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Brasil sai da lista dos países com mais crianças não vacinadas no mundo, mostram UNICEF e OMS

 — Foto: Prefeitura de Uberaba/Divulgação

O Brasil se destacou na imunização infantil e saiu da lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo.

É o que mostram os dados de um novo relatório global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Fundo das Nações Unidas para Infância (UNICEF), divulgados nesta segunda-feira (15).

Segundo o relatório, no Brasil, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1 (que protege contra difteria, tétano e coqueluche) diminuiu de 687 mil em 2021 para 103 mil em 2023.

Além disso, a quantidade de crianças brasileiras que não receberam a DTP3 reduziu de 846 mil em 2021 para 257 mil em 2023. No país, a DTP é administrada pelo programa nacional de imunizações com o nome de vacina pentavalente.

Em 2021, o Brasil estava em 7º lugar na lista dos 20 países com mais crianças não imunizadas no mundo, mas em 2023, já não faz mais parte dela.

Nísia Trindade, ministra da Saúde, diz que o reconhecimento confirma que o país se destacou positivamente com a retomada das coberturas vacinais. “Nós revertemos esse cenário. Em fevereiro de 2023, logo que assumimos a gestão, demos largada no Movimento Nacional pela Vacinação, um grande pacto para a retomada das coberturas vacinais. O Zé Gotinha viajou pelo Brasil, levando a mensagem de que vacinas salvam vidas”.

Nesse intervalo, o Brasil registrou melhorias em 14 dos 16 imunizantes analisados pelo Unicef e OMS.

“Após anos de queda nas coberturas vacinais infantis, a retomada da imunização no Brasil merece ser comemorada. Agora, é fundamental continuar avançando, ainda mais rápido, para encontrar e imunizar cada menina e menino que ainda não recebeu as vacinas. Esses esforços devem ultrapassar os muros das unidades básicas de saúde e alcançar outros espaços em que crianças e famílias, muitas em situação de vulnerabilidade, estão – incluindo escolas, CRAS e outros espaços e equipamentos públicos”, diz Luciana Phebo, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil.

Por outro lado, no cenário global, não houve avanços positivos. A cobertura global de imunização infantil estagnou em 2023, deixando 2,7 milhões de crianças a mais não vacinadas ou com imunização incompleta, em comparação com os níveis pré-pandemia de 2019.

“As tendências mais recentes demonstram que muitos países continuam a não vacinar um número excessivo de crianças”, disse a Diretora Executiva do UNICEF, Catherine Russell.

“Fechar a lacuna de imunização requer um esforço global, com governos, parceiros e líderes locais investindo em cuidados primários de saúde e trabalhadores comunitários para garantir que todas as crianças sejam vacinadas e que a saúde geral seja fortalecida”.

Vacinar é preciso: Pernambuco enfrenta baixa cobertura vacinal

 (Foto: Miva Filho/SES-PE)

Após a pandemia de COVID-19, foi possível enxergar um movimento de queda nos índices vacinais no mundo todo. Na população brasileira não foi diferente. Segundo um levantamento do Observatório da Atenção Primária à Saúde, divulgado em 2023, no ano de 2021, o Brasil atingiu a menor cobertura vacinal em 20 anos, com uma média nacional de 52,1%.

Mesmo com os esforços realizados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) para intensificar a cobertura vacinal no Estado, em Pernambuco a adesão de vacinas ficou comprometida pelas ondas antivacinas que tiveram crescimento no contexto pós pandêmico. A SES-PE enfatiza que a realidade de baixa cobertura vacinal é um fenômeno global agravado durante a pandemia de Covid-19, não alcançando as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde.

Diante desse cenário, é essencial enfatizar a necessidade de proatividade da população em cumprir com as programações e calendários vacinais, que estão previstos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), preservando a cultura da vacinação, além dos mutirões e dos dias “D”.

A importância das vacinas é incontestável para a segurança da saúde pública e se vacinar é a melhor maneira de garantir proteção contra uma variedade de doenças graves e de suas complicações, que podem até levar à morte.

Procurada pela equipe do Diario de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), informou dados referentes ao período de 2015 até o último mês de maio sobre os imunizantes que sofreram com baixa cobertura em menores de 1 ano. São estes a BCG (68,1%) e Hepatite B (74,7%).

Com relação à cobertura em crianças maiores de 1 ano, Hepatite A (68,8%), Tríplice Viral – D2 (60,4%), DTP – 1º reforço (71,5), Poliomielite – 1º reforço (67,6%) e Varicela (54,8%) são as vacinas com menos adesão.

