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Pernambuco inicia distribuição de quase 5 mil doses de nova vacina do SUS contra bronquiolite

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas.
/Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) iniciou, nesta segunda-feira (09), a distribuição de 4.976 doses do anticorpo monoclonal nirsevimabe nas unidades de saúde de Pernambuco. O imunizante, que combate o Vírus Sincicial Respiratório, principal causa da bronquiolite, é a mais nova vacina distribuída pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O imunizante, aplicado por via intramuscular, é destinado exclusivamente a bebês prematuros (menores de 36 semanas gestacionais e 6 dias) e aqueles menores de 2 anos (1 ano, 11 meses e 29 dias), que apresentam comorbidade elegível.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esse quantitativo recebido pelo Programa Estadual de Imunizações (PEI-PE) faz parte das 300 mil doses distribuídas em todo o país. Ainda segundo Padilha, esse novo imunizante disponibilizado pelo SUS custa em média R$ 2,5 mil nas redes privadas.

Conforme a SES-PE, o novo imunizante ficará disponível na rede de saúde durante todo o ano para crianças prematuras de qualquer peso corporal, independentemente do histórico de vacinação materna contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

Já para crianças menores de 2 anos, o indicativo de utilização do anticorpo monoclonal é para aqueles com diagnóstico de cardiopatia congênita, imunocomprometidos graves (inato ou adquirido), fibrose cística, anomalias congênitas das vias aéreas, Doença Pulmonar Crônica (broncodisplasia), Síndrome de Down e Doença Neuromuscular. Para estes grupos, a oferta será feita durante o período sazonal que acontece de fevereiro a agosto.

Segundo a SES-PE, o Ministério da Saúde orienta também que os municípios façam o resgate de crianças elegíveis para esta imunização, sejam eles prematuros e com as comorbidades já instaladas.

As crianças prematuras nascidas depois de agosto de 2025 deverão receber o anticorpo no início da sazonalidade deste ano, desde que tenham idade inferior a seis meses de vida. Além disso, as crianças com comorbidades menores de 24 meses também farão parte deste resgate, desde que não tenham feito a utilização do palivizumabe.

Distribuição da vacina

O imunizante será distribuído prioritariamente em maternidades, leitos obstétricos conveniados ao SUS, centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIEs) e unidades de saúde da rede SUS.

No caso de municípios que ainda não indicaram seus serviços de referência à SES-PE, a população pode procurar o Programa Municipal de Imunização para ter informações atualizadas sobre o acesso ao anticorpo monoclonal.

Com isso, as maternidades serão responsáveis pela aplicação do imunobiológico nos recém-nascidos do local. Já os demais serviços de saúde relatados atenderão crianças prematuras e com comorbidades, que farão parte do resgate da estratégia.

O niservimabe torna-se parte das ações de prevenção contra o VSR, iniciada em dezembro passado, com a oferta da vacina recombinante, aplicada em dose única, indicada para todas as gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna, com foco na proteção dos bebês menores de seis meses.

Até então, o palivizumabe era a única opção disponível no SUS para prevenção do VSR. Segundo a SES-PE, a medida do Ministério da Saúde visa ainda à substituição gradual do palivizumabe pelo nirsevimabe.

Apesar disso, as crianças que iniciam o esquema de proteção contra o VSR com o palivizumabe, devem finalizar com o mesmo imunobiológico, composto por cinco doses.

Este incremento junto à rede SUS será muito importante para a prevenção do Vírus Sincicial Respiratório, para a redução da busca por atendimento nos hospitais e para a diminuição do surgimento de casos graves“, destacou a superintendente de Imunizações do estado, Magda Costa.

A distribuição do niservimabe no SUS fortalece a resposta contra a sazonalidade dos vírus respiratórios, que vai de fevereiro/março a agosto, provocando impacto na demanda por leitos especializados no cuidado intensivo desses pacientes.

Vale ressaltar que enquanto as vacinas induzem uma resposta ativa do sistema imunológico contra vírus e bactérias, as anticorpos monoclonais são desenvolvidas para atacar alvos específicos e gerar uma resposta passiva e instantânea, tratando-se de uma estratégia complementar à vacinação.

Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades brasileiras

Injeção semestral contra HIV será testada pela Fiocruz em sete cidades brasileiras/Ihsaan Haffejee / AFP

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) conduzirá um estudo com o lenacapavir, novo medicamento de profilaxia pré-exposição ao HIV (PrEP), em sete cidades brasileiras: Campinas, Florianópolis, Manaus, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O objetivo é que os resultados respaldem a avaliação para incorporar o remédio ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 12 de janeiro, o medicamento é disponibilizado nas formas injetável (que será usada nos estudos) e em comprimidos. A droga atua em diversas etapas do ciclo replicativo do HIV, daí seu potencial preventivo.

