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Fumaça de fogo na Amazônia chega a São Paulo, Paraná e Bolívia

A fumaça gerada pelos intensos incêndios na Amazônia, que ocorrem em níveis alarmantes há semanas e já atingem Unidades de Conservação e Terras Indígenas, se deslocou para São Paulo, Paraná e a Bolívia. A situação pode ser vista por imagens do satélite GOES 16, divulgadas pela MetSul nesta quarta-feira (7).

Além disso, na própria Amazônia há cidades cobertas pela fumaça, como Rio Branco (AC), onde o nível de poluição do ar registrado é de 225 microgramas por metro cúbico, valor quase 10 vezes maior que o máximo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com isso, a cidade atingiu o nível de alerta na saúde na escala da Rede de Monitoramento da Qualidade do Ar do Acre, coordenado pelo Ministério Público do Acre (MPAC).

Nos últimos dias, a previsão era justamente do deslocamento da fumaça para o Sul, o que se confirmou nesta quarta. Segundo o boletim do MetSul, chama a atenção a “grande quantidade de fumaça” nas imagens de satélite. Devido às correntes de vento, um corredor de fumaça de mais de 5 milhões de quilômetros quadrados se formou do Norte ao Centro-Oeste do país, mas agora a poluição já é vista no Paraná, no extremo oeste do estado de São Paulo e até na Bolívia.

Como mostrou O GLOBO, os incêndios na Amazônia estão batendo recordes nas últimas semanas. Na primeira semana desse mês, o número de focos de queimada detectados (16.700) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) já é praticamente o mesmo do que foi registrado em todo o mês de setembro do ano passado (16.742). De janeiro a setembro, a quantidade de fogo em 2022 é 45% maior do registrado no mesmo período de 2021. Segundo especialistas, além do clima seco, as ações criminosas estão promovendo uma “corrida pelo desmatamento”, o que já atinge Unidades de Conservação e Terras Indígenas.

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Chance de eleição entre mulheres coloca tese de voto útil no radar em PE

Entre os adversários de Marília Arraes, uma bolsa de apostas se dava, até o momento, dando conta de que o candidato do PSB ao Palácio das Princesas, Danilo Cabral, usaria seu largo tempo de TV para disparar de forma mais intensa contra a postulante do Solidariedade. Mas o tom mais duro do socialista na direção dela só foi adotado do último final de semana para cá. Em outras palavras, os candidatos que concorrem com Marília andaram evitando gastar o pouco tempo de TV para mirar nela.

Uma mudança nessa estratégia passa, agora, a ser alvo de estudo de algumas das campanhas. Em outras palavras, com Marília se mantendo na liderança com vantagem considerável e com os demais brigando pela segunda colocação, há, agora, quem julgue ser preciso desidratá-la. Se Marília se mostra firme na primeira colocação, Raquel Lyra, candidata do PSDB, também tem se mantido sólida na segunda colocação, numericamente à frente dos demais.

Com esse desenho, há quem considere as chances de haver um segundo turno só entre mulheres. Há os que calculam que, caso Raquel perca espaço na disputa, o voto dela migraria para Marília e há, de outro lado, agora, quem avalie a hipótese de um voto útil, daqueles que não querem eleger Marília, vir a beneficiar a candidata tucana. Raquel Lyra, por sua vez, também não partiu ainda para um confronto mais duro com Marília Arraes, mas, na campanha dela, já se anotou que o vídeo no qual ela convoca a candidata do Solidariedade e a critica por não ir aos debates teve ressonância grande.

Ou seja: ser mais incisiva na direção de Marília é um caminho em análise. Com a tendência de mudança, aferida em pesquisas, se apresentando, inclusive de mudança de gênero, a campanha de Raquel Lyra trabalha com a hipótese de um 2º turno entre mulheres e isso pode levar a uma mudança de estratégia nos próximos dias. Anderson Ferreira, Danilo Cabral e Miguel Coelho também brigam pela segunda colocação. O QG de Raquel pode passar a investir na tese do “voto útil” no sentido de trabalhar por um 2º turno entre mulheres.

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Rainha Elizabeth II é colocada sob supervisão médica; família é convocada

A rainha Elizabeth II da Inglaterra foi colocada sob supervisão médica após sua equipe de saúde expressar preocupação com seu quadro, informou nesta quinta-feira (8) o Palácio de Buckingham.

