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Plataforma Spotify sofre ataque informático e compromete quase todo o seu catálogo

Spotify/Cottonbro/Pexels

A plataforma sueca de música Spotify confirmou hoje que foi alvo de um ciberataque de grande dimensão que comprometeu quase a totalidade do seu catálogo.

A empresa comunicou que uma investigação preliminar concluiu que no ataque houve obtenção de acesso não autorizado a metadados públicos e que recorreram a atos ilícitos para contornar os sistemas de gestão de direitos digitais (DRM), permitindo o acesso a parte dos arquivos de áudio.

A Spotify informou também que o ataque aconteceu na segunda-feira (22) e que as equipes técnicas continuam a investigar a extensão do incidente e os seus impactos.

No entanto, o grupo de hackers Anna’s Archives já reivindicou a autoria do ataque, afirmando ter roubado cerca de 86 milhões de arquivos de música, o que corresponderia a aproximadamente 99,6% do catálogo total do Spotify.

De acordo ainda com o grupo, a operação visou construir um arquivo musical principalmente para fins de preservação. Mas, o Spotify não admitiu os números avançados pelo grupo nem esclareceu se dados de usados foram afetados pelo ataque.

Produzido em Taubaté, protótipo do carro voador da Embraer faz 1º voo no interior de SP

Carro voador da Embraer faz primeiro voo — Foto: Divulgação/Eve

A Eve Air Mobility, empresa subsidiária da Embraer, divulgou que o protótipo do carro voador desenvolvido pela empresa fez seu primeiro voo nesta sexta-feira (19).

O voo inaugural foi realizado no início da manhã desta sexta, na maior pista de aviação do hemisfério sul, que fica na planta da fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, no interior de São Paulo.

Segundo a Eve, o voo inaugural inicia a fase de testes de voo dos carros voadores. Os eVTOLs ainda precisam da certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar.

A empresa disse que, durante o voo do protótipo, foi verificada a integração dos oito propulsores e avaliado o gerenciamento de energia, além de poderem observar o nível de ruído emitido. Ainda segundo a Eve, o protótipo se comportou conforme o esperado.

A empresa vai fabricar seis protótipos para os testes e realizar “vários voos após o voo pairado desta sexta-feira, expandindo gradualmente para realizar voos totalmente desarmados ao longo de 2026”.

Popularmente chamados de carros voadores, os eVTOLs (veículos elétricos de pouso e decolagem vertical) são produzidos em Taubaté (SP), em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. Os veículos continuam em fase de testes e devem entrar em operação em 2027.

O modelo tem capacidade para cinco pessoas (quatro passageiros e um piloto) e autonomia de 100 quilômetros, o que permite cobrir trajetos urbanos curtos, como conexões entre cidades e centros comerciais, por exemplo. Atualmente, há cerca de 3 mil unidades do carro voador encomendadas.

A Eve prevê iniciar as entregas dos eVTOLs em 2027, mesmo ano em que pretende começar as operações comerciais com os veículos elétricos de decolagem e pouso vertical.

A projeção da empresa é a de que a frota mundial de eVTOLs pode chegar a 30 mil unidades até 2045. A expectativa é que mais de 3 bilhões de passageiros sejam transportados nesse período.

A empresa também estima que a operação e venda dos eVTOLs podem gerar receita de US$ 280 bilhões (mais de R$ 1,5 trilhão) até 2045.

No começo do mês, a empresa recebeu um empréstimo de R$ 200 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O valor é usado para trabalhar na fase de integração dos motores elétricos, além de fazer testes do protótipo para certificação do eVTOL, preparando o veículo para a campanha de testes para obtenção do certificado junto à Anac.

Vazamento de dados expõe bilhões de senhas da Apple, Google e Facebook

Vazamento de dados expõe bilhões de senhas da Apple, Google e Facebook/Pexels

Um vazamento de dados em massa expôs ao menos 16 bilhões de senhas de login dos usuários das empresas Apple, Google, Facebook, Telegram, GitHub e de serviços governamentais. A descoberta foi feita por pesquisadores da Cybernews, que classificam o vazamento como a maior violação de dados já registrada.

