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Trump diz que Netanyahu “não dá as cartas” e terá de aceitar acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo (7) que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, terá de aceitar qualquer acordo que os EUA venham a fechar com o Irã. Ele destacou que Netanyahu “não é quem dá as cartas”.

“Quem dá as cartas sou eu. Eu dou todas as cartas. Ele (Netanyahu) não dá as cartas”, disse Trump ao Financial Times. “Ele não terá escolha”, acrescentou o presidente.

Trump insistiu que o ataque com mísseis lançado pelo Irã contra Israel na noite de domingo “não terá nenhum impacto no acordo”.

“Vamos ver como isso termina. Mas foram ataques que não tiveram efeito algum. É uma daquelas coisas que vêm acontecendo há 3 mil anos, ou há 47 anos, dependendo de como você conta”, afirmou.

As declarações de Trump sobre o líder israelense vêm depois de o presidente americano ter dito, na semana passada, que estava “incomodado” com Netanyahu por causa dos planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os Estados Unidos trabalhavam para alcançar um acordo de paz com o Irã.

Netanyahu foi um crítico contundente do acordo nuclear com o Irã firmado durante o governo do ex-presidente Barack Obama. Em 2015, ele declarou na ONU que o acordo apenas recompensava o “mau comportamento” do Irã.

Ataques contra o Líbano

Mais cedo neste domingo, os militares israelenses disseram que atingiram alvos ligados ao Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute depois que o grupo armado libanês disparou contra o norte de Israel, provocando temores de uma nova escalada na guerra.

O ataque foi o primeiro a atingir a capital libanesa desde o novo cessar-fogo anunciado pelos Estados Unidos na semana passada.

Em resposta, o Irã disparou salvas de mísseis contra Israel. Os projéteis foram interceptados pelas forças israelenses e não há informações sobre vítimas.

Após o ataque, Donald Trump conversou com Netanyahu. Ele disse que pressionaria Israel a não retaliar e afirmou que não estava feliz com os ataques ao Líbano.

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Irã lança mísseis contra Israel após ataques em Beirute

Irã lança mísseis contra Israel após ataques em Beirute/Kawnat Haju/AFP

O conflito no Oriente Médio voltou a se intensificar neste domingo (7/6) após o Irã lançar mísseis ao norte de Israel, segundo informou o Exército israelense. O ataque ocorre horas depois de bombardeios israelenses em Beirute, capital do Líbano, e marca a primeira ofensiva iraniana direta contra território israelense desde o cessar-fogo firmado em 8 de abril.

Em comunicado, as Forças Armadas de Israel afirmaram ter identificado “mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel”. Sirenes de alerta foram acionadas em diversas cidades do norte do país.

Paralelamente, o grupo libanês Hezbollah confirmou ter realizado um ataque com drone contra uma posição militar israelense na região de Dovev, no norte de Israel. A ação aconteceu na manhã deste domingo e, segundo o movimento apoiado pelo Irã, teve como alvo “uma reunião de soldados inimigos israelenses”.

O Hezbollah afirmou que o ataque foi uma resposta “à violação do cessar-fogo por parte do inimigo israelense e aos ataques que atingiram aldeias no sul do Líbano”. A ofensiva ocorreu poucas horas após Israel declarar ter bombardeado áreas de Beirute em represália a ataques anteriores.

A escalada militar aumenta a tensão regional e amplia o temor de um confronto direto de maiores proporções envolvendo Irã, Israel e grupos armados aliados de Teerã. Autoridades iranianas afirmaram que Israel “cruzou todas as linhas vermelhas” e exigiram a interrupção imediata das operações militares israelenses no território libanês.

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Trump reforça apoio a Netanyahu, mas pede ataques mais precisos no Líbano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que ele e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, estão na mesma página, apesar de algumas divergências entre os líderes sobre a ofensiva militar de Israel no Líbano.

“Nós nos damos muito bem”, disse Trump no programa “Meet the Press”, da NBC, em uma entrevista pré-gravada que foi ao ar na manhã deste domingo (7).

“Temos sido grandes camaradas. Fizemos um trabalho muito, muito grande em um determinado país que não foi nada além de problemas durante 47 anos. Discordo dele em algumas coisas“, disse Trump.

Quando pressionado sobre se discorda dos bombardeios de Israel ao Líbano, Trump disse que gostaria de ver um “ataque mais cirúrgico ao Hezbollah”.

“Podemos ajudá-los com isso, ou podemos recomendar a Síria”, disse ele, acrescentando elogios ao novo governo sírio.

