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Ministério da Justiça diz que PF seguirá com ‘independência’, AGU que Fachin ‘restaura a ordem pública’; a reação à decisão do STF

Ministro Edson Fachin em sessão plenária do STF — Foto: Gustavo Moreno/STF

A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública divulgaram notas em reação à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que suspendeu as decisões dos ministros André Mendonça, que afastou o diretor da Polícia Federal (PF), e Flávio Dino, que reintegrou Andrei Rodrigues.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou manter confiança nas instituições e declarou que a Polícia Federal continuará cumprindo suas funções.

A pasta afirmou que todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com “absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei”. De acordo com a nota, as apurações devem alcançar todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções.

Todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei, alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções”, declarou o ministério.
A Advocacia-Geral da União afirmou ter recebido a decisão “com satisfação, respeito e esperança”, que a medida “restaura a ordem pública e administrativa” e reafirma a atribuição do presidente da República para nomear e afastar ocupantes dos cargos de direção da PF.

A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal”, afirmou o órgão.

Ainda de acordo com a AGU, a suspensão dos efeitos da decisão monocrática restabelece as condições para o funcionamento das atividades da PF.

A Advocacia-Geral da União também declarou que a decisão contribui para “restaurar a institucionalidade” no Supremo e favorece a harmonia entre os Poderes ao reconhecer as competências atribuídas pela Constituição a cada um deles.

O Ministério da Justiça também afirmou que a autonomia investigativa da Polícia Federal é uma garantia do Estado Democrático de Direito e que as investigações em andamento não poderão ter sua continuidade, profundidade ou integridade comprometidas.

Cabe à Polícia Federal investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas”, afirmou a pasta.

Leia a íntegra da nota da AGU:

A Advocacia-Geral da União (AGU) recebe com satisfação, respeito e esperança a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que acolheu, nesta quarta-feira (17/09), o pedido liminar formulado ontem pela AGU, na Suspensão de Liminar nº 1.946, e suspendeu os efeitos da decisão monocrática proferida no âmbito da PET nº 16.662/DF.

A decisão restaura a ordem pública e administrativa e, sobretudo, reafirma a prerrogativa constitucional privativa do presidente da República para prover e desprover os cargos de direção da Polícia Federal, nos termos do artigo 84, incisos I e II, da Constituição Federal.

Com isso, também são restabelecidas as condições necessárias ao regular funcionamento das atividades da Polícia Federal, instituição essencial à segurança pública e ao Estado Democrático de Direito.

Para além da solução do caso concreto, a decisão do ministro Edson Fachin contribui para restaurar a institucionalidade no âmbito da Suprema Corte e fortalecer a confiança da sociedade no Poder Judiciário.

A medida também milita em favor da harmonia entre os Poderes da República, ao reafirmar e respeitar as competências que a Constituição Federal atribui a cada um deles. Em última análise, contribui para a preservação da paz social e da estabilidade institucional.

A decisão de um ministro reconhecidamente sóbrio e prudente, como Edson Fachin, demonstra ainda o acerto da estratégia processual adotada pela AGU. Ao contrário de narrativas plantadas na imprensa, a Advocacia-Geral da União, desde o primeiro momento, optou pelo diálogo institucional, pela prudência e pelo respeito às prerrogativas constitucionais dos Poderes da República, atuando, como sempre o fez, nos limites das balizas de suas atribuições e em defesa dos interesses da União.

Leia a íntegra da nota do Ministério da Justiça:

O Ministério da Justiça e Segurança Pública renova a mais absoluta confiança nas instituições republicanas que prestigiam a Constituição Federal e as leis do nosso país.

A Polícia Federal continuará contando com o elevado prestígio e a credibilidade conquistados perante a sociedade brasileira, bem como cumprindo suas missões institucionais com dedicação e compromisso, por meio do trabalho de todos os seus integrantes, da direção superior aos servidores mais recentemente incorporados aos seus quadros.

Da mesma forma, o Ministério da Justiça e Segurança Pública reafirma que todas as investigações conduzidas pela Polícia Federal deverão prosseguir com absoluta independência, rigor técnico e estrita observância da lei, alcançando todos os fatos e todos os envolvidos, sem exceções.

A preservação da autonomia investigativa da Polícia Federal constitui garantia indispensável ao Estado Democrático de Direito, e nenhuma circunstância poderá comprometer a continuidade, a profundidade ou a integridade das apurações em curso. Cabe à Polícia Federal investigar, com plena liberdade e responsabilidade, onde quer que os fatos a conduzam, para que a verdade seja integralmente esclarecida e as responsabilidades, quaisquer que sejam, devidamente apuradas.”

João Campos defende fortalecimento do setor sucroenergético em sabatina no Sindaçúcar

O candidato ao Governo de Pernambuco João Campos participou, nesta quarta-feira (9), de uma sabatina promovida pelo Sindaçúcar-PE, no Recife. Durante o encontro, ele apresentou propostas para o setor sucroenergético e abordou temas como reforma tributária, infraestrutura, logística, inovação e qualificação profissional.

João esteve acompanhado do candidato a vice-governador, Carlos Costa. A sabatina foi mediada por Renato Augusto Pontes Cunha, presidente do Sindaçúcar-PE e da Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), que apresentou demandas e desafios enfrentados pelo setor em Pernambuco.

Ao tratar da Reforma Tributária, João afirmou que o Estado precisará se preparar para as mudanças no sistema e estabelecer estratégias para manter a competitividade na atração de investimentos. Segundo ele, com a redução gradual dos incentivos fiscais, fatores como infraestrutura, logística, energia e disponibilidade de mão de obra qualificada deverão ganhar maior peso nas decisões das empresas.

