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Vacina brasileira contra a Mpox é produzida em universidade


Vacina contra a Mpox brasileira está sendo desenvolvida na UFMG (foto: EBC)

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) informou, nesta semana, que o Centro de Tecnologia de Vacinas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está produzindo uma vacina contra a Mpox (ou monkeypox, em inglês). Na fase atual da criação, os pesquisadores verificam a possibilidade de aumentar a produção e atender grande escala com o imunizante.

O desenvolvimento da vacina iniciou com a doação, em 2022, pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos à UFMG, do material conhecido como “semente do vírus”. Esse é o ponto de partida para o desenvolvimento do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). Desde então, testes são realizados para atenuar o vírus e torná-lo uma vacina.

“Desde o surto da doença, em 2022, vimos a necessidade de termos estratégias de produção para a pronta utilização do insumo. Então, o que nós estamos fazendo no Brasil é deixar preparado o sistema de produção dessa vacina para o caso de necessidade”, disse Flávio Fonseca, professor da UFMG e coordenador da CâmaraPox, setor do comitê Rede Vírus, criado pelo MCTI para integrar iniciativas contra viroses emergentes.

De acordo com o pesquisador, o estudo está “verificando a obtenção de matéria-prima para atender a demanda em grande escala”.

Atualmente, existem duas vacinas disponíveis contra a Mpox no mundo. A primeira é a Jynneos, produzida pela farmacêutica dinarmaquesa Bavarian Nordic. Ela é recomendada para adultos, incluindo gestantes, lactantes e pessoas com HIV. E a segunda é a ACAM 2000, fabricada pela americana Emergent BioSolutions, mas que possui diversas contraindicações e efeitos colaterais, sendo considerada, então, menos segura.

Com o anúncio do estado de emergência em saúde pública internacional por conta da Mpox, determinado na semana passada pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, o governo federal negocia a compra de imunizantes. Segundo o Ministério da Saúde, 25 mil doses de Jynneos estão sendo negociadas com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).

Desde 2023, quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso provisório do imunizante em território nacional. Ao todo o Brasil já recebeu 47 mil doses de vacinas contra Mpox e aplicou 29 mil. Neste ano, o país já registrou 709 casos da doença.

Mpox: vacinação em massa contra doença não é recomendada

Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a varíola dos macacos (monkeypox). — Foto: AP Photo/Jeenah Moon, File

Apesar da declaração de emergência sanitária global, a vacinação contra a mpox, a doença antigamente chamada de ‘varíola dos macacos’, não exige uma estratégia de imunização em massa.

Em vez disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que apenas indivíduos que estão em risco, como aqueles que tiveram contato próximo com uma pessoa infectada ou pertencem a um grupo de alto risco, devem ser considerados para a vacinação.

Isso acontece porque a transmissão da mpox, historicamente, tem sido concentrada em grupos populacionais específicos.

No Brasil, que tem um risco baixo para o atual surto, a campanha de imunização começou em março de 2023, inicialmente focada em pessoas que vivem com HIV/aids (PVHA), profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus, além de pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas.

Em junho do mesmo ano, uma nota técnica da pasta ampliou o programa para usuários da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP), permitindo que, em casos de vacinas disponíveis na rede estadual ou municipal sem uso para PVHA, elas fossem aplicadas em pacientes que usam a PrEP.

Apesar disso, com cerca de 49 mil doses disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para uso na população (num esquema de vacinação que tem indicação de duas doses para cada pessoa com intervalo de quatro semanas entre elas), somente 29.165 foram aplicadas até o final de junho, segundo dados do ministério que o g1 teve acesso.

Ainda segundo a pasta, neste primeiro momento, “caso novas evidências demonstrem a necessidade de alterações no planejamento, as ações necessárias serão adotadas e divulgadas” sobre a imunização contra doença.