Intitulado ImPrEP LEN Brasil, o estudo é voltado para homens gays e bissexuais, pessoas não binárias designadas biologicamente do sexo masculino e pessoas transgênero, com idade entre 16 e 30 anos.

As doses foram disponibilizadas pela Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, e o início das aplicações depende da chegada ao Brasil de agulhas específicas para a administração do fármaco.

Vendido sob o nome comercial Sunlenca, o lenacapavir integra uma classe de antirretrovirais considerada inovadora. O medicamento é indicado a pessoas a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 quilos, e que apresentem teste negativo para HIV antes do início do tratamento.

Botucatu inicia vacinação contra dengue com imunizante do Butantan

Botucatu inicia vacinação contra dengue com imunizante do Butantan
/Foto: Walterson Rosa/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deu início neste domingo (18) à campanha de vacinação em massa contra a dengue na cidade paulista de Botucatu, com o uso da vacina Butantan-DV. O imunizante é o primeiro do mundo em dose única que previne contra a arbovirose, com tecnologia 100% nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan.

O estudo é desenvolvido pelo Ministério da Saúde, a Prefeitura de Botucatu, a Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu e pelo Instituto Butantan.

Ao todo, o Ministério da Saúde decidiu vacinar a população de 15 a 59 anos de três municípios inteiros, antes de levar o imunizante para todo o Brasil. O objetivo é avaliar a efetividade da imunização, o impacto na população e a circulação do vírus na comunidade.

“Esse é o primeiro passo da vacina do Butantan no nosso calendário de vacinação da dengue”, declarou o ministro, neste domingo.

Estratégia piloto

Além de Botucatu, a estratégia piloto é realizada, a partir deste fim de semana, nos municípios de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG).

De acordo com o Ministério da Saúde, as cidades foram escolhidas por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes, pelo histórico de vacinação e pela proximidade a outras grandes regiões metropolitanas.

O ministro Padilha confirma que a meta é ter 40% da população vacinada na faixa etária estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Nossa meta é chegar o mais rápido possível a cobrir essa população de 15 a 59 anos e, com isso, confirmar o que os estudos projetam. Se a gente chegar a 40 a 50% da população vacinada, além de proteger cada indivíduo que se vacina, essa vacina tem um forte impacto no controle da doença na cidade como um todo.”

Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG).

O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.

Botucatu

Esta é a segunda vez que o município de Botucatu realiza uma vacinação em massa para avaliar a efetividade de uma vacina. Em maio de 2021, teve início na cidade a vacinação contra a covid-19 com uma dose do imunizante produzido pelos laboratórios AstraZeneca/Oxford/Fiocruz. À época o esquema vacinal teve impacto positivo nas internações hospitalares.

Para a escolha de Botucatu, o ministro da Saúde explicou que pesou o fato de o estado de São Paulo ter sido a unidade da federação que mais concentrou casos de dengue no ano passado e também onde teve maior circulação do dengue tipo 3.

“Como circulou dengue tipo 3 aqui, no estado de São Paulo, é uma grande oportunidade para a gente avaliar o impacto que essa vacina vai ter na dengue tipo 3, na possibilidade de controlar rapidamente a dengue na cidade.

A prefeitura disponibilizou 28 pontos de vacinação, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.

Para evitar aglomerações, a recomendação é que as pessoas de 35 a 59 anos compareçam à sua unidade de saúde de referência pela manhã (8h às 12h30), e jovens de 15 a 34 anos, no período da tarde (12h30 às 17h). Os menores de 18 anos deverão estar acompanhados por um responsável legal.

Os locais de vacinação contra a dengue estão disponíveis no site da prefeitura de Botucatu.

Vacina nacional

A vacina Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e protege contra os quatro sorotipos da doença (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

O estudo clínico do imunizante Butantan-DV comprovou eficácia de 74% contra casos gerais de dengue, de mais de 91% contra casos graves e de 100% contra hospitalizações por dengue. Esse estudo foi realizado entre os anos de 2016 e 2024, com mais de 16 mil voluntários residentes de 14 estados brasileiros.

O primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo adota a tecnologia de vírus vivo atenuado e foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines.

Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina internacional QDenga, de produção japonesa, com esquema de duas doses. Neste caso, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), nos mais de 5,5 mil municípios brasileiros.

