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Cronograma do funeral da rainha Elizabeth II

Veja abaixo o cronograma do funeral da rainha Elizabeth II:

6h30 (2h30 em Brasília): O salão no Palácio de Westminster com o caixão de Elizabeth II fecha as portas para o público.

8h (4h em Brasília): Os convidados, entre eles líderes de estado de centenas de países, começam a entrar na Abadia de Westminster, onde acontecerá o funeral.

10h35 (6h35 em Brasília): Carregadores levantam o caixão do catafalco onde está desde quarta-feira e o levam até uma carruagem.

10h44 (6h44 em Brasília): A carruagem da Marinha Real parte em uma procissão curta até a Abadia de Westminster, acompanhada por 142 militares.

10h52 (6h52 em Brasília): A carruagem chega ao portão oeste da Abadia de Westminster, seguida a pé por seu filho mais velho e sucessor rei Charles III e outros membros da realeza. Os carregadores levantam o caixão e o levam para dentro da abadia.

11h (7h em Brasília): O decano de Westminster, David Hoyle, oficia a cerimônia fúnebre, na qual o arcebispo de Canterbury e líder espiritual da Igreja Anglicana, Justin Welby, pronuncia um sermão.

11h55 (7h55 em Brasília): Ouve-se o Last Post, um toque de corneta usado em funerais e cerimônias militares, seguido por dois minutos de silêncio.

12h (8h em Brasília): A cerimônia termina com o hino nacional e uma composição musical de luto.

12h15 (8h15 em Brasília): A carruagem transporta o caixão até o Wellington Arch e o Hyde Park Corner, perto do Palácio de Buckingham, a residência oficial dos reis em Londres. A família real e membros das Forças Armadas dos países do Commonwealth acompanham o cortejo, ao som do sino do Big Ben e de salvas de canhão.

13h (9h em Brasília): O caixão chega ao Wellington Arch e é levado para um carro fúnebre, que o transporta até o Castelo de Windsor, ao oeste de Londres.

15h06 (11h06 em Brasília): O carro fúnebre chega a Windsor e segue para o castelo pela avenida Long Walk.

15h40 (11h40 em Brasília): O rei e membros da família real se unem ao cortejo a pé no Castelo de Windsor antes que a comitiva chegue à capela.

16h (12h em Brasília): A cerimônia fúnebre começa na Capela de São Jorge com a presença da família real, líderes dos países da Commonwealth e funcionários do serviço da rainha. Após 45 minutos, o caixão é colocado no panteão real.

19h30 (15h30 em Brasília): O sepultamento da rainha Elizabeth II acontece em cerimônia privada na Capela de São Jorge, onde já estão os corpos de seu pai, o rei George VI, de sua mãe Elizabeth e as cinzas de sua irmã Margaret. O caixão de seu marido, o príncipe Philip, será enterrado no local ao mesmo tempo.

Vacina contra a varíola dos macacos deve chegar ao Brasil neste mês de setembro

O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.

ebc.pngA negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Nessa primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola.

De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. “Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.

Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. “Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse Queiroga.

O ministro da Saúde também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid-19. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da Covid-19 apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.

Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. “No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.

Além da importação emergencial de doses de vacina contra a varíola dos macacos, o Ministério da Saúde também recebeu autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o antiviral Tecovirimat, que deve ser utilizado em situações graves e específicas. “O uso é diante de situações onde não temos mais alternativas para esses pacientes”, salientou o ministro da Saúde.

Vacina nacional

O Ministério da Saúde também trabalha com o desenvolvimento de um imunizante nacional para enfrentar a doença. A expectativa é que a vacina esteja operacional no segundo semestre do ano que vem. Mas para isso, segundo o ministro Queiroga, o cenário epidemiológico tem de indicar a necessidade de ampliação do público alvo da vacinação.

“É algo que está trabalhado, em pesquisas. Já recebemos a Universidade Federal de Minas Gerais, que nós chamamos de semente, que depois gera a produção do IFA, e a Fundação Oswaldo Cruz, através de Biomanguinhos, tem capacidade de fazer escala. Mas isso é se houver uma indicação de vacinação para um grupo maior de pessoas”.

A varíola dos macacos tem sinais e sintomas que se caracterizam por lesões e erupções de pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. O programa Brasil Em Pauta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ao ar neste domingo (18), às 22h30, na TV Brasil.

