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Grande número de fiéis ainda fora da igreja faz primeiro dia de velório ultrapassar horário previsto

Muitos fiéis ainda permanecem, em fila, esperando a vez de entrar na Basílica de São Pedro e prestar às últimas homenagens ao papa Francisco, morto na última segunda-feira (21).

A ampla presença do público confirma a necessidade, previamente considerada pelo Vaticano, de estender o horário de visitação, inicialmente previsto para se encerrar à meia-noite (no horário local de Roma; 19h em Brasília). Mais de 20 mil pessoas compareceram ao local neste primeiro dia de velório.

É esperado que a basílica de São Pedro reabra as portas às 7h (no horário local de Roma; 2h, no horário de Brasília) da quinta-feira (24), para o segundo dia de despedida. O corpo do papa permanecerá no local até a tarde da sexta-feira (25).

Lápide de Elizabeth II é oficialmente revelada

A lápide da rainha Elizabeth II foi oficialmente revelada neste sábado (24) com a divulgação de uma foto pelo Palácio de Buckingham, cinco dias após seu enterro na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.

Localizada precisamente no memorial de George VI, pai de Elizabeth II que faleceu em 1952, a nova lápide traz os nomes dos pais da rainha – o rei e rainha-mãe Elizabeth (1900-2002) -, e a partir de agora o da soberana e o de seu marido Philip (1921-2021).

A lápide, que já havia aparecido nas redes sociais, é feita de mármore preto belga esculpido à mão, incrustado com letras de latão.

Falecida em 8 de setembro aos 96 anos, após mais de 70 anos de reinado – um recorde no Reino Unido – Elizabeth II foi enterrada na segunda-feira (19) após um suntuoso funeral de Estado.

Rainha Elizabeth II é sepultada

A rainha foi sepultada ao lado de seu marido, o príncipe Philip, na capela memorial do Rei George VI no Castelo de Windsor, de acordo com o site oficial da família real.

“A rainha foi enterrada junto com o duque de Edimburgo, na Capela Memorial do Rei George VI”, disse o comunicado.

Antes de sepultamento, Elizabeth II é separada de sua coroa

A coroa que acompanhou Elizabeth II desde que ela tinha 25 anos – quando chegou ao trono do Reino Unido – foi enfim separada da monarca. O objeto ficou todos os últimos dias sobre o caixão da rainha.

Ao final da missa no Castelo de Windsor, o cetro, o globo e a coroa foram retirados de cima do caixão. Pouco antes, em outro ato protocolar, o Lord Chamberlain, um dos principais oficiais da família real, quebrou seu cetro como símbolo do fim de seus serviços à rainha.

Rainha Elizabeth cumpriu promessa de dedicar vida à nação, diz arcebispo no funeral

O arcebispo de Canterbury, Justin Welby, exaltou a rainha Elizabeth 2ª por sua dedicação ao Reino Unido nesta segunda-feira (19), durante o funeral da soberana.

“Nossa falecida majestade declarou, na transmissão do seu 21º aniversário, que toda sua vida seria dedicada a servir a nação. Raramente uma promessa como essa é tão bem cumprida. Poucos líderes receberam o amor que vimos”, disse.

A promessa citada pelo arcebispo durante o funeral da rainha, na Abadia de Westminster, é parte de um discurso de Elizabeth feito durante uma viagem à Cidade do Cabo, na África do Sul, em 1947.

Welby também citou uma fala da rainha durante o período de isolamento social causado pela pandemia da Covid-19. “A transmissão da falecida majestade durante a quarentena da Covid-19 terminava com ‘nos encontraremos novamente’. Uma palavra de esperança. Todos os que seguem o exemplo da rainha, e inspiram confiança e fé em Deus, podem dizer com ela: ‘Nos encontraremos novamente’.”

A primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, também participou do funeral lendo uma passagem bíblica do Evangelho de João. A leitura foi seguida por um sermão, hino, orações, uma nova canção, a bênção final e então, dois minutos de silêncio.

Filhos de William e Kate são membros mais jovens da realeza a participar de um funeral de Estado

O príncipe George, 9, e a princesa Charlotte, 7, eram os integrantes mais jovens do cortejo que acompanhou a entrada do caixão da rainha Elizabeth 2ª na Abadia de Westminster na manhã desta sexta-feira (19), em Londres, no início do funeral de Estado da soberana.

Eles são os filhos mais velhos do príncipe William, neto de Elizabeth e futuro herdeiro do trono, e da princesa Kate Middleton —o caçula do casal, Louis, de quatro anos, não compareceu. Esta foi a primeira vez que bisnetos de um monarca desempenharam uma função oficial em um funeral de Estado.

