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PF diz que Mendonça pode ter atuado para libertar criminosos do 8 de Janeiro

A Polícia Federal levantou a hipótese de que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter atuado para alterar a correlação de forças dentro da Corte e criar condições para uma anistia capaz de beneficiar criminosos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro e na tentativa de golpe de Estado.

A avaliação aparece nos relatórios de inteligência da PF que vieram à tona após o ministro Alexandre de Moraes requisitar à corporação documentos que mencionassem integrantes do Supremo. Nesta quinta-feira (3), Moraes tornou o material público e o encaminhou ao presidente da Corte, Edson Fachin, ao apontar indícios contra Mendonça de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade.

Em um dos trechos mais politicamente sensíveis dos documentos, a inteligência da PF relaciona movimentos atribuídos a Mendonça a uma possível estratégia de “recomposição de forças” no Supremo.

Segundo o relatório, a hipótese considerada mais provável naquele estágio era de que esses movimentos integrassem uma estratégia mais ampla do ministro para aumentar sua influência na Corte e as chances de prevalecerem as posições do grupo político ao qual ele estaria ligado.

A PF afirma que isso ocorreria “provavelmente considerando o aumento das chances de que uma anistia ampla dos crimes cometidos no contexto da recente tentativa de golpe de Estado acabe sendo avalizada no Tribunal”.

O documento chega a organizar em etapas o raciocínio dos analistas. Uma delas sustenta que o resultado pretendido poderia incluir a “recomposição de forças no Tribunal”. Na etapa seguinte, a PF registra expressamente a hipótese de que “a recomposição visa viabilizar anistia dos crimes de 8 de janeiro”.

A própria Polícia Federal, entretanto, faz uma ressalva importante. Essa conclusão é descrita no relatório como um juízo “integralmente inferencial” sobre a intenção estratégica de Mendonça.

Em áudio, Nikolas chama Vorcaro de ‘lindão’ e pede liberação de ativo de minério

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria. Nas palavras do deputado bolsonarista, era necessária ajuda do dono do banco Master para liberar “um ativo de minério”. No áudio, enviado no dia 30 de março de 2025, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e de “lindão” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.

No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

No dia seguinte, 1 de abril de 2025, Nikolas avisa que Thiago estará em Brasília e “qualquer horário ele estará disponível”. O banqueiro responde um dia depois dizendo: “Deixa comigo”.

Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido do assessor de Nikolas. No áudio enviado ao banqueiro, Nikolas também fez questão de se desculpar com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do dono do Master a ele em abril de 2024 quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE.

Na mensagem de áudio, Nikolas também reiterou o arrependimento a Vorcaro: “Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abraço, lindão.”

A coluna enviou cinco perguntas para Thiago Faria e Nikolas. Faria disse que Nikolas está em campanha e não iria incomodá-lo. “Essas perguntas são nada a ver”, disse. “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”, finalizou Faria, em um áudio enviado para a coluna.

Real Time Big Data: Marília lidera para o Senado, e Mendonça passa Humberto Costa

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) aponta Marília Arraes (PDT) na liderança da disputa pelo Senado em Pernambuco, com 29% das intenções de voto. O levantamento também mostra Mendonça Filho (PL) à frente de Humberto Costa (PT) na corrida pela segunda colocação.

Mendonça aparece com 20%, enquanto Humberto registra 19%. A diferença entre os dois é de apenas um ponto percentual e está dentro da margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais.

Na sequência aparecem Eduardo da Fonte (PP), com 13%, e Túlio Gadêlha (PSD), com 12%. Carlos Sant’Anna (Novo) e Paulo Rubem Santiago (Rede) têm 1% cada.

Confira os números para o Senado:

Marília Arraes (PDT): 29%
Mendonça Filho (PL): 20%
Humberto Costa (PT): 19%
Eduardo da Fonte (PP): 13%
Túlio Gadêlha (PSD): 12%
Carlos Sant’Anna (Novo): 1%
Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
Branco/Nulo: 3%
Não sabe/Não respondeu: 2%

A Real Time Big Data ouviu 1.600 pessoas por telefone e pela internet entre 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-09116/2026.

