O poeta egipiciense Antonio Marinho, foi anunciado nesta segunda-feira (14), como integrante da equipe de transição do governo Lula.
Ele integra o grupo técnico da Comissão de Cultura, ao lado da cantora, Margareth Menezes; da deputada federal, Áurea Carolina; da atriz, Lucélia Santos; do ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira e do secretário nacional de Cultura do PT, Márcio Tavares.
Articulado por Tavares, que coordenou a área de cultura durante a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o grupo deve se reportar ao ex-ministro Aloizio Mercadante, responsável por chefiar os núcleos temáticos do gabinete de transição.
A equipe vai atuar na formulação de políticas públicas e definir as diretrizes do setor durante o governo. Ela contará com representantes de diferentes áreas, entre elas audiovisual, patrimônio, museus e culturas populares.
Entre as prioridades da equipe durante a transição estão pelo menos três frentes de atuação: a revisão de normas e decretos editados durante a gestão Bolsonaro, a análise da estrutura do setor de cultura no governo federal e a discussão do orçamento destinado à área.
Antonio Marinho é natural de São José do Egito, terra da poesia. Fruto de uma família de tradição poética, é filho de Zeto e Bia Marinho, neto de Lourival Batista, bisneto de Antonio Marinho, sobrinho de Otacílio e Dimas Batista, de Graça Nascimento e de Job Patriota (por emoção).
Nasceu em 1987. Declamando desde os três e escrevendo desde os seis anos, lançou aos dezesseis anos, seu primeiro livro: Nascimento. Antonio Marinho também é músico, faz parte do grupo Em Canto e Poesia.
O anúncio foi feito pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, em sua rede social. Ele se referiu a Antonio Marinho como “poeta pernambucano, referência no Cordel”.
Marinho tem importante contribuição como poeta, estudioso, declamador dentre outras facetas culturais.
A Polícia Rodoviária Federal informou que foi reaberta parcialmente a Ponte Rio-Niterói, após mais de três horas do fechamento devido à batida de um navio à deriva, no início da noite desta segunda-feira (14).
A informação foi dada às 21h33. Quatro faixas no sentido Niterói foram liberadas, e duas no sentido Rio. Segundo a PRF, até terça-feira (15) a situação permanecerá assim.
E Ecoponte informou que o fechamento parcial, no sentido Rio, se dará para que sejam feitos reparos no guarda-corpo, na altura de onde houve o impacto. “Na manhã de terça-feira, equipes de engenharia da concessionária farão nova vistoria na estrutura da rodovia. A concessionária solicita que os motoristas dirijam com atenção e respeitem a sinalização.”
O graneleiro São Luiz, que estava ancorado na Baía de Guanabara desde 2016, foi levado pelo vento e se chocou contra a estrutura da ponte, perto de Niterói. Não há informação sobre feridos. A Marinha investiga o acidente.
Trânsito e volta do feriadão O fechamento da Ponte Rio-Niterói deu um nó no trânsito do Rio de Janeiro. Reflexos rapidamente começaram a ser sentidos nos acessos, principalmente na Avenida Brasil.
A via é a principal ligação da capital com Niterói, São Gonçalo – segunda cidade mais populosa do estado – e a Região dos Lagos – de onde muitos moradores da capital precisarão voltar na terça-feira, quando termina o feriadão.
Ventos fortes O acidente ocorre em meio à mudança de tempo no Rio. Fortes ventos atingiram a cidade, que está em estágio de mobilização deste o início da tarde.
Segundo o Alerta Rio, houve registro de vento forte nos aeroportos do Galeão (57,4 km/h) e Santos Dummont (53,7km)
O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desembarcou nesta segunda-feira (14) no Egito para participar da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2022 (COP 27). A edição de 2022 vai até o dia 18 de novembro, na cidade de Sharm El Sheikh.
Lula foi convidado pela organização da COP-27 logo após ter vencido as eleições. É a primeira viagem dele ao exterior como presidente eleito. O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), também foi convidado, mas ainda não confirmou presença.