Segundo um comunicado oficial, a monarca, de 96 anos, está confortável, mas médicos estão preocupados com seu estado de saúde. Membros da família real foram chamados para ir ao palácio de Balmoral, na Escócia, residência de férias onde Elizabeth II está há mais de uma semana.

O príncipe Charles, filho de Elizabeth II, e William, seu neto, viajaram nesta quinta-feira para o palácio de Balmoral, na Escócia, onde a rainha está.

“As suas altezas reais o Príncipe de Gales (Charles) e a Duquesa de Cornwall (Camila) viajaram para Balmoral”, informou um porta-voz do casal.

A nova primeira-ministra do Reino Unido, Lis Truss, que foi nomeada ao cargo pela rainha na terça (6), já se pronunciou sobre o comunicado do palácio de Buckingham. “Todo o país está profundamente preocupado”, declarou. “Meus pensamentos estão com ela e sua família neste momento”.

O líder da oposição do país, Keir Starmer, também se pronunciou e disse torcer pela recuperação da monarca.

No poder há 70 anos, a rainha Elizabeth II vinha apresentando problemas de saúde nos últimos meses e, por conta disso, desmarcando ou adaptando uma série de eventos oficiais.

O mais recente deles foi a cerimônia de nomeação da nova primeira-ministra britânica, Liz Truss, na terça-feira (6).

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Bolsonaro sequestra bicentenário, pede votos, ataca Lula e pesquisas

A menos de um mês do primeiro turno das eleições, o presidente Jair Bolsonaro (PL) transformou o 7 de Setembro em comício nas três principais cidades do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Candidato à reeleição, ele se encontrou com apoiadores vestidos de verde e amarelo e fez discursos pedindo votos —também repetiu mentiras, criticou pesquisas eleitorais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu principal concorrente, e puxou um coro de “imbrochável”.

Na data em que se comemora o bicentenário da Independência do Brasil, ele apareceu isolado no primeiro compromisso —o desfile cívico-militar na capital federal. Não estiveram presentes os presidentes do STF (Supremo Tribunal Federal), Luiz Fux; do Senado, Rodrigo Pacheco; e da Câmara, Arthur Lira.

Logo depois, na frente de apoiadores, fez um pronunciamento em tom eleitoreiro, citou diretamente o primeiro turno das eleições presidenciais, em 2 de outubro. À colunista Carolina Brígido, do UOL, um ministro e um ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) disseram que houve abuso de poder. No Rio, mais tarde, após uma motociata, atacou diretamente a esquerda.

O que você precisa saber:

Bolsonaro usou o 7 de Setembro como comício, fez discursos pedindo votos e criticando adversários.

Em Brasília, logo após o desfile cívico-militar, tentou adotar tom mais moderado –evitou combater o STF, mas atacou as pesquisas eleitorais que mostram que ele está atrás de Lula e fez comentários machistas ao lado da mulher, Michelle Bolsonaro.

No Rio, participou de uma motociata e encontrou apoiadores na avenida Atlântica, em Copacabana. Foi conservador, destacou que é cristão e chamou o candidato petista de “quadrilheiro de nove dedos”.

Diferentemente do esperado, Bolsonaro não apareceu em videochamada para o grupo que se reuniu na avenida Paulista, em São Paulo. O ato foi marcado pela tietagem a personalidades bolsonaristas. Os organizadores chegaram a proibir que os candidatos pedissem votos, mas houve distribuição de santinhos e adesivos.

Na avaliação de juristas, o presidente pode ser acusado de abuso de poder e crime eleitoral por causa dos atos. Leia aqui a íntegra da reportagem de Ana Paula Bimbati para o UOL.

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Pela primeira vez em três décadas, IDH mundial cai por dois anos seguidos

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) divulgado nesta quinta-feira (8) alerta que, pela primeira vez nos 32 anos em que é calculado o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), esse indicador caiu globalmente por dois anos consecutivos. O IDH é calculado levando em conta a saúde, a educação e o padrão de vida de uma nação.

O Brasil ficou na posição 78 do ranking do PNUD, que recolhe dados referentes a 2021.

“O desenvolvimento humano voltou aos níveis de 2016, revertendo parte expressiva do progresso rumo aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A reversão é quase universal, pois mais de 90% dos países registraram declínio na pontuação do IDH em 2020 ou 2021, e mais de 40% caíram nos dois anos, sinalizando que a crise ainda está se aprofundando em muitos deles”, detalha o Pnud.

