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Ucrânia afirma ter encontrado vala comum com 180 corpos

As autoridades ucranianas encontraram uma vala comum na cidade recentemente libertada de Lyman, no leste do país, e não está claro quantos corpos ela possui, disse o governador regional Pavlo Kyrylenko em um texto online nesta sexta-feira (7).

A agência de notícias Ukrinform publicou um texto em que afirma que o túmulo tinha 180 corpos. A informação é atribuída a um dirigente da polícia.

Tropas ucranianas libertaram Lyman do controle russo no sábado.

Outra vala comum
Em setembro, os ucranianos descobriram uma vala comum com 440 mortos perto de Izium.

Alguns dos corpos estavam com as mãos amarradas. Outros mostravam sinais de terem sofrido violência.

A cidade de Izium tinha cerca de 50 mil habitantes antes da guerra e fica no nordeste da Ucrânia, dentro da região de Kharkiv, mas próxima também a Donbass, região que deu início ao conflito entre Moscou e Kiev.

O local foi cenário de combates antes de ser tomada pelos russos, que fizeram dela um ponto estratégico para reabastecer suas tropas.

Partidos Pros e Solidariedade anunciam fusão e, somados, devem superar cláusula de barreira

Dirigentes dos partidos Pros e Solidariedade anunciaram nesta sexta-feira (7) um acordo para a fusão das legendas. O comunicado é assinado pelos presidentes das duas siglas, Euripedes Jr e Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, respectivamente.

“Essa unidade é motivada pela identidade, compatibilidade de valores e visão compartilhada do projeto político nacional”, diz o texto divulgado.

Os dois partidos integram, atualmente, a coligação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa do segundo turno presidencial.

Ao g1, Paulinho da Força afirmou que o processo passa agora por “questões burocráticas”, como a convocação de uma convenção e a composição da nova diretoria. A ideia é manter o nome Solidariedade e adotar o número eleitoral do Pros, 90.

Cláusula de barreira
Sozinhos, Pros e Solidariedade não conseguiram o número mínimo de votos e de cadeiras no Congresso para ultrapassar a cláusula de barreira.

Nas eleições deste ano, o Pros elegeu três deputados: Max (RJ), Toninho Wandscheer (PR) e Weliton Prado (MG). Também é filiada à sigla a senadora Zenaide Maia (RN), cujo mandato vai até 2027.

Já o Solidariedade elegeu quatro deputados: Aureo Ribeiro (RJ), Marcelo Lima (SP), Maria Arraes (PE) e Zé Silva (MG). O partido também elegeu o novo governador do Amapá, Clécio, e disputa o segundo turno do governo de Pernambuco com Marília Arraes.

Mesmo somados, os sete deputados ainda ficariam abaixo do mínimo de 11 necessário para superar a cláusula de barreira pelas regras atuais. As siglas atendem ao outro critério definido, no entanto: reúnem pelo menos 2% dos votos válidos nacionais, e 1% dos válidos em pelo menos nove estados.

Sem uma fusão como a anunciada, as siglas perderiam acesso a verbas dos fundos eleitoral e partidário, além de tempo de televisão e vaga nos debates das eleições 2024 e 2026, por exemplo.

Moraes prorroga pela 5ª vez inquérito do STF que apura suposta atuação de milícia digital contra democracia

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por mais 90 dias o inquérito que investiga as ações de uma suposta milícia digital que atua contra a democracia.

A apuração foi instaurada em julho de 2021, depois de o ministro Alexandre de Moraes ter determinado o arquivamento — a pedido da Procuradoria-Geral da República — do inquérito que investigou atos antidemocráticos a partir de abril de 2020. O prazo da investigação foi prorrogado pela quinta vez.

No chamado inquérito das milícias digitais, a Polícia Federal apura a existência de uma organização criminosa que teria a finalidade de atentar contra o estado democrático de direito e se articularia em núcleos político, de produção, publicação e financiamento.

Outra suspeita é de que esse grupo tenha sido abastecido com verba pública.

Em um relatório parcial sobre o andamento do caso, apresentado em fevereiro deste ano à Corte, a delegada Denisse Ribeiro afirmou que uma milícia digital usa a estrutura do chamado “gabinete do ódio” — grupo que seria formado por aliados do presidente Jair Bolsonaro e que atuaria até mesmo dentro do Palácio do Planalto.

