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Debate da Assembleia Geral da ONU começa sem Biden; guerra da Ucrânia deve dominar a reunião

A invasão da Ucrânia pela Rússia e uma crise global de alimentos devem ser os principais temas comuns a serem abordados pelos líderes de Estado durante a discussão da Assembleia Geral da ONU nesta terça-feira (20). São esperados 193 líderes no encontro.

A reunião não deve ter nenhum efeito na guerra.

“Seria inocente imaginar que estamos próximos da possibilidade de um acordo de paz”, di Antonio Guterres, o secretário-geral da ONU.

A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Linda Thomas-Greenfield, disse que outros países expressaram a preocupação de que enquanto nos concentramos na Ucrânia, os americanos não estão prestando atenção ao que acontece em outras crises ao redor do mundo. “Esse não é o caso”, disse ela.

Biden só na quarta-feira

A ordem dos discursos geralmente é a seguinte:

Secretário-geral da ONU
Presidente do Brasil
Presidente dos EUA

No entanto, dessa vez o presidente Joe Biden, dos EUA, só vai fazer seu discurso na quarta-feira (21), porque ele viajou para Londres para o funeral da rainha Elizabeth II.

Mundo dividido
Guterres disse que a divisão geopolítica (entre EUA e países ocidentais, de um lado, e Rússia, do outro) é a mais significativa desde a Guerra Fria. Ele alertou que isso está paralisando a resposta global aos desafios dramáticos que enfrentamos, como guerra, mudança do clima, pobreza, fome e desigualdade.

A Rússia e a Ucrânia são grandes exportadores de grãos e fertilizantes.

A ONU culpa a guerra por agravar a crise alimentar, que já existia por causa das mudanças climáticas e pela pandemia de Covid-19.

Os EUA devem sediar uma cúpula de segurança alimentar com a União Europeia e a União Africana à margem da reunião da ONU, juntamente com uma reunião ministerial do plano de ação global COVID-19 e uma conferência de reposição para o Fundo Global de Combate AIDS, Tuberculose e Malária.

Influência
A maioria dos países da ONU condenou a guerra promovida pela Rússia na Ucrânia.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, seu colega norte-americano, Antony Blinken, e o presidente francês, Emmanuel Macron, visitaram estados africanos nos últimos meses, em uma competição por influência. A África foi atingida com uma fome que deve ser declarada na Somália nos próximos meses.

Macron pretende usar sua visita de dois dias a Nova York para pressionar países que permaneceram neutros na guerra para tentar trazê-los para o Ocidente, disseram autoridades francesas. O foco é na Índia, países do Golfo, África e alguns estados latino-americanos. .

Xi Jinping, Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky

A China é a principal parceira estratégica da Rússia. O país está “no muro”: critica as sanções que o Ocidente impôs à Rússia, mas não apoia a invasão e nem endossa a guerra.

Na semana passada, o presidente russo, Vladimir Putin, disse que o presidente da China, Xi Jinping, já afirmou de forma privada que tem preocupações relativas à Ucrânia.

Nem Xi nem Putin vão comparecer: eles enviaram seus ministros de Relações Exteriores para o evento.

Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, vai aparecer em um vídeo já gravado —a ONU permitiu que ele se apresentasse dessa forma na sexta-feira. Dmytro Kuleba, o ministro das Relações Exteriores, deve comparecer (na quinta-feira, ele vai participar de um encontro com ministros das Relações Exteriores da Rússia, EUA e China em Nova York).

Presa na Paraíba, mulher iria entregar cocaína para produzir 25 mil pedras de crack em Pernambuco

Uma mulher de 18 anos natural do Amapá foi presa pela Polícia Federal (PF) no Aeroporto Castro Pinto, localizado na cidade de Bayeux, Região Metropolitana de João Pessoa, na Paraíba, com 5,5 quilos de cocaína. A droga seria transformada em 25 mil pedras de crack e distribuída em pontos de tráfico na Região Metropolitana do Recife.

A prisão ocorreu no último sábado (17) e foi divulgada nesta terça-feira (20) pela Polícia Federal. A prisão da amapaense se deu durante fiscalização no terminal aéreo paraibano.

