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Saúde antecipa vacinação contra gripe; campanha começa em 25 de março

Vacina contra a gripe

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe vai começar no dia 25 de março. Em nota, o Ministério da Saúde informou que a imunização, tradicionalmente realizada entre os meses de abril e maio, foi antecipada este ano em razão do aumento da circulação de vírus respiratórios no país.

A pasta informou ainda ter negociado a entrega antecipada das doses, que estão previstas para serem distribuídas aos estados das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul a partir do dia 20 de março. Municípios do Norte já realizaram a imunização entre novembro e dezembro do ano passado, atendendo às particularidades climáticas da região.

De acordo com o ministério, a vacina previne contra os vírus que geralmente começam a circular no país nos meses de maio, junho e julho. Nessa quarta-feira (29), a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, disse que a pasta vem observando uma antecipação da circulação de vírus respiratórios no Brasil.

A dose utilizada é a trivalente e, portanto, conta com três tipos de cepas combinadas, protegendo contra os principais vírus em circulação no Brasil. A estimativa do ministério é que 75 milhões de pessoas sejam imunizadas. A pasta informa que a vacina influenza pode ser administrada na mesma ocasião de outros imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.

Público-alvo

Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;

Crianças indígenas de 6 meses a menores de 9 anos;

Trabalhadores da saúde;

Gestantes;

Puérperas;

Professores dos ensinos básico e superior;

Povos indígenas;

Idosos com 60 anos ou mais;

Pessoas em situação de rua;

Profissionais das forças de segurança e de salvamento;

Profissionais das Forças Armadas;

Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);

Pessoas com deficiência permanente;

Caminhoneiros;

Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);

Trabalhadores portuários;

Funcionários do sistema de privação de liberdade;

População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).

Crianças que vão receber o imunizante pela primeira vez devem tomar duas doses, com intervalo de 30 dias entre elas.

Número de vacinados em Pernambuco cresce após ações em escolas

 Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes (Foto: Divulgação/SES-PE)

A aplicação de vacinas em ambientes escolares proporcionou uma maior cobertura em Pernambuco. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, desde o ano passado, estudantes de 2 mil escolas têm recebido mensalmente profissionais da área, o que resultou em 70.908 doses aplicadas entre março e dezembro de 2023.

Todas as atividades foram realizadas na última semana de cada mês em escolas públicas estaduais e municipais. As ações continuam no ano de 2024 e o objetivo é levar este serviço para escolas da rede privada.

Para o mês de fevereiro, todos os municípios do estado realizarão a vacinação de alunos dentro do ambiente escolar nesta última semana, de 26 a 29 de fevereiro. Ao todo, mais de 400 escolas estão envolvidas em atividades voltadas à ampliação das coberturas vacinais do público formado por crianças e adolescentes.

“A gente observa um aumento na cobertura vacinal em Pernambuco. Esse programa de vacinação nas escolas foi iniciado em março do ano passado, em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e as Municipais de Educação e Saúde, cobrindo desde a creche, o fundamental I nas escolas municipais até o fundamental II e o Ensino Médio nas escolas estaduais. A gente já observa, por exemplo, que a vacina contra a poliomielite já mostra esse aumento, chegando hoje a quase 92% de cobertura, quando o Ministério da Saúde preconiza 95%. Para se ter uma ideia, no ano passado, esse percentual era de 70%. Realmente a gente conseguiu subir essa cobertura graças às várias ações, entre elas, a ação de vacinação na escola”, chama a atenção a secretária estadual de Saúde, Zilda Cavalcanti.

Imunização

A iniciativa oferece cerca de 20 imunobiológicos diferentes e impacta positivamente na imunização de crianças e adolescentes. Em 2022, a cobertura vacinal para tríplice viral (1ª dose) era de 80,3% e em janeiro deste ano o percentual chegou aos 95%, se destacando como a maior cobertura do estado no momento.

Dados da Secretaria de Saúde mostram que a vacina pentavalente para bebês com menos de um ano de idade também chegou a marca dos 92,2% de cobertura. O mesmo aconteceu com o imunizante contra a poliomielite para bebês da mesma faixa etária, que foi de 76,2%, em 2022, para 91,8% em janeiro deste ano.

A pasta ainda destaca que o alcance do patamar de 90% também aconteceu com a vacina pneumocócica, que no mesmo período analisado foi de 80,4% para 90,2%.

Com mais de 80% de cobertura vacinal, em 2024, destacam-se ainda:

Pneumocóccica para bebês de 1 ano (88,9%)
Rotavírus humano (88,4%)
Meningocócica Conj. C para menores de 1 ano (81,8%)
DTP (para bebês de 1 ano) com 81,3%.