Segundo a PF, a ação do grupo seria orquestrada com o objetivo de difundir ataques e desinformação, criando e deturpando dados para obter vantagens e auferir lucros – buscando, assim, ganhos políticos, ideológicos e financeiros.

“Identifica-se a atuação de uma estrutura que opera especialmente por meio de um autodenominado ‘gabinete do ódio’: um grupo que produz conteúdos e/ou promove postagens em redes sociais atacando pessoas (alvos) – os ‘espantalhos’ escolhidos – previamente eleitas pelos integrantes da organização, difundindo-as por múltiplos canais de comunicação […], especialmente as redes sociais”, escreveu a delegada.

A delegada afirmou que a suposta milícia digital atua de forma anônima e tem como alvos adversários políticos, ministros do STF, integrantes do próprio governo e dissidentes, além da imprensa tradicional.

Pesquisa PoderData: Lula, 52%, Bolsonaro, 48% no segundo turno

Pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, 6, mostra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 52% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, enquanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) tem 48%. A distância entre ambos, de apenas 4 pontos, é a menor já registrada por esse instituto de pesquisa em um embate direto entre eles.

Quanto aos votos totais, considerando brancos e nulos, o candidato do PT tem 48% da preferência; Bolsonaro, 44%. O presidente tem ampla vantagem entre os evangélicos (69% a 31%). A maior vantagem do petista está entre eleitores do Nordeste (67% a 33%).

O levantamento consultou 3.500 eleitores por telefone entre os dias 3 e 5 de outubro. A margem de erro é de 1,8 pontos porcentuais, para mais ou para menos. O código de registro na Justiça Eleitoral é BR-08253/2022.

Biden não descarta se reunir com Putin na cúpula do G20

O presidente dos EUA, Joe Biden, não descartou nesta quinta-feira (6) um encontro com seu colega russo, Vladimir Putin, durante a cúpula do G20 no próximo mês na Ásia.

“Isso ainda está para ser visto”, disse Biden a repórteres quando perguntado se usaria a reunião do G20 em Bali, na Indonésia, para falar diretamente com Putin.

A Casa Branca já havia dito que essa possibilidade não estava descartada.

No momento nenhum dos dois confirmou a viagem e a Casa Branca diz que se Putin participar da cúpula do G20, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, também deve participar, mesmo que não seja membro do grupo.

Biden indicou anteriormente que tem “certeza” de que encontrará seu homólogo chinês Xi Jinping se participar da cúpula marcada para 15 e 16 de novembro.

Mas não está claro se Putin e Xi participarão da cúpula.

A Rússia está isolada internacionalmente desde que invadiu a Ucrânia, enquanto o líder chinês limitou as viagens ao exterior devido à Covid-19.

O presidente indonésio, Joko Widodo, disse em entrevista à Bloomberg em agosto que tanto Xi quanto Putin compareceriam pessoalmente ao G20.

Barroso suspende lei de RR que impedia destruição de máquinas apreendidas em ações de combate a crimes ambientais

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso suspendeu nesta quinta-feira (6) uma lei do estado de Roraima que proíbe a destruição de equipamentos apreendidos durante operações e fiscalizações ambientais no estado.

A decisão foi tomada no âmbito de ações apresentadas pela Procuradoria-Geral da República e pelo partido Rede Sustentabilidade em julho deste ano.

Nos pedidos, os autores afirmam que a norma estadual fere a Constituição por retirar competências da União para elaborar leis sobre direito penal e processual penal, além de normas gerais para mobilização de forças de segurança para defesa do meio ambiente. Sustentam ainda que a regra viola o artigo da Carta Magna que prevê o direito fundamental ao meio ambiente.

A lei estadual foi sancionada também em julho deste ano e estabelece que a proibição é para órgãos ambientais de fiscalização, Polícia Militar do Estado de Roraima e da Companhia Independente do Policiamento Ambiental (CIPA).

O projeto de lei foi aprovado pela Assembleia Legislativa de Roraima por unanimidade em uma sessão extraordinária, com 14 dos 24 parlamentares estaduais presentes. A assembleia não divulgou a lista dos votantes.

Quando a lei foi sancionada pelo governador de Roraima, Antonio Denarium (PP) – reeleito no último domingo –, apoiadores do projeto e de garimpos comemoraram a decisão com um churrasco em área pública.