A mulher chegou ao aeroporto a partir de um voo com origem em Campo Grande (MS). A droga foi identificada entre roupas após a bagagem dela ser submetida ao raio-x.

“A cocaína estava dentro de bexigas de plástico e envolta em pó de café com o objetivo de tentar confundir a ação dos cães farejadores”, explicou a PF na Paraíba, em nota.

A presa foi autuada por tráfico interestadual de drogas e, caso seja condenada, poderá pegar penas que variam de cinco a 15 anos de reclusão. Além da droga também foi apreendido um aparelho celular.

Motivação
Em interrogatório, a mulher disse que conheceu um homem em uma rede social, que teria indicado o repasse da droga. Ela falou também que resolveu aceitar a proposta pelo fato de sua mãe precisar de uma cirurgia para retirada de um cisto no útero. Por esse transporte, ela receberia R$ 5 mil.

A amapaense já passou por audiência de custódia, na qual foi confirmada sua prisão preventiva. Ela foi encaminhada para o presídio feminino de João Pessoa, onde está à disposição da Justiça Estadual da Paraíba.

Deepfake: conteúdo do Jornal Nacional é adulterado para desinformar os eleitores

Nestas eleições, a guerra travada na internet ganhou uma arma nova: o deepfake. É uma tecnologia que usa a chamada inteligência artificial. Entre outras coisas, ela permite adulterar o movimento dos lábios e transplantar um trecho de uma fala, de um determinado ponto para outro, mudando completamente o conteúdo de uma notícia, por exemplo.

Nas últimas semanas, conteúdo do Jornal Nacional foi adulterado desta forma e compartilhado intensamente em redes sociais como o WhatsApp para desinformar os eleitores. Alguns dos mais compartilhados exibem áudio e vídeo adulterados para afirmar que o candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, estaria à frente na pesquisa de intenção de voto do Ipec, o que é falso. A pesquisa mostrou o oposto do vídeo adulterado.

Desde 15 de agosto até esta segunda-feira (19), as pesquisas do Ipec e do Datafolha apresentadas no JN mostraram o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, como o que tem percentual maior de intenção de voto. Em todas elas, Bolsonaro apareceu em segundo lugar.

Se você receber algum vídeo supostamente extraído do Jornal Nacional com a divulgação de pesquisas eleitorais do Ipec ou do Datafolha, consulte a página que o g1 criou especialmente para você saber se o vídeo é verdadeiro ou se foi manipulado.

A distribuição desses vídeos falsos coincidiu com declarações públicas do candidato Bolsonaro em que despreza as pesquisas eleitorais dos institutos Ipec e Datafolha e afirma, sem nenhuma base nos fatos, que qualquer resultado das urnas que não seja a vitória dele em primeiro turno significará que algo errado terá ocorrido no TSE.

Levantar suspeitas sobre a Justiça Eleitoral é uma afronta à democracia brasileira e deve ser denunciada.

Ipec: Lula tem 54%, e Bolsonaro, 35% no 2º turno

Pesquisa do Ipec divulgada nesta segunda-feira (19), encomendada pela Globo, aponta que o ex-presidente Lula (PT) tem 54% de intenção de votos em um eventual segundo turno, enquanto o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 35%. Brancos e nulos são 8%, e os 3% restantes não sabem ou não responderam.

Lula (PT): 54% (53% na pesquisa anterior, de 12 de setembro)
Bolsonaro (PL): 35% (36% na pesquisa anterior)

O instituto não testou outros cenários de segundo turno.

A pesquisa ouviu 3.008 pessoas entre os dias 17 e 18 de setembro em 181 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00073/2022.

Em relação ao primeiro turno, o ex-presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto com 47%, à frente de Bolsonaro (PL), com 31%. O instituto diz não ser possível afirmar neste momento se o petista pode ou não vencer a eleição no primeiro turno.

‘Mamãe, um dia eu vou ficar branco?’, pergunta criança negra chamada de ‘cocô’ por colegas de escola

“Mamãe, um dia eu vou ficar branco?”

A pergunta foi feita por Mathew, de 5 anos, à mãe, a estilista Claudete Alphonsus, após o menino ser alvo de xingamentos por outros alunos de uma escola na Zona Sul de São Paulo.