Especialistas ouvidos pelo g1, no entanto, avaliam que essa baixa aplicação das doses contra mpox se deve a uma má condução de uma campanha de vacinação no Brasil associada a uma baixa procura pelo imunizante, especialmente durante a explosão de casos que começou em 2022 – que não têm relação com a nova variante por trás do surto na África.

Por isso, eles defendem que, mesmo que esse novo surto não esteja diretamente associado à variante responsável pelo surto de 2022, ele aumenta a preocupação com a disseminação do vírus e destaca a necessidade de uma estratégia de vacinação eficaz.

“A vacinação pode prevenir novos casos e ajudar a controlar a situação antes que se agrave. No entanto, a implementação da vacinação precisa ser eficiente e bem direcionada. Em 2022, o controle do surto foi inadequado, e o Brasil perdeu oportunidades para vacinar as populações mais vulneráveis”, diz Rico Vasconcelos, médico infectologista do Hospital das Clínicas da USP.
No Brasil, foram registrados 709 casos de mpox em 2024, com 16 óbitos, sendo o mais recente em abril de 2023.

OMS declara mpox como nova emergência de saúde pública internacional

Mpox: OMS Mantém Emergência de Saúde Pública Internacional • Diário  Económico

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou, nesta quarta-feira (14), a varíola do macaco (mpox) como uma emergência internacional de saúde pública, seu maior nível de alerta.

“Hoje o comitê de emergência se reuniu e me comunicou que, na sua opinião, a situação constitui uma emergência de saúde pública de alcance internacional. Aceitei essa recomendação”, declarou o diretor-geral da agência sanitária da ONU, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“É uma situação que deveria preocupar todos nós”, acrescentou, durante uma coletiva de imprensa.

O chefe da OMS é o único que pode decretar uma emergência desse tipo, com a assessoria de um comitê de especialistas.

Os 15 membros desse comitê consideraram que os critérios para declarar uma emergência internacional de saúde pública foram cumpridos, explicou o presidente do grupo, Dimie Ogoina.

O organismo da ONU já havia tomado uma decisão similar em 2022, quando ocorreu um surto mundial de varíola do macaco causada por uma cepa conhecida como clade IIb.

Mas a epidemia atual, originária da República Democrática do Congo (RDC) e limitada à África até agora, tem suas próprias características.

O vírus, mais contagioso e perigoso, é causado pelo clade I e uma variante ainda mais perigosa, o clade Ib. Sua taxa de mortalidade é estimada em 3,6%.

A agência sanitária da União Africana declarou na terça-feira uma “emergência de saúde pública”, seu máximo nível de alerta, em resposta à crescente epidemia de Mpox no continente.

Um total de 38.645 casos foram registrados em 16 países africanos desde janeiro de 2022, com 1.456 mortes.

Além disso, foi registrado um aumento de casos de 160% em 2024 em relação ao ano anterior, segundo dados publicados na semana passada pelo África CDC.

“Nós enfrentamos várias epidemias com diferentes clades em diferentes países, com diferentes modos de transmissão e diferentes níveis de risco”, alertou Tedros.

“Não será fácil”

Conhecida como varíola do macaco, a mpox é uma doença viral que se propaga do animal para o humano, mas também é transmitida por contato físico próximo com uma pessoa infectada pelo vírus.

O clade Ib provoca erupções cutâneas em todo o corpo, enquanto as cepas anteriores se caracterizavam por erupções localizadas e lesões na boca, no rosto ou nas partes genitais.

A mpox foi descoberta em humanos em 1970 na atual República Democrática do Congo (antigo Zaire), com a difusão de um subtipo clade I e o contágio se dava por contato com animais.

Marion Koopmans, diretora do Centro de Gerenciamento de Pandemias e Desastres da Universidade Erasmus de Roterdã, disse que uma PHEIC “eleva o nível de alerta globalmente e pode permitir que a OMS tenha acesso a fundos para resposta de emergência”.