Os ataques israelenses mataram pelo menos 3.593 pessoas e feriram outras 10.990 em todo o Líbano desde 2 de março, informou o Ministério da Saúde Pública do Líbano em uma atualização no sábado (6).

Os combates entre os militares israelenses e o Hezbollah, o grupo apoiado pelo Irã, intensificaram-se no sul do Líbano, apesar de um cessar-fogo mediado pelos EUA entre os governos de Israel e do Líbano. O Hezbollah não participou nas negociações e rejeitou a trégua.

Trump disse na semana passada que estava “perturbado com Netanyahu” sobre os planos de Israel para operações militares no Líbano, enquanto os EUA trabalhavam para um acordo de paz com o Irã.

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70% do Congresso apoia instalação de CPI para investigar caso Master

Fachada do Banco Master

Os pedidos para que CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito) sejam criadas para investigar o caso Master mobilizaram, até o momento, ao menos 423 deputados e senadores, o equivalente a 71,21% do Congresso Nacional, segundo levantamento feito pela CNN. O Parlamento conta com 594 congressistas, sendo 513 da Câmara dos Deputados e 81 do Senado Federal.

Ao todo, oito requerimentos, já formalizados, pedem a abertura das investigações. Até o dia 22 de maio, 64 senadores assinaram cinco pedidos de CPIs no Senado ou de CPMIs – quando um colegiado é misto, ou seja, formado por deputados e senadores. O número representa 79% da bancada atual na Casa Alta e extrapola com folga o mínimo necessário para a abertura de uma CPI no Senado – de 27 assinaturas.

No levantamento, a CNN contou apenas deputados e senadores que estavam em exercício em 22 de maio. Não foram levados em conta suplentes que não estavam mais em exercício e que assinaram os pedidos, assim como aqueles que assinaram os pedidos, mas estavam afastados por questões médicas ou por decisão da Justiça.

Na Câmara, os pedidos também têm uma grande adesão. Foram 359 deputados titulares que também demonstraram apoio à abertura de uma CPI ou CPMI que investigue o Banco Master.

Um dos primeiros requerimentos foi feito em conjunto pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (Psol-RS), pedindo a instalação de uma CPMI que tivesse deputados e senadores na composição. Outros pedidos de abertura de comissões mistas foram apresentados pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), e pelo senador Carlos Viana (PSD-MG).

Outros quatro congressistas pediram a abertura de CPIs nas suas respectivas Casas: os deputados Rogério Carvalho (PT-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ) e os senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Alessandro Vieira (MDB-AL). Este último tem o pedido mais sensível, já que, na condição de relator da então CPI do Crime, incluiu no escopo da investigação os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), por suposta relação com o Master.

A CNN entrou em contato com todos os deputados e senadores em exercício para pedir posicionamento sobre a abertura de uma CPI.

Os pedidos por CPIs no Senado e por colegiados de investigação mista dependem do aval do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por determinar a criação e a instalação de uma comissão parlamentar.

Alcolumbre, porém, tem reforçado que a decisão sobre a pauta cabe apenas a ele e chegou a se desculpar por descartar a instalação de uma comissão, mesmo sendo cobrado por oposicionistas e governistas.

“Milhares de prefeitos do Brasil estão precisando de um gesto do Congresso para deliberação dessa pauta. Peço a compreensão. Peço desculpa a Vossas Excelências por não atender à demanda solicitada por mais 11 congressistas nessa sessão em relação a outro tema que não estava previamente estabelecido na pauta de deliberação“, disse Alcolumbre.

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Trump redefine relação com América Latina com eleições presidenciais

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump declarou mais uma vez seu apoio a um candidato da América Latina. Desta vez, o suporte recaiu sobre Abelardo de la Espriella, ultradireitista que disputa o segundo turno das eleições presidenciais colombianas.

Trump, que não havia comentado sobre o processo colombiano, deu seu “apoio total” assim que De la Espriella recebeu a maioria dos votos no primeiro turno e se tornou o favorito para o segundo turno, que vai acontecer no dia 21 de junho.

Ele afirmou que os resultados serão “muito importantes para o futuro do relacionamento” entre os dois países.

Antes do segundo turno na Colômbia, o calendário eleitoral continua no Peru, que elegerá um novo presidente neste domingo (7).

Em seguida, vem o Haiti, que agendou eleições para agosto após anos de atrasos devido à violência de gangues armadas e a uma crise institucional. Da Casa Branca, o líder republicano continua a afirmar sua onipresença como a força externa dominante nas eleições da região.

