Uma embarcação naufragou e nove tripulantes tiveram que ser resgatados em alto mar na manhã deste domingo (9) na região do litoral de Tutoia, no Maranhão.
Se acordo com a Capitania dos Portos do Maranhão (CPMA) o naufrágio aconteceu por volta das 5h40 e se tratava de uma draga chamada ‘Tremembés’, que saiu de Fortaleza e afundou a cerca de nove quilômetros de Tutoia.
Os tripulantes ficaram cerca de sete a oito horas à deriva no mar, usando colete salva-vidas, até a chegada do resgate, que foi realizado por meio do helicóptero Águia do Centro Tático Aéreo da Polícia Militar..
Todos os tripulantes foram levados para a praia do Arpoador, onde receberam os primeiros atendimentos por equipes da Capitania dos Portos do Maranhão e Corpo de Bombeiros, e então foram encaminhados ao Hospital Municipal de Tutóia, sem ferimentos.
A embarcação A draga é uma embarcação destinada a retirar areia, lama ou objetos do fundo do mar. No caso em Tutoia, o barco tinha cerca de 50 metros e pertencia a empresa Oceana, uma organização internacional dedicada a pesquisas científicas para proteção da biodiversidade marinha.
O g1 tentou contato, mas ainda não conseguiu retorno da Oceana para se pronunciar sobre o naufrágio da embarcação.
Causas Até o momento, ainda não se sabe o que causou o naufrágio. No entanto, a Capitania dos Portos informou que vai abrir uma investigação e ouvir os tripulantes para entender o que aconteceu.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Paulo de Tarso Sanseverino determinou a suspensão da veiculação de propaganda da campanha do candidato à Presidência pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, que associava o adversário, Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, à prática de canibalismo.
A decisão do ministro, dada em caráter liminar, atende à uma representação de Bolsonaro e de sua campanha.
Na largada do retorno da campanha eleitoral na TV neste segundo turno, a campanha petista divulgou trechos de uma entrevista antiga do presidente, na qual ele afirma que “comeria um índio sem problema nenhum”.
O ministro do TSE considerou que a propaganda tem grave descontextualização e decidiu pela imediata suspensão dela tanto na televisão, quanto no site e nas redes sociais. Sanseverino também determinou que o PT se abstenha de “novas divulgações com igual teor, com a advertência da possibilidade de configuração de crime de desobediência”.
Na decisão, o ministro escreveu que a forma com que as falas de Bolsonaro foram divulgadas alterou sensivelmente o “sentido original de sua mensagem” e que “foram ultrapassados os limites da liberdade de expressão”.
A ONG Iran Human Rights diz que recebeu, até o dia 8 de outubro, informações sobre pelo menos 185 mortes em protestos no Irã. Dezenove dessas vítimas seriam crianças ou adolescentes – a organização diz que busca documentos para verificar todas as idades.
Desde 16 de setembro, o Irã tem sido abalado por protestos e intensa repressão do governo. Os atos acontecem por causa da morte de uma jovem curda iraniana de 22 anos, que teria sido espancada durante prisão pelo “uso inadequado” do hijab, o véu islâmico. O Irã afirma que Mahsa Amini morreu de doença e não de forma violenta.
Segundo o jornal britânico “The Guardian”, crianças têm sido presas dentro de escolas por forças de segurança iranianas. No Curdistão, região onde Mahsa nasceu, escolas teriam sido fechadas.
A ONG Iran Human Rights defende que os responsáveis pelas mortes sejam responsabilizados pela comunidade internacional, por crimes contra a humanidade.
Por sua vez, o Irã acusa países estrangeiros de alimentar os protestos, incluindo os Estados Unidos.
Na noite de sábado, atos ocorreram em várias cidades do país, incluindo Teerã, com mobilizações de solidariedade no exterior. De acordo com o analista iraniano Omid Memarian, um vídeo mostrava manifestantes em Teerã gritando “morte ao ditador”.
Em outros lugares, estudantes gritavam “Mulher, vida, liberdade” em Saqez, cidade natal de Mahsa Amini, na província do Curdistão, e marchavam agitando seus lenços sobre suas cabeças.
De acordo com imagens que circulam online verificadas pela AFP, uma grande faixa colocada em um viaduto no centro de Teerã dizia: “Não temos mais medo. Vamos lutar”.