No entanto, “as mesmas prioridades permanecem: investir na capacidade de diagnóstico, na resposta da saúde pública, no apoio ao tratamento e na vacinação”, disse ela, alertando que isso seria um desafio, já que a RDC e seus vizinhos estão carentes de recursos.

Pernambuco recebe primeiro lote de vacinas contra Mpox

Vacina contra a varíola causada pelo vírus monkeypox

Pernambuco recebeu, na noite dessa terça-feira (14), do Ministério da Saúde (MS) o primeiro lote de vacinas Jynneos, destinada à imunização contra a varíola causada pelo vírus monkeypox (Mpox). Foram enviadas 687 doses ao Estado.

As doses serão direcionadas para grupos prioritários específicos e determinados pelo órgão de gestão federal.

Serão imunizados grupos prioritários elegíveis, já que a vacina é indicada para uso em profilaxia pré e pós-exposição, em duas doses com quatro semanas de intervalo.

Pessoas com diagnóstico para doença e/ou com lesões suspeitas não poderão receber o imunizante.

O público-alvo elencado pelo Ministério da Saúde envolve pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): homens cisgêneros (que se identificam como homens), travestis e mulheres transexuais que tenham idade igual ou superior a 18 anos e status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.

Também estão no público-alvo profissionais que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.

Conforme recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o imunizante também estará disponível nas unidades de saúde para pessoas que tiveram contato direto com fluídos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para Mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco.

O imunobiológico foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial com a finalidade de bloquear a transmissão da doença.

O Ministério da Saúde não recomenda o uso desta vacina para imunização em massa da população.

Mpox: vacinação contra doença começa nesta segunda (13)

Vírus da monkeypox visto usando microscopia. — Foto: NIAID via AP, File

A partir desta segunda-feira (13) a vacinação contra a mpox, a doença antigamente chamada de ‘varíola dos macacos’, deverá estar disponível em todos os serviços de vacinação do Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, nessa primeira fase da campanha a imunização focará em grupos de risco para as formas graves da doença, como pessoas que vivem com HIV/aids e profissionais de laboratórios que atuam em locais de exposição ao vírus.

Com cerca de 47 mil doses disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI) para uso na população, o esquema de vacinação tem indicação de duas doses para cada pessoa.

Ainda segundo a pasta, neste primeiro momento, essa população-alvo seguirá as seguintes recomendações:

No caso da vacinação pré-exposição ao vírus, receberão as doses:

Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA) com status imunológico identificado pela contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses [condição que deixa o sistema imune menos capaz de combater determinadas infecções].

De acordo com o Ministério da Saúde, este público representa atualmente cerca de 16 mil pessoas em todo o país;

E profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus [a família do vírus da monkeypox] em laboratórios com nível de biossegurança 3 (NB-3), de 18 a 49 anos de idade.

Já no caso da vacinação pós-exposição ao vírus, receberão as doses:

Pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções corporais de pessoas suspeitas, prováveis ou confirmadas para mpox, cuja exposição seja classificada como de alto ou médio risco, conforme recomendações da OMS.

Em ambos os casos, quem já foi diagnosticado com a mpox ou apresentar uma lesão suspeita no momento da vacinação não deverá receber a dose.

Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, o envio de doses será feito conforme o andamento da vacinação e de acordo com as solicitações dos estados e Distrito Federal.

Além disso, para a vacinação pré-exposição, é recomendado um intervalo de 30 dias com qualquer vacina previamente administrada. Em situação de pós-exposição, cujo principal objetivo é bloqueio da transmissão, a recomendação é que aplicação seja realizada independentemente da administração prévia de qualquer imunobiológico.

SP: Praia Grande confirma morte de homem por varíola dos macacos

A prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, confirmou a morte de um morador do município devido a varíola dos macacos (monkeypox). O homem, de 37 anos, faleceu na cidade de Santos, na madrugada desse sábado (15).

