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CBF atualiza situação médica de Neymar após exames: “Boa evolução”

Neymar acompanha aquecimento do Brasil

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) atualizou a situação de Neymar, que passou por exames médicos na manhã desta segunda-feira (8). De acordo com a entidade, o camisa 10 vem apresentando uma “boa evolução” em relação a sua lesão de grau 2 na panturrilha direita.

“O atleta Neymar foi submetido a ressonância magnética nesta segunda-feira. O exame apontou boa evolução em seu tratamento, dentro dos parâmetros esperados. Ele seguirá o processo de recuperação e de preparação física planejado pela comissão médica da Seleção Brasileira“, disse a CBF em nota oficial.

Neymar vem passando por tratamento intenso para se recuperar da lesão no confronto do Santos contra o Coritiba, válido pelo Campeonato Brasileiro, no dia 17 de maio. Após a partida, o clube detectou um edema de dois milímetros na panturrilha. Desde então, o jogador não entrou mais em campo.

Fora dos amistos contra Panamá e Egito, o camisa 10 ainda é dúvida para a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, contra o Marrocos, neste sábado. Em campo ou não, Neymar estará presente no MetLife Stadium acompanhando os seus companheiros.

“Problema do que?”

Neymar acompanhou a vitória do Santos sobre o Deportivo Cuenca na Copa Sul-Americana, na última terça-feira (28), antes de se apresentar à Seleção.

Questionado como está o estado da panturrilha direita, o craque respondeu: “Está aqui, inteira.”

Em seguida, um repórter questionou se isso seria um problema para a Copa do Mundo. Neymar foi incisivo. “Problema do quê?”, disse o camisa 10 da Seleção Brasileira.

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Governo suspende vacina contra dengue do Butantan por reações adversas

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (8) a suspensão temporária da estratégia de vacinação com a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A decisão foi tomada após a identificação de 42 episódios de reações adversas graves registrados pelo sistema de vigilância pós-vacinação.

A suspensão temporária não afeta a vacina contra a dengue atualmente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. A medida envolve exclusivamente o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, que vinha sendo aplicado em profissionais da atenção primária à saúde e em projetos-piloto realizados em municípios selecionados. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante coletiva de imprensa.

“Nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou.

Segundo o ministro, a interrupção afeta a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o Brasil e também a estratégia que vinha sendo conduzida nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Ibaranguá (CE) e na região do Araguaia, no Tocantins. Padilha explicou que aproximadamente 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando os casos começaram a ser identificados pelos sistemas de vigilância.

“Nós estamos tomando uma decisão hoje de descontinuar temporariamente a atual estratégia de uso da vacina do Butantan contra a dengue no país”, afirmou.

Segundo o ministro, a interrupção afeta a vacinação de profissionais da atenção primária à saúde em todo o Brasil e também a estratégia que vinha sendo conduzida nos municípios de Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Ibaranguá (CE) e na região do Araguaia, no Tocantins. Padilha explicou que aproximadamente 500 mil doses já haviam sido aplicadas quando os casos começaram a ser identificados pelos sistemas de vigilância.

Casos graves e óbitos a serem investigados

Entre os 42 episódios registrados, o Ministério da Saúde identificou três casos considerados graves, incluindo dois óbitos, a serem investigados. Segundo Padilha, as investigações realizadas até o momento não encontraram elementos suficientes para comprovar uma relação de causa e efeito entre a vacinação e as ocorrências.

“Não existem informações suficientes para estabelecer uma causalidade entre a vacina e esses óbitos. Também não existem, até este momento, dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência desses casos graves, mas isso representa um sinal de alerta para o sistema de vigilância”, afirmou.

O ministro destacou que os 42 registros representam aproximadamente oito casos graves para cada 100 mil doses aplicadas. Apesar da baixa incidência, a pasta decidiu adotar uma medida de precaução.

“Por mais que para muitas pessoas esse número possa parecer pequeno, é um sinal de alerta que nos recomenda a descontinuidade temporária da atual estratégia de vacinação até que sejam concluídas todas as investigações necessárias”, declarou.

Vacinas não serão descartadas

Após a coletiva, o Ministério da Saúde informou que realizará reuniões com gestores estaduais e municipais para orientar a interrupção da vacinação e apresentar uma nota técnica detalhando as recomendações.

Segundo Padilha, as doses já distribuídas permanecerão armazenadas nas redes de frio dos estados e municípios enquanto as investigações estiverem em andamento.

“Como é uma descontinuidade temporária da estratégia, nossa recomendação é que as vacinas continuem armazenadas nas unidades básicas de saúde e nas redes de frio dos estados e municípios. Não é o momento de descartar essas vacinas, mas de interromper temporariamente sua utilização”, afirmou.

Imunizante investigado é diferente da vacina já oferecida pelo SUS
O Ministério da Saúde ressaltou que a suspensão temporária não afeta a outra vacina contra a dengue atualmente disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante investigado é a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, aplicada em profissionais da atenção primária à saúde e em projetos-piloto realizados em municípios selecionados.

Já a vacina que integra o calendário regular do SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos continua sendo aplicada normalmente. Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, essa vacina não faz parte da análise que levou à suspensão temporária anunciada nesta segunda-feira.

“Nós também temos outra vacina no Sistema Único de Saúde para crianças de 10 a adolescentes de 14 anos, que não está incluída aqui nessa análise”, afirmou.

Orientação para quem já foi vacinado

O ministro reforçou que pessoas que já receberam a vacina permanecem protegidas contra a doença e não precisam se preocupar. Segundo ele, os dados de eficácia indicam proteção contra os quatro sorotipos da dengue.

“Os dados de eficácia mostram que a vacina protege contra os quatro tipos de dengue. Reforçamos para as pessoas que tomaram a vacina que elas estão protegidas”, disse.

O Ministério da Saúde também informou que fará um acompanhamento especial de pessoas vacinadas nos últimos 21 dias para monitorar eventuais sinais de alerta ou reações adversas.

Investigação será aprofundada

De acordo com Padilha, a suspensão tem caráter preventivo e permitirá que o Ministério da Saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Instituto Butantan aprofundem a análise dos casos registrados.

As investigações deverão avaliar os 42 episódios de reações graves, possíveis fatores de risco em comum entre os pacientes, além de aspectos relacionados ao armazenamento, transporte e aplicação das doses.

“A descontinuidade tem um objetivo. Primeiro, é uma ação de precaução, que deve sempre guiar quem respeita a vida e quem respeita a ciência, ainda mais quando estamos falando de vacinação. Segundo, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa e o Instituto Butantan aprofundem as investigações”, afirmou.