Na noite de sábado, dois membros das forças de segurança foram mortos durante as manifestações, um em Teerã “por uma multidão armada” e outro em Sanandaj, capital do Curdistão, segundo a agência oficial Irna.
A agência confirmou protestos em várias cidades, onde manifestantes jogaram coquetéis molotov em mesquitas, centros de Bassidji, milícias paramilitares e escritórios de imãs. “Em Teerã, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar a multidão”, disse, acrescentando que os manifestantes “incendiaram e danificaram propriedades públicas, incluindo uma delegacia de polícia e latas de lixo”.
Morte de jovem Na sexta-feira, as autoridades iranianas alegaram que Mahsa Amini morreu de doença e não por “espancamento”. Mas o pai da jovem, Amjad Amini, que afirmou que sua filha estava bem de saúde antes de sua prisão, rejeitou o relatório médico em entrevista ao Iran International, um canal de televisão em língua persa com sede em Londres. “Vi com meus próprios olhos que o sangue escorria das orelhas e do pescoço de Mahsa”, disse ele.
Ativistas e ONGs denunciam que ela foi ferida na cabeça enquanto era detida.
Com trechos da BR-319 interditados, após o desabamento de duas pontes – uma no dia 28 de setembro e outra no sábado (8), o transporte terrestre em Roraima e em parte do Amazonas está comprometido. A situação já prejudica o transporte de cargas, comprometendo o abastecimento de alimentos perecíveis, como carne e peixes, e de outros produtos.
Isolados por terra, Roraima e Amazonas dependem da rodovia federal para acessar outras regiões do país fora do eixo Norte. Entenda como é feita essa ligação e o papel das demais rodovias federais que cortam o Amazonas.
A BR-319 está interditada há 11 dias, desde que a ponte sobre o Rio Curuçá desabou, deixando quatro mortos, 14 feridos e, pelo menos, um desaparecido. Bombeiros do Amazonas chegaram a retirar dez veículos da água, incluindo um rolo compressor e uma carreta.
Menos de duas semanas depois, a ponte Autaz Mirim também desabou na BR-319. A estrutura desmoronou poucas horas após ser interditada. Segundo o Governo do Amazonas, não há feridos.
Conforme levantamento da Associação de Amigos e Defensores da BR-319, atualmente, o Amazonas conta com cinco rodovias federais:
Nessa lista, a BR-319 é considerada a principal ligação do Amazonas com o restante do país. É também por ela que Roraima se liga aos demais estados da federação. “Hoje, dois estados não estão ligados ao resto do país: Roraima e Amazonas”, enfatizou o presidente da associação, André Marsílio ao g1.
Problemas de transporte deixam produtos mais caros em RR e AM Para o presidente da Associação de Amigos e Defensores da BR-319, as dificuldades de transporte de cargas entre Roraima e Amazonas encarecem os alimentos.
“Produtos perecíveis que poderiam chegar muito mais rápido nos supermercados, na mesa do trabalhador, e poderiam chegar muito mais baratos, porque o transporte de carga de produto perecível acaba deixando o produto final mais caro por causa do frete”, disse André Marsílio.
Ele cita carne, verduras, frutas e peixes. “Quando esses produtos perecíveis vêm por balsa, eles custam um valor, e quando eles vêm pela rodovia, é um outro valor”, afirmou.
De acordo com Marsílio, no verão, quando os rios da Amazônia secam – restringindo a navegação – grande parte dos alimentos são transportados pelas rodovias 174 e 319. “Não apenas produtos perecíveis. São transportados gás natural, minerais, como potássio e suvinita”‘, destacou.
O Dnit informou que possui um Plano Nacional de contagem de tráfego (PNCT). “Que realiza as contagens de tráfego permanente baseadas na instalação de equipamentos de contagem de tráfego em que o volume de veículos que passa em determinado ponto da rodovia será contabilizado e classificado. Além disso, são medidos parâmetros como Peso Bruto Total (PBT), Peso por Eixo, Distância entre eixos e Velocidade Instantânea do veículo”. O órgão não especificou quais modelos de veículos de cargas transitam pela BR-319.