Bolsonaro improvisa comício eleitoral em uma Londres de luto por Elizabeth II

Em visita a Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, o presidente Jair Bolsonaro fez um comício improvisado neste domingo (18), que lhe rendeu críticas de seu principal adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a duas semanas do primeiro turno das eleições presidenciais. –

O presidente brasileiro chegou pela manhã à capital britânica, onde foi recebido por dezenas de pessoas, algumas com bandeiras do Brasil, às portas da residência do embaixador brasileiro, segundo vídeos difundidos nas redes sociais.

“Todo respeito pela família da rainha e pelo povo do Reino Unido”, disse em suas primeiras palavras no balcão da residência do embaixador, enquanto saudava, com os braços para o alto, a multidão, que o cumprimentava aos gritos de “Mito!”.

Mas em seguida, o presidente e candidato do Partido Liberal (PL) à reeleição em outubro improvisou um comício, pois, em seu entender, a manifestação das pessoas ali reunidas “representa o que realmente acontece no Brasil”, em um momento em que “temos que decidir o futuro da nossa nação”.

“Sabemos quem é (sic) do outro lado e o que eles querem implantar no nosso Brasil”, prosseguiu Bolsonaro, de 65 anos, para quem o Brasil “não quer discutir liberação de drogas, legalizar o aborto”, nem tampouco “aceita a ideologia de gênero”.

“O nosso lema é Deus, pátria, família e liberdade. Esse é o sentimento da grande maioria do povo brasileiro”, disse no balcão, onde tremulava a bandeira brasileira, provocando gritos e aplausos dos presentes.

Suas palavras geraram críticas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seu principal adversário nas eleições presidenciais, que criticou que Bolsonaro tenha feito a viagem “para fazer campanha” e “falar mal dos outros”.

“Em vez de Bolsonaro ir para o velório da rainha, seria mais louvável se ele tivesse visitado familiares e órfãos das vítimas da COVID-19, se ele tivesse comprado as vacinas no tempo certo”, tuitou o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT).

Embora o presidente tenha defendido que “mesmo com a pandemia terrível para o mundo todo, o Brasil resistiu”, sua criticada gestão da crise sanitária, que 685.000 mortos no país – o segundo mais afetado em números absolutos -, ficou na mira das reações dos internautas.

“Bolsonaro vai a Londres fazer do cadáver da Rainha Elizabeth um palanque eleitoral. Não surpreende. Cadáveres são a especialidade dele. Taí a pandemia que não me deixa mentir”, tuitou o chargista político Carlos Latuff.

A duas semanas do primeiro turno, Lula tem 45% das intenções de voto frente a 33% para Bolsonaro, segundo última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada na quinta-feira.

“Pesar” e “reconhecimento”

Jair Bolsonaro é um dos poucos líderes da América Latina e do Caribe a confirmar presença no funeral de Elizabeth II, na segunda-feira. A soberana faleceu em 8 de setembro após sete décadas no trono. Dirigentes de todo o mundo comparecerão ao serviço fúnebre.

Neste domingo, o presidente e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, ambos vestindo preto, foram à capela ardente da soberana no Westminster Hall, por onde também passaram o americano, Joe Biden, e o francês, Emmanuel Macron, acompanhados de suas esposas.

“No Brasil, temos forte em nossa lembrança ainda sua passagem por lá, em 1968. Por tudo que ela representou para o seu país e para o mundo”, tuitou Bolsonaro, após assinar o livro de condolências na Lancaster House.

Em seguida, o casal presidencial participou de uma recepção no Palácio de Buckingham, oferecida pelo novo rei Charles III, na véspera do funeral de Estado, que será celebrado na Abadia de Westminster a partir das 11h locais (07h de Brasília).

Segundo sua agenda oficial, Bolsonaro deixará Londres na tarde de segunda-feira com destino a Nova York, onde tem previsto discursar na Assembleia Geral da ONU no dia seguinte.

Tufão Nanmadol atinge o sudoeste do Japão neste domingo (18)

O tufão Nanmadol atingiu neste domingo (18) a costa sudoeste do Japão e as autoridades recomendaram que mais de sete milhões de pessoas procurem abrigo, diante da previsão de rajadas de vento violentas e chuvas torrenciais.

