Search

Gilmar defende Gonet e volta a chamar Mendonça de “pixuleco eleitoral”

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou nesta quinta-feira (17) que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, teve a “honra injustamente manchada” após o levantamento do sigilo de conversas de Daniel Vorcaro que, segundo ele, não retratavam nenhum ilícito.

Em publicação nas redes sociais, Gilmar disse que a reputação “ilibada” de Gonet é reconhecida por diferentes espectros políticos e que a exposição das conversas provocou um dano que, em sua avaliação, não poderia ser reparado posteriormente com um eventual arquivamento de investigação pela Justiça.

O ministro citou que na sessão plenária do STF de terça-feira (15), destinada a analisar eventual abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, o próprio ministro André Mendonça admitiu que não havia nada no caso Master que apontasse prática de crimes por parte do PGR.

“Quem atesta a honra de alguém só depois de tê-la arrastado pela praça pública não está corrigindo um erro: está confessando que ele era evitável”, disse Gilmar.

Na publicação, o ministro também criticou a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que Mendonça agradecia o apoio recebido após determinar a quebra de sigilo: “Apoio a quê, exatamente? A um ato que ele mesmo admitiu não ter fundamento contra a pessoa exposta? Quem age assim não é magistrado imparcial: é boneco de campanha, um pixuleco eleitoral“, afirmou.

Gilmar comparou o episódio à atuação de integrantes da Lava Jato, ao afirmar que o levantamento seletivo de sigilos e a divulgação de informações podem criar um julgamento pela opinião pública antes da conclusão do processo.

E, como na Lava Jato, a hora nunca é ao acaso. Lá, sigilos caíam a poucas semanas das eleições. Aqui, o levantamento apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método. No fundo, o alvo é o direito de defesa de pessoas contra as quais esses agentes nutrem algo que se parece muito mais com vingança do que com justiça“, escreveu.

A CNN já havia adiantado que o grupo aliado do ministro Alexandre de Moraes pretende explorar o que eles consideraram uma “ambiguidade” na declaração de André Mendonça sobre Gonet na sessão da terça-feira (15).

Após o procurador-geral da República ter negado que teria relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, Mendonça afirmou que, de fato, as mensagens que citam Gonet teriam “outra densidade”.

A estratégia do grupo de Moraes será explorar a ambiguidade para alegar que Mendonça teria exagerado também ao apresentar indícios contra o magistrado e o delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A expectativa é de que o argumento seja usado na sessão que analisará a denúncia de Moraes contra Mendonça por abuso de autoridade e direcionamento de investigação nos casos Master e do INSS.

A sessão foi marcada inicialmente para o dia 23, mas a tendência é que o presidente do STF, Edson Fachin, adie a pauta enquanto o ministro Flávio Dino não devolver a vista na análise da investigação contra Moraes.

Em ofício, Gonet negou que tenha vinculação com Vorcaro e reafirmou que se considera apto a seguir à frente da investigação contra o Banco Master.

O Conselho Superior do Ministério Público deve se reunir na semana que vem para analisar se abre procedimento administrativo contra o procurador-geral da República. Em sua defesa prévia, a qual a CNN teve acesso, Gonet utiliza a fala de Mendonça a seu favor e diz que não tem “relação de amizade alguma” com Vorcaro.

Mendonça rebate Gilmar, nega vazamentos e diz que nunca ‘transformou plenário em picadeiro’

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma nota nesta quinta-feira (17) rebatendo as declarações de Gilmar Mendes, decano da Corte, sobre a decisão de levantar o sigilo de processos no caso Master, sob relatoria dele, e de supostos “vazamentos” no processo.

Sem citar Gilmar, Mendonça disse que “jamais transformou o plenário num palanque ou picadeiro, vociferando aos berros, para tentar mascarar com truculência ilações vazias e que carecem de qualquer fundamento jurídico minimamente aceitável”.

Mais cedo, o decano fez uma publicação nas redes sociais na qual defendeu o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e afirmou que o relator do caso, Mendonça, teria fins “político-eleitorais” com a divulgação de informações que citam Gonet. Ele também chamou o colega de “pixuleco eleitoral”.

Gilmar também comparou a atuação de Mendonça à de Deltan Dallagnol e Sergio Moro, na época da Operação Lava Jato.

O decano afirmou que, neste caso, “o levantamento [do sigilo] apareceu às vésperas do 7 de Setembro, para inflar as ruas, arrancar dividendos políticos, sujar reputações e intimidar quem se opõe a esse método”.

As manifestações nesta quinta (17) representam mais um episódio dos embates entre ministros da Corte envolvendo a condução do caso Master.

Durante o julgamento do relatório da Polícia Federal (PF) que citou Alexandre de Moraes, Mendonça e Gilmar protagonizaram diversos confrontos.