“Este é o primeiro ano de Elisa na creche e ela agora passa a conviver com outras crianças e mais pessoas. É o primeiro ciclo social dela e eu quero que ela fique protegida contra a gripe e outras doenças, por exemplo. A vacina vai proteger ela contra o adoecimento e me deixará mais tranquila para deixar ela ter contato com as pessoas. Hoje, ela recebeu as vacinas tríplice viral, varicela e a primeira dose da Covid-19”, disse Déborah Karoline, mãe de Elisa, de 1 ano e 9 meses.

Laboratório diz que vacina contra a dengue será limitada na rede privada e prioridade será 2ª dose

Foto mostra a vacina Qdenga da farmaceutica takeda

O laboratório japonês Takeda informou nesta segunda-feira (5) que o fornecimento da sua vacina contra a dengue para a rede privada sofrerá limitações. A empresa é a responsável pelo imunizante Qdenga, que será aplicado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que já está sendo comercializado nas farmácias do Brasil.

Segundo a empresa, a prioridade agora é atender quem já tomou a primeira dose.

“O fornecimento da vacina contra a dengue, Qdenga, no mercado privado brasileiro, será limitado para suprir e priorizar o quantitativo necessário para que as pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante na rede privada completem seu esquema vacinal, de acordo com a posologia de duas doses subcutâneas”, informou o fabricante em nota.

De acordo com o laboratório, a empresa também não fará contratos descentralizados para atender estados e municípios. O objetivo é atender a demanda do Ministério da Saúde, conforme a estratégia vacinal definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a Takeda, “compromissos firmados com os municípios anteriormente à incorporação no SUS serão plenamente honrados”.

A empresa deve entregar 6,6 milhões de doses até o fim de 2024 e há a previsão de mais 9 milhões de doses a serem disponibilizadas para o país até 2025.

A vacinação contra a dengue no SUS deve começar em fevereiro e vai priorizar a vacinação de crianças de 10 a 14 anos, por estarem entre o público com maior número de internações pela doença. O Ministério da Saúde definiu uma lista de cerca de 500 municípios em 16 estados para a imunização.

Na rede privada, a vacina Qdenga é aplicada desde o segundo semestre de 2023. O imunizante foi aprovado pela Anvisa em março de 2023.

Vacina da dengue do Butantan tem eficácia geral de 79,6%, semelhante à Qdenga, mostra estudo

O Instituto Butantan está desenvolvendo - com parceria internacional - um imunizante contrra a dengue há mais de 10 anos.   — Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Resultados de um estudo científico publicado nesta quarta-feira (31) apontam que a vacina contra a dengue em desenvolvimento pelo Instituto Butantan apresenta uma eficácia geral de 79,6% na prevenção da doença. Os dados foram divulgados na revista científica “New England Journal of Medicine (NEJM)”.

A taxa de eficácia é semelhante a encontrada nos ensaios clínicos da Qdenga (80,2%), vacina contra a dengue do laboratório japonês Takeda que passará a ser ofertada no Sistema Único de Saúde (SUS) este ano, em duas doses. No caso da vacina brasileira, prometida para 2025, a aplicação será em dose única.

Segundo a publicação, que trouxe dados de um acompanhamento de três anos de mais de 16 mil indivíduos de todo o Brasil, a eficácia para combater a infecção registrou números muito positivos em pessoas com e sem exposição prévia à dengue:

89,2% de eficácia em pessoas que contraíram a doença antes do estudo;
E 73,6% de eficácia naqueles que NUNCA tiveram contato com o vírus da dengue.

A Butantan-DV também se mostrou altamente eficaz na redução do risco de contrair dengue sintomática causada pelos sorotipos 1 e 2 da doença.

O imunizante desenvolvido pelo Butantan é projetado para proteger contra os quatro tipos diferentes do vírus da doença (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).

Durante o estudo, porém, somente os tipos 1 e 2 estavam em circulação no país. E a eficácia observada para prevenir a infecção por esses vírus foi de 89,5% e 69,6%, respectivamente.

Fora isso, a vacina, que de acordo com o governador do estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), deve ficar pronta em setembro, também mostrou uma eficácia 80,1% entre crianças de 2 e 6 anos de idade, 77,8% entre jovens entre 7 e 17 anos de idade e até mesmo 90% entre adultos de 18 a 59 anos.

Vacina contra dengue chega a apenas 10% das cidades no país

Vacinação contra a dengue começa em fevereiro — Foto: Reprodução EPTV

Com o início da vacinação contra a dengue em fevereiro pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil vai se tornar o primeiro país no mundo a oferecer a vacina na rede pública. No entanto, a imunização terá como público-alvo as crianças e os adolescentes de 10 a 14 anos que moram em cidades que correspondem 10% do total de municípios do país.