Anvisa publica registro da vacina contra a dengue do Butantan

Pernambuco receberá 30.700 doses da vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR)/Foto: Reprodução / Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta segunda-feira (8), no Diário Oficial da União, o registro da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan.

O registro do imunizante já havia sido anunciado pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, no fim de novembro. A intenção da pasta é começar a aplicação das doses em 2026, de forma gratuita, via Sistema Único de Saúde (SUS).

Em nota, a Anvisa informou que a publicação oficializa a conclusão do processo regulatório e permite a produção e a comercialização do imunizante — que será ofertado exclusivamente pela rede pública.

“O registro é um marco para o enfrentamento da dengue no Brasil. A vacina passou por todas as etapas de análise técnica e regulatória previstas na legislação sanitária, garantindo sua segurança, qualidade e eficácia”, destacou a agência.

O comunicado cita ainda que a vacina é tetravalente e combate os quatro sorotipos da dengue, além de ser aplicada em dose única. “Essa é a primeira vacina contra a dengue a ser produzida por um laboratório nacional”, completou a Anvisa.

A nota ressalta que, mesmo com o registro do imunizante, o Instituto Butantan deve dar continuidade aos estudos adicionais da vacina e realizar o monitoramento ativo de seu uso pela população em geral.

A tecnologia utilizada pelo novo imunizante é a de vírus vivo atenuado, que é segura e já empregada em diversas outras vacinas em uso no Brasil e no mundo”, destacou a agência.

A indicação da dose aprovada pela Anvisa é para pessoas na faixa etária de 12 a 59 anos, perfil que, segundo a nota, ainda pode ser ampliado no futuro, a depender de novos estudos.

Em novembro, o Instituto Butantan informou que já havia 1 milhão de unidades da vacina prontas para distribuição. A estimativa do Butantan é ter disponível mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.

Entenda

A Butantan-DV é o primeiro imunizante contra a dengue em dose única no mundo. A vacina foi desenvolvida pelo Instituto do Butantan a partir de uma parceria articulada pelo Ministério da Saúde com a empresa chinesa WuXi Vaccines.

A nova dose utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado, já utilizada em outros imunizantes em uso no Brasil e no mundo, como a vacina tríplice viral, a vacina contra a febre amarela, a vacina contra a poliomielite e algumas vacinas contra a gripe.

De acordo com a avaliação técnica da Anvisa, a Butantan-DV apresentou eficácia global de 74,7% contra dengue sintomática na população de 12 a 59 anos. Isso significa que, em 74% dos casos, a doença foi evitada por conta da vacina.

A dose também demonstrou 89% de proteção contra formas graves da doença e contra formas de dengue com sinais de alarme, conforme publicação na The Lancet Infectious Diseases.

Anvisa aprova 1ª vacina brasileira de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Butantan

O anúncio oficial do acordo entre a Anvisa e o Instituto Butantan sobre a vacina da dengue será feito nesta quarta/Foto: Butantan/Divulgação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta quarta-feira (26) o registro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina da dengue produzida pelo Instituto Butantan. A intenção é começar a aplicação da doses em 2026, de forma gratuita, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Instituto Butantan, já há 1 milhão de unidades da vacina contra a dengue prontas para distribuição. Este é o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose. A estimativa do Butantan é ter disponível mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.

“Hoje é um dia de alegria, de vitória da vacina, de vitória da ciência, de vitória da cooperação entre o SUS brasileiro e de suas instituições públicas que estão espalhadas pelo país, entre elas o Instituto Butantan”.

Padilha, ao lado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ressaltou a qualidade da vacina contra a dengue.

“Sabemos já dos dados publicados, sabemos da segurança dessa vacina. Estamos falando de um hat-trick: é uma vacina 100% brasileira, tem capacidade de proteção ampla e é uma dose apenas”.

A nova vacina será integrada ao Programa Nacional de Imunização (PNI). De acordo com o governo, o ministério apresentará a novidade já nesta quinta-feira (27) à Comissão Tripartite, formada por secretários estaduais e municipais de saúde, bem como a estratégia de incorporação.

“Queremos começar a utilização dessa vacina no começo do calendário vacinal de 2026”, revelou o ministro.

Segundo o Instituto Butantan, já há 1 milhão de unidades da vacina contra a dengue prontas para distribuição. Este é o primeiro imunizante no mundo de apenas uma dose. A estimativa do Butantan é ter disponível mais de 30 milhões de doses em meados de 2026.

