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Embaixada da Hungria demite dois funcionários brasileiros após vazamento de vídeos que mostram Bolsonaro hospedado

Embaixada da Hungria demite 2 após vazamento de vídeos de Bolsonaro - Foto: (Reprodução/NY Times)

A Embaixada da Hungria no Brasil demitiu, nesta semana, dois funcionários brasileiros que prestavam serviços ao órgão.

A embaixada não justificou formalmente as demissões. Um dos atingidos trabalhava como secretário do embaixador da Hungria no Brasil, Miklós Halmai; o outro, como encarregado de manutenção geral.

As demissões foram reveladas pela “CNN” e confirmadas pela GloboNews. Elas acontecem uma semana após o jornal “The New York Times” revelar, em reportagem, que o ex-presidente Jair Bolsonaro passou dois dias hospedado na embaixada em Brasília.

Poucos dias antes, o passaporte de Bolsonaro tinha sido apreendido pela Polícia Federal na operação sobre tentativa de golpe de Estado.

A reportagem exibiu vídeos do circuito interno da Embaixada da Hungria em Brasília que mostram Bolsonaro chegando e saindo do prédio. Esses vídeos não foram divulgados oficialmente pelo governo húngaro.

Pelo direito internacional, embaixadas são invioláveis pela polícia local. Ou seja: enquanto está numa embaixada de outro país, o cidadão não pode ser alvo de busca ou prisão por autoridades locais.

Além dos dois funcionários demitidos, outros cinco brasileiros trabalham na embaixada: um motorista, dois faxineiros e dois jardineiros.

Os dois demitidos tinham acesso em tempo real ao sistema de vigilância. O material gravado ficava gravado em uma sala que não era trancada – mas o acesso às gravações exigia senha.

PGR analisa versão de Bolsonaro

Após a reportagem do “The New York Times”, o ministro Alexandre de Moraes deu prazo de 48 horas para Bolsonaro explicar a estadia na Embaixada da Hungria.

Em resposta, a defesa de Bolsonaro disse que seria “ilógico” sugerir que a motivação era um pedido de asilo ou uma tentativa de fugir de investigações.

Os argumentos foram enviados à Procuradoria-Geral da República (PGR), que tem prazo até o fim desta semana para enviar um posicionamento a Moraes.

Barroso relembra ditadura militar e diz que, no regime autoritário, ‘os resultados são piores e a um custo muito maior’

Barroso lembra golpe e diz que ditadura tem 'resultados piores e custo maior' - Foto: (Gustavo Moreno/SCO/STF)

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, fez um discurso na abertura da sessão desta quarta-feira (3) em que relembrou a ditadura militar no país, iniciada há 60 anos e que durou duas décadas. Barroso disse que quem viveu sob um regime autoritário sabe que os resultados são ruins e que o custo para a sociedade é alto.

Barroso afirmou que é preciso valorizar o fato de o país viver agora em uma democracia.

O ministro ponderou que a democracia até é um regime mais complexo, porque demanda a construção de diálogos e consensos entre setores muito diferentes. Mas, mesmo assim, é mais eficiente e respeita a liberdade dos cidadãos, ao contrário das ditaduras.

Todos os que vivemos os dias difíceis deste país sabemos valorizar o que é viver em uma democracia constitucional. A democracia pode ser o regime político mais complexo, porque exige negociações e concessões, ao passo que no autoritarismo é possível impor soluções de cima pra baixo. Mas quem viveu processos autoritários, como muito de nós aqui, sabe que no fim do dia os resultados são piores e a um custo muito maior“, disse o ministro.

Barroso fez questão de explicar porque usa a palavra “golpe” para se referir a 1964. Em março daquele ano, o então presidente, João Goulart, foi destituído pelos militares. Ao longo dos 21 anos de ditadura, direitos sociais e individuais foram restringidos, pessoas foram presas e mortas por motivos políticos e o Congresso chegou a passar meses fechado. Houve também censura contra a arte e contra a imprensa livre.

Uso a palavra golpe porque, sempre que o presidente da República é destituído por uma fórmula que não esteja prevista na Constituição, este é o nome que se dá: golpe de Estado“, declarou o presidente do STF.

Festa dos Romeiros de Solidão inclusa no Calendário Oficial de Pernambuco

Por André Luís

Através de projeto do deputado estadual José Patriota, a Lei n° 18.504, promulgada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), acrescenta a Festa dos Romeiros de Solidão como um evento oficial no terceiro domingo do mês de outubro. Essa inclusão reconhece a importância histórica e cultural dessa festividade para a região e para todo o estado.