Em nota, o Governo do Amazonas informou que o Comitê de Resposta Rápida, montado no dia 28 de setembro quando houve o desabamento da primeira ponte na BR-319, segue acompanhando a situação nas pontes sobre os rios Curuçá e Autaz Mirim. “E já estuda medidas emergenciais para evitar o desabastecimento dos municípios afetados pela interdição da rodovia”, diz o texto.
De acordo com o Estado, o comitê pediu a apresentação de Planos de Contingências, para os municípios atingidos, da Amazonas Energia e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O governo estadual afirma que a solicitação visa “garantir a prestação de serviços à população”.
O Governo do Amazonas disse, ainda, que está à disposição do Dnit, “para apoiar o órgão federal em tudo o que for necessário para reestabelecer o tráfego no local o mais breve possível”. O governo repetiu que o Dnit é o responsável pela BR-319.
Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente de Niterói prenderam, nesta última quinta-feira (6), um casal de professores que vendia doces contendo maconha na Praça da Cantareira, em Niterói. Segundo a polícia, foram apreendidos cerca de 10 kg dos doces, apelidados de “brisadeiros e brownies mágicos”.
O casal, que é de Maricá, foi preso em flagrante pelo crime de tráfico de drogas. Além dos dois, um terceiro elemento também foi preso no local. Ele também vendia doces com maconha. Foram encontrados 2 kg do produto com ele, além de drogas sintéticas máquina de cartões de crédito e débito.
Os três indivíduos foram encaminhados para o sistema prisional, onde ficarão à disposição da justiça. A praça que foi alvo da operação da DPCA-Niterói é conhecida por ser frequentada por muitos jovens, incluindo alunos da Universidade Federal Fluminense (UFF).
As últimas horas nos bastidores do PP, PL e União Brasil foram intensas nas tentativas de evitar que o prefeito de Belford Roxo, Waguinho, oficializasse apoio ao ex presidente Lula. Mas a tentativas foram frustradas.
Waguinho, um dos cabos eleitorais mais cobiçados no segundo turno tanto por Bolsonaro como por Lula, deve anunciar oficialmente o apoio ao petista na segunda-feira. “Falei com o comando do partido, mas minha maior probabilidade é apoiar Lula, fechar mesmo com ele. Quero a proposta dele para o País, democracia, instituições funcionando, liberdade democrática”.
Waguinho esteve com Lula na quinta-feira e defende o apoio ao candidato do PT pois dizer querer o melhor para o Brasil e para a democracia. “Eu quero um país livre e Lula para a baixada e para o Rio foi muito melhor”. Além de Waguinho, a deputada Daniela do Waguinho vai reforçar o palanque de Lula no Rio, base eleitoral de Bolsonaro e estado onde o presidente ganhou do ex-presidente.
A campanha de Lula espera que esse apoio de peso do casal ajude a diminuir ou reverta essa vantagem bolsonarista no Estado.
Daniela foi a deputada federal mais votada do Estado e chegou a ser cotada para ser vice de Claudio Castro, mas Waguinho preferiu que ela saísse a deputada federal.
Waguinho e Daniela são evangélicos e têm levado pastores e lideranças religiosas para conversar com a campanha de Lula.
Um dos trabalhos a que ele se dedica no segundo turno é desfazer o que chama de “lavagem cerebral” na comunidade evangélica com “fakenews sobre temas que oportunistas usam para enganar o povo”.
“Eu sou evangélico, Daniela é evangélica, mas servimos a Jesus Cristo: não a Bolsonaro”, repete o prefeito.
Ele é um dos defensores de que Lula assine uma carta compromisso com pontos reforçando aquilo que sempre fez, segundo Waguinho: garantindo liberdade religiosa e respeito ao segmento. “Deus é amor, eu falo para meus amigos pastores que a quantia de fakenews é uma loucura. Nós vamos atuar pesado nisso”.
Onze estados e o Distrito Federal prorrogaram a campanha de vacinação contra a poliomielite. Goiás também realizou neste sábado (8) o segundo “Dia D” para aumentar a cobertura vacinal.
A imagem com os postos de vacinação cheios deveria se repetir sempre, mas eles estão quase sempre vazios. Neste sábado, a procura por doses de vacinas foi grande em Goiânia.
“Minha nora falou: vou trabalhar e a senhora pode lá vacinar as crianças. E eu vim para trazer as crianças para vacinar”, disse a técnica de enfermagem Sonilda Fernandes.