Segundo o Ministério da Saúde, a restrição na cobertura vacinal se deve à baixa capacidade na produção do imunizante pelo laboratório Takeda Pharma.

A imunização foi anunciada pelo governo desde o início da nova gestão do Ministério da Saúde, em meio à alta de casos e mortes no país.

Em 2023, o Brasil bateu o recorde de mortes com 1.096 óbitos. Em 2024, o número de casos registrados já é o dobro que no mesmo período do ano passado. Os dados mostram que a doença vem crescendo no país de forma alarmante:

Em Minas Gerais o governo decretou estado de emergência pela doença, após registro de mais de 600 casos em janeiro. Em São Paulo, quatro pessoas morreram pela doença. No Rio de Janeiro, nas três primeiras semanas o estado registrou quase dez mil casos de dengue

Vacinação contra dengue inicia em fevereiro em 521 municípios; saiba quais

O esquema vacinal será composto por duas doses
 (Crédito: José Cruz / Agência Brasil)

O Ministério da Saúde informou que 521 municípios brasileiros foram selecionados para iniciar a vacinação contra a dengue via Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de fevereiro. As cidades compõem um total de 37 regiões de saúde que, segundo a pasta, são consideradas endêmicas para a doença.

As regiões selecionadas atendem a três critérios: são formadas por municípios de grande porte, com mais de 100 mil habitantes; registram alta transmissão de dengue no período 2023-2024; e têm maior predominância do sorotipo DENV-2. Conforme a lista, 16 estados e o Distrito Federal têm cidades que preenchem os requisitos.

A pasta confirmou ainda que serão vacinadas crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, faixa etária que concentra maior número de hospitalizações por dengue. Os números mostram que, de janeiro de 2019 a novembro de 2023, o grupo respondeu por 16,4 mil hospitalizações, atrás apenas dos idosos, grupo para o qual a vacina não foi autorizada.

“A definição de um público-alvo e regiões prioritárias para a imunização foi necessária em razão da capacidade limitada de fornecimento de doses pelo laboratório fabricante da vacina. A primeira remessa com cerca de 757 mil doses chegou ao Brasil no último sábado. O lote faz parte de um total de 1,32 milhão de doses fornecidas pela farmacêutica.”

“Outra remessa, com mais de 568 mil doses, está com entrega prevista para fevereiro. Além dessas, o Ministério da Saúde adquiriu o quantitativo total disponível pelo fabricante para 2024: 5,2 milhões de doses. De acordo com a empresa, a previsão é que sejam entregues ao longo do ano, até dezembro. Para 2025, a pasta já contratou 9 milhões de doses.”

O esquema vacinal será composto por duas doses, com intervalo de três meses entre elas. O Brasil é o primeiro país do mundo a oferecer o imunizante no sistema público. A Qdenga, produzida pelo laboratório Takeda, foi incorporada ao SUS em dezembro do ano passado, após análise da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

Vacina da dengue: Ministério da Saúde vai priorizar imunização de crianças e jovens de 6 a 16 anos

Vacina contra a dengue Qdenga foi aprovada pela Anvisa — Foto: Reprodução EPTV

O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (15) que irá priorizar a imunização de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos com a vacina contra a dengue. A previsão de início da campanha de vacinação é em fevereiro deste ano.

O Brasil deve ter acesso a até 6 milhões de vacinas neste ano. Como a aplicação é feita com duas doses, no máximo 3 milhões de pessoas serão vacinadas em 2024.

“De 6 a 16 anos é uma faixa etária que vamos priorizar. Dentro dessa faixa etária, vamos decidir qual grupo será prioritário. Tem a discussão de dentro desse grupo quem hospitaliza mais. Não avançaremos fora deste grupo.” Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI)

A definição sobre por qual faixa etária e grupo a vacinação começará, além da quantidade de doses a ser distribuída aos estados, será tomada na semana que vem, em uma reunião marcada para quinta-feira (25).

O país é o primeiro no mundo a oferecer o imunizante na rede pública, mas enfrenta o desafio com a baixa quantidade de doses.

A informação de que a aplicação da vacina será, num primeiro momento, direcionada a crianças e jovens havia sido antecipada pelo Blog da Julia Duailibi.

A Qdenga é um imunizante contra a dengue desenvolvido pelo laboratório japonês Takeda Pharma. O registro do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2023 e incorporado ao PNI.

Em 2023, foram 1,6 milhão de casos de dengue e 1.094 mortes. Já neste ano, os casos superam os 10 mil e há sete mortes em investigação.