Segundo o ministro, a recomendação foi aprovada por consenso pelo Comitê Nacional de Farmacovigilância e apresentada ao Comitê Técnico Assessor em Imunizações (CTAI), órgão que auxilia o Programa Nacional de Imunizações na definição de estratégias de vacinação.

Cobertura vacinal e combate à dengue

Durante a coletiva, Padilha também afirmou que o Brasil registrou em 2025 a maior cobertura vacinal dos últimos nove anos, com índices superiores a 90%.

O ministro destacou ainda a redução dos impactos da dengue no país. Segundo dados apresentados por ele, houve queda de 97% nos óbitos e de 92% nos casos da doença nos primeiros meses de 2026 em comparação com o mesmo período de 2024.

Apesar da redução, Padilha ressaltou que a dengue continua representando um desafio para a saúde pública brasileira e reforçou que a vacinação seguirá sendo uma ferramenta importante no combate à doença após a conclusão das investigações sobre a vacina do Butantan.

Veja pronunciamento do Butantan

“O Instituto Butantan informa que, seguindo orientação do Ministério da Saúde e da Anvisa, a vacinação contra a dengue será, de maneira preventiva, temporariamente interrompida para reavaliação da estratégia vacinal.

No momento, profissionais de saúde estavam sendo vacinados. A orientação ocorre em razão de alguns casos de reação adversa detectados, três deles com sinal de gravidade, em um universo de aproximadamente 500 mil vacinados, que podem ou não estar relacionados à vacinação. A medida visa garantir a segurança da população nas próximas etapas da vacinação.

O Instituto Butantan mantém seu compromisso e rigor absoluto com a ciência e a saúde da população e irá seguir trabalhando para apoiar o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos vacinados. Cabe ressaltar que a vacina teve eficácia global de 79,6% e 89% contra a dengue grave em estudo publicado em revista científica internacional. Nos três municípios onde houve vacinação em massa da população – Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), o acompanhamento de farmacovigilância se mostrou positivo, sem casos importantes de reação adversa na população.

O Instituto Butantan, como já demonstrado em casos recentes, seguirá trabalhando com o mais absoluto rigor para aprofundar as informações sobre o uso da vacina para que, em se confirmando sua segurança, a vacinação possa ser retomada em breve, com toda a tranquilidade para a população atendida pelo SUS. O Instituto Butantan reafirma seu compromisso de entregar produtos seguros e eficazes para enfrentamento de problemas de saúde pública brasileira pelo SUS.”

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Flávio Bolsonaro sobre veto à carne: ‘Problema do Lula que vou resolver’

Flávio Bolsonaro atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pela decisão da Comissão Europeia de vetar a importação de carne brasileira/Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL) considerou o veto da Europa à carne brasileira “mais um problema do Lula que terá de resolver no ano que vem”.

Em publicação nas redes sociais, o “filho 01” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ainda garantiu que, caso ele seja eleito, “o Brasil e o agro voltarão a ser respeitados”. Flávio é pré-candidato à presidência da República nas eleições de outubro e tem como principal rival o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que mira a reeleição.

“Pelo visto, mais um problema do lula que vou ter que resolver ano que vem. O Brasil e o Agro voltarão a ser respeitados!“

Na última sexta-feira (5/6), a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, publicou um documento que confirmou o veto à importação de carne bovina, carne de frango e outros produtos de origem animal do Brasil.

Com a medida, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países considerados aptos a cumprir as exigências europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. No Brasil, os medicamentos são usados para prevenir e tratar infecções em animais, mas a legislação europeia proíbe a utilização de determinadas substâncias para acelerar o crescimento de rebanhos ou aumentar a produtividade.

O veto foi anunciado em 12 de maio e a comissão estabeleceu um prazo para que o Brasil adotasse as medidas previstas, mas informou que não havia recebido informações que garantissem que o Brasil tivesse adotado as medidas, que teriam de ser cumpridas até 3 de setembro. A decisão, porém, não levou em conta que não haviam sido identificados casos de carne contaminada ou surto sanitário.

A decisão mantém o Brasil como o único país excluído da lista de nações autorizadas a exportar produtos de origem animal ao bloco por não atender às exigências de comprovação sanitária. Em contrapartida, outros países conseguiram manter o acesso ao mercado europeu após apresentarem a documentação requerida.

No texto, a CE cita Armênia, Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uzbequistão como exemplos de países que enviaram as garantias solicitadas e tiveram seus processos aprovados.

Outro ponto observado é que os demais integrantes do Mercosul permaneceram habilitados para exportar ao mercado europeu. Argentina, Paraguai e Uruguai continuam autorizados a comercializar produtos de origem animal com a União Europeia, cenário que enfraquece a avaliação de que a medida estaria relacionada ao acordo comercial firmado entre os dois blocos.

Legislação europeia

As regras da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos foram aprovadas em 2019 e passaram a exigir que países exportadores comprovassem formalmente a adequação às novas normas sanitárias. Em abril deste ano, o Ministério da Agricultura publicou uma portaria restringindo parte dos medicamentos questionados pelos europeus. Apesar disso, a Comissão Europeia entendeu que as informações apresentadas pelo Brasil ainda não atendem aos critérios exigidos.

Atualmente, o Brasil exporta para a Europa produtos como carne bovina, carne de frango, pescado, embutidos, cavalos vivos e mel. Representantes do setor estimam que a restrição possa provocar perdas próximas de US$ 2 bilhões anuais nas exportações brasileiras.

O Ministério das Relações Exteriores foi procurado para explicar se há tratativas para tentativa de reversão da decisão europeia e a reportagem aguarda retorno.

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Contratações para shows do São João de Caruaru estão R$ 2 milhões acima do teto previsto, diz MPPE

Pátio de Eventos Luiz Gonzaga em Caruaru/DIVULGAÇÃO/PREFEITURA DE CARUARU

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) recomendou à Prefeitura de Caruaru e à Fundação de Cultura e Turismo do município a contenção de gastos com as atrações nos festejos juninos de 2026.

Com base nos dados publicados nos painéis de transparência do MPPE e do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), uma auditoria detectou um aumento desproporcional e acima da inflação nos valores dos contratos.

Conforme o MPPE, foi identificado um excesso global superior a R$ 2 milhões.

A investigação constatou que as contratações superam a média histórica cobrada pelos próprios artistas em anos anteriores.