Ministério da Saúde quer incorporar vacina contra chikungunya ao SUS


A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e do vírus Zika (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
)

O Ministério da Saúde vai pedir a incorporação da vacina contra chikungunya no Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante, produzido pelo Instituto Butantan em parceria com a empresa farmacêutica Valneva, teve seu registro aprovado esta semana pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em nota, o ministério informou que o pedido de incorporação será encaminhado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) “para adoção das medidas imediatas necessárias para dar seguimento à avaliação da oferta do novo imunizante na rede pública de saúde”.

A expectativa da pasta é que, uma vez aprovada e havendo capacidade produtiva, a vacina seja incorporada ao Programa Nacional de Imunizações.

Entenda

A vacina foi desenvolvida pelo laboratório Valneva em parceria com o Instituto Butantan e, segundo o ministério, representa um avanço significativo no enfrentamento de arboviroses.

A chikungunya é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e do vírus Zika. A doença causa febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para dor crônica em alguns casos.

O vírus foi introduzido no Brasil em 2014 e, atualmente, todos os estados brasileiros registram casos. Até o dia 14 de abril, o país já havia registrado 68,1 mil casos da doença, com 56 óbitos confirmados.

Tecnologia nacional

Ainda de acordo com a pasta, a vacina aprovada pela Anvisa já havia sido aprovada por agências regulatórias internacionais como a Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, e a Agência Europeia de Medicamentos, para uso em adultos.

O imunizante é uma vacina recombinante atenuada, de dose única, indicada para pessoas a partir de 18 anos que estejam em risco elevado de exposição ao vírus. A dose é contraindicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos.

A previsão é que a produção inicial do imunizante aconteça na Alemanha, pela empresa IDT Biologika GmbH, com previsão de transferência de tecnologia para fabricação futura no Brasil pelo Instituto Butantan.

Campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (7)

Vacina contra a gripe — Foto: Prefeitura de Bertioga/Divulgação

A campanha de vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira (7) em todos os estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. De acordo com o Ministério da Saúde, serão imunizadas, inicialmente, pessoas que fazem parte do público-alvo.

Na região Norte, a campanha acontece no segundo semestre do ano, alinhando-se ao período de maior circulação viral na região. O Ministério da Saúde adquiriu 73,6 milhões de doses — sendo:

  • 67,6 milhões para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste;
  • 5,9 milhões para a Região Norte.

Fazem parte do público-alvo:

  • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
  • Gestantes;
  • Idosos a partir de 60 anos;
  • Trabalhadores da Saúde;
  • Puérperas;
  • Professores dos ensinos básico e superior;
  • Povos indígenas;
  • Pessoas em situação de rua;
  • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
  • Profissionais das Forças Armadas;
  • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
  • Pessoas com deficiência permanente;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
  • Trabalhadores portuários
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
  • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Proteção

Segundo o Ministério da Saúde, a vacina contra influenza de 2025 contém as seguintes cepas: H1N1, H3N2 e B. A administração pode ser feita junto a outras vacinas do Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante é contraindicado para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores.

A pasta reforça a importância da vacinação e conta com a participação de toda a população.

Vacinar-se é um ato de cuidado próprio e coletivo. As vacinas são seguras, eficazes e gratuitas“, diz o Ministério da Saúde.

Secretaria de saúde inicia campanha de vacinação contra a influenza em Afogados

Tem início nesta quarta (02), a campanha de vacinação contra a gripe H1N3, popularmente conhecida como influenza.

A vacina pode ser tomada nas unidades básicas de saúde ou na sede do programa nacional de imunização, que fica na rua Professor Vera Cruz, n° 160, no centro de Afogados.

A vacinação será realizada de segunda a sexta, nos horários das 7h30 ao meio-dia, e de 14h às 17h. Lembre-se sempre: vacinas salvam vidas!

Confira o público-alvo:

  • Crianças de O6 meses a menores de O6 anos
  • Trabalhadores da saúde
  • Gestantes e puérperas
  • Professores(as)
  • Idosos acima de 60 anos
  • Pessoas em situação de rua
  • Pessoas com doenças crônicas ou deficiência permanente
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transportes coletivos
  • População privada de liberdade
  • Funcionários dos Correios

STJ decide que pais que se recusaram a vacinar os filhos contra Covid-19 podem ser multados

STJ entendeu que pais que se recusem a vacinar os filhos podem ser punidos. — Foto: Reprodução/EPTV

Os ministros analisaram, na terça-feira (18), o recurso de um casal contra decisão da Justiça do Paraná que determinou o pagamento de multa de três salários-mínimos pela recusa de imunizar a filha.