A ONU argumenta que camadas de incerteza estão se acumulando e interagindo para desequilibrar as sociedades de forma inédita. “Os últimos dois anos tiveram impacto devastador para bilhões de pessoas em todo o planeta, quando crises como a da Covid-19 e a guerra na Ucrânia se sucederam e interagiram com amplas transformações sociais e econômicas, mudanças planetárias perigosas e aumento acentuado da polarização”, diz o órgão.

Embora alguns países estejam começando a se levantar, a recuperação é desigual e parcial, aumentando ainda mais as desigualdades no desenvolvimento humano. América Latina, Caribe, África Subsaariana e sul da Ásia foram duramente atingidos, segundo a análise do Pnud divulgada em nota à imprensa.

“O mundo está lutando para reagir a crises consecutivas. Vimos, com as crises de custo de vida e de energia, que, embora seja tentador focar em soluções rápidas, como subsidiar combustíveis fósseis, táticas de alívio imediato estão retardando as mudanças sistêmicas de longo prazo que precisamos fazer”, diz Achim Steiner, chefe do Pnud.

“Estamos coletivamente paralisados em relação a essas mudanças. Em um mundo definido pela incerteza, precisamos de um senso renovado de solidariedade global para enfrentar nossos desafios comuns e interconectados”.

O relatório tenta explicar por que a mudança necessária não está acontecendo e indica haver muitas razões, incluindo como a insegurança e a polarização alimentam-se uma da outra, atualmente, para impedir a solidariedade e a ação coletiva necessária para enfrentar as crises em todos os níveis.

Novos cálculos do Pnud indicam, por exemplo, que aqueles que se sentem mais inseguros também são mais propensos a ter visões políticas extremistas.

“Mesmo antes da Covid, vínhamos observando os paradoxos do progresso com insegurança e polarização. Hoje, com um terço das pessoas em todo o mundo se sentindo estressadas e quase dois terços das pessoas em todo o mundo desconfiadas umas das outras, enfrentamos grandes obstáculos para a adoção de políticas que funcionem para as pessoas e o planeta”, diz Achim Steiner em nota.

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Marcelo Rebelo de Sousa é novamente alvo de constrangimento por parte de Bolsonaro

É de se estranhar que o experiente Marcelo Rebelo de Sousa, no segundo mandato como presidente de Portugal, não tenha previsto que seria novamente alvo de constrangimento por parte de seu homólogo brasileiro, Jair Bolsonaro. Coube ao espalhafatoso empresário Luciano Hang o lugar de destaque na tribuna de honra em Brasília, posicionado entre os dois presidentes, durante parte da cerimônia.

Deslocado, Rebelo de Sousa atuou como figurante no palanque em Brasília, pretensamente criado para comemorar o bicentenário da Independência e, desde sempre, transformado em comício eleitoral pelo presidente que busca a reeleição. Do alto, além de um discurso de campanha, Rebelo de Sousa ouviu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser xingado de ladrão e o atual mandatário ser enaltecido pela suposta virilidade.

Nas fotos, ele aparece com Bolsonaro atrás de uma bandeira nacional, com o desenho de um feto, em que o lema Ordem e Progresso foi substituído por “Brasil sem aborto” e “Brasil sem drogas”. Portugal já superou os dois temas: legalizou o aborto voluntário em 2007 e há 22 anos tornou-se referência mundial na regulação das drogas, descriminalizando o uso de entorpecentes.

Puxado por Bolsonaro, Hang, o dono da Havan e cabo eleitoral, é um dos oitos empresários investigados pela PF por suspeita de defenderem, num grupo de WhatsApp, um golpe de Estado caso Lula vença as eleições.

Resta saber por que Rebelo de Sousa, chamado de “Professor” pelos portugueses”, se prestou ao embaraço de ser esnobado de novo por Bolsonaro. Há dois meses, foi desconvidado para um almoço pelo presidente brasileiro, irritado depois que soube que ele se encontraria também com o ex-presidente Lula na viagem ao Brasil. Na ocasião, Rebelo de Sousa desdenhou a descortesia e reagiu com indiferença.