Esta semana, Trump também compartilhou fotos nas redes sociais do encontro com o candidato Flávio Bolsonaro, que busca derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente americano publicou fotos no Salão Oval com o senador, a quem descreveu como “um jovem inteligente que ama seu país”, poucas horas depois do governo anunciar planos para impor novas tarifas sobre produtos brasileiros.

Em diversos países, as campanhas eleitorais são marcadas por crescentes preocupações com a insegurança, a instabilidade política e a incerteza em relação às relações internacionais, diante da crescente assertividade dos Estados Unidos como ator hegemônico.

Isso leva candidatos de todo o espectro político a responderem a uma pergunta fundamental: como governar e evitar que o país pague um preço alto nessa nova relação com a Casa Branca?

Trump, o fator externo

Desde o início do segundo mandato, o presidente americano tem dado atenção renovada à América Latina, algo sem precedentes desde a Guerra Fria, incluindo intervenções eleitorais explícitas, como na Argentina e em Honduras.

“Trump está focado em se posicionar como o líder de todo o Hemisfério Ocidental. Como parte disso, ele não aceita confrontos políticos ou ideológicos abertos com seus princípios fundamentais. Ele busca alinhamento; ele quer subordinação total”, disse o especialista em relações internacionais Abelardo Rodríguez Sumano, pesquisador da Universidade Ibero-Americana (México).

Em Honduras, ele ameaçou que, se Nasry Asfura não vencesse, não trabalharia com o novo presidente, enquanto nas eleições legislativas da Argentina, condicionou a ajuda econômica de Washington à vitória do partido do presidente Javier Milei. Em ambos os casos, alcançou o resultado desejado.

“É evidente que governos que confrontam abertamente e atacam pessoalmente o presidente Trump tensionam as relações com outros governos ou movimentos eleitorais, tornando-se inimigos instantaneamente. Aqueles que o confrontam entram em um período de tensão, que leva imediatamente a investigações, ameaças ou cancelamentos de vistos”, afirmou Rodríguez.

Segundo Farid Kahhat, professor da Universidade Católica do Peru, “Trump está basicamente extorquindo eleitores”. No caso da Argentina, ele apresentou algumas nuances, sugerindo que o partido governista poderia ter obtido um resultado favorável mesmo sem os comentários do presidente americano.

No entanto, ele afirma que, no caso de Honduras, “a extorsão foi flagrante”, devido ao impacto potencial nas remessas, um componente essencial da economia do país.

Trump não mencionou especificamente as transferências de dinheiro, mas falou sobre políticas de imigração mais rigorosas e a suspensão de auxílios, o que, para muitos eleitores, poderia afetar as remessas.

No entanto, Kahhat alertou que a intervenção de Trump “às vezes tem sido totalmente contraproducente para as forças políticas aliadas”, como no Canadá e na Austrália.

Na região, analistas já consideravam altamente provável o envolvimento explícito na Colômbia e no Brasil, ambos governados atualmente por dois líderes de esquerda com os quais Trump teve tensões significativas, posteriormente amenizadas em encontros bilaterais.

No Peru, embora a política externa não tenha sido um tema central em uma campanha carente de propostas concretas, trata-se de uma nação envolvida na disputa geopolítica entre os EUA e a China.

Em países como a Colômbia, o estilo confrontador de Trump pode ser contraproducente, disse Kahhat, que acredita que, como parte desse cálculo, o presidente mudou sua postura em relação ao presidente Gustavo Petro em ano eleitoral.

Essa reaproximação desestabilizou tanto a posição crítica do candidato do partido governista na Colômbia, o senador Iván Cepeda, quanto a da oposição, que mantém uma narrativa de proximidade ideológica com Washington.

“Não me parece claro, especialmente agora que ele está ameaçando seus próprios aliados da Otan no caso da Groenlândia, que a intervenção de Trump seja particularmente promissora para candidatos alinhados com suas posições”, reiterou Kahhat.

Sandra Borda, professora associada da Universidade dos Andes (Bogotá), também expressou essa opinião: “Eles estão começando a descobrir que, cada vez que intervêm, se o fizerem com muita força, podem empurrar o eleitorado na direção oposta. (…) Vitimizar a esquerda pode, na verdade, fortalecê-la eleitoralmente”, afirmou.

O pesquisador enfatizou que as eleições na Colômbia e no Brasil “serão muito importantes para definir o equilíbrio na gestão da relação com os EUA”.