É o caso de Wesley Safadão, contratação mais cara e de maior desproporção entre a média dos cachês anteriores.

O cantor receberá R$ 1,5 milhão para se apresentar no dia 19 de junho no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga. O “excesso irrazoável” apontado é de R$ 429.597,34 em relação ao teto calculado.

Segundo o MPPE, outros nomes conhecidos, como Pablo e a banda À Vontade, registraram sobrepreços de R$ 222.848,00 e R$ 155.999,92, respectivamente.

Até mesmo atrações tradicionais do forró, como Zé Vaqueiro, Fala Mansa, Solange Almeida e Limão com Mel, figuram na relação acima da média de mercado.

A metodologia utilizada na auditoria do MPPE baseia-se na Nota Técnica n.º 02/2026 do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Patrimônio Público e Terceiro Setor (CAO PPTS).

Ela estipula que nenhum pagamento deve superar a média aritmética dos cachês cobrados pelo mesmo artista entre maio e julho de 2025 no Estado, corrigida pelo IPCA.

O Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) também reforça o controle, prevendo alertas caso as despesas com eventos festivos ultrapassem 3% da Receita Corrente Líquida do município nos últimos 12 meses.

A recomendação determina que o município se abstenha de pagar valores acima desse teto e não firme novos contratos sem justificativas robustas e pesquisas de mercado fidedignas.

A gestão municipal tem um prazo de cinco dias, a contar da quinta-feira (4), data da publicação no Diário Oficial do MPPE, para apresentar uma resposta por escrito com as providências adotadas.

Prefeitura de Caruaru

A reportagem do Diario de Pernambuco solicitou um posicionamento à Prefeitura de Caruaru sobre a recomendação do MPPE, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para atualização em caso de retorno.

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Lula deve adotar estratégia de palanque duplo em Pernambuco, diz ministro

Pré-candidatos ao governo, Raquel e João cumprem agenda no Sertão de Pernambuco
/Foto: Edson Holanda / Hesíodo Góes/Secom

A coordenação de campanha do presidente Lula (PT) confirmou que haverá a estratégia de palanque duplo em Pernambuco para as eleições de 2026. O projeto prevê, segundo o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), que atuará na coordenação da campanha do petista com foco no Nordeste, a participação do chefe do Executivo no palanques de João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), que disputam o governo estadual.

Em entrevista ao jornal O Globo, publicada nesta segunda-feira (8), Dias falou sobre a estratégia eleitoral e citou os nomes dos dois postulantes ao Palácio do Campo das Princesas. “Lá [Pernambuco] temos o João Campos e a Raquel Lyra”, declarou. Além disso, o ministro fez um retrospecto sobre a relação política de Lyra com o atual presidente.

O ex-governador do Piauí e senador licenciado ressaltou que, no pleito de 2022, a governadora de Pernambuco se colocou como oposição no primeiro turno. Contudo, segundo ele, no segundo turno, em que disputou contra Marília Arraes (PDT), Lyra teve uma “posição mais neutra”. “Uma parte considerável do nosso time ficou com ela”, salientou.

Construção de parcerias

Durante a cerimônia de entrega de 40 novos ônibus para o transporte público da Região Metropolitana do Recife (RMR), na manhã desta segunda-feira (8), Raquel Lyra falou sobre a estratégia petista e ressaltou a parceria com o governo Lula. “O que eu posso é agradecer pela parceria que o presidente tem feito com o estado de Pernambuco desde o primeiro momento em que a gente se apresentou, que fomos ao presidente, e ele disse que ia ajudar o nosso estado“, ressaltou.

Lyra também reforçou que está afinada com Lula e que a relação é marcada pela confiança “em ambos os lados”. “A gente tem trabalhado muito junto e é importante a gente poder construir parcerias quando, muitas vezes, entendia-se ou se divulgava de que era impossível que a gente, eu no governo do estado, pudesse estabelecer uma relação sólida com o governo federal, com o presidente e com os seus ministros. Eu posso aqui garantir que existe confiança de ambos os lados e que a gente tem trabalhado muito para fazer entrega ao povo”, disse a governadora.

Eleições em Pernambuco

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no dia 28 de maio, que apontou as intenções de voto para o governo de Pernambuco, traz a governadora Raquel Lyra (PSD) com 48% no primeiro turno. O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), tem 43%. O levantamento foi encomendado pela TV Tribuna.

Ivan Moraes (PSOL) apareceu com 2%. Brancos, nulos e nenhum representam 4%, enquanto 2% dos entrevistados disseram não saber em quem votar. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

No cenário de um possível segundo turno entre Raquel Lyra e João Campos, a governadora alcança 51% das intenções de voto, contra 44% do ex-prefeito. Brancos, nulos e nenhum somam 4%, e 1% não soube responder.

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Nunes Marques suspende pesquisa que apontou queda de Flávio Bolsonaro

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (8/6), a suspensão imediata da divulgação e a retirada de circulação de uma pesquisa do Instituto AtlasIntel que indicava uma queda de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após o vazamento de um áudio no qual ele pedia dinheiro para o banqueiro Daniel Vorcaro.

A decisão atende a um pedido do Partido Liberal (PL), que alega que o questionário foi estruturado para induzir respostas negativas e criar uma “narrativa acusatória” contra o parlamentar.

A fundamentação do ministro se baseou na “possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”. Entre os principais pontos críticos apontados pelo magistrado, destaca-se a estrutura do levantamento, na qual oito das 49 perguntas abordavam diretamente o Banco Master em ordem sequencial.

Segundo a argumentação do PL, aceita pelo ministro, essa disposição influenciou a percepção dos eleitores em vez de apenas medi-la.

Além disso, a pesquisa utilizou o áudio de uma conversa entre o senador e Vorcaro a respeito do financiamento do filme Dark Horse. O partido contestou o uso do material sob a alegação de que não há prova de sua autenticidade, o que inviabilizaria sua aplicação como estímulo em um levantamento oficial.

Ao analisar o conteúdo, Nunes Marques identificou o emprego de expressões com carga valorativa negativa e uma ordem sequencial de perguntas capaz de contaminar os resultados sobre imagem, rejeição e intenção de voto dos candidatos.

O ministro ressaltou ainda uma divergência de padrão no histórico do instituto, apontando que outras 27 pesquisas anteriores da AtlasIntel não apresentaram questionários com teor semelhante ou uso de áudios, o que reforçaria os indícios de comprometimento da neutralidade do estudo.