Estamos muito satisfeitos com a inclusão da Festa dos Romeiros de Solidão no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas de Pernambuco. Esta é uma celebração que reflete a rica cultura e a profunda fé do povo sertanejo”, afirmou Patriota, natural do Sertão do Pajeú.

Com essa inclusão no calendário oficial, a Festa dos Romeiros de Solidão ganha ainda mais visibilidade e reconhecimento, fortalecendo a identidade cultural e religiosa da região.

Atuação em Solidão – José Patriota tem atuado lado a lado com o prefeito Djalma Alves em busca da melhoria das estradas do município de Solidão. Essa parceria tem como objetivo promover o desenvolvimento local e proporcionar mais qualidade de vida para os moradores da região.

A inclusão da Festa dos Romeiros de Solidão no calendário oficial de eventos e datas comemorativas de Pernambuco é um marco significativo para a comunidade local e para todo o estado, reafirmando o compromisso com a valorização de nossa cultura e tradições.

Forte terremoto em Taiwan deixa 9 mortos e mais de 800 feridos

Um forte terremoto de magnitude 7,7 deixou nove mortos e mais de 800 feridos em Taiwan, na manhã desta quarta-feira (3), pelo horário local. Alertas de risco de tsunami chegaram a ser emitidos para o Japão e para as Filipinas.

O que se sabe até agora:

  • Esse é o terremoto mais forte registrado em Taiwan nos últimos 25 anos.
  • Segundo a Agência Meteorológica do Japão, um tremor de magnitude 7,7 foi registrado na costa leste de Taiwan.
  • Pelo menos 26 edifícios desabaram, sendo mais da metade na cidade de Hualien.
  • As autoridades afirmaram que 77 pessoas ficaram presas entre escombros de imóveis danificados pelo terremoto.
  • Outras 50 pessoas, a maioria turistas, que estavam em quatro microônibus, estão desaparecidas.
    Em Taipei, parte da cidade ficou sem energia. Um vídeo mostra passageiros assustados dentro de um vagão do metrô.
  • Após o tremor, alertas para risco de tsunami foram emitidos para ilhas do Japão e das Filipinas e cancelados cerca de três horas depois.
  • O terremoto também foi sentido em cidades da costa da China, incluindo Xangai.

Estragos em Taiwan

Segundo as autoridades, as quatro pessoas que morreram estavam no condado montanhoso e pouco povoado de Hualien, que fica próximo ao epicentro do tremor, na costa leste da ilha, a cerca de 150 km da capital, Taipei. Diversos imóveis ficaram danificados na região, incluindo dois prédios que tombaram.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, o tremor foi de magnitude 7,7. Ele teria ocorrido a apenas 15,5 km da superfície, o que explica o poder de destruição elevado.

Em todo o país, pelo menos 26 edifícios desabaram, de acordo com as autoridades. Socorristas trabalharam no resgate de dezenas de pessoas que ficaram presas entre os escombros. O governo calculou o número de feridos em 821.

Segundo as autoridades, cerca de 50 pessoas — a maioria turistas — que estavam em quatro microônibus e visitariam um parque nacional estão desaparecidas. Não há confirmação sobre a nacionalidade destes até a última atualização.

Deslizamentos de terra também foram registrados após o tremor. Na capital Taipei, parte da cidade ficou sem energia. Carros foram obrigados a parar nas rodovias durante o terremoto.

Defesa de Bolsonaro recorre da decisão de Dino sobre multa de R$ 70 mil

Durante a campanha, Bolsonaro gastou R$ 35 mil para promover um vídeo com ataques a Lula, o associando a "ladrões" e "presidiários" (Foto: Mayara Souto/CB)

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recorreu de decisão monocrática do ministro Flávio Dino, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou recurso contra multa de R$ 70 mil aplicada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bolsonaro foi condenado por impulsionar indevidamente um vídeo com ataques ao então presidenciável Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2022.

O agravo regimental foi protocolado ontem (1º/4) pela defesa, e deve ser avaliado por uma das turmas do STF ou pelo Plenário da Corte.

Bolsonaro foi condenado a pagar multa por promover indevidamente um vídeo com ataques a Lula durante a campanha, o associando a “ladrões” e “presidiários”. A lei eleitoral veda o impulsionamento pago a conteúdos que critiquem adversários. O ex-presidente gastou R$ 35 mil para a divulgação do material, e a multa corresponde ao dobro do valor.

Ministro negou recurso

A defesa acionou o STF com recurso contra a decisão do TSE, cujo pedido foi rejeitado por Dino em decisão do dia 21 de março. O ministro argumentou que o pedido da defesa de Bolsonaro requer reexame das provas apresentadas durante o julgamento do caso e que, portanto, não cabe recurso. Os advogados alegaram que houve desproporcionalidade na decisão da corte eleitoral.