De acordo com fontes da imprensa britânica, a decisão foi tomada pelo Palácio de Buckingham no dia anterior, com o objetivo de mostrar a estabilidade da Coroa. Com a morte de Elizabeth, George se tornou o segundo na linha de sucessão.

As crianças chegaram de carro à abadia, acompanhadas de Kate e da rainha consorte, Camilla, e se juntaram ao cortejo real quando este chegou à igreja. Depois, ao ocuparem seus lugares para o início da cerimônia, sentaram-se entre os pais, na primeira fila.

Os filhos do príncipe Harry e de sua esposa, Meghan Markle, não compareceram ao evento. O mais velho, Archie, tem três anos, e Lilibeth, um. Em uma entrevista à revista Newsweek em 2017, Harry afirmou que não gostaria que seus filhos tivessem a mesma experiência que ele ao acompanhar o caixão da mãe, a princesa Diana, no funeral dela, há 25 anos. “Nenhuma criança deveria ser a passar por isso, sob nenhuma circunstância”, disse na ocasião.

Brasileiro grita ‘mito é Jesus’ e é hostilizado por bolsonaristas em Londres

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que está em Londres para o funeral da rainha Elizabeth 2ª , confrontaram nesta segunda (19) um cidadão inglês que defendia o direito à livre manifestação na capital britânica.

O episódio ocorreu após um homem se opor ao grupo bolsonarista nos arredores da residência oficial do embaixador brasileiro no Reino Unido, onde o presidente está hospedado, e gritar “mito é Jesus”.

Apoiadores do presidente reagiram com frases como “petista ladrão” e “vai para Cuba” e cercaram o homem, até que Chris Harvey, um inglês aposentado, saiu em sua defesa.

Ele disse que, uma vez no Reino Unido, o homem hostilizado tinha todo o direito de protestar sem se sentir ameaçado pelos outros. “As pessoas precisam ter respeito; o funeral da rainha acaba de acontecer.”

Harvey também foi cercado por bolsonaristas, que começaram a questionar se ele já havia ido ao Brasil para poder opinar sobre o tema e a gritar “Globo lixo”.

A cena ocorreu pouco após Bolsonaro voltar à residência do embaixador depois de uma recepção promovida pela chancelaria britânica. Ali também estavam o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Quando Bolsonaro novamente saiu em direção ao aeroporto, o brasileiro voltou a gritar frases com questões sensíveis que envolvem o governo, como “cadê o Queiroz?”, em referência a Fabrício Queiroz, pivô da acusação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”. (Ivan Finotti)

A cena ocorreu pouco após Bolsonaro voltar à residência do embaixador depois de uma recepção promovida pela chancelaria britânica. Ali também estavam o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Quando Bolsonaro novamente saiu em direção ao aeroporto, o brasileiro voltou a gritar frases com questões sensíveis que envolvem o governo, como “cadê o Queiroz?”, em referência a Fabrício Queiroz, pivô da acusação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso das “rachadinhas”. (Ivan Finotti)

Elizabeth 2ª: imagem inédita da rainha é divulgada na véspera do funeral

Um retrato inédito da rainha Elizabeth 2ª sorrindo foi divulgado pelo Palácio de Buckingham na véspera do funeral da monarca em Londres.

Tirada pelo fotógrafo Ranald Mackechnie em maio de 2022, antes das celebrações do Jubileu de Platina, a foto mostra a falecida monarca usando um vestido de azul no Castelo de Windsor.

O retrato dela sorrindo para a câmera foi divulgado quando a rainha consorte prestou uma homenagem televisionada na noite de domingo (18/9), com seus “maravilhosos olhos azuis” e um “sorriso inesquecível”.

Além do colar de pérolas de três fios favorito dela, no momento do retrato, a rainha usava broches de água-marinha e diamantes que ganhou do pai dela, George 6º, como presente de aniversário de 18 anos, em 1944.

Ela também usou os broches de quando se dirigiu à nação no 75º aniversário do Dia da Vitória na Europa, em 2020, e no discurso televisionado em seu Jubileu de Diamante, em 2012.

Mackechnie também tirou um retrato da rainha no Jubileu de Platina dela, que foi lançado em junho para marcar o início das comemorações nacionais pelo reinado de 70 anos, o mais longo de qualquer monarca britânico.

