
Candidatos à Presidência da República de eleições passadas se reuniram com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para declarar apoio ao petista contra Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral deste ano
O encontro ocorreu em um hotel em São Paulo e contou com as participações de:
Guilherme Boulos, que concorreu em 2018 pelo PSOL;
Luciana Genro, que concorreu em 2014 pelo PSOL;
Cristovam Buarque, que concorreu em 2006 pelo PDT;
Marina Silva, que concorreu em 2010 pelo PV, em 2014 pelo PSB e em 2018 pela Rede;
Fernando Haddad, que concorreu em 2018 pelo PT;
Henrique Meirelles, que concorreu em 2018 pelo MDB;
e João Vicente Goulart, que concorreu em 2018 pelo PPL.
Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa de Lula, também compareceu à reunião. Pelo PSDB, Alckmin disputou as eleições para presidente nos anos de 2006 e 2018.
Guilherme Boulos, Marina Silva e Fernando Haddad já haviam manifestado apoio ao candidato do PT. Marina fez o anúncio na semana passada, depois de apresentar a Lula uma série de pedidos relacionados à pauta ambiental.
O mais recente levantamento do instituto Datafolha, divulgado na quinta-feira (15), aponta que Lula tem 45% das intenções de voto no 1º turno, e Bolsonaro, 33%. A pesquisa Ipec mais recente aponta cenário semelhante: 46% para Lula e 31% para Bolsonaro.
‘Recuperar a democracia’
Lula afirmou que o ato desta segunda e o apoio dos ex-candidatos simboliza a vontade de recuperar a democracia no país
“É um dia alegre porque essa reunião aqui simboliza a vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia no nosso país. E todo mundo sabe que a democracia não é um pacto de silêncio, todo mundo silenciosamente vendo um governo governar. Não, a democracia é justamente o contrário: é a sociedade se movimentando dia e noite na perspectiva de conquistar melhores condições de vida para o povo brasileiro”, disse o petista.
“Eu estou feliz porque essa reunião, essa fotografia, ela simboliza a reconstrução do Brasil.”
O petista disse ainda que os aliados serão chamados “para um desafio”, que envolve “restabelecer a palavra soberania” no país.
“Eu estou querendo chamar vocês para um desafio que é muito maior que governar”, disse Lula.
“Nós vamos restabelecer a palavra soberania na sua plenitude, redefinir o papel de cada um porque as instituições estão desmontadas, muitas vezes até desmoralizadas. Todo mundo sabe a briga que a gente vai ter para discutir esse tal desse orçamento secreto”, completou o ex-presidente, referindo-se à decisão do Congresso que transferiu para deputados e senadores o poder de decidir onde é aplicada boa parte dos recursos públicos destinados a investimentos.