Portanto, a análise das razões veiculadas no recurso extraordinário, ao contrário do que afirmado pelos agravantes, esbarra no óbice da Súmula n° 279/STF: ‘Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário’. Além disso, a apuração da alegada desproporcionalidade seria realizada mediante exame exclusivo da legislação infraconstitucional, o que constitui óbice ao conhecimento do apelo extraordinário”, escreveu Dino.

Nesta semana, o ministro Edson Fachin, do Supremo, negou dois recursos contra multas eleitorais pela divulgação de fake news pelos deputados federais Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carla Zambelli (PL-SP).

Em evento em Niterói, Lula defende indústria naval brasileira

Lula durante a cerimônia de anúncio de início das obras de dragagem do Canal de São Lourenço, no Porto de Niterói (foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a retomada dos investimentos na indústria naval brasileira como forma de alavancar o setor e gerar empregos e tecnologia no país. A declaração foi dada nesta terça-feira (2) durante o anúncio do início das obras de dragagem do Canal de São Lourenço, em Niterói (RJ). Segundo o governo, o desassoreamento de trecho da Baía de Guanabara, entre a Ilha da Conceição e a Ponte Rio-Niterói, vai aumentar de 7 para 11 metros a profundidade (calado) do local, permitindo o aumento da função operacional dos estaleiros, o estímulo a novas construções de embarcações e a movimentação do setor de reparos e manutenção. A previsão é que sejam gerados cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos.

Quero que vocês tenham certeza que a gente vai recuperar a indústria naval brasileira, porque não é possível um país do tamanho do Brasil, [onde] 90% de todo o comércio é feito através do mar, não tem sentido a gente ter déficit comercial na balança, por conta de que nossos produtos são exportados e comprados em navio de bandeira estrangeira. É verdade que pode ser mais barato alguns centavos, pode ser mais barato alguns dólares, mas o fato da a gente alugar um navio lá fora, a gente não vai gerar emprego aqui, a gente não vai criar pequenas e médias indústrias, a gente não vai ter componentes nacionais. Significa que a gente vai trazer um produto mais barato, mas o povo vai estar desempregado e não vai poder comprar o produto que vai vir pra cá. Por isso, é necessário gerar emprego, porque a renda gera consumo e o consumo gera desenvolvimento”, disse Lula.

O presidente lembrou que, durante os dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, o setor saltou de 3 mil empregos para 86 mil , com a reabertura de estaleiros nos estados do Rio de Janeiro, do Espírito Santo, na Bahia e em Pernambuco.

Ao todo, a obra do Canal de São Lourenço soma R$ 157 milhões em investimentos, sendo R$ 137 milhões provenientes da Prefeitura de Niterói e R$ 20 milhões da Companhia Docas do Rio de Janeiro, empresa pública ligada ao Governo Federal. O Porto de Niterói prevê mais de 30% de aumento nas atracações e nos serviços portuários após a dragagem do Canal de São Lourenço. Seus terminais oferecem suporte completo para módulos de plataformas e equipamentos de produção de petróleo e gás.

Outro projeto anunciado pelo governo federal é a revitalização do Terminal Pesqueiro de Niterói, por meio de acordo para a municipalização do espaço. Após a conclusão da dragagem do Canal de São Lourenço, a intenção é que o terminal se torne um entreposto de pesca, também beneficiando o setor marítimo. Para viabilizar a medida, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o presidente da PortosRio, Francisco Martins e o prefeito do Niterói, Axel Grael, assinaram o contrato de compra e venda de imóvel do antigo Terminal Pesqueiro.

Mais cedo, na capital fluminense, Lula participou da inauguração do Impa Tech, com o primeiro curso de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), no Rio de Janeiro. O ato marcou o início das aulas da primeira turma de Matemática da Tecnologia e Inovação, com quatro anos de duração.

Insatisfação com o governo de Netanyahu reuniu 100 mil manifestantes israelenses

Durante dois dias de manifestações, foram contabilizadas aproximadamente 100 mil pessoas  (foto: AHMAD GHARABLI / AFP)

Protestos intensos contra o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, juntou aproximadamente 100 mil pessoas nos últimos dois dias nas ruas de Jerusalém Ocidental. A Begin Boulevard, uma das principais vias da cidade, foi bloqueada por milhares de manifestantes e a polícia respondeu com canhões de água para tentar dispersar a multidão.

