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Governo de Pernambuco tem mais de 70% de obra para entrega de creche em Arcoverde e segue com construção do prédio de Bombeiros em Afogados da Ingazeira

Nova creche em Arcoverde deve ser entregue no próximo mês; pacote de obras também contempla Afogados da Ingazeira

O Governo de Pernambuco segue com obras para implantação de novos equipamentos públicos no Sertão que vão ampliar a oferta de educação, cultura e segurança em Arcoverde, no Moxotó, e Afogados da Ingazeira, no Pajeú, com investimentos que somam R$ 31,5 milhões. Em Arcoverde, a nova creche já ultrapassa 70% de execução e deve ser entregue no próximo mês. A unidade, que contará com dez salas de aula e estrutura completa para atendimento à primeira infância, integra um conjunto de intervenções no município que inclui ainda um Centro Educacional Unificado (CEU da Cultura) e a nova sede do Batalhão Especializado de Policiamento (Biesp). Em Afogados da Ingazeira, outra nova creche e a sede da 2ª Seção do 3º Grupamento de Bombeiros também estão em construção. As obras foram vistoriadas pela governadora Raquel Lyra nesta segunda-feira (27).

Em Arcoverde, os investimentos somam R$ 21,6 milhões. Além da creche, que recebe um aporte de mais de R$ 1,6 milhão, o município receberá um CEU da Cultura, que já alcançou cerca de 40% de execução. Com investimento de R$ 4,8 milhões, o espaço contará com biblioteca, incubadora cultural e ambientes multifuncionais voltados a atividades educativas, culturais e comunitárias. A entrega está prevista para novembro deste ano. Na área da segurança pública, a cidade também recebe a nova sede do Biesp, construída com investimento de R$ 10,8 milhões, e o Complexo de Polícia Científica (CPC), que recebeu R$ 4,3 milhões para reforçar a estrutura de perícia e atendimento à população.

São obras como essas em Afogados da Ingazeira e Arcoverde que garantem dignidade para a população pernambucana. Realizamos visitas técnicas em equipamentos que vão trazer qualidade de vida, urbanização, desenvolvimento, educação e segurança pública. São políticas públicas em todas as regiões de desenvolvimento de Pernambuco”, destacou Francisco Sena, secretário executivo de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

Em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú, foram feitas vistorias na obra da 2ª Seção do 3º Grupamento de Bombeiros (GB). A construção possui 679,84 m² de área construída sobre um terreno de 2.216,76 m². O equipamento será um importante prédio de apoio para o trabalho dos Bombeiros, que irá contemplar alojamentos, área de Treinamento Físico Militar (TFM), Centro de Atendimento (CAT), academia, área administrativa, garagem e quadra, com investimento superior a R$ 4,3 milhões.

A gestão estadual também realiza a construção do primeiro Centro de Educação Infantil (Creche) no município do Pajeú, que também foi vistoriada. Com dez salas, o equipamento terá capacidade para atender 324 crianças. Nele, estão sendo investidos mais de R$ 5,5 milhões. “Esses equipamentos cumprem a função de integrar os serviços de educação, segurança e cultura na comunidade, oferecendo suporte contínuo aos cidadãos da primeira infância à idade adulta”, afirmou a diretora de Obras Estratégicas da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab), Paula Boumann.

As intervenções são executadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), por meio da Cehab, e integram o conjunto de investimentos do Governo de Pernambuco voltados ao fortalecimento da infraestrutura pública e à ampliação da oferta de serviços de educação, cultura e segurança no Sertão.

Fotos: Miva Filho/Secom (Arcoverde)
Ed Machado/Governo de Pernambuco (Afogados da Ingazeira)

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Obra da maternidade de Ouricuri supera 60% de execução

Equipamento está sendo construído com recursos dos governos estadual e federal. Governo de Pernambuco investe, ainda, mais de R$ 137 milhões para fortalecer segurança e educação em Ouricuri e Petrolina.