Embora os dados tenham ficado visíveis por pouco tempo, os especialistas acreditam que vários ladrões de informações tiveram acesso a eles. Com os dados, os criminosos podem vender senhas na dark web, além de usá-las para roubo de identidade, fraude e até extorsão.

De acordo com os pesquisadores, vazamentos de credenciais nessa escala são combustível para campanhas de phishing, invasões de contas, invasões de ransomware e ataques de comprometimento de e-mail comercial (BEC).

Anatel: nove em cada dez brasileiros têm acesso à telefone celular

Nove em cada dez brasileiros têm acesso à telefone celular

Nove em cada dez brasileiros têm acesso à telefonia móvel, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), divulgados neste sábado (5), Dia das Telecomunicações.

De acordo com o levantamento, a maior parte da população brasileira com acesso à telefonia móvel reside em capitais e regiões metropolitanas.

Os dados indicam também que 4.363 municípios brasileiros contam com infraestrutura de fibra óptica — o que proporciona mais velocidade, estabilidade e eficiência energética em serviços de telecomunicações.

A Anatel aponta também a chegada da tecnologia 5G a 1,3 mil municípios brasileiros, e aposta no avanço do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que prevê a implantação do 5G nos mais 5,5 mil municípios do país.

O Novo PAC também inclui a expansão da tecnologia 4G para 6,8 mil distritos, vilas e áreas rurais distantes dos grandes centros urbanos.

Em nota, o secretário de Telecomunicações da Anatel, Hermano Tercius, destaca que a expansão dos serviços de comunicação no Brasil enfrenta desafios devido à extensão territorial do Brasil e às áreas de difícil acesso. “Esse é o nosso desafio. O principal deles é levar conectividade de forma satisfatória e, ao mesmo tempo, evoluir em outros indicadores da conectividade significativa, como o letramento digital”, declarou.

Anatel diz que operadoras já podem ativar o 5G standalone, de alta velocidade, em todo o Brasil

Ícone do 5G em um iPhone. — Foto: James Yarema/Unsplash

A principal faixa do 5G, conhecida como 5G standalone (SA), começou a operar em todo o território nacional nesta segunda-feira (2).

As operadoras já podem ativar esse 5G puro em qualquer cidade do país, caso desejem. No entanto, mesmo com a faixa liberada, isso não significa que a tecnologia será imediatamente implementada em todas as cidades.

O edital do leilão do 5G, realizado em 2021, estabelece que as empresas devem ativar a tecnologia em todas as cidades até o final de 2029.

Enquanto a velocidade do 4G no Brasil é de cerca de 19,8 Mbps, a do 5G pode alcançar velocidades entre 1 e 10 Gbps, o que representa um aumento de 100 vezes ou mais em relação ao 4G.

Na última terça-feira (26), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Entidade Administradora da Faixa (EAF) anunciaram a conclusão do processo de “limpeza” do sinal utilizado pelo 5G no Brasil.

No Brasil, a faixa utilizada pelo 5G é a de 3,5 gigahertz (GHz), anteriormente ocupada por serviços de satélites e radiodifusão, como as antenas parabólicas.

Por isso, para que o 5G puro pudesse ser ativado, foi necessário “limpar” a faixa, instalando filtros e kits para recepção do sinal de TV. Esse processo ficou sob a responsabilidade da EAF.

A liberação da faixa anunciada na terça-feira passada significa que não há risco de interferência no sinal 5G, permitindo que as operadoras ativem o standalone.

“A liberação da faixa de 3,5 GHz é o primeiro passo necessário para a chegada do 5G. O edital do 5G fixou um cronograma de instalação da nova tecnologia, que tem sido cumprido e mesmo antecipado pelas operadoras”, disse o presidente-executivo da Conexis Brasil Digital, que representa as operadoras, Marcos Ferrari.

Líderes do G20 vão discutir transparência nas redes sociais

Facebook, Apple, Google e Microsoft — Foto: Montagem/Reuters

A transparência e a regulação de anúncios em redes sociais é um dos assuntos de debate no G20, que neste ano reunirá líderes das maiores economias do mundo no Rio de Janeiro, em novembro.

O objetivo é apresentar diagnósticos e soluções para desafios globais discutidos na cúpula global.