Real Time Big Data mostra empate entre Raquel Lyra e João Campos em Pernambuco

Pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (3) aponta empate entre Raquel Lyra (PSD) e João Campos (PSB) na disputa pelo Governo de Pernambuco. Os dois aparecem com 43% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.

Na sequência, Renan Hallais (Missão) registra 4% e Ivan Moraes (PSOL), 2%. Outros candidatos somam 1%. Brancos e nulos representam 4%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Raquel Lyra e João Campos também aparecem empatados, ambos com 23%. Marília Arraes (PDT) foi citada por 1%. Outros nomes somam 4%, brancos e nulos chegam a 10% e 39% não souberam ou não responderam.

O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre os dois principais candidatos. O cenário novamente aponta empate, com João Campos e Raquel Lyra registrando 44% cada. Brancos e nulos são 6% e outros 6% não souberam ou não responderam.

A Real Time Big Data ouviu 1.600 pessoas por telefone e pela internet entre 29 de agosto e 2 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-09116/2026.

Frente Popular entrega à Justiça vídeo de colagem de cartazes apócrifos contra João Campos

A Frente Popular de Pernambuco apresentou à Justiça Eleitoral, nesta quarta-feira (2), um vídeo que registra três pessoas colando cartazes apócrifos contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB), no Recife. A coligação pede que as imagens sejam utilizadas na investigação sobre a origem, produção, financiamento e distribuição do material.

A gravação, feita por uma câmera de videomonitoramento, é do dia 1º de agosto e mostra três homens afixando cartazes durante a madrugada na Travessa Tiradentes, no Bairro do Recife, região central da capital.

O material foi anexado pela coligação a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), apresentada no último dia 27 de agosto, que trata de suspeitas de abuso de poder político e econômico envolvendo a atual gestão estadual.

No novo pedido, os advogados da Frente Popular afirmam que o vídeo pode contribuir para identificar as pessoas responsáveis pela colocação dos cartazes e, a partir delas, buscar informações sobre quem teria produzido, contratado e financiado o material.

“O que surge agora é uma nova e relevante porta de entrada probatória para que se descubra aquilo que, desde o primeiro momento, a coligação pediu que fosse investigado: quem estava por trás da produção, distribuição, financiamento e instalação massiva dessa propaganda negativa”, afirma trecho da petição.

A própria coligação ressalta que os 36 segundos de gravação não permitem apontar quem teria determinado ou financiado a produção dos cartazes. O argumento apresentado à Justiça é de que a identificação das pessoas que aparecem realizando a colagem pode abrir novas linhas de investigação.

Segundo o pedido, a apuração poderia buscar informações sobre eventual contratação dos responsáveis pela instalação, origem dos impressos, locais onde o material foi distribuído, veículos utilizados, gráfica responsável pela produção e formas de pagamento.

AIJE

A ação apresentada pela Frente Popular no final de agosto reúne outras acusações que a coligação pede que sejam investigadas pela Justiça Eleitoral.

Entre elas estão suspeitas relacionadas à atuação de uma estrutura de perfis nas redes sociais contra João Campos, gastos do Governo de Pernambuco com publicidade e eventuais pagamentos realizados por agências.

A coligação também questiona o suposto uso de ônibus oficiais para transportar pessoas para a convenção da candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD), além da utilização de uma aeronave do Estado destinada a operações aeromédicas em deslocamentos da governadora.

João Campos propõe Pacto Antifacção e expansão do ensino técnico durante sabatina na FIEPE

O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), apresentou nesta quarta-feira (2), durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), propostas para as áreas de infraestrutura, segurança pública, qualificação profissional e desenvolvimento econômico.

Durante o Diálogo da Indústria, João defendeu que Pernambuco precisa ampliar sua competitividade para atrair novos investimentos. Segundo o candidato, o Estado deve aproveitar o atual cenário nacional para fortalecer sua infraestrutura e ampliar a participação na captação de empreendimentos.

“Pernambuco pode muito mais. A gente está diante de um momento de oportunidades que estão sendo criadas no Brasil, mas Pernambuco não está conseguindo liderar esse protagonismo na captação de grandes investimentos e no incremento da infraestrutura”, afirmou.

Entre as propostas apresentadas estão a duplicação da rede estadual de ensino técnico, a expansão do Embarque Digital para diferentes regiões de Pernambuco e investimentos na infraestrutura rodoviária e hídrica.