“Pernambuco precisa se colocar de forma ativa nesse período e ter a capacidade de enxergar na frente dos outros. A Reforma Tributária tem pontos bons e desafios, mas o que vai fazer a diferença é se a gente for melhor do que os nossos concorrentes. Ceará, Bahia, Alagoas, Paraíba e Sergipe vão disputar esses investimentos. Então, vamos precisar de uma agenda muito mais competitiva”, afirmou.

O candidato também voltou a defender a criação de uma secretaria executiva específica para acompanhar a implantação e a transição para o novo modelo tributário. A estrutura teria, segundo a proposta, a função de articular o Governo do Estado com os setores produtivos e acompanhar os mecanismos de compensação previstos na reforma.

Isso vai ter um impacto muito grande no Brasil inteiro. Como é uma pauta complexa e que impacta todos os setores produtivos, nós vamos ter um gestor ou gestora específico para cuidar dessa agenda, dialogando com os setores”, declarou.

Infraestrutura e logística

Na área de infraestrutura, João Campos citou como prioridades a conclusão da Ferrovia Transnordestina até o Porto de Suape, a integração da Mata Sul ao complexo portuário e melhorias na malha rodoviária estadual.

Segundo o candidato, investimentos nessa área podem reduzir custos logísticos e facilitar a integração entre diferentes polos produtivos de Pernambuco.

A gente tem uma janela para criar uma agenda de integração de infraestrutura regional. Se a gente fizer isso, pode anotar: a gente passa na frente desses estados todos, porque integrou as cadeias e ganhou competitividade logística”, disse.

João também mencionou a necessidade de articulação com o Governo Federal para enfrentar gargalos de infraestrutura que atingem outros setores produtivos do Estado. Como exemplo, citou o Polo Gesseiro do Araripe e os custos de transporte da produção para outras regiões do país.

Durante a sabatina, o candidato defendeu ainda investimentos em inovação e qualificação profissional como parte de uma estratégia para ampliar a competitividade do setor sucroenergético pernambucano.

Raquel Lyra vistoria Hospital da Mulher e obras em municípios do Sertão

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), cumpriu agenda no Sertão nesta quarta-feira (9), com visitas a obras em Serra Talhada, Triunfo e Quixaba. Entre os empreendimentos vistoriados estão o Hospital da Mulher, unidades de educação infantil e serviços de pavimentação.

Em Serra Talhada, Raquel acompanhou as obras do Hospital da Mulher. Segundo as informações divulgadas pela campanha, o equipamento recebe investimento de R$ 65 milhões e terá 150 leitos destinados ao atendimento de mulheres e crianças.

O Hospital da Mulher em Serra Talhada vai trazer uma transformação no atendimento à saúde da mulher e no cuidado ao nascer. Assim, a gente cuida do interior e da capital também, porque desafoga os hospitais na Região Metropolitana do Recife”, afirmou.

A candidata também esteve em Triunfo, onde visitou uma creche que, segundo a campanha, está com cerca de 90% das obras concluídas. O equipamento terá dez salas de aula e investimento informado de R$ 4,8 milhões.

Durante a passagem pelo município, Raquel também citou a restauração da PE-350, obra executada durante sua gestão.

Agenda em Quixaba

Em Quixaba, Raquel visitou as obras do Centro de Educação Infantil, localizado no distrito de Lagoa da Cruz. O investimento informado é de R$ 5,9 milhões.

A unidade deverá contar com dez salas de aula para berçário, maternal e pré-escola, além de espaços administrativos, playground, refeitório e horta. A previsão é de oferta de 324 vagas.

A candidata também acompanhou serviços de capeamento asfáltico. Ao todo, seis vias da sede e do distrito de Lagoa da Cruz serão contempladas, totalizando 1.818 metros de extensão e investimento superior a R$ 2,2 milhões.

Só em Quixaba já são quase R$ 6 milhões nas obras da unidade escolar e na pavimentação das vias. Isso mostra um governo que está próximo de cada cidade pernambucana”, declarou Raquel.

A agenda teve a participação dos candidatos ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) e Eduardo da Fonte (PP), além do deputado estadual e candidato à reeleição Luciano Duque, dos candidatos Miguel Duque e Sebastião Oliveira e do prefeito de São José do Egito, Fredson Brito.

Flávio faz campanha onde o pai foi esfaqueado e diz que Dino age para defender Lula

Em visita a Juiz de Fora nesta quarta-feira (9), o candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de reintegrar Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). Ele cumpre agenda na cidade, onde o pai e ex-presidente Jair Bolsonaro levou uma facada em 2018 durante campanha eleitoral.

Eu não sou parte do processo, mas está todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender que é a causa do Lula. O Brasil virou a várzea com o que está acontecendo, perderam qualquer pudor de tomar decisões contra o Supremo, contra a Constituição para se protegerem, né? “, declarou.

Flávio ainda afirmou que as decisões do ministro Flávio Dino são para interferir nas eleições. “Então é obviamente que todas as decisões que são tomadas, ainda mais essa do Flávio Dino da forma que foi, é claro que é para interferir nas eleições. Não adianta a gente estar aqui fazendo a nossa parte, por isso que eu digo que o Brasil hoje está sem comando, o Brasil está sem presidente.”

Até o momento, além do candidato do PL, Lula (PT), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) comentaram a decisão do ministro Flávio Dino.