O que disse Mendonça

Na nota, o ministro afirmou que a pretensão de levantamento do sigilo de todo e qualquer procedimento, sem exceção, não partiu dele, relator. “Veio de quem hoje se diz indignado com a publicidade dos autos”.

“O que o relator fez foi levantar o sigilo de procedimento específico, em decisão fundamentada e nos estritos limites do que lhe competia decidir. É no mínimo curioso que a crítica venha de quem sempre pleiteou publicidade irrestrita, da integralidade de toda a investigação“, prosseguiu.

Mendonça também negou qualquer comentário sobre tolerância com vazamentos, e afirmou que determinou apuração de toda divulgação indevida no curso da investigação, inclusive, com uma fase específica sobre vazamentos ligados a um servidor da PF.

Chama a atenção, ainda, que a preocupação com a exposição alheia se manifeste de forma seletiva, logo após a requisição de acesso ao aparelho celular de investigado e a divulgação, na imprensa, de conversas de toda ordem que constrangem, coincidentemente, apenas ministros de entendimento diverso“, pontuou Mendonça.

Ele também disse: “Se há uso indevido da publicidade nesta Corte, ele não está na decisão publicada e fundamentada nos autos, sujeita à impugnação e escrutínio pelas vias ordinárias, mas na tentativa de constrangimento dirigido a pares, com insinuações de que determinados conteúdos poderão ou não vir a público conforme o rumo de certos julgamentos“.

Nesse sentido, defendeu a aprovação de um código de ética para a Corte, proposta apresentada pelo presidente do Supremo, Edson Fachin.

Episódios como esse apenas demonstram a urgência na aprovação de um código de ética no âmbito do Supremo Tribunal Federal. Um código que discipline de modo próprio a postura esperada do magistrado ao se pronunciar em qualquer ambiente, dentro e fora da Corte, inclusive no trato com os pares“.

João Campos propõe comitê de desburocratização para simplificar relação de empresas com o Estado

João Campos em sabatina promovida pela Fecomércio-PE/Foto: Reprodução

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB) defende, nesta quarta-feira (16), a criação de um órgão permanente para tratar das questões burocráticas na relação entre as empresas e a gestão pública estadual.

Em sabatina promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE), o ex-prefeito do Recife propôs a criação a nível estadual de um comitê de desburocratização equivalente ao existente em sua gestão municipal.

Não adianta ter uma ação hoje e não fazer outra, tem que ser uma agenda permanente, que era como eu fazia na prefeitura. Um comitê de desburocratização criado e que, pelo menos a cada seis meses, tem que apresentar um conjunto de medidas a serem implementadas. Nunca essa agenda vai estar encerrada. Você termina de fazer uma coisa e surge algo diferente, algo mais moderno”, afirmou.

O socialista citou alguns exemplos adotados no período em que estava à frente da gestão da capital pernambucana. “Peguei a Prefeitura do Recife como uma das penúltimas cidades em facilidade de abertura de negócios, estava entre as 20 posições do Brasil, e a gente deixou no top 3 entre os mais rápidos e simples de abrir negócio. Unificando sistemas, criando licenciamento unificado, desburocratizando licenciamento prévio de atividades de baixo risco”, disse.

Na visão de João, a gestão atual não vem assumindo o papel de mediador na desburocratização. O candidato defendeu ainda o “cidadão centrismo”, que seria uma perspectiva voltada a atender os interesses do cidadão, não apenas as demandas burocráticas da gestão pública. “Colocar o usuário, o cidadão no centro da decisão”, disse.

Estado empreendedor

Em outro momento da entrevista, João Campos defendeu a adoção da perspectiva do empreendedorismo nas tomadas de decisão do Estado. “Unificar, simplificar, gastar a maior parte da energia funcional do Estado para os empreendimentos de alta complexidade e ter uma lógica empreendedora do Estado, que faça a economia crescer e a gente gerar oportunidade para as pessoas”, afirmou.

João utilizou o exemplo do programa municipal Recentro para defender a atuação integrada e simplificada. “A gente cria uma instância que junta as leis, que junta as decisões, que pega na mão do empreendedor para conseguir dar entrada no processo, para explicar, para revisar. A própria lei do Resentro é um exemplo disso. A gente fez a lei, a primeira, os decretos, pronto. Com seis meses a gente já viu adequações que precisavam”, disse.

Ministro anuncia Recife como base da Força Nacional do SUS contra impactos do El Niño

O ministro da Saúde, Alexndre Padrilha, apresentou nesta quarta-feira (16), em entrevista coletiva, um plano nacional de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) contra os impactos do El Niño. O fenômeno climático deve atingir intensidade “muito forte” neste mês de setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027.

Recife será uma das nove novas bases regionais da Força Nacional do SUS no país, com meta de resposta rápida a emergências de saúde. A cidade integra a estratégia do ministério para o Nordeste, região sob risco de estiagem severa e calor extremo, que também vai receber 968 novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e 18,7 mil cisternas como parte do enfrentamento aos impactos climáticos.

