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Gabriel Galípolo se reúne com Andrei Rodrigues na sede da PF

Presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo (Ed Alves/CB/D.A Press)

O perfil da Polícia Federal (PF) nas redes sociais divulgou na noite desta quarta-feira, 14, uma foto do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo.

A foto mostra os dois sorrindo e apertando as mãos, com a seguinte legenda: “Em agenda institucional, as autoridades reafirmaram a importância da cooperação e da integração entre as instituições, fortalecendo o diálogo e a atuação conjunta em temas estratégicos de interesse do Estado brasileiro”.

O encontrou ocorreu no mesmo dia em que a PF deflagrou a segunda fase da operação Compliance Zero, que tem como um dos alvos o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Ele é dono do Banco Master, liquidado pelo BC em novembro.

Conforme a agenda de Galípolo, a reunião tratou de “assuntos institucionais”. O compromisso não constava da primeira versão da agenda oficial do presidente da autoridade monetária, publicada na noite de terça-feira, e foi incluído apenas hoje.

Galípolo chegou à sede da PF por volta de 19h e deixou o local por volta de 20h15, sem dar declarações à imprensa.

Receita Federal volta a negar taxação do Pix e alerta para golpes

As medidas de segurança para o Pix entram em vigor em 2/07/Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos.

Em nota oficial emitida nesta quarta-feira (14), o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.

Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo.

Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.

De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.

As informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.

De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.

EUA: suspensão de vistos a 75 países não se aplicará a trabalho ou turismo

Detalhe de visto dos Estados Unidos
/kstudio/Freepik

A suspensão pelo Departamento de Estado dos EUA de vistos de imigração para cidadãos de 75 países começará a valer a partir de 21 de janeiro e não se aplicará a candidatos que buscam vistos de não-imigrante, categoria que inclui vistos temporários de turismo ou negócios e compõe a grande maioria dos solicitantes.

O secretário de Estado, Marco Rubio, disse que instruiu os oficiais consulares a interromper as aplicações de vistos de imigração dos países afetados – como Brasil, Afeganistão, Irã, Rússia e Somália. A orientação segue uma ordem mais ampla, emitida em novembro de 2025, que endureceu as regras em torno de potenciais imigrantes que possam se tornar “encargos públicos” nos EUA.

O departamento suspenderá o processamento de vistos de imigrantes de 75 países cujos migrantes recorrem a programas de assistência social pagos pelo povo americano em “taxas inaceitáveis”, afirmou a embaixada dos EUA no Brasil na rede X.

“O congelamento deve ficar em vigor até que os EUA possam garantir que os novos imigrantes não extrairão riqueza do povo americano”, acrescentou.

A embaixada ainda pontuou que Washington está trabalhando para garantir que a generosidade do povo norte-americano “não seja mais abusada” e que a administração Trump sempre colocará os “EUA em primeiro lugar”.

‘Não haverá enforcamentos hoje nem amanhã’, afirma chanceler do Irã

Ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi/Foto: Reprodução/X

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou nesta quarta-feira (14) que não haverá execuções “nem hoje nem amanhã”, apesar de promessas anteriores de Teerã de acelerar os julgamentos contra manifestantes antigovernamentais.

Em entrevista à emissora americana Fox News, Araghchi insistiu que, após dez dias de protestos contra o custo de vida no Irã, houve três dias de violência orquestrada por Israel, e que a calma já havia sido restabelecida.

“Tenho certeza de que não há nenhum plano para realizar enforcamentos”, afirmou Araghchi.

Com vetos a emendas parlamentares, Lula sanciona Orçamento de 2026

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva /Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (14) a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. A norma, que fixa as despesas públicas e estima as receitas ao longo do ano, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

O texto havia sido aprovado pelo Congresso Nacional no fim do ano passado.

Alegando inconformidades legais, o presidente decidiu vetar dois dispositivos que somam quase R$ 400 milhões em emendas parlamentares. Eles foram incluídos durante a tramitação do texto, e não constavam na programação orçamentária enviada pelo Poder Executivo, como determina a lei federal que trata das emendas (Lei Complementar 210/24), segundo o governo.