Crise no STF

Flávio Dino, ministro do STF, determinou nesta quarta (9) a reintegração imediata de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial. A liminar suspende a decisão tomada no dia anterior por André Mendonça, que havia afastado preventivamente os dois delegados e interrompido a produção de relatórios de inteligência da PF, após pedido do Partido Novo.

Mendonça justificou os afastamentos afirmando que a cúpula da PF teria realizado monitoramento ilegal e “arapongagem” contra ele e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias. Dino, porém, questionou tanto a legitimidade do Partido Novo para solicitar medidas cautelares em processo penal quanto o alcance da decisão de Mendonça.

Para Flavio Dino, não seria aceitável paralisar a atividade de inteligência da Polícia Federal “como se houvesse um único julgador a envergar a toga do STF”, sobretudo porque isso poderia prejudicar investigações urgentes conduzidas sob a supervisão de outros ministros.

A decisão foi provocada por recurso de Andrei Rodrigues, que alegou que seu afastamento comprometia apurações em andamento, entre elas investigações relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Dino também mencionou investigações relevantes, como a do assassinato da vereadora Marielle Franco, para sustentar os riscos da paralisação da inteligência policial. Além de ordenar ao presidente da República o restabelecimento integral dos dois delegados em suas funções, Dino determinou proteção contra novas medidas cautelares decorrentes do cumprimento regular de ordens judiciais.

‘Quem ganha em Minas, ganha no Brasil’, diz Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora
Um dia após a pesquisa Quaest mostrar empate técnico entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) em Minas Gerais num eventual segundo turno das eleições 2026, o candidato da direita mostrou confiança com os votos do eleitorado mineiro.

Em visita a Juiz de Fora nesta quarta-feira (9), cidade onde o pai e ex-presidente Jair Bolsonaro levou uma facada em 2018, Flávio destacou a relevância de Minas Gerais, estado com o segundo maior eleitorado (16,3 milhões) do país.

Tradicionalmente, quem ganha em Minas ganha no Brasil”, disse. Pesquisas encomendadas pela Globo, divulgadas na terça-feira (8), mostram que Flávio Bolsonaro tem 40% das intenções de voto no estado, e Lula tem 37%. A margem de erro é de três pontos percentuais. O nível de confiança é de 95%. Votos brancos, nulos e eleitores que declararam que não vão votar nas eleições somam 15%. Já os indecisos, 8. As pesquisas foram realizadas entre os dias 4 e 7 de setembro.

Flávio Bolsonaro fala sobre as chuvas de fevereiro em Juiz de Fora

Flávio Bolsonaro também falou sobre as propostas para Juiz de Fora após as fortes chuvas que atingiram a cidade em fevereiro deste ano. “Já existe um fundo, e precisa de verdade ser colocado em prática, que tem fonte de receita para queem momentos como esse de tragédia, imediatamente os recursos possam ser liberados para os itens de primeira necessidade.”

Para ele, as cidades precisam ter planos diretores que incluam estruturas para emergências locais para onde possam ir pessoas desalojadas e desabrigadas. “Temos que continuar investindo em tecnologia para prever com mais segurança e previsibilidade chuvas fortes.”

Ele acrescenta que a responsabilidade é compartilhada.”Tem que haver um trabalho, aí municipal também, para retirar pessoas que moram em áreas de alto risco de deslizamento. Vai ser um trabalho conjunto da defesa civil, essa é uma área com certeza tem que ser pensada com a principal palavra que é integração entre municípios, estado, federal. Da minha parte será assim.

Em Salgueiro, Raquel Lyra aposta em parceria com Lula e pede empenho da militância

Caminhada em Salgueiro/Yacy Ribeiro

Durante caminhada em Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, na noite da última terça-feira (8), a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), apostou na parceria institucional com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na ocasião, a gestora estadual destacou a articulação com o governo federal como impulsionadora para o desenvolvimento do estado e que o alinhamento tem garantido investimentos de impacto social na região.

“Foi o tempo de arrumar a casa, arrumar os projetos. E é ir ao presidente Lula e pedir apoio dele pra trazer projeto pra cá, garantir investimento de verdade acontecendo na vida de quem mais precisa. Todo mundo se juntando”, disse.

Na ocasião, a candidata da coligação Pernambuco de Coração também pediu empenho da militância nestes 24 dias antes das eleições, no dia 4 de outubro, convocando o eleitorado a manter a mobilização nas ruas. “Agora, o mais importante, minha gente, o pacto. Não saiam da rua até cinco da tarde do dia quatro de outubro, quando a gente vai arrancar a vitória na mão. E é com a força do povo, com quem acredita que vale a pena fazer as coisas do jeito certo e que o trabalho que começou não vai parar”.

Ao projetar o futuro, Raquel Lyra foi otimista, prometendo a continuidade das ações da gestão ao lado de Priscila Krause (PSD). “O que vem pela frente são os melhores quatro anos da história de Pernambuco, e eu estou pronta pra liderar Pernambuco pelos melhores anos da sua história.”

Agenda

Nesta quarta-feira (9), Raquel concentra a agenda de campanha no Sertão do estado. Às 16h30, ela participa de uma caminhada em Afogados da Ingazeira, com concentração em frente ao Estádio Municipal Valdemar Viana de Araújo – Vianão. À noite, na cidade de Tabira, a candidata também participa de caminhada, cuja a concentração está prevista às 19h no Posto do Trevo.

Pesquisa

O Instituto Quaest divulgou, na última terça-feira (8), uma nova pesquisa com as intenções de voto para o governo de Pernambuco. No levantamento, a governadora Raquel Lyra (PSD) aparece com 43% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto o candidato João Campos (PSB) aparece com 37%. A pesquisa traz o cenário do pleito no estado após a circulação de cartazes apócrifos.