O modelo das bases regionais prevê deslocamento inicial para áreas afetadas em até 12 horas, com mobilização escalonada de equipamentos e profissionais adicionais nas primeiras 72 horas.

As bases descentralizadas da Força Nacional do SUS não só aumentam a nossa capacidade quantitativa de responder, porque a gente faz com que em 12 horas cheguem mais profissionais a um local de emergência sanitária para apoiar a manutenção da rede, mas também são mais qualitativas, porque os profissionais ficam permanentemente ali no território, com mais relação com o gestor local e estadual“, afirmou o ministro da Saúde.

Em setembro, na inauguração da base do Rio de Janeiro, Padilha já havia afirmado que que a estrutura “aumenta em até 20 vezes a capacidade de pronta resposta da Força Nacional do SUS quando acionada pelos estados e municípios”.

As ações fazem parte do AdaptaSUS, plano de adaptação do Ministério da Saúde às mudanças climáticas, que prevê R$ 9,8 bilhões em investimentos até 2035, distribuídos em 27 metas e 93 ações. Entre os riscos à saúde associados ao El Niño no Nordeste, o ministério cita insegurança hídrica, doenças respiratórias e cardiovasculares ligadas ao calor, insegurança alimentar e risco de proliferação da dengue.

Além do ministro, participaram da coletiva o diretor de programa da Secretaria Executiva do Ministério da Saúde, Nilton Pereira Júnior; a coordenadora-geral da Coordenação de Vigilância em Saúde Ambiental (CGVAM) do Ministério da Saúde, responsável pela coordenação do AdaptaSUS, Agnes Soares; o diretor da Força Nacional do SUS, Rodrigo Stabeli; a assessora técnica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mariele Barbosa; e o pesquisador e ex-presidente da Fiocruz, hoje à frente do grupo Clima e Saúde da instituição, Paulo Gadelha.

“Independente de quem seja eleito governador, vai ter portas abertas em Brasília”, diz Flávio Bolsonaro no Recife

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta quarta-feira (16), que pretende manter diálogo com quem for eleito para o Governo de Pernambuco. Em passagem pelo Recife, o senador evitou declarar apoio a um nome na disputa estadual e disse que, caso chegue ao Palácio do Planalto, o Estado terá “portas abertas” em Brasília.

Fiquem à vontade (em quem votar). O que eu quero falar é que, independentemente de quem seja governador ou governadora, vai ter portas abertas em Brasília, porque eu vou pensar no povo pernambucano. É assim que eu vou ser presidente da República”, disse o presidenciável.

Flávio cumpre uma série de compromissos de campanha no Recife. O presidenciável desembarcou na capital pernambucana no início da tarde e foi recebido pelo candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) e pelo presidente estadual da legenda, Anderson Ferreira. Antes das agendas públicas, participou de um almoço na residência de Mendonça.

Durante encontro com candidatos da direita, Flávio pediu que os aliados trabalhem para levar seu nome aos eleitores nos municípios pernambucanos. O senador reforçou o apoio a Mendonça e também citou Carlos Santana, candidato ao Senado.

Eu estou rodando o Brasil inteiro. Eu não consigo estar em Recife e em Petrolina ao mesmo tempo. Então, preciso de cada um de vocês que leve o nosso nome para lá, leve na sua colinha, no seu papelzinho, o presidente 22, o Mendonça Filho 222”.

A agenda desta quarta ainda conta com caminhada no Bairro do Recife, com saída do Marco Zero em direção ao Cais da Alfândega, onde está previsto um comício. A passagem por Pernambuco integra uma sequência de compromissos de Flávio pelo Nordeste.

Críticas ao STF

Em coletiva de imprensa, Flávio também colocou o Supremo Tribunal Federal (STF) no centro do discurso. O candidato afirmou que poderá indicar cinco ministros para a Corte caso seja eleito e defendeu a saída de Alexandre de Moraes.

Eu acredito que terão cinco vagas, porque o Alexandre de Moraes não tem nenhuma condição de continuar como ministro daquela Suprema Corte”, disse.

Flávio afirmou que pretende escolher nomes que, segundo ele, respeitem a Constituição, sejam contrários ao aborto e às drogas e não utilizem o cargo para promover “perseguição política”.

O candidato também criticou a possibilidade de Lula (PT), caso seja reeleito, fazer novas indicações para o Supremo.

Tudo que nós precisamos fazer é evitar que mais quatro ministros, a quantidade de vagas que estão em aberto, sejam indicados pelo Lula. Imagina o padrão Lula de indicação, mais quatro Alexandre de Moraes no STF ou mais quatro Flávio Dinos no STF. O Brasil não suportaria isso”, declarou.

Alexandre de Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB), enquanto Flávio Dino chegou à Corte em 2024 após indicação de Lula.