O tema foi analisado previamente por um grupo de seis pesquisadores do Brasil, dos Estados Unidos, da Irlanda e da Tailândia em um documento do T20, braço do G20 para “think tanks”, que funcionam como grupos de reflexão de políticas públicas.

Entre os brasileiros, estão Rose Marie Santini, professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Salles, doutora em Ciência da Informação pela UFRJ, e Humberto Ribeiro Filho, diretor do Sleeping Giants Brasil.

Os pesquisadores analisaram documentos públicos e termos de uso das principais redes sociais, além de estudos de caso específicos para os quatro países.

O relatório aponta, por exemplo, para a falta de transparência nos mecanismos de segmentação de anúncios e o controle baixo sobre quem pode anunciar nas redes sociais.

“Apesar das evidências de um ecossistema online de anúncios suspeitos, falsos, fraudulentos e outros tipos de golpes em diferentes países, as propostas regulatórias enfrentaram forte oposição de grandes empresas de tecnologia”, diz o documento.

O texto indica que existem disparidades na forma como as redes sociais lidam com anúncios ao redor do mundo, em especial com propagandas políticas.

“Os anúncios precisam ser transparentes, auditáveis e respeitar as leis locais para garantir três tipos de liberdades: livre concorrência de mercado, soberania nacional e liberdade de escolha para consumidores e cidadãos”.

“Recomendamos que os cidadãos de todos os lugares tenham ferramentas acessíveis para entender por que foram alvos de certos anúncios, como seus comportamentos online influenciam os sistemas de recomendação de anúncios e, finalmente, como podem optar por não participar”.

O relatório defende ainda regulações que levem a uma padronização dos critérios para verificar quem pode anunciar em redes sociais e que se inspirem em boas práticas internacionais, como as da União Europeia.

STF, Anatel e PF relatam que foram alvo de ataque hacker nos últimos dias

STF, Anatel e PF relatam que foram alvo de ataque hacker nos últimos dias -  Portal 98 FM Natal

O Supremo Tribunal Federal (STF), a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e a Polícia Federal foram alvos de ataques de hackers nos últimos dias.

No caso da PF, o ataque ocorreu nesta terça-feira (3).

“A Polícia Federal investiga ataque cibernético que gerou instabilidade em serviços prestados pela instituição nesta terça-feira. O acesso aos serviços já foi restabelecido e não foi detectado comprometimento aos sistemas e acessos a dados da instituição”, afirmou a PF em nota.

O STF diz que o ataque foi na quinta-feira (29), pouco antes de o ministro Alexandre de Moraes ordenar que a rede social X designasse um representante no Brasil e pagasse as multas que deve à Justiça, sob pena de ser proibida no país.

Moraes escreveu na decisão que o X tem desobedecido decisões judiciais e insiste em manter no ar perfis com ataques antidemocráticos. Como o X não cumpriu as ordens, Moraes tirou a rede do ar na sexta (30).

O STF informou que o ataque hacker não causou prejuízos ao sistema do tribunal.

“No último dia 29/08, sistemas do STF foram alvo de um DDoS (ataque de negação de serviço), ou seja, milhares de acessos simultâneos com o intuito de desequilibrar a rede e inviabilizar os serviços. Os sistemas ficaram inoperantes por menos de 10 minutos. A equipe técnica do tribunal agiu rapidamente, retirando os serviços do ar e implantando novas camadas de segurança, de modo que todos os acessos foram normalizados e não houve nenhum prejuízo operacional ao tribunal”, informou o STF.

A decisão de Moraes, de tirar o X do ar, foi operada pela Anatel. Desde então, a agência também sofreu ataques hackers.

“A Anatel esclarece que, como uma organização pública de grande relevância, é alvo frequente de ataques cibernéticos, especialmente em circunstâncias que envolvem temas sensíveis. Após a decisão do So “X”, a Agência observou um aumento esperado nesses ataques, o que ocasionou instabilidades momentâneas em seus sistemas e redes”, TF de bloquear afirmou a agência em nota.