Em adultos, para a Influenza os dados de vacinação apontam o quantitativo de 41,7%, referente aos grupos prioritários.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, o órgão promove também o acompanhamento das estratégias municipais. Em Pernambuco utilizam também de métodos como operações de busca ativa nas casas, escolas, indústrias e feiras para o aumento da cobertura vacinal no Estado, além do incentivo para ampliação do horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e pontos de vacinação, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Vacinação contra HPV: Saúde amplia público para usuários da PrEP, que protege contra o HIV

Vacina protege contra o HPV de baixo risco, tipos 6 e 11, que causam verrugas anogenitais, e de alto risco tipos 16 e 18, que causam câncer de colo uterino, de pênis, anal e oral. — Foto: Instituto Butantan/Divulgação

O Ministério da Saúde decidiu ampliar nesta quarta-feira (04) o público da vacinação contra o HPV, ou Papilomavírus Humano – um vírus sexualmente transmissível.

Com a medida, usuários da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) entre 15 e 45 poderão tomar a vacina quadrivalente (HPV4), que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus.

A informação foi apurada pelo g1 e divulgada pela ministra Nísia Trindade nas redes sociais. Uma nota técnica com todas as diretrizes de imunização também foi publicada nesta quarta. Com isso, a recomendação já passa a valer, embora a pasta ainda esteja enviando ofícios para comunicar a mudança aos estados.

Segundo o ministério, a medida foi implementada porque usuários da PrEP apresentam risco aumentado de aquisição da infecção pelo HPV.

“Esse é um público do ponto de vista da possibilidade de adquirir o vírus pela via sexual, é um grupo que está em maior risco, então a possibilidade de ele ser vacinado foi discutida no nosso comitê técnico assessor de imunização, a nossa CETAI, que reúne pesquisadores, sociedades científicas do Brasil”, disse Ethel Maciel, secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde.

A vacina contra o HPV existe há 10 anos. Ela é distribuída de forma gratuita pelo SUS para os seguintes grupos:

Meninas e meninos de 9 a 14 anos
Pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos (imunossuprimidos)
Vítimas de abuso sexual
Pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PPR)

A rede privada já tem disponível a vacina nonavalente, que protege contra mais cinco tipos de vírus: 31, 33, 45, 52 e 58.

Já a PrEP é uma das principais formas de prevenção do HIV. Comprimidos são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV.

O usuário da PrEP realiza acompanhamento regular de saúde, com testagem para o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

“Importante lembrar que a vacina contra HPV e a PrEP não impedem a infecção, sobretudo por outras ISTs. Então não podemos nos descuidar no uso da camisinha”, destacou a ministra da Saúde, Nísia Trindade, em uma postagem no X (antigo Twitter) nesta quarta.

Baixa taxa de vacinação abre caminho para doenças esquecidas

Em uma década, o índice de vacinação da BCG caiu de 104% para 71% e da Tríplice Viral foi de 112% para 84,13% (foto: Ed Alves/CB/DA.Press)

As vacinas são métodos seguros e eficazes para combater doenças em todo mundo. Ainda assim, contrariando as evidências científicas, muitas pessoas deixam de vacinar as crianças, o que pode provocar uma grave crise sanitária, além de interferir no bom desenvolvimento ao longo da infância e juventude.

Desde 2016, o Brasil não alcança as metas de cobertura vacinal, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 2024, até o momento, nenhuma das vacinas de rotina da primeira infância atingiram a meta conforme dados do painel de cobertura vacinal do Ministério da Saúde. A pasta explica que os dados são atualizados constantemente pelas secretarias municipais, por isso, não é possível afirmar que as metas não serão alcançadas até o fim do ano.

O presidente do departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, afirma que a queda constante nos índices de vacinação foi quebrada nos últimos dois anos e deve se concretizar este ano. “A gente interrompeu essas quedas em 2022. Em 2023, já houve um discreto aumento e agora 2024, parece que esse aumento continua se consumindo em todas as vacinas de uma maneira geral”, avalia Kfouri.

Kfouri afirma ainda que o governo federal aumentou o investimento nas campanhas de vacinação e que as estratégias precisam ser desenvolvidas pontualmente nos estados e municípios também.