A decisão de Barroso
Na decisão, Barroso considerou que o texto “vulnera o próprio direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado”. “Isso porque a proibição à destruição de instrumentos utilizados em infrações ambientais acaba por permitir a prática de novas infrações ambientais, de modo que a norma impugnada impede a plenitude de efeitos do poder de polícia ambiental”, escreveu.

O relator também afirmou que a manutenção dos efeitos da legislação inviabiliza prejuízo na repressão a infrações ambientais.

“Como salientado pelo Procurador-Geral da República na petição inicial, a manutenção dos efeitos da norma estadual, com sua vedação peremptória à participação de órgãos de fiscalização estadual em ações de destruição, inutilização e inviabilização de bens apreendidos em operações ambientais, acarreta prejuízo para a devida repressão à prática de ilícitos ambientais, com potenciais danos irreparáveis ao meio ambiente e às populações indígenas presentes no Estado de Roraima”, completou.

Barroso determinou que o caso seja levado para o plenário virtual, para que ministros analisem a decisão individual.

Brasil registra 119 mortes por Covid e média móvel aponta alta pelo terceiro dia

O Brasil registrou nesta quinta-feira (6) 119 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 686.759 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 105. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de 57%, indicando tendência de alta pelo terceiro dia seguido.

Brasil, 6 de outubro
Total de mortes: 686.759
Registro de mortes em 24 horas: 119
Média de mortes nos últimos 7 dias: 105 (variação em 14 dias: +57%)
Total de casos conhecidos confirmados: 34.726.506
Registro de casos conhecidos confirmados em 24 horas: 6.510
Média de novos casos nos últimos 7 dias: 6.193 (variação em 14 dias: -3%)

No total, o país registrou 6.510 novos diagnósticos de Covid-19 em 24 horas, completando 34.750.108 casos conhecidos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi de 6.193 . A variação foi de -3% em relação a duas semanas atrás.

Em seu pior momento, a média móvel superou a marca de 188 mil casos conhecidos diários, no dia 31 de janeiro deste ano.

Acre, Bahia, Mato Grosso do Sul e Piauí não divulgaram seus boletins até às 20h desta segunda-feira.

Subindo (6 estados): RN, SP, SC, AM, GO, PE
Em estabilidade (8 estados): RJ, BA, PA, RR, ES, AL, SE, TO
Em queda (8 estados e o DF): DF, MA, PB, AP, MT, RO, PR, MG, RS
Não divulgou (5 estados): AC, CE, BA, MS e PI

Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.

Lula pede a quem tem ‘uma gota de sangue nordestino’ que não vote em Bolsonaro no 2º turno

O candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um apelo nesta quinta-feira (6) para que “quem tiver uma gota de sangue nordestino” não vote no presidente Jair Bolsonaro (PL), adversário dele na disputa do segundo turno das eleições.

Lula justificou o apelo ao fato de Bolsonaro ter associado a vitória petista no Nordeste no primeiro turno das eleições ao analfabetismo na região.

A declaração de Bolsonaro aconteceu durante uma “live”, na quarta-feira (5). O presidente comentava uma notícia sobre a vitória de Lula em estados com alta taxa de analfabetismo quando afirmou:

“Uma notícia importante, pessoal: ‘Lula venceu em nove dos dez estados com maior taxa de analfabetismo’. Vocês sabem quais são esses estados? São do nosso Nordeste. Não é só taxa de analfabetismo alta o mais grave nesses estados. Outros dados econômicos agora também são inferiores nessas regiões.”

Bolsonaro afirmou, em seguida, que “esses estados do Nordeste estão sendo há 20 anos administrados pelo PT” e que “onde a esquerda entra, leva o analfabetismo, leva a falta de cultura, leva o desemprego.”

No primeiro turno das eleições, Lula recebeu mais votos que Bolsonaro em 14 estados, entre eles todos os estados do Nordeste.

“Ontem o meu adversário disse que eu só ganhei as eleições dele porque o povo nordestino é analfabeto”, disse Lula durante discurso em São Bernardo do Campo (SP).

“Eu queria pedir para vocês que vocês mandassem telefonema para os parentes de vocês no Nordeste. Quem tiver uma gota de sangue nordestino não pode votar nesse negacionista monstro que governa esse país. Ele tem que aprender uma lição”, continuou Lula.

O candidato petista afirmou ainda que os nordestinos ajudaram a construir o país e que o analfabetismo ainda existe no Brasil porque “esse país nunca teve um governo que se preocupasse com a educação”.

