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Em ‘dia histórico’, ucranianos celebram reconquista de Kherson em clima de vitória na guerra

Em clima de vitória, uma das primeiras desde o início da guerra, ucranianos celebraram nas ruas com festa e música a reconquista da cidade de Kherson, uma das maiores do país e tomada de volta da Rússia na sexta-feira (11).

Foi “um dia histórico” segundo o presidente do país, Volodymyr Zelensky, e uma “vitória extraordinária”, para o secretário de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Jake Sullivan, em declaração neste sábado (12).

Na noite desta sexta-feira, moradores de Kherson, refugiados há meses em Kiev, comemoraram a notícia com euforia. “Finalmente minha cidade livre, aquela onde nasci, onde vivi toda minha vida”, declarou Nastia Stepenska, com lágrimas nos olhos e as cores nacionais pintadas sobre o rosto.

A retomada de Kherson significa um revés para a Rússia porque a cidade foi fundamental para a estratégia do país até o momento – em Kherson, os russos tinham acesso terrestre à península da Crimeia, que Moscou queria usar para chegar ao ocidente do território da Ucrânia e isolar a saída do país para o Mar Negro.

“Quando eles [os russos] chegaram, foi horrível, não sabíamos o que aconteceria no dia seguinte, se continuaríamos vivos”, disse a estudante de 17 anos.

Em posição estratégica – ao lado da península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e à beira do Mar Negro -, Kherson foi a única grande capital regional capturada por Moscou desde o início da invasão russa ao país vizinho, em 24 de fevereiro deste ano. E uma das primeiras cidades totalmente tomadas pelas tropas russas.

Em setembro, no entanto, a Ucrânia pôs em ação uma ambiciosa campanha de reconquista de territórios ocupados pelos russos, com o apoio logístico e armamentista de países do Ocidente. Kherson foi uma das principais miras do novo plano, e, com planejamento tático, forças ucranianas entraram em peso na cidade.

Nesta semana, o Ministério da Defesa russo já havia anunciado que cerca de 30.000 de seus homens haviam deixado a região. Há relatos de que muitos soldados de Moscou fugiram.

“Parece que os ucranianos acabaram de obter uma vitória extraordinária: a única capital regional que a Rússia conquistou nesta guerra está agora de volta sob a bandeira ucraniana, o que é notável”, declarou Sullivan.

“Hoje é um dia histórico. Estamos retomando o sul do país, estamos retomando Kherson”, afirmou Zelensky, em seu discurso na noite de sexta-feira.

As celebrações dos ucranianos acontecem ao mesmo tempo em que soldados procuram por minas e explosivos deixados pelas forças russas. Os moradores também lidam com um cenário de devastação: de acordo com a agência de notícias Associated Press, um conselheiro do prefeito de Kherson afirmou que faltam água, eletricidade e comida na cidade.

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmitro Kuleba, afirmou neste sábado (12), no entanto, que “a guerra continua”. “Mas a guerra continua. Entendo que todos querem que essa guerra termine o mais rápido possível. Definitivamente, somos nós que queremos isso mais do que ninguém”, disse.

Lula faz exames de rotina em SP antes de viajar ao Egito

O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, passou por exames de rotina neste sábado (12) no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do hospital. Lula viaja ao Egito na próxima segunda-feira (14) para a COP 27, a Conferência do Clima da ONU.

De acordo com boletim médico divulgado pelo Sírio-Libanês, os exames de imagem de Lula estão normais e seguem mostrando uma completa remissão do tumor na garganta diagnosticado em 2011. Isso significa que não há indícios de células cancerígenas no organismo.

Ainda segundo o hospital, o presidente eleito tem alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e uma pequena área de leucoplasia na laringe.

O doutor Roberto Kalil Filho, que coordena a equipe médica que atendeu Lula, explicou que leucoplasia é uma mancha ou placa branca da mucosa da corda vocal, em geral benigna.

Os médicos explicaram que não é preciso qualquer tipo de medicação, apenas acompanhamento rotineiro. O presidente eleito já recebeu alta.