No Twitter, antes de embarcar, Lula escreveu sobre a ida à conferência do clima:
“Bom dia. Hoje viajo ao Egito para participar da COP 27. O combate às mudanças climáticas deve ser um compromisso do Estado brasileiro. Trabalharemos pelo futuro do nosso país e do planeta, que é um só e de todos”.
Na comitiva do presidente eleito estão a próxima primeira dama, Janja, e o ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. Também fazem parte da equipe do presidente eleito na COP-27 a deputada federal eleita Marina Silva (Rede-SP) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Agenda A agenda do presidente eleito na conferência inclui encontro com governadores da Amazônia, pronunciamento na área da ONU, além de reuniões com autoridades de outros países.
Na quarta-feira (16), Lula deve participar do evento “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, junto com os governadores Waldez Góes (PDT-AP) Gladson Cameli (PP-AC), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), Wanderlei Barbosa (Republicanos-TO), e Marcos Rocha (União-RO).
Às 17h15 (12h15 no fuso de Brasília) de quarta, o petista deve se encontrar com representantes da sociedade civil brasileira, e, às 15h (hora local), participará do Fórum Internacional dos Povos Indígenas sobre Mudança Climática.
De acordo com o blog da Julia Duailibi, Lula recebeu dez pedidos de reuniões bilaterais durante a COP-27.
Entre as demandas estão encontros com representantes da China, Estados Unidos e Alemanha, além do presidente do Banco Mundial, David Malpass. Outro pedido é do parlamentar britânico Alok Sharma, que presidiu a COP 26, realizada em Glasgow, na Escócia, no ano passado.
Após a COP, Lula vai para Portugal, onde terá encontros com autoridades do país. Ele retornará no fim de semana para o Brasil.
Líderes de governo das principais economias do mundo se reúnem para o encontro do G20, que começou às 22h desta segunda (14) (9h de terça-feira no horário local) na ilha indonésia de Bali, onde um dos principais assuntos em debate será a invasão da Ucrânia.
O presidente da Indonésia, Joko Widodo, anfitrião da cúpula do G20, disse esperar que a reunião possa “entregar parcerias concretas que possam ajudar o mundo em sua recuperação econômica”, isso frente a uma crise global de abastecimento causada pela pandemia da Covid-19 e da guerra causada pela Rússia.
O Grupo dos 20, conhecido como G20, é uma organização que reúne ministros da Economia e presidentes de Banco Centrais de 19 países e da União Europeia. Juntas, essas nações representam cerca de 80% de toda a economia global. O Brasil faz parte desse grupo.
Além da guerra, que influencia vários temas da agenda do G20, em particular a possibilidade de uma recessão econômica em 2023, o presidente da Indonésia estabeleceu três prioridades na agenda: fortalecer a infraestrutura global de saúde, garantir uma transformação inclusiva da economia digital e promover uma transição energética sustentável.
A cúpula de dois dias é a primeira entre os líderes dos países do G20 desde que a Rússia invadiu a Ucrânia no dia 24 de fevereiro.
Brasil De acordo com o Itamaraty, a delegação brasileira vai ser chefiada pelo ministro das Relações Exteriores, Carlos França. A comitiva também inclui o secretário de Comércio Exterior e Assuntos Econômicos e dois servidores da Coordenação-Geral de G20, ligada ao ministério.
O nome do presidente Jair Bolsonaro não está na lista da comitiva fornecida pelo governo.
Vice-presidente eleito e coordenador da equipe de transição do governo Lula (PT), Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta segunda-feira (14) que solicitou ao governo federal os relatórios sobre o desmatamento da Amazônia e do Cerrado, que são divulgados todos os anos pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes).
“Solicitamos que os relatórios completos dos dados do Prodes Amazônia e do Prodes Cerrado do período de agosto de 2021 a julho de 2022 sejam enviados para que possamos analisar as informações que trazem e tomar as medidas necessárias”, disse Alckmin durante o anúncio de novos nomes da equipe de transição, em São Paulo.