O novo levantamento aponta queda de 1% de Raquel em relação ao último índice (44%), divulgado no dia 25 de agosto, enquanto João subiu um ponto percentual. As próximas pesquisas são a Atlas/Intel, prevista para a quinta-feira (10), e Datafolha, cuja data de divulgação é 11 de agosto.

O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisa eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos seguintes institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e depois de os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

Número de palestinos mortos em ataques de Israel desde o cessar-fogo sobe para cerca de 1.360

Ao todo, 831 corpos já foram recuperados de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o acordo/Omar AL-QATTAA / AFP

As autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), elevaram nesta quarta-feira (9) para cerca de 1.360 o número de mortos em decorrência dos ataques israelenses contra o enclave desde o cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025, incluindo duas mortes nas últimas 24 horas.

O Ministério da Saúde de Gaza informou, em comunicado publicado nas redes sociais, que, até o momento, foram registrados 1.358 mortos e 4.541 feridos pelos ataques israelenses desde o cessar-fogo, período em que também foram recuperados 831 corpos de áreas das quais as tropas israelenses se retiraram em conformidade com o acordo para implementar a proposta dos Estados Unidos.

Além disso, destacou que, desde o início da ofensiva lançada por Israel após os ataques de 7 de outubro de 2023 – que deixaram cerca de 1.200 mortos e cerca de 250 sequestrados, segundo o balanço oficial -, foram registrados 73.669 mortos e 174.652 feridos.

Por sua vez, o Exército de Israel confirmou em um comunicado que, na terça-feira, realizou bombardeios contra Gaza, “destruindo três depósitos de armas do Hamas e da Jihad Islâmica”, bem como “uma plataforma de lançamento” usada para “atacar” Israel no contexto do conflito, sem se pronunciar sobre possíveis vítimas nesses ataques aéreos.

As organizações terroristas armazenavam dezenas de armas nesses depósitos, incluindo foguetes, fuzis de assalto do tipo Kalashnikov e outros tipos de equipamento de combate”, afirmou, antes de acrescentar que suas forças “também identificaram terroristas do Hamas chegando a esses depósitos e usando suas armas para tarefas de vigilância e controle em Gaza”.

Dino diz que decisão de Mendonça se sobrepõe ao procedimento da presidência do STF

O ministro do STF Flávio Dino/Foto: Marina Torres/DP Foto

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que o colega André Mendonça interferiu nas competências de outros ministros da Corte e do plenário ao determinar o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues – ordem que foi revertida em liminar proferida por Dino nesta quarta-feira, 9.

Dino ressaltou que a “interferência” se torna mais “grave” com a revelação de que Mendonça teria recebido o ex-banqueiro Daniel Vorcaro na sede do instituto educacional do magistrado em São Paulo. Vorcaro é investigado em inquérito relatado por Mendonça sobre as fraudes no Banco Master.

Friso que não há aqui qualquer juízo de valor antecipado sobre o que se passou nessa reunião privada, realizada em ambiente particular. Cuida-se, contudo, de situação complexa, que demanda o exercício de virtudes republicanas inerentes à magistratura: moderação, equilíbrio e prudência“, afirmou Dino.

Dino destacou ainda que o presidente do Supremo, Edson Fachin, reconheceu a competência do plenário para analisar tanto a relação entre o ministro Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro quanto a suposta atuação irregular de Mendonça na condução das investigações. Fachin abriu prazo, ainda em curso, para que os dois ministros se manifestem.

A decisão do ministro André Mendonça, portanto, sobrepõe-se ao procedimento instaurado pela Presidência da Corte, no qual Sua Excelência figura como parte. Indaga-se: uma parte pode ser juiz de si mesma e antecipar juízos de valor sobre relatórios da Polícia Federal que expressamente a mencionam?“, questiona o ministro.

O ministro ainda deu razão à carta divulgada na última terça-feira (8) por dez ex-presidentes do STF pedindo que os relatórios da PF que embasaram as decisões controversas dos últimos dias sejam analisados pelo plenário.

Enquanto o Plenário não se manifestar, ressalta Dino, as investigações em curso sobre o repasse de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse não podem ser “interrompidas em face de caos administrativo imposto externamente à Polícia Federal, com a demissão de todo o seu corpo diretivo”.

E, o que é pior, com a determinação de suspensão de atividades de inteligência da Polícia Federal do Brasil, como se houvesse um único Inquérito e um único julgador a envergar a toga do STF” acrescentou.

Lula: “O povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas”

Luiz Inácio Lula da Silva (PT)/EVARISTO SA / AFP

Diante da escalada da crise no Supremo Tribunal Federal (STF) com o afastamento e reintegração ao cargo do diretor-geral Andrei Rodrigues, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), se pronunciou nesta quarta-feira (9). Segundo o mandatário, “o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário”.

Em postagem nas redes sociais, Lula ressaltou que o país está “diante da gravidade do maior crime financeiro da história”. “Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”, afirmou.

A divulgação da verdade, como aconteceu na Operação Spoofing, conduzida pelo então ministro Lewandowski, é um exemplo a ser seguido. Por isso, é urgente a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master, seja quem for, doa a quem doer. O Brasil precisa saber a verdade”, encerrou na postagem.

