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Mais de 69 milhões não tomaram 1ª dose de reforço contra covid-19

Mais de 69 milhões de brasileiros ainda não voltaram aos postos para receber a primeira dose de reforço da vacina contra covid-19, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com Ministério da Saúde, 32,8 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram. Os imunizantes estão disponíveis em mais de 38 mil postos de vacinação em todo o país. 

Segundo a pasta, estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o novo coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela covid-19.

Doses de reforço
A primeira dose de reforço é recomendada para pessoas com mais de 12 anos de idade e deve ser aplicada quatro meses depois da segunda dose ou dose única. No momento, a segunda dose de reforço é recomendada para a população acima de 40 anos de idade e trabalhadores da saúde, independentemente da idade.

Imunizantes
As vacinas recomendadas para as doses de reforço são dos fabricantes Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, que podem ser utilizadas para pessoas com 18 anos de idade ou mais. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, preferencialmente deve ser utilizada a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina CoronaVac na dose de reforço.

Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é diferente das demais, com três reforços para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos e dois reforços para pessoas de 18 a 39 anos.

O primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo; e os outros devem obedecer ao intervalo de quatro meses. A orientação é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou a própria Janssen para as doses de reforço.

Pernambuco autoriza o início da vacinação contra Covid-19 em crianças de 6 meses a 2 anos

Pernambuco autorizou, nesta quinta-feira (10), o início da vacinação contra Covid-19 em crianças de seis meses a dois anos. Agora, com a inclusão dessa faixa etária, cerca de 330 mil crianças estão aptas a receber as doses da vacina no Estado.

A estratégia de avanço na vacinação foi definida por representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e gestores municipais.

Cerca de 47 mil doses do imunizante Pfizer Baby chegaram, também nesta quinta, e serão utilizadas neste novo grupo. A distribuição para os 184 municípios começa nesta sexta-feira (11). A dose é aplicada de forma injetável, na coxa da criança.

Para esse público, a imunização deverá ser administrada em três doses, sendo as duas primeiras com o intervalo de 21 dias, seguidas por uma terceira dose que deve ser administrada pelo menos 2 meses após a segunda dose.

Priorização para comorbidades
Embora o Comitê Técnico Nacional de Assessoramento em Imunização (Cetai) tenha indicado a vacinação de todas as crianças dessa faixa etária, o Ministério da Saúde recomendou a imunização apenas dos pequenos com comorbidades.

Entre as comorbidades elencadas pelo órgão federal para a vacinação estão: diabetes, hipertensão arterial e pulmonar, doenças cardiovasculares, doenças neurológicas crônicas, doença renal, imunocomprometidos, obesidade (IMC >40), síndrome de Down, hemoglobinopatias graves e cirrose hepática.

Cada gestão municipal deve informar aos moradores como a comprovação deve ser apresentada, como, por exemplo: cadastro em unidades de Atenção Básica, inserção em programas de acompanhamento, prescrições médicas ou relatórios médicos com o descritivo ou CID da doença.

Monitoramento
A superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo, afirmou que o quantitativo a ser recebido hoje por Pernambuco está abaixo do que é necessário para o Estado.

“Por isso, é primordial que os gestores realizem o monitoramento bem de perto dos seus estoques para evitar erros de administração dessas primeiras doses recebidas. Vale frisar que, até o momento, o Ministério ainda não sinalizou quando será a próxima entrega aos Estados”, salientou Ana Catarina.

Coronavac para crianças
A Secretaria também reforçou com os gestores que todas as doses de vacina Coronavac destinadas para a faixa etária de 3 e 4 anos de idade, enviadas pelo governo federal, já foram distribuídas.

A pasta ainda alertou que os municípios devem ficar atentos para o quantitativo recebido, guardando os insumos para garantir a correta administração das doses, uma vez que o recebimento de imunizantes da Coronavac para este grupo vem sofrendo descontinuidade na entrega de remessas pelo Governo Federal desde o primeiro semestre deste ano.