Foi uma das maiores manifestações que já ocorreram em Israel desde o início do conflito contra o Hamas. Os manifestantes exigiram a marcação imediata de eleições antecipadas, a destituição do primeiro-ministro e apelaram por um acordo para a libertação dos capturados pelo Hamas, que contou inclusive com a participação de diversos familiares dos reféns detidos na Faixa de Gaza.

Os manifestantes consideram, assim como muitos críticos de Netanyahu em outros países, que o governo é inimigo da democracia e tem uma coligação política que depende do apoio de partidos ultranacionalistas.

O protesto ainda teve a presença do líder da oposição israelense e antigo primeiro-ministro Yair Lapid, que, em frente ao Knesset (Parlamento), criticou o fato de o Governo estar, nesta altura, de férias. “Os reféns não podem fazer uma pausa, mas o governo pode?”, acusou Lapid, que, além disso, nas redes sociais escreveu que a única coisa importante para Netanyahu é se manter no poder.

Já o empresário de tecnologia Moshe Radman, um dos líderes dos mega protestos de 2023 contra a reforma do sistema judicial, também exigiu a marcação imediata de eleições para o Knesset. “Após o 7 de Outubro, com tantos mortos e feridos, tantos reféns e desaparecidos, parecia impossível que alguma vez chegássemos a este ponto: 100 mil pessoas, unidas, a exigir eleições já. Mas aqui estamos nós”, afirmou Radman em declarações ao jornal israelita Haaretz, que questionou ainda: “Lhe faço Netanyahu uma pergunta simples: de que é que tem tanto medo? Se tem tanta certeza de que todos o apoiam, vamos votar. Ganharia facilmente, não? Vamos lá. Eleições.”

Netanyahu alegou que a ida às urnas iria paralisar o país e as negociações para libertar os reféns. “A realização de eleições no auge da guerra, quando estamos tão perto da vitória, paralisaria o país durante meses. Isso acabaria com a guerra antes dos objetivos serem alcançados. O Hamas seria o primeiro a festejar as eleições”, argumentou, acrescentando que defende a estratégia de pressão militar e negociações.

Justiça rejeita indenização a Bolsonaro e Michelle por móveis no Alvorada



O processo protocolado por Bolsonaro e Michelle pedia indenização de R$ 20 mil por danos morais, além de retratação pública  (foto: Alan Santos/PR)

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) rejeitou, nesta terça-feira (02) um processo movido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pela ex-primeira dama Michelle Bolsonaro que pedia indenização por acusações de sumiço de móveis do Palácio da Alvorada. Ação alega que acusações feitas por Lula, que atribuiu ao ex-mandatário o desaparecimento de 83 móveis da residência oficial, “mancharam a reputação dos autores”.

Na decisão, a juíza Gláucia Barbosa Rizzo da Silva julgou extinta a ação por questões de princípios processuais, já que o processo deveria ter sido movido contra a União, não pessoalmente contra Lula. A magistrada destacou que o presidente estaria “sendo demandado por palavras proferidas na condição de mandatário de cargo eletivo federal”, já que o presidente só tem acesso à relação dos móveis em decorrência do cargo.

O processo foi protocolado em 22 de março e pedia indenização de R$ 20 mil por danos morais, além de retratação pública. A ação foi movida após anúncio de que o mobiliário havia sido encontrado, o que foi divulgado em nota no site do Planalto.

Segundo o comunicado à imprensa sobre o patrimônio das residências oficiais, 261 itens não haviam sido localizados pela equipe de Bolsonaro em relatório emitido em 4 de janeiro de 2023. A busca pelos móveis que não haviam sido encontrados pelo governo anterior finalizou no segundo semestre do ano passado. Texto não deixa claro se as mobílias encontradas estão em condições de uso.

Filho de Lula é acusado de agressões físicas e psicológicas por ex-namorada

Natália registrou boletim de ocorrência contra Luís Cláudio (foto: Reprodução/Redes sociais )

Filho caçula do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Luís Cláudio Lula da Silva, de 39 anos, é acusado de agressões frequentes pela médica Natália Schincariol, com quem se relacionou por cerca de dois anos, até os supostos episódios de violência doméstica terem se intensificado.

Natália registrou boletim de ocorrência eletrônico contra Luís Cláudio no início da tarde desta terça-feira (02), na Delegacia da Mulher em São Paulo. Na sequência, ela prestou depoimento por videoconferência, na qual foi confirmada a identidade da médica.

No B.O., obtido com exclusividade pelo Metrópoles, a vítima de 29 anos afirma que “as agressões são de natureza física, verbal, psicológica e moral”. Ela relata que o filho de Lula deu “uma cotovelada na barriga” dela “em uma das brigas no final de janeiro deste ano”, quando ele teria se recusado a entregar o celular da companheira.