Para o Brasil, a situação é muito diferente da maioria dos vizinhos. Não só está geograficamente mais distante dos Estados Unidos, o que o torna menos interdependente, mas, como a maior economia da América Latina, tem maior capacidade de enfrentar a pressão de Washington, em coordenação com outras potências do BRICS.

“É evidente que existem divergências (entre Trump e o governo de Lula), de cunho mais esquerdista”, disse Rodríguez. “Trump já declarou abertamente seu apoio a Bolsonaro, e considero perfeitamente claro que ele apoiará a candidatura que busca derrubar o Partido dos Trabalhadores”, afirmou.

Nesse cenário, o analista da Universidade Ibero-Americana afirmou que intervenções diretas dos EUA poderiam gerar “muita rejeição”, e sua expectativa se concentra em como os diversos grupos que disputam a presidência se posicionarão.

“Algo que está agitando sociedades e círculos intelectuais do México à Argentina (…) é a renovada ameaça dos Estados Unidos, não apenas da Guerra Fria, mas também remontando ao século XIX. Isso é evidente em todo o continente, inclusive no Canadá”, acrescentou.

Até o momento, nenhum candidato apoiado por Trump perdeu na América Latina, então resta saber até que ponto ele poderá cumprir suas ameaças eleitorais. Para Rodríguez, no entanto, não há dúvidas.

“Eu o vejo disposto a levar suas ameaças adiante. O que está acontecendo é impressionante, com muito mais agressividade, muito mais força, demonstrando o poderio dos EUA na região.

Quando ele decide intervir, há muitos níveis que ele pode adotar: diplomático, econômico, tarifas, intervenção militar, operações de inteligência. Ele tem uma gama extraordinária de opções”, afirmou.

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Copa de 2026: Ancelotti diz que “já tem escalação para estreia contra o Marrocos”

Carlo Ancelotti gostou da atuação contra o Egito /Rafael Ribeiro/CBF

O técnico Carlo Ancelotti afirmou já ter uma “ideia clara” da escalação do Brasil para a estreia na Copa do Mundo, após a vitória sobre o Egito por 2 a 1, sábado (6), em Cleveland: “Eu tenho a escalação inicial para jogar contra o Marrocos”, disse. “Tenho uma ideia clara.”

O resultado sobre os egípcios se deu no último compromisso da Seleção antes da estreia na Copa do Mundo. Às 19h (de Brasília) do próximo sábado (13), a Amarelinha enfrenta o Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Entre as opções de ataque para este jogo e o restante do Mundial, estão Endrick, Vinicius Jr. e Raphinha, que foram elogiados por Ancelotti.

“Endrick tem essa qualidade. É muito potente, muito bem posicionado na área, marcou… É um jogador importante para nós. Tem que seguir. Todos os jogadores são importantes, com diferentes características. Matheus Cunha pode não finalizar como Endrick, mas é muito importante para a construção do jogo”, enalteceu.

“Eu acho que a dupla Vinicius e Raphinha funcionou muito bem. Porque combinaram bem, tivemos oportunidades. Eu acho que a partida dos dois foi muito boa”, acrescentou.

BANCO DE RESERVAS

O italiano destacou também a qualidade que tem à disposição no banco de reservas para promover uma substituição e, possivelmente, alterar o rumo de um jogo. “Acho que os recursos que a Seleção tem no banco são muito importantes e temos que aproveitar isso, sem dúvida. Sei que as cinco mudanças que podemos fazer vão ajudar muito porque os recursos que temos no banco, seja quem for, são muito importantes. Hoje não jogou um jogador muito importante, que é o Rayan, que também poderia fazer a diferença. O recurso no banco também pode ser uma “chave” do êxito”, explicou.

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Brasil bate recorde e emite 1,14 milhão de CNHs nos cinco primeiros meses de 2026

Medida prevê ainda que a União fixe preço para exames de aptidão física e mental e para avaliação psicológica/Foto: Divulgação/Serpro

O Brasil registrou recorde na emissão de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) nos cinco primeiros meses de 2026, com 1.141.765 CNHs no período, total 8,9% superior ao registrado nos mesmos meses de 2025, quando 1.048.783 habilitações foram concedidas.

Segundo dados divulgados pelo Ministério dos Transportes, a quantidade de carteiras entre janeiro e maio, é o maior volume para o período desde o início da série histórica, para um primeiro quintimestre desde a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1997, superando a marca anterior de 2014.