O Governo de Pernambuco avança com a execução da maternidade de Ouricuri, no Sertão do Araripe. A obra recebe o investimento superior a R$ 51 milhões, contando com recursos federais, e já superou os 60% de execução. A unidade irá reforçar o atendimento obstétrico e neonatal da região. A governadora Raquel Lyra vistoriou a obra que gera cerca de 110 empregos diretos.

Ainda no município, a gestora visitou a obra da creche, que já atingiu 80% de execução, contando com dez salas de aula, divididas entre berçário, maternal e pré-escola, além de espaços adequados para o bloco administrativo, playground, refeitório e horta. O equipamento terá capacidade para atender 324 crianças.

A diretora de obras da Cehab, Priscila Geovana, destacou a importância da creche na cidade. “O equipamento assegura um atendimento de qualidade na educação infantil, garantindo um futuro promissor para as crianças do nosso Estado”, pontuou.

Já em Petrolina, no Sertão do São Francisco, os investimentos superam os R$ 64,3 milhões. As obras incluem a construção de uma Escola Técnica Estadual (ETE), com 20,5% de execução física, e uma Escola em Tempo Integral (ETI), que já alcança 33,25% de avanço, além do Complexo de Polícia Científica (CPC), com 48,2% de execução, e do 2º Batalhão Especializado de Policiamento (BIESP).

O município ainda recebe um conjunto ampliado de intervenções em andamento, incluindo três Areninhas esportivas, duas creches, um Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU da Cultura), além de melhorias na Universidade de Pernambuco (UPE) e da implantação de uma Unidade Fabril. As intervenções são executadas pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), por meio da Companhia Estadual de Habitação e Obras (Cehab).

Fotos: Hesíodo Góes/Secom e Divulgação/Secom

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Pesquisa Folha/IPESPE: Marília Arraes mantém liderança na disputa pelo Senado

A segunda rodada de pesquisa do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE), em parceria com a Folha de Pernambuco, para o Senado aponta que a ex-deputada Marília Arraes (PDT) manteve a liderança nas intenções de voto nos dois cenários avaliados. Assim como no primeiro levantamento, o senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) aparece logo em seguida.

No primeiro quadro, com a presença do deputado federal Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes saiu de 21%, porcentagem da pesquisa anterior, para 22% das intenções de voto. Em seguida aparece Humberto Costa, que caiu de 16% para 15%. Em terceiro lugar, surge o deputado federal Mendonça Filho (PL), que segue com 10%. Empatados na simulação, os deputados federais Túlio Gadelha (PSD) e Eduardo da Fonte diminuíram o percentual de 8% para 7%. Já o senador Fernando Dueire (PSD) subiu de 1% para 2% nas intenções de voto. Nenhum, brancos e nulos, que somavam 25% na primeira pesquisa, agora contabilizam 23%. Não sabem ou não responderam cresceram de 11% para 15%.

O segundo cenário conta com o nome do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (UB) no lugar de Eduardo da Fonte. Apesar de liderar a pesquisa nesta simulação, Marília registrou uma diminuição nas intenções de voto de 23% para 22%. Em seguida, Humberto Costa contabilizou um aumento de 14% para 15%. Miguel Coelho caiu de 12% para 11%. Já Mendonça Filho saiu de 10% para 9%. O deputado federal Túlio Gadelha, que registrava 7% antes, agora detém 6%. O senador Fernando Dueire segue com 2%. Nenhum, brancos e nulos aumentaram o percentual de 22% para 23%. Não sabem ou não responderam saíram de 11% para 12%.

Recorte
A pesquisa também trouxe um recorte geográfico da preferência do eleitorado no estado. Entre os eleitores da capital pesquisados sobre o primeiro cenário, Marília manteve a preferência na intenção de votos, somando 21% (tinha 22%). Em seguida surgem Humberto Costa com 14% (tinha 18%), Mendonça Filho com 10% (tinha 11%), Eduardo da Fonte com 7% (tinha 7%), Túlio Gadêlha com 4% (tinha 8%) e Fernando Dueire com 2% (tinha 1%). No recorte do Interior, Marília também lidera a pesquisa com 22% (tinha 20%). Na sequência aparecem Humberto com 15% (tinha 15%), Mendonça com 11% (tinha 10%), Túlio e Da Fonte com 8%, cada (tinham 8%, cada), e Dueire com 2% (tinha 2%).