Quantidade de doses
A Takeda conseguiria entregar de fevereiro até novembro cerca de 5 milhões de doses. No entanto, esse número seria menor em volume de pessoas imunizadas, já que são necessárias duas doses para o ciclo completo.

O Ministério da Saúde ainda está em tratativas para receber doações. Com isso, a quantidade de doses pode chegar a 6 milhões de doses.

A decisão deve ser tomada na semana que vem, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que acontecerá na semana que vem. O colegiado é composto por representantes do ministério, de governos estaduais e municipais.

Vacinas deixadas por Bolsonaro quase sem validade são queimadas; prejuízo é de mais de R$ 1 bilhão

Chegada do primeiro lote das vacinas em Santa Catarina — Foto: Arquivo/Ricardo Wolffenbüttel/ Secom

O Brasil queimou R$ 1,4 bilhão em vacinas contra a Covid-19 desde 2021. O valor é referente a mais de 39 milhões de doses que venceram sem serem utilizadas e precisaram ser incineradas, de acordo com dados do governo aos quais o g1 teve acesso.

O fim da validade e a necessidade de descartar quase 40 milhões de doses foram revelados pela “Folha de S. Paulo” em março. Agora, a incineração de insumos médicos é investigada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão apura se houve improbidade administrativa (quando agentes públicos causam prejuízos aos cofres públicos).

O desperdício, na visão de especialistas (leia mais abaixo), é consequência da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que demorou para comprar e distribuir as doses, enquanto o próprio Bolsonaro empreendia uma cruzada contra as vacinas, se recusando a se imunizar e disseminando desinformação, como fez quando associou a vacina da Covid com a Aids. A CPI da Covid, que investigou as condutas do governo federal ao longo da pandemia terminou com o pedido de indiciamento dele por 9 crimes.

O total de vacinas incineradas representa quase 5% do total comprado pelo país. Segundo especialistas em logística na saúde, é comum o descarte de medicamentos vencidos, mas o índice está acima do considerado aceitável de até 3%.

As primeiras vacinas foram queimadas em 2021, mesmo ano em que começou a imunização no país, e aumentaram em número em 2022, durante o governo Bolsonaro. Neste ano, já no governo Lula, a quantidade foi maior porque mais lotes de vacina venceram sem que houvesse tempo para dar outro destino aos insumos, chegando ao montante bilionário.

Para especialistas, o grande número de vacinas vencidas se explica por problemas de logística, pela falta de campanha de imunização e por forte propaganda antivacina ao longo da pandemia de Covid.

Procurada, a assessoria de Bolsonaro disse que o ex-presidente não tinha gerência sobre o descarte de vacinas e que havia dado “autonomia plena para os ministros”.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazzuelo, que ficou à frente da pasta até março de 2021, não se manifestou.

Seu sucessor, o ex-ministro Marcelo Queiroga, respondeu ao g1 que as compras foram definidas pelas áreas técnicas da pasta e que não tinha responsabilidade sobre o descarte.

A atual gestão do Ministério da Saúde afirma que “herdou um estoque de mais de 157,9 milhões de itens de saúde a vencer até o mês de julho equivalente a R$ 1,2 bilhão” e que criou um comitê para monitorar e mitigar perdas.

Ministério da Saúde aponta aumento na imunização de crianças em 2023

 (Reprodução)

O Ministério da Saúde anunciou, na tarde desta terça-feira (19/12), um aumento nas coberturas vacinais infantis de janeiro a outubro de 2023, no entanto, o percentual continua abaixo do desejado pelo governo federal.

Segundo a pasta, oito imunizantes recomendados do calendário infantil apresentaram uma melhora na cobertura vacinal quando comparado com todo o ano de 2022.

Confira os imunizantes que registram uma melhora na cobertura vacinal:

Hepatite A;
Poliomielite;
Pneumocócica;
Meningocócica,
DTP (difteria, tétano e coqueluche);
Tríplice viral 1ª dose (sarampo, caxumba e rubéola);
Tríplice viral 2ª dose (sarampo, caxumba e rubéola);
Vacina contra a febre amarela, indicado para crianças aos nove meses de idade.

Chikungunya: vacina do Instituto Butantan é avaliada por Anvisa e agência europeia


O vírus acessa a corrente sanguínea e se multiplica, afetando a membrana das articulações, com sintomas que geralmente aparecem após uma semana da picada do mosquito e podem durar meses nos casos mais graves (foto: Redes sociais/Reprodução)

Nesta terça-feira (12), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) submeteu, pelo Instituto Butantan, um pedido de registro da vacina contra o vírus Chikungunya. A vacina está sendo desenvolvida em parceria com a empresa de biotecnologia franco-austríaca Valneva, que submeteu o produto para a apreciação da Agência Europeia de Medicamentos (European Medicines Agency – EMA). A Anvisa analisará o pedido em conjunto com o órgão.