“O olho do tufão Nanmadol tocou o solo perto da cidade de Kagoshima às 19h” (7h de Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

As rajadas de vento atingiam 235 km/h e o tufão já provocou 500 mm de chuva em menos de 24 horas em algumas áreas da ilha de Kyushu.

A JMA emitiu um “alerta especial” para as prefeituras de Kagoshima e Mizayaki, no sul de Kyushu, onde pelo menos 20 mil pessoas se preparavam para passar noite em abrigos.

O canal estatal NHK, que compilou informações das autoridades regionais, informou que mais de sete milhões de pessoas receberam ordens para procurar refúgios ou buscar proteção em edifícios resistentes.

Mais de 200 mil residências estavam sem energia elétrica nas regiões afetadas.

Também foram suspensas as operações dos trens regionais e de alta velocidade, quase 500 voos e o transporte marítimo na região.

A JMA advertiu que a região pode enfrentar um perigo “sem precedentes” com os ventos, as ondas e as chuvas torrenciais.

“Permaneçam afastados dos locais perigosos e saiam caso sintam algum perigo”, tuitou o primeiro-ministro nipônico, Fumio Kishida, depois de convocar uma reunião do governo.

“Será perigoso sair à noite. Fiquem seguros enquanto ainda é dia”, afirmou.

Furacão Fiona impacta Porto Rico e deixa ilha às escuras e com alagamentos

O furacão Fiona tocou o solo neste domingo (18) no sul de Porto Rico, dois dias antes do quinto aniversário da passagem do furacão Maria, que devastou a ilha em 2017.

Fiona, que mergulhou todo o território americano na escuridão, tocou o solo às 15h20 locais (16h20 de Brasília), perto de Punta Tocón (sudoeste), informou o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

O furacão avança com ventos de até 140 km/h. No momento, tem categoria 1, a menor na escala Saffir-Simpson (que vai até 5), mas espera-se que vá “ganhar mais força nas próximas 48 horas”, acrescentou o NHC.

O temporal provocou um apagão geral na ilha desde pouco após às 13h (14h de Brasília), informou a Autoridade de Energia Elétrica de Porto Rico, a corporação pública encarregada da geração de eletricidade.

A organização já conseguiu reiniciar vários geradores, um primeiro passo para o restabelecimento da rede elétrica, informou seu diretor, Josué Colón, em entrevista à TV.

Segundo os protocolos estabelecidos, assim que conseguir reativar a rede, a autoridade tentará restabelecer primeiro o serviço em hospitais e outros prédios governamentais que oferecem serviços essenciais.

As autoridades antecipam chuvas de 508 a 635 mm nas áreas isoladas de Porto Rico, uma quantidade bastante inferior à registrada durante a passagem do furacão Maria, que varreu o território caribenho há quase cinco anos.

“Podemos esperar que haja estragos, mas não no nível de Maria”, disse Ernesto Morales, do NWS, na mesma coletiva do governador.

Depois da passagem de Maria, Porto Rico ficou incomunicável e grandes áreas permaneceram sem eletricidade por vários meses. Quase 3 mil pessoas morreram por causa do desastre, segundo o balanço oficial.

Fiona já causou graves danos em sua passagem por Guadalupe na noite de sexta-feira. Em alguns locais, a água subiu mais de 1,50 metro neste território francês. Um homem morreu no local, arrastado com sua casa pela cheia de um rio.

O aquecimento da superfície dos oceanos aumenta a frequência dos furacões mais violentos, com ventos mais fortes e chuvas mais intensas, segundo especialistas.

Auxílio Brasil só compra cesta básica em 5 de 17 capitais

Mãe de duas crianças, Claudia di Silverio, moradora da favela de Paraisópolis, em São Paulo, passou a receber em julho o Auxílio Brasil de R$ 600. O valor – R$ 200 acima dos R$ 400 que recebia até então – ainda é insuficiente para comprar o básico.

“Esse dinheiro de R$ 400 não dá o mês inteiro, e R$ 600 ajuda um pouco mais. Mas, como as coisas estão tão caras, vai ser bem difícil. Eu acho que R$ 800 daria pra amenizar um pouco mais, mas não ia ficar tranquilo”, diz.