Na área de logística, João Campos apontou a conclusão da Transnordestina e sua conexão com o Porto de Suape como prioridades. O candidato defendeu maior participação do Governo de Pernambuco na condução do projeto.

“É fundamental que seja uma obra que Pernambuco possa liderar e utilizar essa janela de oportunidade”, declarou.

João também propôs ampliar a área de influência de Suape em direção à Mata Sul, integrando o complexo portuário aos distritos industriais da região e buscando atrair novas atividades econômicas.

Qualificação profissional

Na área de educação e geração de emprego, João Campos prometeu criar 10 mil vagas de formação em tecnologia durante quatro anos, através da expansão do Embarque Digital, programa implantado durante sua gestão na Prefeitura do Recife.

A proposta prevê que a formação seja adaptada aos arranjos produtivos de cada região. O candidato também defendeu a duplicação da rede estadual de ensino técnico e apresentou a proposta de criação do Vale Agrotec, no Vale do São Francisco, voltado à aplicação de ciência, tecnologia e inovação na produção agrícola.

Segurança pública

Na segurança, João Campos anunciou a proposta de criação de um Pacto Antifacção, que, segundo ele, seria coordenado diretamente pelo governador.

O candidato também apresentou o programa Olho na Estrada, com ações de monitoramento das divisas de Pernambuco, instalação de videomonitoramento, realização de blitzes e integração entre as forças e instituições de segurança.

“Eu não terei uma agenda ideológica na segurança pública. Vou ter uma agenda técnica, e isso vai desagradar às vezes os dois lados”, afirmou.

Ao encerrar a participação na FIEPE, João Campos afirmou que pretende utilizar a capacidade de investimento do Estado para ampliar obras de infraestrutura e políticas voltadas à geração de emprego e desenvolvimento econômico.

Mendonça Filho critica julgamentos do 8 de janeiro e diz haver “desequilíbrio entre os Poderes”

Mendonça Filho | Tudo Sobre | G1

O candidato ao Senado por Pernambuco Mendonça Filho (PL) criticou, nesta quarta-feira (2), a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Durante debate promovido pelo g1, ele afirmou que existe um “desequilíbrio entre os Poderes” e questionou a forma como alguns dos julgamentos foram conduzidos.

O tema surgiu durante a discussão sobre a relação entre Congresso Nacional, governo e Supremo. Mendonça se posicionou contra os atos de 8 de janeiro, mas criticou procedimentos adotados pelo STF e a proporcionalidade das penas aplicadas aos envolvidos.

Durante a argumentação, o candidato comparou os processos enfrentados pelo presidente Lula (PT) com o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O presidente Lula foi julgado na 1ª instância por dois juízes federais; depois, pelo TRF; depois, pelo STJ, revisado pelo Supremo Tribunal Federal várias vezes. Jair Bolsonaro foi julgado numa turma do STF e falam em julgamento justo”, declarou.

Mendonça também citou o caso de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do Batom”, condenada por participação nos atos de 8 de janeiro, e questionou a pena aplicada.

“Isso é justiça? Eu defendo a Justiça, eu defendo e sempre pratiquei o respeito à democracia. Para mim, isso é uma aberração completa da democracia”, afirmou.

A declaração provocou reação de Marília Arraes (PDT), que defendeu “maturidade e temperança” na avaliação da atuação das instituições e na preservação da democracia.

Além de Mendonça e Marília, participaram do debate Eduardo da Fonte (PP), Humberto Costa (PT), Paulo Rubem Santiago (Rede) e Túlio Gadêlha (PSD). Entre os temas discutidos também estiveram violência contra a mulher, emendas parlamentares e a relação entre os Poderes da República.

O que explica o avanço de Cury? Quaest mostra força entre independentes e jovens

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra Augusto Cury (Avante) com 10% das intenções de voto na disputa pela Presidência da República. O escritor aparece na terceira colocação, atrás de Lula (PT), com 37%, e Flávio Bolsonaro (PL), com 30%.

Renan Santos (Missão) aparece com 3%. Ronaldo Caiado (PSD), Pablo Marçal (PRTB) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada.