“Pandemia” de bets avançou mais rápido que surto da covid-19 no Brasil

Pesquisa mostra que jogo aumenta ansiedade e altera humor (foto: Bruno Peres/Agência Brasil)

Vinte e cinco milhões de pessoas passaram a fazer apostas esportivas em plataformas eletrônicas nos sete meses iniciais de 2024, de janeiro a julho, uma média de 3,5 milhões por mês. Para se ter uma ideia dessa velocidade, o intervalo de tempo é maior do que o que o coronavírus levou para contagiar o mesmo número de pessoas no Brasil – 11 meses, entre 26 de fevereiro de 2020 e 28 de janeiro de 2021.

Em cinco anos, o número de brasileiros que apostaram nas chamadas bets chegou a 52 milhões. Do total, 48% são considerados novos jogadores – apostaram nos primeiros sete meses deste ano. Os dados fazem parte de pesquisa de opinião do Instituto Locomotiva, aplicada entre os dias 3 e 7 de agosto. O hábito de tentar a sorte nas plataformas eletrônicas atinge uma população no Brasil do mesmo tamanho do número de habitantes da Colômbia e superior à de países como Coreia do Sul, Espanha e Argentina.

O levantamento traçou um perfil dos apostadores de bets. Cinquenta e três por cento são homens e 47% são mulheres. Quatro de cada dez jogadores têm entre 18 e 29 anos; 41% estão na faixa etária de 30 a 49 anos; e 19% têm 50 anos ou mais. Oito de cada dez são pessoas das classes CD e E; e dois de cada dez são classe A ou B.

Sete de cada dez apostadores costumam jogar pelo menos uma vez ao mês. Sessenta por cento dos que já ganharam a aposta usam ao menos parte do valor do prêmio para tentar nova jogada. Para o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a facilidade de fazer aposta nos celulares à mão, o apelo publicitário das bets patrocinando times e campeonatos brasileiros, e a dinâmica do jogo são atrativos das plataformas de jogos online.

“A pessoa aposta em quem vai fazer o gol, se o gol será feito no primeiro ou no segundo tempo, como ficará a tabela do Campeonato Brasileiro, se alguém vai tomar cartão vermelho ou não… Essa lógica faz com que alguma coisa o sujeito ganhe. No final ele perde mais do que ganha, mas essa sensação de ganho é uma sensação muito forte na cabeça dele. E isso acaba permeando esse imaginário de que está sempre ganhando”, diz o presidente do Instituto Locomotiva.

Meta diz que suspendeu recursos de inteligência artificial generativa no Brasil

Meta diz que suspendeu recursos de inteligência artificial generativa no Brasil — Foto: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration/File Photo

A Meta, dona do Instagram, do Facebook e do WhatsApp, disse nesta quarta-feira (17) que interrompeu no Brasil os recursos de inteligência artificial generativa (ou genAI). O termo se refere às ferramentas capazes de criar conteúdos, como acontece com o ChatGPT, criado pela OpenAI.

A medida foi tomada pela Meta após a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), vinculada ao governo federal, determinar que a empresa suspendesse a coleta de dados de usuários para treinar sua inteligência artificial.

“Decidimos suspender ferramentas de genAI que estavam ativas no Brasil enquanto engajamos com a ANPD para endereçar suas perguntas sobre IA generativa”, disse a Meta, em nota ao g1.

A IA generativa é uma área da inteligência artificial usada para desenvolver ferramentas capazes de criar textos, imagens, vídeos, músicas e códigos de programação, por exemplo.

Um dos recursos de IA generativa da Meta é o criador de figurinhas no WhatsApp, que consegue fazer desenhos inéditos a partir de uma breve descrição por texto. Este recurso não está disponível neste momento.

O g1 perguntou à Meta por que o recurso foi retirado e se ele será liberado novamente em algum momento, mas a empresa não respondeu a esses questionamentos.

A empresa de Mark Zuckerberg também planejava liberar em julho no Brasil a Meta AI, assistente de inteligência artificial integrada ao WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger. Ela pode conversar com usuários, gerar imagens, criar textos e responder perguntas.

Meta vai eliminar suas redes postagens com ataques a “sionistas”

Meta

O grupo Meta, proprietário das redes sociais Facebook e Instagram, informou nesta terça-feira (9) que vai começar a eliminar suas plataformas de publicações que rotulam judeus como “sionistas” e incitam o ódio contra eles.