Goiás é um dos estados em que a campanha de vacinação contra poliomielite foi prorrogada para menores de 5 anos.
“É o necessário. A gente tem que proteger, né? Então chora, mas passa.”, disse a empresária Sany Cordeiro.
A cobertura vacinal contra a poliomelite no Brasil atualmente é de 63% das crianças entre 1 a 5 anos, segundo o Ministério da Saúde. Bem abaixo da meta, que é de 95%.
A grande preocupação das autoridades em saúde é com a volta de doenças já erradicadas no país. Isso porque os índices de imunização estão baixos. Em alguns estados, estratégias como essa feita em Goiás, “o Dia D de vacinação”, pretendem aumentar a cobertura vacinal.
No interior de São Paulo, em Ribeirão Preto, o sábado (8) também foi destinado para vacinação.
“As vacinas se mostraram as medidas, ou a medida, mais eficaz, segura e barata para controle de doenças.”, explica o infectologista da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri.
Há quase cinco décadas, Ana Rosa perdeu os movimentos por conta da paralisia. Foram 13 cirurgias para tentar andar. Um aparelho ortopédico a acompanhou por toda a vida. E agora, a cadeira de rodas.
“A vacina da pólio não dói, não tem nenhum tipo de reação, então não dá para a gente entender, nós que somos sequelados da poliomielite, entender os pais não terem essa motivação de levarem os seus filhos para vacinar.”, desabafa Ana Rosa.
“As doenças só foram eliminadas porque as crianças foram vacinadas no seu tempo correto. É vacinar para não voltar.”, afirma Renato Kfouri.
A cantora gospel Amanda Wanessa recebeu alta do Real Hospital Português, na área central do Recife, informou a família, através das redes sociais, neste sábado (8). A artista estava internada no local desde 4 de janeiro de 2021, quando sofreu um grave acidente de carro em Rio Formoso, na Zona da Mata de Pernambuco.
“Depois de 642 dias, nossa querida Amanda Wanessa teve alta do Hospital Real Português, e já está na clínica de reabilitação Florence (Recife). Não temos palavras para expressar o que todos nós, família, amigos, sentimos”, disse a postagem, que trouxe uma foto da cantora sorrindo.
Na postagem, os parentes explicaram que Amanda Wanessa foi para uma clínica de reabilitação. “Nunca deixamos de crer. E continuaremos firmes. Ainda temos um longo caminho a percorrer? Sim. Mas quem começou a boa obra é fiel para cumpri-la”, escreveram ainda.
Essa foi a primeira foto que a família divulgou de Amanda Wanessa desde que ela foi internada em 2021. No dia do acidente, também estavam no carro o pai da cantora, que não precisou ser internado; a filha dela, Mel, então com 6 anos, que passou por cirurgia, e a amiga Jussara Pimentel, que também se recuperou.
O marido da cantora, Dobson Santos, permaneceu ao lado dela e atualizava, pelas redes sociais, os fãs sobre a evolução da artista e sobre a filha do casal, Mel, que teve alta pouco após o acidente. Quando o acidente completou um ano, Dobson disse que se mantinha confiante na reabilitação da esposa.
Acidente
No dia 4 de janeiro de 2021, Amanda Wanessa dirigia o carro com outros três passageiros, quando colidiu com um caminhão na rodovia PE-60, na altura de Rio Formoso. O carro da artista ficou destruído.
No dia 9 de junho de 2021, a polícia informou que foi constatado na perícia que a cantora dirigia o carro a 130 quilômetros por hora. O inquérito foi concluído sem apontar culpados pelo acidente.
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) arquivou o processo. O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) entendeu que o acidente ocorreu “por culpa exclusiva da vítima”.
A Polícia Civil apreendeu uma máquina de choque na casa de uma mulher, de 33 anos, suspeita de agredir o filho, de 15 anos, em Lençóis Paulista (SP). A polícia, que investiga o caso como tortura, apreendeu o objeto durante um mandado de busca e apreensão cumprido na sexta-feira (7).
Após as agressões, o adolescente passou a morar com o pai. A mulher não foi presa.
