressaltou a celebração.

Para nós, celebrar a Paixão do Senhor significa, antes de tudo a morte de um Mártir. Mas Jesus não é somente um mártir. Ele morre em lugar de outros, tomou sobre si as dores da humanidade. Jesus carrega sobre os ombros, nossas enfermidades e pecados. A morte de Jesus é capaz de apagar pecados, de purificar e perdoar a humanidade. É por isso que nós estamos aqui nessa tarde: ele morre para nos dar vida, para nos justificar, nos fazer criaturas novas, refeitas e lavados pelo sangue do Senhor”, comentou.

Dom Paulo também pede paz

Na morte e a vitória do Cristo Jesus, nós somos convidados também a refletir sobre nos últimos dramas da humanidade. O Papa Leão XIV nos pediu especialmente que rezássemos em favor da paz especialmente no Oriente Médio, mas não somente. A paz da própria Terra Santa, em guerra contra o Irã, enfim, todo o Oriente Médio envolvendo aqueles vários grupos. Mas aqui no Brasil, mesmo que sem uma guerra institucionalizada ou oficial, há tantas guerras. Enquanto o coração da humanidade não repousa em Deus, permanece em estado de guerra. E no nosso país, quantas guerras, quantas violências, situações tão dolorosas não existem?”, indagou.

Uma das fieis presentes na celebração foi Clélia Brito, de 76 anos, moradora de Olinda.

Eu sempre venho. É muito bonito, não perco não, venho celebrar a Páscoa enquanto eu tiver saúde. Não existe outro meio [de celebrar] sem ser aqui”, afirmou.

A também Olindense Célia Silva, de 77 anos, celebrou pela primeira vez a procissão que sai da Catedral da Sé.

“Eu amei. É um dia de muita importância, muita reflexão. Temos que pedir muita paz pelo mundo inteiro que está precisando. Paz para acabar

com essas mortes, esses feminicídios, e celebrar que Jesus morreu, mas ele vive”, disse.

Papa Leão 14 denuncia ‘abismos entre pobres e ricos’ durante visita a Mônaco

Leão 14 foi recebido pelo príncipe Albert II e por sua esposa, Charlène, no heliporto de Mônaco/AFP PHOTO/VATICAN MEDIA

O papa Leão 14 denunciou neste sábado (28) os “abismos entre pobres e ricos” em seu primeiro discurso durante uma visita relâmpago a Mônaco, um minúsculo principado católico conhecido sobretudo pela vida de luxo.

Esta visita de menos de nove horas, a primeira de um papa em quase 500 anos a este microestado mediterrâneo de menos de 2 quilômetros quadrados e 39.000 habitantes, não mobilizou as multidões esperadas da vizinha França ou da Itália, mas permitiu à Igreja de Mônaco mostrar uma diversidade que vai além dos clichês.

No pátio do palácio, ao longo do percurso do papamóvel e durante a missa no Estádio Louis II, os moradores, embora não tenham sido numerosos, aclamaram o papa e exibiram pequenas bandeiras do Vaticano e de Mônaco.

O pontífice americano, que também tem a cidadania peruana, chegou ao principado pouco depois das 9h00 locais, após uma viagem de helicóptero iniciada em Roma.

Ele foi recebido pelo príncipe Albert II e por sua esposa, Charlène, no heliporto de Mônaco.

O papa seguiu para o Palácio do Príncipe, onde, da varanda, pronunciou uma mensagem com um significado especial neste microestado conhecido por seus cassinos, bilionários e opulência.

Em um discurso em francês, língua oficial de Mônaco, o papa criticou “as configurações injustas do poder, as estruturas de pecado que abrem abismos entre pobres e ricos, entre privilegiados e descartados, entre amigos e inimigos”.

Cada talento, cada oportunidade, cada bem depositado em nossas mãos tem um destino universal, uma exigência intrínseca de não ser retido, e sim redistribuído“, acrescentou, em linha com o discurso de seu falecido antecessor Francisco sobre justiça social.

E, em uma clara referência aos conflitos mundiais, criticou que “a ostentação da força e a lógica da prevaricação prejudicam o mundo e ameaçam a paz”.

Leão XIV, que passou quase 20 anos como missionário em regiões pobres do Peru, citou em particular a ‘Rerum Novarum’, encíclica social publicada em 1891 por Leão XIII que estabelece as bases da doutrina social da Igreja.

As princesas Stéphanie, Caroline e Charlotte acompanharam a cerimônia

“Imperativo de solidariedade”

Viver em Mônaco “representa para alguns um privilégio e, para todos, um chamado específico a questionar o seu lugar no mundo“, disse o pontífice.