Imprensa internacional registra discurso eleitoral de Bolsonaro em Londres

Veículos internacionais registraram o tom eleitoral de Jair Bolsonaro (PL) na visita a Londres. No domingo (18), o presidente disse que “não tem como a gente não ganhar no primeiro turno”.

Pesquisas de intenção de voto mostram Bolsonaro em 2º, atrás do ex-presidente Lula.

O jornal “The Guardian” registrou o “modo de campanha” na fala, “apesar do momento de luto”.

A agência de notícias France Press afirmou que Bolsonaro improvisou “um comício eleitoral em uma Londres em luto por Elizabeth II.”

A agência Associated Press comparou o comportamento de Bolsonaro aos da primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, e do primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, que evitaram tratar de questões políticas internas de seus países. A AP diz que o presidente “fez um discurso de campanha ao ar livre no domingo”.

Falha elétrica interrompe linhas de trem que levam ao funeral da rainha Elizabeth 2ª

As linhas de trens que fazem o trajeto de Londres a Windsor, no Reino Unido, foram interrompidas nesta segunda-feira (19) após uma falha na fiação elétrica, dificultando a viagem de milhares de britânicos que planejavam acompanhar o enterro da rainha Elizabeth 2ª.

A rainha Elizabeth 2º será enterrada na Capela de St. George, no Castelo de Windsor, ao lado do marido, príncipe Philip, morto em abril de 2021 aos 99 anos.

A Great Western Railway (GWR), empresa que administra os trens que fazem o trajeto, disse que todas as linhas entre Paddington, em Londres, e Reading, no condado de Berkshire (onde fica Windsor), foram interrompidas.

Um aviso no portal da GWR informa que a interrupção deve se manter por todo o dia. A empresa orientou britânicos e demais pessoas que desejam acompanhar o enterro que busquem formas alternativas de ir para Windsor. (Reuters)

Camilla foi de amante abominada pelos britânicos a rainha consorte do Reino Unido

Primeiro ela foi chamada de Camilla Rosemary Shand. Mais tarde, ficou conhecida mundialmente como Camilla Parker Bowles. Depois, pelo título de duquesa da Cornualha e, recentemente, duquesa de Edimburgo. Agora, aos 75 anos, ela concretiza sua mais longa e mais importante transformação. Depois de três décadas, passou de personagem abominada pelos britânicos a rainha do Reino Unido.

Não uma rainha como Elizabeth 2ª, mas uma rainha consorte, aquela que ascende ao trono por ser casada com um rei, não por ter herdado o cargo de outro monarca. Apesar de não ter poderes constitucionais, não ter participação nos assuntos de governo e não fazer parte da linha de sucessão ao trono, Camilla assume um papel considerado fundamental para o reinado de Charles 3º.

Como ele próprio sinalizou no discurso realizado no dia da morte da mãe, na quinta (8), quando anunciou o novo título de Camilla. “Em reconhecimento ao seu serviço público leal desde nosso casamento, há 17 anos, ela se torna minha rainha consorte. Eu sei que ela trará para as exigências de seu novo papel a devoção inabalável à função, na qual confio tanto.”

A atribuição do título pode parecer automática, mas a decisão só recebeu sinal verde em fevereiro deste ano, quando Elizabeth 2ª, durante a celebração dos 70 anos de seu reinado, declarou que seu “desejo sincero” era que Camilla fosse chamada de rainha consorte, “quando a hora chegar”. Até então, a expectativa era que seu título se limitasse a “princesa consorte”, à semelhança da maneira como o marido de Elizabeth foi chamado depois que a esposa assumiu o trono britânico.

“Ir de inimiga pública número 1, do papel de ‘outra’ e amante, para rainha consorte é uma virada totalmente inimaginável na época do divórcio do rei com a princesa Diana”, disse à Folha a escritora Anna Pasternak, autora de livros sobre mulheres da realeza britânica, como Diana e Wallis Simpson, a divorciada que levou Eduardo 8º a abdicar do trono, em 1936.

Assim como Wallis, Camilla também havia tido um casamento antes de se unir oficialmente a Charles, em 2005. Entre 1973 e 1995, ela foi casada com Andrew Parker Bowles, um oficial do Exército, com quem teve dois filhos. O relacionamento com o então príncipe, no entanto, havia começado antes e continuou durante e depois.