Leia, abaixo, a nota divulgada pelo Hospital Sírio-Libanês:

“O Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva esteve hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para avaliação clínica multidisciplinar de rotina.

Foram realizados exames de imagens: ecocardiograma, angiotomografias e PET scan, que estão normais e seguem mostrando completa remissão do tumor diagnosticado em 2011.

O exame de nasofibroscopia mostra alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e  pequena área de leucoplasia na laringe.

O presidente eleito foi acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz e Dr. Rubens Brito.”

Dois aviões colidem no ar durante apresentação nos EUA

Dois aviões militares históricos colidiram no ar e caíram neste sábado (12) durante um show aéreo em Dallas, segundo autoridades federais.

Não se sabe ainda quantas pessoas estavam a bordo das aeronaves ou se alguém ficou ferido. Equipes de emergência foram até o local do acidente no Aeroporto Executivo de Dallas.

Um Boeing B-17 Flying Fortress e um Bell P-63 Kingcobra colidiram e caíram por volta das 13h20 no horário local (16h20 em Brasília), informou a Administração Federal de Aviação em um comunicado. A colisão ocorreu durante o show comemorativo da Força Aérea sobre Dallas.

Hank Coates, diretor da Força Aérea Comemorativa, empresa responsável pelo evento, disse em uma coletiva de imprensa que o bombardeiro costuma ser tripulado por cinco pessoas e o avião de caça, por apenas um piloto, mas não confirmou o número de vítimas. O prefeito de Dallas, Eric Johnson, disse no Twitter que ninguém que estava no chão foi atingido durante a queda dos aviões.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram o caça voando contra o bombardeiro, fazendo com que as duas aeronaves caíssem rapidamente no chão, causando uma grande explosão.

A Administração da Aviação Federal e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes vão investigar o acidente.

O B-17 é um imenso bombardeiro de quatro motores e foi uma peça importante do poder aéreo dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. O Kingcobra, um avião de caça americano, foi usado principalmente pelas forças soviéticas durante a guerra.

A maioria dos B-17 foram desmantelados no final da Segunda Guerra Mundial e existem apenas alguns nos dias de hoje, em grande parte estão expostos em museus ou participam de shows aéreos, de acordo com a Boeing.

Brasil registra 45 mortes por Covid na média móvel

O Brasil registrou neste sábado (12) 30 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 688.735 desde o início da pandemia. A média móvel é de 45 mortes por dia, com variação de -33% em relação a dua semanas atrás. O número de novos casos contabilizados entre sexta e este sábado foi de 5.262.

Brasil, 12 de novembro
Total de mortes: 688.735
Registro de mortes em 24 horas: 30
Média de mortes nos últimos 7 dias: 45 (variação em 14 dias: -33%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.954.680
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 5.262
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 8.935 (variação em 14 dias: 74%)

No total, o país registrou 5.262 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.954.680 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 8.935, com variação de +74% em relação a duas emanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Em alta (4 estados): AM, MT, SP, PA
Em estabilidade (7 estados): RS, GO, PB, SE, AL, AP, AC, RO, RR
Em queda (4 estados): ES, PR, SC, MS
Não divulgaram até 20h (10 estados e p Distrito Federal): AC, BA, MA, PI, RJ, AC, MA, DF, RO, MS, MG, RR, PE, PI

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Lula terá que ‘reconstruir’ ministério da Ciência e reverter bloqueio de fundo que pode causar ‘apagão’, avaliam especialistas

Tornar a atuação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) efetiva nos próximos quatro anos do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é um desafio que exigirá recursos, e parte deles estão bloqueados por determinação do atual presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para evitar uma espécie de ‘apagão’ na ciência brasileira nos próximos anos, especialistas ouvidos pelo g1 lembram que é preciso enfrentar um cenário desfavorável, como a proposta de Orçamento para 2023 enviada por Bolsonaro que prevê cerca de R$ 17 bilhões para as áreas – um valor próximo ao que era investido há 15 anos.