“Governo vai avaliar eventual debate jurídico”, diz Randolfe sobre desoneração


O governo defende uma reoneração gradual dos 17 setores da economia, do setor de eventos e a revogação do benefício para os municípios, que passaria de uma alíquota de 8% para 20% na contribuição previdenciária (foto: Ed Alves/CB/D.A Press)

O senador Randolfe Rodrigues (Sem Partido — AP) disse na noite desta terça-feira (02) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai avaliar a possibilidade de judicializar o debate sobre a desoneração da folha de pagamento. Na segunda-feira (1º), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) revogou parte de uma medida provisória (MP) do Executivo e manteve o benefício para municípios de médio e pequeno porte.

O governo defende uma reoneração gradual dos 17 setores da economia, do setor de eventos e a revogação do benefício para os municípios, que passaria de uma alíquota de 8% para 20% na contribuição previdenciária. Após intensa negociação com o Legislativo e outros representantes, a equipe econômica de Lula concordou em manter a desoneração para os setores da economia, mas aumentou a porcentagem para a folha de pagamento das prefeituras.

A iniciativa desencadeou reação dos sindicatos municipais e Pacheco retirou essa parte da MP, mantendo a desoneração nas prefeituras. Randolfe afirmou que essa decisão do presidente do Congresso não foi debatida e disse que pode ter existido um “eventual ruído de comunicação” entre o Legislativo e o Executivo sobre o assunto, já que teriam sido pegos de surpresa, mas que o governo permanece disposto a negociar.

Ao fim, tem uma conta que precisa ser fechada. O governo está à disposição para debater tudo com todos, sobretudo sobre desoneração da folha, sobre desoneração dos municípios, mas precisamos fechar a conta. O equilíbrio fiscal é responsabilidade de todos os brasileiros, é responsabilidade do Executivo, mas também do Congresso Nacional”, declarou Randolfe.

Diante da divergência, o senador disse que o governo vai avaliar uma possível judicialização para chegar a um acordo sobre a desoneração. “Vamos conduzir da forma como está nesse momento. O governo tem instrumentos para debater inclusive sobre o mérito e o governo ainda vai avaliar eventual debate jurídico. O governo reconhece as prerrogativas do presidente do Congresso Nacional e o governo vai restabelecer os diálogos, vai continuar conversando. Ao fim, os projetos estão na Câmara e o governo está à disposição para ajustar, debater e melhor adequar as três”, reiterou Randolfe, que assegurou que o governo não descarta “nenhuma possibilidade”.

Sergio Moro ganha a 1ª vitória no julgamento do TRE do Paraná

Para o desembargador Falavinha, não há provas que sustentem as ações do PL e da frente liderada pelo PT para que Moro seja cassado (Crédito: Vilmar Chequeleiro/TRE/PR
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O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) obteve, ontem, a primeira vitória no julgamento da ação que corre no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), e que pede que ele tenha o mandato cassado por suposto abuso de poder econômico. O relator do processo, desembargador Luciano Falavinha de Souza, isentou o ex-juiz da Operação Lava-Jato de ter cometido crime eleitoral, em 2022.

Para o relator, não há provas que sustentem as acusações de que Moro esteve em vantagem sobre os demais candidatos na corrida eleitoral ao Senado, em 2022 — nem de que cometeu abuso de poder econômico ou fez uso de caixa dois na campanha. Segundo Falavinha, apesar de o hoje parlamentar contabilizar um gasto em pré-campanha de cerca de R$ 400 mil, não há razão para dar prosseguimento à cassação do mandato.

Falavinha disse que o julgamento não é sobre a Lava-Jato, mas sim se Moro cometeu crime eleitoral. “Não se vai aqui julgar a Operação Lava-Jato, seus erros ou acertos“, alertou.

No início da sessão, houve a sustentação oral dos advogados do PL e da Frente Brasil da Esperança (que reuniu PT, PCdoB e PV), autores de ações diferentes contra Moro e que foram apensadas. Na sequência veio o Ministério Público e a defesa do senador. Na vez do relator, ele ressaltou que não poderia indicar o que seria um valor razoável para definir excesso de gastos na pré-campanha.

Não há previsão legal sobre gastos de pré-campanha, por mais que o limite de campanha possa ser utilizado como uma referência“, destacou.

Capital político

O relator também refutou o argumento da acusação de que Moro usou a pré-campanha à Presidência como forma de ampliar o capital político na disputa ao Senado pelo Paraná. Falavinha citou o caso do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que se lançou pré-candidato à Presidência, mas recuou e concorreu à reeleição do governo gaúcho.