O Programa Estadual de Imunizações solicitou ao Ministério da Saúde, ainda no mês de julho, 100 mil doses de Coronavac. Em setembro, foram recebidas apenas 43 mil doses – quantitativo insuficiente para a necessidade dos municípios.

Um novo pedido para aquisição de mais 40 mil doses foi realizado em outubro, mas ainda não houve retorno do órgão federal quanto à previsão de novas distribuições.

Sem doses, cidades pernambucanas suspendem vacinação contra Covid para crianças de 3 e 4 anos

Em Pernambuco, ao menos quatro municípios interromperam a imunização contra a Covid-19 de crianças com idade de 3 e 4 anos. A medida, tomada em Recife, Paulista, Olinda e Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, se deu por falta do envio de doses da Coronavac pelo Governo Federal.

Questionado pelo Portal Folha de Pernambuco, o Ministério da Saúde informou que está em tratativas com o laboratório para aquisição das vacinas. O órgão nacional não deu previsão para a volta da distribuição dos imunizantes.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), “o recebimento de imunizantes da Coronavac para este grupo vem sofrendo descontinuidade na entrega de remessas pelo governo federal desde o primeiro semestre deste ano”.

Para se ter ideia, o Programa Estadual de Imunizações solicitou ao Ministério da Saúde, ainda no mês de julho, 100 mil doses de Coronavac. Em setembro, foram recebidas apenas 43 mil doses – quantitativo insuficiente para a necessidade dos municípios. Um novo pedido para aquisição de mais 40 mil doses foi realizado em outubro, mas ainda não houve retorno do órgão federal quanto à previsão de novas distribuições.

“Desta forma, a SES-PE aguarda entrega de novas doses do imunizante pelo Ministério da Saúde para reabastecer as cidades que estão finalizando os estoques, ou que já esgotaram suas doses”, informou, em nota, a Secretaria de Saúde.

O Ministério da Saúde não definiu data para o envio de novas doses do imunizante. Por meio de nota, o ministério apenas informou que já está negociando a compra da vacina.

“O Ministério da Saúde está em tratativas com o laboratório para aquisição de mais doses da vacina para o público de 3 a 4 anos. A aquisição de novas doses leva em conta o ritmo de vacinação deste público e o avanço do número de doses aplicadas, que atualmente está em cerca de 40%”, diz a nota do ministério.

Covid-19: Brasil recebe um milhão de doses da vacina da Pfizer para bebês de seis meses a três anos

O Ministério da Saúde informou que recebeu nesta quinta-feira o primeiro lote de vacinas da Pfizer contra a Covid-19 para bebês de seis meses a três anos. Os imunizantes passarão por um controle de qualidade e serão enviados aos estados.

A pasta informa que neste primeiro lote serão imunizadas bebês e crianças com comorbidades. O governo ainda não aprovou a vacinação para todas as crianças nesta faixa etária, assim como ocorre em países com os Estados Unidos. Não há prazo de quando haverá uma decisão sobre isso.

Em nota, o Ministério da Saúde não deu prazos sobre o envio das vacinas aos estados ou o data do início da vacinação para crianças desta faixa etária.

Nos próximos dias, o governo vai divulgar as orientações para a aplicação das doses da vacina e o cronograma de distribuição.

Senado aprova MP que libera compra de vacinas contra a Covid por empresas privadas sem contrapartida

O Senado aprovou nesta terça-feira (25) a medida provisória que revoga lei de 2021 que exigia contrapartida para empresas que queiram comprar e ofertar vacinas contra a Covid. Na prática, o texto libera a compra dos imunizantes pelas clínicas privadas.

Por se tratar de uma medida provisória, a proposta já está valendo desde a data em que foi editada pelo governo, em junho deste ano. A Câmara também já aprovou o texto.

O relator do projeto, senador Wellington Fagundes (PL-MT), afirmou que as clínicas e farmácias privadas já estão recebendo doses de vacinas que foram compradas este ano. Porém, ainda não estão repassando para o consumidor, porque estavam à espera da aprovação da medida provisória.