Segundo a Polícia Civil, as agressões com o uso da máquina de choque teriam ocorrido após a mulher descobrir a orientação sexual do filho. Ainda conforma a polícia, o adolescente teria sido agredido com um cabo de vassoura.
A mulher foi levada para a delegacia, confessou o crime e só interrompeu as agressões quando o filho retirou a máquina de choque da mão dela, informou a polícia.
O Brasil registrou nesta sábado (8) 46 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 686.895 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 84. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 35%, indicando tendência de alta pelo quinto dia seguido.
Brasil, 8 de outubro Total de mortes: 686.895 Registro de mortes em 24 horas: 46 Média de mortes nos últimos 7 dias: 84 (variação em 14 dias: +35%) Total de casos conhecidos confirmados: 34.762.860 Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 5.603 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 6.060 (variação em 14 dias: -5%)
No total, o país registrou 5.603 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.762.860 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 6.060. A variação foi de -5% em relação a duas semanas atrás.
Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.
Acre, Amapá, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima e Tocantins não divulgaram seus boletins até às 20h deste sábado.
Subindo (6 estados): SE, SP, GO, CE, AM, RJ Em estabilidade (3 estados): AL, ES, SC Em queda (7 estados): PB, MT, MS, RO, PR, RS, PA Não divulgou (10 estados e o Distrito Federal): AC, AP, BA, DF, MA, MG, PE, PI, RN, RR e TO
Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Já está no Brasil o primeiro lote importado de vacinas contra a Monkeypox, doença que é mais conhecida como varíola dos macacos. Segundo o Ministério da Saúde, a remessa de 9,8 mil doses desembarcou nesta terça-feira (4) no Aeroporto de Guarulhos (SP).
Cerca de 50 mil doses já foram compradas via fundo rotatório da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os próximos lotes estão previstos para serem entregues até o fim de 2022.
De acordo com o ministério, os imunizantes serão utilizados para a realização de estudos, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). “É importante ressaltar que as vacinas são seguras e atualmente são utilizadas contra a varíola humana ou varíola comum. Por isso, o estudo pretende gerar evidências sobre efetividade, imunogenicidade e segurança da vacina contra a varíola dos macacos e, assim, orientar a decisão dos gestores”, informou a pasta.
A coordenação da pesquisa ficará a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) com o apoio da OMS e financiamento do ministério. O estudo foi discutido pela pasta, em conjunto com a Opas, pesquisadores e especialistas da área.
“O objetivo é avaliar a efetividade da vacina Jynneos/MVA-BN contra a varíola dos macacos na população brasileira, ou seja, se a vacina reduz a incidência da doença e a progressão à doença grave. A população-alvo do estudo será formada por pessoas mais afetadas e com maior risco para a doença”, detalhou o ministério ao informar que inicialmente os grupos a serem vacinados serão de pessoas que tiveram contato prolongado com doentes diagnosticados ou em tratamento com antirretroviral para HIV.
Ainda segundo o ministério, em breve serão divulgados quais centros de pesquisa serão incluídos “considerando as cidades com elevados números de casos confirmados da doença e a infraestrutura disponível para a condução do estudo”.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (7), em Brasília, autorização para realização da segunda fase de desenvolvimento de vacina contra a Covid-19, apoiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O ensaio clínico do estudo incluirá 300 homens e mulheres voluntários que preenchem os requisitos estabelecidos pela equipe técnica. Mulheres grávidas e que estão amamentando não vão participar.
“A Rna Mcti Cimatec HDT é baseada na tecnologia de RNA replicon (repRNA) auto amplificante, capaz de codificar a proteína Spike (S) do coronavírus, desenvolvida pela empresa americana HDT Bio. Corp. A plataforma repRNA difere das plataformas de vacina de RNA mensageiro (mRNA), disponíveis pelo potencial de gerar respostas imunes mais robustas, induzindo imunidade protetora a longo prazo e em níveis de dosagem mais baixos, com potencial para aplicação em uma única dose”, explicou a agência.
O plano de desenvolvimento da vacina é feito de forma global e envolve as empresas HDT Bio (Estados Unidos), e Gennova Biopharmaceuticals (Índia), além do Senai Cimatec, sediado em Salvador e apoiado pelo Ministério da Ciência.