O veto terá que ser apreciado por deputados e senadores, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo.

Ao todo, o Orçamento da União para 2026 será de R$ 6,54 trilhões, com meta de superávit de R$ 34,2 bilhões. O salário mínimo sai de R$ 1.518 e sobe para R$ 1.621.

As áreas de Saúde e Educação contarão com recursos totais de R$ 271,3 bilhões e R$ 233,7 bilhões, respectivamente.

Para o Bolsa Família, foram reservados R$ 158,63 bilhões, enquanto o programa de incentivo financeiro para estudantes do Ensino Médio, o Pé de Meia, contará com R$ 11,47 bilhões. Outros R$ 4,7 bilhões estão previstos para o programa que garante acesso a botijão de gás a famílias de baixa renda.

Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia. (Mc 1,21b-28)

Estimados leitores, o Evangelho de hoje nos fala de um Deus comprometido com a vida em toda a sua dimensão. Um Deus libertador, que se revelou plenamente na pessoa de Jesus.

Jesus, em um dia de sábado, entra na sinagoga de Cafarnaum junto com seus discípulos e começa a ensinar. O povo ficava encantado com o seu modo diferente de ensinar, pois Jesus falava com autoridade. Ele falava daquilo que conhecia e vivia, daquilo que ouvia do Pai, diferente dos líderes religiosos, que não viviam aquilo que anunciavam.

Na sinagoga, havia um homem possuído por um espírito mau, cuja simples presença de Jesus o atormentava. Diante dele, o espírito gritou: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Viestes para nos destruir? Eu sei quem tu és: o Santo de Deus.” Jesus o repreendeu dizendo: “Cala-te e sai dele.”

A partir desse momento, aquele homem sente-se completamente livre das correntes do mal, da escravidão que o impedia de ser ele mesmo. Esse homem representa todas as pessoas que vivem na escuridão, aquelas que são impedidas de falar, de agir e de se reconhecerem como sujeitos da própria história.

A Palavra do Santo Evangelho nos convida a conhecer a verdade que liberta e a viver essa verdade no nosso dia a dia. Somente assim poderemos também falar com autoridade e nos tornar caminho de libertação para o outro.

Deus nos deu a vida e todas as condições para sermos felizes. No entanto, Ele respeita a nossa liberdade e nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas.

Tenham todos uma abençoada terça-feira.


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Convertei-vos e crede no Evangelho, pois, o Reino de Deus está chegando

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. (Mc 1,14-20)

Irmãos e irmãs, um santo e feliz Ano Novo.

Após a festa do Batismo do Senhor, a Igreja inicia um novo tempo litúrgico, o Tempo Comum. Neste período, a liturgia nos apresenta, no dia de hoje, o primeiro capítulo do Evangelho de Marcos, que narra o início da missão de Jesus.

Depois da prisão de João Batista, Jesus retorna à Galileia, onde passa a desenvolver o seu ministério, seguindo a mesma mensagem já anunciada por João: a proximidade do Reino de Deus e o chamado à conversão e à justiça. O Evangelho relata também o chamado dos primeiros discípulos às margens do Mar da Galileia, em um clima de diálogo e de conhecimento mútuo.

Assim como Jesus deixa a sua rotina de carpinteiro em Nazaré, os discípulos abandonam a pesca para iniciar uma nova prática de vida, marcada pela justiça e pela paz. Após anunciar o Reino de Deus e a necessidade de conversão, Jesus fixa o seu olhar sobre os irmãos Simão e André, Tiago e João, e os chama para uma outra forma de pescar. Ele os chama com firmeza, e eles o seguem imediatamente, pois agora se tornam pescadores de homens.

