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Flávio Bolsonaro propõe IA para ajudar mulheres vítimas de violência doméstica

Flávio Bolsonaro atribuiu ao presidente Lula a responsabilidade pela decisão da Comissão Europeia de vetar a importação de carne brasileira/Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, propõe lançar uma assistente virtual para auxiliar mulheres, inclusive, durante situações de violência doméstica. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 16, durante live de lançamento do “Brasil Por Elas” – pacote de propostas voltadas a mulheres.

Em peça publicitária gerada por Inteligência Artificial, a pré-campanha anuncia a ferramenta “MarIA”. De acordo com o vídeo “as mulheres do Brasil vão ganhar uma amiga virtual, que irá acompanhar cada etapa da jornada de vida delas. Tanto nos momentos bons, como de dificuldade”.

Em seguida, o vídeo mostra uma mulher negra correndo e se trancando no banheiro. Ofegante, ela pega o celular enquanto alguém tenta arrombar a porta: “Socorro! Socorro! MarIA, me ajuda! Meu marido quer me bater! Socorro!”.

O vídeo ilustra outras situações de uso da ferramenta: uma mulher pede ajuda para abrir uma MEI, outra recebe confirmação de exame de mamografia agendado, e uma terceira pede indicação de creche para o filho.

Aguarde. Logo logo, todas as mulheres deste país vão ter uma nova amiga para tirar dúvidas, marcar exames, pedir proteção, abrir empresa, conseguir crédito para empreender e muito mais. Vem aí MarIA“, finaliza a peça.

Durante a live de lançamento do “Brasil por Elas”, Flávio explicou a origem do nome da assistente. “A gente chamou de MarIA porque é Maria e IA de inteligência artificial“, disse o senador. Daniella Marques (Republicanos), ex-presidente da Caixa que apresentou o pacote ao lado de Flávio, completou dizendo: “Maria é a mãe de todos”.

Segundo o pré-candidato, a ferramenta terá comunicação por voz, pensada para atender mulheres analfabetas. Ele disse ainda que a MarIA estará disponível para mais de 70 milhões de mulheres com acesso à internet garantido.

Ainda durante a live, Flávio voltou a defender que uma mulher ocupe a vaga de vice em sua chapa e citou os nomes de Daniella, Simone Marquetto (PP-SP) e da deputada federal Clarissa Tércio (PP-SP).

Como mostrou o Estadão, o “Brasil por Elas” prevê outras medidas voltadas às mulheres, como vouchers para creches privadas, microcrédito para empreendedorismo e a castração química de estupradores. O pacote também inclui uma caravana com Daniella, Fernanda Bolsonaro e Simone Marquetto, para apresentar as propostas pelo país.

O anúncio do pacote ocorre na esteira da crise com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

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Pela primeira vez na história das copas, campeões do mundo receberão anéis comemorativos

Anel comemorativo pelo título da Copa do Mundo 2026/REPRODUÇÃO/VÍDEO/FIFA

Como parte do protocolo da Fifa, os jogadores da Espanha ou da Argentina levantarão a Taça Fifa e receberão as medalhas de ouro após a decisão da Copa do Mundo 2026, no domingo (19), no Estádio de Nova Iorque.

A novidade é que os campeões do mundo receberão, pela primeira vez, uma outra premiação, que faz parte da tradição esportiva dos Estados Unidos: anéis comemorativos exclusivos.

Os anéis fazem parte de uma edição limitada a 2026 peças, numeradas individualmente, em homenagem ao torneio. 30 delas serão destinados aos integrantes da seleção campeã.

As outras 1996 estarão disponíveis para torcedores de todo o mundo como um produto oficial licenciado da Copa do Mundo da FIFA 2026.

Um lado do anel exibe o Troféu da Copa do Mundo da FIFA, enquanto o outro será personalizado para refletir a identidade da seleção campeã.

Cada peça será numerada individualmente, confeccionada sob medida e acompanhada de um certificado de autenticidade.

O capitão e o técnico campeões receberão, em um primeiro momento, anéis provisórios, apenas para marcar o momento da conquista.

As 30 peças ofertada aos vencedores do mundial serão personalizados e entregues numa data posterior.