O processo acontece dentro da “Iniciativa Open” (do inglês Opening Procedures at EMA to non-EU Authorities) – criada para fornecer uma estrutura para submissão e análise simultâneas de processos por vários reguladores, que assim podem avaliar um medicamento conjuntamente com a EMA.

As instituições participantes permanecem científica e processualmente independentes enquanto compartilham informações, conhecimentos e abordagens durante a avaliação. O processo permite harmonizar as abordagens dos reguladores com maior transparência e assim contribuir para acelerar o acesso a novos medicamentos.

Essa colaboração internacional permite a troca de informações entre as agências reguladoras para que as análises ocorram de maneira mais robusta. Ou seja, com mais elementos em mãos, a Anvisa pode tomar decisões de maneira mais ágil.

Doença

A chikungunya é uma infecção causada por um vírus transmitido pelos mosquitos Aedes Aegypti e Aedes albopictus. O vírus acessa a corrente sanguínea e se multiplica, afetando a membrana das articulações, com sintomas que geralmente aparecem após uma semana da picada do mosquito e podem durar meses nos casos mais graves.

Os principais sintomas são febre alta, dores intensas nas mãos, dedos, tornozelos e pulsos, dor de cabeça e nos músculos, além de manchas avermelhadas na pele.

A doença possui grande importância no Brasil, sendo endêmica. Somente em 2022, o Brasil registrou 174.517 casos prováveis de Chikungunya. Além de poder ser mortal, especialmente em pessoas com outras comorbidades, a doença pode deixar sequelas graves, como dores crônicas nas articulações.

Ainda que o combate ao mosquito Aedes aegypti, o mesmo responsável pela transmissão da dengue, seja a principal medida de combate à doença, a eventual aprovação da vacina fornecerá uma nova ferramenta de prevenção à doença.

Primeira vacina contra chikungunya é aprovada pelos EUA; no Brasil, Butantan deve pedir aprovação à Anvisa em 2024

O 'Aedes aegypti' atua como transmissor da chikungunya — Foto: Shutterstock/Khlungcenter

A primeira vacina contra chikungunya foi aprovada pela agência regulatória norte-americana Food and Drug Administration (FDA) nesta sexta-feira (10).

A vacina, de dose única, vai ser comercializada como Ixchiq e é indicada para pessoas com 18 anos ou mais que morem em regiões expostas ao vírus – como é o caso do Brasil. Ela contém uma versão viva e enfraquecida do vírus chikungunya.

O imunizante aprovado é do grupo Vanlneva, uma produtora de vacinas da Áustria. No Brasil, o Instituto Butantan tem parceria com a produtora.

Procurado pelo g1, o Butantan informou que deve submeter à Anvisa no primeiro semestre de 2024 um pedido de aprovação.

Segundo o instituto, a pesquisa no Brasil está em “fase 3”, o que significa que está em estágio avançado, com estudos clínicos sendo realizados em pessoas. “Os resultados, esperados para breve, podem substanciar a ampliação da indicação da vacina para este grupo etário”, diz o Butantan.

Dados americanos do ensaio clínico de fase 3 publicados em junho na revista The Lancet mostraram que a vacina é segura e induziu anticorpos em 98,9% dos participantes da pesquisa.

“É uma ótima notícia para todos. Estamos cada vez mais próximos de oferecer uma vacina contra chikungunya para a população. O Butantan tem muito orgulho de participar ativamente deste processo de desenvolvimento” segundo Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan

Racismo afasta negros e indígenas da vacinação

A comunicação, a conveniência do acesso às unidades de saúde e a própria confiança nos profissionais e no sistema são duramente prejudicados quando um usuário sofre racismo ao buscar um serviço de saúde (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Os motivos que levam uma pessoa a se vacinar ou não são afetados por múltiplos fatores, que cientistas resumiram em cinco letras “C”: a confiança nas vacinas, a conveniência de ir a um posto de vacinação, a complacência com os riscos de não estar protegido, a comunicação de informações claras sobre as vacinas e o contexto sociodemográfico das populações que devem se vacinar. A ativista dos direitos das mulheres negras e fundadora da organização não governamental Criola, Lúcia Xavier, é assertiva em apontar que o racismo pode atrapalhar cada um desses pilares.

“A população negra passa por muitas dificuldades de acesso, aceitação, cuidado e resolutividade no campo da saúde, e a vacinação é central para isso”, afirma.

“E a população negra é a que vai ser a primeira a ser afetada pela queda das coberturas vacinais. Não só porque já vive em más condições de saúde, de vida, mas também porque vai estar mais vulnerável a agravos que podem ser controlados ou impedidos a partir da vacinação.”