Registros de dengue e chikungunya aumentam em Pernambuco em 2026, segundo Secretaria de Saúde

Focos do mosquito são locais com água parada, seja limpa ou com sujeira/Rafael Vieira/DP Fotos

Pernambuco registrou aumento nas notificações de dengue e chikungunya em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Dados do Informe Epidemiológico de Arboviroses da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), referentes à Semana Epidemiológica, apontam 45.017 notificações de dengue entre 4 de janeiro e 29 de agosto. O número representa uma alta de 38,8% em relação ao mesmo período de 2025.

Do total registrado neste ano, 22.281 são considerados casos prováveis de dengue, que reúnem os casos confirmados e aqueles ainda em investigação. Outros 22.736 foram descartados. Até o período analisado, 10.848 casos haviam sido confirmados e 649 apresentavam sinais de alarme ou gravidade.

A incidência da doença chegou a 233 casos prováveis por 100 mil habitantes. Pernambuco tinha 41 municípios classificados com alta incidência, 56 com incidência média e 81 com baixa incidência. Outros sete municípios não apresentaram registro de caso provável.

A chikungunya também teve crescimento nas notificações. Foram 6.292 registros em 2026, alta de 20,8% em comparação com o mesmo período de 2025.

O boletim aponta 2.187 casos prováveis e 346 confirmações.

A incidência estadual chegou a 22,9 casos prováveis por 100 mil habitantes. Entre os municípios analisados, 60 não apresentavam casos prováveis, enquanto 120 estavam classificados com baixa incidência. Três municípios tinham incidência média e dois apresentavam alta incidência.

Em relação ao vírus Zika, Pernambuco registrou 1.128 notificações em 2026, uma queda de 5,8% comparado ao registrado no mesmo período de 2025, de acordo com os dados da SES.

Do total deste ano, 104 foram classificados como casos prováveis e nenhum havia sido confirmado até o fechamento dos dados.

O boletim também registra 12 casos prováveis de Zika em gestantes.

Óbitos

Até a divulgação do último boletim epidemiológico, Pernambuco tinha três óbitos confirmados por arboviroses em 2026, segundo a SES-PE. Outros 22 óbitos permaneciam em investigação e 25 haviam sido descartados.

No mesmo período de 2025, cinco mortes haviam sido confirmadas, de acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental da SES-PE, Eduardo Bezerra. Houve, portanto, uma redução de 40% nas mortes confirmadas.

Entre os municípios da Região Metropolitana do Recife, os maiores números de casos prováveis de dengue aparecem no Recife e em Jaboatão dos Guararapes.

O Recife contabilizou 3.048 casos prováveis em 2026. No mesmo período de 2025, eram 3.186, segundo a tabela municipal da SES-PE.

Jaboatão dos Guararapes passou de 1.692 casos prováveis em 2025 para 2.836 em 2026. Olinda e Paulista, por outro lado, apresentaram redução. Em Olinda, passando de 1.387 para 761 casos prováveis e, em Paulista, de 1.170 para 912 casos.

Controle

Segundo Eduardo Bezerra, o Estado mantém ações permanentes de monitoramento epidemiológico e da presença do mosquito, além de orientar os municípios para bloqueios e aplicação de larvicidas e distribuir insumos enviados pelo Ministério da Saúde.

Também estão entre as estratégias a instalação de capas de proteção para reservatórios em comunidades indígenas e quilombolas e a utilização da Técnica do Inseto Estéril (TIE) no território indígena Xukuru do Ororubá, em Cimbres, distrito de Pesqueira.

A SES-PE também informou que realiza ações de mobilização com escolas, equipes da Atenção Primária e profissionais de vigilância dos municípios. As medidas podem ser intensificadas conforme o cenário epidemiológico.

Vacinação

Desde o início da estratégia de vacinação contra a dengue pelo SUS, em 2024, até 7 de setembro de 2026, Pernambuco aplicou 268.809 doses em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

Desse total, 184.046 foram primeiras doses e 84.763, segundas doses. No mesmo período, 394.950 doses foram distribuídas aos municípios, sendo 215.094 de primeira dose e 179.856 de segunda.

A estratégia prevê duas doses, com intervalo de três meses entre elas.

Mendonça Filho mira Eduardo da Fonte: entre o “senadorzinho” e o “ciúme de macho”

Candidato ao Senado, o deputado Mendonça Filho  (PL) não poupou ataques a concorrentes após sabatina na Fiepe

A decisão liminar do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), que atendeu a um recurso de Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) para proibir Mendonça Filho (PL) de vincular sua imagem à de Raquel Lyra (PSD), desencadeou uma reação virulenta.

Embora a ação traga a assinatura da dupla oficial ao Senado, o alvo das estocadas de Mendonça tem nome, sobrenome e endereço político: Eduardo da Fonte, com quem disputa o mesmo eleitorado no campo da centro-direita.

Em tom provocativo, Mendonça classificou o incômodo dos rivais como puro “ciúme de macho”. E reforçou posições que ele ressalta serem de “coerência e coragem” com o uso cirúrgico de um diminutivo, ao comentar suas agendas ao lado da governadora:

Eu vou deixar de ir por quê? Porque o senadorzinho tá incomodado? Que continue incomodado”, disparou, após sabatina na Fiepe.

A frase mais reveladora do destinatário dos ataques veio ao confrontar o histórico com o Palácio. Sem citar o líder do PP, Mendonça resgatou o longo processo de negociação de Da Fonte, que flertou com o ex-prefeito João Campos (PSB) antes de fechar com Raquel Lyra:

Tem candidato aí que há seis meses estava acenando para João Campos. Eu não preciso de andor para andar.”

Mendonça se coloca como aliado de Raquel desde 2014, quando ela se elegeu deputada pelo PSB, e transformou a derrota no TRE em resistência à censura.