“Resgatar a credibilidade”

As declarações foram feitas um dia após uma sessão do STF marcada por embates entre ministros durante a discussão de questões relacionadas a um relatório da Polícia Federal que cita Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O mérito do caso não chegou a ser analisado pela Corte. A discussão foi suspensa após pedido de vista de Flávio Dino.

Ao comentar o episódio, Flávio classificou a sessão como um “triste espetáculo” e direcionou críticas a Moraes e Dino. O presidenciável afirmou que, se eleito, pretende “resgatar a credibilidade das instituições”.

Meu papel, principalmente enquanto presidente da República, vai ser resgatar a credibilidade das instituições, vai ser proteger o STF de laranjas podres como Alexandre de Moraes e como Flávio Dino”, reiterou.

Ministério da Saúde prevê alta de casos de dengue no segundo semestre por causa do El Niño

O Brasil registrou queda de 75% na incidência de dengue no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo o Ministério da Saúde. A pasta, porém, projeta reversão da tendência nos próximos meses por causa do El Niño. “Provavelmente este segundo semestre nós teremos um aumento da incidência e da prevalência de dengue e outras arboviroses“, afirmou o ministro Alexandre Padilha durante coletiva de imprensa desta quarta-feira (16).

Diante do cenário, o ministério afirma estar organizando, junto a estados e municípios, um plano de contingência mais robusto para o enfrentamento das arboviroses. Entre os riscos à saúde associados ao fenômeno climático no Nordeste, a pasta cita a proliferação da dengue ao lado de doenças respiratórias, cardiovasculares e ligadas à insegurança hídrica e alimentar.

O alerta brasileiro acompanha um movimento observado em outras partes do mundo. Segundo o ministro Alexandre Padilha, o mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, foi identificado recentemente no Reino Unido e já há registro de transmissão de chikungunya na França.

Para Padilha, o fenômeno mostra como o aumento da temperatura média global “leva doenças para lugares onde elas não existiam“. Ele citou o exemplo do Rio Grande do Sul, que registrou surto de dengue associado ao El Niño em 2024, ano também marcado pelas enchentes históricas no estado.

Raquel Lyra promete acabar com palafitas em Pernambuco: “Temos cenários desafiadores”

Governadora Raquel Lyra/Foto: Rafael Vieira / DP Foto

A governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou que pretende acabar com as palafitas e ampliar programa de moradia social em Pernambuco. A proposta foi listada pela candidata entre uma das prioridades em caso de reeleição, durante sabatina com a CNN nesta quarta-feira (16).

Raquel pontuou a expansão do programa Morar Bem PE para atingir 50 mil famílias com moradias novas, reformas e títulos de propriedade, priorizando quem vive em habitações precárias e em áreas de risco no Grande Recife. A gestora trouxe a proposta ao ser indagada sobre o que ainda necessita de avanço em Pernambuco.

Vivemos num estado, especialmente na região metropolitana, com déficit habitacional muito grande, com muitas pessoas morando em área de risco. Temos ainda cenários muito desafiadores, com pessoas morando em palafitas. Nós vamos acabar com as palafitas em Pernambuco entregando moradia digna, construindo soluções conjuntas e garantindo obras de mobilidade no Grande Recife”, disse a governadora.

Pernambuco enfrenta um déficit de 258 mil moradias, um número que pode ser traduzido em domicílios com habitação precária, coabitação e aluguéis que consomem 30% ou mais da renda familiar, de acordo com a Fundação João Pinheiro. A atual gestão contabiliza mais de 26 mil moradias entregues, diz a governadora.

Ela mencionou ainda a situação do estado ao assumir o governo e avaliou que os três anos e nove meses de gestão foram positivos do ponto de vista da economia, segurança pública e assistência social.

Ao falar de mobilidade, Raquel reconheceu o desafio do trânsito do Grande Recife, reforçando a retomada de obras dos corredores viários, além de destacar a proposta de garantir uma frota de ônibus 100% com ar-condicionado.

Avançamos com 430 ônibus durante esses primeiros 3 anos e meio; até o final do ano, serão mais de 200 ônibus com ar-condicionado chegando. Nosso compromisso é 100% da frota com ar-condicionado, para que as pessoas possam transitar com mais conforto entre a sua casa, o trabalho e a escola”, afirmou.

Eleições 2026: Julgamento de Moraes no STF mobiliza redes com 2,5 milhões de menções

O julgamento envolvendo o ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) pautou o debate político nas redes sociais entre esta terça-feira (15) e quarta-feira (16). Segundo relatório divulgado pela consultoria Bites, a sessão plenária manteve a Corte no centro da discussão pública digital na reta final da campanha presidencial.

Dados divulgados nesta quarta-feira mostram que, de 4,8 milhões de publicações monitoradas no ambiente digital entre terça-feira e as 13h desta quarta-feira, 2,5 milhões fizeram referência ao embate entre ministros do Supremo ocorrido durante a sessão.