Os recortes da pesquisa ajudam a mostrar onde está concentrado o eleitorado que impulsiona Cury. Entre os entrevistados que se consideram independentes, o candidato do Avante alcança 24% das intenções de voto e aparece numericamente à frente de Lula nesse segmento.

A faixa etária também chama atenção. Entre os eleitores mais jovens, Cury chega a 14%, enquanto Lula registra 30%. Já entre os eleitores com 60 anos ou mais, o desempenho do candidato do Avante cai para 4%, enquanto Lula alcança 45%.

Regionalmente, Cury apresenta seu melhor resultado no Nordeste. Mesmo em uma região onde Lula mantém ampla vantagem, com 55%, o candidato do Avante chega a 12%. Flávio Bolsonaro registra 19%.

No Sudeste, onde Flávio Bolsonaro e Lula aparecem próximos, com 31% e 29%, respectivamente, Cury marca 10%. No Sul, Flávio lidera com 38% e Cury registra 9%.

### Maior exposição acompanha crescimento

Outro dado da Quaest que ajuda a compreender o avanço de Cury é o aumento de seu nível de conhecimento entre os eleitores.

O percentual dos entrevistados que dizem não conhecer o candidato caiu de 74% para 54%. Ao mesmo tempo, o potencial de voto mais que dobrou, passando de 10% para 21%.

A maior exposição também trouxe aumento da rejeição. O percentual dos que afirmam conhecer Cury e não votar nele passou de 16% para 25%.

Renan Santos também registrou redução no nível de desconhecimento, mas, diferentemente de Cury, não apresentou crescimento no potencial de voto.

### Lula e Flávio têm empate técnico no segundo turno

Apesar do avanço de Cury no primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro continuam protagonizando a disputa. Em uma simulação de segundo turno, Lula aparece com 42% e Flávio com 41%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.

A proximidade também aparece na rejeição. Flávio Bolsonaro registra 55%, enquanto Lula tem 53%.

A Quaest também identificou uma divisão do eleitorado quando questionado sobre os possíveis resultados da eleição. Para 43% dos entrevistados, há medo da volta da família Bolsonaro ao poder. O mesmo percentual, 43%, afirma temer a continuidade do governo Lula.

Entre os eleitores que já escolheram os dois principais candidatos, o nível de convicção é elevado. Dos que declaram voto em Lula, 80% afirmam que não pretendem mudar de candidato. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 75% dizem estar decididos.

Os dados indicam que Lula e Flávio seguem polarizando a disputa presidencial, enquanto Cury amplia seu espaço, sobretudo entre independentes e eleitores mais jovens.

Em sabatina da FIEPE, Raquel Lyra defende fim da escala 6×1, mas pede compensações para empresas

Governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), defendeu o fim da escala de trabalho 6×1 durante sabatina promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), nesta quarta-feira (2).

Após o evento, Raquel ponderou que uma eventual mudança na jornada de trabalho também precisará considerar os impactos econômicos para o setor produtivo.

“Coloquei aqui a minha forma de pensar, sei dos desafios que tem, porque vai precisar, provavelmente, ter uma necessidade de subsídio que possa garantir competitividade para os nossos negócios”, declarou.

Durante a sabatina, Raquel também apresentou um balanço de sua gestão e destacou a projeção de R$ 26 bilhões em obras públicas estaduais e a atração de R$ 40 bilhões em investimentos privados.

A candidata citou ainda mudanças na legislação tributária e no processo de licenciamento ambiental. Segundo Raquel, a digitalização dos procedimentos reduziu de seis meses para 34 dias o prazo de entrega do licenciamento.

“A gente fez toda uma modificação da legislação tributária para permitir que quem empreende aqui em Pernambuco possa ter estabilidade jurídica. Mudamos e digitalizamos o procedimento de licenciamento ambiental, saindo de seis meses de demora para 34 dias de entrega”, afirmou.

Questionada sobre as demandas do setor produtivo para um eventual segundo mandato, Raquel afirmou que pretende manter como prioridade os investimentos na malha logística e em serviços essenciais para sustentar o crescimento econômico do estado.

“A gente precisa garantir infraestrutura para o crescimento. Estamos fazendo a duplicação da BR-232 até Serra Talhada, a expansão dos aeroportos do interior e a retomada da ferrovia, que é uma decisão importante para a integração logística do estado”, declarou.