No segundo cenário, Marília também é preferência do eleitorado da capital com 21% das intenções de voto (tinha 25%). Em seguida aparecem Humberto com 14% (tinha 15%), Miguel Coelho com 8% (tinha 9%), Mendonça com 8% (tinha 11%), Túlio com 5% (tinha 7%) e Dueire com 4% (tinha 1%). No recorte do Interior, Marília soma 22% (tinha 21%), Humberto atinge 15% (tinha 13%), Miguel tem 13% (tinha 14%), Mendonça registra 10% (tinha 11%), Túlio aparece com 7% (tinha 8%) e Dueire contabiliza 2% (tinha 2%).

Pesquisa
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR-08707/2026 e PE-00297/2026.

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Pesquisa Folha/IPESPE: em Pernambuco, Lula lidera com 58% e Flávio soma 20%

O segundo levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco destaca a vantagem do atual presidente e pré-candidato à reeleição Lula (PT) na corrida pelo Planalto em Pernambuco.

Na modalidade estimulada, onde é apresentada uma lista de candidatos ao eleitor, o petista aparece com 58% das intenções de voto ante os 57% da pesquisa anterior. Em seguida, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), soma 20%. Na última amostragem, ele tinha 22%.

A lista segue com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), com 3% (antes, 1%); e Renan Santos (Missão), com 2% (antes, 1%). Aparecem com 1% cada os presidenciáveis do Avante, Augusto Cury (antes, 1%), e do Mobiliza, o ex-deputado federal Cabo Daciolo (antes, 0%. Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais, tem 0% ante 1% do levantamento anterior. Nenhum, brancos e nulos somam 10%, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam alcança 6%, ante 5% da amostragem de junho.

A pesquisa perguntou também se os eleitores se sentiriam motivados a votar em possíveis pré-candidatos a governador de Pernambuco apoiados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu filho Flávio Bolsonaro. Para 41% dos entrevistados, o apoio não altera o voto (antes, eram 40%). Já outros 41% revelaram que o apoio diminui a chance de voto (antes, também eram 40%). Outros 16% destacaram que a aliança com os Bolsonaros aumentaria a chance de voto em um pré-candidato, mesmo percentual da última pesquisa. Não sabem ou não responderam somam 2%.

Sobre o apoio de Lula, 47% disseram que aumentam a chance de votos (antes, 45%), enquanto 18% responderam que diminui (20, na última pesquisa). Já 33% afirmaram que o apoio não muda seu voto, mesmo percentual de junho.

Avaliação
Sobre a avaliação do governo do presidente Lula, 50% das pessoas ouvidas pela pesquisa classificaram como ótimo ou bom. Já 22% definiram a gestão como regular, contra outras 26% que a definiram como ruim ou péssima. Não sabem ou não responderam chega a 2%.

Pesquisa
Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.

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Terremoto de magnitude 7,1 atinge Japão, derruba prédios e deixa feridos

Um terremoto com magnitude 7,1 atingiu o Japão nesta terça-feira (28) e gerou um alerta de tsunami, causou a queda de prédios e casas e deixou ao menos 50 feridos, segundo autoridades do país.

O terremoto teve seu epicentro em terra próximo às cidades de Kumamoto e Uki, na ilha de Kyushu, no sul do país, segundo a Agência Meteorológica japonesa (JMA, na sigla em inglês). O tremor teve profundidade de apenas 10 km, considerado muito próximo à superfície, e foi acompanhado de tremores secundários de 5,6 e 4,9.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou que o terremoto deixou feridos pelo país e causou a queda de alguns prédios, porém ela não especificou números. Ao menos 50 pessoas foram levadas a um hospital, segundo a emissora pública NHK. No entanto, ainda não havia um balanço oficial de feridos até a última atualização desta reportagem.