Não vai se recolher e continuará disputando o eleitorado governista nas ruas, desafiando o rival. Da Fonte e Gadêlha não foram à sabatina. Estão no Sertão com a governadora.

Resposta de um aliado

Um deputado ligado a Eduardo da Fonte lembrou que Mendonça Filho hoje se posiciona como defensor de Flávio Bolsonaro, mas atacou o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, quando Sérgio Moro e Luiz Henrique Mandetta foram demitidos. “E em 2014, vivia de amores com o PSB, fazendo elogios ao partido e a Paulo Câmara.

Acalorada

Pesquisas de intenção de voto apontam disputa acirrada para o Senado. Significa que a briga não vai parar tão cedo. Na Quaest/Globo divulgada ontem, Marília Arraes lidera com 17%; Humberto tem 14%; Mendonça, 11%; e Da Fonte cresceu um ponto e está com 7%.

Quatro pés

A candidata ao Senado Marília Arraes assegura que a conclusão da Transnordestina será pauta prioritária em um possível mandato seu. Senador e candidato à reeleição, Humberto Costa reverbera a ideia e diz estar acima de disputa e calendário eleitoral: “A gente tem que entrar com os quatro pés, senão não terá solução.”

Pesadelo

Na Fiepe, Paulo Rubem criticou quem tenta colar no presidente Lula. “Tem gente que dorme com esse pesadelo e acorda no guia eleitoral se dizendo candidato de Lula. Eu voto no Lula por convicção. Minha preocupação é a economia e o futuro de Pernambuco.”

Meio/Ideia: Lula e Flávio empatam em 46% no 2º turno

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados em cenário de segundo turno testado pela pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9).

Lula e Flávio estão com 46% cada. Brancos e nulos são 3,5%. Não sabe ou não respondeu, 4,5%.

Segundo o levantamento, Lula também aparece empatado tecnicamento com Ronaldo Caiado (PSD), considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. Nesta simulação, o petista tem 46%, enquanto o ex-governador de Goiás aparece com 42%.

Os brancos e nulos são 6,1%. Os que não sabem ou não responderam somam 5,9%.

Outros cenários

Também foram testados outros cenários na pesquisa.

Lula x Augusto Cury

Lula aparece com 46%. Já Augusto Cury (Avante), 40,9%. Brancos e nulos são 7,5%. Não sabe ou não respondeu, 5,6%.

Lula x Zema

O presidente chega a 46%. Já Romeu Zema (Novo), 38%. Brancos e nulos são 8,4%. Não sabe ou não respondeu, 7,6%.

Lula x Renan Santos

Lula tem 46%. Renan Santos (Missão), 40,3%. Brancos e nulos são 9,3%. Não sabe ou não respondeu, 4,5%.

Metodologia

Foram ouvidos 1.500 eleitores, por telefone, entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

O levantamento, feito com recursos próprios, foi registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07935/26.

Empresários e personalidades lançam manifesto por apuração no STF

O apresentador Luciano Huck, a empresária Luiza Helena Trajano, o ex-presidente do BC (Banco Central) Armínio Fraga e outros 154 cidadãos brasileiros tornaram público, nesta quarta-feira (9), o manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”.

O texto é acompanhado de uma petição pública aberta à adesão de qualquer cidadão e tem como objetivo cobrar apuração completa do STF (Supremo Tribunal Federal) diante da crise institucional.

A iniciativa dá continuidade à manifestação tornada pública em 16 de dezembro de 2025, quando um grupo semelhante defendeu a adoção de um código de conduta para a Corte e concluiu com três afirmações: “É oportuno, é necessário e não se pode mais esperar”.

As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais”, escreveram no manifesto.

A iniciativa pede urgência às instituições para apurar os fatos, uma vez que “estamos a poucas semanas das eleições”. O documento afirma que a situação alcança ministros do Supremo e as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) e do atual Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.

Diante disso, o conjunto amplo e plural de cidadãos brasileiros subscreveu as seguintes demandas:

  • Apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades.
  • Afastamento cautelar de quem for formalmente investigado.
  • Adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.

O documento reúne assinaturas de empresários, representantes da sociedade civil, juristas e acadêmicos, entre eles as economistas Ana Carla Abrão, Ana Paula Vescovi e Elena Landau; o ex-presidente do BC Gustavo Franco; o ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega; o compositor Nelson Motta; e o ex-ministro da Casa Civil Pedro Parente.