O príncipe Albert II reconheceu que existe um “imperativo de solidariedade por parte daqueles que têm mais recursos” e destacou que “os pequenos Estados também podem contribuir para melhorar o mundo“.

Nós somos privilegiados, sim, mas as responsabilidades são de todos, inclusive daqueles que não desfrutam desses privilégios“, reagiu Marge Valentino, uma italiana de 73 anos que mora em Mônaco. “Somos um povo pequeno e já somos muito generosos“, insistiu.

Após um encontro com a comunidade católica na catedral da Imaculada Conceição, quase 1.500 jovens receberam Leão XIV na praça da igreja de Santa Devota, a padroeira de Mônaco.

Depois, diante de 15.000 fiéis, o papa celebrou uma missa na qual reafirmou a posição da Igreja Católica sobre as questões de bioética — eutanásia e aborto —, com um pedido a “cuidar de toda existência humana, de seu surgimento no seio materno até o momento em que se deteriora e em todas as suas fragilidades“.

Mônaco, que no ano passado vetou a legalização do aborto e reforçou os cuidados paliativos ao rejeitar a ajuda para morrer, continua sendo um dos últimos países europeus em sintonia com esta doutrina.

Apenas 8% dos 39.000 habitantes do território de dois quilômetros quadrados – apenas 25% deles com nacionalidade monegasca – se declaram praticantes da fé católica, religião de Estado do principado.

A uma semana da Páscoa, a festa mais importante do calendário cristão, a visita permitiu medir a popularidade do pontífice americano, mais discreto que o seu antecessor, o argentino Francisco.

Megatemplo católico de Frei Gilson será construído em terreno de R$ 22 milhões na zona sul de São Paulo

Nascemos para Servir, mas Não como Frei Gilson pensa - Le Monde Diplomatique

Conforme apuração da Folha de São Paulo, Frei Gilson, hoje um dos nomes de maior voltagem do catolicismo brasileiro, com lives de madrugada que arrebatam multidões, está construindo na zona sul de São Paulo um centro dedicado a “contemplação e oração”.

O projeto, ainda cercado de discrição, prevê um complexo religioso de grandes proporções, com capela para 500 pessoas, hospedagem para retiros espirituais e espaços inspirados nas aparições de Nossa Senhora de Guadalupe.

Apuração descobriu documentos imobiliários e registros públicos indicando a localização do empreendimento, que até então era mantida em segredo. Será em um terreno entre os bairros Capela do Socorro e São Rafael.

Frei Gilson confirmou ao jornal o endereço, numa área próxima à estação Bruno Covas-Mendes/Vila Natal da ViaMobilidade. A aquisição, segundo nota enviada por sua assessora, “foi possível graças à generosidade de fiéis de diversas partes do mundo, por meio de doações espontâneas”.

É um tamanho próximo ao terreno do Allianz Parque, estádio do Palmeiras.

O frei responde a dom Negri na hierarquia católica. O bispo lhe pediu que criasse um projeto “no qual ele pudesse exercer seu carisma de forma mais estruturada dentro da própria diocese, mas com alcance para o Brasil e para o mundo”, frei Gilson afirma à reportagem. Acolheu essa proposta “como um chamado de Deus, reconhecendo na voz do bispo a vontade divina para sua vida”.

O plano inclui uma capela aberta 24 horas por dia, com capacidade para 500 pessoas. A estrutura também contará com estúdio para gravação do rosário, uma casa para convidados e prédios administrativos.

Papa Leão chama guerra no Oriente Médio de “escândalo” para humanidade

Papa Leão 14/ANDREAS SOLARO / AFP

O papa Leão 14 disse no domingo que a morte e o sofrimento causados pela guerra no Oriente Médio são um “escândalo para toda a família humana“, renovando seu apelo por um cessar-fogo imediato.

Enquanto a guerra de EUA e Israel contra o Irã entra em sua quarta semana, o primeiro papa norte-americano afirmou que continua a acompanhar com “consternação” a situação no Oriente Médio e em outras regiões dilaceradas pela guerra e pela violência.

Não podemos permanecer em silêncio diante do sofrimento de tantas pessoas, as vítimas indefesas desses conflitos. O que as fere fere toda a humanidade“, disse Leão em sua oração semanal do Angelus na Praça de São Pedro.

Renovo veementemente meu apelo para que perseveremos em oração, para que as hostilidades cessem e o caminho seja finalmente pavimentado para a paz“, acrescentou.