No mais recente boletim de imunização da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), publicado em maio de 2024, a organização destaca ações realizadas nos estados brasileiros para reconquistar a confiança da população e aumentar os índices de imunização. Em Minas Gerais, a Opas apontou a estratégia de vacinação extramuros e realização de oficinas com as equipes de vacinação. Durante as discussões, as equipes elencaram os seguintes desafios: falta de capacitações (39,7%), falta de recursos humanos qualificados para trabalhar em salas de vacina (27,2%), fake news (9,6%), falta de estrutura (7,4%). Já em São Paulo, ganhou destaque a campanha Vacina 100 Dúvidas. Após a ação houve importante aumento da cobertura vacinal de imunizantes que compõem o calendário básico, como a da vacina BCG, que subiu de 79,3% para 83,1%.

No ano passado, o Ministério da Saúde lançou um Movimento Nacional pela vacinação e investiu R$ 6,5 bilhões na compra de imunizantes. Também foram desenvolvidas ações para ampliar os horários e os locais de vacinação a fim de atingir mais pessoas. Estratégias que ajudaram, mas ainda não resolveram por completo o problema da queda na vacinação no país.

Segundo o Ministério da Saúde, não há registro de doenças imunopreveníveis que voltaram a incidir no país em 2024. Entretanto, com casos ressurgindo fora do país, principalmente na Europa e África, a pasta aumentou a vigilância e intensificou as campanhas de vacinação.

Em uma década, o índice de vacinação da BCG — imunizante que protege contra a tuberculose — caiu de 104% para 71% e da primeira dose da Tríplice Viral foi de 112% para 84,13%. A Poliomielite também apresentou queda nesse período, indo de 96,76% em 2014 para 80,09% em 2024.

Andrea Jácomo, coordenadora do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do DF, explica que a queda na vacinação da Tríplice Viral e da Pólio acende um alerta, pois ela inclui a imunização de doenças graves e que podem ressurgir. “A tríplice viral inclui a proteção contra sarampo, caxumba e rubéola que podem ter consequências graves na saúde das crianças. A vacinação contra a Poliomielite é fundamental para prevenir a paralisia infantil. Há mais de 30 anos nosso país não registra casos dessa doença, mas ainda existe circulação do vírus da pólio no mundo e, assim como passamos com o sarampo recentemente, se a cobertura vacinal estiver baixa ficamos suscetíveis ao retorno dessa doença”, alerta a médica pediatra.

A coordenadora do Departamento de Pediatria Ambulatorial da Sociedade de Pediatria do DF explica que o sarampo é uma doença que já havia sido erradicada no Brasil, mas voltou a preocupar nos últimos anos. “Fomos considerados país livre de sarampo após não registramos casos em 2016, mas em 2017 e 2018 tivemos mais de 9.000 casos e 12 mortes (maioria na região Norte) e em 2019 foram mais de 20.000 casos com 16 mortes. Graças às campanhas de bloqueio e reforço estamos numa situação melhor esse ano”, afirma a pediatra Andrea Jácomo.

Renato Kfouri, por sua vez, alerta que sempre que a vacinação de uma doença já erradicada cai existe um risco de que a enfermidade retorne pois há um aumento no número de indivíduos suscetíveis. “À medida que você vai deixando muitas crianças não vacinadas, propicia a chance de doenças voltarem a circular. Entre elas, poliomielite, sarampo, rubéola, coqueluche, meningite e pneumonias, além de diarreias. O sarampo a gente está numa luta para a certificação da eliminação do sarampo. Nós eliminamos em 2016 e pela queda das coberturas, o sarampo voltou. É um exemplo vivo sobre a importância de recuperar as cobertura vacinal. Voltar a ter um país livre do sarampo é uma das metas para este ano ainda”, garantiu.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2018, devido ao intenso fluxo migratório de países vizinhos, associado às baixas coberturas vacinais em vários municípios, ocorreu a reintrodução do vírus do sarampo em território nacional. Desde 2019, o número de casos de sarampo está em queda: despencando de 20.901 registros, no referido ano, a 41 casos, em 2022. O último caso foi confirmado em 5 junho de 2022, no Amapá.

Ministério da Saúde amplia faixa etária de vacina da dengue em doses prestes a vencer

Qdenga, vacina contra a dengue no Brasil — Foto: Ailton Alves/Rede Amazônica

O Ministério da Saúde autorizou estados e municípios a ampliar o público-alvo da campanha de vacinação contra a dengue. A medida valerá para as localidades que tenham lotes com vencimento em 30 de junho e 31 de julho.

A pasta recomendou que os governos locais liberem, de forma preferencial, a aplicação dessas doses para crianças e adolescentes de 6 a 16 anos. Atualmente, a campanha de imunização é voltada para pessoas de 10 a 14 anos.