Como diagnóstico dos desafios e sugestão de pontos de atenção, especialistas apontam as seguintes prioridades para a próxima gestão:

desbloqueio de verbas do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT);

recomposição do orçamento e da gestão dos órgãos ligados ao MCTI;

novas estratégias para o desenvolvimento científico e tecnológico;

reajuste de bolsas de pesquisa.

Otimismo e bloqueio de fundo

Cientistas e pesquisadores veem a vitória de Lula com um respiro para a ciência e tecnologia, mas citam que ter dinheiro é fundamental para que os investimentos na área não fiquem estagnados.

“As evidências apontam que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ter um olhar muito aguçado para educação e ciência, porque ele já fez isso”, disse a presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e professora da Unifesp, Helena Nader.

O retrospecto de governos anteriores do petista também é lembrado por Renato Janine, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “O Lula tem ao seu favor o fato de que ele governou muito bem nessa área de ciência, tecnologia e inovação. O que ele vai fazer agora é complicado, porque nós estamos em uma situação econômica desastrosa”, afirma.

Para os especialistas, o ponto de atenção está nos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que sofreram um bloqueio até 2026 por conta de uma Medida Provisória (MP) assinada por Bolsonaro em agosto deste ano.

O FNDCT é principal mecanismo de financiamento da área, usado por universidades e instituições ligadas à ciência, além de empresas do setor privado que investem em inovação.

Neste ano, R$ 3,5 bilhões de um total de R$ 9 bilhões foram contingenciados pelo governo federal. Para 2023, a previsão orçamentária prevê um bloqueio de R$ 4,2 bilhões, o que representa 42% do fundo. Pela MP, o fundo só poderá ser usado em sua totalidade em 2027.

Nesse ritmo, a expectativa é de uma diminuição ainda maior nos investimentos em universidades públicas, responsáveis por mais de 90% da produção científica do Brasil. “Se essa questão não for resolvida, não vai ter ciência”, avalia Nader.

A equipe de transição do governo Lula trabalha para tentar reverter os efeitos da MP e se apoia em uma lei, aprovada pelo Congresso em 2021, que proibiu o contingenciamento do FNDCT.

Há também uma hipótese de que a MP, assinada por Bolsonaro, possa perder a validade (caduque) antes de ser votada por deputados e senadores – o prazo termina no início de fevereiro de 2023, na volta do recesso parlamentar.

“O presidente [Lula] já disse que vai acabar com o contingenciamento do FNDCT. E eu acredito que ele não vai ter grandes dificuldades por conta dessa lei”, disse ao g1 o professor, físico e ex-ministro Sérgio Machado Rezende.

Mais de 69 milhões não tomaram 1ª dose de reforço contra covid-19

Mais de 69 milhões de brasileiros ainda não voltaram aos postos para receber a primeira dose de reforço da vacina contra covid-19, segundo dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI). De acordo com Ministério da Saúde, 32,8 milhões de pessoas poderiam ter recebido a segunda dose de reforço contra a doença, mas ainda não se vacinaram. Os imunizantes estão disponíveis em mais de 38 mil postos de vacinação em todo o país. 

Segundo a pasta, estudos mostram que a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o novo coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e óbitos pela covid-19.

Doses de reforço
A primeira dose de reforço é recomendada para pessoas com mais de 12 anos de idade e deve ser aplicada quatro meses depois da segunda dose ou dose única. No momento, a segunda dose de reforço é recomendada para a população acima de 40 anos de idade e trabalhadores da saúde, independentemente da idade.

Imunizantes
As vacinas recomendadas para as doses de reforço são dos fabricantes Pfizer, AstraZeneca ou Janssen, que podem ser utilizadas para pessoas com 18 anos de idade ou mais. Para os adolescentes entre 12 e 17 anos, preferencialmente deve ser utilizada a vacina Pfizer. Caso não esteja disponível, pode ser utilizada a vacina CoronaVac na dose de reforço.