“A informação é de que esses números já existem e [temos] a necessidade de serem informados”, completou o vice-presidente eleito.
O Prodes é um dos sistemas via satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) usado para monitorar e calcular as áreas de desmatamento na Amazônia Legal. É considerado o mais preciso para medir as taxas anuais de desmatamento.
No ano passado, o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL) esperou o fim da 26º Conferência do Clima da ONU, a COP26, para divulgar o relatório, que apontou o maior desmatamento em 15 anos na Amazônia. O documento, no entanto, estava pronto antes da conferência do clima começar.
O pedido acontece no dia em que Lula viajou para participar da COP27, que acontece no Egito desde o dia 1º de novembro.
Até o momento, o governo federal ainda não divulgou o relatório do Prodes de 2022 sobre o desmatamento na Amazônia no último ano.
Polêmica No ano passado, o relatório do Prodes sobre o desmatamento da Amazônia entre 2020 e 2021 foi finalizado em 27 de outubro de 2021, dias antes do início da COP26.
Mas os números só se tornaram públicos no dia 18 de novembro, cinco dias depois do término do evento. Os dados apontaram uma alta de 22% no desmatamento da Amazônia.
Ambientalistas acusaram o governo Bolsonaro de esconder os dados por causa da conferência do clima que, entre outros assuntos, discute medidas para preservar os biomas e combater o desmatamento.
Na época, entidades e ambientalistas alegaram que jornalistas e outros participantes da conferência chegaram a pedir o relatório do Prodes durante a COP26, mas não tiveram resposta do governo federal.
A ex-deputada federal Flordelis dos Santos foi condenada hoje (13) a 50 anos e 28 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelo assassinato do ex-marido, o pastor Anderson do Carmo. O crime ocorreu em junho de 2019, na casa da família, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.
O Tribunal do Júri de Niterói considerou a ex-deputada culpada pelo homicídio triplamente qualificado, que recebeu os agravantes de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Anderson foi morto a tiros ao chegar em casa de carro, na noite do dia 16 de junho.
O crime teria sido motivado porque a vítima mantinha rigoroso controle das finanças familiares e administrava os conflitos de forma rígida, não permitindo tratamento privilegiado às pessoas mais próximas da ex-deputada em detrimento de outros membros da família, que somava mais de 50 filhos, entre biológicos, adotivos e afetivos.
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro apontou Flordelis como a responsável por planejar o homicídio do então marido, convencendo o executor direto e os demais acusados a participarem do crime, pensado para parecer um latrocínio. As investigações indicaram que a ex-deputada financiou a compra da arma usada e avisou sobre a chegada da vítima no local em que foi executado a tiros.
Além do homicídio consumado, Flordelis foi condenada pelas tentativas anteriores de matar o marido, adicionando veneno em sua comida e bebida ao menos seis vezes. Nesse caso, o crime foi homicídio duplamente qualificado.
O caso envolve ainda condenações por associação criminosa armada e dois usos de documento ideologicamente falso, uma carta em que um dos filhos aponta um culpado sabidamente falso pelo homicídio.
Em nota, a defesa da ex-deputada afirma que a condenação ocorreu “apesar de não haver provas” e garantiu que recorrerá da sentença.
“Entendo que a condenação foi indevida, eis que certamente se deu pela pressão da opinião pública formada desde o delito. Considerando que ocorreram diversas nulidades absolutas no decorrer do julgamento, informo que recorrerei da sentença, buscando que ocorra, futuramente, um julgamento justo”, disse a defesa, que acrescentou estar muito satisfeita com a absolvição de outros acusados.
Julgamento
O julgamento da ex-deputada e outros acusados começou na última segunda-feira e se estendeu por sete dias, conduzido pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Niterói. A sessão final, em que foi proferida a sentença, durou 21 horas, e atravessou a madrugada de domingo.