“Candidatura não nasce da noite para o dia. São construídas no dia a dia, dentro dos partidos. Não se pode fazer a soma das despesas da pré-campanha para concluir que houve abuso“, frisou. Para o desembargador, o ex-juiz só se dedicou à campanha no Paraná depois de 10 de junho de 2022, quando teve a transferência do domicílio eleitoral para São Paulo anulada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à possibilidade de utilização de caixa dois na campanha — com a contratação do escritório do advogado Luis Felipe Cunha, primeiro suplente de Moro no Senado —, Falavinha admitiu que o valor da contratação do escritório é “considerável”, mas compatível com a de renomados escritórios. Apenas salientou que isso não prova o desvio.

Ao fim do voto do relator, o juiz José Rodrigo Sade — escolhido em fevereiro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cota de advogados no TRE-PR — pediu vista do processo, mas deve entregá-lo até amanhã, quando está marcada a segunda sessão do julgamento — a terceira é na próxima segunda-feira.

A Corte é formada por sete juízes — entre eles o relator — e todos os membros e votam, inclusive o presidente, desembargador Sigurd Roberto Bengtsson, pois os processos envolvem possível perda de mandato. Independentemente do resultado, tanto defesa quanto acusação devem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral, que terá a última palavra sobre o futuro do ex-juiz.

Se condenado no TSE, Moro perde o mandato e se torna inelegível por oito anos, a contar da eleição de 2022 — o que o impede de disputar cargos até 2030.

STF tem maioria e define que militar não é moderador

Sessão plenária do STF - 13/03/2024 (Crédito: Antonio Augusto/SCO/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou, ontem, maioria para rejeitar a interpretação de que as Forças Armadas teriam um “papel moderador” em relação a Executivo, Legislativo e Judiciário. A tese foi alardeada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores a respeito de uma interpretação causística do artigo 142, da Constituição — que serviria, inclusive, para embasar juridicamente uma ruptura institucional.

Até agora, seis ministros votaram contra a suposta “moderação” a que os militares teriam como prerrogativa. Gilmar Mendes, André Mendonça, Edson Fachin, Flávio Dino e o presidente Luís Roberto Barroso seguiram o voto do relator, Luiz Fux, e entenderam que a Constituição não permite intervenção militar.

A ação sobre o papel dos militares à luz do artigo 142 foi proposta pelo PDT, que questiona os limites para a atuação das Forças Armadas. O julgamento vem se realizando no Plenário Virtual — no qual os ministros inserem os votos no sistema eletrônico, sem deliberação. Os magistrados têm até o dia 8 para deliberar.

Segundo o voto de Fux, “qualquer instituição que pretenda tomar o poder, seja qual for a intenção declarada, fora da democracia representativa ou mediante seu gradual desfazimento interno, age contra o texto e o espírito da Constituição”.

Já o voto com palavras mais duras até agora foi o de Dino, que o liberou no domingo, exatamente quando o golpe militar completou 60 anos. Ele afirmou que a função militar é “subalterna” e classificou a ditadura que perdurou no Brasil por 21 anos como um “período abominável”.

De acordo com fontes do STF, o voto de Dino expressou, sobretudo, a indignação do 8 de janeiro de 2023, quando bolsonaristas depredaram as sedes dos Três Poderes numa tentativa de consolidar um golpe de Estado contra Luiz Inácio Lula da Silva e a favor de Jair Bolsonaro. À época, Dino era ministro da Justiça e Segurança Pública e foi frequentemente acusado pelos apoiadores do ex-presidente de ter se omitido e facilitado o vandalismo contra o Palácio do Planalto, o STF e o Congresso.

Celebração do Dia Mundial de Conscientização sobre o autismo ocorre hoje (02)

O TEA é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social (Crédito: Pexels)

O autismo afeta uma em cada 100 crianças em todo o mundo, informa a Organização Mundial de Saúde (OMS) no Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, comemorado nesta terça-feira (2). A data foi criada em 2007 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de difundir informações sobre essa condição do neurodesenvolvimento humano e reduzir o preconceito que cercam as pessoas afetadas pelo Transtorno do Espectro Autista (TEA).

O TEA é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, podendo envolver outras questões como comportamentos repetitivos, interesses restritos, problemas em lidar com estímulos sensoriais excessivos (som alto, cheiro forte, multidões), dificuldade de aprendizagem e adoção de rotinas muito específicas.