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Emoção no apito: árbitro da final da Copa de 2026 chora ao receber anúncio da Fifa

 Slavko Vincic, árbitro da final da Copa /Mauro PIMENTEL / AFP

Apitar a final de uma Copa do Mundo é uma missão reservada a poucos. Além da responsabilidade de conduzir a partida mais importante do torneio, a escolha da Fifa simboliza o reconhecimento máximo ao desempenho de um árbitro. A Fifa definiu a equipe de arbitragem para a final da Copa do Mundo de 2026. O esloveno Slavko Vincic, de 46 anos, foi o escolhido para apitar o duelo decisivo entre Espanha e Argentina, que acontece neste domingo (19), às 16h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

O anúncio oficial foi marcado pela forte emoção do juiz, que chorou e foi parabenizado pelos colegas de profissão em um vídeo que rapidamente repercutiu nos bastidores do Mundial.

Vincic, de 46 anos, trabalhará ao lado de seus compatriotas e auxiliares Tomaz Klancnik e Andraz Kovacic. A equipe de campo será completada pelo jordaniano Adham Makhadmeh, que atuará como quarto árbitro, enquanto a cabine do VAR (arbitragem de vídeo) ficará sob o comando do alemão Bastian Dankert.

Currículo de peso na Europa

No quadro da Fifa desde 2010, Vincic acumula larga experiência no futebol internacional de clubes e seleções. Recentemente, ele comandou o duelo de gigantes entre Bayern de Munique e Real Madrid, pelas quartas de final da Champions League 25/26. O esloveno também foi o árbitro principal da final da Champions de 23/24, quando o Real Madrid conquistou o título ao vencer o Borussia Dortmund.

Nesta edição da Copa do Mundo, Vincic carimbou seu passaporte na fase de grupos ao apitar o empate em 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, partida na qual distribuiu cartões amarelos para os brasileiros Ibañez e Casemiro. Ele também esteve à frente dos confrontos Jordânia 1 a 2 Argélia e México 2 a 0 Equador.

Passado polêmico

Apesar do auge profissional, a trajetória de Slavko Vincic também ficou marcada por um episódio extracampo turbulento. Em maio de 2020, o árbitro foi detido temporariamente pela polícia da Bósnia e Herzegovina durante uma operação em Bijeljina, no nordeste do país.

O esloveno estava em uma festa privada que foi alvo de uma incursão policial contra uma rede de tráfico de drogas e prostituição. Na ocasião, as autoridades apreenderam dez pistolas, 14 pacotes de cocaína e mais de dez mil euros em espécie. Vincic e outras 34 pessoas foram levados para interrogatório, mas o árbitro acabou liberado após comprovar que não tinha envolvimento com as atividades ilícitas investigadas, sendo tratado pelas autoridades locais apenas como um frequentador circunstancial do local.

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Fumaça de incêndios florestais no Canadá encobrem estádio da final da Copa

Fumaça de incêndios florestais no Canadá encobrem estádio da final da Copa — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagens impressionantes mostram o céu encoberto em Nova York e Nova Jersey, onde será disputada, neste domingo (19), a final da Copa do Mundo.

A fumaça provocada por centenas de incêndios florestais no Canadá reduziu a visibilidade na região. Em alguns momentos, a Estátua da Liberdade e a silhueta dos arranha-céus de Manhattan aparecem cobertas por uma espessa camada de poluição.

Nem mesmo o MetLife Stadium — chamado pela Fifa de Estádio Nova York–Nova Jersey durante a Copa — escapa da névoa.

A expectativa é de que cerca de 80 mil torcedores acompanhem a decisão entre Espanha e Argentina no estádio. Outras 50 mil pessoas devem assistir à partida em uma transmissão pública no Central Park.

A previsão é de que uma frente fria chegue à região no fim de semana, ajudando a dispersar a fumaça e a melhorar a qualidade do ar antes da final.

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Lula avalia impactos e governo adia reciprocidade contra tarifaço dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu estudos de impacto e adotou prudência na aplicação da Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos.

A postura não é apenas para evitar aumentos ainda maiores das tarifas, mas também para não levar à elevação dos preços ao consumidor brasileiro.