“Ainda estamos avaliando a extensão dos ferimentos e dos danos materiais, mas fui informada de que já há vários feridos (…) Há cortes de energia e incêndios em algumas áreas, estradas e pontes foram danificados, e edifícios desabaram. (…) Estamos dando prioridade à vida das pessoas”, disse Takaichi.

Um alerta de tsunami para ondas de 1 metro foi emitido pela JMA logo após o terremoto, porém foi cancelado cerca de duas horas depois por autoridades meteorológicas japonesas e dos EUA. Takaichi pediu para que a população se afastasse de áreas costeiras.

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Quaest em Pernambuco: 68% aprovam governo de Raquel Lyra, e 23% desaprovam

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra que 68% dos eleitores de Pernambuco aprovam o governo de Raquel Lyra (PSD), enquanto outros 23% desaprovam. Além disso, 57% dos entrevistados indicaram que a governadora deveria ser reeleita.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 22 e 26 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-09649/2026.

Aprova o governo: 68%
Desaprova: 23%
Não sabe/não respondeu: 9%

Como está a avaliação do governo:

Positiva: 45%
Regular: 36%
Negativa: 15%
Não sabe/não respondeu: 4%
O atual governador merece mais um mandato?

Sim, merece: 57%
Não merece: 38%
Não sabe/não respondeu: 7%

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Pesquisa Folha/IPESPE: Raquel tem 46% e João soma 44%

A segunda rodada de pesquisas de intenção de votos, realizada pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (IPESPE) em parceria com a Folha de Pernambuco, aponta que a corrida eleitoral para o governo de Pernambuco segue aberta. Em comparação com a primeira pesquisa, realizada em junho, a governadora Raquel Lyra (PSD) passou de 44% para 46% e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) foi de 42% para 44%.

Os números se referem ao cenário de primeiro turno da pesquisa estimulada – em que são apresentadas as opções de candidatos ao entrevistado. A margem de erro é de 3,2% pontos percentuais para mais ou para menos.

Em seguida, o ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) aparece com 1% das intenções de votos, ante 2% do levantamento anterior. Os eleitores que responderam que votariam em nenhum, branco ou nulo somaram 5%, ante 7% da primeira pesquisa. Não souberam ou não responderam passaram de 5% para 3%.

Para a pesquisa, foram ouvidos 1000 entrevistados pernambucanos de 22 a 25 de julho de 2026. O intervalo de confiança da pesquisa é de 95,45%. As entrevistas foram presenciais realizadas por equipe de pesquisadores com ampla experiência nesse tipo de abordagem.

O segundo levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os protocolos BR08707/2026 e PE-00297/2026.

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Quaest em PE: Raquel Lyra passa à frente, com 43%, e João Campos tem 37% no 1º turno

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (28) mostra Raquel Lyra com 43% e João Campos com 37% na disputa pelo governo de Pernambuco.

Para 41% dos eleitores ouvidos pela Quaest, a escolha do voto para governador ainda pode mudar. Outros 58% consideram a decisão definitiva.

O levantamento encomendado pela Genial Investimentos ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre 22 e 26 de julho.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número PE-09649/2026.

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Milei na convenção do PL é mais negativo do que positivo para Flávio Bolsonaro, aponta pesquisa

Presidente da Argentina, Javier Milei (à esquerda), ao lado do pré-candidato presidencial brasileiro de direita Flávio Bolsonaro/Nelson Almeida/AFP

O cientista político e CEO do instituto de pesquisas AtlasIntel, Andrei Roman, afirmou nesta segunda-feira (27) que a participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção do Partido Liberal (PL) que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência tende a trazer mais prejuízos do que benefícios à campanha do senador.

Durante o evento, Milei atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “presidiário” e “ladrão.” O argentino também ofendeu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, classificando-o como “lixo careca”. A Justiça negou um pedido de Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na convenção, realizada no sábado (25), Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmaram que a chamada “onda azul” – expressão usada para descrever as vitórias de candidatos de direita em países latino-americanos – deve chegar ao Brasil em outubro, com a eleição do senador. As declarações foram feitas ao lado de Milei, que derrotou o peronismo na Argentina.

