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Grito dos Excluídos leva moradia, 6×1 e combate à violência às ruas no 7 de Setembro

Grito dos Excluídos leva moradia, 6×1 e combate à violência às ruas no 7 de Setembro

Movimentos sociais realizaram nesta segunda-feira (7) a 32ª edição do Grito dos Excluídos. Houve marchas e atos em mais de 50 cidades, em todas as regiões do país, segundo os organizadores.

Faixas, bandeiras e gritos de guerra ajudaram a expor o lema da edição, “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”

Os manifestantes reivindicaram moradia digna; reforma agrária; educação pública de qualidade; defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); enfrentamento do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres e o combate ao racismo e à LGBTfobia, além do fim da escala de trabalho 6×1.

São Paulo

Na capital paulista, os manifestantes percorreram as ruas do centro e terminou com uma missa na Catedral da Sé, dedicada à população em situação de rua. Antes da caminhada, foi realizado um café da manhã comunitário.

Para a ativista Miriam Hermogenes, da Central dos Movimentos Populares, uma das organizadoras do ato, defende que a liberdade será plena quando não houver mais pessoas em situação de rua no país.

A gente faz uso desse dia para dizer: Olha, não temos liberdade ainda, temos que avançar muito para ser um país, uma sociedade em liberdade”, afirmou à Agência Brasil.

O coordenador do cursinho Educafro, Frei David Santos, pediu a defesa da democracia para que não haja interferência econômica nas eleições. “É importante estarmos juntos, hoje, pela Democracia”, disse.

Deuza Cordeiro de Lima foi à manifestação para protestar contra a violência policial. O filho dela, Thiago, foi assassinado em janeiro de 2023, na região central da capital. “Vim como em outros anos denunciar a violência. Meu filho foi morto pela polícia, e seus assassinos estão livres. Ele era inocente, mais um de tantos, e não vou ficar quieta”, disse.

Célia Souza e amigos participaram do ato e defenderam moradia digna para todos.

“Eu vim hoje pela luta. Por moradia, que é algo cuja importância é a mais básica, da qual não podemos abrir mão”, disse Célia Souza.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o ato cruzou a Avenida Presidente Vargas, uma das principais do centro da cidade, e teve início após o Desfile de Sete de Setembro.

Um dos diferenciais do ato foi um grupo de ativistas que levou o teatro para a manifestação. No meio da marcha, eles encenavam esquetes com defesa à soberania nacional e à democracia. A ação foi conduzida pela Escola de Teatro Popular, que se identifica como um movimento de teatro político e educação popular.

Um dos coordenadores do grupo é o pesquisador teatral e dramaturgo Julian Boal, filho de Augusto Boal (1931-2009), fundador do Teatro do Oprimido, metodologia teatral criada com a ideia central de transformar o espectador em participante ativo, capaz de discutir e ensaiar formas de enfrentar situações de opressão na vida real.

Julian Boal explicou que a presença no Grito dos Excluídos foi uma forma de levar mais pessoas à manifestação. Ele contou que a encenação retratou que a participação democrática não se encerra com as eleições.

O que a nossa cena tentou fazer é recolocar a questão de qual é o peso das instituições. Tentar discutir que dentro das instituições a gente pode fazer muita coisa, mas que o nosso todo é muito maior do que aquelas eleições podem colocar”, completou.

Um dos gritos mais exaltados foi a defesa da moradia. O coordenador do Movimento Quilombos Urbanos Luta por Moradia Digna, Ricardo Pitta, acredita que somente por meio de mobilização popular, os segmentos “mais vulneráveis e invisibilizados” da sociedade vão conseguir reverter as injustiças que sofrem.

À Agência Brasil, ele lamentou o fato de as demandas ficarem “subordinadas ao calendário eleitoral”.

Todo ano os moradores estão sofrendo, ameaçados de despejo, muitos deles, inclusive, em imóveis públicos que, em vez de estarem cumprindo sua função social, como prevê a Constituição, estão sendo ameaçados de serem leiloados para atender aos interesses da especulação imobiliária”, criticou o coordenador do movimento que mantém quatro ocupações na cidade.

O percurso dos manifestantes foi acompanhado de críticas ao tarifaço imposto pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Outro tem foi a defesa do fim da escala 6×1, aprovada pela Câmara dos Deputados e que ainda precisa ser votada no Senado, o que deve ocorrer após as eleições. Outra ala do protesto reuniu fotos de vítimas da Ditadura Militar (1964-1985) e cobrava vigilância democrática para que o Brasil não vivencie mais períodos de autoritarismo. Um globo cenográfico de cerca de três metros de altura retratou a preocupação com o meio ambiente.

No meio do ato, um grupo de cerca de 15 pessoas se aproximou de participantes do Grito dos Excluídos e tentou hostilizá-los com gritos. Policiais militares que acompanhavam o trajeto intervieram, e o grupo se afastou, sem registro de confusão.

Brasília

Integrantes do Núcleo de Ecologia Integral de Brasília também aproveitaram o ato para manifestar a preocupação com a crise ecológica e suas dimensões políticas, destacando que o tema é uma questão de justiça social, responsabilidade política e compromisso com a vida.