Neste 7 de Setembro, o presidente português justificou a sua presença no palanque, ao assegurar que não ficou desconfortável, embora o semblante sério revelasse o contrário. Preferiu alegar que a História mostrará que Portugal estava representado na comemoração dos 200 anos da independência do Brasil.

De onde estava, disse ainda, não ouvia as palavras de ordem gritadas pela multidão em apoio a Bolsonaro e contra Lula, nem percebeu que posou com a bandeira adulterada. No mínimo, faltou um assessor ao seu lado para alertá-lo.

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Europa registra oficialmente o verão mais quente de sua história

O verão de 2022 na Europa foi o mais quente registrado na história do continente, anunciou nesta quinta-feira (8) o programa da União Europeia de observação da Terra por satélite, o Copernicus.

As temperaturas médias, segundo registros do Copernicus, foram as “mais elevadas, para o mês de agosto e para todo o verão”, e superaram os registros de 2021, que eram os recordes anteriores, de acordo com o Copernicus.

O mês de agosto foi o mais quente no continente por uma “margem considerável”, superando o de agosto de 2021 em 0,4ºC.

O mesmo aumento de temperatura de 0,4ºC com relação a 2021 também foi registrado em junho e julho.

“Uma intensa série de ondas de calor em toda a Europa, combinadas com condições excepcionalmente secas, levaram a um verão de extremos, com recordes em termos de temperatura, seca e incêndios florestais em muitas partes da Europa” explicou Freja Vamborg, diretora científica do sistema de vigilância sobre mudança climática.

“Os dados mostram que não apenas tivemos temperaturas recordes em agosto na Europa, e sim em todo o verão, e que o recorde anterior tinha apenas um ano”.

O programa Copernicus utiliza uma série de satélites chamados de Sentinel. O primeiro deles foi lançado em 2014.

Seca

A Europa enfrenta também sua pior seca em pelo menos 500 anos, com dois terços do continente em estado de alerta.

Relatório de agosto do Observatório Europeu da Seca indica que 47% da Europa está em condições de alerta, com claro déficit de umidade do solo, e 17% em estado de alerta, em que a vegetação é afetada pela falta de umidade.

O rio Reno, na Alemanha, está em níveis comprometedores para o escoamento da produção do centro da Europa para o porto de Roterdã. Segundo economistas, a interrupção pode reduzir em até 0,5 ponto percentual o PIB da Alemanha no ano.

Além do continente europeu, outras regiões do Hemisfério Norte também sofrem com as altas temperaturas. Os Estados Unidos têm reservatórios em baixa, e o abastecimento de água dos moradores pode ficar comprometido. Na China, uma onda de calor recorde tem levado a racionamento de energia e fechamento de indústrias.

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Brasileiro e namorada ‘planejaram’ atentado contra Cristina Kirchner, diz juíza argentina

O atentado frustrado contra a vice-presidente argentina, Cristina Kirchner, foi produto de um “planejamento e acordo prévio” entre o agressor e sua namorada, segundo o documento judicial de indiciamento divulgado na quarta-feira (7).

Fernando Sabag Montiel – que na noite do dia 1º de setembro apontou uma arma a menos de um metro da cabeça de Kirchner quando ela estava cercada de apoiadores – e sua namorada, Brenda Uliarte, ambos detidos, foram indiciados por “tentarem matar Cristina Kirchner, contando para isso com o planejamento e o acordo prévio entre ambos”, diz o texto da juíza María Eugenia Capuchetti, divulgado por vários meios de comunicação, incluindo a agência oficial Télam.

Montiel apontou sua arma a menos de um metro da cabeça de Kirchner quando ela estava cercada por simpatizantes que a aguardavam do lado de fora de sua residência para expressar apoio após um pedido de 12 anos de prisão e para a perda de seus direitos a exercer cargos públicos por parte do Ministério Público em um julgamento por suposta corrupção.

O agressor, de 35 anos, e sua namorada, de 23, são os únicos detidos até o momento, acusados por tentativa de homicídio de Kirchner, que também governo a Argentina entre 2007 e 2015.

A Justiça também ouviu cinco amigos dos detidos, todos vendedores ambulantes de algodão doce, para apurar se eles tiveram algum papel no ato. Os vendedores prestaram depoimento como testemunhas, mas foram obrigados a entregar seus telefones celulares.

O indiciamento da juíza é provisório. Ela tem agora dez dias a partir de quarta-feira (7) para decidir se processa ou não os acusados.