Essa última atualização da política do grupo comandado por Mark Zuckerberg com relação ao uso da palavra “sionista” acontece enquanto a gigante tecnológica se esforça para diferenciar o que seria caracterizado como liberdade de expressão e ataques contra judeus, em meio ao conflito de Israel em Gaza contra o grupo palestino Hamas.

“Agora, vamos eliminar o conteúdo que tenha como alvo os ‘sionistas’ com comparações desumanizantes, incitando ódio e negando sua existência, com base no fato de que o termo ‘sionista’ é usado frequentemente nesses casos como substituto para povo judeu ou israelense”, justificou a Meta em uma publicação em seu blog.

A mudança amplia o enfoque da Meta de tratar essa referência como discurso de ódio quando utilizado junto com imagens antissemitas ou quando faz clara referência ao povo judeu.

A Meta afirmou que vai eliminar o conteúdo que ataca os “sionistas” quando, ao invés de estar vinculado a esse movimento político, estiver gerando estereótipos antissemitas, como afirmações de que eles comandam o mundo ou controlam os meios de comunicação.

A companhia assinou no início deste mês que estava modificando sua política sobre o chamado discurso de ódio para adotar um enfoque mais matizado, por exemplo quando se trata do uso da palavra árabe “shahid” (shaheed, em inglês), que habitualmente se traduz como “mártir”, se isso constituiria uma violação desses limites.

Um comitê de supervisão independente conhecido como tribunal superior para desafios de moderação de conteúdo da Meta recomendou a mudança e recebeu com aprovação a flexibilização do que seria “efetivamente uma proibição geral” do termo “shahid”, segundo o integrante dessa instância Paolo Carozza.

Rede 5G completa 2 anos presente em quase 600 municípios

Rede 5G completa 2 anos presente em quase 600 municípios - Acre Agora -  acreagora.com

Em rápida expansão, a rede 5G completa 2 anos de operação no Brasil neste sábado (6) com disponibilidade superior às metas fixadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A tecnologia atende a 27,9 milhões de usuários em 589 municípios.

Segundo a Conexis Brasil Digital, entidade que reúne as empresas de telecomunicações e conectividade, as prestadoras não apenas cumpriram a meta de 2024, como anteciparam mais de 70% das metas para 2025. Atualmente, todas as cidades com mais de 500 mil habitantes têm pelo menos uma operadora que oferece o 5G.

Desde 2021, quando começaram os investimentos na tecnologia, as operadoras investiram R$ 116 bilhões. Por operar em frequências altas, o 5G requer antenas de pequeno porte, o que leva à necessidade de cinco a dez vezes mais antenas que o 4G.

Na mesma data no ano passado, o 5G era oferecido a pouco mais de 10 milhões de usuários em 150 cidades. Segundo a Conexis, de lá para cá, mais de 1 milhão de linhas por mês foram habilitadas para a tecnologia.

O edital Anatel para o leilão 5G obriga a instalação da tecnologia em todas as cidades acima de 500 mil habitantes até julho de 2025 e em todas as localidades com mais de 200 mil habitantes até julho de 2026. Até julho de 2030, a tecnologia deverá estar disponível em todas as cidades brasileiras e em 75% das localidades rurais em todo o país.

Desafios

Segundo a Conexis Digital Brasil, um dos motivos para a rápida expansão da rede 5G foi o fato de o leilão privilegiar os investimentos na instalação e expansão da tecnologia, em vez de concentrar-se apenas em quem pagaria o maior valor. Apesar da rápida expansão, a entidade cita desafios, como legislações municipais desatualizadas que atrasam ou impedem a instalação de mais antenas.

Conforme levantamento do projeto Conecte 5G, criado pelas prestadoras associadas ao Conexis, apenas 501 municípios brasileiros têm leis de antenas alinhadas à Lei Geral de Antenas. Isso representa menos de 10% dos municípios brasileiros em conformidade com a legislação federal. As operadoras pedem regras mais claras e licenciamentos mais ágeis para manter a velocidade de expansão do sinal.

A tecnologia 5G tem uma vantagem em relação às redes anteriores, ao exigir a utilização de antenas pequenas, que dispensam torres e podem ser instaladas na fachada de prédios e até em postes e semáforos, sem interferir na paisagem urbana. No entanto, por ter frequência mais alta e comprimento de onda menor, a rede exige a instalação de mais antenas que os outros tipos de sinais.