O aumento acontece após as mudanças feitas pelo governo federal no processo de formação de novos condutores, implementadas através do programa CNH do Brasil, lançado em dezembro de 2025.

Entre os dados destacados estão o crescimento no número de exames médicos e psicológicos, matrículas em cursos teóricos e práticos e realização de provas de direção.

O governo também divulgou uma maior adesão ao modelo de aulas ministradas por instrutores autônomos. Desde a mudança nas regras, foram contabilizados mais de 282 mil atendimentos nessa modalidade.

Outra medida adotada pelo programa foi a oferta gratuita dos cursos teóricos por meio do aplicativo CNH do Brasil, que segundo estimativa do Ministério dos Transportes, gerou uma economia aproximada de R$ 2,1 bilhões aos candidatos à habilitação já entre janeiro e maio deste ano.

MP do Bom Condutor

Na última sexta (05), o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 3/2026, originado da Medida Provisória nº 1.327/2025, conhecida como MP do Bom Condutor, permitindo a renovação automática da CNH para motoristas cadastrados no Registro Nacional de Condutores Habilitados (Renach) que não tenham cometido infrações sujeitas à pontuação nos 12 meses anteriores.

Segundo o governo federal, mais de 2 milhões de condutores já foram beneficiados pela medida até março deste ano, com uma economia estimada em R$ 854,8 milhões.

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Papa reúne mais de 1,2 milhão de fiéis em Madri e pede renovação da fé católica

Mais de 1,2 milhão de pessoas lotaram as ruas do centro de Madri, neste domingo (7), para assistir a uma missa celebrada pelo papa Leão 14, que pediu a renovação da fé católica no segundo dia de sua visita à Espanha.

Desde muito cedo, os fiéis lotaram a emblemática praça de Cibeles, no centro da capital espanhola, para ouvir o pontífice celebrar a missa em um dia de céu azul e sol brilhante.

“Eis aqui uma recomendação para a Espanha de hoje e de amanhã: que a religiosidade que há séculos anima este país não seja um museu do passado a visitar, mas uma escola de fé da qual também beber hoje”, afirmou Leão 14.

Primeiro papa a visitar a Espanha desde 2011, Leão 14 ficará sete dias no país, reduto tradicional do catolicismo na Europa, mas onde a prática religiosa diminuiu drasticamente nos últimos anos.

Nos anos 1970, 90% dos espanhóis se identificavam como católicos, percentual que caiu para 56,1%, segundo uma pesquisa publicada em maio passado pelo Centro de Pesquisas Sociológicas, uma instituição pública, segundo informação da rádio e TV públicas espanholas (RTVE).

Força “unificadora” diante das “divisões” –

“Temos que ser todos irmãos, todos unidos”, disse à AFP Edison Castrillón Parra, um colombiano de 39 anos residente em Madri, com a bandeira tricolor de seu país sobre os ombros.

Nico Aldeanueva, um homem de 28 anos em visita a Madri vindo da cidade americana da Filadélfia, considerou que o papa é “uma força muito unificadora em um momento em que temos divisões em tantas frentes diferentes”.

O rei Felipe VI e a rainha Letizia, que receberam o papa no sábado no Palácio Real de Madri, se somaram aos fiéis na missa.

Após a celebração, para a qual as autoridades mobilizaram um enorme dispositivo logístico e de segurança, Leão 14 encabeçou a procissão de Corpus Christi.

Mais de 30.000 cravos, em sua maioria amarelos e brancos – as cores da bandeira do Vaticano — enfeitaram o percurso.

Assim como no sábado, milhares de fiéis, inclusive peregrinos de toda a Espanha e do exterior, lotaram as ruas do centro de Madri para ver o pontífice chegar à missa a bordo do papamóvel.

O papa, de 70 anos e de nacionalidades americana e peruana, terá um encontro na tarde deste domingo com personalidades da cultura, do esporte e da economia.

“Uma nova humanidade”

No sábado, meio milhão de pessoas, jovens em sua maioria, se reuniram em áreas vizinhas ao estádio Santiago Bernabéu, do Real Madrid, para uma vigília de oração junto ao papa, que lhes pediu para serem a “faísca de uma nova humanidade” diante da “violência da guerra e da mentira”.

Antes, no Palácio Real, o pontífice pediu que se ponha fim às “narrativas divisivas e polarizantes” e às “simplificações estéreis” no primeiro dia de sua visita à Espanha, centrada na migração, um tema que tem polarizado o debate.