Em busca de votos em Minas, Bolsonaro se encontra com empresários da indústria em Belo Horizonte

O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, participou no início da noite desta quinta-feira (6) em Belo Horizonte de um encontro com empresários da indústria de Minas Gerais.

Bolsonaro estava acompanhado de aliados como os governadores Antonio Denarium, Ibaneis Rocha (MDB-DF), Cláudio Castro (PL-RJ) e Romeu Zema (Novo-MG).

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) , Flávio Roscoe, entregou um documento com propostas do setor para Bolsonaro.

Em seu discurso, Bolsonaro buscou exaltar medidas de seu governo na economia.

“Nós fizemos a nossa parte, criamos programas para combater o desemprego, enviamos dinheiro para estados e municípios sem vermos a coloração político-partidária desses governadores […] Pelo terceiro mês consecutivo, já temos deflação no Brasil, os produtos da cesta básica já vêm caindo de preço, estamos voltando à normalidade de forma completamente diferente de quase todo o mundo”, disse o presidente.

Disputa por Minas
Bolsonaro e o rival dele na disputa do 2º turno, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consideram Minas Gerais com um dos estados-chave para o sucesso na eleição. O estado é o terceiro maior colégio eleitoral do país.

Na votação do 1º turno, no domingo (2), Lula venceu em Minas com 48,29% dos votos. Bolsonaro teve 43,60%.

Bolsonaro tenta reverter a vantagem do petista, e o apoio de Zema, governador reeleito no 1º turno, é uma das apostas do presidente.

Em passo rumo à descriminalização, Biden anuncia perdão a condenados por posse de maconha

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quinta-feira (6) um perdão a todas as pessoas com condenação federal pela posse simples de maconha. Mais de 6,5 mil indivíduos condenados serão afetados pelo indulto.

Com isso, Biden dá seus primeiros passos para descriminalizar a maconha, cumprindo uma promessa de campanha de “limpar a ficha” de condenados por essa infração e iniciando o processo de afrouxar a classificação federal sobre a droga.

Além dos 6,5 mil beneficiados pelo país, a ação de Biden também abrange milhares de condenados pelo crime no Distrito de Columbia, onde fica a capital Washington. Ele também pede aos governadores que emitam indultos semelhantes para os condenados por posse de maconha sob leis estaduais, que são a grande maioria no país.

Além do indulto, Biden disse que instruiu o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Xavier Becerra, e o procurador-geral Merrick Garland a começar a revisar como a maconha é classificada sob as leis federais de drogas.

“O governo federal atualmente classifica a maconha como uma substância de ‘Programa 1’, o mesmo que heroína e LSD – e mais grave que o fentanil”, diz Biden. “Isso não faz sentido.”

“Mandar pessoas para a prisão por portar maconha arruinou muitas vidas e prendeu pessoas por conduta que muitos estados não proíbem mais”, explica Biden em comunicado.

Estudantes do Instituto Federal de Brasília protestam contra bloqueio de verbas feito pelo MEC

Estudantes do Instituto Federal de Brasília (IFB) fizeram um protesto, na tarde desta quinta-feira (6), contra o bloqueio de verbas na educação realizado pelo Ministério da Educação (MEC). O ato foi no Campus da Asa Norte.

A manifestação começou por volta das 14h e terminou no final da tarde. Os estudantes chegaram a interditar parcialmente o trânsito em frente ao instituto, que fica na quadra 610 Norte. A Polícia Militar acompanhou o protesto que não teve incidentes.

Os manifestantes exibiram faixas com frases como “Em defesa dos institutos federais”. Eles também gritaram palavras de ordem contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Esse ato foi uma mobilização dos estudantes do IFB de vários campus contra o corte no orçamento da educação desse desgoverno que sucateia todos os dias nossa educação”, diz a estudante Tainá Santos.

O IFB disse que o bloqueio no orçamento foi percebido nesta quarta-feira (5). Ao todo, o governo federal bloqueou R$ 1 bilhão, especificamente R$ 328 milhões do ensino superior.

O MEC afirma que a medida é reflexo de uma ordem do Ministério da Economia, divulgada no fim de setembro, e que os valores serão desbloqueados em dezembro.