Dom Orlando Brandes destaca gratidão após 10 anos como arcebispo de Aparecida: ‘Aprendi muito com o povo’

Dom Orlando Brandes dá entrevista após nomeação do novo arcebispo de Aparecida — Foto: Laurene Santos/TV Vanguarda

Dom Orlando Brandes concedeu entrevista coletiva no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida nesta segunda-feira (2), após o papa Leão XIV nomear Dom Mário Antônio da Silva como novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP).

Até então, o cargo era ocupado por Dom Orlando Brandes, que afirmou que ainda não há uma data definida para a chegada de Dom Mário Antônio da Silva.

O novo bispo ainda não tem data marcada (para chegar). Precisamos sentar, ver as dificuldades dele, mas ele tem todo o direito canônico de dois meses daqui em diante, portanto até o dia 2 de maio, para chegar e tomar posse desta arquidiocese“, disse Brandes.

Brandes, que foi o quinto arcebispo de Aparecida, assumiu o cargo em 2016. Durante a entrevista, ele ressaltou a gratidão pelo período que permaneceu no cargo.

A minha avaliação desses anos são três: a primeira é agradecer a Nossa Senhora, a Deus, que me trouxe para cá, indigno, de Londrina para cá. O segundo agradecimento é ao povo de Deus. Eu aprendi muito com o povo daqui, com a fé do povo, e assim eu também cresci na minha fé, com a fé desse amado povo e, como vocês sabem, para cá geralmente vêm os mais pobres, que são ricos de fé. Mas Nossa Senhora acolhe a todos: rico, pobre. Quem ama Jesus, encontra aqui no santuário sua própria casa. Quando a gente vem aqui, a gente se sente em casa. E a terceira gratidão é pelo meu relacionamento com os Redentoristas. Foi muito bom, muito positivo. Eles foram muito compreensivos. E eu quero de modo especial agradecer o padre Eduardo, o Redentor do Santuário. Ele também me ajudou muito, muito fraterno e sempre ao lado.”

Dom Orlando Brandes também falou sobre os planos após deixar o cargo. Agora, ele assume a posição de Administrador Apostólico –um cargo temporário de liderança para este momento de transição.

Eu tenho convite para ir para Londrina, para outros lugares, mas desde uns cinco anos atrás, o padre Marlos já me levou pelas diversas casas Redentoristas na caridade dele, para eu escolher uma das casas para morar. Fraternidade e moradia. Eu vou esperar o novo arcebispo, porque alguns bispos costumam pedir para o bispo administrador apostólico, que agora sou eu, de morarmos juntos. Então, eu vou depender muito do sim ou não dele. Mas, não estou sem casa, pelo contrário, tenho três endereços Redentoristas para morar“, afirmou Brandes.

Se eu permanecer aqui, eu gostaria de trabalhar nos hospitais. Sempre desejei isso. E aqui temos vários hospitais, duas santas casas e mais dois hospitais. Então, eu gostaria de ajudar esse mais pobre que é o doente e que Jesus mais ajudou. Jesus ajudou os doentes, curou os doentes, deu remédio para os doentes. Eu gostaria de continuar essa missão. Termina a missão de arcebispo, mas a missão, diz a liturgia da igreja, do bispo é até o fim.”

Tradicionalmente, segundo o Código de Direito Canônico, um bispo deve apresentar pedido de renúncia ao papa aos 75 anos, mas, no caso de Dom Orlando, o tempo do religioso à frente da Arquidiocese de Aparecida foi estendido a pedido do papa Francisco, em carta enviada pelo pontífice em 2023. Ele completará 80 anos em 2026.

Eu aprendi com o papa Francisco, mas também com o Evangelho, saber despedir-se. Então, interiormente, eu já vinha me despedindo quando eu sabia que, ao chegar aos 80 anos, eu seria então declarado emérito”, disse Brandes na entrevista.
Ele também reforçou partes dos discursos que assumiu à frente da igreja católica em Aparecida nos últimos anos, como o combate à polarização.

O mundo só vai ser melhor quando nós, de fato, formos mais fraternos. Por isso, vamos rezar, perdoar para que termine polarização, para que termine brigas na igreja, divisões na igreja. Eu ouvi um santo dizer que a nossa divisão causa mais prejuízo do que a perseguição. Olha que coisa importante. A nossa divisão causa mais prejuízo ao povo de Deus do que a própria perseguição. Muitas pessoas não me entenderam, mas eu perdoo a todos. Ninguém é obrigado, irmãos e irmãs, a aceitar tudo. O que eu falei é que a minha igreja ensina, é que os santos ensinaram, mas a gente tem que respeitar a liberdade das pessoas. Não tenho inimigos, só tenho irmãos e irmãs“, concluiu Orlando.

