
Pesquisa Atlas/Estadão divulgada nesta terça-feira (22) mostra que 58% dos brasileiros não confiam no Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 34% dizem confiar na Corte, enquanto 9% não sabem ou não responderam.
A última instância do Judiciário é hoje a terceira instituição brasileira menos confiável, empatada na margem de erro com as igrejas evangélicas (33%) e à frente do Congresso Nacional (8%).
A desconfiança no Supremo escalou exponencialmente a partir de março deste ano, com a prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o avanço das investigações envolvendo as fraudes do Banco Master.
Até agosto de 2025, a população tinha uma visão equilibrada acerca do STF, refletindo a polarização no cenário político-eleitoral. À época, 51% diziam não confiar na Suprema Corte do país, enquanto 49% confiavam.
Sete meses depois, o resultado foi para 35% e 59%, respectivamente. Os percentuais mantiveram a mesma proporção na pesquisa publicada hoje.
A percepção sobre os dez ministros da Corte é ainda pior que a da instituição como um todo. Seis em cada dez (61%) brasileiros não confiam nos magistrados. Outros 27,8% confiam.
As piores avaliações ao trabalho dos ministros são sobre a imparcialidade entre rivais políticos, tida como ruim ou péssima para 75%, e o combate à corrupção, com 66%. A defesa da democracia é o índice com melhor resultado, visto como ótimo ou bom por 34%.
O inquérito do Master é um dos pivôs da crise de imagem do STF ante a opinião pública. O caso é conhecido por mais de 99% da população, sendo que mais de oito em cada dez entrevistados afirmaram que se aprofundaram sobre o tema.
Para 85% dos brasileiros, há ministros do Supremo diretamente envolvidos nos escândalos da instituição chefiada por Vorcaro. São 64% os que criticam o excesso de sigilo nas investigações.
Com base no noticiado até setembro, 60,5% acham que Toffoli deveria sofrer impeachment por suspeitas de ligação com o caso Master. Já 49,8% acreditam que Moraes merecia ser deposto do cargo.