Inicialmente, havia a expectativa de que o julgamento se encerrasse em três dias, mas os longos depoimentos, tumultos e atrasos no início de algumas sessões estenderam essa previsão. Além disso, em momentos distintos, Flordelis e uma de suas filhas que também estava no banco dos réus passaram mal e demandaram paralisações para atendimento médico.
A filha de Flordelis, Simone dos Santos Rodrigues, também foi condenada a 31 anos, quatro meses e 20 dias de reclusão, em regime inicialmente fechado, por homicídio triplamente qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado privilegiado e associação criminosa armada.
Já os filhos André Luiz de Oliveira e Marzy Teixeira da Silva foram absolvidos, assim como a neta Rayane dos Santos Oliveira. Rayane é filha adotiva de André e Simone, que não têm laços sanguíneos apesar de serem ambos filhos de Flordelis – Simone é filha biológica, e André, filho afetivo.
Cantora gospel e pastora em seu próprio ministério, Flordelis se elegeu deputada federal em 2018 pelo Partido Social Democrático (PSD) com grande apoio dos fiéis, tornado-se a mulher mais votada no estado do Rio de Janeiro naquele pleito. Após a conclusão das investigações em torno da morte de Anderson, ela teve seu mandato na Câmara dos Deputados cassado. As investigações também implicaram parte de sua família, e cinco filhos da ex-deputada já foram condenados pelo crime.
Condenações anteriores
Em novembro de 2021, o Tribunal do Júri de Niterói já havia condenado Flávio dos Santos Rodrigues, um dos filhos da ex-deputada, a 33 anos 2 meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado por homicídio triplamente qualificado consumado, porte ilegal de arma de fogo, uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa armada. Flávio foi denunciado como autor dos disparos de arma de fogo que provocaram a morte do pastor Anderson.
Na mesma sessão, Lucas Cezar dos Santos de Souza, outro filho de Flordelis, foi condenado por homicídio triplamente qualificado a nove anos de prisão em regime inicialmente fechado. Ele foi apontado como o responsável por adquirir a arma usada no assassinato do pastor.
Já em abril deste ano, o Tribunal do Júri de Niterói condenou outros quatro réus: Adriano dos Santos Rodrigues, que também é filho de Flordelis, a quatro anos, seis meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto por uso de documento ideologicamente falso e associação criminosa armada; o ex-PM Marcos Siqueira Costa, a cinco anos e 20 dias de reclusão em regime inicialmente fechado, e sua esposa Andrea Santos Maia, a quatro anos, três meses e dez dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto por crimes de uso de documento ideologicamente falso, duas vezes, e associação criminosa armada;
Também foi condenado na sessão realizada em abril Carlos Ubiraci Francisco da Silva, mais um filho de Flordelis, pelo crime de associação criminosa armada, a dois anos, dois meses e 20 dias de reclusão em regime inicialmente semiaberto. No dia 28 de abril, porém, a Vara de Execuções Penais do tribunal concedeu liberdade condicional a Ubiraci.
Diante do aumento de casos de covid-19, autoridades sanitárias internacionais estão em alerta. O registro de novos casos da doença tem a ver com o surgimento de novas subvariantes da Ômicron, BQ.1 e XBB. Segundo os primeiros estudos, elas podem ser mais transmissíveis e resistentes às barreiras vacinais.
O mais recente Boletim InfoGripe Fiocruz, divulgado na última quinta-feira (10), sinaliza para o aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com resultado laboratorial positivo para Covid-19 na população adulta do Amazonas, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Segundo o coordenador do InfoGripe, Marcelo Gomes, ainda não é possível afirmar que esse crescimento esteja relacionado especificamente com as identificações recentes de novas sublinhagens identificadas em alguns pontos do país.
Em alguns estados, o sinal é mais claro nas faixas etárias a partir de 18 anos. A exceção é o Rio Grande do Sul, que apresenta essa tendência apenas nas faixas etárias a partir de 60 anos.