Vamos com cautela”, disse à CNN o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

O governo federal havia anunciado como pronta resposta à tarifa de 25% uma reciprocidade econômica. Com a rejeição do setor empresarial, o presidente decidiu reavaliar.

O governo brasileiro ainda acredita que conseguirá aumentar a lista de exceções até a próxima quarta-feira (22), com a inclusão de máquinas e calçados.

As negociações devem ser retomadas no início da próxima semana. Neste momento, Lula não pretende atuar junto ao presidente americano, Donald Trump.

O diagnóstico é de que é necessário esgotar todos os mecanismos de negociação antes de uma ligação direta ao presidente dos Estados Unidos.

Apesar de elevar os custos para parte das exportações brasileiras aos Estados Unidos, a nova tarifa deve ter impacto limitado sobre a economia brasileira como um todo.

A manutenção — e até ampliação — da lista de produtos isentos reduz significativamente os efeitos agregados sobre o crescimento e a balança comercial.

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Vós livrastes minha vida do sepulcro, a fim de eu não deixar de existir

Cor Litúrgica: Vermelho

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros mártires – Memória | Sexta-feira


1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2 Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8 De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mt 12,1-8).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Para os fariseus, os discípulos de Jesus cometeram duas infrações: apropriaram-se do que não lhes pertencia, e fizeram isso em dia de sábado. Na resposta, Jesus recorre às Escrituras, e mostra que a própria lei não é absoluta, e que é preciso compreendê-la partindo de uma postura de Misericórdia: diante da fome tudo se torna secundário, pois a vida humana está acima de qualquer estrutura.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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Imprensa inglesa critica Tuchel após eliminação na Copa do Mundo

Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra/SHAUN BOTTERILL / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Embora o técnico Thomas Tuchel tenha apontado a “passividade” de seus jogadores como um dos motivos da eliminação da Copa do Mundo de 2026 na semifinal contra a Argentina (2 a 1), a imprensa inglesa criticou duramente o treinador alemão nesta quinta-feira (16) por suas táticas defensivas.

O tabloide The Sun liderou a lista de manchetes contra o alemão com um trocadilho entre o sobrenome Tuchel e a palavra em inglês “touch” (toque): “Ele perdeu seu ‘Tuch’?”, acrescentando: “Thomas estragou tudo”.

As críticas se concentraram nas mudanças feitas após o gol inglês marcado por Anthony Gordon aos 55 minutos. Tuchel decidiu colocar inicialmente Ezri Konsa e depois Dan Burn para passar a uma defesa com cinco jogadores, com a intenção de segurar a vantagem.

Das arquibancadas, os torcedores dos ‘Three Lions’ viveram um ‘déjà vu’, ao recordar a semifinal de 2018 contra a Croácia e a final da Eurocopa disputada em 2021 contra a Itália, dois cenários em que deixaram escapar a vantagem de um gol e acabaram perdendo.

O Daily Mail também atacou Tuchel, lamentando que, apesar de o alemão ter sido contratado para resolver os problemas táticos da equipe, seu desempenho tenha sido negativo, assim como o de seu antecessor Gareth Southgate.

As substituições de Thomas Tuchel custaram à Inglaterra a partida contra a Argentina (…) Eles ficaram sem ideias e sucumbiram a partir daquele momento. Foi um retorno aos maus hábitos pelos quais Southgate era criticado“, escreveu.

O colunista Martin Samuel, do jornal The Times, afirmou, por sua vez, que o treinador havia sido tão conservador quanto outros técnicos anteriores.

Esperava-se que o treinador da Inglaterra iria curar o medo da equipe, mas os técnicos são pragmáticos (…) Quem não pular é inglês, como cantam os argentinos. E quem sabe como conservar uma vantagem em uma semifinal de Copa do Mundo definitivamente não é“, escreveu.

A doença continua e está mais contagiosa do que nunca. Um grupo diferente, um novo e elegante treinador, mas o mesmo resultado é desanimador“, lamentou.

Alguns veículos da imprensa chegaram a resgatar declarações antigas de Tuchel. Em março, o alemão afirmou que os jogadores que perderam a final da Eurocopa 2024 “tinham mais medo de perder o torneio do que entusiasmo e fome para ganhá-lo”.

Não é tão fácil quanto parece esta coisa de treinar seleções”, sentenciou Martin Samuel.