De acordo com a prefeitura de Praia Grande, a vítima havia sido diagnosticada com a doença no início de agosto. Em setembro foi internada em um hospital particular da cidade em razão de infeções secundárias. Posteriormente, foi transferida para um hospital particular em Santos, onde morreu.

“Em todo o período em que esteve internado, o paciente foi acompanhado pelo serviço Acolhe Praia Grande da Secretaria de Saúde de Praia Grande e monitorado pela Divisão de Vigilância Epidemiológica”, diz texto de nota da prefeitura.

No último dia 12, a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo já havia confirmado a primeira morte no estado de um paciente vítima da doença. Ele tinha 26 anos, morava na capital paulista e apresentava diversas comorbidades. O paciente estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto.

Total de casos de varíola dos macacos sobe para 164 em Pernambuco

Novo balanço da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgado nesta sexta-feira (14) indica que o total de casos confirmados de varíola dos macacos em Pernambuco subiu para 164. Ao todo, o Estado totaliza 1.434 notificações da doença, sendo 476 casos descartados e 742 casos que estão em investigação.

Os 164 casos confirmados estão distribuídos nas seguintes faixas etárias: 0 a 9 (10), 10 a 19 (12), 20 a 29 (56), 30 a 39 (48), 40 a 49 (25), 50 a 59 (6) e 60 e mais (7). Do total, 130 são do sexo masculino e 34 do sexo feminino. Dos 164 casos positivos, 51 evoluíram para cura e 113 estão em isolamento domiciliar.

Os casos em investigação são subdivididos em casos suspeitos (681) e casos prováveis (61), conforme classificação definida pelo Ministério da Saúde (MS).

Os casos suspeitos são considerados aqueles nos quais os pacientes apresentam início súbito de lesão em mucosas e/ou erupção cutânea aguda sugestiva de Monkeypox. Destes, 378 são do sexo masculino e 303 são do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (93), 10-19 (122), 20-29 (149), 30-39 (136), 40-49 (95), 50-59 (55), 60 e mais (31).

Com relação aos casos prováveis, que também estão em investigação, foram registrados 61 casos, quando os pacientes se enquadram como suspeitos e além da lesão cutânea apresentam outros critérios como exposição próxima e prolongada com caso provável ou confirmado de Monkeypox. Destes, 46 são do sexo masculino e 15 são do sexo feminino. As faixas etárias são: 0-9 (6), 10-19 (11), 20-29 (16), 30-39 (10), 40-49 (14), 50-59 (1) e 60 e mais (3).

Estado de SP registra primeira morte por varíola dos macacos

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou, na manhã desta quarta-feira (12), a primeira morte no estado em decorrência da varíola dos macacos no estado. Esta é a sexta morte pela doença no país.

Segundo a pasta, o paciente tinha 26 anos, era da capital paulista e estava internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas desde o dia 1º de agosto. Ele possuía diversas comorbidades e passava por tratamento com antirretrovirais para uso emergencial em pacientes graves.

Ainda de acordo com o governo, SP tem 3.861 casos confirmados da doença, com redução do registro de novos casos nas últimas semanas.

O atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da Monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual.

A varíola dos macacos é uma doença atualmente tratada como uma emergência de saúde global pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Trata-se de uma zoonose viral: uma doença que foi transmitida aos humanos a partir de um vírus que circula entre animais. Antes do atual surto, a varíola dos macacos ocorria principalmente na África Central e Ocidental, sobretudo em regiões perto de florestas, pois os hospedeiros são roedores e macacos.

Em agosto, o governo de SP anunciou um plano de de enfrentamento da doença.

A medida tem 93 hospitais de retaguarda, uma rede credenciada de laboratórios para testagem e vigilância genômica e serviço de orientação 24 horas para profissionais de saúde. Na ocasião, também foram definidos protocolos de diagnóstico e assistência.