Os pais alegaram que não podem ser punidos por não vacinar a criança, já que não haveria obrigatoriedade porque o imunizante não estaria no Plano Nacional de Imunização.

Os ministros seguiram o voto da relatora, ministra Nancy Andrighi, pela rejeição do recurso e manutenção da multa. A ministra ressaltou a obrigatoriedade da imunização infantil prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente. Para a ministra, a recusa violaria deveres do poder familiar.

Autonomia não é absoluta

Andrighi ressaltou que a autonomia dos pais “não é absoluta” e que a recusa, fora em casos de problemas físicos ou psiquiátricos, pode ser considerada negligência parental, portanto, passível de sanção do Estado.

A ministra disse ainda que a vacinação foi recomendada nas esfera municipal e federal em 2022, sendo que o Conselho Tutelar e o Ministério Público orientaram e fizeram vários alertas ao casal antes da punição.

“A vacinação infantil não significa apenas a proteção individual das crianças e adolescentes, mas representa o pacto coletivo pela saúde de todos a fim de erradicar doenças ou minimizar as suas sequelas, garantindo ser uma infância saudável e protegida”, afirmou a ministra.

A ministra Daniela Teixeira afirmou que a Constituição prevê que a criança é prioridade absoluta. “É dever nosso assegurar às crianças e adolescentes o direito à vida e à saúde”.

Covid: Brasil usa vacinas desatualizadas; Saúde aguarda aval da Anvisa para receber nova versão

Covid: Saúde aguarda aval da Anvisa para receber vacinas atualizadas;  agência deve terminar análise na próxima semana

O Brasil utiliza doses desatualizadas na vacinação contra a Covid-19. O Ministério da Saúde aguarda o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para receber a versão mais recente dos imunizantes, que foram adquiridos numa compra de quase 60 milhões de unidades.

As doses disponíveis nos postos de saúde hoje são direcionadas para a cepa da Ômicron XBB.1.5. Elas foram desenvolvidas ainda no final de 2023 e receberam o aval para uso no país no início do ano passado.

A variante, porém, não é a mais recente e a indicada como alvo pelas autoridades sanitárias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou, em abril de 2024, a atualização para a cepa JN.1, que é a mais prevalente no momento. A orientação foi seguida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em setembro.

A agência já chegou a autorizar versões atualizadas da vacina para a JN.1, em novembro do ano passado, mas apenas aquelas produzidas pela Pfizer e pela Moderna.

No entanto, o contrato vigente do Ministério da Saúde para aquisição de doses contra a Covid-19, estabelecido após licitação feita também em novembro, é com a Zalika Farmacêutica para recebimento da vacina Covovax, desenvolvida pela Novavax. O imunizante ainda não tem a versão para a JN.1 aprovada no país.

A Zalika submeteu à Anvisa um pedido de aprovação dessa versão no dia 4 de dezembro. Procurada, a agência disse que avaliou a documentação e emitiu uma exigência técnica no dia 12, que foi cumprida no dia 23. Segundo a Anvisa, a análise (da vacina) deve ser finalizada na primeira semana de fevereiro.

O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti, explica que a pasta aguarda a aprovação da versão para a JN.1 da Covovax para que o Brasil comece a receber as doses mais atualizadas:

“Nosso contrato (com a Zalika) tem como cláusula a entrega da última vacina licenciada no país, isso pauta a aquisição. Então o tipo de vacina que a Anvisa autorizar é a que vamos disponibilizar”.

A pasta da Saúde poderia ter solicitado à Anvisa um pedido de autorização em caráter excepcional para importar a Covovax atualizada mesmo sem registro, ou feito uma compra excepcional de doses da Moderna ou da Pfizer adaptadas para a JN.1.

Porém, Gatti defende que o momento da pandemia é outro, que não demanda acelerar os passos convencionais da Anvisa ou adquirir doses além das já contratadas.

Ele cita a instrução normativa expedida pela Anvisa em setembro do ano passado que definiu as regras para atualização das vacinas da Covid-19.

Além de indicar a adaptação para a JN.1, o documento estabeleceu que as doses antigas podem ser usadas no país até nove meses após a aprovação do novo imunizante, ou seja, aquelas para a XBB.1.5 ainda podem ser aplicadas.