O autismo hoje é compreendido como espectro de manifestação fenotípica bastante heterogênea, ou seja, existem várias manifestações diferentes do autismo. E essas manifestações ocorrem também com sinais mais ou menos evidentes em algumas pessoas”, afirma o neuropsicólogo Mayck Hartwig.

O TEA pode se manifestar em três níveis, que são definidos pelo grau de suporte que a pessoa necessita: nível 1 (suporte leve), nível 2 (suporte moderado) e nível 3 (suporte elevado).

Coautora do livro Mentes Únicas e especialista em Distúrbios do Desenvolvimento, Luciana Brites afirma que o 2 de abril é importante para informar a população sobre o autismo.

É um transtorno que tem impacto muito grande porque afeta principalmente a cognição social, os pilares da linguagem. Esse espectro tem diversas nuances que compõem o quadro. E é um quadro heterogêneo. De um lado você tem autistas com altas habilidades e outros com deficiência intelectual. Alguns com hiperatividade e outros mais calmos”, afirma Luciana.

Segundo ela, é importante ter um diagnóstico precoce, já que os primeiros sinais do TEA podem aparecer no segundo ano de vida.

Quando conseguimos fazer a detecção antes dos três anos, a gente consegue, muitas vezes, mudar a realidade dessa criança, desse adolescente, desse adulto. As políticas públicas de educação e saúde precisam ser muito bem sustentadas para que se possa consiga avançar no desenvolvimento dessas crianças, que vão virar adolescentes e adultos”.

No Brasil, existe uma Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, conhecida como Lei Berenice Piana, criada em 2012, que garante aos autistas o diagnóstico precoce, tratamento, terapias e medicamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além do acesso à educação, proteção social e trabalho.

Além disso, a política nacional considera o autista pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Em 2020, outra legislação, a Lei Romeo Mion, cria a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Ciptea), que pode ser emitida gratuitamente por estados e municípios.

A Ciptea é uma resposta à impossibilidade de identificar o autismo visualmente, facilitando a ele o acesso a atendimentos prioritários e a serviços a que tem direito, como estacionar em uma vaga para pessoas com deficiência.

A pessoa com TEA tem direito a receber um salário mínimo (R$ 1.412) por mês, por meio do Benefício de Prestação Continuada (BPC), caso seja incapaz de se manter sozinha e a renda per capita da família for inferior a um quarto do salário mínimo, ou seja, R$ 353.

Mais Médicos: programa terá 1,5 mil novos profissionais

Lançado originalmente em 2013 e descontinuado em 2019, o programa foi retomado no ano passado e inclui hoje 700 municípios (Crédito: Tomaz Silva/Agência Brasil)

O programa Mais Médicos receberá nos próximos dias cerca de 1,5 mil novos profissionais para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS), em diversos municípios do país. Em entrevista ao CB.Poder — parceria entre Correio Braziliense e TV Brasília — o secretário de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço de Oliveira, avaliou os bons resultados da iniciativa, que recentemente completou 10 anos.

Lançado originalmente em 2013 e descontinuado em 2019, o programa foi retomado no ano passado e inclui hoje 700 municípios. De acordo com o secretário, foi preciso mais que dobrar o número de médicos para chegar às localidades de maior necessidade. “Nos próximos dias, mais 1.500 médicos estão em deslocamento para iniciarem a atuação nos municípios junto às comunidades. Além disso, temos chamadas que estão vigentes no edital do Mais Médicos para incluir mais profissionais para essas localidades com essas 28 mil vagas preenchidas. Ou seja, saímos de 13 mil vagas preenchidas para 28 mil”, disse.

A ampliação chegou a 82% dos municípios brasileiros: “O dado mais importante é que, naqueles lugares mais vulneráveis, que têm maior necessidade da saúde da família e maior necessidade da presença do médico, 60% dos médicos dessas cidades são do programa Mais Médicos.

Na avaliação de Oliveira, o programa passou por momentos de descaracterização, o que ocasionou uma diminuição do número de participantes, que chegou a preocupar o Ministério da Saúde. “Talvez o dado que mais represente essa preocupação é que, no início do ano passado, mais de 5 mil equipes de saúde da família estavam sem um profissional médico”, afirmou.

Entre os resultados, destacam-se o aumento na cobertura da atenção primária, com a redução de óbitos evitáveis e uma economia de R$ 30 milhões em internações no SUS. Além disso, houve uma redução modesta na taxa de mortalidade infantil em municípios com indicadores mais elevados antes do programa.

“Isso demonstra o acerto da política pública de garantir a presença desse profissional nos lugares onde há mais necessidade, sejam municípios de menor porte, seja nas grandes cidades e suas periferias, onde é fundamental contar com a presença desse profissional”, destacou o secretário.