Apesar das críticas, e com contrato até a Eurocopa 2028, na qual a Inglaterra será uma das coanfitriãs, a imprensa britânica não acredita que o alemão será demitido.

Thomas Tuchel CONTINUARÁ como treinador da Inglaterra, apesar da derrota ‘covarde‘”, escreveu o jornal The Mirror, citando a palavra usada pelo ex-goleiro espanhol e campeão do mundo em 2010 Iker Casillas.

A Inglaterra faz o gol e recua. Estratégia covarde”, afirmou o ex-atleta de 45 anos na rede social X.

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Trump estará presente na final da Copa do Mundo entre Espanha x Argentina

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado de presidente da Fifa, Gianni Infantino/ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assistirá à final da Copa do Mundo entre Espanha e Argentina, no domingo, informou nesta quinta-feira (16) a secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Sua presença será o toque final naquela que tem sido a Copa do Mundo mais assistida, mais segura e mais bem-sucedida da história dos Estados Unidos”, disse Leavitt em coletiva de imprensa.

É uma conclusão apropriada para um torneio que mostrou a capacidade dos Estados Unidos de acolher o mundo no cenário mais grandioso“, insistiu Leavitt.

O presidente americano também participará na sexta-feira de uma recepção que a Fifa organizará na Torre Trump em Nova York, acrescentou Leavitt.

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, havia anunciado em junho que Trump assistiria à final e que ele entregaria o troféu ao time campeão, mas a Casa Branca ainda não havia confirmado a informação.

Leavitt disse que não sabia se Trump torceria pela Argentina ou pela Espanha, depois que ele criticou Madri na cúpula da Otan na semana passada por não ajudar os EUA na guerra contra o Irã.

Embora Trump não tenha assistido presencialmente a nenhum jogo do Mundial, se envolveu no torneio de uma maneira mais polêmica quando, no início do mês, admitiu que ligou para Infantino para que a Fifa revisasse a decisão de suspender o atacante americano Folarin Balogun por sua expulsão contra a Bósnia, em jogo válido pela fase de 16-avos.

Os Estados Unidos foram eliminados pela Bélgica por 4 a 1 nas oitavas de final.

Trump reivindicou diversas vezes o mérito de ter garantido para os Estados Unidos o direito de sediar a Copa do Mundo de 2026 junto com Canadá e México, uma decisão tomada pela Fifa durante seu primeiro mandato.

Enquanto isso, Infantino cultivou uma relação estreita com Trump, dando a ele um prêmio da paz da Fifa criado especificamente para ser entregue durante o sorteio dos grupos da Copa do Mundo em dezembro do ano passado, meses antes de os Estados Unidos iniciarem ações militares contra a Venezuela e o Irã.

Trump já havia entregue o troféu na primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa, disputada no ano passado nos Estados Unidos.

Na ocasião, após entregar o troféu ao capitão do Chelsea, Reece James, o republicano permaneceu no palco, roubando o protagonismo dos jogadores do clube londrino, que observaram atônitos a presença de Trump junto a eles durante as celebrações.

Trump ficou com uma réplica do troféu no Salão Oval da Casa Branca.

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Presidente do STF também se pronuncia sobre tarifaço imposto pelos EUA

Edson Fachin/ AFP

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, disse em nota que a Corte continuará exercendo sua função “com serenidade, independência e firmeza”, sem ceder a “qualquer influência, pressão ou condicionamento de natureza externa”. A nota foi divulgada em reação ao novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil.

Ao anunciar a nova tarifa, o governo de Donald Trump citou decisão do ministro Dias Toffoli que anulou provas da Odebrecht e a renegociação de acordos de leniência da Lava Jato como justificativas para a sobretaxa, alegando falha no combate à corrupção.

A nota também diz que a Corte “respeita a autonomia das instituições de todas as nações e espera igual respeito às instituições” do Brasil. “Divergências entre Estados devem ser conduzidas pelos canais diplomáticos e pelos mecanismos próprios do Direito Internacional, jamais por iniciativas que possam ser interpretadas como forma de constrangimento ao exercício da jurisdição constitucional“, escreveu Fachin.