A mãe contou que vinha observando o desânimo do filho em ir para as aulas e resolveu conversar com a criança.

Em uma sequência de stories publicada na última sexta-feira (16), ela compartilhou imagens de Mathew chorando e relatando ser chamado de “cocô” pelos colegas por causa da cor de sua pele.

“Foi a coisa mais dolorosa de ouvir. Eu senti meu coração dilacerar e partir em pedacinhos. Sofri e chorei com ele. Peço a todos que tomem conta do mental de seus filhos pretos e não permitam que machuquem e nem permitam que eles façam seus filhos acharem que é feio por ser marrom! Ele tem 5 anos e já sofre o peso da cor… Não passarão…”, desabafou a mãe.

Mathew, que vive com os pais e a irmã mais velha na região do Campo Limpo, também na Zona Sul, estuda desde 2021 na escola particular onde vinha acontecendo a situação.

Segundo Claudete, ela esteve em reunião com a instituição nesta segunda-feira (19) que a informou que a direção vai averiguar todo ocorrido para apresentar uma resposta.

“Hoje pela manhã realizamos uma reunião extensa com a escola do meu filho que nos informou que ira averiguar todo o ocorrido para nos trazer uma resposta. Por enquanto entendemos que há um caminho longo para que possamos superar essa situação”, contou.

A mãe disse ainda estar contando com uma assessoria jurídica para tomar as medidas necessárias sobre o caso.

“Inicialmente pedimos a assessoria jurídica para averiguarmos todas as questões antes de tomarmos as medidas necessárias”, disse.

Brasil tem média móvel de 76 mortes por Covid a cada dia; tendência segue em queda

O Brasil registrou nesta segunda-feira (19) 60 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 685.482 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 76. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -27%, indicando tendência de queda pelo 16º dia seguido.

Brasil, 19 de setembro
Total de mortes: 685.482
Registro de mortes em 24 horas: 60
Média de mortes nos últimos 7 dias: 76 (variação em 14 dias: -27%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.636.731
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 6.972
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 8.046 (variação em 14 dias: -56%)

No total, o país registrou 6.972 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.636.731 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 8.046. A variação foi de -56% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Acre, Alagoas, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Sergipe não registraram qualquer morte pela doença no período de 24 horas. Sergipe também não teve qualquer registro de novo caso conhecido nesse intervalo. Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e Tocantins não divulgaram novos dados de casos e mortes até o fechamento deste boletim.

Em alta (3 estados): AP, PB, MA
Em estabilidade (7 estados e o DF): ES, PR, RS, AC, PI, DF, RJ, SP
Em queda (13 estados): MT, MG, AM, PE, CE, GO, BA, AL, PA, SC, RO, SE, RR
Não divulgaram (3 estados): MS, RN, TO

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Ministro do TSE proíbe Bolsonaro de usar discurso na embaixada em Londres na campanha eleitoral

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves proibiu que o presidente Jair Bolsonaro use, em sua campanha de reeleição, imagens do discurso feito na sacada da embaixada brasileira em Londres, neste domingo (18).

O ministro determinou ainda que a postagem feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) seja excluída de uma rede social.

Bolsonaro viajou ao Reino Unido no domingo para o funeral da rainha Elizabeth II, mas usou a passagem pela Embaixada do Brasil em Londres para fazer um discurso com tom eleitoral a apoiadores brasileiros no local.

Na tarde desta segunda (19), Bolsonaro seguiu viagem para Nova York, onde participará da Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça (20).

Na ação, a candidata do União Brasil à Presidência, Soraya Thronicke, afirmou que Bolsonaro tem se “notabilizado pela utilização de eventos a que comparece na condição de chefe de Estado, custeados com recursos públicos e inacessíveis aos demais candidatos, com posterior divulgação em meios oficiais e redes sociais de campanha, para promoção de sua candidatura à reeleição”.

Para Gonçalves, que é o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, o uso da embaixada foi indevido.

“Os elementos presentes nos autos são suficientes para concluir, em análise perfunctória, que o acesso à Embaixada, por força do cargo de Chefe de Estado, foi utilizado em proveito da campanha. A repercussão do vídeo na internet, com mais de 49.000 (quarenta e nove mil) visualizações, demonstra que o alcance do ato não se restringiu ao pequeno grupo presente ao local”, afirmou.