A comunicação, a conveniência do acesso às unidades de saúde e a própria confiança nos profissionais e no sistema são duramente prejudicados quando um usuário sofre racismo ao buscar um serviço de saúde. Uma mulher negra grávida que teve seu pré-natal negligenciado e sofreu violência obstétrica, por exemplo, será a mesma que precisará confiar na saúde pública para cumprir o calendário vacinal de seus filhos.

“Um fator importante é o acolhimento, que na verdade se traduz no acesso à informação de qualidade, na aceitação da pessoa como ela é e nas condições que ela apresenta na hora que ela entra na unidade. São as informações nítidas, objetivas e a resolutividade naquilo que vai dar seguimento à sua prevenção, ao seu cuidado ou mesmo a sua cura.”

A ativista explica que, muitas vezes, o racismo que afasta a população negra das unidades básicas de saúde, onde as vacinas são aplicadas, não se manifesta de formas tão diretas como agressões físicas e xingamentos, mas, mesmo assim, produz violências que afastam a população de serviços que poderiam salvá-la.

“O racismo pode não estar presente em ‘não entra aqui porque você é negro’, mas ele vai estar presente no modo que se recebe a população, na maneira de questionar o seu agravo, na maneira de oferecer ajuda e na maneira de oferecer informação. Então, receberemos menos informação, teremos menos cuidado em relação a nós, e as possibilidades de solução do nosso problema serão postergadas e deixadas para lá”, diz.

“Esses maus-tratos vão minando a relação de confiança entre o serviço e o usuário. A pessoa posterga, vai desacreditando que aquele serviço vai dar bom efeito, e nada é bem esclarecido o suficiente para ela compreender”, completa Lúcia Xavier.

Ao mesmo tempo, essa mesma população está sujeita, de forma geral, a uma maior taxa de desemprego, a uma maior presença no mercado informal e a jornadas diárias extensas que incluem longos deslocamentos entre a casa e o trabalho. Com postos abertos em horários limitados e profissionais de saúde muitas vezes receosos em abrir frascos de vacinas para imunizar uma única criança perto do fechamento do horário das salas de vacinação, oportunidades são perdidas.

Sensibilização

Durante 13 anos, a enfermeira Evelyn Plácido foi vacinadora no Parque Indígena do Xingu, na parte mato-grossense da Amazônia. Em contato com os povos indígenas, os relatos de discriminação ao tentar acessar os serviços de saúde eram muitos, lembra ela.

“Escutei muitos relatos de indígenas que falavam que procuraram a sala de vacina, mas não foram vacinados porque os profissionais falavam que eles só poderiam tomar vacina na aldeia”, conta ela. “Isso é perder a oportunidade, é negar algo a que eles têm direito. O direito deles é serem vacinados dentro de qualquer unidade de saúde, e, inclusive, nos esquemas específicos previstos para eles.”

A população indígena tem um esquema vacinal próprio, com reforço contra doenças que apresentam mais risco de agravamento por contextos sociodemográficos. Para Evelyn, esse é apenas um exemplo da falta de preparo dos profissionais da ponta para acolher diferenças sociais e culturais, o que afasta ainda mais grupos vulnerabilizados da saúde.

“Nós temos que trabalhar a competência cultural desses profissionais. Isso é urgente dentro das universidades, porque, trabalhando a competência cultural, eu vou preparar esse profissional para atuar para além das suas questões culturais. Cada indivíduo tem as suas, só que, quando eu me disponho a ser um profissional de saúde, eu vou atender a um público e tenho que estar preparado para atender a todas as pessoas com seus contextos culturais de sociedade”, explica. “Se eu não estiver preparada para isso, eu não consigo acessar e não consigo criar vínculo. E vínculo é confiança. Quando a gente fala de vacina, eu preciso criar esse vínculo. Eu preciso criar essa confiança em todos os públicos.”

Hoje como educadora, a enfermeira trabalha capacitando profissionais de saúde para atuar em regiões de difícil acesso, como terras indígenas. A falta dessa preparação, conta ela, gerou problemas inclusive na pandemia de covid-19, quando a falta de sensibilidade e bagagem cultural impedia que profissionais contabilizassem corretamente a vacinação de populações como a ribeirinha e a quilombola.

“A gente teve um desafio muito grande para entender, por exemplo, a cobertura vacinal para covid-19 da população ribeirinha e de quilombos, porque o profissional simplesmente não identificava esse grupo e registrava eles na população geral”, narra ela, que explica que esse problema acontecia mesmo no caso de quilombos oficialmente reconhecidos. “E aí, existiu um esforço muito grande das próprias comunidades, das lideranças dessas populações, para que eles pudessem fazer o seu próprio censo vacinal.”