“O Ministério da Saúde vai seguir a lógica da instrução normativa, não temos necessidade de atropelar a agência regulatória. A mudança da vacina depende de alguns passos, há todo o processo de atualização por parte do laboratório, de regulamentação e de planejamento de estoque, aquisição, distribuição. A normatização da Anvisa é muito adequada, porque além de dar uma diretriz para o país seguir, permite que seja feita uma transição de forma adequada sem causar prejuízos ao PNI”, diz o diretor do programa.

A boa notícia é que a vacina para a JN.1 ainda deve continuar sendo a versão mais atualizada recomendada pela OMS quando chegar ao país, mesmo quase um ano após a recomendação inicial do órgão.

Isso porque, em dezembro, o Grupo Técnico Consultivo da OMS sobre a Composição da Vacina contra a COVID-19 (TAG-CO-VAC) se reuniu novamente e continuou a orientar às fabricantes e às autoridades regulatórias do mundo que a linhagem JN.1 seja o alvo da composição das doses.

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, explica que a atualização das doses a nível global é um desafio para a Covid-19 e reforça que, enquanto as novas vacinas não chegam ao Brasil, as antigas ainda oferecem uma proteção indispensável:

“A atualização das vacinas é um grande desafio mundial. Nós não temos ainda, como temos com a gripe, uma sazonalidade marcada do vírus e uma capacidade de prever a cepa que vai circular daqui a meses a tempo de produzir uma nova vacina. Isso impede que o mundo esteja sempre atualizado com a versão circulante”, afirma, e continua:

“O ideal é claro termos sempre a versão mais próxima possível da versão do vírus que está circulando. Mas sabemos que a proteção conferida pelas versões anteriores da vacina, como a para a XBB, é boa para formas graves, embora seja menos duradoura. E é cada vez menor para as formas não graves, então vamos perdendo a proteção para a infecção leve, por isso buscamos sempre a versão mais atualizada. Mas temos um grau de proteção que especialmente a população que é muito vulnerável precisa ter, e são doses extremamente seguras que não trazem risco”.

Vacinação em massa contra dengue não ocorrerá em 2025

Entrega de 100 milhões de doses deve ocorrerem 2027 (foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo
)

O centro bioindustrial do Instituto Butantan, de São Paulo, anunciou hoje (22) que iniciou a produção dos imunizantes contra a dengue. Apesar da iniciativa, a população brasileira não será vacinada em massa contra a dengue neste ano.

O problema é a fabricação da vacina Butantan-DV ganhar escala de produção para chegar a uma centena de milhões. “O Butantan está produzindo, mas não há previsão de uma vacinação em massa neste ano de 2025, isso é muito importante colocar, independente da Anvisa, porque é preciso ter escala nessa produção”, afirmou a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

A previsão do Butantan, divulgada em dezembro, é de fornecer um milhão de doses neste ano; e totalizar a entrega de 100 milhões de doses em 2027.

A entrega das doses só poderá ocorrer após a liberação da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que analisa no momento os documentos apresentados sobre os imunizantes. Posteriormente, a vacina deverá ser submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) para incorporação no programa de imunização.

A Butantan-DV será uma vacina em dose única. Segundo a ministra, os estudos clínicos apontam “uma excelente eficácia”, mas enquanto não está disponível na escala desejada é necessário reiterar e manter os cuidados orientados pelo Ministério da Saúde contra o mosquito Aedes aegypti.

Nesta quarta-feira (22) à tarde, em Brasília, a ministra Nísia Trindade se reúniu com representantes de conselhos, da sociedade civil, instituições de saúde, associações e especialistas para discutir e alinhar estratégias de controle da dengue e outras arboviroses.

Na próxima semana, antes da volta das aulas nas escolas públicas, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação vão retomar iniciativas do programa Saúde na Escola, presente em 96% dos municípios brasileiros, para ter as escolas como espaços livre da dengue.

Entre as medidas, além da informação e mobilização das comunidades dentro e ao redor dos colégios, está prevista a borrifação nos prédios escolares de um inseticida com ação prolongada contra o Aedes aegypti.

Butantan pede registro de vacina contra dengue para Anvisa

 (Butatan/Divulgação)

O Instituto Butantan entregou hoje (16) à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os documentos para a aprovação de sua vacina contra dengue, a primeira do mundo em uma única dose. Caso seja dada a autorização, a instituto terá condições de produzir 100 milhões de doses para o Ministério da Saúde pelos próximos três anos.

Foram encaminhados à Anvisa nesta segunda-feira (16) três pacotes de informações sobre o imunizante. Foi a última leva de documentos necessários ao processo de autorização para a fabricação da chamada Butantan-DV.