Fachin também destacou que o Supremo atua “exclusivamente por força da Constituição” brasileira. “Suas decisões são públicas, fundamentadas, submetidas unicamente ao império da Constituição e das leis brasileiras“, ressaltou.

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Ataques dos EUA no Irã atingem pontes e um aeroporto

Os locais atingidos ficam próximos ao Estreito de Ormuz/ AFP

Bombardeios noturnos dos Estados Unidos, que deixaram vítimas fatais, atingiram um aeroporto, uma estação ferroviária na cidade portuária de Bandar Abbas e duas pontes no sul do Irã, próximo ao Estreito de Ormuz, informaram nesta sexta-feira (17, data local) veículos da imprensa estatal iraniana.

O Exército dos Estados Unidos havia anunciado uma nova série de ataques contra o Irã na quinta-feira, marcando a sexta noite consecutiva de bombardeios.

“Foram ouvidas três explosões nas proximidades do aeroporto, e pelo menos um projétil do inimigo americano atingiu o aeroporto de Iranshahr“, no sudeste do país, informou a emissora estatal Irib em seu canal no Telegram.

Há poucos minutos, a estação ferroviária de Bandar Abbas foi atacada pelo inimigo americano. Segundo esse relatório, dois iranianos ficaram feridos no ataque“, informou a agência de notícias Mehr em seu canal no Telegram.

Um relatório oficial informou que também ocorreram ataques aéreos contra duas pontes na província de Hormozgã e citou a agência Irna, segundo a qual duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas.

As hostilidades entre os Estados Unidos e o Irã foram retomadas em 7 de julho, após ataques contra embarcações no Golfo atribuídos à República Islâmica.

Os bombardeios realizados desde então não têm precedentes desde o cessar-fogo de abril e comprometem os esforços diplomáticos para pôr fim ao conflito de maneira duradoura.

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Alckmin cita Lei de Reciprocidade e que a resposta do governo não deve ser chamada de retaliação

Vice-Presidente da República, Geraldo Alckmin/Júlio César Silva/MDIC

O vice-presidente da República Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (16), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) orientou que o governo federal mantivesse diálogo e negociação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desde que o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) concluiu uma investigação alegando práticas comerciais desleais por parte do Brasil. A acusação do USTR resultou em tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros.

“Desde o início, o presidente Lula orientou o diálogo. Sempre foi o diálogo. E o diálogo é permanente. O diálogo é sempre. O Brasil está sempre aberto ao diálogo“, disse, durante entrevista coletiva sobre a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O vice-presidenre disse que a resposta do governo federal não deve ser chamada de retaliação, pois é uma defesa de interesse diplomáticos e nacionais baseada na Lei de Reciprocidade, aprovada em 2025.

A lei não é retaliatória, não há retaliação. Existe uma lei defendendo o interesse nacional, o interesse dos brasileiros, da economia brasileira, que é a reciprocidade, e foi aprovada por unanimidade no Congresso. É um instrumento jurídico, legal, importante, que o governo analisará o momento e a forma de fazer.”

Além de Alckmin, participam da coletiva o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira e o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. A coletiva ocorre na sede do MDIC, em Brasília.

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Raquel Lyra diz que retomada da Transnordestina será “redenção para Pernambuco” e agradece a Lula

Raquel Lyra também citou investimentos em andamento, como o Arco Metropolitano e a duplicação da BR-232 /Fotos: Karol Rodrigues

Um dia após o Tribunal de Contas da União (TCU) manter a suspensão da execução das obras da Transnordestina em Pernambuco, mas liberar a continuidade de licitações, estudos e contratos já firmados, a governadora Raquel Lyra (PSD) afirmou, nesta quinta-feira (16), que tem confiança na retomada do empreendimento e classificou a ferrovia como uma “redenção para Pernambuco”.

Durante entrevista concedida após participar da celebração de Nossa Senhora do Carmo, padroeira do Recife, a governadora relacionou o projeto ao desenvolvimento da infraestrutura logística do estado e disse que a obra será estratégica para impulsionar a economia pernambucana.

“Quando a gente fala desses eventos religiosos, a gente tem também a movimentação da nossa economia, que se movimenta pelo turismo, que é a indústria que mais cresce no mundo, mas se movimenta também por infraestrutura”, afirmou.