Seria mais fácil trazer a onda azul para o Brasil se ela estivesse bem nos arredores: se Milei tivesse uma aprovação muito forte de seu governo, se tivéssemos outros governos de direita muito populares na América Latina e se o próprio governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump apresentasse taxas de aprovação impressionantes”, disse Roman em entrevista coletiva após participar de um almoço com empresários.

Na avaliação do cientista político, esses resultados ofereceriam exemplos positivos que poderiam ser explorados pela direita brasileira. Mas Milei ainda enfrenta uma desaprovação próxima de 60%, enquanto Trump chega às eleições de meio de mandato em um contexto adverso e com a possibilidade de um resultado historicamente ruim para o Partido Republicano.

O CEO da AtlasIntel ponderou, todavia, que o campo conservador tem reproduzido uma característica historicamente associada à esquerda: a articulação entre lideranças latino-americanas. Ele citou o Foro de São Paulo como exemplo de espaço no qual dirigentes de esquerda se reuniam para discutir programas, demonstrar solidariedade e manter alianças tanto em momentos favoráveis quanto em períodos de dificuldade.

Segundo Roman, essa articulação tem se consolidado progressivamente entre os movimentos conservadores e representa uma novidade em relação ao cenário de uma década atrás. Para ele o fenômeno evidencia o fortalecimento das pautas ideológicas na disputa política e é consequência da polarização.

Roman também classificou como um episódio sem precedentes na história recente do País o fato de o presidente argentino vir ao Brasil para participar da campanha de um líder da oposição e fazer declarações pejorativas contra o chefe do Executivo brasileiro e um integrante do STF.

Na avaliação do cientista político, Milei provavelmente não adotaria essa postura se não contasse com o respaldo de Trump. Sem esse apoio, acrescentou, a reação do governo brasileiro poderia ser mais contundente e as consequências diplomáticas para a Argentina, mais graves.

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Argentina está em ‘posição mais sadia’ desde que Milei assumiu, diz diretora do FMI

Presidente da Argentina, Javier Milei/Luis ROBAYO/AFP

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, deu um forte apoio ao governo argentino, nesta segunda-feira (27), durante uma visita a Buenos Aires, ao assegurar que o país está “em uma situação mais sadia” desde que Javier Milei assumiu a Presidência, em 2023.

Georgieva destacou um “progresso significativo na estabilidade macroeconômica e financeira desde 2023” na Argentina, o maior devedor do Fundo, durante uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro da Economia, Luis Caputo.

A Argentina assinou em 2025 um Acordo de Facilidades Estendidas com o FMI de 20 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 118 bilhões) em quatro anos.

A chefe do FMI saudou a redução da inflação, o superávit fiscal e a melhora na classificação creditícia da Argentina. “Quando temos estabilidade macroeconômica e financeira, o desempenho geral da economia melhora“, afirmou.

Georgieva disse que isso se traduz no dinamismo de setores, como petróleo, gás, mineração e agricultura, embora tenha destacado que o país deve criar novos postos de trabalho formais e aumentar o consumo.

Relação “excelente”

Caputo destacou que “a relação com o Fundo Monetário é excelente, em todos os níveis“. Após a coletiva, Milei recebeu a funcionária na Casa de Governo.

Georgieva pretende viajar na terça-feira para Vaca Muerta, uma enorme jazida de petróleo e gás de xisto, considerada um pilar da autonomia energética e das exportações argentinas, na província de Neuquén, 1.200 km ao sul de Buenos Aires.

Dialogamos sobre manter a estabilidade, impulsionar reformas e criar as condições para um crescimento mais sólido, o investimento e a criação de emprego“, destacou Georgieva no X após a reunião com o ministro da Economia.

Economia de contrastes

A visita de Georgieva ocorre em meio a fortes contrastes na economia argentina, que sob a gestão de Milei atravessa um período de máxima austeridade.

Com a inflação controlada, que deixou de ser de três dígitos para ficar em 33,5% em 12 meses em junho, o ajuste implicou amplos cortes nos gastos públicos. Além disso, o crescimento ainda é fraco (+0,2% em 12 meses), e o consumo interno é ainda mais debilitado.