Se a estratégia não permitir o “uso oportuno” das doses, as secretarias de Saúde poderão lançar campanhas para a imunização de pessoas de 4 a 59 anos — idade recomendada pela fabricante da vacina utilizada no Sistema Único de Saúde (SUS).

A ampliação temporária do público-alvo já havia sido adotada em abril, diante da baixa procura e da proximidade do vencimento de lotes. À época, a medida serviu para evitar o desperdício de imunizantes com validade até 30 de abril.

O Ministério da Saúde não informou quantas doses estão disponíveis com vencimento em junho e julho. Também não disse quais são os estados e municípios com lotes prestes a vencer.

“Esta é uma estratégia temporária e excepcional, aplicada apenas para as vacinas que possuem prazo de validade até 30 de junho e 31 de julho de 2024”, diz nota técnica publicada pela pasta na última sexta (21).

Ao todo, o ministério estima que o Brasil vai receber 6,5 milhões de doses de vacinas contra a dengue ainda neste ano.

Segundo a pasta, mesmo com a ampliação temporária, os governos locais devem adotar estratégias para a garantia de aplicação da segunda dose do imunizante Qdenga.

Crianças e adolescentes são maioria entre não vacinados contra covid-19, mostram dados do IBGE

Vacinação contra Covid no Recife

Divulgada nesta sexta-feira, 24, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua: covid-19, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que crianças e adolescentes são maioria entre os não vacinados contra a covid-19. O medo das reações adversas por parte de pais e responsáveis é o principal motivo por trás da não vacinação do grupo, que abrange aqueles de 5 a 17 anos.

O estudo, conduzido no primeiro semestre de 2023, abrangeu 210 mil domicílios em todos os Estados do país, envolvendo a participação de 200,5 milhões de pessoas. Destas, 38.395 tinham entre 5 e 17 anos e 162.089 eram maiores de 18 anos.

Os dados revelam que 14,8% dos indivíduos entre 5 e 17 anos, o equivalente a 5,7 milhões de crianças e adolescentes, não haviam recebido nenhuma dose da vacina até o momento do estudo. Em comparação, apenas 3,4% dos entrevistados com 18 anos ou mais estavam na mesma situação.

Entre os motivos para a não vacinação, os responsáveis citaram principalmente o medo de reações adversas (39,4%). Outras razões incluíram: “não acha necessário, acredita na imunidade” (21,7%), “não confia ou não acredita na vacina” (16,9%), “por recomendação do profissional de saúde” (6,4%) e “não tinha a vacina que queria disponível” (5,7%). Outros 9,8% dos entrevistados indicaram que nenhuma dessas categorias refletia o motivo da não vacinação das crianças e dos adolescentes.

É importante ressaltar que a pesquisa considerou apenas crianças a partir de 5 anos de idade, pois o questionário foi elaborado em 2022, quando a vacinação ainda estava restrita a essa faixa etária. Apenas no início de 2024 a vacina contra a covid-19 foi incluída no calendário nacional de imunização para crianças a partir de 6 meses de idade.

Entre os adultos, o negacionismo em relação à eficácia da vacina foi prevalente: 36% dos não vacinados afirmaram que a decisão foi devido à desconfiança na vacinação. Além disso, 27,8% relataram medo de reações adversas, 26,7% disseram não achar necessário por acreditarem na imunidade natural, 3,8% seguiram a recomendação de um profissional de saúde e 1,4% não encontraram a vacina desejada nas unidades de saúde. Outros 4,3% dos entrevistados declararam que nenhuma dessas categorias refletia o motivo de sua não vacinação.

No total, a pesquisa apontou que 11,2 milhões (5,5%) de pessoas entre os 200,5 milhões de entrevistados optaram por não receber nenhuma dose do imunizante. Em contraste, a grande maioria, 93,9%, optou por receber ao menos uma dose da vacina, totalizando 188,3 milhões de pessoas. Das pessoas que tomaram pelo menos uma dose de vacina, 58,6% tinham todas as doses recomendadas até o momento da pesquisa, enquanto 38,6% não tinham completado o esquema vacinal.

No recorte territorial, a região Norte concentra a maior quantidade de não vacinados (11%), seguida do Centro-Oeste (8,5%), Sul (6,3%), Nordeste (5,5%) e Sudeste (3,7%). Nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, o principal motivo para o esquema vacinal incompleto foi o esquecimento ou a falta de tempo. Apenas na região Sul, o principal motivo foi a percepção de que a vacina não era necessária ou a perda de confiança no imunizante.