“Como os dados laboratoriais demoram mais a entrar no sistema, espera-se que os números de casos das semanas recentes sejam maiores do que o observado nessa atualização, podendo, inclusive, aumentar o total de estados em tal situação”, disse o pesquisador da Fiocruz.
Crianças Quando o recorte foi feito por capitais, a Fiocruz identificou maior predominância em crianças. As exceções são Manaus, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, que apresentam crescimento nas faixas etárias acima de 60 anos.
Segundo o médico Werciley Júnior, coordenador da Infectologia da rede Santa, em Brasília, as crianças devem ser um foco de atenção importante. “Apesar da doença em crianças ser uma forma normalmente leve, a gente tem dois aspectos. O primeiro é que nelas, quando a forma é grave, há uma alta taxa de mortalidade. O outro é que as crianças são carreadoras do vírus para dentro de casa. Se elas estiverem imunizadas, vão diminuir muito sua capacidade de transmissão”, alertou.
Ainda segundo o médico infectologista, apesar de até o momento os casos no país serem leves, registros positivos preocupam especialmente entre os não vacinados. O especialista ressaltou que o grande medo da comunidade médica e de autoridades sanitárias é que essa variante sofra uma nova mutação e fuja totalmente da vacina causando doenças graves.
“A gente sabe que a taxa de vacinação mais ou menos estacionou com duas doses. As pessoas não estão fazendo a terceira dose que houve uma redução gigantesca”, observou, acrescentando que esse público pode desenvolver formas graves da doença.
Segundo o médico, a vacina tem dois pontos importantes. O primeiro deles é proteger as pessoas de modo que quem tiver a doença desenvolve a forma leve.
O outro ponto é que, com anticorpos trazidos pela vacina “mesmo que parcialmente funcionando”, o paciente infectado diminui a carga viral e não consegue transmitir o vírus para a mesma quantidade de pessoas que transmitia sem a imunização.
Proteção Além da vacinação, o infectologista recomendou que pessoas com comorbidades voltem a usar máscaras de proteção facial, evitem aglomerações e, em caso de suspeita, façam o teste para evitar contaminação de outras pessoas.
No primeiro dia de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorreu nesse domingo (13), 50.714 (27%) dos 187.593 pernambucanos inscritos para realizar a versão impressa do vestibular não comparecem ao local de prova.
A abstenção foi ainda maior entre os que optaram pela versão digital: dos 2.004 inscritos no Estado, somente 1.036 (51,7%) compareceram. Outros 968 participantes (48,3%) não fizeram o teste.
Os dados foram divulgados na noite desse domingo, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
No panorama nacional, dos cerca de 3,4 milhões de inscritos na versão impressa e digital, 73,3% (2.490.880) compareceram aos locais de aplicação. Destes, 2.458.504 realizaram as provas em papel, e 32.376, em computador.
A abstenção em todo o país no primeiro dia do Enem foi de 26,7%, o que corresponde a aproximadamente 1 milhão de faltosos.
A prova do Enem desse domingo (13) contou com 45 questões de linguagens, códigos e suas tecnologias, 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias, além da redação, que teve como tema “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”.
No próximo domingo (20), os inscritos terão que solucionar questões de ciências da natureza e matemática e suas tecnologias.
Rumo ao hexa. Completando 20 anos desde a última conquista da Copa do Mundo, o Brasil chega ao Mundial do Catar como um dos favoritos ao título e com o objetivo de se tornar a primeira seleção a colocar as seis estrelas na camisa.
Desde o penta conquistado em 2002, a Seleção Brasileira foi eliminada nas Copas seguintes sempre que enfrentou as principais seleções europeias na fase de mata-mata.
França (2006), Holanda (2010) e Bélgica (2018) nas quartas de finais, e Alemanha (2014) nas semifinais. Durante a preparação para o Catar, o Brasil não conseguiu enfrentar esses adversários por falta de espaço no calendário.