Raquel citou investimentos em andamento, como o Arco Metropolitano, a duplicação da BR-232 e as obras do Canal do Fragoso, em Olinda, para defender que a retomada da Transnordestina integra um conjunto de projetos estruturadores para Pernambuco.

Ao comentar a importância da ferrovia, a governadora afirmou que o empreendimento permitirá ampliar a integração logística do estado com outras regiões do país.

“Retomar a Transnordestina é redenção para Pernambuco. Nos conecta de leste a oeste, mas também permite que a gente se conecte ao Centro-Oeste brasileiro e ao Sul do país, com uma infraestrutura que permite a gente crescer, mas não deixar ninguém para trás”, disse.

Raquel Lyra também agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao presidente da Infra S.A., George Santoro, e afirmou acompanhar de perto as discussões envolvendo o projeto no Tribunal de Contas da União.

Quero agradecer ao presidente Lula, ao George. A gente tem acompanhado muito de perto toda a discussão no Tribunal de Contas da União, mas há uma certeza só: já, já a gente vai poder ter a obra andando aqui de volta, do mesmo jeito que a gente está vendo lá no Ceará acontecer, poder acontecer aqui também no estado de Pernambuco”, afirmou.

Na quarta-feira (15), o TCU decidiu manter suspensa a execução física das obras da Transnordestina no trecho entre Salgueiro e o Porto de Suape. A Corte, no entanto, esclareceu que a medida não impede a realização de licitações, estudos, projetos, desapropriações e o pagamento de contratos e serviços já executados, enquanto aguarda a comprovação da viabilidade técnica, econômica e socioambiental do empreendimento.

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JD Vance acusa integrantes do governo de Israel de manipulação sobre Irã

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, apresenta um episódio do podcast "The Charlie Kirk Show" após o assassinato do fundador do programa, na Casa Branca, em 15 de setembro de 2025, em Washington, DC

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que alguns integrantes do governo israelense tentaram influenciar a opinião pública americana para que se opusesse a um acordo dos EUA destinado a encerrar a guerra com o Irã; a declaração foi feita em um episódio do podcast do apresentador Joe Rogan, publicado nesta quarta-feira (15).

Os comentários reforçaram críticas anteriores de Vance à política do governo israelense, em meio a uma crescente divergência pública entre os dois países.

Vance defendeu um acordo alcançado no mês passado para encerrar a guerra com o Irã, medida duramente criticada nos EUA e em Israel por não conter o programa de mísseis iraniano nem oferecer um caminho claro para o desmantelamento das instalações nucleares do país, ao mesmo tempo em que restringia Israel em sua guerra contra militantes do Hezbollah no Líbano.

Sei que há pessoas dentro do governo israelense tentando, digamos, nos afastar desse acordo porque querem continuar a campanha militar“, afirmou o vice-presidente americano.

Vance disse que, embora mantenha “boas relações” com alguns membros do governo israelense, “há pessoas dentro do sistema deles que, sabemos sem sombra de dúvida, estão manipulando e tentando mudar a opinião pública americana para manter a guerra em andamento indefinidamente”.

Segundo o vice-presidente americano, muitos países, aliados e adversários, tentam influenciar a política americana e que “não me incomoda que Israel tente fazer isso; francamente, não me incomoda nem mesmo que a Rússia ou alguns desses outros países façam isso“. Ele afirmou que isso faz “simplesmente parte da natureza de ser um líder político em 2026″.

“O que me incomoda é quando essas operações, essas campanhas de influência, afetam realmente as decisões políticas americanas”, diz Vance.

Em junho, o segundo em comando de Trump criticou duramente os israelenses que se opunham ao acordo com o Irã, afirmando que Washington é o único aliado de Jerusalém — uma crítica incisiva que mencionava os bilhões de dólares em ajuda de defesa que o país recebe dos EUA.

Autoridades israelenses de alto escalão, sob condição de anonimato, afirmaram que os termos do acordo eram prejudiciais a Israel por não abordarem as preocupações em relação aos programas nuclear e de mísseis balísticos do Irã, uma visão que, segundo elas, é compartilhada por toda a liderança israelense.