O planeta está sendo destruído e se não mudarmos a política ecológica, a forma como estamos tratando nossa casa comum, usando os recursos naturais da forma como estamos gastando, logo não teremos mais onde habitar”, disse à Agência Brasil a economista aposentada Maria do Carmo de Jesus Botafogo.

Durante o ato, o núcleo apresentou uma carta de compromisso com a ecologia integral que pretende integrar a candidatos do campo progressista que disputam cargos no Executivo e no Legislativo nas eleições deste ano.

Fruto de um seminário que reuniu vários membros do grupo, o documento está estruturado em quatro eixos temáticos: políticas agrícolas e fundiária; políticas urbana e resíduos no DF e Entorno; Justiça Climática e Proteção às Vítimas e propostas sobre uma das mais importantes nascentes da região, a da Estação Ecológica de Águas Emendadas, que alimenta duas importantes bacias hidrográficas: a do Tocantins-Araguaia e do Paraná.

“Passadas as eleições, entregaremos uma cópia a todos os eleitos, independentemente do campo ideológico, pois eles terão as mesmas obrigações com o meio ambiente”, acrescentou a engenheira florestal Ana Clara Botafogo, filha de Maria do Carmo.

Para a professora universitária Altaci Kokama, ao longo de suas 32 edições, o Grito dos Excluídos se consolidou como um momento durante o qual os que estão à margem da sociedade “têm voz e vez para apresentar suas demandas, suas reivindicações”.

Os excluídos são aqueles que não têm casas, moradia, trabalho, alimento, os que estão buscando justiça”, destacou, reconhecendo o desafio de mobilização.

Quem tem mais dinheiro para financiar suas ações consegue mobilizar mais pessoas. Para trazer os excluídos, por exemplo, muitas vezes é preciso ajudar com transporte, comida, e nós não temos toda a estrutura necessária. Muitos têm vontade de participar, mas não têm condições”, acrescentou, ressaltando o trabalho constante de debates junto às comunidades.

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Ato bolsonarista na Paulista reúne 28,5 mil, abaixo de público de anos anteriores

Ato bolsonarista na Paulista reúne 28,5 mil, abaixo de público de anos anteriores

O ato político convocado por Flávio Bolsonaro (PL) para esta segunda-feira (7), na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu 28,5 mil pessoas, segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP (Universidade de São Paulo) e do Cebrap, em parceria com a organização More in Common.

A estimativa foi feita no horário de pico da manifestação, às 16h32, a partir de imagens aéreas analisadas com auxílio de inteligência artificial. A margem de erro é de 12%, o que coloca o público entre 25,1 mil e 32 mil pessoas.

O número ficou abaixo do registrado nos dois anos anteriores. Em 2025, o ato bolsonarista de 7 de Setembro na Paulista reuniu 42,2 mil pessoas, segundo a mesma metodologia. Em 2024, foram 45,4 mil.

Apesar de a manifestação ter sido convocada em meio à crise envolvendo o STF (Supremo Tribunal Federal), o evento teve forte caráter eleitoral. Flávio, candidato à Presidência, usou o palanque para atacar o presidente Lula (PT), pedir o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e defender a eleição de uma maioria de direita no Senado.

O senador também afirmou que, caso seja eleito, indicará cinco ministros para o Supremo.

Ataques a Moraes e defesa de Mendonça

O ministro Alexandre de Moraes foi o principal alvo dos discursos. Os manifestantes repetiram gritos de “Fora, Moraes”, enquanto o ministro André Mendonça, também do STF, foi exaltado pelos participantes.

Mendonça ganhou um boneco gigante próximo ao trio elétrico e recebeu homenagens e pedidos de oração durante o ato.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou do evento, mas adotou um tom mais moderado do que em manifestações anteriores. Em seu discurso, afirmou que as recentes revelações envolvendo Moraes precisam de uma “resposta institucional” e que ninguém está acima da lei.

Também participaram do ato o pastor Silas Malafaia, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e candidatos ao Senado ligados à direita.

O presidente do PL, por sua vez, associou a eleição de Flávio à possibilidade de libertação de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar. Ele afirmou que, com Flávio eleito, o ex-presidente poderia estar livre no dia seguinte.

A manifestação ocupou cerca de dois quarteirões da Avenida Paulista, na altura do Masp. Os participantes se concentraram desde o início da tarde, em meio a uma temperatura de aproximadamente 13°C.

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Ouça o áudio que Nikolas enviou para Vorcaro e pediu para o TRE-MG censurar

Ouça o áudio que Nikolas enviou para Vorcaro e pediu para o TRE-MG censurar

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pediu que o banqueiro Daniel Vorcaro ajudasse seu advogado e ex-assessor de gabinete, Thiago Rodrigues de Faria. Nas palavras do parlamentar bolsonarista, era necessária ajuda do dono do banco Master para liberar “um ativo de minério”. No áudio, enviado no dia 30 de março de 2025, ao qual a coluna teve acesso com exclusividade, Nikolas chama o banqueiro de “Dani” e diz que “quer ter mais proximidade” com Vorcaro.