Nomeação

O papa Leão XIV oficializou, nesta segunda-feira (2), o novo arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP): Dom Mário Antônio da Silva, até então arcebispo de Cuiabá (MT), foi escolhido para assumir o cargo. Ele tem 59 anos.

Tragédia em Juiz de Fora: “Rezo pelas vítimas”, afirma o Papa Leão XIV

O Papa Leão XIV manifestou solidariedade às vítimas e famílias que foram prejudicadas pelas fortes chuvas que atingiram a Zona da Mata Mineira, na noite da última segunda-feira (23).

Em pronunciamento neste domingo (1°), o pontífice afirmou que tem proximidade com as pessoas afetadas na tragédia climática que deixou 71 mortos nas cidades de Juiz de Fora e Ubá.

“Eu sou próximo das pessoas do estado brasileiro de Minas Gerais afetadas pelas enchentes violentas. Rezo pelas vítimas, pelas famílias que perderam suas casas e pelos envolvidos nas operações de resgate”, disse o Papa.

Padre Elton assume Paróquia de São Francisco de Assis em Afogados da Ingazeira

A Paróquia de São Francisco de Assis acolheu, na noite desta sexta-feira, 27 de fevereiro, o seu novo pároco, padre Elton Wilson Ferreira.

O momento teve início no patamar da Matriz, com as saudações dos representantes das comunidades de São Francisco, em Afogados da Ingazeira, do conselho de bairro da comunidade e também da Área Pastoral São Francisco, em Serra Talhada, onde o padre Elton esteve atuando, além do vice-prefeito do município, Daniel Valadares.

Em seguida, ao lado do bispo diocesano, Dom Limacêdo Antônio da Silva, o sacerdote adentrou a Matriz.

Em sua homilia, Dom Limacêdo fez referência ao tempo da Quaresma, ressaltando que é um período de limparmos a nossa casa e a nossa vida, com o propósito de nos prepararmos para o encontro com o Senhor e fazermos a experiência da Páscoa.

Dom Limacêdo ainda destacou que o sacerdote deve ser um homem pascal, um homem de Deus. Ressaltou que o padre carrega uma grande responsabilidade: ser alguém que revele o rosto de Deus e ajude os fiéis a tocarem o rosto das pessoas, vivendo a fé de forma concreta, no cuidado e na proximidade com o próximo.

Após a homilia, padre Elton Wilson renovou suas promessas sacerdotais, professou a fé e fez o juramento de fidelidade. Em seguida, o padre Josenildo Nunes de Oliveira, vigário-geral da Diocese, realizou a leitura da provisão canônica, válida por seis anos.

Posteriormente, o novo pároco foi acolhido pelos representantes das pastorais, serviços e movimentos da paróquia.

Diversos padres da Diocese estiveram presentes, além dos diáconos permanentes Matias, Cláudio e Lindailson, e dos diáconos transitórios Walter Rocha, Jacson Douglas e Carlos Martins.

Padre Elton sucede padre Luizinho, que esteve à frente da paróquia nos últimos anos.

Ao fim da celebração, padre Elton pediu uma salva de palmas pelo trabalho realizado por padre Luizinho.

Missa de Cinzas da Arquidiocese de Olinda e Recife marca o início da Campanha da Fraternidade 2026

A celebração de lançamento será presidida pelo arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa.
/Foto: Melissa Fernandes / Arquivo DP

Com a ideia de propor uma reflexão sobre responsabilidade coletiva, justiça social e cuidado com a vida, a Campanha da Fraternidade 2026, promovida anualmente durante a Quaresma pela Igreja católica, inicia suas atividades nesta quarta-feira (18). Na capital pernambucana, o lançamento oficial acontece às 16h, na Igreja Concatedral do Santíssimo Coração Eucarístico de Jesus, no bairro do Espinheiro, Zona Norte do Recife.

A celebração de lançamento, que acontece em conjunto com a Missa de Cinzas, será presidida pelo arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Olinda e Recife, Dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa.

Este ano, a Campanha da Fraternidade 2026 tem como tema “Fraternidade e Moradia”, que visa trazer uma reflexão sobre o direito à habitação digna e os desafios enfrentados por famílias que vivem em situação de vulnerabilidade.

Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a escolha do tema deste ano, que tem como lema bíblico “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14), se deu após um pedido da Pastoral da Moradia e Favela.

Ao longo de todo o período quaresmal, paróquias, movimentos e pastorais devem promover iniciativas ligadas ao tema, culminando com a Coleta Nacional da Solidariedade, marcada para o dia 29 de março, quando os recursos arrecadados serão destinados a projetos sociais.