Para superar essa marca, a Seleção conta com o trunfo de ter mantido o treinador durante todo o ciclo de quatro anos. Desta vez, o técnico Tite teve a oportunidade de testar mais jogadores e experimentar modelos diferentes de jogo.
Além de Neymar, o Brasil tem vários jovens no ataque que vão estrear no Mundial e podem desequilibrar como Vini Jr, Richarlison, Raphinha e Pedro.
Força no ataque
Adversária do Brasil em 2018, a Sérvia chega num nível acima no Catar. O poderio das Águias Brancas foi demonstrado nas Eliminatórias com a classificação invicta no grupo que tinha Portugal.
A equipe chega reforçada em relação à Copa da Rússia. O ataque liderado tecnicamente por Tadić e Mitrović ganhou a adição de Vlahovic, que joga na poderosa Juventus. A força física é uma vantagem dos sérvios.
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, embarcou nesta segunda-feira (14) de São Paulo em viagem para o Egito, onde irá participar da COP 27, a Conferência do Clima da Organizações das Nações Unidas (ONU). A informação foi confirmada ao g1 por volta das 8h10 pela assessoria de imprensa de Lula. Ele iria num avião fretado que saiu do Aeroporto Internacional em Guarulhos, na Grande São Paulo.
“Bom dia. Hoje viajo ao Egito para participar da COP 27. O combate às mudanças climáticas deve ser um compromisso do Estado brasileiro. Trabalharemos pelo futuro do nosso país e do planeta, que é um só e de todos”, escreveu Lula, nesta segunda, em seu Twitter sobre a ida ao país africano.
O evento começou no dia 6 de novembro na cidade egípcia de Sharm El Sheikh e discute medidas de enfrentamento à mudança climática. A agenda de Lula no Egito prevê também encontros bilaterais com autoridades de outros países.
Lula deixou sua casa na Zona Oeste da capital, numa comitiva com outros carros, sem falar com a imprensa, e seguiu para um hangar na mesma região, onde pegaria um helicóptero até o aeroporto.
No sábado (12) ele passou por exames de rotina no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, antes de embarcar. De acordo com boletim médico, os testes de imagem de Lula estão normais e seguem mostrando uma completa remissão do tumor na garganta diagnosticado em 2011. Isso significa que não há indícios de células cancerígenas no organismo.
Ainda segundo o hospital, o presidente eleito tem alterações inflamatórias decorrentes do esforço vocal e uma pequena área de leucoplasia na laringe.
O médico Roberto Kalil Filho, que coordena a equipe médica que atendeu Lula, explicou que leucoplasia é uma mancha ou placa branca da mucosa da corda vocal, em geral benigna.
Os médicos disseram que não é preciso qualquer tipo de medicação, apenas acompanhamento rotineiro. O presidente eleito já recebeu alta.
“Esse show é dedicado à minha querida Gal Costa”, disse Milton Nascimento para o público de 60 mil pessoas, no Mineirão, neste domingo (13). Nesta noite, ele fez o último espetáculo de sua carreira, em Belo Horizonte.
Gal Costa morreu na última quarta-feira (9), aos 77 anos, em São Paulo. Ela e Milton eram grandes amigos. O carioca de nascimento e mineiro de coração acumulou, além de prêmios e reconhecimento internacional, muitas amizades ao longo de sua trajetória artística.
O espetáculo celebrou o Clube da Esquina. Wagner Tiso, Lô Borges, Toninho Horta e Beto Guedes subiram ao palco ao lado de Bituca. Como se o tempo não tivesse passado, cantaram juntos “Para Lennon e McCartney”.
A apresentação foi transmitida pelo Globoplay. Ela encerra a turnê “A Última Sessão de Música”, que começou em junho e teve 35 shows, no Brasil, nos Estados Unidos e em países da Europa.
Aos 80 anos, Milton se despede dos palcos após mais de seis décadas de carreira. Fãs do Brasil e do mundo vieram a Belo Horizonte para o encontro com o ídolo.