O levantamento do instituto possuía as seguintes especificações técnicas: 5.032 eleitores de todo o Brasil entrevistados; coleta realizada entre 13 e 18 de maio; margem de erro de um ponto percentual; e nível de confiança de 95%.

Pesquisas mostram desgaste de Flávio

A suspensão ocorre em um momento de desgaste para o pré-candidato, também identificado em levantamentos de outros institutos, como Quaest e Datafolha. Segundo a decisão, a manutenção da pesquisa poderia causar danos de “difícil reversão” ao processo eleitoral devido à sua rápida replicação digital.

A AtlasIntel tem agora um prazo de dois dias para apresentar documentação técnica complementar que justifique a regularidade de sua metodologia e o uso de áudio. Na sequência, o Ministério Público Eleitoral (MPE) deverá se manifestar. A decisão individual de Nunes Marques será submetida ao referendo do Plenário do TSE, com previsão de análise na sessão desta terça-feira (9).

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Terremoto nas Filipinas deixa mais de 30 mortos

Ao menos uma dúzia de pessoas continuam desaparecidas, enquanto 134 ficaram feridas, segundo a autoridade de gestão de desastres/FERDINANDH CABRERA / AFP

Pelo menos 31 pessoas morreram nesta segunda-feira (8) após um forte terremoto de magnitude 7,8 atingir o sul das Filipinas, onde vários prédios desabaram e alertas de tsunami foram emitidos, disseram as autoridades.

Ao menos uma dúzia de pessoas continuam desaparecidas, enquanto 134 ficaram feridas, segundo a autoridade de gestão de desastres.

Vídeos publicados no Facebook mostram um shopping desabando na Cidade de General Santos, de 720 mil habitantes, enquanto outro vídeo mostra o desabamento de um prédio escolar.

“Senhor, realmente desabou! O prédio realmente desabou!”, grita uma pessoa no vídeo.

Um jornalista da AFP na cidade na tarde desta segunda-feira observou equipes de resgate escavando os escombros de uma popular rede de supermercados para recuperar os corpos de dois funcionários que foram soterrados.

“Vários prédios desabaram, algumas casas também“, disse o sargento Robert Dagon da polícia da Cidade de General Santos.

O terremoto ocorreu às 7h37 (20h37 de domingo, no horário de Brasília) e teve seu epicentro no mar, a uma profundidade de 35 quilômetros, próximo à ilha de Mindanao, no sul do país, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).

Uma série de tremores secundários sacudiu a área quase duas horas após o primeiro terremoto, sendo o mais forte de magnitude 6,5, de acordo com o USGS.

“Muitas vidas” perdidas

René Punzalan, coordenador da gestão de desastres da província de Sarangani, uma das mais atingidas, disse à AFP que, somente no município de Glan, 14 pessoas morreram após um deslizamento de terra soterrar suas casas ao pé de uma montanha.

“O maior desafio é a comunicação. A energia elétrica está cortada, então é difícil obter informações atualizadas”, explicou Punzalan, acrescentando que algumas áreas ainda não haviam relatado se há vítimas.

“Estamos preocupados com os tremores secundários“, acrescentou. “Podemos sentir o medo dos moradores“.

Punzalan também indicou que mais de 2.000 pessoas deslocadas após um alerta de tsunami emitido no início do dia aguardavam autorização para voltar para casa.

O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico (PTWC, na sigla em inglês) havia alertado sobre a possibilidade de tsunamis ao longo das costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua Nova Guiné.

No entanto, no meio da tarde, as Filipinas e outros países já haviam suspendido seus alertas.

O presidente filipino, Ferdinand Marcos, que ordenou a suspensão das aulas nas áreas afetadas de Mindanao, pediu aos moradores que se afastassem das zonas costeiras.

“Vão para terrenos mais altos agora. Não esperem. Suas vidas são mais importantes do que qualquer coisa que vocês deixem para trás“, declarou Marcos.

Terremotos são frequentes nas Filipinas, um vasto arquipélago localizado no “Anel de Fogo” do Pacífico, uma área de intensa atividade sísmica.

Em outubro de 2025, um forte terremoto atingiu a região central do país e deixou 76 mortos.

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Planalto quer avanço de reuniões técnicas para definir agenda Lula-Trump

O Palácio do Planalto aguarda nesta semana o avanço das negociações em nível técnico sobre as tarifas propostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros para definir se tentará articular um novo encontro oficial entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.

A expectativa do governo é de que, nesta semana, os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, discutam o tarifaço em uma videoconferência com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos).

O resultado dessa reunião e de outras conversas poderá definir se haverá alguma tentativa de um encontro formal entre Lula e Trump no G7, que ocorrerá entre os dias 15 e 17 de junho, na cidade de Evian, na França. O Brasil participará como convidado do fórum que reúne as sete maiores economias do mundo.

Para auxiliares da Presidência, uma nova agenda bilateral de Lula e Trump só faz sentido se essas tratativas técnicas evoluírem e levantarem pontos que possam ser discutidos pelos presidentes. Caso contrário, uma reunião seria apenas uma repetição da conversa do encontro que ocorreu em 7 de maio, na Casa Branca.

De todo modo, o Planalto, embora ainda avalie a conveniência de propor uma agenda formal, considera inevitável que Lula e Trump se encontrem nos bastidores do G7. Além disso, o presidente brasileiro deve usar o fórum para fazer a defesa do multilateralismo.

“Eu nem ia no G7, mas agora eu vou, porque é preciso alguém colocar ordem na casa e dar um fim no desmonte do multilateralismo, no desmonte da democracia e na desvalorização das instituições”, disse Lula em reunião ministerial na quarta-feira (3).

O governo Lula trabalha com cenários distintos para as duas sobretaxas anunciadas nesta semana como resultado de investigações realizadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

Enquanto vê margem para negociar a tarifa de 25% direcionada exclusivamente ao Brasil, o Planalto considera remota a reversão da taxa de 12,5% aplicada a 59 países e à União Europeia.

O governo sabe que o cenário também é difícil no caso dos 25% de tarifas, mas avalia ter mais margem de negociação justamente porque essa tarifa é exclusiva ao Brasil — o que abre espaço para uma tratativa bilateral. Já a sobretaxa de 12,5% atinge 59 países e a União Europeia ao mesmo tempo, o que torna mais complexa uma reversão isolada em favor do Brasil.

A aposta entre os auxiliares do presidente Lula é que as negociações possam chegar a um bom termo para Brasil e Estados Unidos e, assim, evitar ou ao menos postergar a sobretaxa de 25% até uma solução definitiva.