Minas Gerais tem segunda morte por varíola dos macacos confirmada

A Prefeitura de Pouso Alegre (MG) confirmou, neste domingo (9), a morte de uma pessoa por varíola dos macacos. Segundo comunicado, a vítima é um rapaz de 21 anos, com comorbidades, que estava internado desde 11 de setembro.

Atualmente, no município, há 4 casos confirmados (sendo um deles o paciente que foi a óbito e os demais que passaram pelo isolamento domiciliar), 1 em análise e 45 descartados.

Doença no Brasil
De acordo com boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (7), até o momento, há 8.340 casos confirmados de varíola dos macacos no Brasil. Outros 4.586 estão em acompanhamento. O estado de São Paulo reúne o maior número de casos (3.843), seguido por Rio de Janeiro (1.120) e Minas Gerais (514). Com a morte informada neste domingo, o país já registra dois óbitos em Minhas Gerais e outros dois no Rio de Janeiro.

Transmissão
Conhecida internacionalmente como monkeypox, a varíola dos macacos é uma doença causada por vírus e transmitida pelo contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de um abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente.

Vacina
Segundo o Ministério da Saúde, já está no Brasil o primeiro lote importado de vacinas contra a monkeypox. A remessa de 9,8 mil doses desembarcou na terça-feira passada (4) no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Cerca de 50 mil doses foram compradas pelo governo via fundo rotatório da Organização Pan-americana da Saúde (Opas). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.

Brasil recebe o primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos

Já está no Brasil o primeiro lote importado de vacinas contra a Monkeypox, doença que é mais conhecida como varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa de 9,8 mil doses desembarcou nesta terça-feira (4) no Aeroporto de Guarulhos (SP).

Cerca de 50 mil doses já foram compradas via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.

De acordo com o ministério, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “É importante ressaltar que as vacinas são seguras e atualmente são utilizadas contra a varíola humana ou varíola comum. Por isso, o estudo pretende gerar evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança da vacina contra a varíola dos macacos e, assim, orientar a decisão dos gestores”, informou a pasta.

A coordenação da pesquisa ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o apoio da OMS e financiamento do ministério. O estudo foi discutido pela pasta, em conjunto com a Opas, pesquisadores e especialistas da área.

“O objetivo é avaliar a efetividade da vacina Jynneos/MVA-BN contra a varíola dos macacos na população brasileira, ou seja, se a vacina reduz a incidência da doença e a progressão à doença grave. A população-alvo do estudo será formada por pessoas mais afetadas e com maior risco para a doença”, detalhou o ministério ao informar que inicialmente os grupos a serem vacinados serão de pessoas que tiveram contato prolongado com doentes diagnosticados ou em tratamento com antirretroviral para HIV.

Ainda segundo o ministério, em breve serão divulgados quais centros de pesquisa serão incluídos “considerando as cidades com elevados números de casos confirmados da doença e a infraestrutura disponível para a condução do estudo”.

Vacina contra a varíola dos macacos deve chegar ao Brasil neste mês de setembro

O primeiro lote de vacinas contra a varíola dos macacos deve chegar ainda este mês ao Brasil, afirmou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista ao programa Brasil Em Pauta, da TV Brasil.

ebc.pngA negociação, feita com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic, conta com a intermediação da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Nessa primeira leva, devem estar disponíveis 50 mil imunizantes, os mesmos utilizados para o combate da varíola.

De acordo com o ministro, as vacinas não são para toda a população, e sim para grupos específicos. “Não há recomendação, no momento, para a vacinação em massa”, esclareceu Queiroga.

Entre os grupos específicos estão profissionais de saúde que lidam diretamente com amostras de infectados e pessoas que tiveram contato com portadores do vírus. “Estudos já mostram que uma dose dessa pode ser fracionada em cinco doses. Então nós podemos beneficiar um número maior de pessoas. A princípio são aqueles que têm contato com o material contaminado”, disse Queiroga.