A lei revogada exigia que, apenas após o término da imunização dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, as clínicas privadas poderiam adquirir, distribuir e administrar doses dos imunizantes.

Além disso, com a antiga lei, as empresas precisariam doar, obrigatoriamente, ao menos 50% ao Sistema Único de Saúde (SUS), e o restante das doses deveriam ser utilizadas de forma gratuita.

Fagundes lembrou que a lei exigia esse dispositivo como forma de garantir a “imunização dos grupos prioritários definidos no plano nacional [de Saúde]”. Mas que agora, “o número de doses já enviadas pelo Ministério da Saúde é suficiente para contemplar 100% dos grupos prioritários” e que “existem cerca de 70 milhões de doses em estoque”.

“De fato, à época da edição desse diploma legal, não seria razoável permitir que a vacinação de pessoas fora dos grupos prioritários ocorresse – em função de seu maior poder aquisitivo e de sua possibilidade de pagar pela imunização –, antes de outros indivíduos com maior risco para a Covid até porque isso redundaria em menor eficiência da imunização da população como um todo e em exacerbação das iniquidades em saúde”, afirmou.

À época da edição da medida provisória, a Associação Brasileira das Clínicas de Vacinas (ABCVac) apontou que já havia um entendimento de que a lei que exigia a contrapartida pelas empresas não estava mais em vigor.

Isso porque, para a associação, a regra só valia durante o período de emergência em saúde pública de importância nacional. Em abril de 2022, o governo assinou uma portaria que encerrou a situação de emergência.

A cada 2 dias, 1 criança com menos de 5 anos morre de Covid no Brasil; grupo está sem vacina da Pfizer e governo não tem previsão para imunização

Em média, uma criança com menos de 5 anos morre de Covid-19 a cada 2 dias no Brasil. Atualmente, os pequenos brasileiros desta faixa etária representam 9% do total de internações pela doença.

Os números foram levantados pelo grupo Observa Infância, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a pedido do g1, e desmentem declarações recentes do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL). Na sexta-feira (14), em entrevista a um podcast, Bolsonaro voltou a mentir ao dizer que crianças não morrem de Covid-19. “A molecada não sofre com vírus. Você não viu moleque morrendo de vírus por aí”, disse ele na ocasião.

Entre 4 de setembro e 1 º de outubro, 437 crianças foram hospitalizadas por complicações da Covid no Brasil. Nesse período, 17 mortes pela doença foram registradas entre menores de 5 anos.

Especialistas criticam a demora do Ministério da Saúde em liberar a vacina para crianças de até 5 anos, mesmo já tendo o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De janeiro até o dia 3 de setembro, a proporção de internações de crianças por complicações do vírus era menor: em média, 6,3%.

Segundo os dados, a curva de hospitalizações e de mortes por Covid vem caindo em todas as faixas etárias desde junho. Mas, olhando apenas entre as crianças menores de 5 anos, a queda é mais lenta.

“Essas crianças continuam muito vulneráveis porque o vírus continua circulando. A vacina impede a manifestação das formas graves e boa parte dos óbitos, mas, ainda assim, o vírus circula. E a criança não vacinada tem sido, sim, impactada”, disse o pesquisador e coordenador do grupo, Cristiano Boccolini.

Parte do público infantil – entre 6 meses e 2 anos e 11 meses – segue sem nenhuma vacina contra a Covid disponível nos postos de saúde. O Brasil tem hoje doses da Coronavac para crianças a partir dos 3 anos e da Pfizer para a faixa etária de 5 a 11 anos.

Após quase um mês da aprovação da Anvisa, o governo federal ainda não dá prazo para chegada das doses e para início da aplicação da vacina da Pfizer para crianças de 6 meses a 4 anos, mesmo com um contrato em vigor com a farmacêutica para fornecimento de vacinas até o final deste ano.