Neste momento, o governo brasileiro concentrará a negociação nas questões tarifárias. Há a possibilidade de avançar com algumas propostas, mas o PIX, como já defendeu o próprio presidente Lula, está fora de cogitação.

Já sobre a decisão dos EUA de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, o governo brasileiro não vê chance de recuo neste momento.

A medida passou a valer na última sexta-feira (5) e foi anunciada após a visita do senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência pelo PL, à Casa Branca.

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Israel suspende ataques ao Irã a pedido de Trump, diz autoridade

Israel suspendeu os ataques contra o Irã a pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo declarações de uma autoridade graduada israelense citada pelo Channel 12 nesta segunda-feira (8).

A fonte acrescentou que, se os ataques do Hezbollah contra localidades israelenses continuarem, Israel atacará os subúrbios do sul de Beirute.

Segundo a reportagem da emissora israelense, a autoridade do país também afirmou que os ataques israelenses no sul do Líbano continuarão com força total nos próximos dias.

O Irã também afirmou ter suspendido as operações militares contra Israel, mas alertou que as retomará caso os ataques continuem, inclusive no sul do Líbano.

“As poderosas Forças Armadas da República Islâmica do Irã, em apoio ao povo oprimido do Líbano, deram uma resposta contundente a este regime (Israel)”, declarou o Exército iraniano em um comunicado citado pela agência de notícias Tasnim.

“Caso as agressões e os atos hostis persistam – inclusive no sul do Líbano –, medidas muito mais severas e repressivas do que as anteriores serão tomadas”, acrescentou o informe.

Uma fonte israelense disse à CNN que Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversaram por telefone pela segunda vez em menos de 24 horas nesta segunda-feira (8). Não está claro o que os dois líderes discutiram. Netanyahu ainda não se pronunciou publicamente sobre a escalada militar com Teerã.

Na ligação anterior, no domingo (7), o líder americano disse ao premiê israelense para adiar o lançamento de um ataque retaliatório contra o Irã, informou um funcionário americano à CNN.

Retomada de ataques

Israel afirmou nesta segunda-feira ter atingido uma planta petroquímica no sudoeste do Irã, além de outros ataques contra alvos militares, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter supostamente instruído o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a se abster de novos ataques.

Na primeira ofensiva a uma instalação de energia dentro do Irã desde o cessar-fogo de 8 de abril, forças israelenses dizem ter atingido alvos no complexo petroquímico de Mahshahr, enquanto um funcionário provincial informou à Fars que partes da planta foram danificadas.

Os Houthis do Iêmen, alinhados a Teerã, prometeram impedir a navegação marítima de Israel no Mar Vermelho e reivindicaram a autoria do primeiro ataque com mísseis contra Israel desde o cessar-fogo, o que levou as forças armadas israelenses a ativar seus sistemas de defesa aérea.

“Consideramos todos os movimentos inimigos alvos militares legítimos para nossas forças armadas“, acrescentaram os Houthis em um comunicado.

Pedido de Trump

Horas antes, Trump havia dito que novos ataques de Israel e do Irã não afetariam as negociações de paz de seu governo com Teerã, acrescentando que Benjamin Netanyahu “não manda em tudo”.

Trump pressionou Israel para que interrompa seus ataques no Líbano, a fim de abrir espaço para um acordo que pusesse fim à guerra com o Irã, chegando a proferir palavrões contra Netanyahu em um telefonema na semana passada.

No entanto, no início do domingo (9), Israel lançou ataques na região de Beirute pela primeira vez desde que Washington anunciou um plano de cessar-fogo para o Líbano na semana passada.

O Irã disparou mísseis contra alvos israelenses em retaliação, mas Trump insistiu que um acordo para encerrar a guerra ainda era possível.

“Isso não terá nenhum impacto no acordo”, disse Trump ao jornal Financial Times. “Quem manda sou eu. Eu tomo todas as decisões. Ele (Netanyahu) não manda em nada.”

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Vídeos, avatares e montagens: como a IA já influencia a disputa eleitoral em Pernambuco

A inteligência artificial já entrou oficialmente no jogo político de 2026 em Pernambuco. Às vésperas do início formal da campanha eleitoral, pré-candidatos ao governo do estado e ao Senado Federal têm utilizado ferramentas de IA para criar vídeos, animações, montagens realistas e conteúdos virais voltados à disputa pela atenção do eleitorado.

Na disputa pelo Governo de Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) tem utilizado a inteligência artificial de forma mais lúdica. Em diversas publicações, a gestora aposta na personagem “Raquelzinha”, uma versão em desenho animado de si mesma criada por IA para apresentar ações da gestão estadual. Utilizando uma estética mais leve e de fácil compartilhamento.

Já o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) segue uma linha diferente. O socialista tem recorrido à inteligência artificial para produzir imagens e vídeos com aparência mais realista. Em uma das publicações, João aparece ocupando o lugar do pai, o ex-governador Eduardo Campos, em uma fotografia da época da campanha para o Executivo estadual. Em outra peça, surge ao lado de trabalhadores em um vídeo gerado por IA para celebrar a aprovação do fim da escala 6×1 na Câmara Federal.

Entre os nomes que articulam candidatura ao Senado na chapa da Frente Popular, o uso da ferramenta também cresce em ritmo acelerado. Marília Arraes (PDT) utiliza IA por exemplo para adaptar tendências e formatos virais das redes sociais, enquanto o senador Humberto Costa (PT) aposta em vídeos produzidos com inteligência artificial para reconstruir episódios históricos e reforçar pautas que defende na Casa Alta.

No campo aliado da governadora, Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) têm explorado formatos mais descontraídos e populares, utilizando montagens ligadas à Copa do Mundo, por exemplo. Túlio Gadêlha (PSD), por sua vez, recorre à IA como instrumento de posicionamento político em pautas nacionais, utilizando vídeos gerados para tratar de temas como o fim da escala 6×1 e críticas ao escândalo envolvendo o Banco Master.

O movimento acompanha uma tendência global de digitalização da política, mas também levanta alertas sobre os riscos da manipulação da informação, da disseminação de fake news e da dificuldade crescente em distinguir conteúdos “de verdade” dos produzidos artificialmente.

Segundo o cientista político Gustavo Rocha, as novas regras da Justiça Eleitoral tendem a limitar os usos mais explícitos da tecnologia nas campanhas oficiais, mas isso não significa redução da influência da IA na disputa política.