O apóstolo é um enviado, alguém chamado a viver profundamente a experiência do Batismo. Dessa forma, os Doze são convidados a participar da mesma missão de Jesus, indo ao encontro das ovelhas perdidas. E essa missão continua. Permanece sempre atual o mandato do Senhor de reunir os povos na unidade do seu amor.

Esta é a nossa esperança e também o nosso compromisso: contribuir para essa universalidade, para essa verdadeira unidade na riqueza das culturas, em comunhão com o nosso verdadeiro Senhor, Jesus Cristo.


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Trump é filmado fazendo gesto obsceno durante visita a uma fábrica

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump /MANDEL NGAN / AFP

O presidente Donald Trump foi filmado nesta terça-feira (13) fazendo um gesto obsceno para alguém que o recriminava durante uma visita a uma fábrica, uma resposta considerada “apropriada” pela Casa Branca.

“Um lunático gritava impropérios desaforadamente em um ataque de ira, e o presidente respondeu de forma apropriada e inequívoca”, disse o diretor de comunicações da Casa Branca, Steven Cheung, em uma declaração enviada à AFP.

O vídeo, que circulou nas redes TikTok e X, e foi publicado pelo site de notícias sobre celebridades TMZ, mostra o presidente americano caminhando por uma passarela durante sua visita a uma fábrica da Ford em Detroit, na região dos Grandes Lagos.

No começo da gravação, é possível ouvir uma voz que grita algo inaudível, e Trump então ergue o dedo médio de sua mão direita na direção de onde vinham os gritos.

Segundo o TMZ, a pessoa que confrontou o bilionário republicano supostamente pronunciou as palavras “defensor de pedófilos”.

Isso poderia ser uma referência ao caso do criminoso sexual Jeffrey Epstein, que foi próximo de Trump no passado.

O presidente americano manteve uma relação amistosa com o financista nova-iorquino, que morreu na prisão em 2019 antes de ser julgado por comandar um esquema de exploração sexual de menores.

O Congresso votou a favor de obrigar o governo Trump a divulgar os documentos relacionados com o caso que estão em poder do sistema de justiça federal, algo que só foi feito parcialmente até agora.

EUA acusam a Rússia de uma perigosa e inexplicável escalada na guerra contra a Ucrânia

Porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce/foto: AFP

Na reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a embaixadora adjunta dos Estados Unidos na ONU, Tammy Bruce, acusou a Rússia de uma perigosa e inexplicável escalada da guerra na Ucrânia.

Bruce também destacou o recente lançamento pela Rússia do míssil balístico russo Oreshnik, com capacidade nuclear, perto da fronteira da Ucrânia com a Polônia, um aliado da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). “Os ataques aconteceram num momento de tremendo potencial devido apenas ao compromisso sem paralelo do presidente Donald Trump com a paz em todo o mundo. Os EUA lamentam o número surpreendente de vítimas no conflito e condena a intensificação dos ataques da Rússia às infraestruturas energéticas e outras”, disse a diplomata norte-americana.

Apesar das conversações de paz que se arrastam há meses entre Washington e Moscou, o Kremlin não sinalizou estar disposto a ceder nas suas exigências em relação ao território ucraniano, sobretudo na anexação de quatro regiões ocupadas pelas suas forças.

Por outro lado, o embaixador russo na ONU, Vassily Nebenzia, culpou exclusivamente Kiev pelo impasse diplomático e afirmou no Conselho de Segurança que, até que o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelenskyy volte a si e aceite condições realistas para as negociações, o problema persistirá a ser resolvido por meios militares. “Há muito que Zelenskyy foi avisado de que, a cada dia que passa, a cada dia que desperdiça, as condições para as negociações só vão piorar para ele. Da mesma forma, cada ataque vil contra civis russos provocará uma resposta dura”, garantiu Nebenzia.