No entanto, o FMI prevê para a Argentina um crescimento de 3,5% em 2026 e de 4% em 2027.

Ao mesmo tempo, segundo um relatório recente do Banco Central, a inadimplência das famílias argentinas com os bancos triplicou em um ano, chegando a 12,8%, seu nível mais alto em 20 anos.

Neste contexto, dezenas de manifestantes protestaram, nesta segunda-feira, em frente ao Ministério da Economia para dar as “más-vindas” a Georgieva.

Fora ingleses das Malvinas, fora FMI da Argentina“, dizia um dos cartazes exibidos no protesto.

Banco Central na mira

Em maio, o FMI deu luz verde ao desembolso de uma parcela de US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões) no âmbito do acordo com Buenos Aires e suas revisões periódicas.

No começo de julho, o FMI comemorou a intenção do governo de reformar o Banco Central.

Na véspera da visita de Georgieva, Milei detalhou seu projeto de reforma da instituição emissora, à qual critica com frequência.

As mudanças propostas à carta orgânica do Banco Central, que em breve passarão ao debate parlamentar, estabelecerão que sua missão fundamental “volta a ser a de preservar o valor da moeda“, escreveu o presidente argentino em uma coluna no jornal Clarín.

O governo também promove que o Banco Central não possa financiar o Estado e uma blindagem de suas autoridades para que dificulte as remoções.

“Continuem comprando”

Para o ano que vem, as obrigações da dívida argentina chegam a 24,9 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 127 bilhões, na cotação atual).

Este mês, o ministro da Economia assegurou que conta com os fundos para cumprir os vencimentos, inclusive no “pior cenário“, ao admitir que as eleições gerais de 2027 podem adicionar incerteza e maior volatilidade aos mercados.

Georgieva descartou que a Argentina tenha dificuldades para cumprir os compromissos assumidos com o organismo e considerou que “não há necessidade de apoio financeiro adicional” para o país sul-americano.

Neste sentido, elogiou a política de reservas do Banco Central. Atualmente, os volumes estão em torno de 49 bilhões de dólares (cerca de R$ 250 bilhões). “Sigam comprando” moeda americana, disse a diretora do FMI.

Após a visita à Argentina, Georgieva viajará para o vizinho Uruguai, onde tem previsto se reunir com o presidente Yamandú Orsi na quinta-feira, segundo o governo uruguaio.

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Próxima gestão deve fazer esforço fiscal parecido com o do governo atual, afirma Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião ministerial, no Palácio do Planalto/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que a próxima gestão a ser eleita no Brasil deve fazer um esforço fiscal semelhante ao que o atual governo fez, de 2 pontos porcentuais do PIB, só que mais focado nas despesas para por País em trajetória sustentável fiscalmente. Ele concedeu pela manhã entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco.

Se nessa gestão a gente fez um ajuste de dois pontos porcentuais do PIB, em grande medida pela recomposição de receita, a próxima gestão tem que fazer um esforço parecido com o que nós fizemos. Dois pontos porcentuais do PIB. Mais forte do lado da despesa, do gasto obrigatório, melhorando a eficiência, de modo que a gente faça convergir a trajetória da dívida pública num país que vá ter crescimento sustentável“, declarou.

Durigan disse ainda que a consolidação fiscal é importante para preparar o País para um mundo de incertezas, com guerras e outros eventos. Para ele, o governo está arrecadando mais nessa gestão porque quem não pagava imposto agora paga, mas a população está pagando menos tributos.

O governo está arrecadando mais porque abriu-se mão de arrecadação antes a favor de lobbies, a favor de interesses pessoais e privados. O que está acontecendo agora é que as pessoas pagam menos tributo“, afirmou.

Sobre as propostas para 2027 e adiante, ele defendeu que elas sejam apresentadas e colocadas em prática já durante ou logo depois das eleições.

Eu aguardo que o campo democrático, o campo que respeita a vida das famílias brasileiras e a democracia brasileira, prevaleça e vença as eleições. Defendo que logo em seguida, ainda antes do ano que vem, o governo já apresente os detalhes das medidas“, disse.