Ao ser questionado se achava que os EUA teriam se envolvido na guerra mais recente com o Irã não fosse pela influência de Israel, Vance disse: “Sim, sim, eu acho”.

Acho que o presidente, independentemente de qualquer influência de Israel, acredita firmemente — e, novamente, concordo com isso — que o Irã não deveria ter uma arma nuclear”, disse Vance.

O gabinete do primeiro-ministro de Israel não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

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Quaest: maioria dos brasileiros vê responsabilidade de Flávio Bolsonaro no novo tarifaço

Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à presidência/Miguel Schincariol/AFP

Pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quinta-feira, 16, sobre o novo tarifaço imposto ontem pelos Estados Unidos ao Brasil mostra que para 51% dos entrevistados, a responsabilidade por essa imposição é do senador e pré-candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.

A pergunta do instituto era com quem eles mais concordavam, se com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que acusa Flávio de ter pedido o tarifaço, ou com o senador que argumentou que pediu ao presidente dos EUA, Donald Trump, para não impor tal medida. Na mostra, 51% disseram concordar com Lula (na pesquisa anterior, de junho eram 47%) e 30% com o senador do PL (na anterior eram 35%).

De acordo com a pesquisa, 42% dos entrevistados afirmaram que o novo tarifaço aumenta a vontade de votar em Lula nessas eleições presidenciais, 27% dizem o mesmo sobre Flávio Bolsonaro. Pela mostra, 62% disseram saber das novas tarifas impostas pelos EUA, enquanto 38% não sabem. Para 63%, as novas tarifas vão prejudicar a vida; 31% dizem que não.

A pesquisa indica ainda que 57% dos brasileiros afirmaram não saber da viagem de Flávio para os Estados Unidos, para pedir a Trump que não tarifasse o Brasil e em defesa do Pix. Dentre os que souberam dessa agenda do senador, 58% afirmaram que ele não tem força para convencer Trump a rever o tarifaço, enquanto 34% declararam confiar na força dele.

O levantamento foi realizado entre os dias 10 e 13 de julho, antes dos EUA anunciarem o novo tarifaço, com 2.004 entrevistas em todo território nacional, a margem de erro é de 2 p.p., a pesquisa está registrada sob número BR-07181/2026.

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Reino Unido pede que Fifa investigue faixa das Malvinas exibida por jogadores da Argentina

Jogadores da Argentina  /Thomas COEX / AFP

O secretário de Negócios e Comércio do Reino Unido, Peter Kyle, afirmou nesta quinta-feira (16) que a Fifa deve investigar o comportamento dos jogadores argentinos, que exibiram uma faixa com a frase “As Malvinas são argentinas”, após derrotarem a Inglaterra nas semifinais da Copa do Mundo.

Kyle instou a máxima entidade do futebol mundial a realizar uma investigação “exaustiva” sobre o incidente com a faixa ocorrido após a partida de quarta-feira em Atlanta, que terminou com a vitória da Argentina por 2 a 1.

A política deve ficar separada do futebol. Na verdade, um dos princípios fundamentais da Copa do Mundo é que a política fique separada do futebol”, declarou o secretário britânico à emissora de televisão BBC.

Agora, essa é uma questão que cabe à Fifa. Esperamos que ela conduza uma investigação sobre o assunto”, acrescentou.

O posicionamento foi respaldado por um porta-voz do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as ilhas definitivamente são (…) Nossa posição não mudou. A autodeterminação cabe aos habitantes das ilhas. Nosso compromisso nunca vacilará”, declarou um porta-voz de Downing Street.

A faixa, em referência à disputa territorial que gerou um conflito armado em 1982, foi exibida por vários jogadores após o apito final e colocada sobre o gramado do estádio de Atlanta por Giovani Lo Celso.

O porta-voz do primeiro-ministro britânico afirmou que qualquer possível medida sobre o ocorrido é “um assunto que cabe à Fifa”.

Localizado no Atlântico Sul, o arquipélago das Malvinas, a 600 quilômetros da costa argentina, foi cenário de uma guerra entre Reino Unido e Argentina em 1982, na qual morreram 649 argentinos e 255 britânicos em 74 dias de conflito.

Desde sua derrota, a Argentina continua reivindicando a soberania sobre as ilhas.

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