O ministro da Saúde também reforçou as diferenças entre a varíola dos macacos e a covid-19. Segundo Queiroga, além da letalidade, o vírus da Covid-19 apresentou inúmeras mutações no decorrer da pandemia, o que não se observa com a varíola dos macacos, que foi mapeada pela primeira vez na África, em 1976.

Queiroga reforçou ainda que os índices de contágio da varíola dos macacos estão em queda no mundo e em estabilidade no Brasil. “No mundo inteiro o surto tem diminuído, a velocidade de progressão dos casos é menor e nós estamos numa fase de platô com queda. Então esperamos que esse surto seja controlado”, defendeu Queiroga.

Além da importação emergencial de doses de vacina contra a varíola dos macacos, o Ministério da Saúde também recebeu autorização emergencial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar o antiviral Tecovirimat, que deve ser utilizado em situações graves e específicas. “O uso é diante de situações onde não temos mais alternativas para esses pacientes”, salientou o ministro da Saúde.

Vacina nacional

O Ministério da Saúde também trabalha com o desenvolvimento de um imunizante nacional para enfrentar a doença. A expectativa é que a vacina esteja operacional no segundo semestre do ano que vem. Mas para isso, segundo o ministro Queiroga, o cenário epidemiológico tem de indicar a necessidade de ampliação do público alvo da vacinação.

“É algo que está trabalhado, em pesquisas. Já recebemos a Universidade Federal de Minas Gerais, que nós chamamos de semente, que depois gera a produção do IFA, e a Fundação Oswaldo Cruz, através de Biomanguinhos, tem capacidade de fazer escala. Mas isso é se houver uma indicação de vacinação para um grupo maior de pessoas”.

A varíola dos macacos tem sinais e sintomas que se caracterizam por lesões e erupções de pele, febre, dores no corpo, dor de cabeça, calafrio e fraqueza. O programa Brasil Em Pauta com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, vai ao ar neste domingo (18), às 22h30, na TV Brasil.

Afogados da Ingazeira: caso suspeito de Monkeypox é descartado

A Prefeitura de Afogados da Ingazeira, informou por meio de nota na noite desta quarta-feira (14), que o primeiro caso suspeito de Monkeypox que estava em investigação foi descartado.

Segundo a nota, a paciente teve o resultado do exame liberado pela Fiocruz/RJ com resultado negativo.

A nota explica ainda que o resultado demorou tendo em vista que toda a demanda desse tipo de exame, da região Nordeste, está concentrada no referido laboratório.

“A Secretaria Estadual de Saúde Pernambuco (SES-PE), através do LACEN, passou a analisar as amostras do estado e isso trará agilidade para o diagnóstico de futuros casos suspeitos”, informa a nota.

O primeiro caso suspeito da doença em Afogados da Ingazeira foi relato no dia 10 de agosto. O diretor do Hospital Regional Emília Câmara (HREC), Sebastião Duque, confirmou em conversa com a redação do blog, que a unidade passava a acompanhar o primeiro caso suspeito de Monkeypox. Segundo o diretor, a paciente estava clinicamente bem.

No mesmo dia, a Secretaria de Saúde de Afogados da Ingazeira, emitiu nota informando que recebeu do HREC a notificação do caso suspeito. Segundo a Secretaria, a paciente do sexo feminino tinha histórico recente de viagem à época.

Vacina contra varíola dos macacos será adaptada às realidades do Brasil

Os pesquisadores brasileiros trabalharão no desenvolvimento de uma vacina contra a varíola dos macacos adaptada a realidade do nosso país. A afirmação é do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo Alvim, que concedeu entrevista ao programa A Voz do Brasil desta quarta-feira (14). “Existe uma competência nacional instalada, um grupo de pesquisadores que estão sendo acionados para isso”, disse.

