
“Não é da minha conta
O sofrer do meu irmão,
Não é da minha conta
Se tem fome e busca pão.
Despede-os, ó mestre,
Já cumprimos a missão.”
“Deveis alimentá-los”,
Diz Jesus com compaixão.
João Batista havia morrido,
Pelo reino foi assasinado.
Ao saber disso, o mestre partiu
P’ro deserto, lugar afastado.
Logo atrás, vem o povo de fé,
Que tem sede de o Cristo escutar
E, sentido, por eles, amor,
Logo põe-se Jesus a curar.
Quando a lua se erguia no céu,
E o sol no horizonte deitava,
Os discípulos, ao mestre, disseram:
“Eis que a hora vai adiantada.
É melhor despedir este povo
P’ra que comprem comida onde der”.
E Jesus diz “não é necessário,
Porque a eles dareis de comer.”
“Cinco pães e dois peixes nós temos,
Mas é pouco p’ra tal multidão.”
A desculpa dos seus seguidores,
Jesus ouve com muita atenção.
“O que tendes, trazei até mim”,
As ofertas, assim recebeu,
Todo o povo sentou-se na grama,
Sobre os dons ele graças rendeu.
Tudo foi entre o povo partido,
E, com fome, ninguém mais havia.
Abundantes demais eram as sobras:
É o milagre da eucaristia.
Se o jantar que matou o Batista
É banquete e morte e cobiça,
O Encontro com Cristo, o messias,
É banquete de vida e justiça.
Inspirado no artigo “Não é da Minha Conta”, de Pe. Lucas Emmanuel Lacerda Ferraz
Lucas Teixeira dos Santos Filho
Instagram: @liturgia.em.verso
Músico da paróquia Nossa Senhora dos Remédios – Tabira/PE