De acordo com o Departamento de Polícia da Universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, três pessoas morreram e duas ficaram feridas durante um tiroteio no campus da instituição em Charlottesville na madrugada desta segunda-feira (14).
O suspeito dos crimes é Christopher Darnell Jones. Ele é descrito como vestindo uma jaqueta bordô com jeans azul e sapatos vermelhos, e pode estar dirigindo um SUV preto, segundo a polícia.
A “CNN” afirma que Jones aparece no site da equipe de atletas da universidade como jogador de futebol, mas que, em 2018, como calouro, não participou de nenhum jogo. Não está claro se ele ainda é um estudante da instituição de ensino.
O campus da universidade foi interditado e a comunidade alertada. As autoridades disseram na manhã de segunda-feira que vários departamentos de polícia estão procurando por Jones e que contam com a ajuda de um helicóptero da Polícia Estadual da Virgínia.
“O Departamento de Polícia de UVA está procurando Christopher Darnell Jones em relação ao incidente com tiros que ocorreu nos terrenos da Universidade da Virgínia. Ligue para o 911 se [o suspeito] for visto, não se aproxime”, escreveram as autoridades no Twitter.
Depois da euforia pela reconquista da cidade de Kherson, os ucranianos retomam a rotina da realidade da guerra. No sábado (12), eles já começaram as operações de localização e desarmamento de minas, reparação de infraestruturas danificadas, mas principalmente a documentação de “crimes” atribuíveis a Moscou na maior cidade do sul, cuja perda constitui um grande revés para o Kremlin.
Para Kiev, o Ocidente está a caminho de uma “vitória conjunta” sobre a Rússia após a reconquista de Kherson, onde o hino nacional ucraniano voltou a soar desde sexta-feira (11), após a retirada das tropas russas. Kherson, anexada no final de setembro por Moscou, foi a primeira grande cidade a cair após a invasão russa lançada no final de fevereiro.
Nas imagens transmitidas pelas forças armadas de Kiev, os ucranianos dançam em círculo, ao redor de uma fogueira, ao ritmo de “Chervona Kalyna”, uma canção patriótica.
O chefe da administração militar ucraniana da região de Kherson, Yaroslav Yanouchevych, publicou diversos vídeos no sábado em que declara estar “muito feliz por estar aqui [em Kherson] hoje, neste momento histórico”. Ele acrescenta que tudo está sendo feito para “voltar à vida normal”. Atrás dele, pessoas reunidas na praça principal comemoram o retorno das forças ucranianas à cidade.
Não muito longe, na aldeia de Pravdyné, os vizinhos recebem de braços abertos os moradores que regressam. Alguns não conseguem conter as lágrimas. “Entendemos que os russos partiram porque nossos soldados estavam chegando. Chorei de felicidade, porque a Ucrânia finalmente foi libertada”, conta Svitlana Galak, 43, que perdeu sua filha de 15 anos em um bombardeio na aldeia.
Seu marido, Viktor, 44, não quer nem ouvir falar dos russos: “Não queremos que voltem e atirem em todo mundo. Vamos viver como antes. Vivíamos em más condições, mas era a Ucrânia”.
“No caminho certo” “Somente juntos podemos prevalecer e expulsar a Rússia da Ucrânia. Estamos no caminho certo”, declarou o ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kouleba, no sábado, durante uma reunião com o secretário de Estado americano, Antony Blinken, à margem de uma cúpula do sudeste asiático, em Phnom Penh, no Camboja.
A retirada russa de Kherson marca “um novo fracasso estratégico” por parte de Moscou, disse o ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, em comunicado no sábado. Jake Sullivan, conselheiro de Segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, chamou a tomada da cidade pelo exército de Kiev de “vitória extraordinária”, “notável”.