Grupo Globo atualiza princípios editoriais para incluir orientações sobre inteligência artificial

Em editorial, Grupo Globo defende jornalistas e critica Bolsonaro

O Grupo Globo atualizou nesta quinta-feira (27) os princípios editoriais para incluir orientações sobre o uso de inteligência artificial na produção jornalística em todas as suas redações.

O objetivo é encorajar testes e uso dessa tecnologia – que amplia de forma disruptiva a capacidade de processamento e geração de informações – como um meio para aprimorar a qualidade do jornalismo, mantendo o compromisso com a isenção, a correção e a agilidade.

As orientações estabelecem que o uso de inteligência artificial nas redações do Grupo Globo deve

ter supervisão humana;
ser transparente com o público;
e respeitar os direitos autorais – próprios e de terceiros.

Elas definem, ainda, parâmetros para lidar com a tecnologia nas diversas etapas do processo de produção jornalística – da apuração das informações à entrega delas para o público.

A elaboração de orientações sobre o uso de inteligência artificial no jornalismo feita pelo Grupo Globo acompanha um movimento global. Veículos como os jornais “The New York Times” e “The Guardian”, as redes de televisão PBS (EUA) e CBC (Canadá) e as agências de notícias Associated Press, France Presse e Reuters, por exemplo, divulgaram documentos sobre o tema nos últimos meses.

Vídeos curtos são a principal fonte de informação dos jovens, alerta estudo

O TikTok continua sendo a [rede] mais popular (Crédito: Pexels)

Vídeos curtos veiculados nas redes sociais são a principal fonte de informação dos jovens, à frente da mídia tradicional, segundo um relatório anual do Instituto Reuters.

“Os vídeos estão se tornando a principal fonte de informação online, especialmente entre os mais jovens”, destaca o relatório do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, vinculado à Universidade de Oxford.

“O TikTok continua sendo a [rede] mais popular (…) e a porcentagem de quem a utiliza para receber notícias cresceu 13% em todos os mercados e 23% para quem tem entre 18 e 24 anos”, explica o texto.

O relatório é baseado em pesquisas online realizadas pela empresa YouGov entre 95 mil pessoas em 47 países.

O crescimento é ainda maior “na África, na América Latina e em partes da Ásia”, alertam os especialistas.

Destaca-se o caso do Peru, onde 30% dos entrevistados afirmaram que o TikTok é a sua principal fonte de informação, ante 2% na Dinamarca.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o estudo mostra que dois terços dos entrevistados em todo o mundo assistem a pelo menos um vídeo curto (de alguns minutos) sobre um tema informativo toda semana.

Até 85% dos entrevistados no Peru assistem semanalmente a vídeos curtos para se informar, 77% no México (mesmo número da Colômbia), 76% no Brasil, 75% no Chile e 66% na Argentina.

Estes números diminuem, embora não drasticamente, entre os países mais desenvolvidos: 64% na Espanha, 60% nos Estados Unidos, 57% no Canadá, 45% na França e 49% na Alemanha.

O grande problema para a mídia tradicional é que quase 72% deste consumo de vídeos ocorre em plataformas e redes sociais, em comparação com apenas 22% nos seus sites originais, o que levanta questões sobre a sua capacidade de gerar lucro.

​Governo contrata IA para triagem de processos e produção de textos na AGU

Governo contrata OpenAI para diminuir perdas judiciais - 11/06/2024 -  Mercado - Folha

A Advocacia Geral da União (AGU) adotou um novo software de inteligência artificial desenvolvido pela Microsoft, com o objetivo de aprimorar suas atividades jurídicas e de produção textual. Esta ferramenta é a mesma que fornece serviços para a OpenAI, conhecida pela criação do ChatGPT, e será operada através do Azure, uma plataforma de computação em nuvem que oferece uma série de funcionalidades.

O Ministério do Planejamento liberou um investimento adicional de R$ 25 milhões para facilitar a aquisição do serviço pela AGU.