O ministro afirmou que “ao propiciar contato direto com eleitores e favorecer a produção de material de campanha, é tendente a ferir a isonomia, pois explora a atuação do Chefe de Estado, em ocasião inacessível a qualquer dos demais competidores, para projetar a imagem do candidato”.

Gonçalves disse que é preciso “cessar os impactos anti-isonômicos do aproveitamento das imagens do discurso na Embaixada em favor das candidaturas dos investigados”.

Na avaliação do corregedor, ”a utilização dessas imagens na propaganda eleitoral é tendente a ferir a isonomia, pois utiliza a atuação do Chefe de Estado em ocasião inacessível a qualquer dos demais competidores, para projetar a imagem do candidato”.

“É patente, portanto, que o fato em análise é potencialmente apto a ferir a isonomia entre candidatos e candidatas da eleição presidencial, uma vez que o uso da posição de Chefe de Estado e do imóvel da Embaixada para difundir pautas eleitorais redunda em vantagem não autorizada pela legislação eleitoral ao atual incumbente do cargo”.

Eleitora ou eleitor que perdeu o título pode tirar a 2ª via até quinta-feira

A eleitora ou o eleitor que perdeu ou teve extraviado seu título eleitoral tem até esta quinta-feira (22), dez dias antes do primeiro turno do pleito, para solicitar a segunda via do documento no cartório eleitoral da zona onde tem cadastro. A previsão consta do artigo 52 do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965).

Para a emissão da segunda via do título, o eleitor deve estar quite com a Justiça Eleitoral (JE), ou seja, não poderá ter débitos pendentes, como multas por ausência às urnas ou aos trabalhos eleitorais – como o de mesário –, ou ainda multas em razão de violação de dispositivos do Código Eleitoral, da Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997) e de leis conexas.

Uma novidade para o pleito deste ano é que, se a eleitora ou o eleitor estiver em situação regular na JE, poderá imprimir o título diretamente na ferramenta Autoatendimento do Eleitor, no Portal do TSE na internet, no campo “Imprimir o título eleitoral”.

Outros documentos para votar

O título eleitoral não é o único documento que possibilita a participação nas eleições. As pessoas aptas a votar podem se apresentar à mesa de votação levando consigo qualquer documento oficial com foto, como a carteira de identidade, a carteira de trabalho, a carteira de motorista ou o passaporte, por exemplo.

A cidadã ou o cidadão cuja inscrição eleitoral estiver em situação regular tem ainda como alternativa ao documento de papel a versão digital do título eleitoral, o e-Título, que pode ser obtido gratuitamente por meio de aplicativo para dispositivos móveis nas lojas virtuais Apple Store e Google Play.

O e-Título também possibilita a apresentação de justificativa eleitoral e oferece uma série de serviços e informações, como a emissão das certidões de quitação eleitoral e de crimes eleitorais; o acesso e a emissão de guia para o pagamento de multas; a consulta ao local de votação; e a inscrição como mesário voluntário, entre outros. Tudo sem a necessidade da ida pessoal ao cartório.

Em reunião, Pacheco apresenta a senadores propostas para bancar o piso nacional da enfermagem

O presidente do Senado e presidente da República em exercício, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se reuniu com líderes do Senado nesta segunda-feira (19) para tentar viabilizar o pagamento do piso salarial nacional para enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de enfermagem e parteiras.

Os valores foram estabelecidos por meio de uma lei federal aprovada em julho pelo Congresso e sancionada em agosto pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, um mês após a sanção, a norma foi suspensa por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Barroso atendeu a um pedido de entidades do setor que indicaram que aplicação do piso poderia gerar demissão em massa e sobrecarga na rede de saúde. Na semana passada, o Supremo manteve a decisão de Barroso.

De acordo com líderes, durante o encontro, Pacheco apresentou medidas que poderiam ser utilizadas para financiar o piso dos enfermeiros, entre elas, a que reedita o programa de repatriação de recursos.