Quaest, 1º turno: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 29%; Cury, 10%; Renan, 3%; Caiado, 1%; Zema, 1%

Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (2) mostra como está a disputa pela Presidência da República. O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela Globo.

Lula (PT) lidera com 37%, Flávio Bolsonaro (PL) tem 29% e Augusto Cury (Avante) agora é o terceiro colocado, com 10%. Renan Santos (Missão) tem 3% e Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), 1% cada.

Veja os números da pesquisa estimulada, em que a Quaest mostra aos eleitores entrevistados a relação dos candidatos. O cenário abaixo não inclui o candidato Pablo Marçal, do PRTB.

Lula (PT): 37%
Flávio Bolsonaro (PL): 29%
Escritor Augusto Cury (Avante): 10%
Renan Santos (Missão): 3%
Ronaldo Caiado (PSD): 1%
Romeu Zema (Novo): 1%
Samara Martins (UP): 1%
Rui Costa Pimenta (PCO): 0
Veterinário Wilson Grassi (Democrata): 0
Clariana Barão (DC): 0
Edmilson Costa (PCB): 0
Hertz Dias (PSTU): 0
Indecisos: 11%
Branco/nulo/não vai votar: 7%

A Quaest entrevistou 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07065/2026.

Vaza Mendonça: mensagens e áudios inéditos revelam encontro secreto de Vorcaro e André Mendonça

Por Paulo Motoryn / ICL Notícias

Mensagens e áudios extraídos do celular de Daniel Vorcaro revelam que o dono do Banco Master teve pelo menos um encontro secreto com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A reunião ocorreu em 14 de março de 2025, em São Paulo, durou cerca de duas horas e foi realizada no endereço de um instituto fundado pelo próprio magistrado.

A aproximação foi articulada durante semanas pelo advogado baiano Ciro Rocha Soares e pelo deputado federal Cezinha de Madureira, do PL de São Paulo.

Em uma das mensagens mais explícitas, Ciro enviou a Vorcaro uma fotografia ao lado de Mendonça e afirmou que estava “trabalhando” para o banqueiro enquanto levava o ministro a uma alfaiataria.

“Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno”, disse o advogado em áudio enviado em 8 de fevereiro de 2025.

O material mostra ainda que Ciro e Cezinha conversaram previamente com Mendonça sobre uma situação relacionada aos problemas enfrentados pelo Master no Banco Central.

Em outro áudio, o advogado disse ter deixado o ministro “balançado” com o assunto e afirmou que Mendonça queria receber Vorcaro.

“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo”, relatou Ciro. “Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha já tinha falado com ele.”

O conteúdo não revela qual providência Vorcaro pretendia obter nem comprova que Mendonça tenha interferido no Banco Central ou adotado qualquer medida em favor do Banco Master. Comprova, porém, a articulação promovida por pessoas próximas ao ministro, o conhecimento prévio de Mendonça sobre o assunto e a realização de pelo menos uma reunião reservada com o banqueiro.

“Tô com André M.”
A articulação começou em 7 de fevereiro de 2025. Naquela tarde, Ciro Rocha Soares fez sucessivas tentativas de telefonar para Daniel Vorcaro. Depois das chamadas perdidas, escreveu: “Opa”, “me liga” e, às 14h03, acrescentou: “Tô [com] André M.”.

No dia seguinte, o advogado encaminhou ao banqueiro uma fotografia na qual aparecia ao lado de André Mendonça. A imagem teria sido feita em uma unidade da Alfaiataria Vasco Vasconcelos, empresa com endereços em São Paulo e Brasília.

Logo depois da fotografia, Ciro enviou o áudio de seis segundos: “Fala, Vorcarinho, trabalhando por você! Levei o André lá no Vasco agora, pra fazer um terno.”

As mensagens não esclarecem que trabalho Ciro dizia estar realizando para Vorcaro nem se o advogado mantinha contrato formal com o banqueiro, com o Banco Master ou com alguma empresa ligada ao grupo. A frase, porém, mostra que ele apresentava sua proximidade com Mendonça como parte de uma atuação em favor de Vorcaro.

Ciro Rocha Soares é advogado com atuação principalmente na Bahia e sócio do escritório Rocha Soares Advogados Associados, sediado em Salvador. Entre 2016 e 2017, exerceu o cargo de ouvidor do Ministério do Turismo.