Durante o voo para Madri, o papa abordou uma das principais questões de sua viagem, os abusos sexuais dentro da Igreja Católica, com cujas vítimas ele tem previsto se reunir.

“Os abusos são uma ferida ainda aberta”, disse.

Leão XIV seguirá na terça-feira para Barcelona, onde no dia seguinte celebrará uma missa na Sagrada Família, que há alguns meses se tornou a igreja mais alta do mundo.

O papa encerrará a visita na quinta e na sexta-feira nas Ilhas Canárias, arquipélago que é a principal porta de entrada na Espanha de migrantes irregulares, onde fará uma homenagem a milhares deles que morreram na perigosa travessia do Atlântico.

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Policial é flagrado agredindo homem durante o São João de Campina Grande; PM afasta agente do cargo

Policial desferiu vários socos contra homem — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Um policial militar foi afastado após agredir um homem durante o São João de Campina Grande, no Parque do Povo, na noite de sábado (6).

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o agente desferindo vários socos no rosto da vítima. Após ser atingido, o homem caiu no chão e precisou da ajuda de pessoas que presenciaram a cena para se levantar.

A Polícia Militar informou que abriu um procedimento para apurar as circunstâncias do caso. As identidades do policial envolvido e do homem agredido não foram divulgadas.

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João Campos recebe apoio de vice-prefeito e vereadores de Orocó e abre dissidência no palanque de Raquel

O pré-candidato a governador João Campos (PSB) conquistou, neste fim de semana, o apoio do vice-prefeito de Orocó, Hugo de Galego de Abílio. A chegada do gestor ao palanque da Frente Popular gera uma dissidência na base da governadora Raquel Lyra (PSD) no Sertão do São Francisco. Também acompanharam o movimento os vereadores Ricardo Amando (MDB), Lucas Leal (PT), Ighor de Tatá (MDB) e Dr. Sandro Santos (PT).

O grupo está unido em torno da eleição de João Campos governador, de Eliane Soares (PSB) deputada federal e de Bruno Marques (PSB) deputado estadual. A aliança foi firmada durante passagem do líder da Frente Popular pela cidade de Petrolândia, no Sertão de Itaparica, em evento que reuniu caravanas de mais de 15 municípios do interior pernambucano.

“Uma alegria contar com esse apoio do vice-prefeito Hugo, dos vereadores Ricardo, Lucas, Ighor, Dr. Sandro e ver nosso time crescer e se fortalecer em todo o Sertão, junto com Eliane Soares e Bruno Marques, que são nossos pré-candidatos aqui nessa região. Vamos seguir desse jeito, juntando gente comprometida com o povo”, declarou João.

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Bispo nomeado por papa Leão XIV é morto a tiros em Moçambique

Um bispo católico nomeado pelo papa Leão XIV para comandar uma região central de Moçambique foi assassinado neste sábado, 6, em sua residência na cidade de Quelimane. A morte de Osório Citora Afonso, de 54 anos, mobilizou autoridades civis e religiosas, que pedem esclarecimentos sobre o caso.

Segundo a polícia moçambicana, o religioso foi atingido no peito por um disparo, possivelmente efetuado com uma única bala. Em declaração à imprensa, o porta-voz da corporação, Maximino Amílcar, afirmou que as investigações ainda estão em estágio inicial e que, por enquanto, não há detalhes conclusivos sobre as circunstâncias do crime.

Em nota, o Vaticano informou que o papa Leão XIV recebeu a notícia “com profunda tristeza” e lamentou o ato de violência que resultou na morte do bispo.

O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, também se manifestou. Em comunicado oficial, classificou a morte de Afonso como “uma perda irreparável para a sociedade moçambicana” e expressou solidariedade aos familiares, fiéis e membros da Igreja Católica.

A Conferência Episcopal de Moçambique afirmou que o bispo foi encontrado morto em “circunstâncias estranhas que devem ser esclarecidas”, reforçando o apelo por uma investigação detalhada.

Moçambique tem uma das maiores populações católicas da África Austral. De acordo com o censo mais recente do país, realizado há quase uma década, cerca de um quarto dos moçambicanos se declara católico.

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Wesley é cortado da Seleção por lesão na perna esquerda; volante Éderson é convocado

Wesley não defenderá a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026. O lateral-direito da Roma foi diagnosticado com uma lesão na coxa esquerda e acabou cortado do Mundial.

Para seu lugar, Carlo Ancelotti chamou o volante Éderson, da Atalanta, que chegou a ser convocado na primeira lista do técnico italiano, em junho de 2025, mas não entrou em campo.