“[A ideia] é compilar toda essa lista de sugestões a inicial que o presidente apresentou com mais essas sugestões que foram apresentadas pelos senadores e senadoras”, afirmou o líder da minoria no Senado Jean Paul Prates (PT-RN).

Pacheco levou aos líderes partidários uma lista com quatro sugestões de projetos para financiar o piso salarial:

Projeto que trata do remanejamento de recursos orçamentários. Segundo o líder da minoria, Jean Paul Prates (PT-RN), a intenção é remanejar recursos orçamentários destinados ao combate à Covid: contas do chamado Orçamento de Guerra e de emendas não utilizadas.

Projeto que reabre, por 120 dias, o prazo para adesão ao Regime Especial de Regularização Cambial e Tributária (RERCT), a fim de incentivar a regularização de recursos, bens e valores, de origem lícita, que não tenham sido declarados aos órgãos públicos brasileiros.

Projeto que dispõe sobre o Regime Especial de Atualização Patrimonial (REAP) de bens ou cessões de direitos de origem lícita referentes a bens móveis ou imóveis, declarados incorretamente ou com valores desatualizados por residentes ou domiciliados no país.

Projeto que dispõe sobre a prestação de auxílio financeiro pela União às santas casas e hospitais filantrópicos, sem fins lucrativos, que participam de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS), com o objetivo de permitir que atuem de forma coordenada no combate à Covid. Assim, essas instituições teria reforço financeiro para o piso.

No início do mês, Pacheco se reuniu com Barroso para discutir uma saída para aplicação do piso. O presidente do Senado também mantém um diálogo com o governo para tentar viabilizar a medida.

Negociações
No início do mês, Pacheco se reuniu com Barroso para discutir uma saída para aplicação do piso. O presidente do Senado também mantém um diálogo com o governo para tentar viabilizar a medida.

Pacheco vai levar as propostas discutidas nesta segunda para reuniões no Supremo Tribunal Federal (STF), com o ministro da Economia, Paulo Guedes e outros ministros do governo.

O presidente do Senado também deverá discutir as propostas com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e com o relator do Orçamento de 2023, senador Marcelo Castro (MDB-PI).

Propostas levadas por senadores
A estas propostas colocadas por Pacheco, somaram-se projetos levados por lideranças partidárias.

Uma dessas ideias, apresentadas por Prattes, prevê a destinação de emendas do orçamento secreto para pagar o piso da enfermagem.

Outra proposta apresentada foi um projeto que altera a lei da partilha para destinar a estados e municípios recursos do excedente em óleo da União (pré-sal) com o objetivo de bancar o piso dos enfermeiros.

Atualmente, a receita da comercialização desse excedente vai para o Fundo Social, órgão criado pela lei de partilha e vinculado à Presidência da República. A ideia é que nos próximos anos, até 2026, haja uma destinação extraordinária de recursos para pagar o piso.

“A arrecadação possível que a gente calculou aqui é da ordem de R$ 6 bilhões agora em 2023, 11 bilhões em 2024, e a partir daí deve chegar em torno de 20 bilhões nos outros anos”, afirmou Prattes.

Senadores também cogitam aprovar um projeto que prevê pagamento de uma espécie de royalties na exploração de energia eólica offshore (no mar). Parte desse dinheiro seria usado para financiar o piso.

Covid: Ministério diz que aguarda recomendação da área técnica para começar a vacinar crianças entre 6 meses e 4 anos com a Pfizer

Passados três dias após a aprovação da vacina da Pfizer para crianças entre 6 meses e 4 anos de idade no Brasil, o Ministério da Saúde ainda não informou se já tem previsão de compra e entrega dos imunizantes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última sexta-feira (16) a aplicação das vacinas, permitindo que os imunizantes sejam usados no país. Entretanto, é o Ministério da Saúde que é responsável pelo calendário de vacinação.

O g1 procurou a pasta questionando se há uma previsão de compra dos imunizantes, quantas doses serão aplicadas e qual grupo – dentro da faixa de 6 meses a 4 anos – deve ser priorizado inicialmente.

Em nota, o Ministério da Saúde informou apenas que tem contrato com a Pfizer para fornecimento de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

“Havendo recomendação pela área técnica da pasta, as vacinas serão disponibilizadas para todo o Brasil, como já ocorre com as demais faixas etárias”, complementa a nota.