Em média, três crianças ou adolescentes morrem a cada quatro dias no Brasil em decorrência da covid-19.

Em novembro de 2023, pouco antes de o Ministério da Saúde ampliar a vacinação contra a covid-19 para pessoas a partir de 6 meses de idade, especialistas ouvidos pelo Estadão explicaram a importância dessa medida. Segundo eles, a covid-19 está se tornando cada vez mais uma “doença pediátrica”, com um número significativo de casos graves em crianças, se aproximando inclusive dos idosos, anteriormente considerados o principal grupo de risco da doença.

A opinião dos médicos condiz com os dados divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em março deste ano. Segundo a instituição, quatro anos após o início da pandemia, declarada pela OMS em 11 de março de 2020, ainda morrem no Brasil, em média, três crianças ou adolescentes de até 14 anos a cada quatro dias devido a complicações da doença.

A análise do Observa Infância da Fiocruz, baseada em dados do Sivep-Gripe/Fiocruz das nove primeiras semanas de cada ano, entre 2021 e 2024, mostra que as baixas taxas de cobertura vacinal estão associadas à persistência da mortalidade nessa faixa etária. Até março deste ano, os índices vacinais entre aqueles com até 14 anos estavam em 11,4%, ligeiramente abaixo do percentual de adultos, que era de 14,9%.

“Neste momento, se você analisar os dados não só do Brasil, mas dos Estados Unidos também, o risco de casos graves e morte de crianças é praticamente comparável ao da população com mais de 80 anos. Nós, adultos, fomos vacinados, tivemos a doença ou ambos. As crianças foram muito menos expostas, o que resulta em uma menor imunidade natural, e sem vacinação, passam a ser um grupo muito suscetível”, disse a infectologista Rosana Richtmann, do Instituto de Infectologia do Hospital Emílio Ribas

O pediatra e infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), explicou que, por ter recebido de uma até quatro doses de vacina e/ou já ter tido a doença alguma vez, a população adulta brasileira, hoje, apresenta um quadro muito mais leve da doença em comparação com a era pré-vacinal. “Por outro lado, as crianças que estão nascendo agora [momento em que a vacina ainda era restrita a crianças a partir dos 5 anos] são o único grupo que não teve oportunidade de receber uma dose de vacina ou exposição ao vírus. Quando olhamos para as taxas de incidência, esse é o segundo grupo com maior incidência de hospitalização, perdendo apenas para os maiores de 80 anos, mas quase empatando”

No Brasil e no mundo, as ações de imunização contra a Covid-19 foram conduzidas de forma excepcional conforme os imunizantes eram aprovados por órgãos regulatórios. Ao longo de 2022 e 2023, vacinas para crianças começaram a ser ofertadas, inicialmente restritas àquelas a partir de 5 anos. Hoje, para o grupo de 6 meses até 5 anos incompletos, há dois imunizantes disponíveis: a Pfizer Baby e a Coronavac (a partir dos 3 anos).

As vacinas para crianças foram disponibilizadas em um momento em que os adultos já haviam recebido duas doses ou mais, diminuindo a percepção de risco da doença. A inclusão dessas vacinas nas campanhas do governo federal, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi marcada por uma série de obstáculos e uma forte onda de desinformação. Tudo isso, segundo os especialistas, foi o que contribuiu para a dificuldade de sucesso dos índices vacinais.

Cristiano Boccolini, pesquisador da Fiocruz e coordenador do Observa Infância, destacou a importância do imunizante, especialmente em momentos de escalada de outras doenças. “A análise mostra que temos uma vacina segura, eficiente e disponível em todos os municípios. Precisamos usar o recurso que temos para garantir a saúde das crianças, especialmente num cenário desfavorável, com a circulação de outras doenças perigosas, como a dengue”, afirmou, em comunicado da Fiocruz.

Estado recebe primeiro lote de vacinas atualizadas contra Covid-19

Novo tipo de vacina contra Covi chega ao Estado (Foto: Arquivo)

Pernambuco recebe, nesta sexta (10), um lote com 103.600 doses da vacina monovalente contra a Covid-19 da farmacêutica Moderna, com a atualização XBB1.5.

O imunizante passou a fazer parte da vacinação nacional após ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A vacina tem indicativo de prevenção ativa, contra a Covid-19, em pessoas a partir de 6 meses de idade.