“É um dos maiores avanços da saúde e da ciência na história do país e uma enorme conquista em nível internacional. Vamos aguardar e respeitar todos os procedimentos da Anvisa, um órgão de altíssima competência. Mas estamos confiantes nos resultados que virão”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

O último participante dos ensaios clínicos do imunizante completou o acompanhamento em junho. Foram cinco anos de ensaios e observação. A New England Journal of Medicine publicou recentemente os dados de segurança e eficácia da candidata à vacina. Os números mostraram 79.6% de eficácia geral pra prevenir casos de dengue sintomática.

Já a The Lancet Infectious Diseases publicou os dados da fase três do ensaio clínico, que apontaram uma proteção de 89% contra dengue grave e dengue com sinais de alarme, além de eficácia e segurança prolongadas por até cinco anos.

No caso de aprovação do imunizante pela Anvisa, o Butantan acredita que tem condições de fornecer um milhão de doses no próximo ano. Outras 100 milhões de doses poderão ser entregues nos anos de 2026 e 2027.

As informações encaminhadas ao Butantan nesta segunda-feira (16) detalham os processos de fabricação da vacina. Ou seja, demonstram como os testes de formulação e envase cumprem os requisitos da agência.

A fábrica da vacina, que fica no Centro Bioindustrial do Butantan, foi inspecionada e teve suas instalações aprovadas pela Anvisa. Em caso de autorização para a fabricação do imunizante, o Butantan deve enviar uma solicitação de autorização de preço à Câmara de Regulação de Mercado de Medicamentos.

Depois disso, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) vai analisar a incorporação da vacina ao Sistema Único de Saúde. É a etapa na qual se verificam pontos como redução de internações e de absenteísmo ao trabalho, benefícios e riscos no longo prazo e para a população brasileira.

Mudanças climáticas e eventos extremos impactam trabalho de vacinação no Brasil

Karen Carvalho é enfermeira diplomada pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos, no Rio Grande do Sul, com especialização em saúde coletiva, estratégia de saúde da família e vigilância em saúde.

Em maio deste ano, ela atuou junto a outros profissionais da área nas enchentes que assolaram seu estado.

A tarefa de Karen em meio aos caos não era fácil: vacinar pessoas que tiveram contato com a água e que se aglomeravam em abrigos, suscetíveis a doenças como hepatite A, influenza e covid-19.

“Tivemos que ir aos abrigos várias vezes. Não foi só uma vez não. Foram várias idas. Até que as pessoas topassem nos receber. Até que tivéssemos um vínculo com aquela população que estava ali”, contou. Dentre os desafios, segundo ela, estava a ausência de documentação para o registro das doses aplicadas. “Aquelas pessoas saíram de casa sem nada. Sem cartão do Sistema Único de Saúde (SUS), sem carteira de vacina das crianças”.

Outra dificuldade enfrentada pela enfermeira e por outros profissionais de saúde que atuaram nas enchentes do Rio Grande do Sul foi a hesitação vacinal.

“As pessoas da região estavam tão fragilizadas com tudo o que estava acontecendo que convencê-las sobre a vacinação não foi fácil. Vacinar parecia ser o que menos importava pra elas naquele momento”, lembra.

“Em meio a tudo isso, ficamos sem locomoção. Os profissionais de saúde não conseguiam chegar aos locais onde havia demanda pra eles. Usamos o serviço do Exército pra levar vacina onde precisava, pra buscar vacina onde precisava. Só aquele caminhão passava, porque é muito alto e a água não tapava. Havia pessoas isoladas de um lado da cidade e nós ficamos presos do outro lado.”

Karen também precisou aplicar doses antirrábicas de forma preventiva em voluntários que resgatavam animais das águas e nos que cuidavam desses mesmos animais em abrigos, já que o risco de mordidas, arranhões e outros acidentes era constante.

“Acabamos vacinando por pré-exposição quem participava de resgates e forças de segurança, como a Força Nacional do SUS, homens do corpo de bombeiros e do Exército”.

Mpox: fabricante de vacina pede autorização para imunizar adolescentes

Imunizante é indicado para pessoas a partir de 18 anos (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A Bavarian Nordic, fabricante da vacina contra a mpox Jynneos, solicitou à Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) autorização para que a dose possa ser aplicada também em adolescentes. Atualmente, o imunizante tem indicação apenas para pessoas com idade igual ou superior a 18 anos.