Vacinação em crianças
Dados do consórcio de veículos de imprensa desta sexta-feira (16) apontam que 14.065.194 doses foram aplicadas em crianças com 3 a 11 anos, que estão parcialmente imunizadas – o número representa quase 53,23% da população nessa faixa etária que tomou a primeira dose. As crianças que estão totalmente imunizadas nesta faixa de idade são 9.476.480, o que corresponde a 35,86% da população deste grupo.

Segundo levantamento do Observatório da Primeira Infância, o Brasil registrou, em média, duas mortes de crianças menores de 5 anos por dia desde o início da pandemia, em 2020. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou um total de 291 mortes por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos. Os resultados demonstram que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis.

Os dados foram coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) entre 2020 e 2021, e analisados pelos coordenadores do Observa Infância, Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini.

Cancelamento de leilões de energia pelo governo divide setor elétrico

O cancelamento, pelo governo, de três leilões de energia previstos para o último quadrimestre deste ano dividiu o setor elétrico. Alguns representantes consideram a decisão acertada, enquanto outros apresentaram pontos de divergência.

Associações de consumidores, de geradores e de distribuidoras de energia consultadas pelo g1 consideraram que a medida antecipou a necessidade de repensar o modelo de contratação de energia.

Os cancelamentos foram oficializados na última quarta-feira (14) em portaria publicada no “Diário Oficial da União” (DOU). Não serão mais realizados neste ano:

Leilão de Energia Nova A-6: aconteceria em setembro e iria contratar novos empreendimentos eólicos, fotovoltaicos, termelétricos e hidrelétricos para fornecimento de energia a partir de 2028;

Leilão para Suprimento aos Sistemas Isolados: atenderia aos chamados sistemas isolados (regiões do país que não estão interligadas ao sistema elétrico nacional, como Roraima); o certame estava marcado até então para outubro;

Leilão para Contratação de Reserva de Capacidade na forma de potência: contrataria usinas não intermitentes, como as termelétricas, para garantir a segurança do fornecimento de energia elétrica em momentos críticos das hidrelétricas. O leilão aconteceria em novembro.

No caso do último, o governo ainda pretende retomar o leilão, mas em outro formato. Já os dois primeiros foram cancelados definitivamente.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia diz que cancelou o leilão de Energia Nova A-6 “em virtude da ausência de declaração de necessidade de compra de energia elétrica por parte das distribuidoras de energia [que seriam responsáveis por comprar a energia ofertada no leilão]”. Ou seja, as distribuidoras não se mostraram interessada em adquirir o produto.

Já o certame para os sistemas isolados foi cancelado, segundo o MME, porque o déficit de energia nessas regiões é pequeno e pode ser compensado, a princípio, por medidas de redução de perdas.

Com relação ao leilão para contratar energia na forma de potência, o ministério diz que a suspensão foi necessária para revisão das regras do certame. O objetivo, segundo a pasta, é pautar o leilão pela neutralidade tecnológica, ou seja, sem reserva de mercado para determinadas fontes.

Redução dos leilões
Márcio Trannin, vice-presidente da Absolar, pondera que, devido à abertura do mercado livre de energia (em discussão pelo governo e pelo Congresso), cada vez mais, os leilões de energia vão perder protagonismo.

“A nossa expectativa, com a liberalização de mercado, é que você tenha um mercado livre cada vez mais pujante. Significa dizer que o leilão vai perder protagonismo na expansão de qualquer tecnologia. Quem vai determinar a expansão de cada tecnologia a partir da liberalização é o mercado livre.”

Lula recebe apoio de oito ex-candidatos à Presidência

Candidatos à Presidência da República de eleições passadas se reuniram com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para declarar apoio ao petista contra Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral deste ano

O encontro ocorreu em um hotel em São Paulo e contou com as participações de:

Guilherme Boulos, que concorreu em 2018 pelo PSOL;
Luciana Genro, que concorreu em 2014 pelo PSOL;
Cristovam Buarque, que concorreu em 2006 pelo PDT;
Marina Silva, que concorreu em 2010 pelo PV, em 2014 pelo PSB e em 2018 pela Rede;
Fernando Haddad, que concorreu em 2018 pelo PT;
Henrique Meirelles, que concorreu em 2018 pelo MDB;
e João Vicente Goulart, que concorreu em 2018 pelo PPL.

Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula, também compareceu à reunião. Pelo PSDB, Alckmin disputou as eleições para presidente nos anos de 2006 e 2018.

Guilherme Boulos, Marina Silva e Fernando Haddad já haviam manifestado apoio ao candidato do PT. Marina fez o anúncio na semana passada, depois de apresentar a Lula uma série de pedidos relacionados à pauta ambiental.

O mais recente levantamento do instituto Datafolha, divulgado na quinta-feira (15), aponta que Lula tem 45% das intenções de voto no 1º turno, e Bolsonaro, 33%. A pesquisa Ipec mais recente aponta cenário semelhante: 46% para Lula e 31% para Bolsonaro.

‘Recuperar a democracia’
Lula afirmou que o ato desta segunda e o apoio dos ex-candidatos simboliza a vontade de recuperar a democracia no país

“É um dia alegre porque essa reunião aqui simboliza a vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia no nosso país. E todo mundo sabe que a democracia não é um pacto de silêncio, todo mundo silenciosamente vendo um governo governar. Não, a democracia é justamente o contrário: é a sociedade se movimentando dia e noite na perspectiva de conquistar melhores condições de vida para o povo brasileiro”, disse o petista.

“Eu estou feliz porque essa reunião, essa fotografia, ela simboliza a reconstrução do Brasil.”

O petista disse ainda que os aliados serão chamados “para um desafio”, que envolve “restabelecer a palavra soberania” no país.

“Eu estou querendo chamar vocês para um desafio que é muito maior que governar”, disse Lula.

“Nós vamos restabelecer a palavra soberania na sua plenitude, redefinir o papel de cada um porque as instituições estão desmontadas, muitas vezes até desmoralizadas. Todo mundo sabe a briga que a gente vai ter para discutir esse tal desse orçamento secreto”, completou o ex-presidente, referindo-se à decisão do Congresso que transferiu para deputados e senadores o poder de decidir onde é aplicada boa parte dos recursos públicos destinados a investimentos.

Terremoto de magnitude 7,6 atinge o México; há risco de tsunami

Um terremoto de magnitude 7,6 atingiu a costa oeste do México nesta segunda-feira (19) sacudindo edifícios e fazendo com que moradores da Cidade do México fossem para as ruas por segurança.

O Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA disse que há possibilidade de um tsunami perto da costa de Michoacán, no Oceano Pacífico, com risco de ondas de 1 a 3 metros de altura.

O tremor atingiu a costa oeste do país, na região de divisa dos estados de Michoacán e Colima, pouco depois das 13h no horário local (15h em Brasília). O terremoto foi a uma profundidade de cerca de 15 km. O registro foi feito pelo Serviço Geológico dos EUA. O serviço europeu marcou a mesma magnitude.

Na Cidade do México, que fica a aproximadamente 440 km do epicentro do terremoto desta segunda, testemunhas disseram que sentiram os prédios tremerem. A prefeita Claudia Sheinbaum disse que não houve relatos imediatos de danos na capital após os tremores.

Rainha Elizabeth II é sepultada

A rainha foi sepultada ao lado de seu marido, o príncipe Philip, na capela memorial do Rei George VI no Castelo de Windsor, de acordo com o site oficial da família real.

“A rainha foi enterrada junto com o duque de Edimburgo, na Capela Memorial do Rei George VI”, disse o comunicado.

Antes de sepultamento, Elizabeth II é separada de sua coroa

A coroa que acompanhou Elizabeth II desde que ela tinha 25 anos – quando chegou ao trono do Reino Unido – foi enfim separada da monarca. O objeto ficou todos os últimos dias sobre o caixão da rainha.

Ao final da missa no Castelo de Windsor, o cetro, o globo e a coroa foram retirados de cima do caixão. Pouco antes, em outro ato protocolar, o Lord Chamberlain, um dos principais oficiais da família real, quebrou seu cetro como símbolo do fim de seus serviços à rainha.