Esta retirada russa é a terceira em escala desde o início da invasão, em 24 de fevereiro. Recentemente, a Rússia teve que desistir da tomada de Kiev diante da feroz resistência dos ucranianos, antes de ser expulsa de quase todas as regiões de Kharkiv (nordeste) em setembro.
Na sexta-feira, o Ministério da Defesa da Rússia anunciou que havia concluído a “reinstalação” de suas unidades da margem direita (oeste) do rio Dnieper, onde Kherson está localizada, para a margem esquerda, garantindo que não sofreu nenhuma perda ou abandono de equipamento militar.
Os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Joe Biden, se encontraram nesta segunda-feira (14) em Bali, na Indonésia, onde acontece esta semana a cúpula do G20.
É o primeiro encontro pessoal entre os dois desde que Biden assumiu o governo americano e desde que Xi foi reeleito para um terceiro mandato na China, se consolidando como o líder mais influente do país desde Mao Tse Tung.
A expectativa é que o Biden e Xi discutam durante o encontro temas como a tensão em Taiwan, a guerra na Ucrânia e as ambições nucleares da Coreia do Norte, questões chave para os dois países, que se consolidam como os grandes rivais na atual geopolítica mundial.
Antes de encontrar o líder chinês, Biden já havia dito que os Estados Unidos vão “competir vigorosamente” com Pequim, ainda que “garantindo que a concorrência não se transforme em conflito”.
“Como líderes de nossas duas nações, compartilhamos a responsabilidade, na minha opinião, de mostrar que a China e os Estados Unidos podem gerenciar nossas diferenças, impedir que a concorrência se torne algo próximo de um conflito e encontrar maneiras de trabalhar juntos em questões globais urgentes. que exigem nossa cooperação mútua”, disse Biden na abertura da reunião.
A cúpula do G20 acontece ao longo de terça-feira (15). O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não irá ao encontro, e seu país será representado por Serguei Lavrov, o ministro das Relações Exteriores.
Mais cedo, a agência de notícias Associated Press informou que Lavrov foi levado ao hospital após chegar a Bali. O governo russo, entretanto, negou e classificou a informação como “o cúmulo da falsificação.”
A apresentadora e culinarista Bela Gil vai atuar no grupo de transição do governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva no núcleo de Desenvolvimento Social e Combate à Fome. A nomeação da artista foi publicada em edição extra do Diário Oficial assinada pelo vice-presidente eleito Geraldo Alckmin. O ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho fará parte do grupo da Indústria. Esses nomes não haviam sido divulgados por Alckmin anteriormente.
Filha do cantor Gilberto Gil, que foi ministro da Cultura de Lula entre 2003 e 2008, Bela se aproximou da futura primeira-dama Rosângela Silva, a Janja. Em maio, a apresentadora foi uma das mestres de cerimônia do evento que lançou a pré-candidatura de Lula à Presidência da República. Nesta sexta-feira (11), as duas estiveram juntas no velório da cantora Gal Gosta, na Assembleia Legislativa de São Paulo.
No grupo de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Bela se juntará à senadora Simone Tebet (MDB-MS), às ex-ministras Tereza Campello e Márcia Lopes, e ao deputado estadual André Quintão (PT-MG), nomes que já haviam sido divulgados como integrantes da transição
A portaria ainda traz a nomeação de Renato Maluf, professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e coordenador da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), e de Reinaldo Takarab para atuar no grupo.
Indústria Em outra portaria do edição extra do Diário Oficial, o economista Luciano Coutinho, ex-presidente do BNDES nos governos Lula e Dilma Rousseff, foi nomeado para o núcleo de Indústria, Comércio e Serviço.
Neste grupo, ele atuará ao lado de Germano Rigotto, ex-governador do Rio Grande do Sul, do deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM), Paulo Okamotto, ex-presidente do Sebrae e do Instituto Lula, e André Ceciliano, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A transição será composta por 31 grupos temáticos, divididos em áreas como economia, saúde, educação e orçamento — além de conselheiros políticos e da coordenação da transição.