Entidades se posicionam contra corte de 5,8% no orçamento para universidades e institutos federais

Após o Governo Federal publicar uma norma, na última sexta-feira (30), determinando o bloqueio de 5,8% do orçamento do Ministério da Educação, o funcionamento de serviços básicos nas instituições de ensino superior, como a assistência estudantil e manutenção, pode ser, mais uma vez, afetado. Só para a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o bloqueio chega a R$ 8,7 milhões. No Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), o bloqueio no orçamento ultrapassa o valor de R$ 2,6 milhões.

Nesta quarta-feira (5), a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes) e o Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), que representa os institutos federais, emitiram notas contra o novo corte.

Segundo as entidades, o Decreto 11.216, que estabelece o contingenciamento, retira R$ 328,5 milhões das universidades e R$ 147 milhões dos institutos. Somando com os outros bloqueios realizados ao longo do ano, os déficits são de R$ 763 milhões e R$ 300 milhões, respectivamente.

Na nota publicada nas redes sociais, a Andifes informou ter convocado uma reunião remota para quinta-feira (6), a partir das 10h, com reitores das universidades para debater ações contra a medida. Ainda de acordo com o texto, o secretário de Educação Superior também foi convidado.

Já o Conif afirmou que o contingenciamento terá impactos para os estudantes. “Transporte, alimentação, internet, chip de celular, bolsas de estudo, dentre outros tantos elementos essenciais para o aluno não poderão mais ser custeados pelos Institutos Federais, pelos Cefets e Colégio Pedro II, diante do ocorrido”, ressaltou, acrescentando que “serviços essenciais de limpeza serão descontinuados”.

Por meio de nota, a UFPE informou que o reflexo do corte na instituição é de R$ 8,7 milhões. “A gestão da universidade está conduzindo reuniões com a equipe interna e com todas as demais instituições federais de ensino em Pernambuco para apresentar uma dimensão total desse impacto em contratos e o andamento das atividades”, avaliou, ressaltando que, para o reitor Alfredo Gomes, “o corte é inaceitável, comprometendo o pleno funcionamento da educação em todo país”.

Já a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) disse que só se pronunciará após a reunião com a Andifes. O Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) afirmou que está dimensionando os impactos dos cortes no funcionamento da instituição.

Psicólogo hipnotizava vítimas antes de estuprá-las em sessão de terapia, diz polícia

De acordo com a Polícia Civil, as 13 vítimas que denunciaram Jorge Zacarias, de 63 anos, por estupro, disseram que o psicólogo às hipnotizavam antes delas serem abusadas sexualmente. O caso é investigado pela Delegacia da Mulher de Fátima do Sul (MS), a 239 KM de Campo Grande.

“Conforme os relatos das vítimas que procuraram esta delegacia de polícia afirmavam que ele se utilizava da técnica da hipnose para praticar atos libidinosos”, comenta a delegada do caso, Gabriela Vanoni.

O g1 procurou o Conselho Regional de Psicologia para comentar sobre o caso e sobre a técnica utilizada pelo psicólogo. Porém, até a atualização desta matéria, a entidade não se manifestou.

Novas denúncias
Ao todo, 13 mulheres procuraram a Polícia Civil para denunciar abusos sexuais cometidos pelo psicólogo Jorge Zacarias. As novas denúncias vieram após uma adolescente, de 15 anos, procurar os oficias alegando ter sido estuprada durante terapia. O suspeito está preso desde 13 de setembro.

Em pedido à Justiça, a delegada Gabriela Vanoni, que comanda o caso, solicitou a conversão da prisão de Jorge Zacarias de flagrante para preventiva. O pedido deve ser atendido até sexta-feira (7), segundo a oficial.

Nessa segunda-feira (3), Jorge Zacarias compareceu à Delegacia de Atendimento à Mulher de Fátima do Sul para ser interrogado. O psicólogo foi acompanhado do advogado. O suspeito permaneceu em silêncio em todo interrogatório.

A defesa de Jorge Zacarias confirmou a ida do cliente ao interrogatório. Em nota, o advogado que representa o psicólogo disse que “Jorge pretende comprovar a sua inocência quanto as acusações feitas em seu desfavor, porém, neste momento processual utilizou-se do seu direito de silêncio para se manifestar em audiência futura perante o Juiz de direito”.

Comitê de Bolsonaro cria núcleo para tentar conter rejeição entre mulheres; Michelle coordenará

O comitê de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu criar um núcleo para atuar no segundo turno buscando reduzir a rejeição a Bolsonaro entre o eleitorado feminino. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, coordenará as ações do grupo.