Veja a lista completa

Aldemir Drummond
Alexandra S. de Vasconcelos Segatin
Aloísio Araújo Álvaro de Souza
Amaury G. Bier
Ana Beatriz Macedo da Costa
Ana Carla Abrão
Ana Couto
Ana Fontes
Ana Maria Diniz
Ana Paula Machado Pessoa
Ana Paula Vescovi
André Lara Resende
Anelise Lara
Antônio Angelo Faragone
Antônio Carlos Pipponzi
Antônio Kandir
Antônio Matias
Arminio Fraga
Betânia Tanure
Candido Botelho Bracher
Carla Schmitzberger
Carolina Etlin
Clarissa Lins
Cláudio Coutinho Mendes
Cláudio L. S. Haddad
Cláudio Manoel
Clóvis Carvalho
Conrado Hübner Mendes
Corrado Varoli
Cristina Pinotti
Daniel Slaviero
Daniella Raimundo
David Zylbersztajn
Denis Mizne
Diego Barreto
Eduardo Bartolomeo
Eduardo de Almeida Pires Filho
Eduardo Mufarej
Eduardo Muylaert
Eduardo Sirotsky Melzer
Eduardo Vassimon
Elena Landau
Eliane Aleixo Lustosa
Eloise Torres Amado
Eugênio Mattar
Fábio C. Barbosa
Fábio Magalhães
Fábio Penteado Rodrigues
Fernando Reinach
Fersen Lambranho
Flávio Martins Rodrigues
Francisco de Costa e Silva
Frederico Trajano
Georges Grego
Gerald Reiss
Grupo “Mulheres do Brasil”
Guilherme Leal
Guilherme Passos
Gustavo Franco
Gustavo Ioschpe
Helena Barros
Hélio Mattar
Hélio Zylberstajn
Henri Philippe Reichstul
Horácio Lafer Piva
Irina Bullara
Jackson Schneider
Jacow Grajew
Jair Ribeiro
Jayme Garfinkel
Jean-Marc Etlin
Jessika Moreira
João Amoêdo
João Fernando G. Oliveira
João Laudo de Camargo
João Roberto Teixeira
Jorge Forbes
José César (Zeca) Martins
José Galló
José Luiz Alquéres
José Luiz Freire
José Márcio Camargo
José Pio Borges
José Roberto Ópice
José Vicente
Levindo O. Coelho Santos
Lourdes Sola
Luciano Huck
Luiz Chrysostomo
Luiza Helena Trajano
Lygia Pereira
Mailson da Nóbrega
Manuel Thedim
Marcello Brito
Marcelo André Lajchter
Marcelo Barbará
Marcelo Costa de Oliveira
Marcelo Kayath
Marcelo Madureira
Marcelo Mesquita
Marcelo P. L. Medeiros
Marcelo Silva
Marcos da Veiga Pereira
Marcos Knobel
Maria Helena Guimarães de Castro
Maria Isabel Bocater
Maria Silvia Bastos Marques
Martus Tavares
Maurício Lafer Chaves
Maurizio Mauro
Mauro Guizelini
Mayana Zatz
Mônica Rennó
Nelson Motta
Nildemar Secches
Oded Grajew
Oscar Ferreira da Silva
Oskar Metsavaht
Patrice Etlin
Paulo Hartung
Paulo Kakinoff
Paulo Niemeyer
Paulo Paiva
Paulo Sérgio Galvão
Pedro Bueno Pedro de Camargo Neto
Pedro Luiz Barreiros Passos
Pedro Parente
Pedro Wongtschowski
Persio Arida
Raul Cutait
Raul Trejos
Regina Esteves
Renato Fragelli Cardoso
Renato Klarnet
Ricardo Piquet
Ricardo Steinbruch
Roberto Castello Branco
Roberto Luiz Leme Klabin
Rodrigo Galindo
Sérgio Mindlin
Sérgio Ribeiro da Costa Werlang
Sílvio Meira
Sônia Hess
Tanit Galdeano
Teresa R. Bracher
Teresa Vendramini
Tomás da Veiga Pereira
Verena Alves Peixoto
Verônica Rezende Coelho
Vicky Bloch
Vinícius Carrasco
Walter Schalka
Wanda Engel
Wilson Ferreira Junior
Wolff Klabin

Leia carta na íntegra

PELA LEI E PELO BRASIL
Manifesto pela integridade das instituições e dos 3 Poderes

Em dezembro de 2025, uma manifestação que recebeu amplo apoio da sociedade, exigia urgência na adoção de um Código de Conduta para o STF e concluía com três afirmações: é oportuno, é necessário e não se pode mais esperar.

As notícias que vieram a público nos últimos dias não constituem um episódio isolado. São a consequência de um sistema doente, que deixou de aplicar a si mesmo os freios que impõe a todos os demais.

As menções alcançam ministros do Supremo, as cúpulas da Polícia Federal e do Ministério Público, do Congresso Nacional, o núcleo próximo do ex-Presidente da República e do atual — os dois polos que disputam o poder. Cabe às instituições, com urgência, apurar os fatos e responsabilidades, com todas as garantias do devido processo.

O que já se tornou público em relação à investigação do caso Master, indigna os brasileiros e mina a confiança da população na Justiça. Quando se instala a suspeita de que decisões dos sistemas judiciário, policial e de controle possam ser afetadas pela proximidade, interesses ou possam ser objeto de negociação, não é a reputação de um ou outro nome que está em jogo. É a garantia de que a lei vale igualmente para todos.

Por isso subscrevemos as demandas abaixo, dirigidas às instituições:

Apuração completa, célere e independente dos fatos e responsabilidades.
Afastamento cautelar de quem for formalmente investigado.
Adoção de código de conduta vinculante para as cortes superiores e os órgãos de investigação e acusação.

Estamos a poucas semanas das eleições presidencial, legislativa e do executivo estadual.

Não assinamos contra pessoas.

Assinamos em favor das instituições, em favor do Brasil e da regra de ouro que sustenta uma república e a democracia: ninguém pode estar acima da lei.

Brasil, setembro de 2026″

Fachin dá 72 horas para Mendonça se manifestar sobre afastamento de Andrei

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, deu nesta terça-feira (8) prazo de 72 horas para que o ministro André Mendonça se manifeste sobre o pedido da AGU (Advocacia-Geral da União) para suspender o afastamento do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada da Costa.

“Intime-se o eminente Ministro André Mendonça, Relator da Pet nº 16.662, para que se manifeste sobre o pedido no prazo de 72 horas. Na sequência, retornem os autos à Presidência deste Supremo Tribunal”, determinou Fachin. Depois da manifestação de Mendonça, o processo voltará à Presidência do STF para análise do pedido.