Na reportagem original, na quinta-feira (3), a coluna publicou que Nikolas também tinha chamado o banqueiro de “lindão” conforme consta da transcrição oficial dos autos da investigação sobre Vorcaro. No entanto, o juiz eleitoral Jair Francisco Santos, do TRE-MG, censurou a reportagem no domingo (6), a pedido do deputado, dizendo que não ouviu a expressão “lindão” no áudio divulgado. Na segunda-feira, após manifestação da defesa do ICL Notícias, o magistrado decidiu liberar a reportagem, mas manteve a censura do termo “lindão” para a transcrição do trecho final do áudio.

Nikolas pede ajuda a Vorcaro para assessor

No áudio, Nikolas diz: “Ei Dani, tudo bom? Como você está? Como estão as coisas aí? Desculpa te incomodar num domingo aí, é jogo rápido, também não quero tomar muito seu tempo. É o seguinte, meu amigo, meu advogado, enfim, irmão meu aqui, comentou comigo e falou daqui do seu nome. Eu falei: ‘não conheço o Dani, enfim, não tenho a proximidade assim, até mesmo a que eu queria ter, enfim, de conversar e trocar ideia, mas eu o conheço.’ Ele falou: ‘cara, tô com um ativo minerário lá, inclusive já passou pela ficha técnica, o pessoal técnico dele, enfim, tá pendente lá, tem algumas pessoas que sabem disso lá na empresa.’ E eu falei: ‘não, ué, eu posso dar um toque nele’. Então assim, não sei nem do que se trata, mas enfim é como é uma pessoa, enfim, que eu confio totalmente, tô passando aí pra você, pra se for do teu interesse, passar o contato dele aqui pra vocês tocarem isso, beleza? No mais, qualquer coisa tô aqui à disposição”.

Nikolas envia o áudio e Vorcaro responde minutos depois com um áudio de visualização única. Na sequência, Nikolas agradece e envia o contato de Thiago Faria. Vorcaro então responde: “Amém irmão. Estamos na guerra juntos”. Nikolas escreve que vai “dar banho na pequena agora” e completa na sequência: “pra amanhã voltar pra guerra”. A conversa termina com Vorcaro dizendo ao deputado para “Thiago me chamar”.

No dia seguinte, 1 de abril de 2025, Nikolas avisa que Thiago estará em Brasília e “qualquer horário ele estará disponível”. O banqueiro responde um dia depois dizendo: “Deixa comigo”.

Pelo conjunto de mensagens, não é possível saber se Vorcaro ajudou no pedido do assessor de Nikolas. No áudio enviado ao banqueiro, Nikolas também fez questão de se desculpar com Vorcaro por postagens que haviam gerado críticas do dono do Master a ele em abril de 2024 quando o deputado criticou um evento financiado pelo banco em Londres e que contou com a presença de ministros do STJ, STF e TSE.

Na mensagem de áudio, Nikolas também reiterou o arrependimento a Vorcaro: “Troquei ideia lá com o Pastor Valadão naquela época, lá naquela postagem, eu falei: ‘Pastor, eu não fazia ideia que era este o Banco do Dani etc. e tudo, se não, obviamente eu não teria postado, já teria conversado anteriormente’, mas enfim, acabou que a palavra dita não tem como voltar, né? Mas espero que tenha sido esclarecido, enfim, depois vamos marcar da gente se encontrar também, tá bem? Um abração aí, Dani.

A coluna enviou cinco perguntas para Thiago Faria e Nikolas. Faria disse que Nikolas está em campanha e não iria incomodá-lo. “Essas perguntas são nada a ver”, disse. “O Vorcaro é de Belo Horizonte e eu sou de Belo Horizonte e a gente conhece todo mundo. Uma vez eu, enfim, tinha um ativo minério porque eu trabalho nessa área de mineração e mandei um ativo minerário pra todo mundo de um contrato que todo mundo sabe que já saiu de uma pessoa que teve um problema e ao qual eu nunca fui chamado para depor na PF porque eu não tenho nada a ver com isso”, finalizou Faria, em um áudio enviado para a coluna.

Assessor de Nikolas envolvido na Operação Rejeito

Faria teve seu nome exposto por envolvimento com empresas e investigados que foram presos na Operação Rejeito, deflagrada em setembro de 2025, alguns meses depois da troca de mensagens.

A PF prendeu 22 pessoas preventivamente em meio a uma investigação de um esquema criminoso de extração ilegal de minério de ferro na Serra do Curral, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo uma reportagem do jornal O Estado de Minas, Thiago Rodrigues de Faria atuou como intermediário, por meio de um contrato de confiabilidade, de uma negociação envolvendo uma lavra de minério e empresas investigadas pela PF nessa operação. Uma delas é a Gmais Ambiental. Pelo trabalho do assessor de Nikolas, os verdadeiros donos não teriam os nomes publicizados.

De acordo com os investigadores, a Thiago Rodrigues Sociedade Individual de Advocacia tinha um contrato, assinado em janeiro de 2025 com a Gmais, e receberia 25% do lucro total, estimado entre de US$ 30 e US$ 45 milhões, caso a autorização para que uma área pudesse voltar a minerar e uma lavra fosse vendida.