Para quem começou o esquema vacinal com a dose única da Janssen, a recomendação é diferente das demais, com três reforços para pessoas com idade igual ou maior que 40 anos e dois reforços para pessoas de 18 a 39 anos.

O primeiro reforço é aplicado dois meses após o início do ciclo; e os outros devem obedecer ao intervalo de quatro meses. A orientação é que também sejam utilizadas as vacinas AstraZeneca, Pfizer ou a própria Janssen para as doses de reforço.

Raquel Lyra e Eduardo Leite trocam experiências em reunião com equipe de transição

A governadora eleita, Raquel Lyra (PSDB), e sua vice Priscila Krause (Cidadania) receberam, nesta sexta-feira (11), o governador reeleito do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), em uma reunião com a equipe de transição.

O encontro ocorreu no escritório de transição, que funciona na sede da Caixa Econômica, no bairro de Santo Amaro.

Raquel falou sobre a importância de trocar experiências para a sua futura gestão. “O primeiro ano de gestão é fundamental para começar as transformações necessárias. Mais que um grande amigo, Eduardo conseguiu realizar entregas importantes e agora empresta um pouco da sua visão para nos ajudar a mudar de fato a vida dos pernambucanos, começando pelo combate à desigualdade. Esse é o nosso principal desafio”, frisou.

“Rio Grande do Sul e Pernambuco têm muito a aprender em conjunto. Com a equipe da governadora eleita de Pernambuco, Raquel Lyra, pudemos trocar ideias sobre gestão, transição e projetos. Levaremos pro Rio Grande do Sul bons caminhos e o canal aberto para diálogo permanente com Pernambuco”, destacou Eduardo Leite.

Coordenadora da Equipe de Transição, Priscila ressaltou que tem dialogado com o governo do Estado.

“O objetivo da equipe de transição é reunir o maior e mais aprofundado conjunto de informações possível, possibilitando um diagnóstico bem feito, para que iniciemos os trabalhos em primeiro de janeiro já com ações estruturadas”, concluiu.

TRE-PE decide por nova eleição para vereadores de Tacaimbó

Em sessão plenária nesta sexta-feira (11), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) aprovou, por maioria, a realização de novas eleições suplementares proporcionais para a escolha de vereadores do município de Tacaimbó, agreste do estado. Cinco dos nove representantes eleitos daquela Câmara Municipal tiveram seus mandatos cassados por fraude à cota de gênero nas eleições de 2020. É a primeira vez que uma eleição suplementar proporcional acontecerá em Pernambuco.

O desembargador eleitoral Adalberto de Oliveira Melo, relator do caso, considerou as candidaturas de uma representante do PSB e duas do PT como fictícias em decorrência da ausência de atos de campanha, ausência de votos, entre outros elementos. Ficou comprovado que uma das candidatas em questão pediu, inclusive, voto para candidato concorrente ao mesmo cargo postulado.

Com a constatação de fraude, houve cassação dos registros e o TRE considerou nulos todos os votos atribuídos aos candidatos eleitos dos dois partidos, provocando perda de mandato de dois vereadores eleitos pelo PSB (Edvaldo José de Macedo e Fagno José de França) e três pelo PT (Mardones dos Santos Quaresma, Givanildo João da Silva e Nadilson Nunes da Silva).

Como a anulação atingiu mais da metade da votação proporcional, foi decidida, por quatro votos a três, prevalecendo o entendimento da desembargadora eleitoral Mariana Vargas, a realização de novas eleições proporcionais para a Câmara de Vereadores de Tacaimbó. Até lá, o órgão deverá permanecer funcionando com a atual composição.

A medida cabe recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Preço da gasolina volta a subir nos postos e litro passa de R$ 5, diz ANP

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país subiu pela quinta semana consecutiva, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (11).

O preço médio do litro avançou de R$ 4,98 para R$ 5,02 na semana de 7 a 12 de novembro, alta de 0,8%. De acordo com a ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos na semana passada foi de R$ 7,54.