Segundo ele, as linhas gerais dessas novas diretrizes para frente seriam uma diminuição de gasto obrigatório, um espaço um pouco maior para discussão de investimentos relevantes e estruturais.

Eu iria certamente nessa linha, preservando uma trajetória que reduz o endividamento do país, diminua a taxa de juros e permita um maior investimento público no país“, completou.

Taxa das blusinhas

Sobre a taxa das blusinhas, zerada nesse ano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Durigan disse que agora o governo já tem controle dos dados das importações e que pode alterar essa medida caso haja distorções no mercado interno.

“Então, nós estamos fazendo um período de amostragem para ver qual é o impacto. E a gente tem visto que tem aumentado a importação desses produtos. Como a gente já tem todo o controle, a qualquer momento que a gente perceber que está fora dos padrões e gerando falta de isonomia para a produção nacional, é possível propor ao presidente uma mudança desse cenário“, disse.

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Governo Milei não prevê pedido de desculpa para Lula e Moraes, diz fonte

Governo argentino não pedirá desculpas a Lula por falas de Milei em evento  do PL, diz jornal - Estadão

O governo da Argentina não prevê pedir desculpas pelas palavras de Javier Milei contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que geraram uma crise diplomática com o Brasil.

Uma fonte da Casa Rosada confirmou à CNN Brasil que no momento não há previsão de um pedido de desculpas, como noticiou o jornal argentino La Nación nesta segunda-feira (27).

Apesar da reação diplomática brasileira, chamando o embaixador brasileiro na Argentina, Julio Bitelli, para consultas e pedindo explicações ao embaixador argentino, Daniel Raimondi, Milei e seu chefe de gabinete, Diego Santilli, voltaram a fazer críticas ao Brasil em entrevistas no domingo (26).

Diego Santilli, chefe de gabinete de Javier Milei, justificou as falas do presidente da Argentina durante a convenção nacional do PL (Partido Liberal) no último sábado (25) e minimizou a crise entre os países.

Não exagerem”, disse o representante do governo Milei sobre a reação brasileira.

A declaração foi feita ao canal La Nación +, no qual Santilli também afirmou que marqueteiros ligados ao PT (Partido dos Trabalhadores) ajudaram a fazer campanha para o então candidato peronista Sérgio Massa contra Javier Milei.

Vieram aqui, fizeram campanha, fizeram de tudo, o gabinete de Lula disse barbaridades sobre o presidente e sobre a Justiça argentina e foram onde quiseram. Então que não venham exagerar”, disse Santilli na entrevista.

Milei, por sua vez, voltou a fazer acusações ao presidente brasileiro. Em entrevista à Rádio Mitre, o presidente argentino alegou que o governo do Brasil financiou uma “campanha anti-argentina” e chamou Luiz Inácio Lula da Silva de “ex-presidiário”.

A crise entre os países foi detonada pelo discurso de Milei na convenção nacional do Partido Liberal no sábado. Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário” e o ministro Alexandre de Moraes de “lixo careca”.

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“Quem é esse cara?”, diz Lula ao ser questionado sobre falas de Milei

Ao ser questionado por jornalistas sobre críticas do presidente da Argentina, Javier Milei, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ironizou: “Quem é esse cara?“. A fala aconteceu nesta segunda-feira (27) no Ministério das Relações Exteriores.

Como você viu essa história do Milei?“, perguntou um repórter ao petista. “Eu? Quem é esse cara?”, respondeu Lula.

Instantes mais cedo, o chanceler Mauro Vieira se reuniu, também no Itamaraty, com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli. De acordo com apuração da CNN, o encontro durou cerca de 40 minutos e ambos devem voltar a se encontrar.

No sábado (25), Milei participou da convenção do PL que lançou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Na ocasião, o presidente argentino chamou Lula de “presidiário”, acusou o governo de “prender opositores” e criticou duramente a política econômica brasileira.

Mais cedo nesta segunda, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que economia do Brasil está melhor do que a Argentina, e rotulou o presidente argentino, Javier Milei, como um “palhaço”.