No inquérito da PF, está descrito: “chamaram a atenção os valores prováveis da negociação sobre os quais os apresentantes seriam remunerados. O valor inicial era de US$ 30.000.000,00 podendo ultrapassar os US$ 45M, valor que geraria 20% de comissão aos parceiros Gmais, Estabil escritório contábil e Thiago Rodrigues advocacia”, diz um trecho do inquérito.

Esse contrato entre a Gmais e a empresa do assessor de Nikolas também tinha como sócia a mineração Topázio Imperial, que detém os direitos minerários de uma lavra onde está localizada uma das barragens de maior risco de Minas Gerais, a barragem Água Fria, considerada um dos sete barramentos com maior risco de rompimento no Brasil. Na época, estava sem operação por ação do MPF.

Ainda de acordo com a PF, o grupo queria vender a lavra da Topázio para exploração. No entanto, era necessário liberar a empresa, detentora dos direitos minerários de lavra em Ouro Preto, no Distrito de Rodrigo Silva.

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Mendonça afirma que ação para retirar Raquel do guia é ‘desespero’ e reafirma apoio à governadora

Mendonça Filho

mariaO candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) afirmou que as ações movidas por Eduardo da Fonte, Túlio Gadelha e pelo PSB no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) para retirar a imagem da governadora Raquel Lyra (PSD) de uma propaganda de sua campanha são fruto do “desespero” de adversários. O material resgata o histórico de trabalho conjunto entre Mendonça e Raquel.

Não será o desespero de quem até bem pouco tempo estava apoiando João Campos que vai mudar a minha história de amizade e trabalho com Raquel, pelo Agreste e por Pernambuco”, afirmou.

Mendonça reafirmou que continuará apoiando Raquel e pedindo votos para a reeleição da governadora. Segundo ele, a relação política construída entre os dois não será afetada pelas ações judiciais.

Por que será que o PSB entrou no TRE pedindo a mesma coisa que os outros concorrentes? Porque estamos fazendo uma campanha limpa, bem posicionada e que será vitoriosa. Isso incomoda, principalmente a quem não tem histórico de coerência”, rebateu.

Onde estavam essas pessoas nos momentos mais difíceis vividos por Raquel Lyra? Eu estava ao seu lado e vou continuar no mesmo lugar”, provocou.

Para Mendonça, as ações demonstram incômodo com uma relação política construída publicamente ao longo dos anos, desde a época em que Raquel Lyra comandava a Prefeitura de Caruaru. Ele afirmou que a parceria entre os dois é baseada em trabalho e não surgiu de uma conveniência eleitoral.

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TRE-PE manda Mendonça Filho retirar propaganda que o associa a Raquel Lyra

TRE-PE

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) concedeu liminar favorável à Coligação Pernambuco de Coração e determinou que o candidato ao Senado Mendonça Filho (PL) retire propagandas eleitorais que associem sua candidatura à da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD). A decisão é do desembargador eleitoral Paulo Augusto de Freitas Oliveira, relator da Representação nº 0601917-17.2026.6.17.0000.

Na avaliação do magistrado, o conteúdo das peças publicitárias pode levar o eleitor à falsa conclusão de que Raquel Lyra apoia Mendonça Filho ou de que os dois integram o mesmo projeto eleitoral. O PL não faz parte da coligação da governadora, que tem Eduardo da Fonte (PP/UP) e Túlio Gadelha (PSD) como candidatos ao Senado.

O relator também rejeitou o argumento apresentado pela defesa de Mendonça de que as imagens utilizadas nas propagandas retratam fatos verdadeiros relacionados à relação institucional entre os políticos.

Segundo a decisão, o problema está na forma como esse material é apresentado atualmente, por projetar um vínculo eleitoral que pode confundir o eleitor sobre a composição das chapas.

Ainda de acordo com o desembargador, a propaganda questionada pode prejudicar os candidatos ao Senado que efetivamente integram a Coligação Pernambuco de Coração.

Determinação

Com a decisão, Mendonça Filho e o PL terão 24 horas para retirar as peças questionadas do rádio, da televisão e dos perfis oficiais nas redes sociais. Eles também ficam impedidos de divulgar novos conteúdos que associem a candidatura do candidato ao Senado à de Raquel Lyra.

Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 20 mil, de forma individual, a cada nova comprovação de desobediência à decisão. As emissoras de rádio e televisão também foram intimadas a suspender a veiculação da propaganda em até duas horas após o recebimento da determinação.

Ao conceder a liminar, o TRE-PE apontou possível violação ao artigo 242 do Código Eleitoral e ao artigo 9-C da Resolução TSE nº 23.610/2019. Na decisão, o tribunal destacou que a medida busca preservar a lisura do processo eleitoral e a transparência das informações apresentadas aos eleitores.

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Quaest: 50% desaprovam o governo Lula e 43% aprovam

Pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, mostra que 50% dos brasileiros desaprovam o trabalho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 43% aprovam a forma como o petista conduz o governo. Outros 7% não responderam.