Na terça-feira (6), Montiel foi intimado a ampliar o depoimento dado na sexta-feira passada, mas nas duas audiências ele se negou a depor; teria dito apenas que sua namorada “não teve nada a ver” nem com a tentativa de homicídio, nem com o planejamento, segundo fontes judiciais.

Uliarte, por sua vez, cuja imagem foi registrada pelas câmeras de segurança perto do local do crime no momento do ataque, disse que foi apenas acompanhar o namorado.

Em uma entrevista a um canal de televisão antes de ser detida, a jovem afirmou que não havia encontrado o namorado nas 48 horas anteriores ao ataque.

De acordo com a acusação, Uliarte estava nas proximidades e foi possível determinar que o casal estava com a arma usada no ataque fracassado desde antes de 5 de agosto. A arma foi apreendida pela polícia no local.

No documento, a juíza afirmou que os dois agiram “aproveitando o estado de indefensabilidade” de Kirchner “gerado pela multidão”.

Montiel engatilhou a pistola Bersa calibre 38 apontada para a cabeça de Kirchner, mas por uma razão que ainda não foi esclarecida as balas não dispararam, no momento em que a vice-presidente cumprimentava os seguidores diante de sua residência.

Na confusão, Kirchner aparentemente não percebeu que foi alvo da arma e continuou autografando livros por alguns minutos antes de entrar em sua casa, enquanto alguns apoiadores seguravam o agressor no local para permitir a detenção pela polícia.

O governo afastou na quarta-feira parte dos policiais que fazem parte da segurança da vice, ao considerar que “não tiveram o nível que se esperava que tivessem”, reportou a agência Télam.

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Após atos de Bolsonaro no 7 de Setembro, candidatos repudiam uso da data para campanha eleitoral e criticam falas do presidente

Os três candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais junto com Jair Bolsonaro (PL) repudiaram nesta quarta-feira (7) o uso que o presidente fez das comemorações do Bicentenário da Independência. Em Brasília e no Rio de Janeiro, Bolsonaro, candidato à reeleição, misturou os eventos cívicos com campanha eleitoral.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB), criticaram a postura de Bolsonaro e o teor dos discursos do presidente.

Bolsonaro começou o dia em Brasília. Ele assistiu ao tradicional desfile militar que todos os anos celebra a Independência, na Esplanada dos Ministérios. Depois se juntou a uma manifestação, a poucos metros de distância, de milhares de apoiadores do governo.

Ele fez um discurso em um caminhão de som no qual defendeu ações de seu governo, repetiu ameaças veladas ao Poder Judiciário e proferiu falas machistas. Bolsonaro aproveitou para pedir votos.

No Rio, na orla de Copacabana, também em local onde foi realizada apresentação militar pela Independência, ele voltou a pedir votos e atacou Lula.

Confira o que disse cada candidato:

Lula

O ex-presidente Lula disse, no início da noite, que Bolsonaro deveria “discutir os problemas do Brasil” e como vai “resolver os problemas da educação, da saúde e do desemprego” em vez de atacá-lo.

“O presidente, ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar pro povo brasileiro como ele vai resolver os problemas da educação, da saúde, do salário mínimo, ele tenta falar de política e tenta me atacar”, afirmou.

Lula apontou ainda que, quando foi presidente, nunca usou “um dia da pátria, do povo brasileiro” como “instrumento de política eleitoral”.

Ciro Gomes

Em campanha pelas cidades históricas de Minas Gerais, Ciro Gomes (PDT) disse que Bolsonaro transformou um ato cívico em um comício com milhões de recursos públicos envolvidos.

“Nós assistimos ao presidente da República colocar um empresário picareta [Luciano Hang, presidente da Havan], investigado na Justiça, do seu lado, e (…) o presidente de Portugal (…) foi colocado ao lado, numa verdadeira agressão diplomática (…) O vice-presidente da República do Brasil também do outro lado”, afirmou.

“Em seguida, militares fardados, com as suas condecorações, com uniforme de gala, misturando-se com (…) patetas de um presidente imbecil e criminoso, como é o Bolsonaro, transformar um ato cívico, uma solenidade cívico-militar, num comício com milhões de recursos públicos envolvidos”, acrescentou.