O Programa Estadual de Imunização de Pernambuco (PEI-PE) aguarda as orientações do Ministério da Saúde (MS) a respeito do público alvo, bem como os esquemas de doses a serem executadas.

Diferença

A XBB 1.5 é uma subvariante da cepa a Ômicron, que, nos dias atuais, é dominante no mundo. Esta mutação já foi identificada em diversos países e, atualmente, é a que tem mais chances de driblar o sistema imunológico, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os sintomas apresentados pela variante são dor de garganta, coriza, dor muscular, tosse e dor de cabeça.

Para a coordenadora do Programa Estadual de Imunização, Magda Costa, a nova atualização é muito importante como um esquema de reforço para o sistema imunológico, que atua diretamente nessa variante.

“As vacinas já aplicadas são eficazes e protegem das formas mais graves da infecção. Porém, a atualização desses imunizantes são essenciais, visto que as cepas sofrem constantes variações”, explicou.

Para a secretária de saúde de Pernambuco, Zilda Cavalcanti, hoje foi dado mais um passo importante para a imunização da população pernambucana.

“Reforçar a cobertura vacinal é fundamental para evitar e minimizar quadros sérios de saúde relacionados aos vírus que circulam, principalmente, neste período”, pontuou.

Fiocruz desenvolve vacina de mRNA para substituir a da AstraZeneca

Frascos da vacina AstraZeneca/Oxford Covid-19, também chamada Vaxzervria (Foto: OLI SCARFF / AFP )

Após o anúncio de que a AstraZeneca não fabricará mais seu imunizante contra o coronavírus, a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) se concentrará no desenvolvimento de uma vacina própria com tecnologia de mRNA.

Durante a pandemia, a AstraZeneca e a Fiocruz fecharam acordo de transferência de tecnologia para que o imunizante desenvolvido em Oxford fosse fabricado aqui. Desde então, cerca de 190 milhões de doses da vacina AstraZeneca foram produzidas no laboratório de Bio-manguinhos, no Rio de Janeiro.

A decisão da farmacêutica inglesa de não atualizar o imunizante para as novas variantes do coronavírus já tinha feito a produção das vacinas diminuir no Brasil. Agora, com a produção totalmente suspensa, a fundação brasileira aumentará os esforços para desenvolver uma vacina própria contra a Covid com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA), como é a da Pfizer.

AstraZeneca retira vacina contra Covid-19 do mercado após queda na demanda

Vacina da AstraZeneca

O grupo farmacêutico britânico AstraZenena anunciou nesta quarta-feira o fim das vendas de sua vacina contra a covid Vaxzevria, uma das primeiras produzidas na pandemia, após a redução da demanda.

“Como desde então foram desenvolvidas múltiplas vacinas contra variantes da covid-19, há um excedente de vacinas atualizadas disponíveis. Isto levou a uma queda na demanda pela Vaxzevria, que não está sendo mais produzida ou fornecida”, afirmou o grupo em um comunicado.

A AstraZeneca decidiu iniciar a retirada da Vaxzevria do mercado na Europa, acrescenta a nota.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou na terça-feira no seu site que a autorização de venda da Vaxzevria foi retirada “a pedido do titular da autorização”, ou seja, o laboratório farmacêutico.

O grupo também “trabalhará com outros reguladores em todo o mundo para iniciar a retirada das autorizações (…) em locais sem previsão de futuras demandas para a vacina”.

A AstraZeneca afirma que deseja “concluir este capítulo” e destacou o “orgulho do papel da Vaxzevria para o fim da pandemia global”.

“Segundo estimativas independentes, mais de 6,5 milhões de vidas foram salvas apenas no primeiro ano de uso do medicamento. E mais de 3 bilhões de doses foram distribuídas em todo o mundo”, acrescentou a empresa.

A vacina, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, foi uma das primeiras a chegar ao mercado, apesar de não estar entre as especialidades do grupo britânico. O medicamento enfrentou vários contratempos, incluindo a falta de autorização para comercialização nos Estados Unidos.

Também enfrentou problemas de distribuição na Europa, além de suspeitas de aumentar o risco de trombose.

Além disso, o mundo priorizou as vacinas de mRNA, em particular a produzida pela gigante farmacêutica americana Pfizer em parceria com a empresa alemã BioNTech.

As vendas da Vaxzevria caíram ainda mais com o fim das restrições globais da covid.