Segundo a Bites, as críticas ao STF estão entre os conteúdos de maior engajamento nas redes sociais no País. A consultoria avalia que o fluxo pode diminuir nos próximos dias e voltar a ganhar força na véspera e no dia da sessão sobre o ministro André Mendonça, marcada para a próxima quarta-feira (23).

A sessão desta terça-feira também levou o canal oficial do STF no YouTube a registrar seu maior volume de audiência. Até as 13h desta quarta-feira, o vídeo acumulava 3,2 milhões de visualizações. O número também foi registrado em levantamentos sobre a audiência da Corte e superou com ampla margem os vídeos de sessões anteriores do Supremo.

O interesse se repetiu nas buscas. Segundo a Bites, as pesquisas pelo STF no Google alcançaram o maior nível desde 2004, quando a série histórica da plataforma começou no Brasil. Nas últimas 24 horas, de acordo com a consultoria, a crise envolvendo Moraes despertou mais interesse nas buscas do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), entrevistado pela TV Record, e o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Os embates entre ministros durante a sessão também fizeram circular novamente vídeos antigos de julgamentos do Supremo, incluindo discussões envolvendo Gilmar Mendes, Luís Roberto Barroso e Joaquim Barbosa.

Mendonça pode renovar mobilização

A sessão marcada para o dia 23, que deve analisar questionamentos sobre a atuação de André Mendonça na condução das investigações do caso Master, tende a abrir um novo ciclo de atenção sobre o Supremo.

A mobilização nas redes já começou. Segundo a Bites, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou vídeos criticando o STF e convocando manifestações para o dia 23. Um dos conteúdos somava 29 milhões de visualizações no levantamento da consultoria.

Para a Bites, a oscilação observada nas redes é compatível com um ciclo de atenção que pode se intensificar conforme a próxima sessão se aproxima, embora a evolução do debate dependa da reação dos usuários e da cobertura jornalística.

Tema impacta disputa presidencial

O episódio também entrou na disputa digital entre os candidatos à Presidência. Segundo a Bites, Romeu Zema (Novo) buscou explorar de forma mais ativa a agenda crítica ao STF, mas registrou menos interações em seus perfis oficiais do que Lula e Flávio nas últimas 24 horas.

Lula somou 1,2 milhão de interações em suas publicações no período, enquanto Flávio alcançou 1 milhão. Zema aparece em seguida, com 814 mil.

De acordo com o levantamento, Flávio obteve seu melhor desempenho no Facebook em uma publicação relacionada à crise no Supremo. Lula, por sua vez, concentrou suas publicações em temas como fome e desemprego.

Violência muda rotina e escolhas de 98% das mulheres brasileiras

Pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Oito em cada dez mulheres no país (78%) afirmam já ter sofrido pelo menos um tipo de violência. Quase todas as brasileiras (98%) recorrem a estratégias para reduzir riscos de sofrer violência no dia a dia. A sensação de insegurança que atinge as mulheres faz com que elas mudem comportamentos e limita suas escolhas em relação a lazer, mobilidade, trabalho e estudo.

Os resultados estão na pesquisa de opinião Segurança das Mulheres: Percepção da Sociedade Brasileira sobre Violência”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber. O levantamento será apresentado nesta quarta-feira (16), no painel (In)segurança das Mulheres e Mobilidade, durante o 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Para a pesquisa, foram ouvidas 1,5 mil pessoas de 16 anos ou mais, de todas as regiões do país, entre os dias 22 e 30 de abril de 2026, por meio de entrevistas digitais de autopreenchimento. A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais.

O medo da violência faz parte da vida cotidiana da maioria dos brasileiros, mas afeta as mulheres de maneira ainda mais intensa, de acordo com os dados. Entre as entrevistadas, 94% afirmam se sentirem inseguras diante da violência no dia a dia, contra 84% dos homens. Nos deslocamentos pela cidade, 94% das mulheres e 90% dos homens dizem sentir medo da violência.

A pesquisa mostra que o medo da violência atravessa a forma como as mulheres vivem e circulam pelas cidades. E esse medo não surge do nada, ele é alimentado por experiências concretas de violência, vividas pelas próprias mulheres ou compartilhadas por outras ao seu redor”, afirma a diretora de Pesquisa do Instituto Locomotiva, Maíra Saruê.

Para a população em geral, as mulheres são percebidas como mais vulneráveis do que os homens em diversas formas de violência, principalmente doméstica, sexual, psicológica e física. A violência doméstica, por exemplo, é motivo de temor para seis em cada dez brasileiras.

Além disso, os espaços de lazer e o transporte público estão entre os locais em que as mulheres se sentem menos protegidas: 41% não se sentem nada segura em bares, festas e baladas e 42% não se sentem nada segura em pontos de ônibus e estações. Dentro dos transportes públicos, 33% dizem não se sentir nada segura.

Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira já que, para as mulheres, o acesso aos espaços e às oportunidades é constantemente condicionado pela preocupação com a própria segurança”, mencionou Maíra.

Restrições por medo

O cenário de violência e insegurança leva quase a totalidade das mulheres (98%) a adotar no dia a dia ao menos uma das medidas pesquisadas para reduzir o risco de sofrer violência. Evitar determinados locais é a estratégia mais comum, citada por 90% das entrevistadas.

Outras medidas mostram o grau de vigilância incorporado à rotina: 88% evitam compartilhar informações pessoais ou sua localização nas redes sociais, 84% evitam usar o celular na rua, 83% avisam alguém sobre seus deslocamentos e horários, e 83% evitam sair à noite.

As mulheres também evitam o uso de aplicativos bancários no celular quando estão na rua (80%), compartilham sua localização com pessoas de confiança (77%), mudam trajetos habituais (69%), chamam carro ou moto por aplicativo para não precisar andar pelas ruas (66%) e pedem para alguém acompanhá-las quando saem de casa (66%).

Para evitar situações de violência, 62% das mulheres já mudaram hábitos de lazer, e 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam. Mais da metade (56%) já preferiu utilizar algum meio de transporte em vez de ir a pé, mesmo quando o destino era próximo. Além disso, 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal, e 26% carregam itens de proteção pessoal, como spray de pimenta ou alarme pessoal.

As decisões relacionadas à vida profissional e acadêmica também são afetadas. A pesquisa mostra que 45% das mulheres afirmam já ter deixado de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo por causa do medo da violência. Além disso, 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.

Os dados desta pesquisa confirmam algo que já vínhamos observando em nosso trabalho cotidiano: a insegurança deixou de ser uma percepção pontual e se transformou numa rotina de cálculos e renúncias silenciosas, em que quase todas as mulheres brasileiras precisam evitar lugares, mudar trajetos, abrir mão do lazer ou reconsiderar até uma oportunidade de trabalho por medo da violência”, ressaltou a diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, Vera Vieira.

Anvisa determina recolhimento do produto NotShake Protein

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do produto NotShake Protein, fabricado pela NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. A resolução foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União.

Em nota, a Anvisa informou que a medida atinge todos os lotes dos seguintes produtos:

NotShake Protein Morango com Tâmara
NotShake Protein Baunilha com Coco
NotShake Protein Chocolate
NotShake Protein Café Caramelo

Os produtos não são notificados junto à Anvisa como suplementos alimentares. Além disso, há insuficiência dos estudos apresentados para demonstrar a manutenção das características dos produtos durante todo o prazo de validade e a inadequação da alegação zero lactose”, destacou a agência.

Além do recolhimento, a Anvisa proibiu ainda a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com a NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. e aguarda posicionamento.

Aloe vera

A Anvisa também determinou o recolhimento do produto Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel, da Biodis Industrial Ltda. Segundo a agência, o produto não poder ser fabricado, distribuído, comercializado, divulgado nem utilizado. A resolução consta no Diário Oficial da União.

O item é vendido com produto que contém Aloe vera para consumo oral sem prévia avaliação de segurança e autorização de uso pela Anvisa. A medida também aponta outras irregularidades: rotulagem com informações obrigatórias do produto em língua estrangeira e divulgação de alegações de saúde e terapêuticas não autorizadas”, detalhou a agência.

OAB critica fala de Dino sobre advogados e venda de sentenças

A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) se manifestou nesta quarta-feira (16) contra declarações do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), durante a sessão que discutiu a possibilidade de abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por mensagens trocadas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao questionar a mudança na relatoria do procedimento — que deixou o gabinete de André Mendonça e passou à Presidência da Corte, sob Edson Fachin —, Dino afirmou que permitir a presidentes de tribunais retirar processos de seus relatores poderia abrir espaço para distorções no Judiciário. Nesse contexto, disse que “não existe venda de sentença sem um advogado comprando”.

Em nota assinada pelo Conselho Federal e pelas 27 seccionais, a OAB afirmou que a declaração representa uma generalização sobre a categoria e lança uma “suspeita genérica e indevida” sobre advogados. A entidade sustentou que eventuais irregularidades devem ser apuradas e punidas individualmente, sem responsabilização coletiva da advocacia.

A advocacia brasileira não pode ser responsabilizada coletivamente por condutas individuais“, afirmou a Ordem. A entidade também destacou que possui mecanismos próprios para apurar infrações éticas e aplicar sanções aos profissionais que descumprirem as regras da profissão.

A fala de Dino ocorreu durante um longo debate entre os ministros sobre a condução dos processos relacionados ao Banco Master e seu ex-controlador. O ministro questionou decisões de Fachin, como assumir a relatoria de procedimentos que estavam com outros integrantes da Corte e defendeu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça fossem analisados em uma sessão conjunta, no dia 23 de setembro.