O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, se exaltou em entrevista nesta sexta-feira (7) ao falar do rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente, como fez ao longo da semana, começou o dia recebendo políticos aliados na residência oficial do Palácio da Alvorada. Em seguida, falou com a imprensa.
Em meio a declarações sobre o segundo turno e a campanha, Bolsonaro passou a falar de Moraes. Em tom de voz elevado e expressão raivosa, criticou a decisão do ministro que quebrou o sigilo de mensagens de um assessor da Presidência, Mauro Cesar Barbosa Cid. A quebra do sigilo faz parte das investigações do inquérito das milícias digitais.
“O tempo todo usando a caneta para fazer maldade, tentar me tirar de combate, para desgastar. Já desafiei o Alexandre de Moraes, que vazou a quebra de sigilo telemático do meu ajudante de ordens, que é um crime o que esse cara fez. Esse cara fez um crime. Meu ajudante de ordem, em especial o Cid — porque eu tenho quatro — , é um cara de confiança meu”, disse o presidente, aos gritos.
Bolsonaro reclamou de multa aplicada contra ele pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte, presidida por Moraes, entendeu que Bolsonaro fez propaganda eleitoral antecipada ao reunir embaixadores estrangeiros em Brasília para disseminar informações falsas e infundadas contra as urnas eletrônicas.
“Será que é difícil enxergar tudo isso, que eu estou lutando não é por mim? É pelo Brasil. Para mim era muito mais fácil estar do outro lado do balcão, do lado daquele cara que está no Supremo e está no TSE [Alexandre de Moraes]. Tudo canetando contra mim. Acabou de me dar uma multa de R$ 20 mil porque eu reuni embaixadores aqui”, vociferou Bolsonaro.
O presidente também elevou o tom ao falar de Lula.
“Se vocês botarem um pinguço para dirigir o Brasil… Um cara sem qualquer responsabilidade, que tem um rastro de corrupção. Um rastro de deboche para com a família brasileira, de ataques a padres, a pastores, de ataque às Forças Armadas, de ataque aos policiais. Vocês acham que vai dar certo?”, atacou Bolsonaro.
O acumulado de alertas de desmatamento em setembro de 2022 na Amazônia foi de 1.455 km², segundo dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe). É o pior setembro da série histórica do Deter, que começou em 2015.
O número representa um crescimento de 47,7% em relação a setembro do ano passado e equivale ao tamanho da cidade de São Paulo em área. O segundo pior número da série foi registrado em 2019, no primeiro ano do governo Bolsonaro (PL). Na época, os alertas para setembro chegaram a 1.454 km².
No acumulado de 2022, as áreas de alerta de desmatamento já somam 8.590 km², um número 4,5% maior do que todos os alertas do ano passado.
Segundo o Observatório do Clima, o índice preocupa porque pode igualar ou até mesmo superar nos próximos três meses que restam do ano o recorde histórico de 2019 (9.178 km²).
Tudo isso num contexto de altos índices no começo do ano. Janeiro e fevereiro de 2022 acumularam recordes de desmatamento no Brasil, algo incomum, visto que estes são meses chuvosos na maioria dos estados que englobam o bioma, e as taxas de desmatamento são tipicamente menores durante esse período.
“Bolsonaro foi, afinal, o presidente que até hoje se orgulha em dizer que desmontou a fiscalização ambiental e que não demarcou ‘nenhum centímetro’ de terra indígena”, avalia o Observatório do Clima.
“Colheu, como resultado de tudo isso, o primeiro ciclo de três altas seguidas nas taxas de desmatamento medidas pelo Inpe em um mesmo mandato presidencial — e pode estar a caminho de uma quarta”.
Deter x Prodes Os alertas de desmatamento foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).
O Deter não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo. A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Uberlândia se posicionou na noite desta quinta-feira (6) sobre as declarações de xenofobia da advogada Flávia Aparecida Rodrigues Moraes. Em vídeo publicado das redes sociais, ela afirmou que “não vai mais alimentar quem vive de migalhas”, se referindo à população nordestina.
No posicionamento, o presidente da OAB Uberlândia, José Eduardo Batista, informou que o órgão decidiu por exonerar Flávia do cargo de vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada. Ela já havia pedido licença do posto após o vídeo circular nas redes sociais.
“Reiteramos que não compactuamos com os lamentáveis fatos veiculados nas redes sociais, nem com as expressões usadas pela advogada”, declarou o presidente.