Assim como nesse contexto, ela exalta que a mobilização dessas populações foi o que permitiu construir um Programa Nacional de Imunizações (PNI) e um Sistema Único de Saúde (SUS) de tamanha capilaridade e totalmente gratuito.

“Essa mobilização é importantíssima e foi a base para a construção do próprio SUS. Esse movimento é importante, e ele precisa ser fortalecido e reconhecido, para que a gente possa buscar esse acesso e construir um caminho para que essa população seja atendida, não só na vacinação.”

PNI prepara inclusão das vacinas de covid-19 no calendário de rotina

Para 2024, a proposta ainda em elaboração é a adoção de um calendário de vacinação contra a covid-19 na rotina de crianças menores de 5 anos (Raquel Portugal/FioCruz)

Após mais de 540 milhões de doses aplicadas em quase três anos, o Brasil vive em 2023 um período de transição na vacinação contra a covid-19, das campanhas emergenciais para a imunização de rotina. A avaliação foi feita na quarta-feira (20) pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, na Jornada Nacional de Imunizações, realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), em Florianópolis. O diretor disse que os municípios trabalham há praticamente três anos em uma campanha de vacinação contra a covid, mas a mudança no cenário epidemiológico da doença requer a incorporação dessa vacina no calendário do programa.

Em 2023, o Ministério da Saúde estendeu a vacinação com doses de reforço bivalentes para toda a população acima de 12 anos de idade. A adesão, porém, foi baixa até mesmo para os grupos prioritários, considerados de maior risco de agravamento da doença. Enquanto 516 milhões de doses de vacinas monovalentes foram aplicadas no país, somente 28 milhões de bivalentes foram administradas, sendo apenas 217 mil em adolescentes.

Para 2024, a proposta ainda em elaboração é a adoção de um calendário de vacinação contra a covid-19 na rotina de crianças menores de 5 anos, e doses de reforço periódicas ao menos uma vez por ano para grupos de risco, como idosos, imunocomprometidos (pacientes com sistema imunológico debilitado) e gestantes, seguindo orientação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Há ainda a possibilidade de inclusão de outros grupos como profissionais de saúde e comunidades tradicionais.

“Vacinar toda a população, como a gente vem fazendo, precisa ser revisado nesse momento de transição em que nos encontramos. Fizemos reuniões técnicas e tiramos diretrizes básicas que o Ministério da Saúde vai seguir em discussões internas. Agora, o anúncio disso ainda depende de uma discussão com a gestão tripartite [governo federal, estados e municípios]”, conta Gatti.

“Hoje, avançamos tanto na avaliação da recomendação internacional, da OMS, quanto na discussão com os especialistas, mas precisamos avançar nessa pactuação”, complementa.

O diretor do PNI pretende iniciar uma estratégia de vacinação de rotina contra a covid-19 no início de 2024, para substituir o “caráter de excepcionalidade”, com constantes alterações, que ainda dita o ritmo da imunização contra a doença.

“A covid-19 precisa deixar de ser uma estratégia de campanha e passe a ser uma recomendação permanente. Esperamos fazer anúncios oficiais com a estratégia mais completa antes do fim do ano”.

Gatti ressalta que a vigilância das variantes deve ser constante, porque são elas que determinaram as ondas de infecção desde o início da pandemia. Esse comportamento difere de outras doenças de transmissão respiratória, cujas incidências são mais influenciadas pelas estações do ano. Ainda que seja importante ter vacinas atualizadas contra essas variantes, ele argumenta que mais importante é garantir que a vacinação aconteça.

“O SAGE [grupo consultivo de vacinação da OMS] não fala tanto de qual é a vacina que deve ser feita. A OMS pauta como deve ser a composição da vacina, agora sobre qual vacina usar existe uma certa liberdade”, pondera o diretor do PNI, que adianta que o posicionamento do programa será disponibilizar as vacinas disponíveis preferencialmente na última versão licenciada e atualizada contra variantes. “As próximas aquisições do Ministério da Saúde vão seguir essa lógica. Provavelmente serão vacinas de RNA mensageiro com as composições colocadas conforme licenciamento”.

Para garantir vacinas nacionais da plataforma RNA mensageiro, mais versátil na luta contra o coronavírus, o Ministério da Saúde tem apoiado desenvolvimentos próprios do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) e do Instituto Butantan. Gatti considera que o ideal é que uma tecnologia nacional de RNA mensageiro possa estar à disposição do PNI, uma vez que as vacinas contra covid-19 oferecidas por esses laboratórios até o momento são de outras plataformas.