Na rodada anterior, divulgada na semana passada, Lula tinha 48% de desaprovação e 45% de aprovação. Outros 7% não responderam.

Quanto à avaliação de governo, são hoje 38% os que têm uma visão negativa do governo, contra 37% da pesquisa anterior. Por outro lado, 34% dos brasileiros fazem uma avaliação positiva (eram 35% na pesquisa anterior). Continuam sendo 25% os que fazem uma avaliação regular. Os que não sabem ou não responderam continuam sendo 3%.

O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

O instituto realizou 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

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Quaest: 32% acham que melhor que poderia ocorrer ao Brasil é Lula vencer; 24% dizem que Flávio

Para 32% dos eleitores entrevistados pela pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira, 7, o melhor que poderia ocorrer ao Brasil seria a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra o senador Flávio Bolsonaro (RJ), seu rival do PL. Já para 24%, o melhor cenário seria Flávio ganhar de Lula.

Os que consideram que o melhor seria um candidato outsider e de fora da polarização vencer a eleição presidencial somam 20%. Outros 17% defendem a vitória de um presidente da República moderado. Não sabem/não responderam 7%.

Entre os eleitores independentes, 32% consideram o melhor resultado a vitória de um candidato de fora da política e fora da polarização; 27% responderam a vitória de um candidato moderado; 19%, a vitória de Lula e o PT; 12%, não sabem ou não responderam, e 10% consideram o melhor resultado a volta da família Bolsonaro ao poder.

Medo

O medo dos entrevistados em geral de uma vitória de Lula ou de Flávio é o mesmo. Exatamente 43% dizem ter mais medo da volta da família Bolsonaro ao poder, mesmo índice que temem a continuidade de Lula.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é BR-01720/2026. Foram ouvidas 2.004 pessoas entre os dias 3 e 6 de setembro. Pela data de corte, o levantamento será o primeiro do instituto a abarcar integralmente os efeitos da crise no Supremo Tribunal Federal (STF).

O estudo anterior da Quaest, publicado no dia 2, foi feito entre os dias 30 de agosto e 1º de setembro. Essa pesquisa capturou parcialmente os efeitos das revelações das trocas de mensagens entre o ministro do STF Alexandre de Moraes e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O caso foi inicialmente revelado pelo Estadão/Broadcast, na manhã do dia 1º. Naquela tarde, o ministro André Mendonça derrubou o sigilo do caso.

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Quaest: Lula tem 36% e Flávio 29%, no primeiro turno; Cury aparece com 8%

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continuam à frente dos demais candidatos à Presidência da República no primeiro turno, registrando 36% e 29% das menções, respectivamente, segundo levantamento divulgado pelo instituto nesta segunda-feira, 7. No segundo turno, os dois estão empatados, cada um com 41% das intenções de voto.

Augusto Cury (Avante) oscilou para baixo, dentro da margem de erro, em relação à última rodada da pesquisa Quaest e agora registra 8% das intenções de voto no primeiro turno, ante 10% na semana passada, segundo levantamento.

Com o resultado, Cury interrompe o movimento de alta registrado no início do mês, quando havia avançado oito pontos percentuais em relação à pesquisa de agosto.

O levantamento da Quaest foi realizado entre quinta-feira, 3, e domingo, 6 de setembro, ou seja, em meio à crise que se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF).

No primeiro turno da pesquisa divulgada na semana passada, portanto antes dos embates entre os ministros da Corte André Mendonça e Alexandre de Moraes, Lula tinha 37% das intenções de voto, contra 30% de Flávio. Ou seja, ambos oscilaram para baixo, dentro da margem de erro.

Já no cenário de segundo turno, o petista aparecia com 42%, ante 41% do bolsonarista. Agora, a diferença entre os dois no segundo turno é inexistente pela primeira vez desde março, quando ambos também apareciam no mesmo patamar numérico.

Os dados do primeiro turno referem-se à simulação que inclui o ex-coach Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura, mas está inelegível.

Na pesquisa divulgada neste feriado de 7 de Setembro, Marçal tem 1% de menções. Renan Santos (Missão) aparece com 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) tem 3%, Romeu Zema (Novo), 2%, e Samara Martins (UP), 1%. Os demais nomes não pontuaram. Nesse cenário, os indecisos são 9%, e os votos brancos ou nulos, 8%.

A Quaest fez 2.004 entrevistas a domicílio com brasileiros de 16 anos ou mais entre os dias 3 e 6 de setembro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, e o nível de confiança, de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-01720/2026.

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistado não tem acesso a uma lista com os nomes dos candidatos, Lula registra 28% de menções, seguido por Flávio, com 20%, e Cury, com 4%. Outros nomes somam 5%. Os indecisos na espontânea são 42%, e 1% votarão branco ou nulo.

Em um eventual segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente tem 41% das intenções de voto, e o senador, 41%. Nesse cenário, indecisos representam 5%, enquanto 13% votarão em branco ou nulo ou não irão votar.

Flávio é o adversário de Lula com maior porcentual nas simulações de segundo turno da Quaest, mas o presidente também empataria tecnicamente com Ronaldo Caiado e Augusto Cury.