A CBF anunciou o corte neste domingo, após a lesão de Wesley na partida contra o Egito, em Cleveland, no último amistoso de preparação antes da competição. O lateral passou por exame de imagem, e a ressonância magnética constatou a lesão no músculo adutor da coxa esquerda.

Éderson, de 26 anos, passou por Cruzeiro, Corinthians e Fortaleza antes de deixar o Brasil, no início de 2022. Defendeu a Salernitana (Itália) e seis meses depois transferiu-se para a Atalanta, do mesmo país. Nesta janela, ele negocia sua ida para o Manchester United. O jogador disputou apenas três partidas pela Seleção, todas sob o comando de Dorival Júnior.

Éderson reforça o setor de meio-campo, que tinha apenas cinco jogadores na convocação: Casemiro, Fabinho, Bruno Guimarães, Danilo Santos e Lucas Paquetá. Por outro lado, a lateral direita fica sem um atleta da função. Os zagueiros Ibañez e Danilo vão disputar a posição na Copa.

Os laterais-direitos disponíveis na pré-lista eram Paulo Henrique, do Vasco, e Vitinho, do Botafogo. Mas Ancelotti decidiu levar mais um meio-campista.

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Conflitos na Bolívia deixam 10 mortos e 365 presos em um mês, diz relatório

A Defensoria dos Direitos Humanos da Bolívia apresentou o segundo relatório preliminar sobre os conflitos no país que causaram bloqueios na cadeia de suprimento. O levantamento foi feito no período de 1º de maio a 2 de junho de 2026.

Segundo o documento, o prolongamento dos conflitos na Bolívia está gerando um impacto cumulativo que afeta o acesso da população a serviços essenciais, impactando diretamente direitos fundamentais como a vida, a saúde, a liberdade pessoal, a integridade físcia e a liberdade de expressão.

O balanço feito pela Defensoria aponta, também, um cenário alarmante com 365 pessoas detidas. Deste número, 247 já foram liberadas e 118 continuam sob custódia/processo. Outras 37 pessoas, incluindo civis, policiais e jornalistas ficaram feridas.

O documento também aponta dez mortos nesse período de conflito, porém apesar de as mortes estarem possivelmente vinculadas aos conflitos, há um processo de verificação em اندamento para apurar em que circunstâncias em que cada uma delas ocorreu.

Ainda neste mesmo período, profissionais da comunicação foram afetados pelo menos 28 vezes, incluindo agressões, ameaças restrições à cobertura, danos a euipamentos e outras formas de obstrução do trabalho jornalístico, praticos por manifestantes quanto por policiais.

Governo pode tomar medidas adicionais para enfrentar bloqueios

O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou na sexta-feira (5) que seu governo poderá adotar novas medidas para enfrentar mais de um mês de bloqueios de estradas que afetaram a economia do país e as cadeias de abastecimento.

Militares e policiais desobstruíram vias que levam a Carreras, uma área agrícola rural ao sul de La Paz, enquanto o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano, e autoridades de segurança acompanharam a operação.

Agricultores foram vistos próximos às forças de segurança e, após a reabertura da rota, voltaram a vender seus produtos aos consumidores.

Falando em Carreras após uma operação conjunta da polícia e das Forças Armadas que liberou a rodovia sem confrontos, Paz afirmou que os bloqueios causaram dificuldades ao limitar o acesso a alimentos, medicamentos, comércio, transporte e suprimentos hospitalares.

Segundo ele, o diálogo continua sendo o caminho para resolver a crise, mas acusou o ex-presidente Evo Morales de usar movimentos sociais e o sofrimento da população para se defender de problemas judiciais.

A reabertura da estrada restabeleceu o acesso a um corredor estratégico para o abastecimento de alimentos da cidade de La Paz, após semanas de escassez.

Os acontecimentos ocorreram enquanto o Congresso analisava um projeto de lei que regulamenta os estados de exceção, já aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados.

A Bolívia enfrentava mais de 30 dias de bloqueios, inicialmente motivados por reclamações sobre remessas de combustível contaminado e que posteriormente passaram a incluir reivindicações salariais e demandas políticas.

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Planalto vê espaço para negociar tarifa de 25% com EUA, e não a de 12,5%

Planalto vê espaço para negociar tarifa de 25% com EUA, e não a de 12,5% |  Blogs | CNN Brasil

O governo Lula trabalha com cenários distintos para as duas sobretaxas anunciadas pelos Estados Unidos nesta semana. Enquanto vê margem para negociar a tarifa de 25% direcionada exclusivamente ao Brasil, o Planalto considera remota a reversão da taxa de 12,5% aplicada a 59 países e à União Europeia.