Em resposta, o embaixador ucraniano nas Nações Unidas, Andriy Melnyk, apontou que a Rússia está mais vulnerável agora do que em qualquer outro momento, uma vez que sua economia desacelera e as receitas do petróleo diminuíram. “A Rússia quer vender a este Conselho e a toda a família das Nações Unidas à impressão de que é invencível, mas isso é outra ilusão. A imagem de força cuidadosamente encenada não passa de fumaça e espelhos, completamente desligada da realidade”, argumentou Melnyk.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa da Rússia confirmou hoje que foi lançada uma nova grande ofensiva contra as instalações energéticas e militares ucranianas. “As forças armadas russas lançaram um ataque massivo com armas terrestres de precisão e drones contra instalações de infraestruturas energéticas usadas nos interesses das forças armadas da Ucrânia e empresas do complexo militar-industrial”, diz o comunicado do ministério.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse nesta terça-feira (13), que a intensa onda de ataques a Kiev deixaram milhares de pessoas sem luz enquanto as temperaturas estão abaixo de zero. “A Rússia lançou mais de 300 drones contra a Ucrânia durante a noite, assim como 18 mísseis balísticos e sete mísseis de cruzeiro. No total, oito regiões foram atacadas, incluindo Kiev, onde a situação na região não é fácil. Mais uma vez, o principal alvo do ataque foram as nossas instalações de geração de energia e subestações”, acusou.

A Ukrenergo, operadora estatal da rede elétrica ucraniana, informou que cerca de 70% da capital do país está sem eletricidade em decorrência do ataque. “Os russos estão tentando isolar a cidade e obrigar as pessoas a se mudarem de Kiev”, afirmou Vitaliy Zaichenko, CEO da Ukrenergo, acrescentando que diversas subestações foram atingidas durante a noite.

“Cerca de 500 edifícios estão sem aquecimento e há uma grave escassez de eletricidade, mesmo para infraestruturas críticas”, relataram as autoridades da capital.

Nos arredores de Kharkiv, no noroeste da Ucrânia, os bombardeios na também atingiam uma clínica pediátrica. Na região, quatro pessoas morreram e seis pessoas estão feridas em estado grave.
A Rússia tem repetidamente atacado a infraestrutura energética da Ucrânia visando causar o máximo de perturbação no fornecimento de aquecimento no inverno e provocar apagões no país.

Flávio reclama de barulho de ar-condicionado perto da cela de Bolsonaro: “Estão torturando ele”

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) / Foto: EVARISTO SA / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou de tortura o barulho do ar-condicionado próximo à cela de Jair Bolsonaro na Superintendência da PF, onde o ex-presidente está detido desde o ano passado.

“Da sala de onde a gente conversa dá para ouvir bem o som do ar-condicionado muito alto […] Estão torturando ele o deixando 12 horas por dia com esse barulho”, declarou em conversa com jornalistas após visitar o pai.

Na ocasião, Flávio voltou a defender que Jair Bolsonaro possa cumprir sua pena em casa. “Isso não existe, é uma tortura que tem que mudar. Os advogados estão trabalhando para que ele possa ir para aquele lugar onde a lei determina que pessoas na condição dele tem que ir, que é uma domiciliar humanitária”.

Israel rompe com sete agências das Nações Unidas

Sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York/Daniel Slim/AFP

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou hoje o rompimento imediato com sete instituições da Organização das Nações Unidas.

Após os Estados Unidos terem saído recentemente de mais de 60 instituições, o governo israelense também adotou a medida de se desvincular de várias agências da ONU. A chancelaria cita em seu comunicado que a decisão foi tomada depois do ministro responsável pela pasta, Gideon Sa’ar, examinar e discutir a saída dos EUA de dezenas de organizações internacionais.

Entre as organizações que o governo de Tel Aviv menciona que foram cortadas estão a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) e o Gabinete do representante especial do secretário-geral da ONU para as Crianças e os Conflitos Armados. Assim como a ONU Mulheres, que argumentou ter ignorado os casos de violência sexual ocorridos durante os ataques do Hamas contra Israel, em outubro de 2023, e a Aliança das Civilizações, que qualifica como uma plataforma de ataques contra Israel.