Contra Caiado, Lula registra 41% das intenções de voto, ante 38% do ex-governador de Goiás. No cenário com Renan Santos, Lula tem 42% das intenções de voto, ante 37% do candidato do Missão. Já contra Romeu Zema, o presidente registra 44%, enquanto o governador de Minas Gerais tem 33%.

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Quaest: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 41% no segundo turno

Uma pesquisa do instituto Quaest divulgada nesta segunda-feira (7) mostra as intenções de voto na disputa pela Presidência da República. No segundo turno, o presidente Lula (PT), candidato à reeleição, tem 41% e está numericamente empatado com o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também alcançou 41%.

O levantamento foi encomendado pela Globo.

No último levantamento, divulgado no dia 21 de agosto, Lula alcançava 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%, e já estavam tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 03 de setembro a 06 de setembro. O registro no TSE é BR-01720/2026. O nível de confiança é de 95%

O Diario de Pernambuco divulga apenas resultados de pesquisas eleitorais, no Brasil e em Pernambuco, dos seguintes institutos: Datafolha, Ipec, Quaest e Atlas/Intel, e depois de os levantamentos terem sido levados a público pelos veículos contratantes.

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João Campos aposta em agendas nos comitês de aliados para ampliar presença eleitoral em Pernambuco

João Campos em inauguração do comitê da prima Maria Arraes, no Recife/Foto: Karol Rodrigues/DP Foto

A largada oficial da corrida eleitoral deu a tônica do que seriam as primeiras semanas de campanha de João Campos (PSB) ao Governo de Pernambuco: a presença recorrente junto às candidaturas proporcionais. Logo no dia 16 de agosto, data em que a campanha formal foi iniciada no pleito atual, o socialista encerrou a sua agenda com a inauguração do comitê do deputado federal e candidato à reeleição Carlos Veras (PT) no bairro da Soledade, região central do Recife.

Desde então, o roteiro conta com presença frequente em lançamentos de candidaturas e inaugurações de comitês, seja na Região Metropolitana do Recife ou em cidades do interior do estado. Na avaliação de João, as atividades se justificam pelo tamanho da coligação formada para a disputa do Executivo estadual. No pleito deste ano, a Frente Popular de Pernambuco conta com PSB, MDB, PDT, Republicanos, PT, PC do B, PV, PRD, Solidariedade e Democracia Cristã.

A gente tem uma frente ampla, a maior frente política desta eleição, com o maior número de partidos. Então são muitas candidaturas que fazem parte da nossa aliança e a gente está presente na inauguração dos comitês, na agenda com setores específicos. Estamos dialogando com cada candidatura, com cada categoria, porque a nossa frente é uma frente que representa o estado”, argumenta.

Até o momento, mais de 20 candidaturas receberam algum gesto de apoio do líder do PSB. Além de Veras, foram contemplados na agenda Felipe Carreras (PSB), Gabriel Porto (PSB), Bergue Júnior (MDB), Liana Cirne (PT), Charlles de Tiringa (PSB), Kelly Alencar (Podemos) e Rinaldo Júnior (PSB), que buscam uma vaga na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Na disputa estadual pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), o ex-prefeito do Recife prestigiou atividades de Aderaldo Pinto (PSB), Cayo Albino (PSB), Flávio Gadelha Filho (MDB), Ivete Caetano (PT), Vinícius Castello (PCdoB), Romerinho Jatobá (PSB), Álvaro Porto (MDB), Dani Portela (PT), Eugênia Lima (PT), Maria Arraes (PSB), Rodrigo Farias (PSB), Fabrizio Ferraz (Podemos) e Júnior Matuto (Republicanos).

Para o cientista político Bhreno Vieira, o movimento de associação a nomes proporcionais tem como principal trunfo atuar como uma “porta de entrada” na consciência do eleitorado. “O eleitor muitas vezes não chega a fazer uma pesquisa aprofundada sobre o que o candidato fez ou deixou de fazer, até mesmo por conta da rotina com trabalho, filhos e outras preocupações”, aponta.

Nesse momento eleitoral, muito perto de decidir em quem votar, ele precisa ter um atalho cognitivo para fazer com que ele confie e se transforme em voto. Muitas vezes esse atalho está na figura de um cabo eleitoral que está nas eleições proporcionais”, explica Vieira.

Expansão para outras regiões

No caso de João Campos, a estratégia ganha maior centralidade em razão da necessidade da campanha de ampliar a imagem do ex-prefeito para além dos feitos à frente da gestão da capital pernambucana. Além disso, o socialista precisa transpor a “vantagem do incumbente” da governadora Raquel Lyra (PSD), termo utilizado na ciência política para definir o benefício do político que se candidata ao mesmo cargo que já ocupa.

Muitos dos benefícios que João está trazendo são localizados [no Recife], diferente do que Raquel apontou ao longo do estado, como um conserto de uma rodovia. Nesse cenário, ele tem essa dificuldade de se localizar geograficamente e manter uma base ampla ao longo do estado”, diz Bhreno.