Assim como Cláudia, outros moradores de São Paulo enfrentam dificuldades para viver com o valor do Auxílio Brasil, mesmo após o aumento promovido por parlamentares, com o apoio do governo, em julho deste ano.

Segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a cesta básica na capital paulista custava em média R$ 749,78 em agosto – R$ 149,78 mais do que valor recebido por Cláudia e por outras 710 mil famílias beneficiadas, segundo dados do Ministério da Cidadania de setembro, os mais recentes disponíveis.

A lacuna entre o mínimo necessário para viver e o auxílio também é sentida em outras 11 capitais mapeadas pelo Dieese — somente em cinco o benefício é suficiente para comprar uma cesta básica.

Variação no custo de vida
O que explica a diferença no poder de compra do Auxílio Brasil é o custo de vida em cada região pesquisada pelo Dieese.

Num estudo publicado no ano passado, Naercio Menezes, coordenador da Cátedra Ruth Cardoso e professor do Insper, deixou evidente como benefícios sociais podem ter impactos distintos nos orçamentos familiares de diferentes regiões.

Realizado com base nos preços de abril de 2021, o levantamento mostrou que um habitante do Ceará precisaria de R$ 134 mensais para comprar alimentos e consumir as calorias necessárias. Em São Paulo, esse valor subia para R$ 180 – ou seja, uma família com 4 pessoas precisaria de R$ 736 para comprar a quantidade de comida necessária.

“Os R$ 600 (do Auxílio Brasil) não são suficientes para a pessoa que mora na região metropolitana de SP comer o suficiente e ter as calorias necessárias, por isso que tem a volta da fome”, diz Naercio. “Eu defendo os valores diferenciados porque o custo de vida é diferente”, afirma.

Brasil registra 12 novas mortes por Covid; média móvel está em queda

O Brasil registrou neste domingo (18) 12 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 685.422 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 73. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -35%, indicando tendência de queda.

Brasil, 18 de setembro
Total de mortes: 685.422
Registro de mortes em 24 horas: 12
Média de mortes nos últimos 7 dias: 73 (variação em 14 dias: -35%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.629.759
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 2.669
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 7.856 (variação em 14 dias: -58%)

No total, o país registrou 2.669 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.629.759 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 7.856. A variação foi de -58% em relação a duas semanas atrás.

AL, DF, MA, MG, PE, RJ, RO, RR e TO não divulgaram dados.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Subindo (1 estado): PR (31%)
Em estabilidade (3 estados): AC (0%), ES (0%), RS (-10%)
Em queda (9 estados): SC (-92%), PA (-84%), MS (-71%), BA (-65%), GO (-63%), CE (-58%), MT (-43%), AM (-36%), SP (-23%)

Biden diz que defenderia Taiwan de uma invasão da China

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse em uma entrevista transmitida neste domingo (18) que as forças americanas defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa.

Questionado pelo programa CBS 60 Minutes se as forças americanas defenderiam a ilha auto-governada reivindicada pela China, ele respondeu:

“Sim, se de fato houver um ataque sem precedentes”, disse Biden.

Perguntado se ele quis dizer que, ao contrário da Ucrânia, forças dos EUA, homens e mulheres, defenderiam Taiwan no caso de uma invasão chinesa, Biden confirmou: “Sim”.

Biden também falou sobre a guerra na Ucrânia. Para o presidente americano, os ucranianos não estão perdendo a guerra e estão conseguindo vencer em algumas regiões.

Joe Biden e sua esposa Jill estão em Londres para o funeral da rainha Elizabeth II, que ocorrerá nesta segunda-feira (19).

Em Curitiba, Lula faz discurso em defesa de mulheres, população LGBTQIA+ e negros e diz que o ‘preconceito é nojento’

O ex-presidente e candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de um comício neste sábado (17) em Curitiba. Em discurso, Lula defendeu direitos das mulheres, da população LGBTQIA+ e dos negros. Lula ainda disse que o “preconceito é nojento”.

O comício foi realizado na Boca Maldita, região central da capital paranaense.

Em um momento de sua fala, o ex-presidente enfatizou a necessidade de o país respeitar e garantir direitos a toda a população, independente de gênero, raça ou classe social.