Além destas a lista ainda incluiu à Comissão Econômica e Social das Nações Unidas para a Ásia Ocidental, que a diplomacia israelense acusa de publicar relatórios anti-Israel severos todos os anos, a ONU Energia, que considera um reflexo da burocracia excessiva e ineficiência das Nações Unidas e o Fórum Global sobre Migração e Desenvolvimento, que, de acordo com Tel Aviv, mina a capacidade dos países soberanos de fazerem cumprir as suas próprias leis de imigração.

No entanto, o ministro Gideon Sa’ar também ressaltou que o país poderá em breve se retirar de outras organizações, mas a deliberação ainda se encontra pendente de uma análise profunda por parte das autoridades israelenses.

O Parlamento de Israel já havia anteriormente determinado, em 30 de dezembro de 2024, declarar ilegal no país a agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, na sigla em inglês), que classificou como sendo um braço do Hamas. A decisão acarretou na perda da UNRWA de imunidade e a expropriação das suas instalações em Jerusalém Oriental, com a apreensão dos seus bens.

As relações entre Israel e a ONU se deterioraram a partir da guerra na Faixa de Gaza, com as autoridades das agências das Nações Unidas terem declarado situação de fome da população, genocídio em curso no enclave palestino pelas forças israelenses, ataques a civis, sobretudo crianças, mulheres e idosos, bloqueio de itens essenciais, como medicamentos e alimentos, bombardeios e invasões a unidades de saúde e instalações da ONU na região, mortes de funcionários das Nações Unidas entre outras denúncias. As autoridades locais controladas pela ONU afirmam que a ofensiva provocou cerca de 70 mil mortos e milhares de feridos, além de um desastre humanitário, a destruição quase que completa do território e a deslocação forçada frequente de praticamente a maioria da população. Desde então, Israel foi incluído em 2024 na lista de países que violam gravemente os direitos das crianças nos conflitos armados.

Ministro da Defesa da Colômbia visita EUA com agenda sobre narcotráfico

Ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez/Ministerio de Defensa

O ministro da Defesa da Colômbia visita os Estados Unidos nesta terça (13) e quarta-feira para debater a cooperação na luta antidrogas, no momento em que os dois governos aparam arestas após um ano de tensões, informou o Executivo colombiano.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e seu par americano, Donald Trump, baixaram o tom das conversas em um telefonema na semana passada, poucos dias depois da deposição forçada do venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar americana.

A visita do ministro é uma preparação para a de Petro, que se reunirá pela primeira vez com Trump no começo de fevereiro.

O titular de Defesa, Pedro Sánchez, estará em Washington até a quarta-feira, informou um funcionário à AFP.

Sánchez se reunirá com funcionários do Departamento de Defesa, membros do Senado e assessores da Casa Branca para discutir uma estratégia bilateral para “derrotar o narcotráfico” e ampliar a cooperação em “inteligência contra o crime transnacional”, assegurou a pasta em comunicado.

Os Estados Unidos revogaram o visto do presidente Petro e a certificação da Colômbia como aliado no combate às drogas no ano passado, quando as relações entre os dois governos tiveram seus piores momentos.

Mas, depois de uma conversa surpreendente entre os dois presidentes na última quarta-feira, que durou cerca de uma hora, Petro passou de ser um alvo das ameaças de Trump a propor medidas militares conjuntas para enfrentar as guerrilhas e mediar para buscar uma transição pacífica na Venezuela.

Velho aliado do chavismo, Petro condenou a captura de Maduro em 3 de janeiro e foi um dos primeiros a denunciar os bombardeios a Caracas que a antecederam.

Trump disse-lhe, então, que deveria “cuidar do seu traseiro” e sugeriu a possibilidade de lançar uma operação similar em solo colombiano.

O republicano recriminava o presidente de esquerda por não fazer o suficiente para combater o narcotráfico na Colômbia, o maior produtor da cocaína consumida nos Estados Unidos.