Na conversa, Alvim falou também sobre o apoio do governo federal a startups. Segundo ele foi feito um esforço para que os 13 órgãos federais que trabalhavam com o tema passassem a atuar de forma complementar e não concorrente. O ministro também citou a criação de um marco legal do setor como avanço importante: “Com isso a gente cria segurança jurídica e um ambiente regulatório favorável para essas startups empreenderem.”.

Segundo ele hoje o governo apoia as startups nos processos de ideação, desenvolvimento, qualificação de recursos humanos e até mesmo internacionalização, levando algumas iniciativas para participar de premiações internacionais.

O ministro também citou o apoio de estratégias de desenvolvimento sustentável e inclusivo no bioma amazônico. De acordo com Alvim o objetivo é valorizar os saberes tradicionais que, junto com a ciência, podem gerar renda com agregação de valor sem comprometer o bioma. “A floresta em pé vale muito”, ressaltou.

Sertão soma 03 confirmações e 49 casos de monkeypox em investigação

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) divulgou, nesta sexta-feira (09/09), mais uma atualização dos casos notificados envolvendo a varíola causada pelo vírus monkeypox.

No Sertão, há a confirmação de três casos nas regionais de saúde de Petrolina e Afogados da Ingazeira. Na VIII Regional, há dois casos confirmados nas cidades de Petrolina e Cabrobó; já na XI Regional, há um caso confirmado em São José do Egito.

Na VI Regional de Arcoverde há 18 notificações e 14 casos em investigação. Na VII Regional de Salgueiro há 04 notificações e 04 casos em investigação. Na VIII Regional de Petrolina há 24 notificações e 12 casos em investigação. Na IX Regional de Araripina há 15 notificações e 11 casos em investigação. Na X Regional de Afogados há 17 notificações e 07 em investigação. E na XI Regional de Serra Talhada há 07 notificações e 05 casos em investigação.

Na Regional de Afogados há notificações nas cidades de Afogados da Ingazeira (3), Brejinho (1), São José do Egito (6), Tabira (2) e Tuparetama (5). Os casos suspeitos em investigação são em Afogados da Ingazeira (1), São José do Egito (3) e Tuparetama (3).

Na Regional de Serra Talhada há notificações nas cidades de Carnaubeira da Penha (1), Floresta (4) e Serra Talhada (2). Os casos em investigação são em Carnaubeira da Penha (1), Floresta (3) e Serra Talhada (1).

Em todo o estado, o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-PE) contabiliza, até o momento, 647 notificações, sendo 428 casos que ainda estão em investigação, 57 confirmados e 162 casos descartados. Desde a última semana, Pernambuco já havia confirmado a transmissão comunitária do vírus.

Do total das notificações, 57 pacientes tiveram confirmação laboratorial para a monkeypox. As faixas etárias são: 0 a 9 (3), 20 a 29 (23), 30 a 39 (19) e 40 a 49 (9), 50 a 59 (1) e 60 e mais (2). Sendo 48 do sexo masculino e 9 do sexo feminino. Dos casos confirmados, todos estão em isolamento domiciliar.

Já os 428 casos que estão em investigação, as faixas etárias são: 0 a 9 (67), 10 a 19 (80), 20 a 29 (92), 30 a 39 (78), 40 a 49 (54), 50 a 59 (32) e 60 e mais (25), sendo 242 do sexo masculino e 186 do sexo feminino. Os casos notificados estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais.

Pernambuco confirma transmissão comunitária da varíola dos macacos; São José do Egito tem seu primeiro caso confirmado

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou, nesta quinta-feira (1º), a transmissão comunitária da varíola dos macacos em Pernambuco, conforme divulgado em atualização de casos da varíola causada pelo vírus monkeypox.

“A transmissão comunitária da doença acontece quando não é mais possível identificar a origem da infecção. Esse estágio já era esperado, visto que diversos estados do país já confirmaram a circulação sustentada e a disseminação autóctone do vírus”, explica a secretária executiva de Vigilância em Saúde, Patrícia Ismael.