Em seguida Lula citou o episódio de preconceito sofrido na Espanha pelo jogador brasileiro Vinícius Jr., do Real Madri.

O jogador, que comemora seus gols com danças, teve essa postura atacada em um programa de TV espanhol. O empresário de futebol Pedro Bravo disse que o Vini só deveria dançar no sambódromo no Brasil e que o jogador tinha que parar de fazer “macaquice”. A fala racista gerou forte reação contrária, inclusive do próprio Vini Jr., que gravou um vídeo para repudiar o racismo e dizer que não vai parar de dançar.

“Nós temos que respeitar. Viram o que fizeram com o menino do Real Madrid ontem [sexta-feira]. O Vinícius Júnior, aquele menino do Flamengo que foi para o Real Madrid. Cada gol que ele marca ele dança. Ontem uma lição de preconceito […] com relação a ele”, afirmou Lula.

“Nós precisamos ter certeza que o preconceito é uma coisa nojenta, é uma doença. Cada um de nós se veste como quer, cada um de nós dança como quer, cada um de nós cuida do seu corpo como quer, porque afinal de contas o nosso corpo quer liberdade. A gente quer que ele tenha liberdade em fazer o que a gente se interessa”, completou o candidato.

Em uma crítica ao candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL), segundo lugar na disputa eleitoral, atrás do petista, Lula disse que o país precisa de um presidente que entenda que a mulher não é um “objeto”.

Em seus discursos, Bolsonaro tem dito que os homens precisam encontrar uma “princesa” para se casar. A resistência do eleitorado feminino é um dos pontos fracos da campanha de Bolsonaro que Lula pretende explorar.

“Este país precisa de um presidente civilizado. Um presidente que saiba que mulher não quer ser mais objeto de cama e mesa, mulher quer ser o que ela quiser. É preciso cumprir a Constituição e regular a lei para que a mulher ganhe igual ao homem se fizer a mesma função ou ganhar mais. É preciso que a gente empodere as mulheres, pra gente não ver o crescimento do feminicídio”, disse Lula.

Ele também falou da população LGBTQIA+. “Quero que a população LGBTQIA+ seja respeitada. Nós temos que respeitar”, concluiu.

Bolsonaro faz campanha no agreste de Pernambuco, terra natal de Lula, e critica ‘escândalos’ de governos passados

O presidente Jair Bolsonaro, candidato do PL à reeleição, fez campanha na manhã deste sábado (17) em Caruaru, no agreste de Pernambuco. Em um comício, ele exaltou ações de sua gestão e criticou “escândalos” de governos passados.

A região é a terra natal do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder nas pesquisas de intenção de voto e adversário de Bolsonaro na corrida eleitoral.

Na parte da tarde, a agenda de Bolsonaro prevê participação no evento Marcha para Jesus, em Garanhuns, cidade de Lula.

O Nordeste é a região onde Bolsonaro mais fica atrás de Lula nas pesquisas. Ao visitar o agreste, o presidente tenta mostrar que pode conquistar espaço entre os eleitores da região.

Passeio de moto e discurso
Bolsonaro desembarcou no início da manhã em Caruaru.

Depois de chegar à cidade, ele foi de helicóptero para Santa Cruz do Capiberibe. Lá, encontrou apoiadores e seguiu de moto, acompanhado de outros motociclistas, para Caruaru, onde subiu em trio elétrico e fez um discurso.

Em sua fala, de nove minutos, o presidente atacou Lula e o PT e repetiu seu tradicional discurso de defesa da família e da sociedade segundo a visão conservadora.

“Nós não queremos a volta dos escândalos que tínhamos há pouco no passado”, afirmou o presidente em crítica indireta aos governos petistas.

“Vamos cada vez mais investir dinheiro nosso no Brasil, e não em Cuba ou na Venezuela”, continuou.

Bolsonaro também exaltou ações de seu governo, como o pagamento do Auxílio Brasil e medidas para baixar o preço dos combustíveis. Bolsonaro afirmou que sua gestão é comprometida com a população vulnerável, ao contrário, na visão dele, dos governos petistas.

“Eles não pensam nos mais pobres. Só pensam em época de eleição, para tirar o voto daqueles mais necessitados”, concluiu.