Desde o início da campanha de vacinação contra a Covid, em janeiro de 2021, o Ministério da Saúde nunca demorou tanto para tomar uma decisão sobre a incorporação e aplicação de uma vacina para o público infantil como acontece agora (saiba mais abaixo).

Vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos com Pfizer contra Covid continua sem previsão

Silêncio do ministro
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é o responsável por dar a palavra final em relação à vacinação dos pequenos, passando ou não pela Conitec.

Em entrevistas e aparições públicas recentes, Queiroga tem silenciado ou limitado as respostas sobre o assunto, assim como outros integrantes da sua equipe, como secretários e assessores próximos.

No dia 23 de setembro, durante um evento em Brasília, Queiroga afirmou para jornalistas que o início da vacinação a partir dos 6 meses “não deve tardar” e que o tema estava em análise na área técnica.

Em sua conta oficial no Twitter, Queiroga não escreveu uma única vez, nos últimos 30 dias, sobre a possibilidade de liberação da vacina contra a Covid para a nova faixa etária.

O ministro tem usado seu perfil oficial para falar sobre a campanha de vacinação contra a poliomielite e, principalmente, mostrar atos do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), muitos deles sem relação com a área da saúde.

Sem dizer quando recebe a vacina contra Covid, governo libera Pfizer só para crianças a partir de 6 meses com comorbidades

Quase um mês depois de a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar a aplicação de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer em crianças entre 6 meses e 4 anos de idade, o Brasil segue sem previsão de quando a imunização vai começar.

Nesta quinta-feira (13), conforme nota obtida pelo g1, a pasta informou que vai liberar o uso apenas para crianças com comorbidades, apesar de a Anvisa e a fabricante não terem feito restrições ao uso do imunizante. O governo Bolsonaro também não deu detalhes sobre quando receberá e qual o total de vacinas específicas para esse público terá da Pfizer.

Na prática, o tema está atualmente travado dentro da burocracia interna do Ministério da Saúde.

Na semana passada, membros da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), que assessora o Ministério da Saúde em temas de vacinação, recomendaram a aplicação da vacina da Pfizer em crianças a partir dos 6 meses. Em outros momentos, a pasta aguardou apenas o parecer desse grupo para anunciar o início da imunização, sem enviar o assunto para a Conitec.

A Anvisa liberou o uso no dia 16 do mês passado. Desde então, o Ministério da Saúde não informou se vai incluir a vacinação na atual campanha de imunização contra a Covid-19 para o público.

Fontes ligadas ao ministério confirmaram ao g1 que a área jurídica da pasta vinha analisando o contrato com a Pfizer e afirmaram que a chegada das vacinas ainda vai levar “algumas semanas”, sem especificar quantas.

Até dezembro, a farmacêutica precisa entregar um “saldo” de cerca de 35 milhões de doses da última negociação com o governo federal. Parte dessas doses – ou a totalidade – poderia ser destinada para o novo público infantil, já que o contrato prevê o fornecimento de vacinas adaptadas ou para diferentes faixas etárias.

A Pfizer afirmou, em nota, que as entregas “dependerão das definições junto ao Ministério da Saúde”, mas não detalha as negociações por causa de “compromissos de confidencialidade”.

São necessárias aproximadamente 39 milhões de doses para contemplar a faixa etária de 6 meses a 4 anos. Tirando crianças de 3 e 4 anos, que também podem ser vacinadas com a Coronavac, o número de doses necessárias é menor: cerca de 21 milhões, em um cálculo aproximado.

Nota do Ministério da Saúde:

“O Ministério da Saúde, em virtude de parecer proferido pela Consultoria Jurídica (Conjur) da pasta, irá solicitar à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a avaliação de possível ampliação do uso da vacina Comirnaty pediátrica em crianças de 6 meses a menores de 4 de idade, recentemente aprovada pela Anvisa. A decisão está de acordo com o fim da Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (Espin).

Entretanto, em face do cenário epidemiológico da Covid-19 no país e por recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), ficou definido, de forma cautelar, autorizar o uso da vacina para as crianças de 6 meses a menores de 4 anos que apresentem algum tipo de comorbidade, enquanto se cumpre o rito de análise da Conitec.