O litro do etanol hidratado também subiu: passou de R$ 3,70 para R$ 3,79, um avanço de 2,43% na semana. Essa é a sexta alta seguida no preço do combustível, após cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,10.

Já o diesel teve a segunda semana seguida de alta na margem. O preço médio do litro subiu de R$ 6,58 para R$ 6,59, alta de 0,15%. O valor mais alto encontrado nesta semana foi de R$ 8,52.

Em junho, os preços do litro do diesel e da gasolina alcançaram os maiores valores nominais pagos pelos consumidores para os combustíveis desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

As altas nos preços da gasolina e do diesel vendidos aos consumidores acontecem apesar de os combustíveis vendidos pela Petrobras às distribuidoras não sofrerem aumento desde junho.

Defasagem
A Petrobras tem como política de preços a Paridade de Preço Internacional (PPI). O modelo determina que a estatal cobre, ao vender combustíveis para as distribuidoras brasileiras, preços compatíveis com os que são praticados no exterior.

Segundo os últimos cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média no preço do diesel está em 4%, e no da gasolina, 2%. Isso significa que os preços da Petrobras ainda estão mais baratos em relação aos praticados no exterior.

MPF pede investigação sobre apagão de arquivos em computadores do Planalto

O Ministério Público Federal do Distrito Federal pediu, de ofício, a abertura de uma investigação sobre o suposto apagão de arquivos de computadores do Palácio do Planalto. HDs de equipamentos da Presidência da República estariam sendo apagados após uma ameaça hacker ter sido detectada no sistema.

O MPF quer que Secretaria-Geral da Presidência explique a origem da ordem pela formatação dos computadores. Além disso, pede também que a pasta indique se tomou medidas para apurar as causas e responsabilidades do episódio.

“Diante da situação, o MPF alerta que os fatos são graves e suficientes para instaurar uma investigação. O Ministério Público sustenta também que a Presidência da República não esclareceu se computadores foram formatados, se arquivos foram danificados ou apagados, se dados sensíveis foram vazados, se dados públicos foram perdidos ou se houve investigação sobre a origem do ataque”, disse o órgão.

Segundo o site Metrópoles, o pedido para formatar os computadores ocorreu no início deste mês, após o segundo turno das eleições.

De acordo com a Secretaria-Geral da Presidência, vírus teriam sido detectados em algumas máquinas do Planalto. Os computadores teriam sido infectados através de “phishingi”, técnica usada por hackers para sequestrar dados confidenciais. Em nota, a pasta disse que não ocorreu nenhum vazamento de dados.

Brasil registra maior número de casos de Covid desde agosto

O Brasil registrou nesta sexta-feira (11) 46 novas mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 688.705 desde o início da pandemia. O número de novos casos contabilizados entre quinta-feira e esta sexta (20.914) foi o maior desde 31 de agosto (61.085).

Brasil, 11 de novembro
Total de mortes: 688.705
Registro de mortes em 24 horas: 46
Média de mortes nos últimos 7 dias: 46 (variação em 14 dias: -33%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.949.418
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 20.914
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 8.454 (variação em 14 dias: 63%)

No total, o país registrou 20.914 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.949.418 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 8.454, com variação de 63% em relação à semana anterior.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Subindo (3 estados): PA, AM, SP
Em estabilidade (7 estados e o DF): DF, AL, GO, AC, RR, SE, PB, RS
Em queda (9 estados): SC, CE, PR, MT, MA, RJ, PE, MG, ES
Não divulgaram até 20h (7 estados): RN, AP, RO, TO, MS, PI, BA

Interlocutor de Lula com o agro diz que é preciso ‘baixar a poeira’ e pede que setor dialogue com governo eleito

O deputado federal (PP-MT) Neri Geller defendeu nesta sexta-feira (11) que é preciso “baixar a poeira” para que o agronegócio se aproxime e dialogue com o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Integrante da bancada ruralista e ex-ministro da Agricultura, Geller é desde a campanha eleitoral um dos principais interlocutores de Lula junto ao agronegócio – e declarou que participará do grupo dedicado ao setor na equipe de transição de governo.