A animosidade dos britânicos por Camilla foi nutrida, ao mesmo tempo, pela cobertura dos tabloides sensacionalistas –que publicaram trechos de conversas íntimas entre os amantes– e pela separação de Charles e Diana, que, em uma célebre entrevista em 1995, culpou Camilla pela crise conjugal. “Eram três pessoas no nosso casamento”, disse a princesa na TV. Dois anos mais tarde, ela morreria em um acidente de carro, dando condições para que o relacionamento entre Charles e Camilla saísse gradualmente da clandestinidade.

Não foi só a normalização do divórcio no mundo contemporâneo e dentro da família real que levou à aceitação de Camilla, ao contrário do que aconteceu com Wallis Simpson. O caminho de 30 anos que chega agora ao auge foi pavimentado pela atuação de especialistas em recuperação de imagem, como Mark Bolland, apontado como o responsável por organizar a cobertura pela imprensa de cenas favoráveis ao casal, como um encontro de Camilla com a rainha, em 2000. Se a soberana estava pronta para aceitar a nova companheira de Charles, mais britânicos também estariam.

Para Pasternak, além da assessoria profissional, sua atuação em cerca de 90 instituições de caridade e a passagem do tempo, foram fundamentais as próprias características da personalidade de Camilla. “Ela tem uma devoção constante a Charles e à família real”, avalia a escritora. “Diferentemente dos membros mais jovens, não busca holofotes e não finge ser alguém que não é. É engraçada, esperta e, mesmo quando foi difamada, nunca perdeu o bom senso.”

Segundo pesquisa YouGov, 53% dos britânicos dizem acreditar que a rainha consorte vai desempenhar um bom trabalho na nova função —que, assim como a do príncipe Philip, outro monarca consorte, deverá ser o de apoiar quem ocupa o trono. “Além de saber lidar com ele, Camilla é diplomática e muito boa em acalmar situações carregadas”, diz Pasternak. “Acho que ele vai ser um rei muito melhor tendo ela como rainha.”

‘Verdadeiro privilégio’, diz última pessoa da fila do velório de Elizabeth II

Christina Heerey foi a última civil a passar pelo caixão da rainha Elizabeth II antes do fechamento dos portões em Westminster Hall na manhã desta segunda-feira (19).

“Um verdadeiro privilégio. Eu me senti muito honrada por ter tido a oportunidade de poder ir lá e vê-la“, disse Heerey em entrevista à “BBC”.

O vídeo divulgado pela agência “Reuters” mostra que a mulher passa pelo caixão e abaixa a cabeça em sinal de respeito.

A última visita foi registrada por volta de 6h34 (2h34 em Brasília), horário em que as portas do salão do Palácio de Westminster, onde estava o caixão de Elizabeth II, foram fechadas.

Policial desmaiou na rua durante o cerimonial

Um policial que não teve o nome identificado desmaiou nas ruas de Londres durante parte da cerimônia que levava o caixão da rainha Elizabeth II para a Abadia de Westminster.

Imagens mostram o oficial sendo carregado em uma maca por membros da Marinha Real.

Segundo o sistema de saúde Saint John Ambulance, mais de 400 pessoas precisaram de assistência médica enquanto esperava na fila durante este final de semana.

Diplomatas relatam desconforto com ‘postura de campanha’ de Bolsonaro no Reino Unido

A visita do presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) ao Reino Unido para o funeral da rainha Elizabeth tem pouco mais de 24 horas, mas já repercutiu no meio diplomático, por conta da “postura de campanha” do chefe de Estado brasileiro. É o que fontes ligadas a embaixadas e ao Itamaraty relatam ao blog da Júlia Duailibi.

Logo na chegada a Londres, Bolsonaro fez um discurso em tom de campanha da sacada da residência oficial do embaixador do Brasil no Reino Unido, Fred Arruda, onde assegurou uma vitória no primeiro turno das eleições brasileiras. À noite, depois de compromissos oficiais, o presidente ainda passou em um posto de combustíveis para comparar o preço da gasolina com o do Brasil.

Diplomatas destacaram a “falta de sobriedade” e um desconforto entre representantes das Relações Exteriores, ao comentar os atos. Embora admitissem ser difícil, às vésperas da eleição no Brasil, fontes relataram uma frustração com o tom usado pelo presidente logo no primeiro dia viagem e com a campanha eleitoral em território estrangeiro.

Muitos também lamentaram as cenas em que apoiadores bolsonaristas hostilizaram a imprensa e até manifestantes contrários ao presidente, incluindo britânicos. Um dos apoiadores de Bolsonaro chegou a mandar uma britânico “voltar à Venezuela”. Para fontes ouvidas, a postura “é descabida e não traduz as condolências que o Brasil presta e nem a diplomacia entre as duas nações”.