A AGU apresentou o pedido em caráter de urgência e sustenta que a decisão de Mendonça causa “grave lesão à ordem pública e administrativa”.

Segundo o órgão, o afastamento viola a prerrogativa do presidente da República de nomear e exonerar ocupantes de cargos de direção da Polícia Federal. A AGU também afirma que a retirada simultânea dos dois dirigentes pode comprometer o funcionamento das atividades de polícia judiciária e provocar desorganização institucional.

Outro argumento é que os fatos relacionados à produção e à divulgação dos relatórios de inteligência da PF já estavam sob análise da Presidência do Supremo, em procedimento conduzido por Fachin desde a semana passada.

Na avaliação da AGU, a decisão de Mendonça antecipou medidas cautelares enquanto esse procedimento ainda estava em andamento e levou à Segunda Turma uma questão que, segundo o órgão, deveria ser analisada pelo plenário do STF.

Mendonça afastou Andrei e Almada nesta terça ao afirmar haver indícios de irregularidades na produção de relatórios de inteligência que analisaram sua atuação, decisões judiciais e relações com outras autoridades.

O ministro diz ter sido alvo de um “monitoramento sistemático” e ilegal da inteligência da PF durante cerca de um mês.

Além dos afastamentos, Mendonça determinou que a Corregedoria da Polícia Federal abra investigações de natureza penal e administrativo-disciplinar para apurar quem ordenou e quem elaborou os documentos. Enquanto Fachin não analisa o pedido da AGU, os afastamentos determinados por Mendonça continuam em vigor.

Meio/Ideia: para 51,6% ministros decidem mais por interesse do que pela lei

Mais da metade dos eleitores brasileiros avalia que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) tomam decisões baseadas mais em interesses próprios do que na legislação vigente, segundo pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (9).

Confrontados com a frase “ministros do STF decidem mais por interesse próprio do que pela lei”, 51,6% concordaram com a afirmação, enquanto 10,9% discordaram e 23,9% disseram não concordar nem discordar. Outros 13,6% não sabem ou não responderam.

A pesquisa também mediu o nível de confiança da população na mais alta Corte do país. O levantamento indica que 21,3% dos entrevistados afirmam não ter nenhuma confiança no STF, enquanto 28,4% dizem ter pouca confiança e 31,2% declaram ter alguma confiança. Apenas 7,3% relataram ter muita confiança na instituição.

Nos últimos dias, a Suprema Corte vive uma crise institucional sem precedentes desde que o ministro André Mendonça divulgou um inquérito da Polícia Federal sobre o envolvimento do também ministro Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Metodologia

O instituto Meio/Ideia ouviu 1.500 pessoas acima de 16 anos, entre os dias 4 e 7 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07935/2026.

Dino determina reintegração de diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (9) a imediata reintegração de Andrei Augusto Passos Rodrigues ao cargo de diretor-Geral da Polícia Federal e de Leandro Almada da Costa à chefia da Diretoria de Inteligência Policial da corporação.

A decisão atende a um pedido formulado por Andrei Rodrigues dentro de um processo que já estava tramitando no STF e ocorre um dia depois do ministro André Mendonça determinar o afastamento dos servidores.

Dessa forma, a medida suspende os efeitos de decisão anterior proferida Mendonça, que havia decretado o afastamento preventivo dos dois delegados e paralisado a elaboração de relatórios de inteligência a pedido do Partido Novo (leia mais abaixo).

Na ordem dirigida ao presidente da República — autoridade competente para a nomeação do comando da PF —, Flávio Dino garantiu o restabelecimento integral das funções dos delegados.

O magistrado determinou ainda que os dois oficiais fiquem protegidos contra novas medidas cautelares motivadas pelo regular cumprimento de ordens judiciais.

Ilegitimidade de partido político no processo penal

Ao analisar o pedido, Flávio Dino destacou que o Partido Novo não possui legitimidade legal para solicitar medidas cautelares de natureza pessoal no âmbito do processo penal.

Segundo o relator, o Código de Processo Penal (CPP) reserva essa prerrogativa à autoridade policial e ao Ministério Público.

Dino assinalou também a inapropriação do pedido feito por uma agremiação partidária durante a corrida eleitoral, lembrando que a legenda possui candidatura própria à Presidência da República.

Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita […]. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar“, afirmou o ministro na decisão.

Competência do Plenário e imparcialidade

Outro ponto central da decisão envolve a competência jurisdicional.

Dino relembrou que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, já havia instaurado um pedido para submeter ao Plenário da Corte a análise sobre os relatórios de inteligência da corporação.

De acordo com o relator, por figurar como interessado no procedimento do presidente do STF, o ministro André Mendonça não poderia decidir monocraticamente sobre a matéria.

A decisão faz referência ainda a posicionamentos do decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, e a uma carta pública assinada por ex-presidentes e ministros aposentados do STF em 8 de setembro de 2026, defendendo que o tema seja deliberado pelo conjunto dos ministros.

Risco de colapso em investigações em curso

Ao fundamentar o perigo de dano, Flávio Dino enfatizou que a paralisação da Diretoria de Inteligência da PF e o afastamento de sua cúpula comprometeriam centenas de investigações urgentes.

O ministro citou apurações de grande impacto público — como o assassinato da vereadora Marielle Franco, esquemas de negociação de decisões judiciais e fraudes financeiras — que dependem da atuação contínua da inteligência policial.

Além disso, Dino observou que a conduta do Diretor-Geral restringiu-se ao cumprimento de ordens judiciais emanadas pelo ministro Alexandre de Moraes.