Pesquisa Ipec sobre intenção de voto no segundo turno mostrou que o ex-presidente Lula (PT) tem a preferência de 53% das eleitoras, enquanto Bolsonaro, 40%. Ainda segundo a pesquisa, 2% das eleitoras ainda não sabem em quem votar, e 4% dizem que votarão em branco ou nulo.

Além de Michelle, integrarão o grupo:

Damares Alves (Republicanos-DF), senadora eleita;
Tereza Cristina Dias (PP-MS), senadora eleita;
Bia Kicis (PL-DF), deputada federal reeleita;
Carla Zambelli (PL-SP), deputada federal reeleita.

A estratégia definida é a seguinte: Michelle Bolsonaro e Damares Alves focarão nas eleitoras evangélicas; Tereza Cristina, nas eleitoras do agronegócio; e Bia Kicis e Carla Zambelli, nos demais grupos de eleitoras.

Segundo um assessor de Bolsonaro, a estratégia é que o grupo atue “forte” no segundo turno e até agenda independente da de Bolsonaro, ainda que às vezes os compromissos possam coincidir.

Bolsonaro quer, também, o envolvimento das deputadas eleitas pelo PL neste ano para criar um movimento a seu favor na reta final da campanha.

Em campanha, Bolsonaro recebe governadores e deputados reeleitos e pede desculpas: ‘Falei demais muitas vezes’

O presidente Jair Bolsonaro recebeu nesta quinta-feira (6) o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), deputados federais reeleitos e governadores. No encontro, o candidato do PL à reeleição, disse que nos últimos anos falou “demais muitas vezes”, ofendeu algumas pessoas “de forma não intencional” e pediu desculpas.

O encontro ocorreu no Palácio da Alvorada – residência oficial da Presidência da República em Brasília. Entre os presentes, estavam os governadores reeleitos Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás; Gladson Cameli (PP), do Acre; e Antônio Denarium (PP), de Roraima. Os três apoiam a reeleição de Bolsonaro.

Ministros e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que discursou no evento, também participaram da reunião.

O pedido de desculpas de Bolsonaro se deu no momento em que o presidente falava sobre medidas tomadas durante a pandemia da Covid-19 e em meio à guerra da Ucrânia.

“Como todo o respeito ao Legislativo, quem decide na ponta da linha, sozinho muitas vezes, é o chefe do Executivo – é o prefeito, o governador, é o presidente. As decisões não são fáceis. E trago comigo um ensinamento militar: ‘Pior do que uma decisão mal tomada é uma indecisão’. Nós nunca nos omitimos, mesmo com o desgaste”, afirmou.

“Falei demais muitas vezes, reconheço, ofendi algumas pessoas de forma não intencional, me desculpem, mas é o calor de uma luta da vida contra a morte, no caso da pandemia”, completou Bolsonaro.

Em um breve pronunciamento, Michelle pediu desculpas pelos “palavrões” do marido, com os quais disse não concordar. Ela também parabenizou os congressistas reeleitos e afirmou estar “saindo” da sua “zona de conforto” para ajudar o candidato do PL.

“Não sou essa oradora, como ele [Bolsonaro] fala. Realmente, estou saindo da minha zona de conforto, prefiro ser mãe e esposa, ajudadora, porque esse é o papel da mulher. Mas, se Deus quer assim, vou pedir a Ele para me dar sabedoria”, afirmou Michelle.

“Perdão a todos pelos palavrões do meu marido. Eu não concordo, mas ele é assim. Tem gente que gosta, né?”, acrescentou a primeira-dama.

Durante a campanha, Michelle Bolsonaro aumentou a participação ao lado do marido em eventos políticos. O presidente tenta conquistar votos entre o eleitorado feminino.

Em discurso, Arthur Lira disse que a eleição para o Legislativo mostrou que a maioria da população quer um Congresso “conservador”. O parlamentar alagoano reiterou apoio à reeleição de Bolsonaro.

“O Brasil vai ter a oportunidade, no segundo turno, de escolher dois modelos bastante antagônicos. E ao povo vai caber essa escolha. E nós pedimos a compreensão e vamos, de uma maneira rebuscada, continuar afirmando: o Congresso Nacional que foi eleito pelos brasileiros, Senado e Câmara, foi feito para a permanência, a manutenção do governo Bolsonaro para os próximos quatro anos”, disse o presidente da Câmara.