TRE-PE dá início à geração das mídias das Eleições 2022

O TRE Pernambuco deu início, neste sábado (17), em várias cidades do Estado simultaneamente, à geração de mídias das urnas eletrônicas para as Eleições 2022.

O processo consiste em alimentar os pen drives que serão acoplados às urnas com informações dos candidatos que disputam os cargos eletivos, com nomes, números e fotos, além das informações dos eleitores cadastrados para cada seção eleitoral. 

No Recife, a 4ª zona eleitoral, que abrange bairros centrais da cidade, como Boa Vista, Santo Amaro, Santo Antônio e Joana Bezerra, foi a primeira da capital a iniciar o processo, que está sendo realizado na Central de Atendimento ao Eleitor, no bairro de São José, vizinha ao Forte das Cinco Pontas.

Neste primeiro dia, além do Recife, ocorreu geração de mídia em Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, Rio Formoso, Barreiros, Ribeirão, Palmares, Água Preta, Catende, Quipapá, Bezerros e São João. 

Até a próxima segunda-feira, todas as 122 zonas eleitorais do Estado, englobando as 20.572 seções de votação, terão seu trabalho concluído. Confira o calendário de geração de mídia clicando aqui.

Além dos bairros centrais do Recife, a 4ª zona eleitoral é também responsável pelo distrito de Fernando de Noronha, onde ocorrerá a eleição do conselho distrital junto com as eleições gerais no dia 2 de outubro. 

A chefe do cartório, Adriana Paes, informou que foram geradas mídias em 308 pen drives das seções eleitorais do Recife, 9 das seções de Fernando de Noronha e outras 25 de contingência.

Preparação das urnas

Na geração de mídia, há alimentação dos pen drives com dados extraídos do sistema de registro candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deferidas nos julgamentos realizadas pelos 27 TREs do país até o último dia 12. Estes pen drives serão posteriormente acoplados às urnas para inserir nelas os dados dos candidatos e eleitores cadastrados por seção, em uma segunda etapa desse processo chamado preparação das urnas, que acontecerá entre os dias 21 e 27 de setembro em todo o Estado.

Todo o processo é público e entidades como partidos políticos, OAB, Forças Armadas e Ministério Público foram notificados para acompanhá-lo. Na abertura da geração de mídias, no Recife, a ação foi acompanhada presencialmente pela juíza eleitoral da 4ª zona, Kathya Veloso, a promotora eleitoral Maria Fabianna Ribeiro, o diretor-geral do TRE-PE, Orson Lemos, o secretário da Corregedoria, Breno Russel, e o assessor de segurança do tribunal, coronel Émerson Lima.

Justiça transforma prisão do ator José Dumont em preventiva

A Justiça do Rio de Janeiro converteu nessa sexta-feira (16) em prisão preventiva, a prisão do ator José Dumont, 72 anos, e ganhador de diversos prêmios em mais de 40 anos de carreira.

A decisão é do juiz Antonio Luiz da Fonsêca Lucchese que transformou a prisão em flagrante em preventiva do artista durante audiência de custódia. Ele é suspeito de adquirir, possuir e armazenar imagens de pornografia infantil.

Na decisão, o magistrado considerou necessária a conversão da prisão em preventiva, devido à gravidade dos crimes praticados.

“Policiais civis, ao cumprirem mandado de busca e apreensão em desfavor do indiciado, teriam encontrado em seu celular e no computador imagens e vídeos de crianças e adolescentes em prática de atos libidinosos. Note-se que teriam sido encontrados cerca de 240 arquivos, entre imagens e vídeos, o que indicia reiteração criminosa, além de uma transferência bancária para uma pretensa vítima do procedimento”, escreveu o juiz.

Segundo o magistrado, a prisão cautelar é necessária para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal.

“Em razão da gravidade em concreto do crime, considerando que todas as imagens encontradas no celular e computador do indiciado se relacionam a crianças e adolescentes desnudas ou em prática de atos sexuais, considero que nenhuma das medidas cautelares diversas da prisão previstas no Artigo 319 do Código de Processo Penal, aplicadas isoladas ou cumulativamente, são suficientes para garantir a ordem pública, ou a aplicação da lei penal”, escreveu o juiz . O magistrado também decretou segredo de justiça nos autos do processo.