“As IAs estarão cada vez mais presentes na publicidade em geral e também nas campanhas. A tendência é que sejam usadas de forma mais invisível e estratégica, especialmente no cruzamento de dados, análise de comportamento e planejamento de comunicação”, analisa.

Rocha alerta que o grande problema está na capacidade da inteligência artificial de produzir conteúdos falsos com aparência extremamente convincente. Para ele, a exigência de identificação de peças produzidas por IA ajuda parcialmente, mas está longe de resolver o problema da desinformação.

“A IA aprofunda o problema da fake news e da difusão de mentiras. O fato de um conteúdo ser produzido por IA não significa necessariamente que ele seja falso, mas a tecnologia aumenta enormemente a capacidade de manipulação da percepção pública”, diz.

O especialista também chama atenção para o impacto emocional das campanhas produzidas com auxílio da inteligência artificial. Segundo ele, a política contemporânea já privilegia o apelo emocional acima do debate racional, e a IA tende a potencializar ainda mais esse fenômeno.

“As campanhas mais bem-sucedidas são as que conseguem emocionar. A extrema direita frequentemente trabalha com sentimentos de raiva e indignação, enquanto governos costumam recorrer ao nacionalismo e à ideia de proteção coletiva. Quem conseguir usar a IA para atingir emocionalmente o eleitor terá vantagem”, analisa.

Outro ponto levantado por Gustavo Rocha é a possibilidade de um “efeito rebote”, no qual o excesso de conteúdos artificiais acabe gerando desconfiança até mesmo sobre materiais verdadeiros. “A sociedade pode chegar em um momento em que qualquer vídeo ou imagem seja colocado sob suspeita”, afirma.

Apesar da expansão acelerada da tecnologia, os especialistas avaliam que a autenticidade ainda continuará sendo um fator decisivo na política em Pernambuco. Para o cientista político Alex Ribeiro, o eleitor local mantém forte identificação com campanhas de proximidade e presença física.

“Em Pernambuco, o calor humano, o corpo a corpo e a sensação de proximidade ainda possuem grande peso político. O desafio será usar a IA sem perder credibilidade e conexão com o eleitor”, observa.

A Justiça Eleitoral tem acompanhado o avanço da tecnologia. As novas regras do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinam que conteúdos produzidos por inteligência artificial devem ser identificados de maneira explícita e proíbem manipulações enganosas que possam distorcer fatos ou produzir desinformação.

Mesmo assim, especialistas acreditam que a velocidade das redes sociais e a circulação de conteúdos apócrifos continuarão impondo dificuldades para fiscalização e responsabilização.

Para Gustavo Rocha, o cenário representa um desafio direto à própria democracia. “Se já foi difícil nas últimas eleições discernir o que era verdade do que não era, em 2026 isso atingirá um grau ainda maior. Sendo bem franco, isto ameaça as fundações do sistema democrático que vivemos”.

IA também impulsiona páginas de memes e perfis políticos

Além do uso como ferramenta de campanha, também tem se notado a utilização da inteligência artificial por perfis de oposição, páginas de humor, contas de memes e perfis sem autoria claramente identificada que têm criado vídeos para atacar e incitar a disputa ao Governo de Pernambuco.

Nos últimos meses, vídeos produzidos com IA passaram a circular utilizando principalmente as imagens dos pré-candidatos João Campos e Raquel Lyra, muitas vezes em conteúdos satíricos, ataques políticos ou peças criadas para estimular o engajamento e a polarização do debate público.

Embora esses materiais não estejam necessariamente vinculados às campanhas oficiais, especialistas apontam que esse ecossistema digital tende a ganhar ainda mais força à medida que a corrida eleitoral avança, também podendo ser usadas para propagação de notícias falsas.

O cientista político Alex Ribeiro também destaca o crescimento de páginas independentes, perfis de humor e contas de memes que utilizam inteligência artificial para atacar ou desconstruir adversários políticos de maneira indireta.

“Os atores políticos perceberam o alcance dessas páginas e muitos já utilizam esses espaços como instrumentos de fortalecimento de narrativas e desgaste de adversários”, afirma.

Na avaliação do especialista, a inteligência artificial ocupará uma posição estratégica tanto na comunicação pública quanto nos bastidores das campanhas.

“Diante das exigências da Justiça Eleitoral, a tendência é que as campanhas utilizem IA para estudar comportamento do eleitor, acompanhar tendências nas redes e aperfeiçoar estratégias de comunicação”, explica.

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TCU arquiva pedido de Flávio Bolsonaro para investigar ex-nora de Lula

Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT)/Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado e Ricardo Stuckert/PR

O TCU (Tribunal de Contas da União) arquivou um pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para investigar as relações de uma empresa ligada a uma ex-nora do presidente Lula (PT) com o Ministério da Educação.

Os ministros do TCU dizem na peça que Flávio não apresentou provas. A representação pedia para apurar o destino de verbas federais enviadas para a empresa Life Tecnologia Educacional, onde trabalhava Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, o filho mais velho de Lula com a ex-primeira-dama Marisa Letícia (1950-2017).

A denúncia citava uma apuração da Polícia Federal sobre supostos desvios na pasta. Segundo a PF, Carla seria lobista da Life junto ao Ministério da Educação.

Os ministros do TCU afirmam que o pedido do senador se sustenta apenas em notícias da imprensa. Por causa disso, a corte rejeitou a abertura de um processo sobre o caso em acórdão publicado em 26 de maio. A informação veio a público neste domingo (7/6) em reportagem da revista Veja confirmada pelo UOL.

“A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades“, diz trecho do acórdão.

A decisão do tribunal de contas não interfere no inquérito conduzido pela Polícia Federal. Os investigadores continuam a apurar se a ex-nora do presidente usou o nome de Lula para obter reuniões em Brasília e liberação de verba para a companhia.

Os advogados de Carla Ariane não se manifestaram. Desde as primeiras fases da Operação Coffee Break, deflagrada no final do ano passado, a defesa nega as acusações, sem entrar em detalhes.

O Ministério da Educação já havia dito em nota que “não tem nenhuma relação com a operação policial e não pretende se manifestar sobre o assunto“. O MEC também não comentou o motivo de Carla Ariane ter sido recebida no prédio do ministério, em Brasília, em uma reunião fora da agenda em 12 de julho de 2024. Procurado novamente, a pasta não se manifestou até a publicação deste texto.

Investigação

Na agenda do dono da Life, Carla é chamada de “nora”. Só no município de Sumaré (SP), foram repassados à empresa cerca de R$ 52 milhões entre 2021 e 2023, parte sob governo Jair Bolsonaro (PL) e parte sob Lula), com dinheiro do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica). Ela teria continuado recebendo pagamentos em 2024.