Vacina da gripe será ampliada para todo o público acima de seis meses

A campanha de imunização contra a gripe começou mais cedo este ano, em março (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

O público-alvo da vacina contra a gripe será ampliado para todas as pessoas com mais de seis meses de vida. O anúncio foi feito pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, na noite desta terça-feira (30/4), por uma rede social. De acordo com ela, a medida foi antecipada para responder ao aumento dos casos de influenza.

A medida só não abarcará a região Norte, que já teve a antecipação da vacina em novembro do ano passado. “Além disso, dependendo do estoque de vacinas e da situação dos casos em cada localidade, poderá haver restrições pontuais para certas faixas etárias a fim de garantir a vacinação dos grupos prioritários, mas de forma excepcional”, disse a ministra.

A campanha de imunização contra a gripe começou mais cedo este ano, em março. O imunizante estava disponível para os grupos prioritários nos postos de saúde. Segundo o governo, a meta é vacinar 90% desse público.

AstraZeneca assume à Justiça que vacina tem efeito colateral em raros casos

Ministério da Saúde afirma que a vacina da AstraZeneca ajudou a salvar milhares de vida no Brasil (Créditos: Vinícius Schmidt / Metrópoles)

A gigante farmacêutica AstraZeneca admitiu à Justiça, pela primeira vez, a ocorrência de um “efeito colateral raro” na vacina que produz contra a Covid-19. A informação foi incluída em uma ação coletiva movida por pessoas que desenvolveram trombose após a vacinação na Inglaterra. No processo, 51 famílias pedem uma indenização de até R$ 700 milhões.

A AstraZeneca reconheceu que a vacina “pode, em casos muito raros, causar síndrome de trombose com trombocitopenia (TTS)”. Essa condição é caracterizada pela formação de coágulos de sangue, o que aumenta os riscos de entupimento de veias e artérias.

No Brasil, a vacina foi produzida em consórcio com a Fiocruz e aplicada em 153 milhões de pessoas, sobretudo em 2021 e 2022. A admissão dos efeitos colaterais pela farmacêutica virou, agora, alvo de comentários no meio político.

Sete capitais estão sem vacina contra a Covid

Vacina contra Covid agora faz parte do calendário infantil

Pelo menos sete capitais estão sem vacina contra a Covid. As novas doses só devem chegar em 15 dias.

A cidade de Goiânia tem apenas 4 mil doses da vacina bivalente contra a Covid. Elas são suficientes para duas semanas. E tem muita gente para vacinar.

Pelas regras atuais do Programa Nacional de Imunizações, os grupos prioritários precisam receber uma dose de reforço a cada ano. Pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, indígenas e quilombolas, por exemplo.

Quem tem 60 anos ou mais, quem é imunocomprometido, mulheres grávidas e puérperas devem se vacinar a cada seis meses. Mas está difícil cumprir esse plano.

Em Belém a vacina bivalente acabou há uma semana. Quem vai aos postos de saúde de São Luís e de Recife também não consegue encontrar a vacina contra a Covid.

Em Porto Alegre, as últimas seis doses foram aplicadas nesta segunda-feira (22). Curitiba não tem mais estoque. No Rio de Janeiro, já acabou há dez dias.

Na cidade de São Paulo, nenhum posto de saúde tem a vacina da Covid no estoque. A Secretaria Municipal da Saúde informou que a última remessa chegou no início de março e que todas as doses já foram aplicadas.

O professor de tênis Cláudio Claudino, de 65 anos, fez as contas e viu que já está na hora de tomar mais uma dose. Ele ficou preocupado quando descobriu que a vacina está em falta.

“Ah não tem? Poxa vida estava contente que ia tomar. Ah não tem”, diz o professor.

O presidente do departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, explica que a proteção adquirida com a vacina – e mesmo a de quem teve a doença – diminui com o tempo.

“Mais importante que o número de doses que você tomou no passado, especialmente se você pertence aos grupos de risco, é saber há quanto tempo você recebeu sua última dose. Caso você tenha recebido sua última dose há mais de 6 ou 12 meses, significa que você está novamente sob risco dessas formas mais graves e precisa atualizar”, explica.

O Ministério da Saúde atrasou a compra de novos lotes da vacina contra COVID e adiou o início da campanha de vacinação dos grupos prioritários de abril para maio. No site, o Ministério informa que 12 milhões e 500 mil doses vão chegar em duas semanas.

Seu Carlos tomou a quinta dose no início do ano passado. Ele tem 63 anos e precisa se proteger de novo. “Uma vez que vão disponibilizar, vou estar na fila pra tomar com absoluta certeza”.