Para a reta final, a um mês do primeiro turno, a tendência é de que as agendas conjuntas se acentuem. “Na disputa por território cada um vai montando suas peças, suas militâncias, os seus cabos eleitorais. Então a gente vai ver uma intensificação muito forte de viagens ao interior, lançamentos de comitês, comícios, caminhada, carreatas. Isso vai ser uma tendência que veremos nesses últimos dias”, projeta Vieira.

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“Defender a independência é defender a democracia”, diz Lula em pronunciamento

Na noite deste domingo (6), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pronunciamento em rede nacional por ocasião do 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil. Em sua fala, que durou cerca de três minutos e 40 segundos, o petista afirmou que “defender a independência do Brasil é defender nossa soberania e nossa democracia“.

No começo de sua fala, o petista citou figuras históricas que lutaram por causas sociais, como Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira; Maria Quitéria, militar baiana que lutou na Guerra da Independência do Brasil; e Maria Felipa e Joana Angélica, heroínas do 2 de Julho na Bahia, Data Magna do estado.

Nossa riqueza deve servir ao futuro do povo“, destaca Lula

O mandatário destacou as recursos naturais do país, lembrando que o território brasileiro possui a segunda maior reserva de terras raras do planeta e a maior fonte de água doce mundial.

Nossa riqueza deve servir ao futuro do povo brasileiro. Foi aprovado no Congresso Nacional o marco legal que permitirá ao Brasil transformar as enormes reservas de minerais críticos e terras raras em desenvolvimento e riqueza para o nosso povo. Recursos naturais que, da mesma forma que o nosso petróleo, devem ser usados para o desenvolvimento de tecnologia de ponta e geração de empregos de qualidade no Brasil“, declarou o chefe do Executivo.

Não somos colônia“, diz Lula ao citar medidas dos EUA

O presidente ainda afirmou que o país não pode “baixar a cabeça diante de potências estrangeiras que querem transformar o Brasil novamente em colônia“, em referência ao tarifaço imposto pelo governo dos Estados Unidos, que aplica sobretaxas, que podem chegar a 37,5% em casos cumulativos, a produtos brasileiros.

O Brasil trabalha pela paz mundial e pela harmonia entre as nações. Defendemos o livre comércio. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender“, completou Lula.

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TRE-MG pede que site retire do ar reportagens que dizem que Nikolas chamou Vorcaro de lindão

TRE-MG manda ICL Notícias retirar do ar reportagens que dizem que Nikolas  chamou Vorcaro de 'lindão' - Estadão

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) determinou neste domingo, 6, que o ICL Notícias, portal de jornalismo independente, retire do ar, no prazo de 24 horas, conteúdos divulgados em seu site e redes sociais que afirmam que o deputado federal e candidato à reeleição Nikolas Ferreira (PL-MG) chamou o banqueiro Daniel Vorcaro de “lindão”.

Procurado, o ICL informou ainda não ter sido notificado da decisão. O espaço está aberto.

A decisão liminar atende parcialmente a um pedido de direito de resposta apresentado pelo deputado do PL. Na decisão, o juiz Jair Francisco dos Santos afirma ter ouvido o áudio e constatado que, em todas as passagens, o deputado do PL se referiu a Vorcaro como “Dani”, e em nenhuma delas como “lindão”. A reportagem do ICL diz que o termo “lindão” consta na transcrição oficial do áudio, no qual Nikolas pede que Vorcaro ajude seu advogado e ex-assessor de seu gabinete, Thiago Rodrigues de Faria, com a liberação de um ativo minerário.

É evidente a probabilidade do direito, uma vez que houve violação da higidez e da integridade do sistema informativo devido à divulgação de notícias nas quais foi alterado o termo utilizado pelo representante para se despedir do banqueiro Daniel Vorcaro, que está envolvido em recentes escândalos de repercussão nacional e que culminaram em sua prisão“, escreveu Santos, em sua decisão.

O TRE-MG determinou que o ICL Notícias e o Facebook Serviços Online do Brasil (Meta) tornem indisponíveis, em até 24 horas, a reportagem publicada no site do veículo e conteúdos divulgados no Instagram e no Facebook. Ao justificar a liminar, o juiz afirmou que o “perigo da demora” decorre da proximidade do pleito e da velocidade de propagação do conteúdo “sabidamente inverídico” na internet, o que, segundo ele, justificaria a retirada das seis publicações.

A decisão, porém, não determina a retirada de todos os conteúdos relacionados ao caso. O juiz considerou “desproporcional” remover um vídeo de mais de três minutos em que a jornalista Juliana Dal Piva, que assina a reportagem, analisa os fatos. Também foi mantido outro vídeo, reproduzido no Instagram e no Facebook, no qual o jornalista Xico Sá fala sobre o episódio.

Em ponderação aos interesses considerados, no caso dessas três publicações, entendo que prevalece o interesse público na divulgação das matérias que tiveram como foco a análise do conteúdo do áudio, mencionando-se apenas num trecho a afirmação de que o representante teria se referido a Daniel Vorcaro como “lindão”. Também, não verifiquei uma clara intenção de divulgar notícia inverídica.”