A empresa se baseou em resultados preliminares de um estudo encomendado pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos (NHI, na sigla em inglês) e pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas também dos Estados Unidos, conduzido em 315 adolescentes com idades entre 12 e 17 anos e entre 211 adultos com idade igual ou superior a 18 anos.

Os números, segundo a Bavarian Nordic, demonstram que o imunizante é igualmente eficaz entre adolescentes e entre adultos, com perfil de segurança semelhante em ambos os grupos após vacinação com duas doses-padrão. No pedido enviado à EMA, a empresa pede autorização para que a dose possa ser aplicada em adolescentes de 12 a 17 anos.

“Embora seja atualmente indicada apenas para adultos com 18 anos ou mais, a vacina já recebeu autorização de uso emergencial em adolescentes, pela Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), durante a emergência global por mpox em 2022”, destacou o fabricante em comunicado.

Crianças

A Bavarian Nordic informou que também se prepara para realizar um ensaio clínico capaz de avaliar a imunogenicidade e segurança do imunizante em crianças de 2 a 12 anos. “O objetivo é ampliar ainda mais a indicação da vacina às populações mais jovens”, detalhou a nota.

O estudo, parcialmente financiado pela Coalisão para Inovações e Preparo em Epidemias (CEPI, na sigla em inglês), deve ter início na República Democrática do Congo e em Uganda ainda este ano. A doença já é considerada endêmica em todo o continente africano e foi declarada emergência em saúde pública de interesse internacional.

Ministério da Saúde negocia compra de 25 mil doses de vacina contra mpox

Desde 2023, mais de 29 mil doses contra a mpox foram aplicadas no Brasil (foto: Pascal Guyot/AFP

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A aquisição emergencial de 25 mil doses de vacina contra a mpox está sendo negociada pelo Ministério da Saúde com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O anúncio foi feito pela pasta, nesta quinta-feira (15). A doença foi declarada emergência em saúde pública de importância internacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Durante a primeira emergência global por mpox, em 2023, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial da vacina Jynneos para combater a doença, já que o insumo não era licenciado no Brasil. A autorização foi renovada em fevereiro deste ano, mas venceria novamente este mês. O ministério já fez um novo pedido de renovação.

Segundo a Anvisa, o imunizante é destinado a adultos com idade igual ou superior a 18 anos e tem prazo de até 60 meses de validade, quando conservado entre -60 graus Celsius (ºC) e -40°C. A prorrogação da dispensa temporária e excepcional é válida por seis meses e se aplica somente ao ministério.

Público-alvo

Desde 2023, mais de 29 mil doses contra a mpox foram aplicadas no Brasil. O público-alvo definido à época da primeira emergência incluiu pessoas vivendo com HIV/aids de 18 a 49 anos, independentemente do status imunológico identificado pela contagem de linfócitos TCD4; e profissionais de laboratórios do tipo NB-2 com idade entre 18 e 49 anos e que trabalham com o Orthopoxvirus.

Quem teve contato direto com fluidos e secreções corporais de pacientes com suspeita de infecção por mpox também integrou o público-alvo definido pelo ministério para ser imunizado contra a doença, mas mediante avaliação da vigilância local.

Vigilância

Estamos numa fase em que o que é importante é a vigilância e o monitoramento”, destacou a ministra da Saúde, Nísia Trindade. “Muitas vezes, as pessoas ficam ansiosas. A vacina sempre gera uma grande expectativa. Mas é importante reiterar que, nos casos em que se recomenda a vacinação, ela é muito seletiva, focada em públicos-alvo muito específicos até este momento”, explicou a ministra.

“A vacina Jynneos é de um produtor nórdico e tem uma produção pequena. Há insuficiência no mercado internacional”, ressaltou a secretária de Vigilância em Saúde do ministério, Ethel Maciel. “Neste momento, estamos negociando com a Opas um processo de compra. Para que, além daquelas pessoas que já vacinamos, ter uma reserva no Brasil”, completou.

Segundo Ethel, dentro das configurações da nova emergência global instalada pela OMS, o Brasil está no nível 1, o menos alarmante, com cenário de normalidade para a doença e sem casos da nova variante identificada na República Democrática do Congo, na África. O último óbito pela doença em solo brasileiro foi registrado em abril de 2023.

De acordo com o ministério, o nível 2 refletiria um cenário de mobilização, com detecção de casos importados no Brasil; o nível 3, cenário de alerta, com detecção de casos autóctones esporádicos; o nível 4, situação de emergência, com transmissão sustentada em território nacional; e o nível 5, situação de crise, com uma epidemia de mpox instalada no país.