Todas as orientações para a vacinação deste público serão publicadas em nota técnica.”

Vacinação de crianças de 6 meses a 4 anos com Pfizer contra Covid segue sem data; governo adia reunião

O governo federal ainda não tem previsão de quando vai utilizar a vacina da Pfizer contra Covid-19 em crianças a partir de seis meses de idade. Apesar da aprovação da Anvisa, o Ministério da Saúde prevê a realização de uma reunião com técnicos sobre o tema. O encontro ocorreria na sexta-feira (30), mas foi desmarcado.

A demora na inclusão da vacina repete o que ocorreu com a liberação das doses para a faixa de 5 a 11 anos: à época, o ministro Marcelo Queiroga convocou uma audiência e uma consulta pública para discutir a imunização infantil.

No governo atual, há histórico de ministérios que publicaram documentos oficiais para desestimular a vacinação infantil, e o próprio presidente Jair Bolsonaro atacou a vacinação infantil contra Covid e espalhou desinformação sobre mortes de crianças.

A atual etapa de “aconselhamento” está a cargo da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização da Covid-19 (CTAI). Com o adiamento da inclusão do tema na reunião da CTAI – sem data definida – o país segue sem previsão de quando começa a usar um “saldo” de 35 milhões de doses que tem junto a PFizer graças a um contrato já assinado com a fabricante.

Em entrevista ao g1, o diretor do Departamento de Logística (DLOG) do Ministério da Saúde, Ridauto Fernandes, diz que o acordo prevê a possibilidade de ajustar qual o tipo de vacina a ser recebida e que essa etapa da burocracia não deve ser demorada.

“O contrato prevê possibilidade de ajustarmos o tipo [de vacina] a ser entregue, se houver evoluções do produto. E ajustaremos. Não deve demorar muito”, disse Fernandes.

A expectativa é de que as doses que ainda não chegaram no Brasil sejam destinadas para o novo público infantil, mas o governo e Pfizer não detalham como andam as negociações. O contrato em vigor também prevê um acréscimo de 50 milhões de doses, o que não deve acontecer.

“Todos os contratos previram a possibilidade de acréscimo de doses. O acréscimo máximo é de 50% em cada um. Mas não houve acréscimos nos dois primeiros e nem temos previsão disso no terceiro”, afirmou Ridauto.

Público-alvo da faixa etária
Atualmente o Ministério da Saúde precisa de cerca de 39 milhões de doses para vacinar as crianças brasileiras de 6 meses a 4 anos. O esquema vacinal previsto é de três doses.

Segundo dados do IBGE, o Brasil possui cerca de 13 milhões de crianças entre 6 meses e 4 anos. Tirando a faixa etária de 3 e 4 anos, que também pode ser vacinada com a Coronavac, o número de doses necessárias é menor: cerca de 21 milhões, em um cálculo aproximado.

Considerando esse recorte, o governo federal teria doses da Pfizer suficientes para vacinar apenas as crianças de 6 meses até 2 anos e 11 meses.

A aplicação das doses da Coronavac em crianças a partir dos 3 anos é feita de forma isolada pelo país e com base nos estoques em cada localidade desde a aprovação da Anvisa, em julho desde ano.

No último dia 22, crianças ficaram sem a segunda dose em Natal (RN) por falta da vacina nas unidades de saúde. Recentemente, o Ministério da Saúde negociou a compra de 1 milhão de doses com o Instituto Butantan.

Covid: Ministério diz que aguarda recomendação da área técnica para começar a vacinar crianças entre 6 meses e 4 anos com a Pfizer

Passados três dias após a aprovação da vacina da Pfizer para crianças entre 6 meses e 4 anos de idade no Brasil, o Ministério da Saúde ainda não informou se já tem previsão de compra e entrega dos imunizantes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na última sexta-feira (16) a aplicação das vacinas, permitindo que os imunizantes sejam usados no país. Entretanto, é o Ministério da Saúde que é responsável pelo calendário de vacinação.