Segundo informações do governo federal, o sistema de inteligência artificial será integrado ao “Sistema AGU de Inteligência Jurídica – Sapiens”, o sistema de processo eletrônico já utilizado pelo órgão. A inteligência artificial está programada para realizar várias funções essenciais, incluindo:

Triagem de processos: A ferramenta aprimorará a capacidade de identificar rapidamente as características das peças jurídicas, além de fornecer sugestões de modelos e teses para os servidores.

Produção textual: A IA será utilizada para criar resumos e auxiliar na elaboração de manifestações, empregando a vasta base de dados já existente na AGU.

Jurimetria: O software também realizará levantamentos estatísticos e análises de dados, contribuindo para uma gestão mais eficiente das informações.

A AGU assegurou, em nota ao g1, que todas as operações realizadas pela inteligência artificial serão cuidadosamente monitoradas por servidores humanos, enfatizando que a ferramenta não substituirá os trabalhadores do órgão. Além disso, a AGU destacou que o uso da IA permitirá uma abordagem de advocacia mais estratégica, melhorando a defesa e a proposição de acordos, especialmente em casos de grande impacto fiscal.

Essa inovação tecnológica representa um passo importante para a AGU, permitindo que o órgão aproveite as vantagens da inteligência artificial para otimizar suas operações e tomar decisões jurídicas mais informadas e eficazes.

Brasil será 1º país no mundo a ter ‘modo ladrão’ em celulares Android

Google terá "modo ladrão" para bloquear celular em caso de movimento  suspeito - Folha PE

Anunciado inicialmente no Google I/O 2024, a gigante das buscas oficializou nesta terça-feira (11) o lançamento do “modo ladrão” no Android. A novidade, criada para combater roubos, bloqueia a tela do celular ao identificar que alguém o arrancou de sua mão abruptamente.

O Brasil é o primeiro país no mundo a receber esse recurso, que estará em fase de teste a partir de julho para alguns usuários. Para ser ativado, o aparelho deve estar rodando Android 10 ou superior.

O lançamento no Brasil foi confirmado hoje durante o Google For Brasil 2024, evento anual da big tech para apresentar suas novidades para o mercado local.

A empresa explicou que o próprio celular identifica a ação de roubo usando inteligência artificial e o acelerômetro, sensor que mede vibração e aceleração. Assim que o criminoso puxar o aparelho de sua mão, o dispositivo bloqueia a tela e ele só poderá ser ativado novamente com a senha.

A tecnologia, segundo o Google, pode identificar fugas a pé, de bicicleta, de moto e carro. A mensagem “Possível roubo detectado: este dispositivo foi bloqueado automaticamente para proteger seus dados” é exibida logo após o roubo.

‘Gangue da bicicleta’ motivou criação do recurso

Em coletiva com a imprensa brasileira, o Google disse que, em setembro de 2023, várias lideranças do Android vieram ao Brasil para entender de perto como agem criminosos de roubo de celular. Entre elas estava Sameer Samat, presidente do ecossistema Android.

Naquele mês, os executivos tiveram conversas em Brasília com o então secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, nome por trás do aplicativo Celular Seguro, do governo federal.

“A gente vem conversando recorrentemente com o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esperamos que o lançamento apresentado hoje possa contribuir para manter as pessoas mais seguranças”, disse Maia Mau, diretora de marketing do Google Brasil”.

A “gangue da bicicleta” foi um dos casos que chamou a atenção da liderança do Android, motivando a criação do “modo ladrão”. As quadrilhas, que atuam no centro de São Paulo, circulam procurando vítimas na rua. Quando encontram, elas arrancam o celular da mão da vítima e saem pedalando.

“O Brasil é uma prioridade altíssima para a liderança do Android. Foi importante ter esse contexto aqui no nosso país para eles anunciarem esses recursos hoje”, afirmou Bruno Diniz, engenheiro de software do Google.

Para que o recurso funcione, o usuário deve ativar o bloqueio de detecção de roubo nas configurações do aparelho. A big tech admite que, quando habilitado, pode ocorrer de o dispositivo identificar um movimento abrupto por engano e bloquear a tela.

Também no Google For Brasil 2024, a empresa anunciou o “Bloqueio de dispositivo offline”, que passa a bloquear a tela do smartphone automaticamente caso ele fique por muito tempo sem acesso à internet. Isso para evitar que criminosos tentem desconectar o aparelho da internet para não serem localizados.