De acordo com a pasta, a média de permanência do médico em uma equipe de Saúde da Família chega a no máximo 11 meses em cada localidade. A média de permanência histórica do Mais Médicos já é maior, em torno de um ano e nove meses. O período de pelo menos dois anos é considerado fundamental para conhecer a comunidade e desenvolver ações.

Indígenas

O projeto chegou até as comunidades indígenas Yanomamis com 29 profissionais atuando nos territórios indígenas. Os profissionais alocados passarão por capacitação na próxima semana junto ao Ministério da Educação para o uso de um novo remédio para malária, com dose única. “Houve um crescimento importante no âmbito geral da saúde indígena”, destacou o chefe da Atenção Primária.

Outra frente que deve impulsionar o programa são os investimentos do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) na saúde primária brasileira e a criação das Unidades Odontológicas Móveis, que irão democratizar a saúde bucal em localidades mais remotas e necessitadas.

Naquelas unidades rurais mais distantes, vai a van com o consultório dentário para que se possa realizar o atendimento daquela população. Volta a se ter um investimento na estrutura para o atendimento da atenção primária à saúde.”

Brasil adota esquema de dose única para vacina contra HPV

Imunizante contra HPV também é aplicado — Foto: Karol Vieira/Divulgação

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que a vacina contra o HPV, um vírus associado a mais de 90% dos casos de câncer de colo do útero, será aplicada em dose única no Sistema Único de Saúde (SUS).

A recomendação é para um público específico: crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Imunossuprimidos e vítimas de violência sexual, que também podem receber a vacina na rede pública, continuarão com o esquema anterior (duas ou três doses).

A ministra também orientou estados e municípios a fazerem uma busca ativa dos jovens de até 19 anos que não receberam nenhuma dose do imunizante para que possam atualizar a vacinação.

A nota técnica do ministério incluiu um novo grupo no Programa Nacional de Imunizações (PNI): pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PPR), de qualquer idade.

Podem se vacinar de forma gratuita pelo SUS:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos;
  • Pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como as que vivem com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos (imunossuprimidos);
  • Vítimas de abuso sexual;
  • Pessoas portadoras de papilomatose respiratória recorrente (PPR).

Dose única é recomendada pela OMS

A decisão segue uma recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) feita em 2022. Na ocasião, os especialistas revisaram evidências da eficácia de duas ou três doses nos esquemas recomendados e concluíram que uma dose da vacina já oferecia uma proteção significativa contra o HPV.

Segundo a OMS, a adoção do esquema de dose única para a faixa etária de 9 a 20 anos pode auxiliar no aumento da cobertura vacinal, a inclusão de outros públicos prioritários e facilitação da introdução da vacina contra o HPV em programas de imunizações nos países de média e baixa renda. No Brasil, a adesão segue abaixo da meta.

Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), explica que vários estudos vêm acompanhando mulheres que receberam uma dose da vacina com mulheres que receberam duas ou três e os dados são robustos.

Isso tornou possível que muitos países como o Reino Unido, a Austrália, vários países da América Latina e agora o Brasil, também adotasse o esquema de uma única dose da vacina contra o HPV para meninos e meninas de até 20 anos de idade”, explica o infectologista e pediatra.

O HPV e a importância da vacinação

O HPV é responsável por 99% dos casos câncer de colo de útero, o terceiro mais frequente entre as mulheres no Brasil, sem considerar os tumores de pele não melanoma. Atualmente, o câncer do colo de útero é considerado passível de erradicação, por meio da vacinação, rastreamento e tratamento das lesões.

“Seguimos na meta de eliminação do câncer de colo de útero. É possível, através da vacinação e do rastreamento das mulheres, eliminar um câncer através da vacinação, principalmente”, ressalta Renato Kfouri.

Se a vacina é importante para o câncer do colo de útero, por que vacinar também os meninos? A proteção se estende para outros tipos, como o câncer de pênis, ânus, orofaringe, vagina e vulva. Além disso, vacinando o público masculino, conseguimos interromper a cadeia de transmissão.

Estima-se que mais de 80% das pessoas serão infectadas pelo vírus HPV, que é altamente contagioso, em algum momento da vida, mas isso não significa que toda infecção vira câncer. Dados do Ministério da Saúde apontam que o HPV atinge 54,4% das mulheres que já iniciaram a vida sexual e 41,6% dos homens.

São cerca de 200 tipos de vírus descritos, alguns que infectam a região ano-genital, e cerca de 20 apresentam potencial de desenvolver certos tipos de câncer.