O g1 procurou a pasta questionando se há uma previsão de compra dos imunizantes, quantas doses serão aplicadas e qual grupo – dentro da faixa de 6 meses a 4 anos – deve ser priorizado inicialmente.

Em nota, o Ministério da Saúde informou apenas que tem contrato com a Pfizer para fornecimento de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e incluídas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO).

“Havendo recomendação pela área técnica da pasta, as vacinas serão disponibilizadas para todo o Brasil, como já ocorre com as demais faixas etárias”, complementa a nota.

Vacinação em crianças
Dados do consórcio de veículos de imprensa desta sexta-feira (16) apontam que 14.065.194 doses foram aplicadas em crianças com 3 a 11 anos, que estão parcialmente imunizadas – o número representa quase 53,23% da população nessa faixa etária que tomou a primeira dose. As crianças que estão totalmente imunizadas nesta faixa de idade são 9.476.480, o que corresponde a 35,86% da população deste grupo.

Segundo levantamento do Observatório da Primeira Infância, o Brasil registrou, em média, duas mortes de crianças menores de 5 anos por dia desde o início da pandemia, em 2020. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou um total de 291 mortes por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos. Os resultados demonstram que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis.

Os dados foram coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) entre 2020 e 2021, e analisados pelos coordenadores do Observa Infância, Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini.

Anvisa aprova vacina da Pfizer contra Covid para crianças entre 6 meses e 4 anos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta sexta-feira (16), a aplicação de vacinas contra a Covid-19 da Pfizer em crianças entre 6 meses e 4 anos de idade.

A aprovação da Anvisa permite que a vacina seja usada no país. O Ministério da Saúde será responsável pelo calendário de vacinação. Até o momento, o uso do imunizante da Pfizer só era permitido em crianças com mais de 5 anos no Brasil. A partir dos 3 anos, as crianças já podiam receber a vacina CoronaVac.

A autorização acontece após uma análise de dados e estudos clínicos conduzidos que indicam a segurança e eficácia da vacina para bebês e crianças nessa faixa etária. O imunizante terá dosagem e composição diferentes: o processo de imunização será em três doses de 0,2 mL (equivalente a 3 microgramas).

As duas doses iniciais devem ser administradas com três semanas de intervalo, seguidas por uma terceira dose administrada pelo menos oito semanas após a segunda dose, completando o esquema vacinal. A vacina da Pfizer está registrada no Brasil desde o dia 23 de fevereiro de 2021. Em 16 de dezembro de 2021, a Anvisa já havia autorizado a indicação da vacina para a faixa etária de 5 a 11 anos.

A tampa do frasco terá uma cor diferente para facilitar a identificação pelas equipes de vacinação para esta faixa de idade. Será na cor vinho. Para o público de 5 a 11 anos a cor é laranja e para acima de 12 anos, roxa.

Para a avaliação, a Agência contou com a análise de especialistas da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Vacinação em crianças
Dados do consórcio de veículos de imprensa desta sexta-feira (16) apontam que 14.065.194 doses foram aplicadas em crianças com 3 a 11 anos, que estão parcialmente imunizadas – o número representa quase 53,23% da população nessa faixa etária que tomou a primeira dose. As crianças que estão totalmente imunizadas nesta faixa de idade são 9.476.480, o que corresponde a 35,86% da população deste grupo.

Segundo levantamento do Observatório da Primeira Infância, o Brasil registrou, em média, duas mortes de crianças menores de 5 anos por dia desde o início da pandemia, em 2020. Entre janeiro e 13 de junho de 2022, o Brasil registrou um total de 291 mortes por Covid-19 entre crianças menores de 5 anos. Os resultados demonstram que crianças de 29 dias a 1 ano de vida são as mais vulneráveis.

Os dados foram coletados no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) entre 2020 e 2021, e analisados pelos coordenadores do Observa Infância, Cristiano Boccolini e Patricia Boccolini.