O ator ficará inicialmente na Casa do Albergado Crispim Ventino, dedicado a idosos, no Complexo Penitenciário de Gericinó. Dumont terá que passar por um atendimento médico, uma vez que é hipertenso, tem problemas na tireoide e gastrite.

Após receber alta, será encaminhado para uma unidade prisional do Estado.

No governo Bolsonaro, verba do programa Farmácia Popular cai a um terço

O orçamento proposto pelo governo Jair Bolsonaro para o programa Farmácia Popular em 2023 representa apenas um terço dos recursos que ele tinha em 2018, último ano do governo de Michel Temer. Em 2018, o país destinou R$ 3,047 bilhões para a distribuição e subsídio de medicamentos. Para 2023, a previsão é de R$ 1,018 bilhão. O corte busca preservar recursos para o chamado orçamento secreto

Segundo especialistas, a redução de verba para 2023 intensifica o esvaziamento de recursos para o programa nos últimos anos, o que tende a gerar mais gastos para o Sistema Único de Saúde (SUS) adiante, à medida que o tratamento de doenças crônicas reduz o volume de internações.

Na comparação com os recursos previstos em 2022, a queda também é acentuada, de 59%. Criado em 2004, o programa Farmácia Popular fornece medicamentos gratuitamente ou com até 90% de desconto à população por meio de parceria com farmácias particulares.

O programa atende mais de 20 milhões de brasileiros. O corte de recursos consta no projeto de lei do Orçamento de 2023, enviado ao Congresso no fim de agosto.

A divulgação dos cortes gerou mal-estar na campanha à reeleição de Bolsonaro. Integrantes do governo, porém, avaliam que não há tempo hábil para enviar mensagem ao Congresso modificando o Orçamento antes da eleição.

Bolsonaro afirmou ontem que o Congresso vai reavaliar a situação e que, caso não seja possível, a questão será acertada “no ano que vem”.

“Ninguém será prejudicado em nosso governo, temos recursos porque não roubamos. Tem dinheiro sobrando para atender a tudo isso. E (o programa) será refeito agora pelo Parlamento brasileiro , e se não for possível, nós acertaremos essa questão no ano que vem. Ninguém precisa ficar preocupado” afirmou à CNN Brasil, durante motociata em Natal.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, na véspera, disse que há “desencaixe temporário” de recursos.

A redução de recursos afetaria o acesso da população de baixa renda a 13 tipos diferentes de medicamentos usados no tratamento de diabetes, hipertensão e asma, além de restringir a distribuição de fralda geriátrica. Os remédios com desconto são para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, osteoporose e glaucoma, além de anticoncepcionais e fraldas geriátricas.

Há duas modalidades do programa. O orçamento voltado a remédios 100% gratuitos foi cortado em R$ 2 bilhões na proposta de Orçamento de 2023, para R$ 841 milhões. Já a modalidade que fornece remédios com até 90% de desconto foi reduzida de R$ 444,9 milhões para R$ 176,7 milhões.

O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, explica que a iniciativa custa mensalmente em torno de R$ 5 por usuário ao governo federal, um investimento que evita gastos maiores com internações e possíveis tratamentos de reabilitação, além da questão social e humanitária:

É muito mais barato tratar hipertensão ou diabetes do que ter que pagar uma aposentadoria por invalidez. A pessoa deixa de ser um contribuinte do Estado e passa a ser um usuário dele. Tem que alertar a população, os deputados e o governo federal de que desidratar esse programa é um tiro no pé. Sai mais caro para a sociedade brasileira.

Na visão de Mussolini, o programa não é altamente rentável para as farmácias e para sua indústria, porque o valor de referência dos medicamentos foi reduzido em duas ocasiões, mas movimenta a economia do setor dado o volume de vendas.

Impacto para estados

Estudo de Rudi Rocha, professor da FGV Saúde, mostra que somente no caso da diabetes o programa conseguiu reduzir as internações em 14%, com queda nos custos para a saúde pública de 13%.

A queda de mortalidade e de internações é significativa. São doenças que dependem de medicamento de uso contínuo para o tratamento, ainda mais quando a população envelhece.

Para secretários de Saúde, o corte na Farmácia Popular pressionará o orçamento de estados e de municípios, que são obrigados por lei a destinar 12% e 15%, respectivamente, da arrecadação de impostos para a área de saúde. A avaliação é que o custo do SUS, que aumentou na pandemia, não cabe no teto de gastos do governo federal.