A missa de lançamento na capital pernambucana integra também o caminho do Sínodo Arquidiocesano e as celebrações que marcam os 350 anos da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Retomada da temática de moradia

Esta não é a primeira vez que a Campanha da Fraternidade aborda o tema sobre o direito à habitação digna. Em 1993, a iniciativa trouxe o tema “Moradia”, tendo como lema “Onde moras?” (Jo 1,39).

Naquele ano, a Campanha denunciou a desigualdade urbana e o contraste entre a “cidade legal”, planejada e estruturada, e a “cidade irregular”, marcada por favelas, cortiços, ocupações e moradias precárias.

A reflexão apontou problemas como especulação imobiliária; má distribuição do solo urbano; falta de saneamento e investimentos públicos; crescimento de favelas em áreas de risco e histórico de exclusão habitacional das populações pobres.

Entre as propostas que foram levantadas pela Campanha de 1993, estão: regularização de áreas ocupadas, construção de moradias populares, subsídios habitacionais, infraestrutura urbana e fortalecimento de associações comunitárias e da Pastoral da Moradia.

De acordo com a CNBB, ao retomar a temática da moradia em 2026, a Campanha da Fraternidade reforça sua missão de transformar a espiritualidade quaresmal em compromisso concreto com a justiça social, buscando despertar a consciência sobre o direito à moradia digna como expressão concreta da fé cristã.

Atualmente, ainda segundo a CNBB, 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada e 328 mil pessoas vivem em situação de rua.

História da Campanha da Fraternidade

Promovida anualmente pela CNBB, a Campanha da Fraternidade propõe, durante a Quaresma, uma reflexão concreta sobre temas sociais à luz do Evangelho.

A Campanha da Fraternidade iniciou suas atividades na Quaresma de 1962, na cidade de Nísia Floresta (RN), por iniciativa de dom Eugênio de Araújo Sales.

No ano seguinte, a experiência foi ampliada para as três dioceses do Rio Grande do Norte e mais 13 dioceses do Nordeste, alcançando grande adesão, especialmente em Fortaleza (CE), sob o impulso de dom José de Medeiros Delgado.

Ainda em 1963, durante o Concílio Vaticano II, os bispos brasileiros decidiram levar a iniciativa para todo o país. A decisão foi comunicada por dom Hélder Câmara, então secretário-geral da CNBB. Com isso,, em 1964, a Campanha da Fraternidade passou a ser realizada em âmbito nacional, sob os cuidados da Cáritas e da CNBB.

Desde sua criação, a iniciativa foi pensada como uma mobilização de solidariedade, com tempo determinado e arrecadação financeira, voltada à promoção da fraternidade cristã por meio da ajuda aos mais necessitados.

Segundo a CNBB, de todo o valor arrecadado, 60% permanecem nas arquidioceses, formando os Fundos Arquidiocesanos de Solidariedade, que apoiam projetos locais. Os outros 40% compõem o Fundo Nacional de Solidariedade, destinado a iniciativas sociais em todo o Brasil.

Dom Limâcedo Antônio fala pela primeira vez sobre críticas após sua homilia de Natal

Dom Limacêdo Antônio defende democracia um ano após tentativa de golpe –  Nill Junior

Por Rádio Pajeú

Durante o Debate das Dez, dentro do programa Manhã Total desta Quarta-feira de Cinzas, o bispo da Diocese de Afogados da Ingazeira, Dom Limâcedo Antônio, comentou sobre os ataques recebidos nas redes sociais após uma fala em defesa da democracia durante sua homilia na noite de Natal. O religioso disse ter ficado espantado com as críticas e questionou se defender a democracia poderia ser interpretado como algo negativo, destacando a importância do bom senso no debate público.

Dom Limâcedo explicou que sua pregação seguiu o método aprendido no seminário, baseado na leitura bíblica, reflexão teológica e aplicação ao cotidiano dos fiéis. Segundo ele, a finalidade da Palavra de Deus é levar à reflexão e à conversão, inclusive à mudança de opinião quando necessário. O bispo ressaltou que essa dinâmica é parte essencial da missão pastoral e do anúncio cristão.

Ele também relatou estranheza em relação às críticas vindas de um estudante que frequentava celebrações e costumava fazer questionamentos sobre temas da Igreja, sacramentos e Bíblia. Para o bispo, o diálogo direto teria sido o caminho mais adequado para esclarecer eventuais divergências, reforçando que a construção da fé passa pela escuta, pelo questionamento e pelo respeito mútuo.