A operação feita em parceria com a CGU (Controladoria-Geral da União) apurou fraudes em licitações para desvios de verbas da área da educação em prefeituras.

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Papa condena a ‘praga’ dos abusos sexuais contra bispos espanhóis e pede ‘reparação’

O papa Leão XIV disse aos bispos espanhóis, nesta segunda-feira (8), que os abusos sexuais cometidos por membros do clero constituem “uma praga” e pediu à Igreja que responda com “escuta, verdade, justiça e reparação”.

Falando sobre “aqueles que foram prejudicados precisamente por aqueles que deveriam cuidar deles, incluindo membros do clero“, Leão XIV afirmou que, “diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”.

O papa insistiu em pedir “um compromisso cada vez maior com a prevenção e uma cultura de cuidado” e que “toda pessoa que foi prejudicada” possa encontrar “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura“.

No terceiro dia de sua visita à Espanha, o pontífice discursou no Congresso dos Deputados e se reunirá com vítimas de abuso sexual clerical. Segundo a imprensa espanhola, o encontro acontecerá a portas fechadas na tarde desta segunda-feira na Nunciatura Apostólica em Madri.

No entanto, diversas associações de vítimas, que há anos denunciam a falta de transparência da Igreja sobre esta questão, lamentaram não terem sido convidadas e reuniram-se em frente à Nunciatura Apostólica para expressar o seu descontentamento.

“Acho que o papa precisa estar ciente de que está perdendo uma oportunidade de ouro para dialogar com as vítimas na Espanha e está saindo com uma visão muito tendenciosa“, disse Juan Cuatrecasas, porta-voz da associação Infância Roubada, à AFP na segunda-feira (8).

Defesa dos emigrantes

No voo para Madri, no sábado, o papa, de 70 anos, afirmou que “o abuso ainda é uma ferida aberta” para a Igreja.

O Defensor do Povo espanhol (ombudsman) estimou, em um relatório de 2023, que, desde 1940, mais de 200 mil menores de idade podem ter sofrido abusos nas mãos do clero católico.

O governo espanhol de esquerda e a Igreja assinaram um acordo em março para indenizar as vítimas de crimes sexuais, após anos de relutância e falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica.

Em seu discurso no Congresso, Leão XIV pediu respostas internacionais à “trágica crise migratória“, tema central de sua visita à Espanha, e respeito à vida “desde a concepção“.

“Nenhuma nação pode enfrentar sozinha um desafio dessa magnitude. Portanto, é essencial uma resposta coordenada, solidária e eficaz, capaz de garantir proteção, acolhimento e oportunidades reais de integração“, disse ele em seu discurso aos parlamentares espanhóis.

O discurso de Leão XIV, que recebeu aplausos prolongados dos parlamentares e foi gritos de “Viva o papa!“, focou na dignidade do ser humano.

Respeito à vida “desde a concepção”

No discurso, ele afirmou que “toda vida humana deve ser reconhecida e protegida desde a concepção até o seu fim natural“.

“Quando essa certeza é obscurecida, os mais vulneráveis são as primeiras vítimas”, acrescentou.

O papa fez o apelo em um momento em que o governo de esquerda de Pedro Sánchez, com quem teve uma reunião privada nesta segunda-feira, quer incluir o direito ao aborto na Constituição, após ter aprovado uma lei de eutanásia em 2021.

Depois de celebrar uma missa no domingo no coração de Madri diante de 1,5 milhão de fiéis, segundo os organizadores, o papa liderará outro ato de grande porte na tarde desta segunda-feira, no estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid.

Na terça-feira (9), ele viajará para Barcelona para abençoar a nova torre da Basílica da Sagrada Família, agora a igreja mais alta do mundo.

Nas Ilhas Canárias, na quinta e sexta-feira, Leão XIV se unirá a Sánchez para homenagear os milhares de migrantes que morreram tentando chegar à Europa.

Ao contrário de alguns países vizinhos, o governo Sánchez lançou recentemente um amplo plano para regularizar a situação de imigrantes sem documentos, o que deverá normalizar a situação de meio milhão de pessoas, a maioria da América Latina.

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No epicentro do ebola, profissionais de saúde trabalham com pouca remuneração e quase sem descanso

Um profissional de saúde desinfeta uma ambulância no centro de tratamento de Mongbwalu que transportou um paciente com suspeita de ebola em Mongbwalu, no Congo, na sexta-feira, 5 de junho de 2026 — Foto: AP/Moses Sawasawa

O Dr. Richard Lokudu, diretor médico do Hospital Geral de Referência de Mongbwalu, recebeu pouca ou nenhuma compensação pelo trabalho que realiza na linha de frente de um dos surtos mais letais de ebola já registrados no Congo.

Lokudu e vários de seus colegas passam o dia inteiro no hospital atendendo um fluxo crescente de pacientes. As notificações de casos suspeitos chegam até mesmo tarde da noite.

“Não recebi minha ajuda de custo e o que aconteceu com outras pessoas também pode acontecer comigo”, disse Lokudu à Associated Press. “Apesar de todas as medidas de prevenção e controle de infecções que estamos implementando, não sabemos o que pode acontecer.”

As autoridades de saúde acreditam que o surto, que pegou a região leste do Congo de surpresa após se espalhar silenciosamente por semanas sem ser detectado, começou na movimentada área de mineração de Mongbwalu, na província de Ituri.

Mineração favorece a disseminação do vírus

Mongbwalu tornou-se o epicentro da rara variante Bundibugyo do ebola.

A cidade atrai grande número de trabalhadores que atuam em minas de ouro, cercadas por poças lamacentas, galerias estreitas e cavernas. Eles vivem em áreas de baixa renda, incluindo acampamentos superlotados, e têm pouco acesso a protocolos adequados de saúde.

Essas condições aumentam a possibilidade de transmissão da doença, que se espalha por meio do contato próximo com fluidos corporais de pessoas doentes ou falecidas, como suor, sangue, fezes e vômito.

Também há um ceticismo generalizado em relação à doença, o que dificulta ainda mais o trabalho de Lokudu e seus colegas. Alguns profissionais de saúde e equipes de resposta já morreram em decorrência da infecção.