O partido de Ciro Gomes, o PDT, acionou a Justiça Eleitoral para que a Corte apurasse o financiamento de caravanas de apoiadores do presidente, e o uso de recursos do partido para os atos do 7 de Setembro. O pedido, no entanto, foi rejeitado pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Raul Araújo.

Simone Tebet

Durante agenda pelo interior de São Paulo, Tebet (MDB) disse que o “Brasil precisa de paz para poder olhar claramente para os problemas”.

Seguindo as críticas, a candidata afirmou que Jair Bolsonaro cria “crises artificiais todos os dias” e que o o presidente não conhece os problemas dos brasileiros:

“O Brasil precisa de paz para poder olhar claramente para os problemas reais do Brasil. É uma crise artificial todos os dias sendo criada como uma cortina de fumaça de um homem que não sabe, não conhece os problemas do Brasil, as riquezas e as potencialidades do Brasil e não apresenta soluções”, disse a candidata.

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Obrigado, vó Maria ❤️

Tem dias que uma nuvem preta recobre nossas vidas. Neles, apenas a força e coragem de Deus e dos amigos para sustentar. 

Hoje, 6 de setembro de 2022 – perdi minha avó, Maria José do Nascimento Souza, aos 76 anos. Que dor tão imensa. Que momento tão doloroso. 

Como diz o salmo “É o Senhor que sustenta minha vida”. Sim, o Senhor esteve e permanece ao nosso lado. A fé dela era muito forte e o temor a Deus também. 

Senhor, cuida de nós! Senhor, daí-nos força para superar este momento. Senhor, tem piedade de nós. 

Velório: 

Informo que, o velório ocorrerá na Casa de Velório do Plafamp, próximo ao Cemitério São Judas Tadeu e o sepultamento será nesta quarta-feira (7), às 10h, no Cemitério Parque da Saudade.

Vó Maria faleceu nesta manhã decorrente de um choque séptico, insuficiência cardíaca e um quadro agravado de chagas. 

Ela tinha um histórico de marca-passo há mais de 30 anos. Em 2021, realizou mais de cinco procedimentos cirúrgicos para troca do aparelho. 

Aos amig@s, a gratidão pelas orações e amizade.

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Preço do gás de cozinha sobe entre R$ 5 e R$ 6 em Pernambuco

O preço do gás de cozinha terá aumentos de R$ 5 a R$ 6 por botijão de 13 kg em Pernambuco nos próximos dias. A estimativa é do Sindicato das Empresas Distribuidoras de Gás (Sinergas-PE) e segue indicativo da Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás Liquefeito de Petróleo (Abragás). Até então, o gás é comercializado no Estado entre R$ 100 a R$ 110.

O aumento da revenda nas distribuidoras flutua de R$ 3,80 a R$ 4,35 por bujão. O reajuste, que depende de uma série de fatores operacionais, é livre e cada local de venda pode definir o preço final ao consumidor a partir dos limites estabelecidos pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A Abragás explica que o aumento se dá por correções salariais a partir do dissídio coletivo do segmento, operação feita todos os anos, em setembro. Em Pernambuco, reforça a Sinergás-PE, houve recentemente um aumento na casa dos R$ 0,20 na operação da nota fiscal.

“Havia expectativas de redução dos preços por conta das variações dos preços internacionais, mas, o anúncio de reajustes já comunicado pelas distribuidoras a seus revendores deu conta que teremos um aumento considerável a partir da semana que se inicia”, disse o presidente da Abragás, em nota, José Luiz Rocha.

A entidade local também informa que algumas distribuidoras já repassaram o preço ao cliente. Outras, por tentar segurar o repasse aumento ou por estoque ainda disponível, por exemplo, devem aumentar o custo nos próximos dias.

O Sinergas-PE ainda lembra que o consumidor deve comprar o gás de cozinha apenas em revendedoras devidamente autorizadas. Produtos de procedência duvidosa podem colocar em risco a integridade do cliente.

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Liz Truss é empossada primeira-ministra pela rainha

A nova primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss, foi empossada nesta terça-feira (6) pela rainha Elizabeth II em um castelo da família real da Escócia. Truss foi escolhida pelo Partido Conservador, que comanda o país, para substituir Boris Johnson. Johnson renunciou em julho e saiu oficialmente do cargo nesta manhã.