Geller tenta reduzir a rejeição do presidente eleito no agro, que apoiou de forma majoritária o presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado por Lula na eleição. Nesta sexta, o deputado frisou que a eleição acabou e que é preciso dialogar.

“O presidente Lula tem sim como falar com o setor pelo o que já foi feito e, agora para frente, mostrar que tem estabilidade, que essas reclamações, esses movimentos, têm muita fake news. Acho que precisa baixar a poeira agora, e o setor do agro se aproximar no sentido de discutir as políticas públicas”, disse.

O deputado foi nesta sexta ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição, para discutir os nomes que integrarão o grupo temático de agricultura. A expectativa de Geller é ter os nomes do grupo definidos na próxima segunda (14).

Segundo o parlamentar, também devem participar do grupo de agricultura os senadores Carlos Fávaro (PSD-MT) e Katia Abreu (TO), além de Carlos Augustin.

Geller afirmou que tem conversado com entidades que representam cooperativas e a indústria em busca de nomes para colaborar com a transição. O deputado citou como exemplo Márcio Portocarrero, representante da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

“Conversamos com Abrapa, que vai ter integrantes na transição para que a gente possa acalmar o setor, trazer para dentro e ir para o diálogo. A eleição passou”, disse.

Além destes, Geller afirmou que o grupo deve incluir representantes do Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), do Rio Grande do Sul e do Oeste da Bahia.

“Está consolidado sim para indicar os nomes e vamos pegar os nomes regionalmente para representar os diversos segmentos da produção”, afirmou.

Biden discursa na Conferência do Clima e anuncia ajuda à África para combater mudanças climáticas

O presidente dos Estados Unidos discursou nesta sexta-feira (11) na Conferência do Clima das Nações Unidas. A reportagem é dos enviados especiais ao Egito Rodrigo Carvalho, Roberto Corrales e Natalie Reinoso.

Joe Biden deu uma passadinha no balneário egípcio de Sharm el-Sheik para mandar uns recados. Primeiro, reforçou a necessidade de os governos se comprometerem com a meta das metas: limitar o aquecimento do planeta a um 1,1°C até o fim desse século. Depois, fez alguns anúncios, como o repasse de US$ 150 milhões para adaptação climática na África.

Biden foi aplaudido quando pediu desculpas mais uma vez pelos Estados Unidos terem saído, na época de Donald Trump, do Acordo Climático de Paris, em 2020. Lá que foi firmado o compromisso de tentar limitar o aumento da temperatura global. O país voltou oficialmente ao acordo logo depois que Biden assumiu a Presidência.

O chefe de governo americano tem reforçado a importância de os setores público e privado trabalharem juntos para reduzir as emissões que agravam o efeito estufa.

Um novo estudo diz que as emissões de CO2 vêm aumentando tão depressa que existe hoje 50% de risco de o aquecimento global ultrapassar a barreira de 1,5°C em nove anos só. Isso teria consequências ainda mais devastadoras, principalmente, para os países mais pobres, que não têm infraestrutura nem dinheiro para encarar eventos climáticos mais intensos e frequentes.

Na vinda ao Egito, Biden fez um anúncio conjunto com a União Europeia para o corte de emissões de metano no setor de petróleo e gás. A ideia é incentivar que outros países sigam o mesmo caminho

Durante o discurso, manifestantes protestaram contra o uso de combustíveis fósseis ao redor do mundo.

Biden chegou em Sharm el-Sheik às 15h, no horário local, e já foi embora. O chefe de Estado do segundo país que mais polui no mundo ficou três horas apenas na Conferência do Clima.

A sexta-feira (11) também foi marcada por mais números ruins do desmatamento no Brasil. O Inpe, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, constatou que os alertas de desmatamento na Amazônia em outubro atingiram o maior nível para o mês desde o início da série histórica, em 2015.