O julgamento, porém, terminou sem definição. Dino pediu vista e suspendeu a análise da questão de ordem apresentada por Gilmar Mendes sobre a reunião dos processos. Até a interrupção, o placar estava em 4 a 3 pela manutenção dos casos separados, com Fachin, Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia nesse sentido, e Gilmar, Cristiano Zanin e Moraes pela análise conjunta.

Deputado dos EUA envia carta à OEA sobre crise no STF e Moraes e cobra ação

Nos Estados Unidos, um deputado republicano e aliado do presidente Donald Trump enviou uma carta à OEA (Organização dos Estados Americanos) cobrando ações da entidade em relação às eleições no Brasil, citando a crise no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Alexandre de Moraes e o caso do Banco Master.

O documento do deputado Chris Smith foi revelado pelo UOL e compartilhado com a CNN Brasil pelo gabinete do parlamentar.

A carta foi endereçada ao relator especial sobre Liberdade de Expressão e ao presidente da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos), órgão da OEA, e enviada na terça-feira (15), mesmo dia da sessão histórica no STF.

Smith citou as eleições de outubro no Brasil para solicitar que sejam tomadas “as medidas adequadas para proteger os direitos do povo do Brasil à liberdade de expressão e a participar de eleições livres e autênticas”.

O republicano é um dos parlamentares mais longevos do Congresso dos EUA e membro do Comitê de Relações Exteriores da Câmara. Ele também é próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, com quem se reuniu em diferentes oportunidades.

Em ações passadas relacionadas ao Brasil, por exemplo, Smith criticou o bloqueio temporário do X imposto pelo STF; presidiu uma audiência no Congresso sobre “censura e perseguição generalizadas no Brasil” e apresentou um projeto de lei para “impedir que fundos dos contribuintes americanos sejam destinados a ONGs progressistas que promovem a crescente repressão à liberdade de expressão no Brasil“.

Deputado dos EUA cita Moraes e denuncia revelações do Caso Master
O republicano destacou já ter feito cobranças anteriores à organização sobre “o abuso de autoridade, a supressão da fala e a censura da expressão política protegida pelo Supremo Tribunal Federal” e alega que essas “preocupações permanecem não resolvidas”.

Em dois parágrafos da carta, Smith citou as revelações recentes do relatório da PF (Polícia Federal) – que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça –, o qual aponta encontros e mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O republicano chamou atenção ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes.

“Essas revelações desencadearam uma crise institucional dentro da mais alta corte do Brasil, levando à remoção do ministro Moraes de casos cruciais que ele supervisionava e a editoriais dos principais jornais brasileiros pedindo sua renúncia ou impeachment“, escreveu Chris Smith, que não fez referência a outros ministros da Suprema Corte.

O ministro Moraes foi sancionado pelo governo do presidente Trump por abusar de seu poder para autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão“, acrescentou.

Republicano cobra ação da OEA antes de eleições no Brasil

Ao concluir a carta, o deputado cobrou que a organização tome uma ação acelerada e faça uma declaração pública que “tranquilize o povo brasileiro de que seu direito de votar e ser eleito em eleições periódicas autênticas será salvaguardado”.

Com a aproximação da eleição presidencial brasileira, a necessidade de uma ação oportuna e significativa por parte da CIDH não poderia ser mais urgente. Solicito respeitosamente que a Comissão e o Relator Especial forneçam uma resposta pronta descrevendo as medidas que pretendem tomar para monitorar e abordar essas graves preocupações“, escreveu Smith.

A CNN Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da OEA (Organização dos Estados Americanos) e da CIDH (Comissão Interamericana de Direitos Humanos) para comentar a carta e aguarda retorno.

Governo Trump avalia novas sanções a ministros do STF

A manifestação do deputado americano junto à OEA acontece em um momento em que o governo Trump avalia retomar a aplicação de sanções contra ministros do STF, segundo apuração do analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant’Anna.

A reaplicação da Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes está pronta para ser adotada, assim como sua extensão a outros ministros, mas o Departamento de Estado reluta em tomar a medida por receio de que ajude o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições.

Sem ministros de Lula no STF, democracia vive, diz Flávio

O senador e candidato à Presidência pelo PL (Partido Liberal), Flávio Bolsonaro

O senador do Rio de Janeiro e candidato à Presidência da Republica, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou nesta quarta-feira (16) de uma motociata em Juazeiro do Norte (CE) e falou sobre a sessão que ocorreu na terça-feira (15) no STF (Supremo Tribunal Federal), que analisou o relatório da PF (Polícia Federal) com mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro supostamente enviadas ao ministro Alexandre de Moraes.

Ninguém aguenta mais o Lula, ninguém aguenta mais quatro anos do atual governo, ninguém aguenta mais os ministros do Lula no Supremo, melando o Brasil, atrapalhando a nossa democracia”, declarou Flávio.