Também nesta quinta, a Defensoria Pública de Minas Gerais propôs uma ação civil pública contra Flávia. O órgão pede que a advogada pague R$ 100 mil em danos morais.
Ao g1, por meio de uma assessora de imprensa, Flávia declarou que se arrepende do que disse, mas que a conduta, embora reprovável, “não se encontra tipificada como crime em qualquer dispositivo legal vigente”.
Posicionamento da OAB Além de exonerar a advogada da comissão, a OAB Uberlândia afirmou, em nota, que também determinou a abertura de processos éticos-disciplinares pelo Conselho de Ética e Disciplina da Subseção e pelo Tribunal de Ética Regional, em atenção aos pedidos de representação disciplinar protocoladas por advogados e autoridades de Uberlândia e região.
“Apresentamos nossas sinceras desculpas ao povo nordestino e em especial à advocacia nordestina e advocacia brasileira pelas manifestações ofensivas da referida advogada, postadas nas redes sociais”, completa a nota.
Ação civil pública Em nota enviada à imprensa, o defensor público Evaldo Gonçalves da Cunha afirmou que a indenização será destinada a entidades de combate ao preconceito, racismo e xenofobia. A advogada também deverá se retratar das declarações pelas vias adequadas.
“A ré propaga falas preconceituosas e discriminatórias, causando um constrangimento ao povo nordestino de magnitude imensurável”, escreveu.
No texto da ação, a Defensoria Pública declara que o objetivo do processo é “o reconhecimento dos direitos de milhões de brasileiros nordestinos, sejam os lá residentes ou os que de lá se originam, de terem respeitada a sua identidade, como corolário da dignidade da pessoa humana”.
O órgão indica que a advogada teria explicitamente incitado a discriminação do povo nordestino, o que configura o crime de “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.
Quando cometido em um meio de comunicação social, como a internet, a pena prevista para o crime é reclusão de dois a cinco anos e multa.
“Em que pese o direito de liberdade de expressão ser constitucionalmente garantido, tal direito não é absoluto e deve ser exercido em observância à proteção à dignidade da pessoa humana”, aponta a ação.
Entenda o caso Flávia Aparecida Moraes publicou um vídeo em uma rede social dizendo que “não vai mais alimentar quem vive de migalhas”, se referindo aos moradores da região Nordeste do Brasil.
Vestidas com as cores verde e amarela, ela e mais duas mulheres não identificadas fazem um brinde enquanto deixam claro que não irão mais àquela região turística do Brasil e que preferem gastar o dinheiro no Sul e Sudeste ou até fora do país.
Na descrição do vídeo, Flávia ainda escreveu: “Lamentavelmente mais necessário, precisamos ser racionais. Democracia é democracia (sic)”.
Na publicação, o áudio da advogada é quase encoberto pela música ao fundo, mas é possível identificar o que ela diz:
“A todos aqueles brasileiros que a partir de hoje têm que ser muito inteligente. Nós geramos empregos, nós pagamos impostos e sabe o que que a gente faz? A gente gasta o nosso dinheiro lá no Nordeste. Não vamos fazer isso mais. Vamos gastar dinheiro com quem realmente precisa, com quem realmente merece. A gente não vai mais alimentar quem vive de migalhas. Vamos gastar o nosso dinheiro aqui no Sudeste, ou no Sul ou fora do país, inclusive porque fica muito mais barato. Um brinde a gente que deixa de ser palhaço a partir de hoje”, disse Flávia Moraes.
Segundo a 13ª Subseção da OAB, a advogada pediu licença do cargo que ocupava na entidade para se dedicar pessoalmente sobre o assunto. Já a OAB-MG informou, na quarta-feira (5), que vai tomar as providências cabíveis no âmbito ético disciplinar.
“A OAB repudia de forma veemente as expressões utilizadas que materializam preconceito e discriminação contra o povo nordestino. Caracteriza um tipo de xenofobia regional intolerável, inadmissível. A OAB MG recomenda à OAB de Uberlândia que independente da licença requerida pela colega a destitua do cargo porque ela não tem condições de participar desta gestão”, disse o presidente da ordem mineiro, Sérgio Leonardo em vídeo publicado em rede social.