As conversas mostram que sua relação com Vorcaro ultrapassava uma interlocução estritamente profissional. Os dois se tratavam como irmãos, trocavam declarações de amizade e falavam sobre questões familiares.

Essa intimidade aparece com clareza nas mensagens trocadas em 16 de fevereiro, quando Ciro procurou novamente o dono do Banco Master.

“Opa, Dani!!! Preciso muito falar com você. O A.M. quer recebê-lo. E preciso agendar o quanto antes”, escreveu o advogado às 17h47. Na mensagem seguinte, reforçou: “Muito importante sua ida nele junto comigo”.

Vorcaro respondeu com um ponto de interrogação e depois sugeriu: “Marca quarta”.

Ciro insistiu que precisava conversar por telefone para explicar o assunto. Na sequência, reclamou, em tom amistoso, que Vorcaro havia sido “o único amigo” que não ligara no seu aniversário.

O banqueiro respondeu que quase compareceu à festa, mas teve um problema com os filhos. Disse também que sabia que a comemoração era uma surpresa e, por isso, não quis falar sobre ela antecipadamente.

“Você é meu irmão caçula, meu protegido”, respondeu Ciro. Vorcaro, por sua vez, enviou uma longa mensagem de aniversário. Chamou o advogado de “irmão, anjo da guarda, parceiro, amigo de verdade” e afirmou: “Se não fosse você eu não estaria de pé”.

A conversa ajuda a dimensionar o grau de confiança existente entre os dois no momento em que Ciro atuava para aproximar o banqueiro de um ministro do Supremo.

“Dei uma balançada nele”
Depois da troca de declarações, Ciro enviou a Vorcaro um áudio de 1 minuto e 39 segundos. É nessa gravação que o advogado descreve de maneira mais detalhada sua interlocução com André Mendonça.

Ciro começou dizendo que conhecia o momento vivido pelo banqueiro e que havia sentido sua ausência na festa de aniversário. Contou que um senador havia dado “um show” no evento, cantado e perguntado por Vorcaro.

Em seguida, relatou que André Mendonça havia feito uma homenagem a ele durante a comemoração. Segundo Ciro, também estavam presentes o ministro do STF Kassio Nunes Marques e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

“O André Mendonça fez uma homenagem pra mim do caralho no aniversário. O Kassio, o Gonet, puta merda, enfim, foi bacana”, disse.

Logo depois, o advogado voltou ao assunto que o levara a procurar Vorcaro: “O André quer te receber. Acho que eu dei uma balançada nele naquele assunto.”

Ciro não detalhou na gravação qual era “aquele assunto”. Mais adiante, porém, fez referência direta à situação do Banco Central e afirmou que Mendonça já havia sido informado sobre ela tanto por ele quanto por Cezinha de Madureira.

“O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo, me pediu até pra levar o Otto. Ele sabe, soube da situação do Banco Central toda. Eu contei. Ele já sabia que o Cezinha, Cezinha já tinha falado com ele.”

A referência a “Otto” parece ser ao senador Otto Alencar, do PSD da Bahia, citado anteriormente na conversa. A identidade, contudo, ainda precisa ser confirmada.

O áudio revela que havia ao menos duas linhas de interlocução com André Mendonça. Uma era conduzida por Ciro; a outra, por Cezinha de Madureira. Segundo o advogado, ambos já haviam conversado com o ministro sobre a situação relacionada ao Banco Central antes do encontro com Vorcaro.

Ciro disse ainda que iria a Brasília acompanhado de Otto e, em seguida, seguiria para São Paulo, onde seria internado no Hospital Sírio-Libanês. Propôs encontrar Vorcaro no próprio banco, por volta das 17h ou 18h, para que conversassem antes da reunião com Mendonça.

“Se quiser, eu passo no banco, a gente conversa”, sugeriu. Ao final, insistiu que precisava falar com o banqueiro e marcou um encontro para as 18h do dia seguinte.

Em editorial, Folha de São Paulo pede renúncia de Moraes

A Folha de S.Paulo defendeu a saída do ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) em editorial divulgado na noite desta terça-feira (1º). O jornal sustenta que Moraes deveria renunciar e, caso permaneça no cargo, cobra do Senado a tramitação de pedidos de impeachment contra o magistrado.