Em relação a outra alegação de Nikolas, de que seria inverídica e difamatória a afirmação de que ele teria pedido a Vorcaro a “liberação de ativo de minério”, o juiz não viu irregularidade eleitoral. “O fato de o representante ter procurado Daniel Vorcaro para intermediar o contato entre ele e seu amigo e advogado, considerado um irmão, sobre pendências relativas a um ativo minerário que essa pessoa possuía, abre espaço para discussão política e, em juízo perfunctório, não configura violação à legislação eleitoral.”

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Aprovação de Trump cai a 33%, menor nível já registrado em levantamento de veículo de imprensa

Donald Trump/Jim Watson/AFP

A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, caiu para o menor nível registrado em levantamento do Financial Times em meio ao desgaste com a economia e o custo de vida a menos de dois meses das eleições de meio de mandato (midterms, em inglês) informou o jornal.

Segundo pesquisa nacional do instituto Focaldata, 33% dos eleitores registrados aprovam o desempenho de Trump – o menor índice desde maio, quando teve início o levantamento pelo Financial Times, e três pontos abaixo do mês anterior.

A pesquisa também aponta queda entre republicanos: a aprovação de Trump nesse grupo recuou para 72%, mínima na série do FT. O jornal atribui o movimento ao pessimismo com a economia e à rejeição às tarifas e à política comercial do presidente.

O FT destaca ainda que a guerra com o Irã, que Trump não conseguiu encerrar, elevou nos últimos seis meses os custos de financiamento dos EUA e pressionou preços de combustível e bens de consumo. Na sexta-feira, 4, o preço do diesel nos EUA atingiu recorde de US$ 5,85 por galão, segundo a American Automobile Association (AAA).

De acordo com a pesquisa, quase dois terços dos eleitores disseram que a economia está indo na direção errada e 57% afirmaram estar em pior situação financeira sob Trump, ante 53% no mês anterior. Entre republicanos, apenas 53% aprovaram a condução de empregos e economia – queda de quase oito pontos em um mês, segundo o FT.

Na área comercial, 56% desaprovaram a decisão de Trump de impor tarifa de 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos canadenses, incluindo mais de 60% dos independentes e quase um terço dos republicanos. O FT relata que o Canadá reagiu com tarifas retaliatórias de até 50% sobre importações americanas, ampliando a guerra comercial e aumentando temores de preços mais altos.

O jornal afirma que Trump tem se colocado no coração da campanha republicana das eleições de meio de mandato, com uma convenção inédita de dois dias do Comitê Republicano Nacional prevista para a próxima semana em Dallas.

Mas a estratégia pode ter efeito contrário: 46% disseram que Trump dificulta a vitória de candidatos republicanos ao Congresso e 47% dos independentes afirmaram que um endosso de Trump os tornaria menos propensos a apoiar um candidato.

No cenário de voto genérico para o Congresso, os democratas aparecem com vantagem de 7,5 pontos sobre os republicanos, acima dos cinco pontos do mês anterior.

A pesquisa foi realizada online entre 28 de agosto e 1º de setembro, com 1.914 eleitores registrados, e margem de erro de 2 6 pontos porcentuais, segundo o FT. A Casa Branca disse ao jornal que o governo segue comprometido com uma agenda de cortes de impostos, desregulamentação e expansão energética, citando o relatório de emprego de agosto como evidência de criação de vagas no setor privado.

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“Onde a pátria nasceu”: Raquel exalta Pernambuco no desfile de 7 de Setembro

Governadora Raquel Lyra acompanhou desfile de 7 de Setembro no Recife/Karol Rodrigues/DP

 

A governadora candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) acompanhou, na manhã desta segunda-feira (7), o início do desfile cívico-militar de 7 de Setembro, no Recife. Ao lado de representantes das Forças Armadas, a gestora exaltou o papel de Pernambuco na história do País e relacionou a data à defesa da democracia, da liberdade e da soberania nacional.

É muito simbólico aqui em Pernambuco, onde a pátria nasceu, onde lutamos muito pela democracia, pelo exercício do direito à liberdade de ir e vir”, afirmou Raquel.

A governadora também disse que “a maior liberdade que a gente pode ter é poder ser feliz no nosso chão” e defendeu que os investimentos realizados pelo Estado contribuam para garantir condições para que os pernambucanos possam permanecer e viver em Pernambuco.

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7 de Setembro no Recife tem ‘cavalinhos’, camisas e bonés de Lula e Flávio

Venda de produtos de Lula e Flávio Bolsonaro/Karol Rodrigues/DP Foto

A comerciante Jéssica Muniz viu no desfile de 7 de Setembro no Recife uma oportunidade lucrativa: a venda de produtos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, e do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência.

Bandeiras, bonés e até os ‘cavalinhos’ do Fantástico, estampando vermelho ou verde e amarelo, chamaram a atenção no canteiro da Avenida Mascarenhas de Morais, na Imbiribeira, Zona Sul da cidade.

A gente vem todos os anos. Temos uma loja que trabalha com variedades e sempre estamos expondo nossos produtos aqui, é um público que agrega sempre“, disse a vendedora.

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