“Uma coisa é estar longe e ouvir as estatísticas sendo divulgadas; outra é ver o que está acontecendo no terreno, que é enorme”, afirmou Lokudu. “As pessoas estão sacrificando seu descanso e conforto por essa causa. Deve haver reconhecimento de que elas merecem ser remuneradas. Esses trabalhadores deveriam receber seus salários regularmente.”

O governo congolês não respondeu a um pedido de comentário da AP.

Recursos mínimos disponíveis

As autoridades congolesas divulgaram novos números no domingo, informando que havia 488 casos confirmados e 86 mortes até sexta-feira (5). Na quinta-feira, o país registrou 71 novos casos em apenas um dia, o que, segundo as autoridades, é um sinal de “transmissão comunitária ativa”.

Na vizinha Uganda, foram confirmados 19 casos e duas mortes.

A variante Bundibugyo não possui vacinas nem tratamentos aprovados, por isso os profissionais de saúde têm se concentrado no tratamento dos sintomas. O governo informou que pelo menos cinco pessoas se recuperaram da doença desde que o surto foi oficialmente confirmado pelo Ministério da Saúde do Congo, em 15 de maio.

Segundo o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, a doença “teve uma grande vantagem inicial”. Os hospitais da região não conseguiam testar corretamente o tipo de ebola que já circulava havia várias semanas antes da confirmação oficial.

Os profissionais de saúde estão lidando com a doença com recursos mínimos, enquanto organizações humanitárias correm para levar ajuda à região. Máscaras, luvas, botas e medicamentos estiveram em falta nos primeiros momentos do surto.

“Houve uma deterioração do sistema de saúde”, afirmou Heather Kerr. “Não houve investimento suficiente no sistema de saúde, e isso acontece há anos.”

Condições dos profissionais de saúde

“Durante a primeira semana, nem sequer tivemos tempo de voltar para casa para comer. Na segunda semana foi a mesma coisa. Comemos apenas uma vez por dia, o equivalente ao café da manhã, mas à noite”, contou Alice Bamuhinga, enfermeira do hospital de Mongbwalu.

Mesmo com o ceticismo generalizado e o descumprimento de protocolos sanitários, muitos moradores da cidade estão começando a perceber a gravidade da situação.

Asero Jeanne, de 52 anos, tinha cinco filhos. Dois deles morreram da doença em um intervalo de apenas duas semanas. Quando sua filha adoeceu, a família acreditou que fosse malária, e vizinhos recomendaram que evitassem o hospital, dizendo que “qualquer pessoa que fosse para lá morreria imediatamente”, relatou Jeanne.

A filha morreu após três semanas alternando entre hospitais e a própria casa. Dias depois, um filho também faleceu. Em seguida, Jeanne adoeceu.

“Vi cerca de 20 pessoas morrerem”, disse ela. “Vi todas sendo levadas ao necrotério, mas Deus está permitindo que eu saia daqui viva. Sou grata aos médicos.”

ONU apresenta plano de combate

Na sexta-feira, Tedros lançou um plano de US$ 518 milhões para combater o surto, afirmando que “conter o ebola depende de compromisso político, financiamento sustentável e da confiança e participação das comunidades”.

Os esforços para conter a doença também foram prejudicados pelo conflito entre o governo congolês e o grupo rebelde M23, apoiado por Ruanda, além de ataques promovidos por militantes islâmicos.

Para os profissionais que atuam na linha de frente do surto, o trabalho se tornou ainda mais difícil à medida que a doença se espalha mais rapidamente do que a capacidade atual de atendimento.

“Apesar dos alertas que recebemos e das equipes que temos disponíveis, não temos meios para nos deslocar até o campo”, afirmou Lokudu. “Como resultado, há alertas que não conseguimos investigar.”

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Alerta de tsunami é emitido após terremoto de magnitude 7,8 nas Filipinas

Alertas de tsunami foram emitidos após um terremoto de magnitude 7,8 atingir a região marítima próxima a Mindanao, no sul das Filipinas, nesta segunda-feira, informou o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ).

Segundo o GFZ, o tremor ocorreu a uma profundidade de 10 quilômetros. As agências geofísicas das Filipinas e da vizinha Indonésia emitiram alertas de tsunami. Não houve relatos imediatos de grandes danos em nenhum dos dois países.

O GFZ havia estimado anteriormente a magnitude do terremoto em 8,2. O Sistema de Alerta de Tsunamis dos Estados Unidos também emitiu um alerta de ameaça de tsunami em decorrência do tremor.

Já a Phivolcs, agência geológica das Filipinas, alertou para ondas de tsunami superiores a um metro, que poderiam persistir por várias horas.

Benjie Ancheta, chefe de polícia da cidade de Alabel, na província filipina de Sarangani, afirmou que o prédio da polícia apresentou algumas rachaduras logo após o tremor, que ocorreu durante uma cerimônia de hasteamento da bandeira.

Ancheta disse que não havia relatos imediatos de vítimas, mas algumas pessoas desmaiaram após o forte abalo.

“Este é o terremoto mais forte que já vivenciamos”, declarou Ancheta à Reuters por telefone.

Testemunhas na cidade de Manado, no norte da Indonésia, relataram que o tremor foi sentido com muita intensidade.

As Filipinas e a Indonésia fazem parte de uma região tectonicamente complexa do chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, uma faixa de intensa atividade sísmica que se estende da América do Sul ao extremo leste da Rússia.

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Boca de urna: Keiko Fujimori lidera 2º turno no Peru com 50,7%

Eleições no Peru: boca de urna aponta vitória de Keiko Fujimori com 50,7%  dos votos válidos | G1

Uma pesquisa de boca de urna do instituto Ipsos mostra que Keiko Fujimori lidera a eleição presidencial do Peru com 50,7% dos votos, enquanto Roberto Sánchez aparece em segundo lugar, com 49,3%.

Os primeiros resultados oficiais da autoridade eleitoral peruana, a ONPE, são esperados nas próximas horas, enquanto a apuração completa deve levar alguns dias.

Fujimori já concorreu à Presidência em quatro eleições, mais recentemente em 2021, quando foi derrotada por Pedro Castillo por pouco mais de 45 mil votos — uma diferença de apenas 0,2%.

A votação deste domingo ocorre após o primeiro turno, realizado em abril, no qual Fujimori se apoiou no legado de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 a 2000 antes de ser preso por violações de direitos humanos.

A eleição acontece em meio a um cenário de instabilidade política. O Congresso peruano destituiu três presidentes nos últimos cinco anos, e o conturbado primeiro turno foi marcado por acusações de fraude e ameaças de protestos por parte dos dois lados da disputa.

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