Ministério da Saúde decide não incorporar vacina herpes-zóster ao SUS

Vacina para a prevenção de herpes-zóster/Paulo Pinto/Agência Brasil

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.

Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

Herpes-zóster

O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.

Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.

Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

Wellington César Lima e Silva é o novo ministro da Justiça

Wellington César Lima e Silva/Valter Campanato/Agência Brasil

O advogado-geral da Petrobras, Wellington César Lima e Silva, foi escolhido para comandar o Ministério da Justiça e Segurança Pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Eles se reuniram nesta terça-feira, 13, no Palácio do Planalto.

É a 15.ª troca na Esplanada dos Ministérios desde 2023, início da atual gestão. Wellington César assume a pasta que era comandada por Ricardo Lewandowski, que deixou o governo no último dia 9 mencionando “limitações políticas, conjunturais e orçamentárias” em carta endereçada a Lula.

Em postagem em seu perfil em rede social, Lula confirmou a escolha do novo ministro.

O desenho final do Ministério da Justiça e Segurança Pública não está fechado. A tendência é que continue como está, com um possível rearranjo interno que sinalize para uma política mais voltada ao combate ao crime organizado, mas sem que haja uma separação em dois ministérios.

Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e do atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corriam por fora o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

O martelo foi batido em reunião com Lula na tarde desta terça-feira, 13. Por atuar na Petrobras, Wellington César fica no Rio de Janeiro, e foi chamado a Brasília para conversar com o presidente.

Wellington contou com o apoio de três figuras influentes do entorno do presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada.

Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington decidiu continuar no MP.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública tem entre suas competências a defesa da ordem jurídica, dos direitos políticos e das garantias constitucionais. A pasta também atua no combate ao tráfico de drogas e a crimes conexos, inclusive por meio da recuperação de ativos que financiem essas atividades criminosas ou delas resultem, além da prevenção e repressão à corrupção, à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.

‘Agradeço a Lewandowski pelo excelente trabalho e dedicação na condução do MJSP’, diz Lula

Lula agradeceu pelo período em que Lewandowski ficou na pasta/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agradeceu nesta terça-feira, 13, pelo X, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, pelo período em que ficou na pasta. Nesta terça-feira, 13, o Palácio do Planalto confirmou a indicação de Wellington César Lima e Silva para comandar a pasta.

“Agradeço ao ex-ministro Ricardo Lewandowski pelo excelente trabalho e toda a sua dedicação na condução do Ministério da Justiça e Segurança Pública”, disse Lula no X.

A indicação de Wellington César foi confirmada após reunião dele com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com o então ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto.

A nomeação de Wellington César vai ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) ainda nesta terça.

Por atuar na Petrobras, Wellington César fica no Rio de Janeiro. Foi chamado a Brasília para conversar com o presidente nesta terça e receber o convite para assumir a pasta deixada por Ricardo Lewandowski, na última sexta-feira, 9.

Segundo a nota, Wellington César ocupará a chefia do Ministério da Justiça e Segurança Pública, indicando que Lula não deve dividir a pasta neste momento. O petista quer a criação do Ministério da Segurança Pública condicionada a aprovação da PEC da Segurança Pública.

Como mostrou a Coluna do Estadão, Wellington era um dos cotados para assumir a pasta ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, e o atual ministro interino, Manoel Carlos de Almeida Neto. Corria por fora o ministro da Controladoria Geral da União Vinicius de Carvalho, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.

Wellington contou com o apoio de três figuras influentes do entorno do presidente: o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), e os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Sidônio Palmeira (Comunicação Social). Wagner foi o principal fiador da entrada do advogado-geral da Petrobras na Esplanada.

Por 11 dias, em março de 2016, Wellington foi o ministro da Justiça de Dilma. À época, Wagner era o homem-forte do governo, tendo ocupado a Casa Civil. Porém, após o STF estabelecer que ele não poderia acumular o cargo no Executivo e a carreira no Ministério Público, Wellington decidiu continuar.