As duas propostas de sobretaxa aos produtos brasileiros foram anunciadas nesta semana como resultado de investigações realizadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O governo sabe que o cenário também é difícil no caso dos 25%, mas avalia ter mais margem de negociação justamente porque essa tarifa é exclusiva ao Brasil — o que abre espaço para uma tratativa bilateral. Já a sobretaxa de 12,5% atinge 59 países e a União Europeia ao mesmo tempo, o que torna mais complexa uma reversão isolada em favor do Brasil.

Entre os auxiliares do presidente Lula, a aposta é que as negociações cheguem a um bom termo para Brasil e Estados Unidos e, com isso, seja possível evitar — ou ao menos postergar — a aplicação da sobretaxa de 25% até que se alcance uma solução definitiva.

O governo brasileiro deve concentrar a negociação nas questões tarifárias. Há a possibilidade de avançar com algumas propostas ao longo das conversas, mas há também um limite claro: o PIX, como o próprio presidente Lula já defendeu publicamente, está fora de cogitação.

A expectativa é de que a próxima semana traga um passo concreto. Os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, têm prevista para a próxima semana uma videoconferência com Jamieson Greer, chefe do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos), para tratar da proposta de tarifas sobre produtos brasileiros. A data ainda não está confirmada.

O prazo de um mês do grupo de trabalho criado para discutir as tarifas após a reunião entre Lula e Donald Trump na Casa Branca, em maio, termina neste domingo (7). Diante da nova proposta de tarifaço, porém, as equipes dos dois países seguirão em contato até 15 de julho, data prevista para o início da aplicação das tarifas caso não haja acordo.

Na segunda-feira (1º), o USTR anunciou a proposta de sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de que o Brasil adota práticas consideradas “irrazoáveis” ao comércio americano. Entre os pontos citados após a investigação com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA estão tarifas vistas como desleais, o PIX, falhas no combate à corrupção, o desmatamento e o acesso ao mercado de etanol.

No dia seguinte, terça-feira (2), o órgão apresentou a proposta de tarifa de 12,5% para 59 países e a União Europeia, entre eles o Brasil, por concluir que há falhas na proibição e na fiscalização da comercialização de mercadorias provenientes de trabalho forçado.

Apesar das medidas, auxiliares do Planalto avaliam que a relação entre Lula e Trump permanece preservada, mesmo após as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos e a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Casa Branca, em 26 de maio.

O governo ainda calcula a conveniência de um encontro entre os dois presidentes durante a cúpula do G7, marcada para os dias 15 a 17 de junho, na França. Os dois já confirmaram presença, mas, até o momento, não há pedido formal de reunião por parte de nenhum dos governos. A avaliação é que uma conversa só faria sentido se houver avanço nas negociações em nível técnico.

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Brasil faz ofensiva para reverter veto da UE à carne brasileira

Bandeiras da União Europeia

O governo intensificou as negociações com a União Europeia para tentar reverter a decisão do bloco de vetar a importação da carne brasileira ao mercado europeu a partir de setembro.

Nesta sexta, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira conversou sobre o assunto com o comissário europeu para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, em Paris.

Segundo interlocutores, a conversa ocorreu à margem das reuniões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A CNN apurou que Mauro Vieira reforçou a necessidade de que a comunicação entre as partes seja mais fluida e previsível durante a fase de implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.

A medida anunciada pela Comissão Europeia está relacionada às novas regras do bloco para controle do uso de antimicrobianos na produção animal. Segundo a UE, o Brasil não apresentou garantias suficientes para atender às exigências.

Para integrantes do governo, neste momento, o mais importante, foi registrar a posição brasileira junto às autoridades europeias.

Nos bastidores, auxiliares de Lula afirmam que a formalização anunciada pela União Europeia, nesta sexta, tem caráter essencialmente burocrático. O Itamaraty trabalha com o mês de setembro como prazo definitivo para que a medida entre em vigor e pretende manter a negociação em curso até o período.

Em nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que capitaneiam as discussões, o governo brasileiro classificou a decisão como injustificada.

Segundo o comunicado, as exportações brasileiras de produtos de origem animal para o bloco europeu ocorrem normalmente e não há impactos imediatos sobre o fluxo comercial.

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