“A gente espera começar os ensaios clínicos dessa plataforma de vacina brasileira de RNA logo. Essa é uma tecnologia que é importante a gente dominar, porque ela permite desenvolver vacinas de uma forma mais rápida e para outros agentes infecciosos também. A gente precisa buscar isso e está nesse caminho”.

Ministério da Saúde libera vacinação contra a gripe para toda a população com mais de seis meses de idade

Vacina contra a gripe usada no SUS é produzida pelo Butantan — Foto: Renan Ciconelo/EPTV

O Ministério da Saúde ampliou a vacinação contra a gripe para toda a população acima dos seis meses de idade. A recomendação vale a partir da próxima segunda-feira (15). Até então, apenas os grupos prioritários estavam recebendo a vacina no Sistema Único de Saúde (SUS).

A liberação da vacina da gripe para o público em geral acontece antes do encerramento da campanha de vacinação, marcado para 31 de maio. Em anos anteriores, o governo federal adotava a estratégia de estender a imunização para todos ao final da campanha, para dar prioridade para pessoas mais vulneráveis ou mais expostas ao vírus, como idosos, gestantes e professores.

De acordo com o governo federal, a ampliação antecipada atende a um pedido de estados e municípios. Isso porque a procura pelo imunizante está baixa e, os estoques, cheios. A campanha deste ano começou em 10 de abril.

Mais de 80 milhões de doses da vacina que protege contra o vírus influenza, causador da gripe, foram distribuídas pelo Ministério da Saúde aos estados. Mas apenas 21 milhões (26%) foram aplicadas até o momento. A meta é vacinar 90% da população.

A partir da agora, estados e municípios definem as estratégias de vacinação de acordo com os estoques e as realidades de cada região.

O Brasil registrou 253 mortes por gripe neste ano. Os dados são até o final de abril, segundo o Ministério da Saúde.

Ministra da Saúde defende ‘intensificar a vacinação’ após OMS declarar que Covid não é mais emergência sanitária de importância internacional

Ministra da Saúde defende 'intensificar a vacinação' após OMS declarar que  Covid não é mais emergência sanitária de importância internacional | Saúde  | G1

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou neste domingo (7), em pronunciamento em cadeia de rádio e TV, que o momento é de ‘intensificar a vacinação’ contra a Covid-19.

Nísia deu a declaração após a Organização Mundial de Súde (OMS) anunciar o fim da emergência sanitária. Com o anúncio, já não há o grau máximo de alerta para coordenar ações emergenciais contra a doença.

O status de pandemia, contudo, permanece, porque a Covid está disseminada globalmente.

“Um alerta: É hora de intensificar a vacinação: as hospitalizações e óbitos pela COVID-19 ocorrem principalmente em indivíduos que não tomaram as doses de vacina recomendadas”, disse Nísia.

“Por esta razão, o Ministério da Saúde, ao lado de estados e municípios, realiza desde fevereiro um movimento nacional pela vacinação de reforço para Covid- 19. Esta é a forma mais eficaz e segura de proteger nossa população. Precisamos estar unidos pela saúde, em defesa da vida”, acrescentou.

No mês passado, o governo anunciou a ampliação do reforço com a vacina bivalente contra a Covid para todos acima de 18 anos.

O mais alto título de alerta da OMS havia sido declarado para o surto do novo coronavírus no final de janeiro de 2020.

A decisão de comunicar o fim da emergência foi motivada pela queda no número de casos e de mortes pela doença, aliada ao avanço da vacinação da população.

Pelas estimativas da OMS, desde 2020, a Coviid matou mais de 7 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que pode ser ainda mais alto. No Brasil, foram mais de 700 mil mortes, número citado por Nísia no pronunciamento.

‘Outro teria sido o resultado se o governo anterior durante toda a pandemia respeitasse as recomendações da ciência. Se fossem seguidas e cumpridas as obrigações de governante de proteger a população do país’, afirmou a ministra.

Nísia celebrou o anúncio da OMS, mas alertou que a população vai conviver com a Covid-19, “que continua evoluindo e sofrendo muitas mutações”.

“Temos há mais de um ano a predominância em todo o mundo da variante ômicron e suas sub-linhagens, sem o agravamento do quadro sanitário”, observou.

A ministra também agradeceu profissionais de saúde, laboratórios que produziram as vacinas e prefeitos e governadores que atuaram para preservar vidas nesta pandemia.

“Apesar do negacionismo, dos ataques à ciência e da política de descaso, muitas vidas foram salvas devido ao SUS e ao esforço sem limite das trabalhadoras e trabalhadores da saúde. A eles, agradeço em meu nome e em nome do Presidente Lula, que tem se dedicado desde o primeiro dia de nosso governo à política do cuidado e ao fortalecimento do SUS”, disse Nísia.