Há 27 anos acompanhando as queimadas na região, a diretora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia foi para o Egito discutir soluções para o problema.

“Além de herdar as altas taxas do segundo semestre desse ano, que vão contabilizar para as próximas taxas, que vão cair na conta do governo Lula, ele vai herdar também como lidar com o crime organizado que se estabeleceu na falta de um governo atuante na Amazônia”, explica Ane Alencar.

Alertas de desmatamento na Amazônia têm pior outubro da série histórica, aponta Inpe

O acumulado de alertas de desmatamento em outubro de 2022 na Amazônia Legal foi de 904 km², um recorde para o mês na série histórica do Deter, que começou em 2015. Os números foram divulgados pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe) nesta sexta-feira (11).

A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

“Neste fim de mandato, há uma corrida de criminosos ambientais para derrubar a floresta, aproveitando o fato de que ainda têm um parceiro sentado na cadeira da presidência da República”, afirma Marcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima. “Enquanto Lula está a caminho do Egito para se reunir com líderes do mundo inteiro na tentativa de resgatar a imagem do Brasil, Bolsonaro continua no país, implementando sua agenda de destruição ambiental.”

‘Campeões’ do desmatamento
O Pará foi o estado com maior área sob alerta de desmatamento: 435 km². Em seguida vieram Mato Grosso, com 150 km², Amazonas, com 142 km², e Rondônia, com 69 km².

O Acre teve 64 km² sob alerta; Roraima, 24 km²; o Maranhão, 18 km²; e o Amapá, 2 km².

2022: recordes nos alertas de desmate
2022 já tem pior marca da série histórica de alertas de desmate do Inpe, mesmo faltando dados dos dois últimos meses (novembro e dezembro). De janeiro a outubro, o acumulado foi de 9.494 km². O estado do Pará liderou o ranking de área desmatada, sendo 3.253 km² de floresta nativa perdidos desde o início do ano.

O índice leva em conta o chamado ano civil, ou seja, o período total de janeiro a dezembro. Faltando 2 meses para o fim do ano, essa marca já superou até mesmo todo o ano de 2019, a pior taxa até então, quando os alertas de desmate deram um salto e chegaram até 9.178 km².

Moraes amplia para todo território nacional punição a manifestante que bloqueia estradas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu ampliar para todo o território nacional as punições e medidas tomadas contra donos de caminhão e empresas que estejam financiando bloqueio de estradas e vias públicas com finalidade de contestar o resultado das eleições deste ano. Uma decisão do ministro nesse sentido foi tomada na quinta-feira (10) e valia para o Distrito Federal.

Moraes ainda estendeu a decisão de desbloqueio das rodovias também para as vias públicas em cidades. E determinou multa aos financiadores que garantem a infraestrutura dos atos antidemocráticos, como instalação de banheiros químicos, barracas e alimentação.

Na decisão, o ministro aponta que a “persistência de atos criminosos e antidemocráticos em todo o país, contrários à democracia, ao Estado de Direito e à proclamação do resultado das eleições” recomenda a extensão da decisão anterior “em todo o território nacional”.

A Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e as polícias militares estaduais devem tomar todas as providências para seguir na desobstrução das estradas e aplicação de multa horária de R$ 100 mil aos donos de veículos, como já havia sido determinado por ele em 31 de outubro, cuja decisão foi referendado pelo plenário virtual.

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) interditavam vias por todo o Brasil em protesto contra o resultado das urnas no 2º turno da eleição presidencial. Lula (PT) venceu o atual presidente.

Um dos primeiros pontos a serem interditados foi a Marginal Tietê, em São Paulo. Foram centenas de pontos espalhados pelas cinco regiões.

A PRF aplicou R$ 18 milhões em multas apenas nos três primeiros dias de protestos, além de ter efetuado 34 prisões e mapeado mais de 730 manifestantes.

Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), cada dia de bloqueios provocou a perda de R$ 2 bilhões apenas no comércio – com os prejuízos se espalhando por outras atrás da economia de todo o Brasil.