Antiga ministra de Relações Exteriores de Johnson, Liz Truss assume o comando do país após ser escolhida pelo Partido Conservador, a sigla de ambos, na segunda-feira (5). Truss e Jonhson participam de cerimônia de “passagem do bastão” nesta manhã com a rainha Elizabeth II em um castelo da família real na Escócia – é a primeira vez que a monarca fez esse ritual fora do Palácio de Buckingham, por problemas de saúde.

Em discurso de despedida mais cedo em Londres, Johnson se disse injustiçado e tirado do comando do país antes da hora.

“O bastão será entregue no que inesperadamente acabou sendo uma corrida de revezamento. Eles (deputados) mudaram as regras no meio do caminho, mas isso não importa agora (…) Mas como Cincinato (ditador romano que voltou ao poder após se aposentar), eu estou retornando ao meu plano”, discursou, em pronunciamento em frente à sede do governo britânico, em Downing Street.

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TSE mantém limite de tempo para participação de Michelle em propaganda de Bolsonaro

Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu manter restrição no tempo de participação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, nas propagandas eleitorais da campanha à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em julgamento no plenário virtual finalizado nesta segunda (5), os ministros confirmaram a decisão individual da ministra Maria Claudia Bucchianeri, que determinou mudanças na propaganda em que a primeira-dama aparece por tempo superior ao previsto na lei eleitoral para apoiadores de candidatos.

A ministra considerou que o fato de Michelle participar da campanha, por si só, não é uma ilegalidade, mas por ter ultrapassado o limite de 25% do tempo da propaganda, feriu a regra eleitoral.

Seguiram o voto da relatora os ministros: Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Benedito Gonçalves, Paulo de Tarso Sanseverino, Sérgio Banhos e Alexandre de Moraes

A suspensão da propaganda atendeu a pedido da coligação que apoia a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS) a presidente. Os partidos questionaram a divulgação de propagandas veiculadas na TV Bandeirantes e na TV Cultura no último dia 30.

Na decisão individual, Bucchianeri afirmou que o uso da imagem da primeira-dama tem potencial para trazer benefícios a Bolsonaro. “Na espécie, tenho para mim, em sede cautelar, que a utilização da imagem da primeira-dama Michelle Bolsonaro possui potencialidade de proporcionar inequívocos benefícios ao candidato representado, agregando-lhe valores inquestionáveis, de sorte que sua posição no material ora impugnado jamais poderia ser equiparada à de mera apresentadora, ou seja, de pessoa que se limita a emprestar sua voz e imagem, sem, no entanto, qualquer aptidão de transferência de prestígio ou atributos a um dos candidatos em disputa”, afirmou.

A campanha do presidente Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, defendeu no Tribunal Superior Eleitoral a participação da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, nas propagandas eleitorais

Ao TSE, a campanha do presidente Jair Bolsonaro defendeu a participação de Michelle. Os advogados afirmaram que a lei não impede que Michelle tenha participação no tempo total da propaganda; e que o imite é imposto para o apoiador que atua e participando da eleição.

“Em nenhum momento da publicidade questionada, inclusive, Michele Bolsonaro faz uso de seus atributos pessoais para pedir voto em nome de Jair Bolsonaro, mas somente narra o vídeo que apresenta benefícios sociais para as mulheres alcançados com o término de uma obra pública de interesse nacional”, escreveram os advogados.

De acordo com a defesa, “não há atores, artistas, atletas, personalidades do setor cultural e influenciadores da internet ou, mesmo, indevida exploração de prestígio pessoal de Michele Bolsonaro, frise-se, mas tão-somente o exercício de sua liberdade de expressão, ao se dispor, graciosamente, a ser narradora de publicidade política que difunde algo de que se orgulha, pois esteve ao lado de seu esposo enquanto as obras de transposição eram finalizadas após esforço hercúleo do Governo Federal atual”.

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Ministério da Justiça determina suspensão de venda de iPhone sem carregador e aplica multa de R$ 12 milhões à Apple

O Ministério da Justiça determinou a suspensão de venda de iPhone sem carregador e aplicou multa de R$ 12 milhões à Apple. O despacho foi publicado no “Diário Oficial da União” (DOU) desta terça-feira (6).

“Aplicação de sanção de multa no valor de R$ 12.274.500 (doze milhões duzentos e setenta e quatro mil e quinhentos reais), cassação de registro dos smartphones da marca iPhone introduzidos no mercado a partir do modelo iPhone 12 e suspensão imediata do fornecimento de todos os smartphones da marca iPhone, independentemente do modelo ou geração, desacompanhados do carregador de bateria”, diz o texto do DOU.