A conclusão do julgamento de ontem foi adiada após pedido de vista (mais tempo para análise) feito pelo ministro Flávio Dino, que tem até 90 dias para devolver o processo ao colegiado.

O que nós vimos ontem, no meu ponto de vista, é a esperança do povo brasileiro que ainda está viva, porque, sem os ministros do Lula no Supremo, a democracia vive, o Brasil vive, o Judiciário vive!”, acrescentou o presidenciável.

“Quem está votando em Lula está votando em Alexandre de Moraes”, destacou Flávio.

Trump diz que Brasil falhou no combate ao PCC e CV e pede ‘medidas enérgicas’ com urgência

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou o Brasil de ter falhado no combate às facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). As afirmações estão em um documento divulgado pelo Departamento de Estado nesta quarta-feira (16).

No relatório enviado ao Congresso dos EUA na terça-feira (15), o presidente pede que o governo Lula adote, “com urgência, medidas enérgicas para enfrentar” os grupos. PCC e CV foram incluídos recentemente pelos EUA na lista de organizações terroristas.

O documento diz ainda que, enquanto outros governos do Hemisfério Ocidental estão tomando “medidas corajosas” para erradicar cartéis, o Brasil não está enfrentando o PCC e o CV.

Segundo o relatório, as facções criminosas brasileiras “transformaram o país em um centro para o fluxo global de cocaína”.

Essas organizações terroristas brasileiras representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo, e o governo brasileiro precisa urgentemente adotar medidas firmes para enfrentá-las e derrotá-las antes que se espalhem e cresçam“, diz.

No documento, Trump afirma ainda que as duas facções constituem uma “ameaça à segurança mundial”.

Nos bastidores, o repórter Ricardo Abreu, da GloboNews, apurou que diplomatas brasileiros têm a leitura de que o documento só reforça o claro viés da política externa de Trump na América Latina.

O relatório é entregue anualmente pelo governo dos EUA ao Congresso e apresenta um panorama da situação do tráfico de drogas no mundo.

Outros países

O mesmo documento assinado por Trump listou países classificados pelos EUA como locais de trânsito ou produção de drogas e fez críticas. O Brasil não está nessa relação. Veja a seguir:

Afeganistão;
Bahamas;
Belize;
Bolívia;
China;
Colômbia;
Costa Rica;
República Dominicana;
Equador;
El Salvador;
Guatemala;
Haiti;
Honduras;
Índia;
Jamaica;
Laos;
México;
Mianmar;
Nicarágua;
Paquistão;
Panamá;
Peru;
Venezuela.

O relatório do presidente afirma que, no último ano, Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também falharam em cumprir as obrigações previstas em acordos internacionais de combate ao narcotráfico.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos pediram que México e Canadá se esforcem mais para impedir a entrada de drogas no país.

Em relação ao Canadá, os EUA querem que o governo local adote medidas para acabar com laboratórios clandestinos de drogas.

Sobre o México, a Casa Branca pede medidas contra organizações narcoterroristas que dominam territórios no país.

Trump também fez críticas à China. No documento ele afirma que, apesar de ter conversado com o presidente Xi Jinping sobre o combate à entrada de fentanil ilegal nos EUA, o país precisa reduzir o fluxo de substâncias usadas na produção da droga.

O presidente norte-americano aproveitou o relatório para citar mudanças políticas em países da América do Sul. Segundo o documento, mudanças recentes de governo em alguns países “criaram oportunidades históricas para a cooperação dos Estados Unidos”.

Entre os exemplos citados de forma positiva estão Venezuela, Bolívia e Colômbia. Segundo o relatório, houve avanços nesses países, mas novas medidas ainda são necessárias.

Flávio Bolsonaro diz que Dino e ‘tropa de choque de Lula no STF’ protegeram Moraes

Candidato à presidência Flávio Bolsonaro/Lula Marques/Agência Brasil

O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, criticou nesta terça-feira (15), o adiamento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. O candidato culpou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e voltou a associar Moraes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro Alexandre de Moraes vai ser investigado pelos crimes que ele cometeu, em tese. A tropa de choque do Lula no Supremo apenas adiou o início disso, o fim da impunidade“, declarou, durante comício em Fortaleza (CE), ao lado do deputado André Fernandes (PL-CE). Dino foi quem pediu mais tempo para analisar o caso.

Há esperança no Brasil sem os ministros de Lula no Supremo. Foi o Flávio Dino, o ex-ministro da injustiça de Lula, que adiou e protegeu o Alexandre de Moraes”, continuou.

Sem citar a investigação sobre o filme Dark Horse, Flávio afirmou que as pessoas têm tentado parar sua candidatura e voltou a pedir apoio a seus candidatos ao Senado para a aprovação de impeachment de ministros do STF e de propostas como a redução da maioridade penal.