Seu Renato concorda e está só esperando a vacina chegar.

“Vacina, como diz o ditado, é boa no braço ne? Então…”, diz Renato Corrêa – aposentado.

Apenas 21% do público-alvo se vacinou contra a gripe no Brasil; cidades fazem mutirão

Apenas 21% do público-alvo se vacinou contra a gripe no Brasil | Estadão MT

Quase um mês após o início da vacinação contra a gripe no Brasil, apenas 21% do público-alvo recebeu o imunizante. De acordo com dados do Ministério da Saúde, pouco mais de 14 milhões de pessoas foram vacinadas. A meta é imunizar 75 milhões de brasileiros.

Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal, são os estados com as menores porcentagens da população vacinada. Nesses locais, a cobertura vacinal não passa de 17%.

Por conta do aumento da circulação de vírus respiratórios no país, o ministério antecipou a campanha anual, que normalmente ocorre entre os meses de abril e maio.

Oficialmente, a imunização nacional começou no dia 25 de março, mas em alguns locais a vacinação se iniciou ainda mais cedo, conforme a chegada de doses – medida que foi orientada pelo próprio Ministério da Saúde.

O público-alvo elegível para tomar a vacina da gripe pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é formado por:

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;
Trabalhadores da Saúde;
Gestantes;
Puérperas;
Professores dos ensinos básico e superior;
Povos indígenas;
Idosos com 60 anos ou mais;
Pessoas em situação de rua;
Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
Profissionais das Forças Armadas;
Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
Pessoas com deficiência permanente;
Caminhoneiros;
Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
Trabalhadores portuários;
Funcionários do sistema de privação de liberdade;

População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

A vacina também pode ser encontrada em clínicas particulares para quem quiser se imunizar e não estiver no público prioritário.

Ministério da Saúde permite ampliação de faixa etária para vacina da dengue em doses prestes a vencer

Vacina contra dengue no Amazonas — Foto: Roberto Carlos/Secom

A Câmara Técnica de Imunizações do Ministério da Saúde decidiu liberar a ampliação das faixas etárias para a vacina da dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) no caso de vacinas com vencimento próximo.

As vacinas com validade até 30 de abril poderão ser aplicadas em pessoas de 4 a 59 anos, a critério dos municípios que tiverem doses sobrando.

Uma nota técnica será enviada aos estados com a nova orientação.

O ministério reforça que seja priorizada a faixa etária de 10 a 14 anos, público para os quais já estavam liberadas as doses desde o início de março. Apesar disso, a baixa adesão fez com que doses estocadas nos municípios se aproximassem da validade.

A segunda dose será garantida para o público que tomar a vacina nesta antecipação.

A pasta informou ainda que não é possível quantificar as doses disponíveis com esta data de validade, uma vez que já foram distribuídas e as aplicações não são informadas imediatamente ao Ministério da Saúde. Os dados podem demorar dias ou semanas para serem repassados para o sistema federal.

“De maneira excepcional, a ampliação da vacinação será permitida nas unidades de saúde durante a jornada de trabalho, preferencialmente para a população entre seis e 16 anos de idade. Esta estratégia poderá ser ampliada até o limite etário especificado na bula da vacina Qdenga”, decidiu o Ministério para as vacinas com vencimento até 30 de abril.

O ministério ainda pediu que seja intensificada nos estados e municípios a comunicação em prol da vacinação e as estratégias para atrair o público para a imunização.

No dia D de combate à dengue, prefeitura de Afogados fará mutirão no Conj. Laura Ramos

No dia D de combate à dengue, prefeitura de Afogados fará mutirão no Conj. Laura  Ramos » Expresso do Sertão

Apesar do indicador de infestação predial (LIRA) de Afogados da Ingazeira ser baixo, algumas áreas específicas precisam de uma atenção especial no tocante ao combate ao mosquito transmissor da dengue. Mais especificamente o bairro Sobreira e o Conjunto Residencial Laura Ramos.

E neste sábado (02), no dia determinado pelo Ministério da Saúde como dia “D” de mobilização contra a dengue, a Prefeitura de Afogados fará um mutirão no Conjunto Residencial Laura Ramos. A atividade terá início às 8h e irá reunir 40 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde, envolvendo agentes de endemias, agentes comunitários de saúde, técnicos da vigilância em saúde dentre outros. A ordem é identificar e erradicar todo e qualquer foco do mosquito transmissor. No Sobreira, as atividades de combate e prevenção à dengue foram realizadas esta semana.