O Ministério da Justiça, entretanto, decidiu não aplicar imediatamente a multa diária caso a Apple não suspenda as vendas dos celulares sem carregador. A pena será aplicada posteriormente, se verificado que a empresa driblou a proibição.

O g1 enviou e-mail para a assessoria de imprensa da Apple pedindo um posicionamento sobre a decisão e aguarda resposta.

A empresa deixou de incluir o adaptador de tomada em todos os seus celulares em outubro de 2020, após anunciar os novos iPhone 12, afirmando que a decisão faz parte de “seus objetivos ambientais”. Nesta quarta-feira (7), a Apple marcou um evento um evento on-line em que deve revelar a linha iPhone 14.

Em fevereiro de 2021, repetindo a iniciativa da Apple, a Samsung decidiu não incluir o carregador de parede e o fone de ouvido – somente o cabo USB. A empresa usou a mesma justificativa da concorrente, e disse que a decisão tem fins ambientais.

Em outubro de 2021, o Ministério da Justiça e Segurança Pública afirmou que notificou a Apple e a Samsung por não seguirem orientações para justificar a falta de carregadores em seus celulares.

Já em maio de 2022, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, orientou as mais de 900 unidades do Procon no Brasil a iniciarem processos administrativos contra a Apple e a Samsung pela venda de celulares sem carregadores.

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Rainha aceita renúncia de Boris Johnson, que sinaliza querer voltar ao comando do Reino Unido

A rainha Elizabeth II aceitou nesta terça-feira (6) oficialmente a renúncia do agora ex-primeiro-ministro do Reino Unido Boris Johnson. Em discurso de despedida, Johnson se disse injustiçado e tirado do comando do país antes da hora.

O agora ex-premiê renunciou após uma série de escândalos envolvendo festas durante o lockdown e denúncias de assédio sexual por parte de alto escalões de seu governo.

Sua antiga ministra de Relações Exteriores, Liz Truss, assume o comando do país, após ser escolhida pelo Partido Conservador, a sigla de ambos. Truss e Jonhson participam de cerimônia de “passagem do bastão” com a rainha Elizabeth II em um castelo da família real na Escócia – é a primeira vez que a monarca fez esse ritual fora do Palácio de Buckingham, por problemas de saúde.

“O bastão será entregue no que inesperadamente acabou sendo uma corrida de revezamento. Eles (deputados) mudaram as regras no meio do caminho, mas isso não importa agora (…) Mas como Cincinato (ditador romano que voltou ao poder após se aposentar), eu estou retornando ao meu plano”, discursou, em pronunciamento em frente à sede do governo britânico, em Downing Street.

Ele ressaltou ainda sua atuação durante o Brexit – a saída do Reino Unido da União Europeia, do qual foi defensor ferrenho -, a vacinação rápida da população contra a Covid-19 e o apoio à Ucrânia.

Apesar de sinalizar que pode voltar ao governo, Boris Johnson prometeu apoio veemente à nova primeira-ministra britânica, Liz Truss e disse que não vai interferir em sua gestão.

“Sou como um daqueles foguetes de propulsão que cumpriram o seu propósito e agora vai reentrar suavemente na atmosfera e submergir de maneira invisível em algum canto remoto e escuro do Pacífico. Oferecerei a este governo apenas meu apoio mais fervoroso”, disse.

O conservador de 58 anos, obrigado a renunciar no início de julho pelos deputados do próprio partido, indignados com a multiplicação de escândalos, se despediu durante a manhã de Downing Street diante de simpatizantes e parentes.

Apesar dos escândalos, do “Partygate” – as festas celebradas em Downing Street durante os confinamentos – às acusações de favorecimento de amigos, Johnson ainda tem uma grande popularidade entre as bases conservadoras e muitos consideram que está magoado por ser obrigado a deixar o poder.

Mas nesta terça-feira ele reiterou o apelo por unidade do partido, que deve superar as divisões agravadas pela luta de poder entre Truss e Sunak.

“Se Dilyn (seu cachorro) e Larry (o gato de Downing Street) conseguiram deixar para trás suas dificuldades ocasionais, o Partido Conservador também pode”, brincou.

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