“Como a União tem teto (de gastos) e os estados e municípios possuem piso, quem passa a ter participação crescente, sem limites e onerosa, num cenário de frustração de receitas, são estados e municípios” disse Nésio Fernandes, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

O maior impacto da queda de recursos recairá, portanto, ao atendimento na ponta, já sobrecarregado em estados e em municípios. São esses entes os responsáveis por gerenciar cerca de 98% dos leitos de média e alta complexidade no Brasil.

“É inaceitável qualquer tipo de corte no programa. Temos certeza de que, junto com o relator do Orçamento, vamos recompor a condição orçamentária deste projeto” disse o deputado federal Luizinho (PP-RJ), que é médico e de partido da base do governo.

Procurado, o Ministério da Saúde não comentou.

Pão francês sobe quase 17% em 12 meses, segundo o IBGE

Um dos principais itens do café da manhã do brasileiro está bem mais caro. O Jornal Hoje mostrou que o preço do pão francês subiu duas vezes mais do que a inflação dos últimos 12 meses, chegando a quase 17%.

Produtos do setor de panificação como um todo, tiveram uma alta de 18%, em média.

“Eu tenho 10 anos de experiência com padaria e a gente nunca tinha visto uma alta tão significativa no acumulado de tão pouco tempo. O que pesou mais: pandemia, com certeza e a guerra da Ucrânia também pesou muito, porque eles são fornecedores muito fortes de trigo. E a maioria do trigo usado no Brasil vem da Argentina e para a Argentina estava compensando mais exportar para lá do que para a gente”, explica Mathias José de Oliveira, dono de padaria.

A alta dos preços está ajudando o setor de panificação a faturar.

“Após uma forte crise enfrentada em 2020 e 2021, o setor tem voltado a recuperar as forças e teve um crescimento do faturamento de R$ 5,79 bilhões, 19,5% em análise comparada a janeiro e maio de 2022, frente ao mesmo período de 2021”, diz Paulo Menegueli, presidente da ABIP, Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria.

Produtos que dependem de laticínios também estão mais caros. Nos últimos 12 meses, o pão de queijo, por exemplo, apertou o orçamento de muita gente. A alta registrada foi a maior entre os produtos de panificação – 22%, quase o triplo do índice geral da inflação, registrado no período.

“Muita coisa ainda não nos afetou diretamente ou não nos deu ainda a condição da gente baixar o preço, por exemplo, você vê que o leite já baixou e não tivemos ainda a baixa dos derivados. Acreditamos que a curto prazo, com a chuva, a gente vai ter uma melhora, né, no preço do queijo e, consequentemente, vamos conseguir baixar um pouco o preço do pão de queijo”, diz Vinicius Dantas, presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação.

Eleições: a partir deste sábado (17), candidatos só podem ser presos em flagrante; entenda a regra

A partir deste sábado (17), os candidatos que disputam qualquer cargo nestas eleições não podem mais ser presos, a não ser que seja em flagrante. A legislação eleitoral estabelece que a regra entre em vigor faltando 15 dias para o primeiro turno das eleições, marcado para 2 de outubro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, o objetivo da medida é evitar que prisões sejam utilizadas como manobras para prejudicar um candidato por meio de constrangimento político ou o afastando de sua campanha.

A lei também proíbe que nos cinco dias que antecedem as eleições, no caso, a partir de 27 de setembro, até 48 horas após o término do pleito, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido, com o objetivo de garantir o direito ao voto para o eleitor.

A exceção é se ele for pego em flagrante ou existir contra ele uma sentença criminal condenando por crime inafiançável, como racismo ou tortura, ou, ainda por desrespeito a salvo-conduto.

Segundo turno
A regra também vale para o segundo turno, marcado para o dia 30 de outubro. A partir do dia 15, nenhum candidato que disputar o segundo turno para presidente ou governador poderá ser preso ou detido, apenas em flagrante delito.

Em relação aos eleitores, ninguém poderá ser preso a partir de 25 de outubro até 48 horas após o encerramento da eleição, salvo se for pego em flagrante ou possuir condenação por crime inafiançável ou descumprir regras de salvo-conduto.