De acordo com o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância à Saúde (Cievs-PE), são contabilizadas, até o momento, 502 notificações, sendo 351 casos que ainda estão em investigação, 42 confirmados e 109 casos descartados.

Do total das notificações, 42 pacientes tiveram confirmação laboratorial para monkeypox e envolvem pessoas residentes nos municípios do Recife (27), Jaboatão dos Guararapes (4), Paulista (2), Olinda (2), Caruaru (2), Petrolina (1), Camaragibe (1), Surubim (1), São José do Egito (1) e Condado (1).

As faixas etárias são: 20 a 29 (18), 30 a 39 (14) e 40 a 49 (8), 60 e mais (2). Sendo 36 do sexo masculino e 6 do sexo feminino.

Todos os pacientes dos 42 casos confirmados estão em isolamento domiciliar.

Segundo Patrícia, “permanecem todas as ações de monitoramento e acompanhamento dos casos, assim como a obrigatoriedade da notificação compulsória pelos serviços de saúde”.

A secretária ainda destaca o fato de Pernambuco já possuir o Plano de Resposta de Saúde Pública aos casos de Monkeypox, que tem o objetivo de “minimizar o impacto provocado pela introdução do vírus no território estadual”.

Os 351 casos que estão em investigação são de pessoas residentes nos seguintes municípios:

Recife (53), Olinda (44), Jaboatão dos Guararapes (42), Paulista (25), Abreu e Lima (13), Caruaru (10), Petrolina (11), Belo Jardim (9), Cabo de Santo Agostinho (9), Carpina (9), Camaragibe (7), Paudalho (7), Garanhuns (6), Limoeiro (5), Tuparetama (5), Buíque (4), Ferreiros (4), Pesqueira (4), Araripina (3), Floresta (3), Jatobá (3), Ouricuri (3), São José do Egito (3), São Lourenço da Mata (3), Araçoiaba (3), Bom Jardim (2), Brejo da Madre de Deus (2), Cabrobó (2), Igarassu (2), Ipojuca (2), Itaquitinga (2), Lagoa Grande (2), Machados (2), Nazaré da Mata (2), Palmares (2), Pedra (2), São Caitano (2), Tabira (2), Tacaimbó (2), Afogados da Ingazeira (1), Alagoinha (1), Altinho (1), Arcoverde (1), Barreiros (1), Belém do São Francisco (1), Bezerros (1), Brejinho (1), Camocim de São Félix (1), Casinhas (1), Catende (1), Condado (1), Custódia (1), Fernando de Noronha (1), Gameleira (1), Granito (1), Gravatá (1), Ilha de Itamaracá (1), Ipubi (1), Jaqueira (1), Jucati (1), Lajedo (1), Pombos (1), Rio Formoso (1), Sairé (1), Salgueiro (1), Santa Maria do Cambucá (1), São João (1), São Joaquim do Monte (1), São Vicente Ferrer (1), Serra Talhada (1), Timbaúba (1), Toritama (1), Vertente do Lério (1) e Vertentes (1).

As faixas etárias são: 0 a 9 (52), 10 a 19 (58), 20 a 29 (79), 30 a 39 (60), 40 a 49 (51) e 50 a 59 (30) e 60 e mais (19), sendo 198 do sexo masculino e 151 do sexo feminino. Os casos notificados estão sendo acompanhados pelas equipes de vigilância epidemiológica municipais.

“Apesar da maioria dos casos se manifestarem de forma leve, reforçamos a necessidade da população ficar mais atenta com relação aos sintomas, como as lesões na pele. Como ainda não há vacina para a doença é importante que se mantenham alguns cuidados. Caso ocorra o aparecimento de lesões é preciso procurar um serviço de saúde na sua cidade, manter o isolamento e seguir todas as recomendações médicas, a fim de evitar a transmissão e propagação do vírus”, afirma Patrícia Ismael.