Mauro Vieira conversou na noite do domingo (26) com o embaixador da Argentina, Daniel Raimondi, a quem disse ser inaceitável e sem precedentes as críticas do presidente Javier Milei.

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Vieira se reúne com embaixador do Brasil na Argentina após falas de Milei

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se reuniu, na tarde desta segunda-feira (27), com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Bitelli, após o discurso do presidente argentina, Javier Milei, na convenção do PL, no último sábado (22).

De acordo com apuração da CNN, o encontro durou cerca de 40 minutos e ambos devem voltar a se reunir mais uma vez.

O gesto de convocar para consultas o embaixador em Buenos Aires representa o descontentamento com as falas.

Neste domingo, o embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, também foi chamado para prestar esclarecimentos sobre os ataques de Milei.

Fontes do Itamaraty afirmam que o chanceler Mauro Vieira tem uma relação de 30 anos com Raimondi e fez questão de falar com ele. Normalmente, nesses casos, os embaixadores são recebidos em níveis hierárquicos mais baixos.

Nesta gestão, é a segunda vez que isso ocorre. Em 2024, o Brasil também chamou de volta o embaixador em Israel, após uma crise diplomática com a gestão Benjamin Netanyahu.

No fim de semana, o Itamaraty condenou os ataques e afirmou não há precedentes de um presidente estrangeiro que, em território nacional, enfeixe agressões e ofensas ao Chefe de Estado, às instituições ‘democráticas, inclusive ao Poder Judiciário, e ao povo brasileiro.

É especialmente lamentável que esse episódio infamante envolva o presidente de um país com que o Brasil mantém 203 anos de amizade e cooperação e que tem, no Brasil, o seu principal sócio comercial“, informou a nota oficial.

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Tempestades e risco de inundações voltam ao Rio Grande do Sul

Em algumas localidades, os acumulados de chuva poderão ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e superar os 200 milímetros em 48 horas/@ANDRECONCEICAOZ_ / @COLLI.AGENCIACRIATIVA

A Defesa Civil do Rio Grande do Sul prevê um cenário de elevado risco meteorológico e hidrológico até quarta-feira (29). As condições indicam a ocorrência de tempestades severas, com chuva intensa e volumosa, rajadas de vento, queda de granizo e possibilidade de tornados em parte do estado, além do aumento do risco de cheias e inundações em diversos rios.

Segundo o órgão, entre a segunda-feira (27) e a terça-feira (28), a instabilidade se intensifica significativamente. , com possibilidade de granizo de grande porte, rajadas de vento que podem superar os 90 km/h e volumes elevados de precipitação.

Em algumas localidades, os acumulados de chuva poderão ultrapassar 100 milímetros em apenas 12 horas e superar os 200 milímetros em 48 horas, principalmente durante a terça-feira (28). Também permanece a possibilidade de ocorrência de tornados.

Na madrugada de quarta-feira (29), as instabilidades ainda atuam sobre o estado, mantendo condições para chuva forte, ventos intensos e queda de granizo, principalmente nas regiões norte, noroeste, nordeste, serra, vales e litoral norte.

Inundações

Além das condições meteorológicas adversas, a Defesa Civil reforça o risco hidrológico para diversas bacias hidrográficas. A previsão de volumes elevados de chuva, somada aos níveis já elevados de alguns rios, aumenta a possibilidade de cheias, extravasamento de arroios e pequenos cursos d’água, alagamentos urbanos e inundações.

Os maiores riscos concentram-se nos rios Uruguai, Quaraí, Ibirapuitã, Santa Maria, Ibicuí, Jacuí e Sinos. Atualmente, os rios Uruguai, Jacuí e Sinos já apresentam pontos de monitoramento acima da cota de inundação, condição que pode persistir nos próximos dias.

A Defesa Civil também destaca a possibilidade de inundação em municípios localizados ao longo dos rios Ibirapuitã, em Alegrete; Santa Maria, em Dom Pedrito e Rosário do Sul; Ibicuí, em Manoel Viana; e Quaraí, no município de Quaraí.

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