“Não há mais lugar no Supremo Tribunal Federal para Alexandre de Moraes. Se o ministro não renunciar, restará ao Senado, por meio de um processo de impeachment, livrar a corte desse fardo”, afirma a Folha no editorial.

O posicionamento do jornal está relacionado às revelações sobre os contatos de Moraes com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. O editorial cita o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o banco e o escritório da mulher do ministro e mensagens trocadas entre Moraes e Vorcaro antes da prisão do ex-banqueiro pela Polícia Federal.

A Folha também menciona relatório policial no qual Moraes aparece relacionado às discussões sobre o contrato com o escritório da mulher. O jornal cita ainda outro acordo, de R$ 50 milhões, envolvendo o escritório e uma empresa de Vorcaro.

O editorial sustenta que as informações reveladas sobre a relação entre Moraes e Vorcaro tornaram incompatível a permanência do ministro no Supremo. Também critica o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pela manifestação favorável à nulidade do relatório policial.

A Procuradoria-Geral da República se manifestou nesta terça-feira pela nulidade da investigação comandada pelo ministro André Mendonça, do STF. Gonet argumentou que o relator não tem competência para dirigir ações policiais contra alvos e que cabe à polícia judiciária conduzir investigações na fase pré-processual.

Na parte final do editorial, a Folha defende a renúncia como primeira alternativa e cobra uma iniciativa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), caso Moraes permaneça no Supremo. O próprio jornal ressalta que, em eventual processo de impeachment, o ministro teria direito à presunção de inocência, ao devido processo e às demais garantias legais.

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Tarcísio comenta contrato de Vorcaro com esposa de Moraes: “Muito grave”

Imagem colorida de Tarcísio de Freitas. Metrópoles

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chamou de graves as notícias de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria editado um contrato entre o escritório de advocacia da própria esposa e o Banco Master.

“Entendo que isso tem que ser investigado. Existem inquéritos, como o que está com o ministro André Mendonça. E tudo isso tem que ser passado a limpo, tem que ficar às claras. Tudo o que a gente espera como sociedade é uma apuração rigorosa”, disse Tarcísio após visita à obra do Novo Hospital da Lapa, na zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira (1º).

Conforme publicado pelo Metrópoles na coluna Demétrio Vecchioli, o contrato firmado entre o banco de Daniel Vorcaro e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa que o escritório de advocacia da esposa de Moraes defendesse a instituição financeira em inquéritos na Polícia Federal.

Flávio Bolsonaro chama Moraes de ‘advogado de Vorcaro’ e diz que ministro pode não ter condições de seguir no STF

Flávio Bolsonaro sobre ter o pai como ministro: “Depende dele” | CNN Brasil

O senador Flávio Bolsonaro criticou nesta terça-feira (1º) o ministro Alexandre de Moraes. Para ele, o magistrado não deve continuar no STF se suspeitas forem comprovadas.

Flávio afirmou que está comprovado que Moraes era o “advogado, de fato, do Vorcaro”. Metadados indicam que o ministro editou contrato de R$ 130 milhões do empresário.

O ministro André Mendonça pediu que a PGR se manifeste sobre mensagens de Vorcaro mencionando Andrei Rodrigues e Paulo Gonet. Flávio cobrou explicações dos envolvidos.

Vorcaro diz a Moraes que tem ‘dívida de vida’ com ministro e agradece por ‘tudo’, aponta PF

Um relatório da Polícia Federal aponta que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro disse ao ministro Alexandre de Moraes ter uma “dívida de vida” com ele.

A mensagem foi obtida no celular de Vorcaro, apreendido na Operação Compliance Zero. O relatório foi solicitado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça.

Deflagrada em novembro de 2025, a operação investiga suspeitas de fraudes de R$ 12 bilhões em cessão de crédito entre o Banco Master e o BRB.

Horas antes do agradecimento, Vorcaro e Moraes trocaram mensagens agendando um encontro na casa do empresário. O relatório não detalhou o tema da reunião

O relatório aponta que o Banco Master contratou, em janeiro de 2024, o escritório de advocacia de Viviane de Moraes, esposa do ministro do Supremo.